16/05/2018

Após indicador fraco, economistas revisam projeção para PIB neste ano

 a fraqueza apontada pelo indicador de atividade econômica do banco central no primeiro trimestre fez analistas revisarem a projeção para o produto interno bruto (pib) brasileiro neste ano. a economia teve queda de 0,74% em março em relação a fevereiro, segundo dados divulgados pelo banco central nesta quarta-feira (16). no primeiro trimestre, o ibc-br (índice de atividade econômica do bc) teve queda de 0,13% em relação ao último trimestre de 2017. o bc também revisou para baixo o indicador de fevereiro, que antes mostrava uma alta de 0,09% ante janeiro e agora apresenta uma queda de 0,1% na mesma comparação. depois da divulgação dos dados, economistas soltaram relatórios e notas revisando as projeções para este ano. david beker, chefe de economia e estratégia do bank of america merrill lynch no brasil, informou que o banco reduziu de 3% para 2,1% a projeção para crescimento da economia brasileira neste ano. "a intensidade da recuperação tem decepcionado na margem", indicou, em nota. andré perfeito, economista-chefe da spinelli corretora, estima o pib em 2% neste ano. "temos assim um desafio grande na mão do governo uma vez que a atividade em queda pode, ato contínuo, derrubar mais uma vez a arrecadação", afirmou, em relatório. para ele, o dado reforça a percepção de que haverá um 13º corte na selic, para 6,25% ao ano. o comitê de acompanhamento macroeconômico da anbima (associação das entidades de mercado) também revisou para baixo a projeção para o pib neste ano. a estimativa caiu de 3% para 2,4%, na primeira sinalização de queda desde julho de 2017. o comitê diz que a recuperação de setores mais sensíveis ao corte de juros, como produção de veículos, ocorre em contraponto ao fraco desempenho dos segmentos que dependem da renda da população, como serviços. "o quadro está em linha ao baixo dinamismo do mercado de trabalho, refletido nas taxas de desemprego que continuam bastante elevadas", avalia, em nota. a maior cautela do consumidor, após três anos de recessão, também estaria contribuindo para a demora da recuperação da economia, na avaliação do comitê. em relatório, alberto ramos, economista-chefe para américa latina do goldman sachs, comentou o desempenho do indicador no primeiro trimestre. segundo ele, dados recentes sugerem que os indicadores de sentimento em abril mostraram erosão da confiança do consumidor e de empresas. "um mercado de trabalho mais fraco que o esperado e incertezas políticas antes das eleições gerais de outubro de 2018 deixaram os agentes domésticos levemente mais defensivos." ramos espera que a economia permaneça no caminho de um crescimento moderado, apoiada pela baixa inflação (que está impulsionando o ganho real de salários), por condições de crédito gradualmente menos estritas e exigentes e pela evolução na redução do endividamento de famílias. também será beneficiada pelo aumento do investimento privado, seguindo a privatização de ativos federais e o programa de concessões públicas. ele reconhece, porém, que a economia ainda está operando com alto grau de folga na utilização de recursos, e destaca que o avanço na consolidação fiscal em níveis federais e estaduais permanece fundamental para ancorar o sentimento de mercado e apoiar melhorias adicionais no sentimento de negócios e consumidores o departamento de estudos econômicos do bradesco também comentou o dado fraco de atividade econômica medido pelo banco central. "o resultado surpreendeu negativamente tanto as expectativas do mercado (-0,3%) como a nossa (-0,4%) e desacelerou em relação à queda de 0,10% observada no mês anterior", afirmou, em relatório. segundo o departamento, o resultado, somado a outros indicadores de atividade, indica uma retomada mais gradual da atividade econômica. a estimativa dos economistas é de crescimento de 0,3% do pib no primeiro trimestre deste ano. "para os próximos trimestres entendemos que a recuperação econômica seguirá seu curso, especialmente diante do estímulo monetário atual mas existem dúvidas sobre a velocidade de retomada, que vem se mostrando menor do que a necessária para a concretização da nossa projeção de crescimento de 2,5%", afirmou, em relatório. "de todo modo, as condições para o crescimento estão colocadas, especialmente quando levamos em conta a desalavancagem das famílias, os estoques mais ajustados e os efeitos defasados da política monetária." os economistas ouvidos pelo banco central no boletim focus também revisaram, na última segunda-feira, as projeções para o pib deste ano. agora, esperam crescimento de 2,51% em 2018, ante projeção anterior de 2,7%. quatro semanas atrás, a expectativa era de avanço de 2,76%.   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/05/economia/627643-apos-indicador-fraco-economistas-revisam-projecao-para-pib-neste-ano.html)
16/05/2018

