18/04/2019

62,8% das empresas corretoras de seguros estão no Sudeste

 dados oficiais da fenacor indicam que estão concentradas na região sudeste 62,8% de todas as empresas corretoras de seguros em atividade no mercado brasileiro. segundo a federação, os quatro estados dessa região abrigam 27.840 corretoras, das quais 18.957 estão em são paulo, 4.361 no rio de janeiro, 3.866 em minas gerais e 656 no espírito santo. a região sul tem o segundo maior número de corretoras de seguros. são, no total, 7.831 corretoras no paraná (3.187), rio grande do sul (3.031) e em santa catarina (1.613). no nordeste estão as sedes de 4.403 corretoras de seguros, sendo a maioria na bahia (1.439), em pernambuco (873) e no ceará (680). outras 3.166 empresas corretoras de seguros estão no centro-oeste e apenas 1.061 no norte do país. fonte: cqcs
18/04/2019

Arrecadação do mercado de seguros avança dois dígitos até fevereiro

 receita atinge r$ 39,4 bilhões e sobe 12,7% no período a arrecadação do mercado de seguros manteve a trajetória positiva no acumulado do ano até fevereiro. no primeiro bimestre, a alta foi na casa de dois dígitos – de 12,7% (sem dpvat e sem saúde suplementar) - sobre o mesmo período do ano passado, alcançando a cifra de r$ 39,4 bilhões (ou r$ 40,1 bilhões com dpvat), informa a nova edição da publicação conjuntura cnseg. “o comportamento positivo de todos os ramos contribuiu para fevereiro apresentar uma taxa de crescimento bastante promissora, na comparação com o acumulado no mesmo período do ano passado”, destacou marcio coriolano, presidente da cnseg, a confederação das seguradoras. vale lembrar que o desempenho positivo do setor segurador é importante no plano macroeconômico, não só pela sua participação de mercado – de 6,5% do pib-, mas também pela sua condição de grande investidor institucional – as seguradoras mantêm mais de r$1,2 trilhão em ativos, ou seja, 25% da dívida pública. o resultado deveu-se ao crescimento de todos os ramos de seguros no período. destaque para os planos de acumulação vgbl, que subiram 17,8% nos dois meses primeiros meses do ano. outras contribuições importantes, no acumulado do ano, partiram dos seguros patrimoniais (19,5%), do seguro rural (13,1%), dos seguros de crédito e garantias (10%) e dos títulos de capitalização (9,6%). já os seguros de automóveis tiveram discreto aumento de arrecadação, de 1,3% no bimestre. na série de dados anualizada (março/18 a fev/19 – sem saúde suplementar), o crescimento é mais discreto- 2%-, indicando, porém, uma recuperação paulatina, já que houve uma sequência de quatro períodos anualizados de taxas negativas (considerando-se as séries de 12 meses móveis de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2018). fonte: revista cobertura
18/04/2019

