09/04/2018

Regulação de insurtechs pode demorar 3 anos

 mesmo com a necessidade de inovação, o conservadorismo e a aversão ao risco das companhias mais tradicionais ainda são empecilhos para maior aproximação com essas startups financeiras fonte: dci por isabela bolzani • são paulo uma regulação específica das insurtechs pode levar dois a três anos para ganhar corpo na superintendência de seguros privados (susep). com dificuldade de aproximação com seguradoras, o mercado se divide entre avanços tecnológicos e aversão ao risco. a demora, de acordo com a gerente da secretaria-geral da susep, natalie hurtado, acontece por conta de todo o alinhamento necessário entre os agentes envolvidos e os desafios de desenvolver uma regulamentação específica que não traga “divergências”. “nossas regulações podem causar algum tipo de barreira, mas a discussão é em torno de garantir que os direitos dos consumidores sejam preservados”, explicou a executiva em evento promovido pela conexão fintech. ela pondera, porém, que ainda existem “muitas coisas a serem feitas” no mercado segurador para que a adaptação das regras aconteça, uma vez que “as novas tecnologias mexerão com a atual visão estratégica do seguro”. “por isso, todos os agentes supervisores e reguladores participam de um sandbox [licença temporária para que a empresa possa testar sua solução no mercado até ver a viabilidade de uma licença definitiva]. mas o tempo para construirmos algo mais concreto pode ser de dois a três anos”, acrescenta hurtado. aproximação ao mesmo tempo, porém, a relação entre essas fintechs e as próprias seguradoras ainda encontra empecilhos para avançar de forma mais concreta. segundo o ceo da pitzi – insurtech que aposta no sistema de assinaturas para proteção contra acidentes para celulares –, daniel heatkoff, o conservadorismo dificulta a aproximação entre essas startups e as companhias mais tradicionais. “são duas naturezas completamente diferentes. mesmo quando a parceria acontece, a percepção de risco dentro das seguradoras exige um proof of cause. e isso mata toda a inovação do projeto”, afirma. ele explica que a teoria de proof of cause (ou prova de causa e efeito) se baseia em comprovar a eficácia de um projeto, processo que, no universo de startups, demora mais tempo para acontecer. “as seguradoras são boas em mitigar risco e em trazer isso para larga escala, mas a partir do momento que a área de ti ou compliance assume, eles começam a criar problemas”, opina heatkoff, da pitzi. de acordo com dados divulgados pelo co-fundador da ace aceleradora, pedro waengertner, do total de fusões e aquisições entre empresas mais tradicionais e startups, em 70% a 90% dos casos a iniciativa inovadora acaba “morrendo”. para o fundador da join e diretor operacional da ltseg, caio timbó, a mudança é necessária, mas é preciso menos burocracia e morosidade. “as seguradoras já estão atrasadas e vivendo momento diferentes. mas temos uma demanda reprimida muito grande e, quando acontecer, muitas companhias tentarão se atualizar, mas o processo não é tão simples”, esclarece. “o mercado já investe nessas estruturas e na criação de fundos porque há interesse. essas insurtechs eventualmente se tornarão nossas fornecedoras e distribuidoras”, contrapõe o ceo da axa seguradora no brasil, philippe jouvelot. segundo o ceo da hdi, porém, o desafio é usar a energia da startup, mas criando uma cultura de funcionamento para garantir a segurança. “qualquer operação precisa de segurança. a governança também é importante nessa situação e temos que garantir essas condições”, completa. para hurtado, da susep, o ambiente ainda é de aprendizado. “estamos aprendendo a fomentar e desenvolver esse mercado sem deixar a estabilidade financeira de lado. até lá, é importante sabermos qual será o interlocutor que representará as insurtechs para estabelecer um diálogo e desenvolver esse caminho”, conclui.
09/04/2018