Entrada de dólares supera saída em US$ 17,425 bilhões no ano até 11 de abril, diz BC

 saída pelo canal financeiro até a data foi de us$ 5,409 bilhões saída pelo canal financeiro até a data foi de us$ 5,409 bilhões marcello casal jr//abr/jc o fluxo cambial do ano até o dia 11 de maio ficou positivo em us$ 17,425 bilhões, informou nesta quarta-feira (16) o banco central. em igual período do ano passado, o resultado era positivo em us$ 11,913 bilhões. a saída pelo canal financeiro neste ano até 11 de maio foi de us$ 5,409 bilhões. o resultado é fruto de aportes no valor de us$ 188,203 bilhões e de envios no total de us$ 193,612 bilhões. o segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações. no comércio exterior, o saldo anual acumulado até 11 de maio ficou positivo em us$ 22,835 bilhões, com importações de us$ 55,438 bilhões e exportações de us$ 78,272 bilhões. nas exportações estão incluídos us$ 13,957 bilhões em adiantamento de contrato de câmbio (acc), us$ 18,798 bilhões em pagamento antecipado (pa) e us$ 45,517 bilhões em outras entradas. depois de encerrar abril com entradas líquidas de us$ 14,394 bilhões, o país registra fluxo cambial positivo de us$ 362 milhões em maio até o dia 11, informou o banco central. o canal financeiro apresentou saídas líquidas de us$ 2,404 bilhões no período. isso é resultado de aportes no valor de us$ 15,774 bilhões e de retiradas no total de us$ 18,178 bilhões. no comércio exterior, o saldo de maio até o dia 11 é positivo em us$ 2,766 bilhões, com importações de us$ 4,577 bilhões e exportações de us$ 7,343 bilhões. nas exportações, estão incluídos us$ 1,287 bilhão em acc, us$ 1,618 bilhão em pa e us$ 4,437 bilhões em outras entradas. segundo o bc, o fluxo cambial registrado de 7 a 11 de maio ficou positivo em us$ 79 milhões. o canal financeiro apresentou saída líquida de us$ 1,764 bilhão, resultado de aportes no valor de us$ 10,526 bilhões e de envios no total de us$ 12,291 bilhões. no comércio exterior, o saldo na semana passada ficou positivo em us$ 1,843 bilhão, com importações de us$ 2,680 bilhões e exportações de us$ 4,523 bilhões. nas exportações, estão incluídos us$ 818 milhões em acc, us$ 898 milhões em pa e us$ 2,807 bilhões em outras entradas.   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/05/economia/627638-entrada-de-dolares-supera-saida-em-us-17-425-bilhoes-no-ano-ate-11-de-abril-diz-bc.html)
14/05/2018

