24/06/2019

Ecossistemas digitais: juntos vamos mais longe

  com a digitalização, as empresas precisam trabalhar em parceria para se manterem competitivas temos o nosso próprio entendimento do que são ecossistemas. imaginamos interdependência, complementaridade, e um produto que é resultado harmonioso da colaboração das partes. já dizia um amigo: “juntos vamos mais longe”. a alcateia, o cardume, a colmeia são exemplos da natureza para demonstrar que a atuação em grupos gera prosperidade. a língua portuguesa tem nos coletivos a relevância de palavras que descrevem os grupos: turma de alunos, comitiva de boiadeiros, tribo de índios e por aí afora. por que seria diferente no mundo digital? participamos de comunidades digitais, mas a maioria ainda as utiliza como passatempo. conheço poucos que atuam profissionalmente em comunidades, ou, num conceito mais estruturado, como ecossistemas digitais, com o objetivo de aprendizado, sustento e prosperidade. por que isto ocorre? acredito que a principal razão seja o fato de os ecossistemas digitais serem novidade em nossas vidas. ainda estamos avaliando, em breve saberemos como utiliza estes “locais” e o seu potencial para o nosso bem e da comunidade. especialistas dizem que no mundo digital somos diferentes – mais destemidos. é fácil ver a energia investida na defesa de posições e ideias, muitas vezes isto jamais ocorreria no mundo “real”. perece que temos os ingredientes para seguir em frente, partindo do campo das ideias para o das ações. estou lendo o livro plataforma – a revolução de estratégia, de geoffrey parker,‎ marshall alstyne e sangeet choudary. o livro descreve como as tecnologias digitais estão transformando o mundo, a economia e os negócios em alta velocidade. não podemos postergar a nossa atuação neste novo mundo digital. este é de todos, pobres e ricos, instruídos e nem tanto. engana-se quem acredita que é coisa de nerd, ou moderninho, e que ainda está “distante para acontecer no brasil”. o momento para atuar num ecossistema digital é agora. no setor de seguros, vejo claramente um amplo ecossistema, interligando seguradoras, corretores, clientes, gerenciadores de riscos prestadores de serviço e órgãos reguladores. ao conectar toda essa cadeia produtiva, as partes ganham força para se desenvolver, há uma preocupação genuína com a necessidade de proteção. a produtividade aumenta significativamente quando se divide o trabalho em especialidades e se trabalha de forma colaborativa, integradas digitalmente. *rogério a. nunes é parceiro da sistran, atuou por 30 anos como especialista e gestor de ti no mercado de seguros, bancário e indústria. fonte: it forum 365 por rogério a. nunes*
24/06/2019

