20/08/2018

Faça as contas: ao aposentar, só se dá bem quem planeja

  brasileiros não se preparam para a aposentadoria e podem se surpreender, da pior forma, quando ela chegar. é nesta fase que as despesas com saúde tendem a aumentar descansar, abrir o próprio negócio, viajar, ter mais tempo para a família ou tudo isso junto. esses são apenas alguns dos sonhos que as pessoas cultivam para quando se aposentarem. porém, boa parte dos brasileiros não se prepara para esse momento e podem se surpreender, da pior forma, quando ele chegar. é nesta fase, por exemplo, que as despesas com saúde tendem a aumentar. uma pesquisa feita pelo serviço de proteção ao crédito (spc brasil) e pela confederação nacional de dirigentes lojistas (cndl), neste ano, mostra que apenas 19% dos brasileiros se preparam para a aposentadoria. outros 51% não se organizam no presente, mas farão isso em algum momento no futuro. esse quadro, segundo a especialista em direito previdenciário thaís riedel, deve mudar, já que as últimas discussões sobre a reforma no sistema previdenciário e a sua insustentabilidade fizeram com que boa parte da população ficasse mais atenta ao assunto. para ela, as pessoas pensavam que só iriam precisar da previdência quando ficassem velhas, porém viram que, se não pensarem no que fazer no presente, nem sempre dará tempo de correr atrás do tempo perdido. o trabalhador vai ganhar, ao se aposentar, um teto máximo de r$ 5.645. assim, é provável que tenha o salário diminuído de forma considerável. para mudar isso, só uma preparação fará diferença. e quanto mais jovem a pessoa começar esse planejamento, melhor. essa foi a receita que a servidora pública e empresária tawanna mendes, 26, começou a seguir há cinco anos, assim que passou em concurso público. sua família que nunca teve muito controle financeiro. assim ela se viu, ainda bem jovem, numa corda bamba para controlar o que ganhava e o que gastava. a promessa, assim que assumiu a vaga, foi de planejar toda a vida para que não conte apenas com o dinheiro que virá das contribuições à previdência social. “eu tenho metas de vida e assim que recebo separo cada parte. normalmente, esse é meu estilo de vida, então não sofro quando deixo de comprar algo de que não preciso nesse momento”, afirma a empresária. se para ela não é tão difícil retirar algo todo mês, para pensar no futuro, a última pesquisa divulgada pelo spc e pela cndl, sobre a preparação para a aposentadoria mostra que, sem um bom planejamento, muitos ainda têm que ralar para conseguir ajustar tudo. onde cortar                                                                   na pesquisa, 88% das pessoas declararam deixar de lado alguns gastos para pensar na aposentadoria. o maior corte é nas saídas de bares e restaurantes (49%). em seguida, compra de itens supérfluos de supermercados (46%) e gastos com viagem (40%). nem o plano de saúde escapa do corte de 21% dos entrevistados. apesar disso, nove em casa dez pessoas se mostraram dispostas a aumentar o tamanho da poupança atual para conseguir ter um salário maior quando parar de trabalhar. essa preocupação é mostrada, em especial, por 38% dos entrevistados que admitem que se contarem apenas com o valor da aposentadoria da previdência social não será suficiente para o seu sustento. para evitar dificuldades quando ficar mais velha, tawanna mendes retira 15% dos ganhos dela para investir, seja a média ou longo prazo. ela evitou a previdência privada. preferiu colocar boa parte de seus rendimentos no tesouro direto por ter perfil mais conservador. atrás do tempo perdido assim como tawanna mendes, a também servidora edlene santos da trindade, 52 anos, começou a trabalhar bem cedo. de origem baiana, com 15 anos, ela era atendente de uma padaria na asa norte. pouco depois de tornou babá e há 32 anos conseguiu sua vaga no serviço público. porém, ela demorou a despertar para a necessidade de se preparar para “pendurar as chuteiras”. “infelizmente só percebi o problema no fim da carreira. eu passei muito tempo pensando em fazer algo, mas sempre deixava para lá”, lamenta a mulher que está em contagem regressiva. ela vai parar de trabalhar em menos de três meses – dia 6 de novembro de 2018. os planos são de começar a mexer em um blog que fale sobre revisão de texto, além de descansar bastante. “eu comecei a trabalhar muito cedo. não aproveitei a minha juventude para viajar. quero fazer isso agora”, planeja. foi só em 2016, que ela percebeu que tinha agido errado boa parte da vida. assim, procurou maneiras de ajustar a vida financeira. uma das maneiras foi procurar ajuda especializada, enfim conseguida no hospital das finanças. hoje, ela separa uma parte do que recebe e coloca na poupança. ela sabe que é tarde, mas quis fazer algo antes que ficasse sem opções. queda nos ganhos o economista ronalde lins lamenta que a maioria dos brasileiros só presta atenção na aposentadoria quando começa a receber os primeiros salários com uma diminuição considerável. a média de queda, segundo ele, é de até 50% dos vencimentos recebidos anteriormente. aí, o jeito, para muitos, é voltar para o mercado de trabalho e se cansar mais um pouco. “é preciso fazer algo logo nos primeiros meses de carreira, em especial se perceber que a perda vai ser grande. quanto mais novo, menos vai ter que pagar por mês, já que tem o benefício do tempo. pode ser uma previdência privada ou algum investimento que seja de 5 a 10% do valor do salário”, aconselha. o economista ronalde lins, do conselho federal de economia (cofecon), mostra o que fazer em diferentes momentos da vida: aos 20: alguma contribuição deve ser feita logo nos primeiros salários. pode ser previdência privada ou tesouro direto. nessa etapa, o tempo é o grande aliado. “esquece um pouco a farra e pense que com muito menos com o que se gasta nas festas é possível começar a se preparar para a aposentadoria”, afirma. aos 40: a dificuldade para conseguir bom salário na aposentadoria é maior porque o tempo está mais curto. é preciso investir em algo mais ousado e com retorno mais rápido. outra possibilidade é investir valores bem mais altos para amenizar o tempo sem preparação. aos 60: nesse ponto, o economista já não recomenda uma previdência privada porque, mesmo com altos depósitos, o tempo é muito curto. o mais recomendado é procurar um auxílio profissional para ver o que seria melhor. se a escolha for por um investimento, é necessário que seja um de retorno muito rápido. outra saída vai ser trabalhar por mais alguns anos, mesmo após se aposentar. a intenção é organizar a vida financeira e ter uma sobra. fonte: jornal de brasília por joão paulo mariano
20/08/2018