Folha esclarece dúvidas sobre a reforma da Previdência

 todas as quintas-feiras, a editoria de economia publica uma coluna com explicações sobre o assunto. você acompanha no jornal folha de pernambuco, no portal folhape e pode enviar e-mail com sua pergunta o projeto de reforma da previdência, que segue tramitando de forma tumultuada no congresso nacional, tem levantado muitas dúvidas na população. o presidente do instituto dos advogados previdenciários de pernambuco (iape), ney araújo, esclarece algumas das perguntas enviadas pelos nossos leitores. as dúvidas podem ser enviadas para o e-mail previdencia@folhape.com.br. tenho 50 anos e trabalhei durante 25 anos em laboratório de análises clínicas, em condições de insalubridade. fui demitida há dois anos. já posso me aposentar? (bruna guedes) por seu turno, para a aposentadoria especial, não há a influência da idade, posto não haver a aplicação do fator previdenciário. portanto, só lhe resta comprovar os 25 anos de atividade especial, já que você já poderia estar aposentada há dois anos. tenho 59 anos e fui registrado de 1982 a 1997 com um ganho médio de dez salários mínimos. desde então, fui trabalhar como autônomo e nunca mais paguei inss. fiz previdência privada, mas, devido à minha situação econômica, já saquei. qual a sugestão para poder me aposentar? teria algum direito? (silas garrido) é importante que você volte a contribuir, seja como empregado, autônomo ou facultativo. a previdência social é mais do que uma aposentadoria. no seu caso, a opção mais próxima é a aposentadoria por idade aos 65 anos, uma opção que garante renda para o trabalhador e sua família em casos de doença, invalidez, acidente, prisão, morte e velhice, além de proteção à maternidade e ao desempregado involuntário. sou vigilante. gostaria de saber, então, se haverá alguma modificação na aposentadoria especial dos vigilantes, que consiste em 25 anos de contribuição. (rodrigo marinho) o vigilante armado, por laborar em atividade perigosa, comprovada com o perfil profissiográfico previdenciário (ppp), goza do direito a aposentadoria especial. a reforma constante da pec nº 6/2019 extingue essa modalidade de aposentadoria. tenho 56 anos de idade e 26 de contribuição. a contribuição era sobre dois salários. se eu der entrada na aposentaria proporcional, qual será o percentual da perda? (inês lira) é raro uma pessoa se aposentar proporcionalmente hoje, salvo alguns casos de quem contribuía antes de 1998. por isso, seu caso precisa de um levantamento mais detalhado. coluna publicada no dia 11 de abril de 2019 ainda tramitando na comissão de constituição e justiça (ccj) da câmara federal, o texto com as propostas de mudança da previdência social anda causando muitas dúvidas. na coluna de hoje, o advogado especialista em direito previdenciário, elizeu leite, esclarece as perguntas enviadas pelos nossos leitores. os leitores podem enviar suas dúvidas para o e-mail previdencia@folhape.com.br. aos 61 anos, minha mãe já tem 14 anos e 10 meses de contribuição. segundo a regra atual, faltam dois meses para que ela se aposente por idade. se a nova regra não for aprovada até maio ou junho, ela poderá se aposentar com 15 anos de contribuição ou terá que completar 20 anos? caso entre em vigor, em qual regra de transição ela se encaixa? se ela pagar os meses restantes conseguirá se aposentar? (emirtis ferreira) certamente sua mãe, por estar muito próxima de atingir os requisitos, irá conseguir se aposentar pelas regras atuais, visto que ela vai implementar os requisitos em maio, caso continue contribuindo pelos dois meses que faltam. tenho 47 anos e tenho carteira assinada desde os 16 . são 31 anos de contribuição, sendo 10 com insalubridade. se a reforma for aprovada, meu direito adquirido será preservado mesmo com as regras de conversão de tempo insalubre para tempo comum? (joão batista) com a conversão dos 10 anos de trabalho, devido à exposição ao agente ruído, você implementa os 35 anos de contribuição exigidos para a aposentadoria por tempo de contribuição integral. seu direito adquirido será mantido. o que vai mudar, segundo o texto apresentado, é a possibilidade de conversão do tempo especial em comum, só após a publicação da emenda. segundo a simulação do "meu inss", minha mãe tem 64 anos de idade e 14 anos de contribuição. ou seja, com menos de um ano ela poderia se aposentar. as mudanças irão atingi-las? (ary barbosa) como ela está perto de atingir os requisitos para aposentadoria por idade (60 anos + 15 de contribuição), as mudanças propostas não serão muito danosas. pela regra de transição da idade, ela terá que contribuir mais 6 meses, além dos 15 necessários atualmente. é bom lembrar que o requisito da idade ela já cumpriu. assim, em 2020, a regra transitória prevê, para as mulheres o seguinte: 60,5 anos de idade e 15,5 anos de contribuição, aumentando 6 meses em ambos os requisitos até 2023. coluna publicada em 4 de abril de 2019 a iminente mudança das regras na previdência social no brasil continuam gerando dúvidas. diante disso, a folha de pernambuco dá sequência a este espaço que visa solucionar as principais enviadas por nossos leitores. para esclarecê-las, contamos, mais uma vez, com a contribuição do advogado previdenciário, trabalhista e presidente do instituto dos advogados previdenciários - seção pe, ney araújo. os leitores podem enviar suas dúvidas para o e-mail previdencia@folhape.com.br. tenho 45 anos de idade e contribui 18 anos com a previdência. faz 5 anos que perdi a audição e com isso faz 1 ano que trabalho como pcd. quantos anos ainda devo contribuir, uma vez que agora estou inserida no sistema de cotas por conta da deficiência adquirida? (aurenilda maria) para obtenção da aposentadoria da pessoa com deficiência a reforma da previdência não impõe a regra de pontos, não estabelece idade e o benefício será concedido levando em consideração os 100% do valor da média aritmética simples dos salários de contribuição. sou professora de escola pública e comecei a trabalhar para o estado com 20 anos. hoje, tenho 46 anos de e idade e 26 de contribuição. qual a idade que eu posso me aposentar com 100 por cento do meu salário? (cirlene) atualmente, os professores da rede pública de ensino como você, devem cumprir os seguintes requisitos para a aposentadoria: idade mínima de 50 anos para mulheres e 55 anos para homens, com 10 anos de serviço público e 5 anos no cargo efetivo. para alcançar a integralidade e paridade na sua aposentadoria, se aprovado o texto da reforma como se encontra na câmara dos deputados, você terá de atingir idade mínima de 60 anos, completar 30 anos de contribuição com 10 anos de atuação no serviço público e 5 anos no cargo efetivo. as regras de reajustes para os benefícios (aposentadorias) do inss serão mudadas? (glauber vasconcelos) está previsto no texto da reforma da previdência que seja retirado o reajuste dos benefícios com valor acima do salário mínimo da constituição federal, a qual impõe que os mesmos tenham o seu valor real mantido. se aprovada a