Abertura é a saída para o País

 fonte: ag/agência senado/jc um dos formuladores do plano real, o economista edmar bacha defende que o próximo presidente anuncie um amplo programa de integração do país ao mundo, que precipite medidas para reduzir o custo brasil e aumentar a produtividade. além de acordos comerciais, o programa incluiria menos restrições à atuação de bancos estrangeiros, reforma no sistema tributário e concessões de infraestrutura. "para nos abrirmos ao comércio exterior, teremos de nos preparar do ponto de vista tributário, educacional, de infraestrutura. será o grande indutor do crescimento", disse. bacha defendeu mudanças nas regras do funcionalismo, com o fim da estabilidade ou possibilidade de corte nos salários, e restrições ao uso do sus pelos mais ricos. ele indicou entusiasmo com a candidatura de geraldo alckmin pelo psdb, seu partido, classificou o pt como o grande adversário da sigla e disse que o discurso de jair bolsonaro (psl) não inspira confiança. quais medidas devem ser prioridade para o novo governo? edmar bacha - a ideia-mãe deve ser a abertura da economia ao comércio exterior. esse será o grande indutor do crescimento e das demais reformas que o país necessita. para se abrir ao comércio exterior, teremos de estar preparados do ponto de vista tributário, educacional, de infraestrutura. precisamos pensar em medidas que induzam ou forcem a adoção de outras. ao expor nossas empresas à concorrência internacional e forçá-las a serem eficientes para sobreviver, criaremos foco no custo brasil. a abertura é a mãe de todas as reformas. como promover a abertura? bacha - há medidas que podem vir agora, como acordo comercial do mercosul com a união europeia e entrada do brasil na ocde. minha proposta é que o presidente eleito anuncie um amplo programa de integração do brasil ao mundo com base nos pilares: redução do custo brasil - com foco na reforma tributária e nas concessões da infraestrutura -, acordos comerciais e redução da proteção propiciada por medidas protecionistas, como requisitos de conteúdo nacional e impedimentos da atuação de bancos estrangeiros no país, compensada por taxa de câmbio competitiva. o objetivo é assegurar que exportação e importação cresçam fortemente e em paralelo, propiciando aumento da produtividade. a postura protecionista de donald trump atrapalha? bacha - tudo indica que os movimentos se dirigem primordialmente à china. tanto assim que argentina, brasil, canadá, japão, méxico e união europeia obtiveram isenção temporária das tarifas de alumínio e aço. a coreia do sul obteve isenção permanente. a china reagiu com precaução, indicando não se tratar de guerra comercial, mas de movimentos táticos entre as duas maiores potências mundiais. nada disso afeta o projeto de abertura do brasil. por que o brasil tem dificuldade de realizar a abertura? bacha - embora os economistas estejam convencidos de que comércio é bom, é muito difícil explicar isso aos políticos. para eles, bom é exportar e ruim é importar. proteger o mercado interno tem um apelo extraordinário. mas tanto a teoria econômica quanto a experiência histórica nos ensinam, de maneira cabal, a importância de termos um comércio relativamente livre para beneficiar o crescimento. temos um problema fiscal a ser enfrentado. o que fazer? bacha - há certa falta de foco. o problema não é a regra de ouro, por exemplo, mas encontrar um caminho para resolver o problema da regra de ouro. temos de pensar quais mudanças temos de fazer para abrir espaço no orçamento para que haja investimento - diretamente pelo governo ou pelos instrumentos de garantia através de parceria público e privada. a resposta está na desvinculação de receitas. as receitas já vêm pré-amarradas. temos de dar mais flexibilidade. outro problema é que o governo, quando se vê com excesso de gasto com funcionalismo, não tem como resolver diante da norma constitucional da irredutibilidade dos salários nominais e a garantia de emprego dos funcionários públicos. isso precisa ser resolvido: ou permitir que salários sejam reduzidos, ou que possam ser demitidos quando se tornarem ociosos, desnecessários ou excessivamente custosos. o senhor criticou muito a postura do psdb no ano passado, em especial em relação à reforma da previdência. apoiará a sigla? bacha - agora está claro que marcharemos sob o símbolo da defesa do legado do fernando henrique cardoso (psdb) e do prosseguimento da política de reformas implementadas naquele governo. geraldo alckmin está completamente comprometido com isso. tanto que o principal assessor econômico dele se chama persio arida. existe algo melhor para caracterizar a firmeza de seus propósitos com a política de reformas? existe igual e se chama arminio fraga. ele também estará (no grupo que formatará o programa). irei contribuir. outros também virão a seu tempo. e do lado ético? bacha - felizmente, quem está com problema com lava jato não está sendo endeusado no psdb, ao contrário do que acontece com o pt. aécio neves (psdb) foi alijado da presidência, está cuidando da sua vida. as pessoas dizem que deviam ter expulsado. eu até poderia ter gostado disso, mas temos que relativizar na política. o psdb endereçou a questão muito melhor que o pt, que é nosso grande adversário. alckmin não está só comprometido com a agenda econômica. ele é um homem que não tem um tostão a mais do que quando entrou na política. e tem experiência administrativa exitosa. o senhor citou o pt como grande adversário. também será nesta eleição? ou jair bolsonaro? bacha - fico contente de finalmente termos uma direita assumida como adversária. o psdb foi jogado na direita por oposição ao pt, mas sempre teve a questão social como ponto fundamental de sua atuação política e a ênfase na questão redistributiva. nós fizemos reforma na educação com o bolsa escola, que é o embrião do bolsa família. fizemos o plano real, que beneficiou fundamentalmente a classe assalariada. na pauta econômica, há aproximação com o projeto de direita? bacha - é muito difícil saber, porque o bolsonaro aparece como uma espécie de trump. não se sabe no que acredita, o que fará em relação ao que está dizendo. o passado dele o condena. foi o maior adversário do plano real. quando eu estava no governo, toda vez que íamos no mesmo voo para brasília, ele vinha na fila me xingando e dizia que ia matar o fernando henrique. essa é a figura verdadeira do bolsonaro, que agora ganhou certo prestígio pela questão premente da segurança. ele é um homem de uma agenda só. paulo guedes é uma diversão lateral, com quem ele tenta abanar as elites. o senhor vê mais espaço para se falar em reformas na eleição? bacha - depende de como se coloca a questão: precisamos de um estado que sirva ao público e temos de dar exemplos concretos. a política social brasileira é baseada em três princípios constitucionais: universalidade, integralidade e gratuidade. isso é a seguridade social brasileira. de fato, o que aconteceu com a aplicação desses princípios constitucionais? nós gastamos uma baba de dinheiro no que chamamos de gasto social, e ele vai todo para a classe média ou para a classe mais rica. o sus tem de ser reservado para os mais pobres. na educação, a ênfase tem de ser na educação básica. o que fazer para aumentar o debate em torno da previdência? bacha - a questão da equidade é eleitoralmente mais fácil de ser absorvida pelos parlamentares. se não reformarmos a previdência, a geração futura não terá dinheiro para se aposentar, a não ser que aumentemos a alíquota de uma maneira extraordinária. a mensagem política tem de ser essa: redirecionar os gastos para os que realmente necessitam. jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/cadernos/empresas_e_negocios/619741-abertura-e-a-saida-para-o-pais.html)
09/04/2018