Princípios do seguro e temas polêmicos do STJ foi tema de evento da ANSP

 no último dia 15, a academia nacional de seguros e previdência (ansp) promoveu um debate sobre "princípios do seguro e temas polêmicos do stj". o intuito foi colocar em discussão o contrato do seguro, o plc nº29/2017, alguma jurisprudência do stj, súmulas em desacordo com a boa doutrina securitária e o reajuste dos prêmios e contribuições. maurício gravina, advogado, professor e doutorando em direito mercantil pela universidade de leon - espanha, colocou em questão alguns princípios jurídicos do contrato do seguro, "para que o seguro seja legítimo é necessário que tenha um risco, que o risco seja preexistente. existem algumas exceções, por exemplo, no seguro de transporte se contrata uma apólice sem ter ideia do que será transportado durante o mês, mas mesmo dessa forma a companhia sabe do que se trata, sabe que existe o risco. não existe contrato sem causa". o advogado césar peixoto expôs em sua apresentação a problemática acerca do reajuste das contribuições securitárias e previdenciárias em decorrência da mudança de faixa etária. "quanto maior a idade, maior o risco, portanto maior o valor da contribuição e essa é uma lógica que não tem como fugir. todavia, esses cálculos e progressões precisam ser revistos de tempo em tempos tomando várias conjecturas, considerando o envelhecimento médio do grupo segurado, mas principalmente pelo grande aumento da expectativa de vida da população", explica peixoto. representando a academia, voltaire marensi discutiu as recentes súmulas do stj e o plc nº 29/2017. para voltaire, o direito deve ser justo, mas acima de tudo deve estar em perfeita sintonia com os princípios jurídicos que consagram práticas e regras, e que interage com instituições consolidadas ao longo de muitos anos. o presidente da ansp, joão marcelo dos santos, que mediou do debate, finalizou enfatizando: "tivemos um evento de muita qualidade e de grandes e precisas exposições. agradecemos a presença de excelentes palestrantes e de uma audiência muito qualificada". a programação foi organizada por voltaire giavarina marensi, coordenador da cátedra de direito do seguro da ansp, e edmur de almeida, diretor de fóruns acadêmicos da academia e coordenador das comissões de seguros de crédito, garantia e fiança locatícia do sincor-sp e da fenacor a abertura do evento ficou a cargo de rafael ribeiro do valle, diretor de comunicações da academia. fonte: oficina do texto
20/08/2018