reforma como está, o reajustamento será regido por lei complementar, a qual poderá desprezar o índice de reajustamento pelo índice nacional de preços ao consumidor (inpc) que mede a inflação. a grande preocupação é que possa ser tomado um índice de correção como a taxa referencial (tr), a qual está hoje em 0%. coluna publicada em 28 de março de 2019 as perguntas enviadas por nossos leitores são respondidas pelo advogado previdenciário e trabalhista, ney araújo, que também atua como presidente do iape - instituto dos advogados previdenciários - seção pe. tem dúvidas? mande sua pergunta para previdencia@folhape.com.br como vai ficar o micro empreendedor individual (mei) com a mudança na previdência? (celso avir) a proposta de reforma da previdência não contém alteração quanto à alíquota mensal de contribuição do microempreendedor individual (mei), de 5% do valor do salário mínimo, o que corresponde hoje a r$ 49,90, ao contrário do que prevê aos demais trabalhadores. no entanto, há mudanças nas regras para obtenção de benefícios do inss, como aposentadoria por idade e pensão por morte, as quais estão previstas na reforma e alcançarão todas as categorias. para a aposentadoria por idade, se aprovada à reforma sem modificações, será exigida idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para as mulheres, com o tempo mínimo de contribuição passando de 15 anos para 20 anos, o que garantirá apenas 60% do valor da média contributiva para a aposentadoria. para garantir o valor integral do benefício será obrigatório contribuir não mais por 30 anos, e sim, por 40 anos. o cálculo da média será sobre os 100% das contribuições, não mais ocorrendo à exclusão das 20% menores contribuições para beneficiar aquele que está se aposentando. a reforma impõe, também, restrições quanto à acumulação de benefícios e redução no valor da pensão por morte. sou professora de escola particular e pública. já me aposentei pelo inss da instituição particular. atualmente tenho 49 anos e 6 meses. e prestes a completar em abril próximo, 24 anos de concurso da rede pública. pela antiga legislação, me aposento em abril de 2020, quando terei 50 anos e 25 de concurso concomitantemente. essa reforma se aprovada, me afetará? (ana reis) se a reforma entrar em vigor até abril de 2020, sem alterações, você será atingida, posto que, nela está contida a exigência da idade mínima de 51 anos e 30 anos de contribuição, além de 10 anos de atuação no serviço público e cumprimento de 5 anos no cargo efetivo. tenho 23 anos trabalhando numa profissão que tem periculosidade. consigo me aposentar com 25 anos de contribuição, pois só tenho 43 anos? (jefferson wollas) a aposentadoria especial é concedida para pessoas que executam atividades insalubres ou perigosas, ocorrendo na imensa maioria ser deferida para aquele que laborou por 25 anos exposto a agentes químicos, físicos ou biológicos prejudiciais a sua saúde ou em atividade de risco sujeito, por exemplo, a explosivos e inflamáveis. a aposentadoria é conferida sem levar em consideração a idade e sem a aplicação do fator previdenciário, o que proporciona a concessão do benefício com 100% do valor da média contributiva. para o requerimento da aposentadoria é necessário à apresentação do perfil profissiográfico previdenciário (ppp), que é de fornecimento obrigatório pelo empregador. o dito documento relata o ambiente em que você exerceu suas atividades, descrevendo os seus contatos, manuseios e exposição à nocividade ou risco/perigo. coluna publicada em 21 de março de 2019 em 66 páginas, a proposta de emenda à constituição (pec) 6/2019, enviada em fevereiro à câmara dos deputados, traz além da idade mínima de 62 anos para as mulheres e 65 anos para os homens, o fim da aposentadoria por tempo de contribuição após um período de transição que deve variar a depender de cada caso. para eles o texto prevê três opções, à escolha do segurado do regime geral de previdência social. já no regime próprio de previdência social, o dos servidores, a idade mínima passa de 56 em 2019 para 57 em 2022 (mulher) e de 61 para 62 (homem). o tempo de contribuição seria de 30 anos (mulheres) e 35 (homens), sendo 20 de serviço público e 5 de cargo. essas são algumas mudanças que devem acontecer se o congresso aprovar a pec na íntegra. ainda em dúvida? muitas pessoas ainda têm. é para tentar sanar essas questões que, todas às quintas-feiras, iremos convidar um especialista para res­ponder os principais questionamentos enviados pelos nossos leitores para o e-mail previdencia@folhape.com.br. confira aqui as principais perguntas enviadas e respondidas em detalhes pelo advogado previdenciário do reis & pacheco thiago cantarelli. como vai ficar a aposentadoria para os profissionais de saúde? (fernanda simone, recife) diversas são as respostas que podem ser dadas para esta pergunta, posto que não houve especificação sobre qual regime de previdência está vinculado com o segurado. caso se trate de segurado vinculado ao inss (regime geral de previdência social), haverá nítida modificação, exigindo a idade mínima de 61 anos (homem ou mulher) para ter direito à aposentadoria, considerando o tempo de contribuição mínimo de 25 anos. em se tratando de segurado concursado pela união, estados, distrito federal ou municípios (regime próprio de previdência social), não há atualmente uma lei disciplinando o direito a esse tipo de benefício, mas sim, entendimentos judiciais que exigem do governo a aplicação das regras do regime geral de previdência. como ficará a aposentadoria por insalubridade? trabalho com grau máximo e gostaria de saber quando vou ter direito de me aposentar? (victinho_andreza, recife) o direito à aposentadoria especial será modificado exigindo uma idade mínima para tanto, o que atualmente não há. de acordo com a emenda constitucional, haverá a exigência de 61 anos de idade com idade mínima de acesso à referida aposentadoria, tomando em consideração a idade mínima de 25 anos de tempo de contribuição integralmente expostos a agentes nocivos. recomenda-se que o segurado fique atento à solicitação ao seu empregador para que emita a documentação previdenciária que comprova a insalubridade, o ppp (perfil profissiográfico previdenciário) e o ltcat (laudo técnico emitido por engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho credenciado). e nós, professores, saímos da classe especial? tenho idade passando, mas faltava 5 anos, agora vou pra 10? (mônica jardim, recife) os professores estão entre os segurados mais prejudicados com a pec apresentada pelo governo federal. haverá a necessidade de uma idade mínima bem avançada, diferente do que atualmente está vigente. de acordo com essa nova regra de previdência, haverá a necessidade de preenchimento de 25 anos de contribuição, se mulher, e 30, se homem, além da somatória da idade + tempo de contribuição em 81 pontos, se mulher, e 91, se homem. com base nessa exigência, a professora, para se aposentar com 25 anos de contribuição, deve ter 56 anos de idade, e, o professor, 61.
15/04/2019