Mercado vê inflação menor e reduz previsão para alta do PIB em 2018

  previsão dos analistas dos bancos para inflação deste ano caiu de 3,54% para 3,53%. para o pib, estimativa de alta passou de 2,84% para 2,80%. fonte: por alexandro martello, g1, brasília os analistas do mercado financeiro ouvidos pelo banco central baixaram a previsão para a inflação e para o crescimento do produto interno bruto (pib) em 2018. esses economistas, de mais de 100 instituições financeiras, foram ouvidos pelo bc na semana passada. o resultado dessa pesquisa foi divulgado nesta segunda-feira (9) dentro do relatório de mercado, também conhecido como "focus". o relatório é disponibilizado pelo banco central todas as segundas e tem sempre como base a previsão dos analistas colhida da semana anterior. inflação a previsão do mercado para a inflação em 2018, que na semana retrasada era de 3,54%, na semana passada ficou ficou em 3,53%. foi a décima queda seguida no indicador. o percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta central que o banco central precisa perseguir para a inflação neste ano, que é de 4,5%. entretanto, está dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que considera que a meta terá sido cumprida pelo bc se o índice de preços ao consumidor amplo (ipca) ficar entre 3% e 6%. a meta de inflação é fixada pelo conselho monetário nacional (cmn). para alcançá-la, o banco central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (selic). para 2019, porém, o mercado financeiro subiu sua expectativa de inflação de 4,08% para 4,09%. mesmo assim, a estimativa do mercado está em linha com a meta central do próximo ano e também dentro da banda do sistema de metas (entre 2,75% e 5,75%). pib e juros para o resultado do pib em 2018, os economistas dos bancos baixaram a previsão de crescimento de 2,84% para 2,80%. para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continua em 3%. o produto interno bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. em 2016, o pib teve uma retração de 3,5%. em 2017, cresceu 1% e encerrou a recessão no país. os analistas do mercado mantiveram em 6,25% ao ano sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a selic, ao final de 2018. atualmente, a taxa está em 6,5% ao ano. a redução na expectativa do mercado veio após o próprio banco central ter indicado que pode continuar reduzindo a taxa básica de juros nos próximos meses. para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a selic continuou em 8% ao ano. deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem. câmbio, balança e investimentos na edição desta semana do relatório focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 ficou estável em r$ 3,30 por dólar. para o fechamento de 2019, caiu de r$ 3,40 para r$ 3,39 por dólar. a projeção do boletim focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, continuou em us$ 55 bilhões de resultado positivo. para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit permaneceu estável ao redor de us$ 45 bilhões. a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no brasil, em 2018, permaneceu em us$ 80 bilhões. para 2019, a estimativa dos analistas ficou estável em us$ 80 bilhões.
09/04/2018