Mercado financeiro mantém previsões para inflação e PIB neste ano

 instituições financeiras consultadas pelo banco central (bc) mantiveram a estimativa de crescimento da economia e da inflação neste ano. a informação consta da pesquisa focus, publicação elaborada semanalmente pelo bc, com projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. a estimativa para o índice nacional de preços ao consumidor amplo (ipca) segue em 4,15%. para 2019, também foi mantida a projeção de 4,10%. para 2020, a estimativa é 4% e para 2021, foi ajustada de 3,93% para 3,90%. para 2018 e 2019, as estimativas estão abaixo do centro da meta que deve ser perseguida pelo bc. neste ano, o centro da meta é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente). para alcançar a meta de inflação, o bc usa como instrumento a taxa básica de juros, a selic, atualmente em 6,5% ao ano. de acordo com as instituições financeiras, a selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o final de 2018. para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano. quando o comitê de política monetária (copom) aumenta a selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. quando o copom diminui a selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação. a manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação. a projeção para a expansão do produto interno bruto (pib) foi mantida em 1,49% neste ano. para 2019, 2020 e 2021, a estimativa para o crescimento do pib segue em 2,5%. a previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em r$ 3,70 no final deste ano e no fim de 2019. jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/08/644601-mercado-financeiro-mantem-previsoes-para-inflacao-e-pib-neste-ano.html)
20/08/2018

Ouro fecha em alta, apoiado por câmbio e pela demanda da Ásia

 o contrato futuro de ouro fechou com ganhos nesta segunda-feira, 20. o dólar mais fraco foi um fator para ajudar na demanda, bem como o fato de que quedas recentes no preço impulsionaram a demanda entre os investidores, sobretudo na ásia. desde o início de 2018, o contrato do ouro recua mais de 10%. na comex, divisão de metais da new york mercantile exchange (nymex), o ouro para entrega em outubro fechou em alta de 0,88%, a us$ 1.190,20 a onça-troy. no câmbio, o dólar mais fraco ante moedas fortes torna o metal mais barato para os detentores de outras divisas, o que impulsiona o apetite dos investidores. além disso, o ouro vem de seis semanas seguidas de quedas. de acordo com o commerzbank, a demanda na ásia tem ganhado impulso, graças aos preços baixos. a china é a maior consumidora de ouro do mundo e a índia, a segunda. o banco alemão diz que operadores do metal aproveitam os preços mais baixos para repor estoques. o commerzbank acrescenta, contudo, que o sentimento entre os investidores nesse mercado continua a ser negativo, ainda com posições especulativas à espera de mais recuos no metal. jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/08/644654-ouro-fecha-em-alta-apoiado-por-cambio-e-pela-demanda-da-asia.html)  
20/08/2018