Executivos explicam segredo para crescimento de 171,19% da União Seguradora

  carteira de vida em grupo foi a que mais registrou evolução em 2018, a união seguradora cresceu 171,19%, o maior já registrado pela companhia que pertence desde 2013 ao grupo aspecir. as carteiras com mais destaque foram a de vida em grupo, com 223,45% de evolução em relação a 2017, e acidentes pessoais, com 154,08%. auxílio funeral (145,91%) e prestamista (16,16%). o presidente da união seguradora, milton machado, comenta que o resultado surpreendeu, mas é fruto de um trabalho feito diariamente focado nas melhores soluções para o cliente. “esses números nos fazem pensar cada vez mais em termos de aprimoramento, de controles internos, divulgação, parte contábil, enfim, uma série de coisas que nós estamos sempre prevendo e querendo repetir o êxito do ano que passou”, destaca. “na onda de preocupação com o futuro do brasileiro, nós estamos com produtos bem encaminhados, simples e de fácil entendimento, o que tem ajudado no nosso desenvolvimento”, acrescenta. no último ano a empresa tem expandido seus negócios dentro do próprio estado e pelo brasil. “hoje nós já temos algumas representações, o grupo em si tem escritórios próprios no interior do rio grande do sul e capitais brasileiras como florianópolis, curitiba, rio de janeiro, são paulo e agora belo horizonte”, conta ao lembrar que essa expansão é feita com pés no chão. “procuramos encontrar parceiros em estados que vamos entrar sabendo que teremos resultados, a nossa área comercial tem sido muito ágil”, diz. na união seguradora, apenas 32 corretores de seguros estão cadastrados junto da área comercial. o diretor comercial joão lock salienta que mesmo com uma equipe enxuta, é possível realizar um trabalho excelente e personalizado. “conseguimos com esse número de profissionais fazer com que a nossa empresa tenha foco em atendê-los da forma adequada, pois não adianta ter uma carteira imensa de corretores e não ter produtividade”, comenta. além disso, lock lembra que a empresa está sempre aberta para receber novos corretores: “aquele que não trabalha ainda conosco está perdendo a oportunidade de fazer grandes negócios, por isso digo venha para cá, pois nós fazemos de forma que o seu estipulante receba o que merece”. o atendimento para estes profissionais ocorre de maneira diferenciada. “sem dúvida nenhuma é bem atendido, com atendimento praticamente personalizado diretamente com a direção”, finaliza o presidente milton machado.  
12/04/2019