Como formar um colchão financeiro quando se é autônomo

 especialistas recomendam aplicar 10% dos ganhos e ter seguro para casos de doença ou perda de renda. trabalhar por conta própria exige do autônomo um planejamento financeiro que compense a ausência dos benefícios de quem tem carteira assinada, como uma renda fixa, aposentadoria e cobertura do inss em caso de afastamento do trabalho por acidente ou invalidez. o ideal, sugerem especialistas, é separar 10% dos ganhos mensais para aplicar em uma carteira diversificada de investimentos de baixo risco e alguns seguros pessoais. — esse profissional que não tem a contribuição compulsória deve contratar um plano de previdência ou optar pelo “faça você mesmo”. as pessoas acham que é preciso ter um conhecimento absurdo sobre mercado financeiro, economia e finanças para isso. mas só é preciso ter três caixinhas: uma renda fixa com liquidez imediata, que servirá de colchão financeiro, uma renda fixa para poder sacar em médio prazo e uma terceira parte em renda variável. adicione um seguro de vida para garantir renda em caso de doença ou acidente que o afaste do trabalho, e o ciclo de planejamento financeiro está completo — orienta mauro calil, especialista financeiro e fundador da academia do dinheiro. a renda fixa com liquidez imediata mais recomendada para esses profissionais é o tesouro selic — título atrelado à taxa de juros básicos da economia, a selic, que está em 6,5% ao ano. é uma boa aplicação para quem busca baixo risco, alta liquidez e possibilidade de saque imediato, sem perda financeira. os títulos prefixados, cuja rentabilidade já é conhecida na data da aplicação, como um cdb, também são recomendados. virginia prestes, professora de finanças da faculdade armando alvares penteado, considera importante investir em uma previdência privada: — muita gente estigmatizou a previdência como um investimento que rende pouco e cobra muita taxa. talvez isso tenha sido verdade no passado. hoje em dia você tem excelentes instrumentos previdenciários. preocupação contra gastos com remédios  carlos wald reissmann, de 28 anos, é autônomo desde que entrou no mercado de trabalho, ao 18. apesar de contribuir com o inss mensalmente, nunca deixou de investir. atualmente aplica parte de seus rendimentos em um fundo multimercados — que fica a meio caminho entre os investimentos mais conservadores e aqueles mais arriscados. em 2017, as aplicações em multimercados bateram recorde. o produto teve a maior captação líquida da indústria de fundos: r$ 96,9 bilhões, volume quatro vezes maior que em 2016, segundo a associação brasileira das entidades dos mercados financeiro e de capitais (anbima). — a condição de autônomo traz muita instabilidade. você começa o mês sem ter um fluxo de caixa garantido e precisa se esforçar mais do que o necessário — diz reissmann, que também é analista financeiro. a quem não contribui com o inss, recomenda-se ainda investir em seguros de vida, acidentes pessoais e prestamista — que cobre dívidas em caso de morte, invalidez e até perda de renda do segurado —, aconselha edson franco, presidente da federação nacional de previdência privada e vida (fenaprevi). o mercado de seguros de pessoas, que inclui vida, acidentes pessoais, viagem, educacional, entre outras modalidades de proteção, fechou 2017 com r$ 34,53 bilhões em prêmios, resultado 10,90% superior aos r$ 31,13 bilhões registrados em 2016, de acordo com a instituição. — com a retomada do crescimento econômico, esperamos manter o ritmo de expansão, com mais brasileiros contratando seguros para proteção pessoal e familiar — diz franco. a seguradora mongeral aegon, por exemplo, oferece seguros para incapacidade temporária, doenças graves e acidentes pessoais. o de doenças graves, um dos mais contratados, possibilita, em casos de câncer, infarto ou avc, que o segurado receba a indenização de uma única vez. — são doenças que podem trazer um custo muito alto no momento em que ocorrem, com remédios, procedimentos que o plano de saúde não cobre ou mesmo o pagamento de um cuidador — explica wagner lima, superintendente comercial da mongeral. para conseguir poupar mesmo não tendo certeza se haverá demanda por trabalho no mês seguinte, virginia dá uma dica: — o ideal é adequar as despesas ao menor rendimento mensal que se pode obter, para guardar todos os meses aquele excedente. é o famoso “pague a você primeiro”. ser autônomo requer muita disciplina. fonte: agência o globo
14/05/2018

Previdência é mais que aposentadoria

 vá ao google e escreva “sinônimos para previdência”. o resultado será: capacidade de prever o futuro, antevidência, antevisão e prognóstico. prudência e precaução em relação ao futuro: cuidado, advertência, aviso, cautela, diligência, precaução, prevenção, previsão. pois é, previdência não é apenas aposentadoria. é antever o futuro e tomar precauções. por isso, atualmente se faz previdência para diversas finalidades. quando um filho nasce, é possível fazer um plano de previdência e começar a poupar para a faculdade ou para o primeiro negócio. indo além, bons planos de previdência oferecem um seguro agregado. se o responsável vier a faltar, ele paga a escola e a faculdade da criança. bons planos de previdência também oferecem um seguro inteligente, que funciona assim: da contribuição mensal, parte vai para o plano e o restante paga o seguro. a cada ano, à medida que a poupança vai aumentando, a parcela do seguro diminui e um valor maior da contribuição vai para a previdência. é um projeto de vida e se em algum momento o participante ficar inválido ou falecer, o benefício planejado será pago a ele ou a seus beneficiários. é possível fazer um plano de previdência para diversas finalidades, como comprar à vista uma casa própria dentro de alguns anos ou financiar um plano de saúde na velhice. qualquer poupança de longo prazo, para daqui a uns 7 ou 10 anos, vai se beneficiar dos benefícios fiscais. porque na previdência não há imposto de renda enquanto o dinheiro está investido. isso é lei. o que a lei não exige, mas bons planos de previdência oferecem, por exemplo, são perfis de investimento mais ou menos arrojados na hora de investir o dinheiro, o que é muito importante dependendo do prazo que se tem para poupar. atualmente sou presidente de um fundo de pensão, o fundo paraná, que administra o plano cooperativo de previdência mais futuro. esse plano é o exemplo de que previdência privada pode oferecer muito mais do que aposentadoria. e ele está acessível a qualquer pessoa. fonte: tribuna por renato follador
14/05/2018