Banco digital acelera expansão e testa fôlego do segmento

 a criação de bancos digitais, movimento que começou há cerca de cinco anos no país, se tornou mais intensa em 2019. os lançamentos de bancos "sem agência nem fila" não param. como resultado, mensalmente são abertas entre 500 mil e 1 milhão de contas nessas plataformas, segundo estimativas da consultoria boston consulting group (bcg), com base em dados públicos. a iniciativa vem de bancos tradicionais, credenciadoras de cartões, grandes varejistas, "fintechs" e gigantes de tecnologia. e a tendência tem sido tão forte que levanta dúvidas sobre se os bancos digitais são as novas "paleterias" - dizem executivos do setor, em referência à moda de abertura de sorveterias no estilo mexicano há alguns anos, uma bolha que explodiu em pouco tempo. "estimamos 11 milhões de contas abertas no início de 2019 que, hoje, já devem ser 15 milhões, um crescimento impressionante", diz ricardo tiezzi, diretor do bcg. no total, a consultoria identificou 56 empresas de serviços financeiros "nativas digitais", entre bancos completos, contas e serviços, investimentos, pagamentos e cartões, além de empresas de crédito. um estudo do economista roberto luís troster, ex-chefe da equipe econômica da federação brasileira de bancos (febraban), mostra a diferença do ritmo de negócio dos grandes bancos frente ao restante do mercado - bancos médios, fintechs e digitais - entre 2014 e 2018. os cinco maiores bancos (banco do brasil, bradesco, caixa, itaú e santander) tinham 72,3% dos clientes, mas passaram a 64,5% no período. em número de operações, passaram de uma fatia de 77,3% para 69,9%. "as duas políticas para aumentar a concentração bancária foram abandonadas: o viés de beneficiar grandes bancos no começo da década passada e o de favorecer os bancos estatais a partir de 2016", diz troster. "além disso, com a tecnologia, a questão central passa a ser o modelo de negócio." ancorados na tecnologia avançada e numa estrutura de custos comedida, os bancos digitais conseguem oferecer um modelo de serviços com isenção de tarifas hoje pagas pelos brasileiros nas instituições financeiras tradicionais. no geral, os novatos não cobram pela manutenção da conta, pela anuidade do cartão de crédito ou para fazer transferências. "o esforço para escalar o negócio é menos intensivo em capital porque não preciso abrir agências. mas temos de crescer com custos baixos, que vão se diluindo à medida que temos mais clientes", diz ray chalub, diretor de conta digital e meios de pagamento do banco inter, criado em 1994 como financeira da construtora mrv e que, desde 2017, avançou no modelo digital, abrindo cerca de 2,5 milhões de contas. com fortes investimentos e isenção de tarifas, a maioria dos bancos digitais ainda opera no vermelho no país, enquanto aqueles que têm resultados apresentam números bem inferiores aos que costumam ser vistos nas instituições tradicionais - o inter, por exemplo, teve lucro líquido de cerca de r$ 70 milhões no ano passado e o agibank, de r$ 150 milhões. "no processo de crescimento, o resultado não vem num primeiro momento. agora, estamos preocupados em trazer o cliente para a plataforma", diz jeferson honorato, diretor do next, banco digital do bradesco. lançado há um ano e meio, o negócio avança rapidamente: a essa altura, o plano de negócios previa 600 mil clientes ativos e inativos - mas já são mais de 1 milhão ativos. em dezembro, foram realizadas 400 mil operações por dia, que saltaram para 1,3 milhão em junho. como a conta em si dificilmente traz retorno aos bancos digitais, eles correm para adicionar produtos e serviços, inclusive não financeiros, para ter rentabilidade. além disso, estão ampliando a carteira de crédito e de investimentos. o inter quer lançar no segundo semestre um "superaplicativo", com serviços como transporte, alimentação e turismo. hoje, 70% da receita do banco vêm do crédito, mas a projeção é chegar a 50% no médio prazo, com o restante vindo de tarifas e serviços. já o next tem 400 parceiros que dão desconto em seu aplicativo ou "cashback" em aplicações, o que pode render até r$ 400 por mês ao cliente. o próprio regulador colaborou para o crescimento dos bancos digitais. o banco central criou há cinco anos a figura da conta de pagamento, modelo mais simplificado de conta corrente, que não exige atendimento em agência física, não realiza empréstimos, mas pode oferecer cartões e fazer transferências. embora os recursos dessa conta não sejam garantidos pelo fundo garantidor de créditos (fgc), eles ficam depositados no bc ou em títulos do tesouro. como essa nova modalidade de conta pode ser oferecida por instituições de pagamento, cooperativas e outras instituições financeiras além dos bancos, ela passou a ser lançada por "fintechs", varejistas e até empresas de tecnologia que, apesar de usarem a expressão "banco digital", não têm a licença de banco. por isso, elas fazem parcerias com bancos, seguradoras e outras empresas para ampliar a oferta. na semana passada, o bc iniciou uma campanha nas mídias sociais para esclarecer o que são as contas de pagamento, devido ao "boom" do modelo com os bancos digitais. questionado pela reportagem, o regulador afirmou que "cada vez mais essas contas ofertam serviços semelhantes ao de uma conta bancária tradicional, assim, cidadãos podem ter dificuldade de diferenciar as duas modalidades". o nubank é um exemplo claro desse modelo: apesar de ter banco no nome, é uma instituição de pagamento aliada a uma financeira. em seu caso, a ideia não tem sido ampliar o leque de produtos, mas consolidar o cartão de crédito. "nosso foco foi fazer poucos produtos e investir na experiência do cliente", contou bruno magrani, diretor de políticas públicas da empresa, em recente evento promovido pela fundação getulio vargas. segundo magrani, com o avanço do "open banking", a informação do cliente será compartilhada, permitindo a oferta de produtos e serviços mais padronizados aos brasileiros. nesse contexto, o nubank aposta que ganhará a corrida digital a empresa que tiver o melhor atendimento. em seu caso, já são 9 milhões de clientes, entre cartões e conta de pagamento. já para as credenciadoras, empresas responsáveis por cadastrar varejistas para que possam usar as "maquininhas" de cartões, um banco digital ajuda a ampliar os produtos e serviços como maneira de fidelização e novas fontes de receita. no geral, elas estão de olho nos 9 milhões de microempreendedores individuais e 11 milhões de pequenas empresas espalhadas pelo país. "a credenciadora quer manter o cliente dentro do seu ecossistema, devido à concorrência no setor, mas o serviço que ainda gera mais valor é o credenciamento em si", diz fabrício winter, líder de projetos da consultoria boanerges & cia., especialista em pagamentos. a lógica de reter o cliente também é usada pelas gigantes de tecnologia, embora focadas mais em pessoas físicas. um exemplo recente é o facebook, que anunciou a criação da carteira digital calibra. "nem todo o 'business' desse gigante precisa dar dinheiro. o importante é preservar a relação com o cliente, porque quanto mais ele sabe do cliente, mais pode fazer 'advertising' e ofertas", diz tiezzi. o perfil do consumidor brasileiro também é um motivo para a ampliação dos bancos digitais. dados da deloitte mostram que 53% dos brasileiros se mostram satisfeitos completamente com seus bancos, contra 63% da média mundial. além disso, 51% dos brasileiros foram identificados como "aventureiros digitais", usuários ávidos de canais digitais, contra a média global de 28%. o foco de alguns bancos digitais tem sido as classes mais baixas. é o caso dos ligados a grandes redes varejistas, como o banqi, criado pela via varejo, em parceria com a startup americana airfox, para atender as classes c, d e e. o potencial desse público também chamou a atenção do original. controlado pela holding j&f, da família batista, ele chegou ao mercado em 2016 com contas digitais para clientes com renda acima de r$ 7 mil, mas eliminou o piso neste ano. com isso, espera elevar de 40 mil para 100 mil os novos processos de abertura de contas por mês e tirar a plataforma do "vermelho". outro banco que foca nas classes mais baixas é o gaúcho agibank que, diferentemente dos demais, tem apoio de 600 agências para atender em cidades com mais de 100 mil habitantes. "transformamos o número de celular do cliente no número da conta dele", diz fernando castro, diretor de marketing e inovação do agibank. "o banco tem de entender para quem ele faz a diferença e preservar essa característica." fonte: https://www.valor.com.br/financas/6316279/banco-digital-acelera-expansao-e-testa-folego-do-segmento ou as ferramentas oferecidas na página.
24/06/2019