Petrobras: danos de explosão na Replan ainda são avaliados

 a petrobras, por meio de sua assessoria de imprensa, divulgou nota na qual reafirmou a informação de que a extensão dos dados na explosão na refinaria de paulínia (replan), em são paulo, ainda está sendo avaliada. mais cedo, o diretor de refino e gás natural, jorge celestino, disse ao broadcast, serviço de notícias em tempo real do grupo estado, que não há risco de a população ficar desabastecida por causa do acidente. a empresa conta com estoque e produção das demais refinarias para garantir a normalização da oferta. "a petrobras reforça seu compromisso com a segurança de suas operações e instalações adotando padrões da indústria mundial de petróleo. a refinaria conta com planos de emergência e sua equipe de contingência foi prontamente acionada para conter o incêndio, em conjunto com o corpo de bombeiros", informou a empresa em nota divulgada há pouco, na qual reitera que "não houve feridos e o incêndio já foi controlado". o incêndio atingiu parte de uma das unidades de craqueamento catalítico e de uma das unidades de destilação atmosférica, que fazem parte do processo de refino de petróleo. jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/08/644666-petrobras-danos-de-explosao-na-replan-ainda-sao-avaliados.html)
20/08/2018

STJ confirma ilicitude em atuação de associação no mercado de seguros

 por unanimidade, a segunda turma do superior tribunal de justiça (stj) restabeleceu sentença de primeiro grau que declarou ilícita a atuação no mercado de seguros da associação mineira de proteção e assistência automotiva (ampla), determinando a suspensão de suas atividades ligadas ao setor securitário. o recurso especial foi interposto em ação civil pública na qual a superintendência de seguros privados (susep) pediu que fosse considerada ilícita a atuação da ampla no mercado de seguros. a susep, instituída pelo decreto-lei 73/66, é autarquia federal responsável pela regulação estatal do mercado privado de seguros. segundo os autos, a susep alegou que, mesmo exercendo atividade empresarial securitária, a ampla não adotou a forma de sociedade anônima e não solicitou autorização de funcionamento. além disso, a atuação da ampla não se enquadraria no conceito de grupo restrito de ajuda mútua e, portanto, não atenderia ao enunciado 185 da iii jornada de direito civil do conselho da justiça federal, segundo o qual “a disciplina dos seguros do código civil e as normas da previdência privada que impõem a contratação exclusivamente por meio de entidades legalmente autorizadas não impedem a formação de grupos restritos de ajuda mútua, caracterizados pela autogestão”. a autarquia também argumentou que a ampla não seria uma associação de classe, de beneficência ou de socorro mútuo que institui pensão ou pecúlio em favor de seus associados ou famílias. portanto, seu funcionamento afrontaria o disposto no decreto-lei 2.063/40 e o artigo 757 do código civil, caracterizando a concorrência desleal e a negociação ilegal de seguros por associação sem fins lucrativos. divisão de prejuízos a ampla, por sua vez, alegou que sua natureza jurídica tem como objetivo dividir os prejuízos entre as pessoas que se encontram na mesma situação. afirmou que sua sistemática é diferente da adotada pelas companhias seguradoras, na qual o contrato obriga o segurador a garantir o interesse legítimo do segurado, relativo a pessoa ou a coisa, contra determinados riscos. no caso da ampla, não haveria garantia de risco coberto, mas o rateio de prejuízos efetivamente caracterizados. o tribunal regional federal da 2ª região (trf2) julgou improcedente o pedido inicial da susep, que recorreu ao stj. contrato típico em seu voto, og fernandes afirmou que o produto oferecido pela ampla se apresenta como um típico contrato de seguros, com cobrança de franquia e cobertura de danos provocados por terceiros e por eventos da natureza. “a noção sobre o contrato de seguro ‘pressupõe a de risco, isto é, o fato de estar o indivíduo exposto à eventualidade de um dano à sua pessoa, ou ao seu patrimônio, motivado pelo acaso’, nos termos como o define orlando gomes, invocando a doutrina italiana de messineo”, explicou og fernandes. para o relator, a associação também não pode ser caracterizada como grupo restrito de ajuda mútua por comercializar seu produto de forma abrangente, como uma típica sociedade de seguros. “pela própria descrição contida no aresto combatido, verifica-se que a recorrida não pode se qualificar como ‘grupo restrito de ajuda mútua’, dadas as características de típico