Reserva para cuidar da saúde

 pesquisa revela que mais de um terço (36%) dos entrevistados concorda que as pessoas deveriam pensar em formas alternativas de renda para não depender exclusivamente da previdência social. um levantamento realizado pelo serviço de proteção ao crédito (spc brasil) e pela confederação nacional de dirigentes lojistas (cndl) feito apenas com consumidores que se preparam para a aposentadoria revela que ter dinheiro para cuidar da saúde é o que mais motiva a formação desse tipo de reserva financeira, citado por 84% dos entrevistados. de forma geral, entre os que se organizam para a terceira idade, 85% disseram assumir essa tarefa como prioridade em suas vidas. a pesquisa ainda revela que praticamente todos (96%) os entrevistados acreditam que o brasileiro deveria se organizar para a chegada da terceira idade e, desses, mais de um terço (36%) concorda que as pessoas deveriam pensar em formas alternativas de renda para não depender exclusivamente da previdência social. para outros 35%, é importante se preparar na juventude para não depender de terceiros no futuro, enquanto 20% pensam que é importante se preparar para a aposentadoria porque as pessoas precisam manter o mesmo padrão de vida da época em que trabalhavam. indagados se concordavam com uma série de afirmativas, 74% disseram ter o receio de passar dificuldades financeiras na aposentadoria e 71% temem ter de trabalhar mesmo com a idade avançada para garantir o próprio sustento. no geral, 87% juntam dinheiro com medo de chegar a essa fase da vida sem o conforto desejado. "a busca por segurança é o que leva esses consumidores a agirem de forma prática e disciplinada na construção de uma reserva financeira, que servirá de amparo para momentos de dificuldades muito comuns nessa fase da vida", explica o educador financeiro do portal meu bolso feliz, josé vignoli. na avaliação dos entrevistados, as empresas também deveriam assumir papel de destaque na preparação da aposentadoria dos cidadãos. segundo a pesquisa, 78% concordam que as empresas empregadoras deveriam disponibilizar aos seus funcionários um plano de aposentadoria complementar descontado da folha de pagamento, contra apenas 21% que discordam dessa ideia. no mesmo sentido, 65% concordam que a previdência privada é o jeito mais garantido de guardar dinheiro para a aposentadoria e 90% concordam que os órgãos governamentais deveriam orientar a população sobre os melhores planos para quem planeja se aposentar. em média, os entrevistados têm a expectativa de viver até os 85 anos de idade. "a expectativa de vida do brasileiro tem aumentado e o país está envelhecendo cada vez mais. a pressão sobre o sistema previdenciário já é considerável e tende a aumentar nos próximos anos, o que significa que não há garantias de que o inss seja capaz de absorver a demanda crescente por aposentadorias", afirma a economista-chefe do spc brasil, marcela kawauti. os entrevistados também acreditam que preparar-se para a aposentadoria deveria ser tema central de conversa dentro da família e no ambiente escolar. para 95% das pessoas consultadas, a formação de reserva para essa fase da vida deve ser tratada com os jovens, enquanto 81% acreditam que o tema deveria fazer parte do conteúdo obrigatório no currículo escolar e de universidades. sobre as mudanças nas regras da aposentadoria, os consumidores entrevistados mostram-se divididos. enquanto 49% concordam que o caminho para a sustentabilidade do sistema de previdência no país seja a reforma da previdência, outros 51% discordam da necessidade de mudanças. no mesmo sentido, 48% disseram que preferem mudar as regras atuais da previdência a ter de pagar mais impostos para sustentar os benefícios, opinião da qual 51% não concordam. "a reforma da previdência é um tema polêmico, mas que deve ser discutido. quanto mais o país demorar a enfrentar a realidade do déficit do orçamento, mais difícil será cobrir o rombo que separa a despesa da arrecadação, pois enquanto a população envelhece, haverá menos pessoas ativas contribuindo para o sistema previdenciário. a mudança do perfil demográfico brasileiro e o orçamento deficitário público já influenciam a opinião pública de que o brasil terá de fazer mudanças profundas", afirma a economista, marcela kawauti. mas mesmo entre os brasileiros que possuem algum tipo de planejamento para a aposentadoria, há comportamentos que dificultam o hábito de poupar. em cada 10 pessoas que possuem uma reserva para essa finalidade, quatro (43%) concordam que não conseguem se organizar financeiramente com a disciplina necessária, mesmo sabendo de sua importância. jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/05/cadernos/empresas_e_negocios/626438-reserva-para-cuidar-da-saude.html)
14/05/2018