Taxas futuras de juros oscilam perto da estabilidade, após subirem com dólar

 os juros futuros perderam força e oscilam ao redor da estabilidade na manhã desta segunda-feira (9) após leve alta em linha com o dólar nos primeiros negócios. profissionais de renda fixa consultados admitem que há um pano de fundo de incertezas com o cenário eleitoral e hesitam em atribuir o movimento também à expectativa com o stf na quarta-feira (11). "está estranho esse movimento dos juros. porque esperava uma abertura em baixa de 3, 4 pontos-base hoje. mas creio que ao longo do dia as taxas ainda podem cair", afirmou paulo petrassi, sócio-gestor da leme investimentos. no câmbio, o dólar sobe ante o real, refletindo as persistentes incertezas quanto à elegibilidade do ex-presidente luiz inácio lula da silva, preso no sábado (7) pela polícia federal, e a valorização moderada da moeda americana frente a divisas ligadas a commodities, em meio ao aumento do risco geopolítico envolvendo eua, rússia e síria. o partido dos trabalhadores (pt) pode ainda registrar a candidatura de lula e o prazo para o tribunal superior eleitoral (tse) se manifestar é setembro. também está no radar o ministro do supremo tribunal federal (stf) marco aurélio mello, que deve levar ao plenário da corte na quarta o pedido de liminar do partido ecológico nacional (pen) contra a prisão após condenação em segunda instância, que pode beneficiar o petista e diversos réus da lava jato que estão cumprindo pena nessa condição. às 9h42min desta segunda-feira, o di para janeiro de 2019 marcava 6,245%, de 6,254% no ajuste de sexta-feira (6). o di para janeiro de 2021, mais negociado, indicava 8,10%, de 8,09% do ajuste de sexta. o di para janeiro de 2023 estava em 9,16%, de 9,15% no ajuste anterior. no câmbio, o dólar à vista subia 0,19% neste mesmo horário, aos r$ 3,3690. o dólar futuro para maio estava em alta de 0,03%, aos r$ 3,3750. jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/620977-taxas-futuras-de-juros-oscilam-perto-da-estabilidade-apos-subirem-com-dolar.html)
09/04/2018

Dólar sobe ante real com incerteza eleitoral e risco geopolítico no radar

 o dólar opera em alta na manhã desta segunda-feira (9) refletindo as persistentes incertezas quanto à elegibilidade do ex-presidente luiz inácio lula da silva, preso no sábado (7) pela polícia federal, segundo um operador de uma corretora. além disso, na quarta-feira (11) o ministro do supremo tribunal federal (stf) marco aurélio mello deve levar ao plenário da corte o pedido de liminar do partido ecológico nacional (pen) contra a prisão após condenação em segunda instância, que pode beneficiar o petista e diversos réus da lava jato que estão cumprindo pena nessa condição. o partido dos trabalhadores (pt) pode também registrar a candidatura de lula e o prazo para o tribunal superior eleitoral (tse) se manifestar é setembro. o ajuste positivo do dólar ante o real apóia-se ainda na valorização moderada da moeda americana frente a divisas ligadas a commodities em meio ao aumento do risco geopolítico. nos mercados emergentes, os destaques são a forte queda do rublo russo e da bolsa de valores de moscou nesta manhã, reagindo à decisão dos eua, no fim da semana passada, de impor sanções contra sete oligarcas, 12 empresas e 17 autoridades de alto escalão da rússia. os eua, por sua vez, negaram ter bombardeado bases aéreas do governo da síria na madrugada desta segunda-feira (no horário local), de acordo com fontes no pentágono. minutos antes, a tv estatal síria reportava supostos ataques a mísseis à base aérea militar de tiyas, na província de homs. o suposto bombardeio a homs ocorre horas depois de o presidente dos estados unidos, donald trump, ter alertado que os países que apoiam o regime de assad "têm um preço alto a pagar". o governo sírio, por sua vez, nega autoria de ataque com gás que deixou 40 mortos na cidade de duma, próxima à capital da síria, damasco. às 9h33min desta segunda-feira, o dólar à vista subia 0,22%, aos r$ 3,3705. o dólar futuro para maio estava em alta de 0,07%, aos r$ 3,3765. jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/620976-dolar-sobe-ante-real-com-incerteza-eleitoral-e-risco-geopolitico-no-radar.html)
09/04/2018