STJ define regra aplicável no cálculo da renda inicial de previdência privada

 nos planos de previdência privada, o cálculo da renda mensal inicial do benefício deve seguir as regras vigentes à época do preenchimento dos requisitos para a aposentadoria, e não as da data de adesão. a decisão é da 2ª seção do superior tribunal de justiça ao julgar recurso repetitivo. na previdência privada, cálculo da renda mensal inicial do benefício deve seguir as regras vigentes à época do preenchimento dos requisitos para a aposentadoria a tese firmada foi: “o regulamento aplicável ao participante de plano fechado de previdência privada para fins de cálculo da renda mensal inicial do benefício complementar é aquele vigente no momento da implementação das condições de elegibilidade, haja vista a natureza civil e estatutária, e não o da data da adesão, assegurado o direito acumulado”. o ministro villas bôas cueva, cujo voto prevaleceu no julgamento, explicou que a relação jurídica estabelecida entre o participante e a entidade fechada de previdência privada é de índole civil e estatutária, e não trabalhista, “não se confundindo, portanto, com a relação formada entre o empregador (patrocinador) e o empregado (participante)”. segundo o ministro, pelo previsto na lei 6.435/1977 (artigos 34, parágrafo 1º, e 42, iv), na lei complementar 108/2001 (artigos 4º e 6º) e na lei complementar 109/2001 (artigos 17 a 22), sempre foi permitido à entidade fechada de previdência privada alterar os regulamentos dos planos de custeio e de benefícios como forma de manter o equilíbrio atuarial das reservas e cumprir os compromissos assumidos diante de novas realidades econômicas e de mercado surgidas ao longo do tempo. para villas bôas cueva, é por esse motivo que, periodicamente, há adaptações e revisões dos planos de benefícios, incidindo as modificações a todos os participantes do fundo de pensão, após a devida aprovação pelos órgãos competentes (regulador e fiscalizador), observado o direito acumulado de cada aderente previsto no artigo 15, parágrafo único, da lei complementar 109/2001. “assim, não há falar em direito adquirido, mas em mera expectativa de direito do participante, à aplicação das regras de concessão da aposentadoria suplementar quando de sua admissão ao plano, sendo apenas assegurada a incidência das disposições regulamentares vigentes na data em que cumprir todos os requisitos exigidos para a obtenção do benefício, tornando-o elegível. esse entendimento está positivado nos artigos 17, parágrafo único, e 68, parágrafo 1º, da lei complementar 109/2001”, disse. ao citar lições de arnoldo wald sobre a configuração do direito adquirido no sistema de previdência complementar, o ministro afirmou que o participante “somente possuirá direito adquirido a regime regulamentar de cálculo de renda mensal inicial de benefício suplementar quando preencher os requisitos necessários à sua percepção, devendo ser ressalvado, entretanto, o direito acumulado, que, na previdência privada, possui sentido estritamente financeiro: reservas constituídas pelo participante ou reserva matemática, o que for mais favorável a ele”. em seu voto, villas bôas cueva citou precedentes das turmas de direito privado do stj no sentido de que, “para fins de cálculo da renda mensal inicial da suplementação de aposentadoria, devem ser aplicadas as normas do regulamento em vigor na ocasião em que o participante implementou todas as condições de elegibilidade do benefício, ou seja, em que adquiriu o direito, sendo descabida a pretensão revisional para fazer incidir fórmula não mais vigente, prevista em regulamento da época da adesão ao plano, quando o que reinava era apenas a mera expectativa de direito”. com informações da assessoria de imprensa do stj. fonte: consultor jurídico - resp 1.435.837
24/06/2019