Disparada do dólar encarece dívidas de empresas no exterior em R$ 115 bilhões

 a disparada do dólar aumentou em r$ 115 bilhões o total que bancos e empresas terão de desembolsar para fazer frente às dívidas no exterior. ainda que os empréstimos na moeda estrangeira não tenham crescido, a variação cambial faz com que sejam necessários mais reais para pagar o mesmo compromisso. o quadro pode gerar ainda mais preocupação com a informação do banco central de que 46,9% das empresas com dívida em dólar não contam com proteção à variação do câmbio. dados do bc mostram que a dívida externa de bancos e empresas somava us$ 471,2 bilhões no fim de março. esse valor inclui empréstimos bancários, títulos de dívida, crédito comercial e operações intercompanhias. em dólar, o montante não oscila expressivamente há três anos. convertida para reais, a dívida passou do equivalente a r$ 1,556 trilhão no fim de março para r$ 1,672 trilhão na última quinta (dia 10) - uma diferença de r$ 115 bilhões. o cenário pode trazer preocupação especialmente para empresas que eventualmente tomaram crédito em outros países, mas não estavam preparadas para o dólar mais caro. o tema tem surgido discretamente em análises de economistas, executivos e investidores e pode ganhar força à medida que o dólar avança ou com o passar das próximas semanas. isso porque a conta para quitar dívidas continua chegando às empresas e bancos, que têm compromissos de us$ 84,4 bilhões até dezembro. maio é o segundo mês que mais concentra compromissos neste ano: us$ 12 bilhões em principal e juros. à frente, só dezembro com outros us$ 22,8 bilhões. tantas cifras podem despertar ainda mais atenção diante de duas informações. a primeira é a que indica que quase metade das companhias consultadas em 2014 pelo próprio bc não se protegia contra a oscilação do dólar com o chamado "hedge". "as empresas não exportadoras sem hedge representam quase metade da dívida total em moeda estrangeira", destaca um estudo do bc. o restante das firmas estava protegida no mercado ou porque tinha receita em dólar. uma dessas empresas é a estatal companhia riograndense de saneamento (corsan). em 30 de março, a empresa registrava dívida de us$ 30,6 milhões. ela avalia que a recente disparada do dólar deve elevar o gasto no próximo vencimento, em julho, em r$ 747 mil. a corsan não tem hedge, mas explicou em nota que o "caixa está preparado para esse desembolso adicional" e que a exposição cambial da empresa é relativamente baixa: 6,9% da dívida total. periodicamente, o bc estima o total da dívida externa das empresas sem proteção cambial. o dado mais recente, de dezembro de 2016, mostrava valor equivalente a 9% do produto interno bruto (pib). o patamar é maior que os 8% de 2014, primeira pesquisa. ainda que parte dessa dívida desprotegida conte com algum tipo de resguardo indireto - como um ativo ou sede no exterior, essas companhias administram o caixa com compromissos futuros em moeda estrangeira sem seguro contra a disparada da moeda. com quase metade das empresas desprotegidas, o bc sugere atenção a eventuais mudanças na economia. o estudo da instituição diz que em um "hipotético cenário de reversão" há dois pontos a observar com cautela nas empresas com exposição ao câmbio: "potenciais impactos na capacidade de pagamento das empresas e no total do endividamento". economistas avaliam que as últimas semanas reforçam a percepção de que a mudança de cenário hipotética mencionada pelo bc está em curso. desde março, o dólar subiu mais de 7% e já bateu em r$ 3,60, crescem as incertezas sobre as eleições no brasil, o aperto do juro nos eua pode ser mais intenso que o esperado e surgiu uma inesperada crise na argentina com direito até ao fmi. jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/05/economia/627119-disparada-do-dolar-encarece-dividas-de-empresas-no-exterior-em-r-115-bilhoes.html)
14/05/2018