Volta à Câmara projeto que exige de corretor de seguros habilitação da Susep

 um projeto que busca aumentar a segurança de quem usa serviço de corretagem de seguros retorna à câmara dos deputados. o plenário do senado confirmou nesta quinta-feira (11) a aprovação do relatório da comissão de assuntos econômicos (cae) ao projeto de lei da câmara 7/2013, em forma de texto substitutivo, após discussão em turno suplementar. a proposta foi aprovada em primeiro turno no último dia 28. conforme o texto da cae, o exercício da profissão de corretor de seguros dependerá da prévia obtenção de habilitação, a ser concedida pela superintendência de seguros privados (susep), autarquia vinculada ao ministério da economia responsável pela regulação do setor de seguros e resseguros. o projeto enumera os documentos necessários para obtenção da habilitação. a exigência vale também para os corretores já em atividade. o projeto original, de autoria da presidência da república, obrigava os corretores a contratarem um seguro obrigatório sobre a sua atividade. o objetivo era garantir ao usuário do serviço uma reparação de danos eventualmente causados pelo corretor na contratação de seguros. mas o relator foi contrário a essa proposta, argumentando que a imposição poderia gerar consequências negativas para o setor. “além de tal medida restringir o mercado de corretagem [e] importar no aumento do custo do serviço — o que possivelmente caracterizaria uma ofensa ao princípio constitucional da livre iniciativa e da proporcionalidade —, o ambiente de controle exercido pela susep é suficiente para dar a segurança de que necessitam os usuários”, defendeu o então relator na cae, o ex-senador romero jucá. o relator também se opôs à ampliação do poder de fiscalização das entidades autorreguladoras sobre corretores de seguros não filiados. essa ampliação estava no texto original plc 7/2013. fonte: agência senado (reprodução autorizada mediante citação da agência senado)
12/04/2019

Uma providência para a previdência privada

  plataforma recém-lançada quer simular planos de aposentadoria para agentes e clientes o pioneiro sistema estatal de previdência social foi criado na alemanha, em 1889. quem o idealizou foi otto von bismarck, primeiro-ministro por quase duas décadas. apelidado “chanceler de ferro” por sua política autoritária na unificação germânica, bismarck criou o sistema para enfraquecer a oposição socialista a seu governo. em homenagem a ele, o engenheiro e empresário alexandre melo batizou de otto uma plataforma digital que vai reunir as informações sobre os produtos de previdência privada disponíveis no mercado. “a ideia é facilitar o acesso dos agentes autônomos para que escolham o melhor para seus clientes na previdência privada”, diz melo. interativa, a plataforma terá uma série de perguntas e respostas para o usuário, além de comparadores e simuladores de planos no longo prazo. segundo melo, as áreas comerciais de escritórios de agentes autônomos, de corretoras e de seguradoras, poderão recorrer à plataforma na hora de atender clientes interessados em produtos previdenciários. a ideia é que o cliente também consulte a plataforma para fazer simulações. quando os fundadores começaram a idealizar a plataforma, há cerca de um ano, a intenção era tratar de investimentos de forma ampla. a reforma da previdência os levou a restringir temporariamente o escopo de atuação. nos próximos meses deverão ser lançadas ferramentas para outros produtos. “estamos preparando uma iniciativa similar sobre o tesouro direto”, diz melo. machine learning a meta do otto é conquistar de 40 a 60 empresas por ano como clientes. cada usuário terá de pagar a partir de r$ 1,5 mil por mês pelo serviço, mas a tarifa cresce à medida que o número de clientes de cada agente aumenta. para colocar a operação de pé, melo e seus sócios investiram cerca de r$ 800 mil. segundo o fundador, a expectativa é que a operação chegue ao azul já no primeiro ano. “o otto foi criado sob o conceito de machine learning”, diz melo. “conforme os usuários interagem com a plataforma, ela absorve o conhecimento e aumenta sua base de informações”, afirma melo. a curadoria dos dados do otto está a cargo de carolina volcov, que atou nos últimos dez anos como especialista de previdência em grandes instituições financeiras como itaú e safra. fonte: isto é – dinheiro
12/04/2019