contrato de seguro, além de que o serviço intitulado de ‘proteção automotiva’ é aberto a um grupo indiscriminado e indistinto de interessados”, concluiu o ministro. recurso especial nº 1.616.359 - rj (2016/0194359-4) relator : ministro og fernandes recorrente : confederação nacional das empresas de seguros gerais , previdência privada e vida, saúde suplementar e capitalização - cnseg advogados : ana paula gonçalves pereira de barcellos -rj095436 karin basilio khalili dannemann felipe mendonça terra e outro(s) - rj179757 recorrente : superintendência de seguros privados recorrido : associacao mineira de protecao e assistencia automotiva recorrido : gabriela pereira das neves recorrido : luciana pereira da costa recorrido : eduardo pereira da costa advogado : renato de assis pinheiro - mg108900 ementa civil e administrativo. recurso especial. poder fiscalizatório da superintendência de seguros privados - susep. pedido de intervenção da confederação nacional das empresas de seguros gerais, previdência privada e vida, saúde suplementar e capitalização - cnseg, como terceiro prejudicado. indeferimento. preliminar de não conhecimento do recurso interposto pela susep. alegação de ausência de prequestionamento e de ausência de fundamento sobre a parte do recurso que suscita a violação do dispositivo do art. 535, ii, do cpc/1973. rejeição. alegação da recorrente - susep de ofensa ao dispositivo do art. 535, ii, do cpc/1973. não ocorrência. atividades da associação mineira de proteção e assistência automotiva. caracterização como prática securitária. aresto recorrido que concluiu pela ocorrência de um "grupo restrito de ajuda mútua". enunciado n. 185 da iii jornada de direito civil do conselho da justiça federal. inaplicabilidade. violação dos dispositivos dos arts. 757 do código civil/2002 e dos arts. 24, 78 e 113 do decreto-lei n. 73/1966. recurso especial interposto pela confederação nacional das empresas de seguros gerais, previdência privada e vida, saúde suplementar e capitalização - cnseg prejudicado. recurso especial interposto pela superintendência de seguros privados - susep conhecido e provido. 1. o objeto desta lide não comporta alegação de "concorrência desleal", visto que o pleito originário foi interposto pela superintendência de seguros privados - susep e, por óbvio, tal questão não integra a perspectiva regulatória que compreende os objetivos institucionais dessa autarquia federal na fiscalização do mercado privado de seguros. de outra parte, no que concerne à perspectiva econômica - sobre eventuais prejuízos que as associadas da recorrente poderão sofrer -, tal se revela irrelevante para efeito de integração a esta lide como terceiro prejudicado.  2. não se encontra dentre as finalidades estatutárias da associação recorrente - e nem poderia - qualquer atuação na fiscalização regulatória do mercado de seguros privados, já que isso é atividade privativa da união, que a exerce através da autarquia federal, superintendência de seguros privados - susep. eventual consequência da atuação dessa autarquia federal, em relação às associadas da recorrente, ocorre no campo meramente do interesse econômico, não do interesse jurídico em si. 3. a jurisprudência deste superior tribunal de justiça é clara ao afirmar que o interesse jurídico a ser demonstrado, para efeito de intervenção na ação com fundamento no § 1º do art. 499 do cpc/1973, deve guardar relação de "interesse tido por análogo ao do assistente que atua em primeiro grau ao auxiliar a parte principal na demanda". precedentes: resp 1.356.151/sp, rel. ministro luis felipe salomão, quarta turma, julgado em 21/9/2017, dje 23/10/2017; resp 1.121.709/pr, rel. ministro joão otávio de noronha, terceira turma, julgado em 5/11/2013, dje 11/11/2013. 4. assim, se no caso em exame a relação jurídica submetida à apreciação judicial concerne ao exercício do poder regulatório cometido ao órgão público sobre o mercado privado de seguros, descabe falar em interesse jurídico de uma associação privada, por mais relevante que o seja, por ausente comunhão de interesses nesse sentido. 5. no que diz respeito à ausência de prequestionamento dos dispositivos dos arts. 24, 78 e 113 do decreto-lei n. 73/1966 e do art. 757 do código civil/2002, não tem qualquer razão a recorrida, uma vez que a eg. corte de origem debateu a matéria sob o enfoque de tais dispositivos legais. 6. o argumento da parte recorrida de que a pretensão da insurgente, quando alega violação do dispositivo do art. 535, ii, do cpc/1973, é meramente suscitar irresignação que se reporta ao mérito em si será examinado no momento adequado, porque diz respeito ao mérito dessa parte da postulação recursal da superintendência de seguros privados - susep. 