Aposentadoria tranquila requer mudança de cultura

 planejamento de longo prazo é fundamental; especialistas recomendam guardar 10% do salário. as recentes e contínuas discussões sobre as mudanças no sistema previdenciário no brasil estão sendo um sinal de alerta aos trabalhadores sobre a necessidade de realizar um planejamento para a aposentadoria. entretanto, economistas e juristas destacam que o brasileiro, em geral, não tem o hábito de se preparar para desfrutar uma aposentadoria tranquila. e esse comportamento provoca série de problemas na velhice: a necessidade de continuar no mercado de trabalho para complementar a renda, queda de padrão de vida e até falta de recursos para manter as necessidades básicas de alimentação e saúde. o advogado celso joaquim jorgetti, da advocacia jorgetti, ressalta que a transição demográfica é hoje uma realidade brasileira. “nossos idosos estão vivendo mais e as aposentadorias do regime previdenciário público são muito baixas, aquém das necessidades de uma família comum. assim, para o trabalhador e a sua família continuarem a ter padrão de vida aceitável, uma vez que os gastos tendem a aumentar, é necessário buscar complementação na renda.”   jorgetti reforça que o planejamento para aposentadoria é cultural. “estudos comprovam que os brasileiros admitem não ter planejamento para garantir futuro financeiro na hora de deixar de trabalhar, quer seja por não sobrar dinheiro no orçamento ou até mesmo pelo sentimento de que não vale a pena guardar o pouco dinheiro que sobra no fim do mês. outro fator importante que impede o planejamento da aposentadoria são as crises que frequentemente assolam o país, como o desemprego. até mesmo aqueles que começam a guardar dinheiro com esse objetivo não conseguem continuar devido a problemas financeiros”, analisa.na visão do advogado thiago luchin, especialista em planejamento previdenciário do aith, badari e luchin advogados, a perda do poder de compra dos benefícios previdenciários também é responsável pela busca de alternativas para complementar a renda da casa. “a alternativa mais comum tem sido prorrogar a parada definitiva do trabalho. na maioria das vezes, essa necessidade decorre da falta de um planejamento da aposentadoria. com ele, é possível determinar o momento exato para se aposentar, buscando o melhor benefício. sabendo quanto vai receber de aposentadoria, é possível adequar o modo de vida e ter uma velhice segura e tranquila”, orienta. esforço - para jorgetti, é essencial começar a pensar em complementação para a aposentadoria do inss (instituto nacional do seguro social) ainda jovem, e não apenas quando se aproxima o momento de parar de trabalhar. “é importantíssimo adquirir o hábito de planejar a vida no longo prazo. é indicado que o indivíduo guarde sempre, no mínimo, 10% dos seus rendimentos para um fundo próprio de aposentadoria, pois depender apenas do benefício do inss não é recomendado”, assinala ele. “é fundamental pensar em combinação entre o futuro benefício, que será vitalício, com a geração de reserva própria, que deve ser iniciada quando ainda se é jovem e que tenha constância ao longo dos anos até o momento da aposentadoria. é sempre importante lembrar que, quanto maior o tempo de contribuição, menor será o valor mensal poupado”, complementa. de acordo com luchin, para desfrutar de velhice tranquila, o primeiro passo é buscar aposentadora do inss mais vantajosa. “isso é possível por meio do planejamento de aposentadoria. em segundo, se tiver a possibilidade, o trabalhador deve buscar aposentadoria complementar. e, em terceiro, ele deve realizar aplicações e reservas financeiras e imóveis de aluguel. assim, e independentemente de sua classe social, ele terá a possibilidade de desfrutar de velhice mais tranquila”, aponta. o economista e diretor executivo da anefac (associação nacional dos executivos de finanças, administração e contabilidade), miguel ribeiro, acredita que culturalmente o brasileiro não se preocupa em viver da previdência durante sua carreira profissional. “mas quando a pessoa para de trabalhar e vai depender dessa aposentadoria, ela começa a pensar: ‘espera aí, esse valor que eu recebo é insuficiente para manter meu padrão de vida’. por isso, você vê que cada vez mais pessoas idosas que pararam de trabalhar tiveram que voltar, pois o remédio ficou caro, e é a época em que ele gasta mais.” ricardo natali, educador financeiro da abefin (associação brasileira de educadores financeiros) e responsável pelo canal no youtube lucro fc, defende que “todas as pessoas deveriam se preocupar, porque o dinheiro, no tempo, vale mais. se a gente está pensando em aposentadoria, qualquer tipo de planejamento que você faça com mais tempo tende a ter resultado melhor”. ideal é não depender exclusivamente do inss para ricardo natali, é muito provável que reforma acabe dificultando a aposentadoria do cidadão. “aconselho todas as pessoas a poupar, investir todos os meses para não depender exclusivamente do inss. atualmente, a situação já está muito difícil. a gente não pode deixar nossa aposentadoria nas mãos do poder público, porque ele tem de garantir nossas necessidades básicas e nós temos nossos desejos e vontades, e é possível satisfazê-los com planejamento financeiro.” de acordo com miguel ribeiro, o tesouro direto é opção de aplicação financeira e não há a obrigatoriedade de depositar todo mês. “então, você tem de ser regrado. se no meio do caminho você saca o dinheiro e vai viajar para a europa, aquele planejamento de previdência já foi embora. na previdência privada há profissionais cuidando do investimento. entretanto, há nela mais taxas do que as do tesouro direto. o problema é que as pessoas geralmente não são muito regradas”, avalia. na ótica de natali, a diversificação é o ponto forte do investidor e é o que vai trazer mais rentabilidade. “quando a gente fala de tesouro direto, por exemplo, está se falando de um dos melhores ativos que existem. eu diria ao investidor para buscar conhecimento e conhecer melhor as alternativas para colocar uma parte do seu dinheiro em renda fixa, que são os ativos mais seguros. ele também deveria ter outros ativos de renda variável e esses, possivelmente, trarão rentabilidade maior. a gente pode falar de ações, de fundos imobiliários ou fundos de investimento. lançar parte em investimento mais seguro e, outra, em um mais arrojado.” ribeiro também observa que a previdência privada é bom instrumento de complemento de renda. “pois você precisa identificar o quanto a sua renda é suficiente e o quanto você precisa para sobreviver por mês. bem, você precisa criar fundo de previdência privada para juntá-lo com a previdência pública e ter mensalmente o que é suficiente. agora, se a social for o bastante, não precisa se preocupar com a privada, a princípio, pois este é um complemento ao plano de previdência pública. na maioria das vezes, é grande parte do benefício que irá responder (pela renda total)”, assinalou ele.   fonte: diário do grande abc
24/06/2019