Você conhece os benefícios de investir em uma previdência privada?

 diretora de vida, previdência e investimentos da porto seguro lembra que as vantagens de contratar um plano individual vão além da dedução no imposto de renda os brasileiros têm até o dia 30 de abril para declarar o imposto de renda referente a 2018. quem tem um plano de previdência modalidade pgbl (plano gerador de benefício livre), e aproveitou o ano anterior para realizar aportes extras, tem agora uma vantagem na hora de acertar as contas com o leão, pois vai poder deduzir os valores em até 12% da renda bruta anual tributável, o que significa pagar menos ou restituir mais imposto agora. “além da possibilidade da dedução no ir, investir em previdência privada ajuda o cliente a construir seu planejamento financeiro para realizar sonhos e ter uma aposentadoria tranquila”, lembra fernanda pasquarelli, diretora de vida, previdência e investimentos da porto seguro. a executiva destaca alguns benefícios da previdência privada e dá dicas para auxiliar as pessoas a aproveitarem melhor sua previdência: “o incentivo fiscal do pgbl é um adiamento do imposto, que será cobrado no resgate ou no pagamento do benefício lá na frente. então, a dica é reinvestir o valor da dedução no próprio plano para aumentar a reserva futura. outra dica é optar pelo regime regressivo de tributação e manter cada contribuição aplicada por mais de 10 anos, porque nesse caso você terá uma alíquota de 10% na hora de retirar o dinheiro. e por fim, inclua as coberturas de renda e pensões no seu plano. elas irão te proteger e à sua família em caso de imprevistos financeiros. “ fonte: segs por camila augusto
12/04/2019