7. com a rejeição da preliminar suscitada pela recorrida quanto ao prequestionamento dos dispositivos arts. 24, 78 e 113 do decreto-lei n. 73/1966 e do art. 757 do código civil/2002, por via oblíqua, rejeita-se a alegação da recorrente de nulidade do aresto impugnado. é que, ao considerar que as questões jurídicas que se reportam a tais dispositivos legais foram examinadas pelo eg. tribunal de origem, descabe a alegação da recorrente de que houve omissão, nesse particular. o fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte - ou mesmo de estar equivocada, ou não, o que será analisado a seguir - não autoriza afirmar a ocorrência de omissão e a consequente afronta ao art. 535, ii, do cpc/1973. 8. assim, não viola o art. 535 do cpc/1973 nem importa omissão o acórdão que adota, para a resolução da causa, fundamentação suficiente, porém diversa da pretendida pela recorrente. 9. o enunciado n. 185 da iii jornada de direito civil do conselho da justiça federal, no que concerne à interpretação atribuída ao art. 757 do código civil/2002, assenta que "a disciplina dos seguros do código civil e as normas da previdência privada que impõem a contratação exclusivamente por meio de entidades legalmente autorizadas não impedem a formação de grupos restritos de ajuda mútua, caracterizados pela autogestão". 10. a questão desta demanda é que, pela própria descrição contida no aresto impugnado, verifica-se que a recorrida não pode se qualificar como "grupo restrito de ajuda mútua", dadas as características de típico contrato de seguro, além de que o serviço intitulado de "proteção automotiva" é aberto a um grupo indiscriminado e indistinto de interessados, o que resulta em violação do dispositivo do art. 757 do código civil/2002, bem como dos arts. 24, 78 e 113 do decreto-lei n. 73/1966. 11. aliás, tanto se trata de atividade que não encontra amparo na legislação atualmente vigente que a própria parte recorrida fez acostar aos autos diversos informes a título de projetos de lei que estariam tramitando no poder legislativo, a fim de alterar o art. 53 do código civil/2002, para permitir a atividade questionada neste feito. ora, tratasse de ponto consolidado na legislação pátria, não haveria necessidade de qualquer alteração legislativa, a demonstrar que o produto veiculado e oferecido pela recorrida, por se constituir em atividade securitária, não possui amparo na liberdade associativa em geral e depende da intervenção reguladora a ser exercida pela recorrente. 12. não se está afirmando que a requerida não possa se constituir em "grupo restrito de ajuda mútua", mas tal somente pode ocorrer se a parte se constituir em conformidade com o disposto no decreto-lei n. 2.063/1940 e legislação correlata, obedecidas às restrições que constam de tal diploma legal e nos termos estritos do enunciado n. 185 da iii  jornada de direito civil do conselho da justiça federal. 13. recurso especial interposto pela confederação nacional das empresas de seguros gerais, previdência privada e vida, saúde suplementar e capitalização - cnseg prejudicado. recurso especialinterposto pela superintendência de seguros privados - susep conhecido e provido. acórdão vistos, relatados e discutidos aos autos em que são partes as acima indicadas, acordam os ministros da segunda turma do superior tribunal de justiça, por unanimidade, dar provimento ao recurso da superintendência de seguros privados - susep; julgar prejudicado o recurso da confederação nacional das empresas de seguros gerais, previdência privada e vida, saúde suplementar e capitalização - cnseg, nos termos do voto do sr. ministro relator. os srs. ministros mauro campbell marques, assusete magalhães e herman benjamin (presidente) votaram com o sr. ministro relator. ausente, justificadamente, o sr. ministro francisco falcão. dra. karin basilio khalili dannemann, pela parte recorrente: confederação nacional das empresas de seguros gerais, previdência privada e vida, saúde suplementar e capitalização – cnseg dr. andre gustavo bezerra e mota (ex lege), pela parte recorrente: superintendência de seguros privados dr. raul canal, pela parte recorrida: associação mineira de proteção e assistência automotiva e outros pronunciamento oral da subprocuradora-geral da república, dra. darcy santana vitobello. brasília, 21 de junho de 2018(data do julgamento) ministro og fernandes relator fonte: stj - superior tribunal de justiça
16/08/2018

