04/01/2019

Presidente da República promulga lei que reforça exigências na venda de seguros

 o presidente da república promulgou hoje as novas regras do setor segurador, que reforça as exigências na venda de seguros com o objetivo de melhorar a proteção aos consumidores, segundo a nota publicada na página da presidência. o novo regime jurídico de distribuição de seguros e resseguros transpõe a diretiva europeia e reforça os requisitos de exercício de atividade, com formação obrigatória dos trabalhadores, e as exigências na comercialização dos seguros (seja feita por pessoas singulares ou empresas), desde logo com maiores deveres de informação. a venda de seguros enquanto produto de investimento passa ainda a obrigar a um teste de adequação ao perfil do cliente. o diploma promulgado inclui ainda o regime processual aplicável às contra ordenações e os crimes especiais do setor segurador e de fundos de pensões, cujo processamento competirá à autoridade de supervisão. a transposição em portugal da diretiva de distribuição de seguros está atrasada, face às datas inicialmente previstas a nível europeu. aquando da aprovação no parlamento, em setembro, tanto o cds-pp como bloco de esquerda manifestaram preocupação de que o novo regime possa estimular “um processo de concentração” do setor segurador na união europeia, o que, em última instância, poderá representar uma desproteção dos consumidores. pela parte do ps, o vice-presidente da bancada joão paulo correia defendeu que o novo regime “uniformiza” as regras de supervisão no setor, aumentando a confiança dos clientes. em portugal existem cerca de 25 mil mediadores/corretores de seguros autorizados pelo regulador do setor. fonte: eco sapo
04/01/2019

Inflação de Porto Alegre avança 0,25% na última semana de dezembro, diz FGV

 o índice de preços ao consumidor semanal (ipc-s) de porto alegre registrou variação de 0,25%, na apuração realizada na quarta semana de dezembro de 2018, de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira (3) pela fundação getulio vargas (fgv). o resultado foi 0,05 ponto percentual (p.p.) superior ao divulgado na terceira semana de dezembro, que foi de 0,20%. seis das oito classes de despesa que compõem o índice apresentaram aceleração em suas taxas de variação, com destaque para vestuário (de 0,59% para 1,08%) e habitação (de 0,60% para 0,85%). os grupos que exerceram pressões acima da média foram vestuário (1,08%), habitação (0,85%), educação, leitura e recreação (0,85%) e saúde e cuidados pessoais (0,36%). já os que estiveram abaixo da média foram despesas diversas (0,19%), comunicação (-0,02%), alimentação (-0,03%) e transportes (-0,85%). em todas as capitais pesquisadas, a variação do ipc-s também registrou acréscimo, como em salvador (de 0,06% para 0,22%), brasília (de -0,29% para 0,09%), belo horizonte (de 0,03% para 0,25%), recife (de 0,13% para 0,19%), rio de janeiro (de 0,55% para 0,73%) e são paulo (de -0,15% para 0,11%). a tabela a seguir mostra as variações percentuais do índice nesta e na apuração anterior.   fonte: jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/01/663932-inflacao-de-porto-alegre-avanca-0-25-na-ultima-semana-de-dezembro-diz-fgv.html)    
28/12/2018

Feliz 2019

 receba o novo ano com alegria, faça as pazes com seu passado e olhe para o futuro com esperança. fica aqui o nosso abraço e um brinde a 2019!
14/12/2018

União Seguradora fecha o ano com novos negócios

 a união seguradora recebeu a uperformance assessoria & consultoria em seguros em sua sede em porto alegre. o diretor comercial joão lock, antônio coutinho, técnica, e marco rocha, comercial, receberam domingos costa, ailton lopes e estela de moura rey para iniciar uma parceria com prospecção de novos negócios. segundo os participantes, a reunião foi produtiva em ideias que, com certeza, confirmam o sucesso dessa parceria para 2019. o diretor joão lock e sua equipe agradecem a visita da uperformance e encerram o ano com excelentes perspectivas.
14/12/2018