Projeção para alta do PIB de 2019 passa para 0,87%, prevê Focus

 a expectativa de alta para o produto interno bruto (pib) em 2019 recuou mais uma vez, agora de 0,93% para 0,87%, conforme o relatório de mercado focus divulgado na manhã desta segunda-feira (24) pelo banco central. há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 1,23%. para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do pib em 2,20%. quatro semanas atrás, estava em 2,50%. no dia 14, o bc informou que seu índice de atividade (ibc-br) cedeu 0,47% em abril ante março. em relação a abril do ano passado, houve queda de 0,62%. a projeção do bc para o crescimento do pib em 2019 é de 2,0%. esse porcentual deve ser atualizado nesta semana, na divulgação do relatório trimestral de inflação (rti). na semana passada, o bc afirmou, no comunicado do comitê de política monetária (copom), que os índices recentes de atividade "indicam interrupção do processo de recuperação da economia brasileira nos últimos trimestres". no focus agora divulgado, a projeção para a alta da produção industrial de 2019 foi de 0,65% para 0,72%. há um mês, estava em 1,47%. no caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 2,80% para 3,00%, ante 3,00% de quatro semanas antes. a pesquisa focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o pib para 2019 passou de 56,10% para 56,28%. há um mês, estava em 56,20%. para 2020, a expectativa foi de 58,43% para 58,58%, ante 58,40% de um mês atrás. estimativa para o ipca de 2019 passa de 3,84% para 3,82% os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o índice nacional de preços ao consumidor amplo (ipca) - o indicador oficial de preços - em 2019 e 2020. o relatório mostra que a mediana para o ipca este ano passou de alta de 3,84% para elevação de 3,82%. há um mês, estava em 4,07%. a projeção para o índice em 2020 foi de 4,00% para 3,95%. quatro semanas atrás, estava em 4,00%. o relatório trouxe ainda a projeção para o ipca em 2021, que seguiu em 3,75%. no caso de 2022, a expectativa também permaneceu em 3,75%. há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% para ambos os casos. a projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%). para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%). no caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). as projeções mais recentes do bc, considerando o cenário de mercado, apontam para inflação de 3,6% em 2019 e 3,9% em 2020. elas constaram no comunicado da última reunião do comitê de política monetária (copom), na semana passada. na ocasião, o bc manteve a selic (a taxa básica de juros) em 6,50% ao ano, pela décima vez consecutiva.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/06/690138-projecao-para-alta-do-pib-de-2019-passa-para-0-87--preve-focus.html)
24/06/2019

Balança tem superávit de US$ 1,737 bilhão na terceira semana de junho

 a balança comercial brasileira registrou superávit de us$ 1,737 bilhão na terceira semana de junho (17 a 23). de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 24, pela secretaria de comércio exterior do ministério da economia, o valor foi alcançado com exportações de us$ 4,466 bilhões e importações de us$ 2,73 bilhões. em junho, o superávit acumulado é de us$ 4,033 bilhões. já no total do ano, o superávit é de us$ 26,144 bilhões. no mês, houve alta de 1,01% na média diária das exportações na comparação com junho do último ano, passando de us$ 957,812 milhões para us$ 967,461 milhões. no período, houve aumento nas vendas em produtos básicos (14,33%) e recuo nos envios para o exterior em semimanufaturados (-10,93%) e manufaturados (-5,2%). já as importações registraram queda de 0,4% na média diária em igual comparação. elas saíram de us$ 682,136 milhões para us$ 679,398 milhões. as maiores altas no período foram de aeronaves e peças (44,8%), leite e derivados (25,93%) e adubos e fertilizantes (22,49%). enquanto isso, as maiores quedas foram: algodão (-48,04%), cobre e suas obras (-26,78%) e farmacêuticos (-20,66%).   fonte: jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/06/690178-balanca-tem-superavit-de-us-1-737-bilhao-na-terceira-semana-de-junho.html)
21/06/2019