União Seguradora é parceira da CIEPIBRAS

 a união seguradora fechou parceria com a convenção das igrejas evangélicas pentecostais do brasil – ciepibras e com a lado a lado corretora, através do diretor comercial, joão carlos lock, e do comercial marco rocha. a proposta prevê os produtos: seguro de vida em grupo e acidentes pessoais, protegendo a família do segurado em caso de morte por qualquer causa, auxílio alimentação, morte acidental, como também a proteção em invalidez permanente total ou parcial por acidente. além disso, são realizados quatro sorteios mensais de r$ 5.000,00 (valor bruto), administrada pela aplub capitalização s/a. a partir do mês subsequente da inclusão do segurado principal no seguro. a união seguradora para detalhar mais todas as vantagens oferecidas e assegurar o entendimento dos seus parceiros realizou, dia 14 de agosto, um treinamento com a diretoria da ciepibras (convenção das igrejas evangélicas pentecostais do brasil) e com luciane costa da lado a lado corretora na sede do grupo aspecir. no encontro, foi salientado e sanado as dúvidas sobre os beneficiários, documentação de sinistro, custeio/adesão do seguro, início de vigência do risco individual, atualização dos capitais segurados e prêmios mensais, faturamento, pagamento do prêmio, cancelamento da apólice, prazo do seguro, vigência da apólice, correção/equilíbrio de taxa, avaliação técnica – atuarial e financeira, documentação básica para abertura da apólice. o treinamento foi muito produtivo e a união seguradora agradece a participação de luciane costa da lado a lado corretora e da diretoria da convenção nas pessoas de pastor pedro, vice-presidente; tino moraes, diretor de patrimônio, pastor carlos, financeiro, pastora raquel, secretária e janete, missionária.
16/08/2018

União realiza treinamento para a CredCorreios

 a parceria união - credcorreios só faz crescer, sendo assim a equipe faz atualizações através de treinamento com o comercial da união seguradora. marco rocha recebeu nesta terça-feira na sede da empresa a gerente josiane correa, a subgerente daniela guimarães e as funcionárias carla techi, josi quadros e lidiane ferraz.
16/08/2018

Destaques do Mercado de Seguros de Vida e Benefícios

 o clube de seguros de vida e benefícios do rio grande do sul – cvg/rs realiza o evento mais esperado do ano: a festa de premiação dos destaques do mercado de seguros. o cvg/rs apurou os votos do prêmio e abaixo é possível conferir os 4 mais votados por categoria, em ordem alfabética. todos já são grandes vencedores, mas os campeões serão conhecidos no dia 24 de agosto, em grande festa organizada pela entidade na associação leopoldina juvenil, em porto alegre (rs). convite cvg seguradoras: bradesco seguros previsul seguradora rio grande seguros tokio marine seguradora executivo de mercado: andreia araujo cesar saut ederson daronco josiana lemes comercial: andrei almeida estela formiga fabio figueiró jackson cunha corretores de seguros: ana stank brz seguros ksa corretora planilife corretora rsul vida seguros prestadores: atuária brasil

As principais tendências e expectativas de crescimento do mercado de seguros para 2019


08/02/2019
Os últimos meses de 2018 serviram para deixar as empresas do setor de seguros otimistas para o ano que acabou de começar. Tudo isso motivado pela recuperação no crescimento da economia, o que aumenta a confiança dos empresários e melhora as perspectivas na retomada de investimentos nos serviços oferecidos pelas seguradoras de todo país.