Uma parceria de sucesso

 o comercial da marco rocha da união segurador esteve com juveni schons da smj seguros na tarde de ontem, 13, para desejar um natal de muita saúde e paz e agradecer por mais um ano de parceria. que 2019 seja de muito sucesso!
14/12/2018

Corretor que buscar cobertura para cliente no mercado internacional em desacordo com a legislação está sujeito a penalidade

 corretores e segurados que contratam seguros no exterior em desacordo com a legislação em vigor estão sujeitos às penalidades previstas em regulamentação específica. segundo a susep, a punição poderá ocorrer mesmo para os casos onde já tenha ocorrido o término da vigência do contrato. além disso, o corretor que precisar buscar cobertura para o seu cliente no mercado internacional, seguindo os critérios estabelecidos na legislação, deve ficar atento, pois, caso surja um problema, não será competência da susep intervir em eventuais litígios. a susep explica ainda que não é necessária a sua autorização prévia para a contratação de seguro no exterior, desde que observada a legislação vigente. entretanto, a contratação de seguro para cobertura de riscos no exterior facultada às pessoas jurídicas deverá ser informada em até 60 dias contados do início de vigência do risco. a documentação referente à contratação inicial ou renovação de seguro no exterior deverá ser mantida à disposição da susep pelo segurado e pelo corretor pelo prazo de cinco anos após o término da vigência, sem prejuízo de prazos diferentes exigidos por outros órgãos de controle. a lista dos seguros que podem ser contratados no exterior e daqueles que devem ser contratados exclusivamente no brasil é estabelecida nos artigos 19 e 20 da lei complementar 126/200. o artigo 19 determina que serão exclusivamente celebrados no país todos os seguros obrigatórios e os não obrigatórios contratados por pessoas naturais residentes no país ou por pessoas jurídicas domiciliadas no território nacional, independentemente da forma jurídica, para garantia de riscos no país. já o artigo 20 estabelece que a contratação de seguros no exterior por pessoas naturais residentes no país ou por pessoas jurídicas domiciliadas no território nacional é restrita às seguintes situações: cobertura de riscos para os quais não exista oferta de seguro no país, desde que sua contratação não represente infração à legislação vigente; cobertura de riscos no exterior em que o segurado seja pessoa natural residente no país, para o qual a vigência do seguro contratado se restrinja, exclusivamente, ao período em que o segurado se encontrar no exterior; seguros que sejam objeto de acordos internacionais referendados pelo congresso nacional; e seguros que, pela legislação em vigor, na data de publicação desta lei complementar, tiverem sido contratados no exterior. as pessoas jurídicas poderão contratar seguro no exterior para cobertura de riscos no exterior, informando essa contratação ao órgão fiscalizador de seguros brasileiro no prazo e nas condições determinadas pelo órgão regulador de seguros brasileiro. para contratações relativas a riscos para os quais não tenha sido obtida cobertura no país, a susep poderá, a qualquer tempo, exigir que o segurado e/ou o corretor apresentem cópias dos seguintes documentos: consultas efetuadas a, no mínimo, 10 seguradoras brasileiras que operem no ramo de seguro em que se enquadre o risco, devendo ser as consultas iguais, para todas as seguradoras; documentos emitidos pelas seguradoras, com a respectiva negativa para a cobertura do seguro, com a justificativa apresentada para o posicionamento; consulta efetuada à seguradora no exterior, com tradução juramentada no idioma nacional, nos mesmos termos daquelas efetuadas às seguradoras nacionais. na hipótese de não existirem pelo menos 10 seguradoras brasileiras que operem no ramo de seguro em que se enquadre o risco, deverão ser consultadas todas as seguradoras que operem naquele ramo. fonte: cqcs
14/12/2018