Setor segurador registra alta de 4,9% no acumulado até abril

  destaques no período são os ramos de seguros marítimos e aeronáuticos, crédito e garantias, patrimoniais e planos de risco em cobertura de pessoas o ritmo de expansão da arrecadação de prêmios continua discreto nos quatro primeiros meses do ano, mesmo com o forte crescimento apresentado por alguns ramos no período, como marítimos e aeronáuticos (52,5%), crédito e garantias (38,4%), patrimoniais (16,1%) e planos de risco em cobertura de pessoas (14,8%). nos quatro meses do ano, o crescimento foi de 4,9%, totalizando r$ 81 bilhões (sem saúde e sem dpvat) quando comparado com igual período do ano passado. os dados constam da nova edição da publicação conjuntura cnseg. de janeiro a abril de 2019, houve outras modalidades com trajetória na casa de dois dígitos ou perto disso em termos de crescimento, mas sua participação de mercado (market share) não é suficiente para puxar o resultado do setor de forma significativa.  transporte (10,3%), títulos de capitalização (9,8%) e seguro rural (6,5%) estão entre os exemplos de comportamento positivo. no acumulado do ano, os seguros de automóveis e os planos de acumulação em cobertura de pessoas, entretanto, tiveram discreta queda de arrecadação até abril de 2019: -0,4% e -0,6%, respectivamente, colocando para baixo um crescimento mais vistoso, por conta de seu peso no resultado final. a rigor, todo o mercado sente os reflexos do baixo crescimento da economia, taxa de desemprego elevada, freio nos investimentos, entre outros fatores que frustram o potencial de negócios do setor. prova disso é que, na série de dados de 12 meses móveis, o crescimento que vinha sendo observado desde o início de 2019 foi quase anulado com a inclusão do resultado de abril, atingindo só 0,1% de alta. confira o relatório completo! fonte: jrs
21/06/2019

Susep anuncia avanços expressivos para a inovação em seguros

 na semana passada, tivemos dois marcos importantes para o avanço do processo de inovação em seguros e resseguros no brasil com a introdução de uma consulta pública, permitindo seguros com vigência reduzida e cobertura intermitente, e o anúncio de sandbox regulatório. com tais anúncios, a susep demonstra estar atenta a novos modelos de negócios, bem como à necessidade de modernização do setor em benefício do segurado. se implementadas, as novas regras permitirão maior competição das supervisionadas, na medida em que aumentará o grau de desafio de produtos que poderão ser oferecidos, além de viabilizar o fomento de insurtechs. é, realmente, uma quebra de paradigma e esperamos que esse seja apenas o primeiro passo para tão almejada inovação no setor de seguros e resseguros. 1. consulta pública - o edital susep nº 03/2019, publicado em 11/06/2019, colocou em consulta pública minuta de circular que dispõe sobre a estruturação de planos de seguros com vigência reduzida de contrato e com cobertura intermitente. nos termos da minuta, será possível a comercialização de seguro individual ou coletivo com vigência reduzida, isto é, fixada em meses, dias, horas ou minutos. além disso, a minuta torna viável a cobertura intermitente, definida como aquela que abrange períodos de forma descontinuada de acordo com determinados critérios de interrupção e recomeço da cobertura de riscos durante a vigência do contrato. as regras de interrupção e recomeço da cobertura dos riscos deverão ser claramente definidas nas propostas, nas condições contratuais, nas apólices, nos certificados de seguro, nos endossos e nos bilhetes. ainda, para os seguros com cobertura intermitente não se aplicará a tabela de prazo curto, devendo a devolução de prêmio e o ajuste de vigência, quando aplicáveis, ser calculados proporcionalmente ao tempo de cobertura decorrido em função do tempo de cobertura contratado. na estruturação dos referidos seguros, a minuta estabelece que deverá ser adotado nome fantasia que expresse, claramente, que eles possuem período de cobertura distinto dos produtos usualmente comercializados pelo mercado segurador. o prazo para envio de sugestões à minuta expirará em 11/07/2019. 2. sandbox regulatório - em 12/06/2019, a susep juntamente com a secretaria especial de fazenda do ministério da economia, o banco central do brasil e a comissão de valores mobiliários noticiaram a intenção de implantar um modelo de sandbox regulatório no brasil, ou seja, a criação de um espaço supervisionado pelos reguladores, que permitirá o teste de produtos e modelos de negócios com caráter inovador, sem incorrer inicialmente em todas as consequências da regulação vigente. as atividades dos referidos reguladores serão coordenadas, mas será mantida a sua independência com relação a cada especificidade. por meio desse sandbox, a susep deve publicar nos próximos meses regras que possibilitem o experimento de novos produtos e players em que as empresas participantes (via edital) teriam autorização temporária para operar e, ao final do prazo, obteriam autorização definitiva ou poderiam ser adquiridas por uma seguradora, já devidamente autorizada a operar. entre os requisitos, estaria a comprovação de que há uma nova tecnologia e que essa nova tecnologia traga benefícios aos consumidores. ainda há pouca informação e talvez mais questionamentos e reflexões do que respostas acerca do modelo que será adotado efetivamente. fonte: portal nacional de seguros ciab: mercado segurador v
21/06/2019