De acordo com os números apresentados pelo Boletim do Banco Central, a previsão para este ano é de crescimento do PIB em torno de 2,5%, quase o dobro dos números alcançados no ano passado. Esse crescimento afeta diretamente toda a cadeia produtiva e de serviços, inclusive o mercado de seguros, pois com a economia mais saudável, as empresas tendem a retomar todo tipo de investimento.

Os planos de saúde corporativos refletem diretamente esse crescimento, pois com a economia se recuperando, as taxas de desemprego diminuem e o número de beneficiários desse serviço aumentam, justamente pelo fato de que os principais contratantes são as próprias empresas.

Para Rogério Walmor Cervi, Presidente da REP seguros, as expectativas são muito boas para o decorrer do ano: "estamos investindo no crescimento sustentável da empresa, projetamos aumento no nosso quadro de funcionários. Crescemos 27% no ano de 2018 e pretendemos seguir o nosso planejamento estratégico de crescimento e expansão."

E um dos fatores que gera esse otimismo e valoriza ainda mais a retomada do desenvolvimento é o histórico de crescimento do setor de seguros nos últimos anos, que ano após ano apresenta um índice médio 4 vezes maior que o percentual do PIB.

Já referente às tendências e novidades do mercado de seguros, a previsão é de aumentar cada vez mais a utilização de novas tecnologias nos processos e no oferecimento de serviços de seguros. Felipe Weiler Cervi, Vice-Presidente Comercial, mostra como isso já está presente e complementa: "A REP Seguros investe nas tecnologias para oferecer mais agilidade para seus clientes, contudo, acreditamos que estar ao lado do cliente é fundamental. Com os fornecedores (Seguradoras e Resseguradoras) funciona no mesmo sentido, buscamos estar sempre presente no dia a dia para exposição dos riscos e trazendo uma personalização para os serviços." Assim, a inovação surge como uma forma de complementar a oferta de produtos, diminuindo a burocracia, otimizando e melhorando a qualidade dos atendimentos, e barateando os custos do serviço.

Um dos pontos que promete evoluir com a implementação de novas tecnologias é a análise de perfis dos clientes, por parte das seguradoras. Essa análise é uma forma de definir os valores das apólices e, com o uso destas análises de comportamento mais aprofundadas, tende a resultar em cotações com taxas mais bem definidas e assertivas no perfil de cada indivíduo.

Mostrando como as expectativas para 2019 são interessantes para o mercado de seguros, empresas já estão se movimentando e iniciando o ano em expansão, como afirma César Dioni Costa, Vice-Presidente da REP Seguros: "Neste mês de janeiro inauguramos nossa filial em Chapecó, firmando mais uma vez com o compromisso que temos com nossos clientes do Oeste Catarinense, Gaúcho e Paranaense. Temos certeza que o nosso trabalho, que é altamente técnico, terá ainda mais aderência nas empresas destas localidades. E que essa decisão estratégica tende a fazer com que todas as tendências e expectativas de crescimento se tornem realidade."
O mercado segurador nacional passa realmente por um momento de recuperação, o que traz uma expectativa de resultados promissores, colocando o Brasil novamente como um país com potencial de crescimento e perfeito para investir.

A REP Seguros é uma seguradora especialista em encontrar soluções inovadoras para clientes corporativos e clientes físicos, oferecendo um serviço personalizado no gerenciamento de riscos, em seguros de garantias, transportes nacionais e internacionais, responsabilidade civil, seguros de vida e saúde, e demais serviços securitários.

Fonte: Website: http://www.repseguros.com.br

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