CNseg: resiliência e diversificação mantêm crescimento do setor

 confederação das seguradoras espera fechar 2018 com crescimento nominal de 3,1% e quer setor de seguros no centro das políticas macro e microeconômicas o setor segurador manteve a sua trajetória de crescimento apesar da retomada ainda tímida da economia. de acordo com o balanço realizado pela cnseg, a confederação das seguradoras, em 2018, o setor projeta arrecadação de r$ 442,1 bilhões, fechando o ano com crescimento nominal de 3,1%. em 2019, a previsão é de nova expansão, algo entre 6,3% e 8,4%, permanecendo no território positivo por seguidos anos. na última década, por exemplo, o setor acumulou uma taxa média anual de crescimento nominal de 12,8%. no ranking mundial, o brasil é o 12º país em arrecadação e o 1º na américa latina. — os números revelam que o setor segurador conseguiu mostrar sua força mais uma vez apesar do cenário desafiador. isso acontece porque temos vocação de resiliência. e houve reposicionamento de produtos, diversificando o mercado, como a maior penetração de seguros de vida risco, residencial e garantias judiciais. além da média de crescimento, é preciso olhar as mudanças entre os ramos de seguros. apesar de toda a crise, somos responsáveis, entre outros, por mais de 47 milhões de beneficiários de planos de assistência médica e 13 milhões de pessoas que têm planos de previdência coletivos ou individuais. por isso, quando se fala de reforma da previdência, qualquer que seja sua abrangência, é preciso levar em conta o setor privado. precisamos estar no centro das políticas macro e microeconômicas— analisa marcio coriolano, presidente da cnseg, lembrando que esses números ainda podem crescer muito diante do potencial do mercado. coriolano aponta a recuperação da infraestrutura como outro grande desafio a ser enfrentado, e que a aprovação do seguro garantia, previsto no pl 1292/95, pode ter um papel importante para destravar o setor. o setor de seguros dispõe de ativos para garantir os riscos assumidos da ordem de r$ 1,2 trilhão, equivalentes a 25% da dívida pública brasileira, montante que o posiciona entre os grandes investidores institucionais do país. com movimento de receitas que já representa 6,5% do pib brasileiro, o setor tem potencial para crescer ainda mais. “estamos na 45ª posição do ranking mundial em consumo per capita, o que está em descompasso com a economia brasileira, a oitava maior do planeta”, ressalta o presidente da cnseg. coriolano lembra que importantes avanços regulatórios contribuíram para esse cenário. “a susep, assim como a ans, vem trabalhando para promover um ambiente mais estável e saudável”, reconhece, ao citar alguns exemplos, como o avanço dos seguros contra riscos cibernéticos, o novo marco regulatório da capitalização e o avanço da análise de impacto regulatório. as perspectivas para 2019 são melhores: “a tendência, com um novo governo, é que os agentes tomem decisões de consumo e investimento mais eficientes. já temos indicativos da melhora na confiança de empresários e de setores importantes como o de óleo e gás, por exemplo”, observa. e acrescenta: “nosso objetivo é contribuir com medidas concretas, propostas pelos especialistas do mercado segurador, para a superação dos desafios que estarão diante dos eleitos a partir de 2019, como o ajuste fiscal e o encaminhamento das reformas previdenciária e tributária.” coriolano reforça que a cnseg está pronta para colaborar para a superação dos grandes, complexos e diversificados desafios que se desenham em nossa sociedade, como os da longevidade e os decorrentes das mudanças climáticas. “o setor segurador é parceiro fundamental para contribuir com a agenda social e econômica do novo governo. tem propostas e produtos capazes de cooperar com as demandas que surgirão, como a previdência privada e os investimentos em infraestrutura”, sublinhou o presidente. setor segurador em números conjuntura cnseg a cnseg aprimorou os levantamentos e estudos que realiza sobre o desempenho do setor segurador. agora, a cada trimestre, passará a apresentar análises de desempenho mais robustos, articulando dados, informações, cenários socioeconômicos e seus impactos para o setor. essas importantes análises integram a conjuntura cnseg – nova publicação digital que objetiva figurar entre as mais destacadas do mercado, seguindo tendência adotada por outros segmentos da economia brasileira. para a confederação, o aprofundamento analítico do setor segurador é absolutamente relevante para a compreensão do seu alcance. além do seu público interno, a publicação vai fornecer informações à imprensa, aos organismos públicos, às entidades de pesquisa e desenvolvimento ligadas ao setor. a iniciativa também divulgará, mensalmente, conforme a disponibilidade de dados, análise restrita ao comportamento dos segmentos de seguros de danos e responsabilidades, coberturas de pessoas, saúde suplementar e capitalização. a conjuntura cnseg inclui, ainda, projeções estatísticas e artigos de interesse setorial, além de colunas fixas sobre temas jurídicos e regulatórios relevantes. a publicação conjuntura cnseg pode ser acessada pelo site da confederação: http://cnseg.org.br fonte: portal nacional de seguros por fernanda nascimento
14/12/2018