O acordão da Previdência

  como uma espécie de davos à brasileira, o 18º fórum do lide reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. agora é possível que a reforma saia de uma vez do papel o ministro paulo guedes e o presidente da câmara rodrigo maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. no caso, a tão decantada e ainda aguardada reforma da previdência. semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de r$ 1 trilhão em dez anos. e trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. na semana passada, os dois e mais o presidente do senado david alcolumbre – que também dá corda à cantilena da reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. na 18º edição do fórum empresarial do lide, dessa vez realizado em campos do jordão, interior de são paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. na batuta da mobilização, o governador de são paulo, joão doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “não há mais o que esperar, o brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). de uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente general mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do supremo tribunal, dias toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no stf e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do país”, disse ao anfitrião. no ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente bolsonaro como com o deputado maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. é um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. no fórum de campos, ele dobrou a aposta. lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns. “não há mais o que esperar. o brasil precisa o quanto antes dessa reforma” joão doria, governador de são paulo existiam diferenças? claro. incontornáveis? o desenrolar do evento acabou demonstrando que não. lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. e isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao país de uma reforma verdadeiramente eficaz. o clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no sistema “s” pontificaram sem maiores resistências. os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do legislativo presentes. prefeitos, deputados e senadores que foram ao fórum, dentre os quais antonio carlos magalhães neto, de salvador, e nelson marchezan, de porto alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos. ministros como o responsável pela pasta da infraestrutura, tarcísio gomes de freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. no total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da união. longe dali, até a ala militar, através dos generais augusto heleno, ministro do gabinete de segurança, e eduardo villas bôas, ex-comandante-geral do exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por ronaldo caiado, de goiás. caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do fórum. um pacto federativo mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da reforma. maia e guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. por mais que opositores e críticos do governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. tal qual padarias mal administradas, o tesouro nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a previdência, na casa dos r$ 720 bilhões ao ano. os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por a mais b que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “as pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou maia. os dois estão pedindo ao congresso celeridade. essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. a história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. o resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. pesquisa da xp investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. o aval serviu de senha para que o ministro guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na câmara. ah, as contradições da democracia! se há 15 dias guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. dois públicos, duas reações absolutamente distintas. a soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. de posto ypiranga a “tchutchuca”, tigrão ou czar da economia, guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. disse isso em campos: “vou me irritar com o que? tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles. “as pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” rodrigo maia, presidente da câmara a minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do maia, do doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. seu companheiro de batalha, rodrigo maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de guedes. “perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o estado precisamos agora de um pacto onde a previdência é o primeiro item”, afirma. maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no congresso. até guedes reconhece isso. com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. já no segundo mandato, com assento cativo no comando da câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. é aí que a coisa pode pegar. no executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de previdência. “a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” andré esteves, presidente do btg pactual o congresso discorda e maia precisará atuar como apaziguador. guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. disse na comissão de constituição e justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. no íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. sempre preciso na exposição dos motivos, guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. o mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. com essa via guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como doria e eduardo leite (rs) apoiam e guedes se equilibra insistindo na alternativa. de todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do governo. com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. e ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. desenho estatístico de um país que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. as estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. como pontua guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma europa por ano para ficar no mesmo lugar. r$ 4 trilhões de receita equivale a um plano marshall por ano”. o economista se refere ao valor do pib e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela ii grande guerra. os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. em sua infelicidade burocrática, o brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente. os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da man, líder na produção de caminhões no brasil, roberto cortes. “o que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço csn, benjamin steinbruch. “a reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou luiz carlos trabuco, do bradesco. vozes em uníssono nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do produto interno bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. engrossaram o coro personagens como michael klein, que construiu a rede varejista casas bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, josé luiz gandini, da kia motors e dirigente da associação de importadores de veículos, claudio lottenberg, que preside a líder de planos de saúde amil e manfredo rübens, presidente da gigante química basf. ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 ceos, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da previdência. “potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do btg pactual, andré esteves. o chairman do lide, luiz fernando furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “se queremos pular para um novo brasil, esse é o caminho”. do contrário, como pontua o governador doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “sem a reforma, estados, municípios e o próprio governo federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. é melhor não arriscar. “a reforma garante a solvência do estado no futuro. sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” luiz carlos trabuco, bradesco
12/04/2019

Juros futuros fecham em alta com ambiente político conturbado

 são paulo - em um cenário de articulação fraca do governo no congresso, sem uma base de apoio forte de parlamentares e queda da popularidade do presidente jair bolsonaro, o tempo começa a jogar contra no processo de tramitação da reforma da previdência. e a indicação de atraso na votação da comissão de constituição e justiça (ccj) desagradou invetidores. nesse ambiente, os contratos de juros futuros fecharam em alta nesta quinta-feira (11). "o governo continua mostrando inabilidade de articular com o legislativo, mas precisa dele. além dos parlamentares ficarem passivos na tramitação da reforma, já tem gente jogando contra. o mercado espera a aprovação, mas é impaciente. o jogo virou um pouco", analisa, arnaldo curvello, gestor da ativa wealth management. na opinião do gestor, o governo poderia ter aproveitado a vaga no ministério da educação para melhorar sua relação com o congresso, mas não aconteceu. "o planalto tem frustrado muito o legislativo, sendo que precisa dele. não adianta descontentar os parlamentares o tempo inteiro." queda de braço parlamentares do chamado centrão ensaiam uma nova crise com o executivo ameaçando obstruir a sessão da comissão de constituição e justiça (ccj) para votar o relatório da previdência, na próxima quarta-feira (17), o que atrasaria o cronograma previsto. a ideia é favorecer a aprovação do orçamento impositivo, que obriga o governo a pagar as emendas parlamentares de bancada. "temos o centrão se posicionando como oposição e mostrando para o mercado que pode retardar e fatiar a reforma da previdência. em um dia de exterior pior, os investidores pedem mais prêmio nos juros futuros", afirma outro gestor que preferiu não ser identificado. "[jair] bolsonaro criando o 13º para beneficiários da bolsa família também não agrada, uma vez que são mais gastos." o presidente da câmara dos deputados, rodrigo maia, voltou a falar da comunicação do executivo com o legislativo. "falta o governo organizar esse diálogo com o parlamento; importante é saber o que o governo pensa", disse o líder da câmara. "só o governo tem estrutura para fazer a comunicação, não só nas mídias sociais como na tradicional", completou. o ambiente desfavorável levou o di janeiro/2020 encerrar o pregão regular, às 16h, com taxa de 6,485% (de 6,465% no ajuste anterior), o di janeiro/2021 anotar taxa de 7,13% (de 7,06% no ajuste anterior) e o di janeiro/2025 fechar a 8,75% (de 8,67% no ajuste anterior). este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link https://www.valor.com.br/financas/6208197/juros-futuros-fecham-em-alta-com-ambiente-politico-conturbado ou as ferramentas oferecidas na página.