Taxas curta e média de juros têm viés de alta com cautela sobre dólar e pesquisa

 os juros futuros de curto e médio prazos mostram viés de alta, enquanto as taxas mais longas oscilavam perto da estabilidade na manhã desta segunda-feira (14) após abrirem com viés de baixa na esteira do dólar mais fraco ante o real. operadores de renda fixa dizem que o mercado adota certa cautela em semana de decisão do copom, que poderá cortar a taxa selic mais uma vez, em 0,25 ponto, para 6,25% ao ano, conforme apostas majoritárias dos economistas. a postura mais defensiva justifica-se pelo receio do impacto do dólar alto sobre a inflação e a política monetária e incertezas sobre a pesquisa mda de intenção de voto para presidente, encomendada pela confederação nacional do transporte (cnt), que será divulgada às 11h desta segunda. no câmbio, o dólar se ajusta em baixa ao início de oferta adicional e antecipada de swap cambial (9h30min), além da operação de rolagem do vencimento desses contratos em 1º de junho, no fim da manhã (das 11h30min às 11h40min). o viés de baixa do índice do dólar (dxy) nesta manhã no exterior em meio aos sinais mistos da moeda americana frente algumas divisas ligadas a commodities também pesam nessa precificação da taxa de câmbio. às 9h45min desta segunda-feira, o contrato de depósito interfinanceiro (di) para janeiro de 2019 estava a 6,3305%, de 6,315% no ajuste de sexta-feira (11). o di para janeiro de 2020 indicava 7,33%, de 7,29% no ajuste anterior. o para janeiro de 2021 estava a 8,37%, igual ao ajuste anterior. o di para janeiro de 2023 estava a 9,52%, ante 9,51% do ajuste de sexta-feira. no câmbio, o dólar à vista recuava 0,35% no horário acima, aos r$ 3,5877. o dólar futuro de junho caía 0,40%, aos r$ 3,5930.   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/05/economia/627107-taxas-curta-e-media-de-juros-tem-vies-de-alta-com-cautela-sobre-dolar-e-pesquisa.html)
14/05/2018

Mercado reduz estimativa de crescimento do PIB de 2,70% para 2,51%

 o mercado financeiro reduziu novamente a estimativa para o crescimento da economia este ano. a projeção para a expansão do produto interno bruto (pib), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, agora passou de 2,70% para 2,51%. essa foi a segunda queda consecutiva. para 2019, a previsão permanece em 3%. as estimativas são do boletim focus, publicação divulgada às segundas-feiras pelo banco central (bc). o mercado financeiro reduziu também a projeção para a inflação, medida pelo índice nacional de preços ao consumidor amplo (ipca), de 3,49% para 3,45%, neste ano. para 2019, a estimativa foi ajustada de 4,03% para 4%. a estimativa está abaixo do centro da meta que é 4,5% este ano, com limite inferior de 3% e superior de 6%. para 2019, a meta é de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75% para alcançar a meta, o banco central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a selic, atualmente em 6,50% ao ano. quando o comitê de política monetária (copom) do bc aumenta a selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. quando o copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. para cortar a selic, o bc precisa estar seguro de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir. nesta semana, o copom realiza a terceira reunião do ano, com expectativa de que a selic tenha o último corte do atual ciclo de reduções. para o mercado financeiro, a selic será reduzida em 0,25 ponto percentual, indo para 6,25% ao ano, conforme indicado pelo bc, em março. em 2019, a expectativa é que a selic volte subir e encerre o período em 8% ao ano. para especialistas, a recente alta do dólar não deve fazer com que o bc mude a estratégia de reduzir a selic. na última sexta-feira (11), o dólar chegou a r$ 3,60, o maior valor em quase dois anos. na visão de economistas, o efeito da alta do dólar na inflação deve ser um pouco menor do que normalmente é observado porque a economia ainda está em recuperação. de acordo com analistas, a alta do dólar ocorre devido à expectativa de aumento mais intenso dos juros nos estados unidos, o que o que atrai dinheiro para economias avançadas, provocando a fuga de capitais financeiros de países emergentes, além das incertezas sobre as eleições no brasil e a crise na argentina, com pedido de empréstimo ao fundo monetário internacional (fmi). na última sexta-feira, para segurar a cotação da moeda americana, o bc anunciou ajustes nos leilões de swaps cambiais, equivalentes à venda de dólares no mercado futuro, além de informar que fará oferta adicional de contratos de swap cambial. para as instituições financeiras consultadas pelo bc, o dólar deve encerrar 2018 em r$ 3,40. na semana passada, a estimativa era r$ 3,37. para o fim do próximo ano, a estimativa segue em r$ 3,40. jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/05/economia/627105-mercado-reduz-estimativa-de-crescimento-do-pib-de-2-70-para-2-51.html)  
14/05/2018