Brasilprev vê previdência privada em 2019 mais robusta e acredita em reforma

 o presidente da brasilprev, marco barros, empresa de previdência privada do banco do brasil, prevê um ano mais positivo para o segmento de planos complementares em 2019 com um melhor desempenho da economia brasileira e o encaminhamento da reforma da aposentadoria oficial. "acreditamos no encaminhamento da reforma no primeiro semestre e a aprovação de alguma reforma. não sabemos qual, mas alguma reforma deve passar. é preciso equacionar a situação fiscal do país e também da longevidade", destacou ele, em conversa com jornalistas, nesta tarde de quarta-feira, 12. o executivo chamou a atenção para o fato de o índice de natalidade no país estar em queda e, consequentemente, a importância de endereçar a estrutura previdenciária para futuras gerações. essa discussão em meio aos debates para a reforma da previdência, conforme ele, tende a melhorar a visão dos brasileiros quanto à reserva e poupança para o longo prazo. se eventos extraordinários no cenário externo não atrapalharem, conforme barros, o mercado de previdência privada deve apresentar um resultado mais "robusto" e "forte" em 2019. "será possível retomar o crescimento que predominou no passado", destacou ele. o ano de 2018, conforme o presidente da brasilprev, foi "extremamente complexo" com as empresas do setor sentindo reflexos da queda dos juros e de eventos como o processo eleitoral, a copa do mundo e a greve dos caminheiros, em maio, que pesam no desempenho de vendas. apesar disso, no caso da companhia, ele classificou o exercício como "positivo". "apesar do conjunto de incertezas, temos um sentimento positivo muito forte." de janeiro a outubro, a arrecadação da brasilprev diminuiu 19% ante o mesmo período do ano passado, num total de r$ 27 bilhões. a captação líquida - diferença de entradas e saídas - foi a r$ 5,1 bilhões no período, queda de 64,4%, na mesma base de comparação. a brasilprev, que completou 25 anos desde sua fundação, tem r$ 254 bilhões em ativos sob gestão, com market share de 30% e um total de 1,9 milhão de clientes. é uma empresa do bb em parceria com a americana principal. fonte: ec estadão conteúdo
14/12/2018

Vale a pena investir em PGBL no fim do ano para ter desconto no IR?