As principais tendências e expectativas de crescimento do mercado de seguros para 2019


08/02/2019
Os últimos meses de 2018 serviram para deixar as empresas do setor de seguros otimistas para o ano que acabou de começar. Tudo isso motivado pela recuperação no crescimento da economia, o que aumenta a confiança dos empresários e melhora as perspectivas na retomada de investimentos nos serviços oferecidos pelas seguradoras de todo país.

De acordo com os números apresentados pelo Boletim do Banco Central, a previsão para este ano é de crescimento do PIB em torno de 2,5%, quase o dobro dos números alcançados no ano passado. Esse crescimento afeta diretamente toda a cadeia produtiva e de serviços, inclusive o mercado de seguros, pois com a economia mais saudável, as empresas tendem a retomar todo tipo de investimento.

Os planos de saúde corporativos refletem diretamente esse crescimento, pois com a economia se recuperando, as taxas de desemprego diminuem e o número de beneficiários desse serviço aumentam, justamente pelo fato de que os principais contratantes são as próprias empresas.

Para Rogério Walmor Cervi, Presidente da REP seguros, as expectativas são muito boas para o decorrer do ano: "estamos investindo no crescimento sustentável da empresa, projetamos aumento no nosso quadro de funcionários. Crescemos 27% no ano de 2018 e pretendemos seguir o nosso planejamento estratégico de crescimento e expansão."

E um dos fatores que gera esse otimismo e valoriza ainda mais a retomada do desenvolvimento é o histórico de crescimento do setor de seguros nos últimos anos, que ano após ano apresenta um índice médio 4 vezes maior que o percentual do PIB.

Já referente às tendências e novidades do mercado de seguros, a previsão é de aumentar cada vez mais a utilização de novas tecnologias nos processos e no oferecimento de serviços de seguros. Felipe Weiler Cervi, Vice-Presidente Comercial, mostra como isso já está presente e complementa: "A REP Seguros investe nas tecnologias para oferecer mais agilidade para seus clientes, contudo, acreditamos que estar ao lado do cliente é fundamental. Com os fornecedores (Seguradoras e Resseguradoras) funciona no mesmo sentido, buscamos estar sempre presente no dia a dia para exposição dos riscos e trazendo uma personalização para os serviços." Assim, a inovação surge como uma forma de complementar a oferta de produtos, diminuindo a burocracia, otimizando e melhorando a qualidade dos atendimentos, e barateando os custos do serviço.

Um dos pontos que promete evoluir com a implementação de novas tecnologias é a análise de perfis dos clientes, por parte das seguradoras. Essa análise é uma forma de definir os valores das apólices e, com o uso destas análises de comportamento mais aprofundadas, tende a resultar em cotações com taxas mais bem definidas e assertivas no perfil de cada indivíduo.

Mostrando como as expectativas para 2019 são interessantes para o mercado de seguros, empresas já estão se movimentando e iniciando o ano em expansão, como afirma César Dioni Costa, Vice-Presidente da REP Seguros: "Neste mês de janeiro inauguramos nossa filial em Chapecó, firmando mais uma vez com o compromisso que temos com nossos clientes do Oeste Catarinense, Gaúcho e Paranaense. Temos certeza que o nosso trabalho, que é altamente técnico, terá ainda mais aderência nas empresas destas localidades. E que essa decisão estratégica tende a fazer com que todas as tendências e expectativas de crescimento se tornem realidade."
O mercado segurador nacional passa realmente por um momento de recuperação, o que traz uma expectativa de resultados promissores, colocando o Brasil novamente como um país com potencial de crescimento e perfeito para investir.

A REP Seguros é uma seguradora especialista em encontrar soluções inovadoras para clientes corporativos e clientes físicos, oferecendo um serviço personalizado no gerenciamento de riscos, em seguros de garantias, transportes nacionais e internacionais, responsabilidade civil, seguros de vida e saúde, e demais serviços securitários.

Fonte: Website: http://www.repseguros.com.br

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