CIAB: mercado segurador vive o estágio de Reinvenção Digital

 no segundo dia da trilha de seguros no ciab febraban 2019 (nesta quarta-feira,12), executivos do setor discutiram o fluxo de investimentos em insurtechs, a implementação da ifrs 17 e o papel da área de ti como aceleradora de negócios. os investimentos em startups de seguros (insurtechs) ao redor do mundo são direcionados majoritamente à américa do norte com 60%; europa, 24%; ásia-pacífico, 8%; israel, 3%; e a américa latina registra apenas 2%. os dados, resultados de uma pesquisa realizada pela everis, foram apresentados por roberto ciccone, sócio da empresa, responsável pelo setor de seguros na região das américas, no painel insurtechs outlook – inovação em seguros, da trilha de seguros, em 12 de junho durante o ciab febraban 2019. nos últimos anos, o brasil vem registrando um crescimento das insurtechs, atualmente estimadas em mais de 80. “temos inovação no brasil, mas falta fluxo de capital para as empresas brasileiras, pois não temos fundos de investimento gigantes atuando no país”, apontou ciccone. ainda segundo ciccone, a pesquisa também apontou como as seguradoras percebem a atuação das gigantes de tecnologia em termos de distribuição, liderado pela amazon, e em novas tecnologia, pela google. “o fato de as inovações trazidas pelas insurtechs serem incrementais, em um primeiro momento, leva a um alívio porque agregam valor ao negócio. mas, por outro lado, o disruptivo não manda sinais. quando ele vem, pode ser tarde para se adequar”, observou alexandre leal, diretor técnico e de estudos da cnseg e mediador do painel. com relação às demandas dos consumidores, o presidente da comissão de inteligência de mercado da cnseg, alex körner (head de seguros do santander brasil), destacou que a forma como o cliente compra o plano de assinatura da netflix é a mesma como ele vai querer comprar seguro. “se não mudarmos, vamos ficar para trás. a minha preocupação não é com o avanço das bigtechs no mercado de seguros, mas sim com elas conseguirem oferecer um processo de compra de seguro mais atraente do que o nosso”, salientou. o insurtech outlook ainda indica que o digital e a inovação têm de ser prioridade no foco estratégico das empresas. o maior desafio, porém, é a mudança cultural e o engajamento de toda a organização no processo. “a cultura organizacional devora qualquer belíssima estratégia. envolver a companhia como um todo em uma jornada de transformação é essencial”, ressaltou mariane bottaro berselli marinho, diretora de estratégia, marketing e governança da zurich santander seguros e previdência. ifrs 17: grau de complexidade difere em cada companhia prioridade na agenda das seguradoras, o ifrs 17, padrão internacional de contabilidade para as operações de seguros, publicada pela international accounting standards board (iasb), organização responsável por estabelecer normas contábeis a nível internacional, foi discutida no painel “ifrs 17: grau de complexidade difere em cada companhia” da trilha de seguros. desafio para as seguradoras, a norma deverá ser implementada até 2022. mediadora do painel, karini madeira, superintendente de acompanhamento técnico da cnseg, lembrou que desde maio de 2017, quando o padrão foi publicado, a confederação formou um grupo multidisciplinar para discuti-la. o grupo produziu 13 memorandos técnicos e, em 2018, iniciou uma discussão junto à susep. atualmente, as companhias têm desenvolvido estudos internos para entender os reflexos e quais áreas serão impactadas. conforme karini, o grau de complexidade é diferente para cada seguradora, pois varia de acordo com o segmento de atuação, os produtos oferecidos, exposição ao risco, grau de maturidade e o envolvimento com a convergência das normas. “não temos uma ferramenta de prateleira ou uma solução mágica que faça que a implementação aconteça”, disse karini. alexandre paraskevopoulos, da deloitte, observou que, embora não tenha uma receita pronta, a implementação da norma possui uma sequência lógica e gira em torno de uma metodologia. “mas ao mesmo tempo em que temos o ifrs 17, o ifrs 9, que versa sobre instrumentos financeiros, entra em conjunto. é importante entender que as duas normas conversam entre si”. ao compartilhar a experiência da companhia, no painel sobre ifrs 17, a superintendente de práticas contábeis de seguros da sulamérica, flávia vieira, lembrou que a norma faz sentido para a operação de seguros, mas a definiu como de difícil implementação, dependendo da carteira. “uma pessoa que não conhece a companhia não conseguirá implementar o ifrs 17 e o ifrs 9 em conjunto. é importante ter um grupo inicial formado pelas áreas financeira, contábil, ti e atuarial. o segundo passo é entender a norma”. a visão de tecnologia da informação, transmitida também pelo gerente de arquitetura corporativa de ti da sulamérica, cristiano da silva bezerra, consiste no desafio da robustez de escabilidade. “é necessário também reconhecer, mapear e entender todas as origens de integração de dados que fazem parte do processo”, ressaltou, ao lembrar: “a norma é padrão, porém a jornada é particular”. data center a serviço do negócio a trilha de seguros foi encerrada com a apresentação do case “data center a serviço do negócio”, da tokio marine, implantado pela dell, que simboliza um rompimento da ideia tradicional de data center com a junção dos processos em hiperconvergência. para o presidente da comissão de processos e tecnologia da informação da cnseg, camilo ciuffatelli (tokio marine), o case da companhia indica para todo o mercado a necessidade de possuir uma estrutura capaz de suportar as inovações em termos de tecnologia, como telemetria, internet das coisas (iot) e analytics. “são processos novos que toda companhia vai ter que usar. caso contrário, corre-se o risco de ficar totalmente defasada e até sair do mercado”, afirmou. os investimentos em tecnologia na seguradora tiveram início em 2011 com o insourcing do datacenter com servidores dell blade e storage dellemc. “uma das vantagens de utilizar a cloud de maneira híbrida é também desenvolver fora e trazer para dentro”, destacou erick pascoalato, da dell. os resultados foram muito expressivos. “esse foi o gatilho do diferencial da companhia frente ao mercado. o alto investimento foi revertido em uma capacidade de processamento três vezes maior e na redução de custo de 64%. isso permitiu que dobrássemos de tamanho em três anos”, contou wilson leal, cio da tokio marine. em sua visão, o mercado segurador já transcendeu a fase de transformação digital e agora está na etapa de reinvenção digital. “não é só a tecnologia que faz parte do processo. agora é o negócio, precisamos mudar o processo para que em dois cliques o cliente se resolva”, definiu wilson leal. fonte: cnseg