 nessa época, pipocam as ofertas de planos de previdência tipo pgbl; é interessante investir parte do 13º salário ou da restituição de ir nesse produto? e para quem ele é indicado? fim de ano chegando e, com ele, 13º salário e restituição do imposto de renda. opções do que fazer com esse dinheiro não faltam: festas, liquidações, amigo oculto da firma, matrícula, material escolar, iptu, ipva, ir… e que tal investir em pgbl? o produto de fato ocupa um lugar de destaque na prateleira das instituições financeiras nessa época. mas, afinal, compensa investir em pgbl no fim do ano? o pgbl - plano gerador de benefício livre - é um tipo de plano de previdência privada, produto financeiro que conta com incentivos tributários para quem investe para objetivos de longo prazo, como a aposentadoria. seu grande apelo no fim do ano se deve justamente a um desses incentivos, a possibilidade de deduzir as contribuições feitas ao plano em até 12% da renda bruta tributável anual na declaração de imposto de renda. assim, se você correr para investir ainda neste ano, poderá contar com o abatimento já na próxima declaração, a ser entregue em março ou abril do ano que vem. mas existe mesmo esse senso de urgência? é para colocar dinheiro às pressas num pgbl? qual o real benefício de aproveitar essa leva de fim de ano? não, não precisa sair correndo você não precisa correr para investir em pgbl antes de o ano acabar só para não perder a oportunidade de aproveitar o abatimento no ano que vem. se você deixar para depois, você não perde o direito ao diferimento fiscal. ele apenas ficará para o ano seguinte. eu defendo que investimentos financeiros não devem ser feitos às pressas. eles devem fazer sentido na sua carteira, considerando seu perfil e objetivos. primeiro, você precisa saber se investir em pgbl é para você. em caso positivo, você deve escolher um bom produto. nem todos os pgbl são iguais. há planos excelentes, que investem em fundos de investimento de gestores renomados, com excelente histórico de rentabilidade, e outros que sequer rendem 100% do cdi. além disso, você tem que ficar atento às taxas. esqueça os planos com taxa de carregamento, e priorize aqueles que cobram taxas de administração condizentes com a estratégia de investimentos do fundo. nada de pagar 2%, 3% ao ano para um plano que só investe em títulos públicos ultraconservadores. um pouquinho sobre os incentivos tributários do pgbl para saber se investir em pgbl é para você, convém aprender um pouquinho sobre os incentivos tributários da previdência privada. o principal incentivo tributário do pgbl é mesmo essa possibilidade de abater as contribuições feitas ao plano até o limite de 12% da renda bruta tributável anual. ao fazer isso, você deixa de pagar o imposto de renda sobre o valor das contribuições hoje, adiando o pagamento para o momento de receber o resgate ou a renda contratada. é por isso que a tributação do pgbl recai não só sobre a rentabilidade do plano, mas também sobre o principal. ao abater as contribuições na sua declaração, a quantia que você pagaria de ir sobre esses valores retorna na sua restituição. se quiser usar essa restituição para engordar ainda mais os seus investimentos, maravilha! estará usando 100% dos benefícios do produto a seu favor. você pode, inclusive, investir essa quantia no próprio pgbl, potencializando os seus ganhos. ausência de come-cotas além da possibilidade de abater as contribuições na declaração de ir, os pgbl contam com mais dois benefícios tributários. um deles é a ausência de come-cotas, aquela tributação semestral dos fundos de investimento comuns. em vez de pagar ir de seis em seis meses, mesmo sem ter feito resgates, o participante de um pgbl só paga imposto na hora de resgatar ou receber uma renda do plano. assim, os recursos deixam de ir embora na forma de come-cotas e continuam rentabilizando no fundo de previdência, turbinando a poupança de longo prazo do investidor. tabela regressiva o outro incentivo tributário é a possibilidade de escolher entre duas tabelas de tributação: a progressiva e a regressiva. a tabela progressiva é a mesma que incide sobre os salários. quanto mais você receber do plano no futuro, mais imposto você paga. as alíquotas variam de zero a 27,5%, e os valores recebidos do plano se somam às suas demais rendas tributáveis no ajuste anual. assim, se além dos recursos da previdência você também receber salário, aposentadoria do inss ou aluguéis, essas rendas irão se somar e, provavelmente, acabarão em uma faixa de tributação elevada. já a tabela regressiva é a mais vantajosa para quem de fato quer investir para o longo prazo. suas alíquotas diminuem conforme o prazo de aplicação, e os valores que você recebe do plano não se somam às suas demais