Cobre opera em baixa em Londres e Nova Iorque com avanço nos estoques da LME

 os futuros de cobre operam em baixa em londres e nova iorque nos negócios da manhã, influenciados por um avanço nos estoques da london metal exchange (lme). por volta das 8h10min (de brasília), o cobre para três meses negociado na lme caía 0,77%, a us$ 6.868,00 por tonelada. na comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de nova iorque (nymex), o cobre para entrega em julho recuava 1,03%, a us$ 3,0795 por libra-peso, às 8h34min (de brasília). após registrarem três quedas seguidas, os estoques de cobre na lme sinalizavam uma alta de 3,8% nesta segunda-feira, recuperando-se dos menores níveis desde o fim de janeiro, segundo nota de alastair munro, corretor da marex spectron. outros metais básicos na lme seguiam direções opostas, com o alumínio passando por um raro momento de tranquilidade após as fortes oscilações das últimas semanas. no horário indicado acima, o alumínio se mantinha estável, a us$ 2.274,50 por tonelada. na sexta-feira (11), a mineradora russa rusal - segundo maior produtor mundial de alumínio - divulgou seu balanço do primeiro trimestre, no qual cancelou projeções feitas antes da introdução pelos eua de sanções contra a empresa. ainda na lme, o zinco tinha queda de 1,26%, a us$ 3.054,00 por tonelada, o níquel subia 2,34%, a us$ 14.365,00 por tonelada, o estanho caía 0,14%, a us$ 20.970,00 por tonelada, e o chumbo avançava 0,94%, a us$ 2.370,00 por tonelada.   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/05/economia/627093-cobre-opera-em-baixa-em-londres-e-nova-iorque-com-avanco-nos-estoques-da-lme.html)

Após recorde, Ibovespa sobe com perspectiva sobre previdência e exterior positivo


09/01/2019
O Ibovespa abriu em alta nesta quarta-feira (9) com apoio de todas as blue chips, exceto a ON do Banco do Brasil. A abertura positiva, mesmo após o recorde na terça-feira (8) no fechamento (92.301,86 pontos), acontece em meio ao persistente bom humor dos agentes econômicos com a esperança de concretização da agenda liberal do governo Bolsonaro, a começar pelas mudanças na Previdência. Às 10h28min, o Ibovespa subia 0,54% aos 92.530 pontos. Na máxima intraday, marcou 92.653 pontos (+0,68%). Foi renovada na terça a perspectiva de uma reforma mais dura do que a declarada pelo presidente Jair Bolsonaro. Além disso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, prometeu para esta quarta a apresentação de uma medida provisória para conter fraudes previdenciárias e assistenciais. Do exterior, a influência é positiva. As bolsas na Europa sobem. Os índices acionários futuros de Nova Iorque indicam uma abertura positiva do mercado à vista americano. E o petróleo sobe perto de 2%, na oitava sessão consecutiva de ganhos. Contribui para esse cenário o otimismo do investidor global com a perspectiva positiva sobre um possível acordo entre China e Estados Unidos para dirimir as divergências comerciais. Ainda que persista a paralisação parcial do governo americano, agradou o fato de o presidente Donald Trump não declarar "emergência nacional". Nesta quarta, Trump irá ao Capitólio conversar com senadores republicanos sobre o impasse na administração federal. Os democratas continuam firmes no propósito de não liberar recursos para a construção do muro na fronteira com o México, como pede o presidente. A ON do Banco do Brasil caía 0,19%, num momento de atenção à promoção do filho do vice-presidente, general Mourão, no Banco do Brasil. O funcionário de carreira do banco estatal Antonio Hamilton Rossell Mourão foi promovido a assessor especial, o que triplicou seu salário.

Jornal do Comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/01/664727-apos-recorde-ibovespa-sobe-com-perspectiva-sobre-previdencia-e-exterior-positivo.html)
 

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