Bolsas da Europa fecham em alta com dados da China e balanços dos EUA


12/04/2019
As bolsas da Europa fecharam em alta nesta sexta-feira (12), apoiadas pelo otimismo em relação ao crescimento econômico global depois da divulgação da balança comercial chinesa, cujos números vieram mais fortes do que o esperado pelos mercados. Além disso, os agentes monitoraram balanços de importantes bancos americanos e informações de que a União Europeia elaborou uma lista de produtos importados americanos sobre os quais pretende aplicar tarifas, em resposta à ameaça dos Estados Unidos de fazer o mesmo. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,16%, a 387,53 pontos, mas recuou 0,18% na semana. As exportações da China mostraram forte recuperação em março, conforme dados divulgados pela Administração Geral da Alfândega do país. Os embarques em dólares mostraram alta de 14,2% frente ao observado um ano antes, revertendo o tombo de 20,7% observado no primeiro bimestre. O desempenho ficou acima do previsto por analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam aumento bem menor, de 8,2%. Além disso, os bancos chineses liberaram cerca de US$ 250 bilhões em novos empréstimos em março, de acordo com o Banco do Povo da China. Ambos os dados reforçaram a impressão de melhora no ambiente econômico chinês e, consequentemente, na economia global. O estímulo ao crédito e a retomada das exportações aliviam os temores sobre a intensidade da desaceleração econômica mundial. Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 avançou 0,26%, aos 7.437,06 pontos, mas perdeu 0,13% na comparação semanal. As empresas exportadoras Antofagasta (+2,15%), de petróleo, e Rio Tinto (+1,24%) e BHP (0,31%), de minério, foram beneficiadas pelos dados chineses. Os balanços das instituições financeiras americanas Wells Fargo e JPMorgan superaram as expectativas de lucro para o primeiro trimestre deste ano e também tiveram influência em solo europeu. O subíndice de bancos do Stoxx 600 decolou 1,92%, apoiado por importantes altas nas instituições europeias como Deutsche Bank (+2,19%), Unicredit (+4,20%), BNP Paribas (+3,37%) e BBVA (+2,64%). Na bolsa de Frankfurt, o índice DAX avançou 0,54%, em 11.999,93 pontos, mas recuou 0,08% na semana, enquanto na bolsa de Milão o índice FTSE MIB subiu 0,80%, em 21.858,31 pontos, e ganhou 0,46% na comparação semanal. Na bolsa de Madri, o índice IBEX 35 avançou 0,24%, em 9.468,50 pontos, com perda semanal de 0,44% Em Paris, o índice CAC 40 subiu 0,31%, em 5.502,70 pontos, e ganhou 0,48% na semana, enquanto na bolsa de Lisboa o índice PSI 20 avançou 0,66%, a 5.379,51 pontos, mostrando avanço semanal de 1,32%.

Fonte: Jornal do Comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/04/679298-bolsas-da-europa-fecham-em-alta-com-dados-da-china-e-balancos-dos-eua.html)

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