rendas tributáveis no ajuste anual. a tributação é exclusiva na fonte. a alíquota começa em 35%, para aplicações de até dois anos, mas cai para 10% para investimentos superiores a dez anos - menos que os 15% mínimos das aplicações financeiras não previdenciárias. eis a tabela regressiva da previdência privada: nesta outra reportagem, eu falo mais sobre como funciona a previdência privada no que diz respeito às vantagens tributárias, e como escolher a tabela de imposto de renda. note que, se você optar pela tabela regressiva e utilizar o pgbl corretamente, você não apenas adia o pagamento do ir sobre o investimento, como também paga menos imposto. se você se enquadra numa alíquota de ir elevada - digamos, a de 27,5% - você deixa de pagar este percentual sobre o valor das contribuições hoje para pagar apenas 10% no futuro, ao receber os recursos do plano. investir em pgbl é para você? para ter o direito a abater as contribuições, o participante do pgbl precisa atender a duas condições: entregar a declaração completa do imposto de renda (aquela que aproveita todas as deduções legais); e contribuir ou ser aposentado pela previdência social (inss ou regime próprio de servidores públicos). você pode até deduzir na sua própria declaração as contribuições feitas para o pgbl de um terceiro, como seus filhos ou seu cônjuge. mas se este terceiro tiver 16 anos ou mais, ele também precisará ser segurado da previdência social. quem entrega a declaração simplificada ou não contribui para a previdência social não deve investir em pgbl, ou pagará ir duas vezes. o mais indicado, nesses casos, é fazer um vgbl, tipo de previdência privada que não permite abater as contribuições, mas compartilha dos demais benefícios tributários do pgbl. o vgbl é tributado apenas sobre os rendimentos, o que evita a bitributação. pelo funcionamento das tabelas de tributação já deu para perceber que a previdência privada só é vantajosa para quem realmente tem horizonte de longo prazo. se você escolhe a tabela regressiva, não vale a pena investir em pgbl por um prazo inferior a oito anos. para pagar 30% ou 35% de ir sobre principal e rentabilidade, melhor investir em uma aplicação financeira tradicional. afinal, a alíquota máxima no ajuste anual é 27,5%. e entre os investimentos não previdenciários, você encontra opções isentas de ir, tributadas em alíquota única de 15% ou 20%, ou então tributadas segundo uma tabela regressiva cujas alíquotas variam de 22,5% a 15%, num espaço de apenas dois anos de aplicação. então, a primeira coisa que você tem que se perguntar antes de investir em pgbl é: qual meu horizonte de investimento? eu de fato usarei essa aplicação como investimento de longo prazo? ter reserva de emergência é fundamental além disso, o produto precisa fazer sentido na sua carteira de investimentos. o ideal é investir entre 5% e 20% do seu patrimônio em previdência. o restante deve ser destinado a outros tipos de aplicação, com objetivos diferentes. por exemplo, a sua reserva de emergência. investimentos de longo prazo, quaisquer que sejam, só fazem sentido se você já tem uma boa reserva de curto prazo, em aplicações conservadoras, de alta liquidez e baixo risco. por boa reserva, quero dizer algo entre três meses e um ano de tudo aquilo que você precisa para viver, a depender da sua dificuldade de recolocação no mercado de trabalho em caso de desemprego. jamais invista todo o patrimônio da sua vida em qualquer coisa que deixe seu dinheiro “preso”. isto é, em investimentos sem liquidez ou que sacrifiquem a sua rentabilidade caso você precise sair às pressas, seja pelo alto custo de saída (impostos, taxas etc.), seja porque você precisaria vender barato para se livrar deles com rapidez. não adianta tentar fazer truque com a tabela progressiva um pensamento que pode ter ocorrido a você é a possibilidade de se manter na tabela progressiva para aproveitar o diferimento tributário e investir em pgbl no curto prazo. afinal, a tabela progressiva não pune o participante caso ele fique pouco tempo no plano de previdência. em tese, você poderia investir em pgbl hoje, abater as contribuições na próxima declaração e resgatar a aplicação no fim do ano que vem. caso o valor resgatado seja baixo o suficiente para se enquadrar numa alíquota inferior à que normalmente incide sobre a sua renda tributável, vale a pena, certo? errado, porque o valor resgatado irá, de qualquer forma, se somar ao restante da sua renda tributável no ajuste anual do ano seguinte. se o valor resultante for grande o suficiente, pode recair na faixa de tributação mais alta. o gabriel escabin, especialista em previdência do btg pactual, fez uma simulação para mim. voltemos ao exemplo anterior, o sujeito com a renda bruta de r$ 100 mil e a contribuição de r$ 12 mil para um pgbl. no mesmo ano de entrega da declaração, esse cara vai receber, como restituição, r$ 3.300 referentes apenas ao imposto que ele deixou de pagar sobre os r$ 12 mil destinados à previdência. vamos supor que estes r$ 12 mil, aplicados, tenham rendido 7% em um ano (quase 108% do cdi, no cenário atual), rentabilidade compatível com uma boa previdência focada em renda fixa. imagine que, ao final desse prazo, esse investidor resgatou a totalidade dos recursos: r$ 12.840. pela tabela progressiva anual mais recente, o valor de resgate de r$ 12.840 seria isento de ir. então, a princípio, pode parecer que esse cara teve um ganho de r$ 3.300 + r$ 840 = r$ 4.140 ou 34,5% em relação aos r$ 12 mil iniciais. nada mau. só que o valor de r$ 12.840 se somará ao restante da renda bruta tributável desse investidor naquele ano. no ajuste anual do ano seguinte, o resgate da previdência será tributado em 27,5% junto com o restante. ou seja, apenas sobre os r$ 12.840, ele vai pagar r$ 3.531. lembre-se, no pgbl a alíquota incide tanto sobre o principal quanto sobre o rendimento. seu ganho líquido no pgbl foi, na verdade, de r$ 9.309, menos do que os r$ 12 mil investidos inicialmente! mas ele teve a restituição de r$ 3.300 no primeiro ano, certo? somada esta quantia com o valor resgatado do pgbl, o investidor termina com r$ 12.609. esses r$ 609 representam um ganho de apenas 5,08% (ou cerca de 78% do cdi) em relação aos r$ 12 mil iniciais. daria para ganhar mais que isso em uma aplicação não previdenciária conservadora no mesmo prazo, e sem tantos malabarismos. sim, investir em pgbl no fim do ano é interessante hora de responder à questão: investir em pgbl no fim do ano vale a pena? se o produto se encaixar no seu perfil de investidor, sim. não é só para bater as metas anuais que as instituições financeiras oferecem pgbl nessa época. este é justamente o período em que mais ocorrem investimentos esporádicos em previdência privada, por dois motivos. primeiro porque é justamente quando as pessoas recebem recursos de 13º salário e restituição do imposto de renda. para quem não tem dívidas, esse dinheiro constitui uma renda extra ideal para engordar seus investimentos. o segundo motivo é o fato de que, no fim do ano, o contribuinte já tem ideia do valor da sua renda bruta tributável anual e das suas deduções. assim, ele já tem condições de saber se, no ano seguinte, será mais vantajoso entregar a declaração simplificada ou completa do ir. ao preencher a declaração, o próprio programa da receita já indica qual dos dois modelos resulta em uma restituição maior. para se certificar, uma dica é simular o preenchimento da sua declaração de ir do ano seguinte ao final de cada ano, no programa antigo mesmo. os valores de dedução e as faixas de tributação sofrem poucas alterações ano a ano, então já dá para estimar se você deve entregar a declaração completa ou a simplificada no ano seguinte. se for a completa, pode investir em pgbl. simulação meus conterrâneos do btg me mandaram outra simulação, mostrando o que aconteceria com a previdência de um investidor que investisse em pgbl da melhor maneira possível. novamente, eles consideraram um investidor com renda bruta anual de r$ 100 mil, corrigida anualmente por uma inflação de 4,5%, a meta atual do banco central. todos os anos, esse cara investe 12% dessa renda bruta em pgbl e obtém uma restituição, que é reinvestida no próprio pgbl. ou seja, uma parte do valor investido vem da renda que ele recebeu naquele ano, e outra parte vem da restituição do imposto sobre a contribuição do ano anterior. assim, no primeiro ano, ele investe r$ 12 mil, obtendo um montante de r$ 12.840 com uma rentabilidade de 7% ao ano. no segundo ano, ele abate esses r$ 12 mil na declaração, restituindo r$ 3.300, e contribui com r$ 12.540, 12% da nova renda bruta corrigida pela inflação, de r$ 104.500. repare que, desses r$ 12.540, ele só desembolsou de fato r$ 9.240, pois r$ 3.300 vieram da restituição. se ele fizer isso durante dez anos, acumulará um montante de pouco mais de r$ 200 mil no seu pgbl. dessa quantia, apenas cerca de r$ 100 mil terão de fato vindo da sua renda. uns r$ 35 mil corresponderão às restituições reinvestidas (e estamos contando aqui apenas a restituição referente às contribuições ao pgbl, sem contar as outras). o restante é a rentabilidade do plano, turbinada pelo fato de não haver come-cotas. em outras palavras, esse investidor dobrou seu patrimônio em dez anos. a partir do décimo ano, ele já consegue resgatar pouco mais de r$ 20 mil tributados pela alíquota de 10%, assumindo-se que escolheu a tabela regressiva logo no primeiro ano. entram líquidos, na sua conta, cerca de r$ 21 mil, quase o dobro dos r$ 12 mil do primeiro ano.

Após recorde, Ibovespa sobe com perspectiva sobre previdência e exterior positivo


09/01/2019
O Ibovespa abriu em alta nesta quarta-feira (9) com apoio de todas as blue chips, exceto a ON do Banco do Brasil. A abertura positiva, mesmo após o recorde na terça-feira (8) no fechamento (92.301,86 pontos), acontece em meio ao persistente bom humor dos agentes econômicos com a esperança de concretização da agenda liberal do governo Bolsonaro, a começar pelas mudanças na Previdência. Às 10h28min, o Ibovespa subia 0,54% aos 92.530 pontos. Na máxima intraday, marcou 92.653 pontos (+0,68%). Foi renovada na terça a perspectiva de uma reforma mais dura do que a declarada pelo presidente Jair Bolsonaro. Além disso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, prometeu para esta quarta a apresentação de uma medida provisória para conter fraudes previdenciárias e assistenciais. Do exterior, a influência é positiva. As bolsas na Europa sobem. Os índices acionários futuros de Nova Iorque indicam uma abertura positiva do mercado à vista americano. E o petróleo sobe perto de 2%, na oitava sessão consecutiva de ganhos. Contribui para esse cenário o otimismo do investidor global com a perspectiva positiva sobre um possível acordo entre China e Estados Unidos para dirimir as divergências comerciais. Ainda que persista a paralisação parcial do governo americano, agradou o fato de o presidente Donald Trump não declarar "emergência nacional". Nesta quarta, Trump irá ao Capitólio conversar com senadores republicanos sobre o impasse na administração federal. Os democratas continuam firmes no propósito de não liberar recursos para a construção do muro na fronteira com o México, como pede o presidente. A ON do Banco do Brasil caía 0,19%, num momento de atenção à promoção do filho do vice-presidente, general Mourão, no Banco do Brasil. O funcionário de carreira do banco estatal Antonio Hamilton Rossell Mourão foi promovido a assessor especial, o que triplicou seu salário.

Jornal do Comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/01/664727-apos-recorde-ibovespa-sobe-com-perspectiva-sobre-previdencia-e-exterior-positivo.html)
 

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