Petróleo opera em alta, recuperando-se após queda na semana passada

 os contratos futuros de petróleo avançam na manhã desta segunda-feira (9), recuperando-se parcialmente após recuos consideráveis na semana passada. tensões na síria estão no radar, embora a cautela com o comércio global e a produção forte nos estados unidos contenha o movimento nesse mercado. às 8h28min (de brasília), o petróleo wti para maio subia 0,45%, a us$ 62,34 o barril, na new york mercantile exchange (nymex), e o brent para junho tinha ganho de 0,70%, a us$ 67,58 o barril, na ice. o wti recuou 2,33% na sexta-feira (6) e em toda a semana passada teve baixa de 4,43%, enquanto o brent caiu 1,79% e 3,22%, respectivamente, na pior semana em dois meses para o óleo. a queda nos mercados acionários e os crescentes temores de uma guerra comercial prejudicaram o sentimento. na síria, houve relatos de um ataque com mísseis a uma base aérea perto de homs. os eua negaram participação no ataque, embora o presidente americano, donald trump, tenha alertado domingo no twitter que o governo sírio e seus aliados rússia e irã iriam pagar um "grande preço" por um ataque com armas químicas contra civis perto de damasco, que deixou dezenas mortos no fim de semana. a imprensa estatal síria disse que as notícias sobre o uso de armas químicas foram inventadas por uma facção rebelde. a tensão geopolítica ajuda a apoiar os contratos, mas há cautela com o comércio. "o mercado está atualmente preocupado com a escalada nas tensões comerciais entre china e eua - e com boa razão isso seria ruim para o crescimento global e para um crescimento maior na demanda", afirmou bjarne schieldrop, analista-chefe de commodities da seb markets. segundo ele, porém, os fundamentos do mercado melhoram e os preços podem ser apoiados mais adiante, com a organização dos países exportadores de petróleo (opep) mantendo seu compromisso de reduzir a oferta. por outro lado, o número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos eua subiu 11 na última semana, informou a baker hughes na sexta-feira, em mais um sinal de força na produção do país. os agentes do mercado aguardam nesta semana os relatórios mensais da opep e da agência internacional de energia (aie), de olho em potenciais revisões sobre a demanda global. jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/620970-petroleo-opera-em-alta-recuperando-se-apos-queda-na-semana-passada.html)  
09/04/2018

IGP-DI de março fica em 0,56%, ante alta de 0,15% em fevereiro, revela FGV

 o índice geral de preços - disponibilidade interna (igp-di) registrou alta de 0,56% em março, ante um aumento de 0,15% em fevereiro, divulgou nesta segunda-feira, 9, a fundação getulio vargas (fgv). com o resultado, o igp-di acumulou uma elevação de 1,30% no ano e avanço de 0,76% em 12 meses. a fgv informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o igp-di. o ipa-di, que representa o atacado, teve alta de 0,77% em março, após a elevação de 0,15% registrada em fevereiro. o ipc-di, que apura a evolução de preços no varejo, teve um aumento de 0,17% em março, ante um crescimento também de 0,17% em fevereiro. já o incc-di, que mensura o impacto de preços na construção, apresentou alta de 0,24% em março, depois do aumento de 0,13% em fevereiro. o período de coleta de preços para o índice de março foi do dia 1º ao dia 31 do mês. os preços dos produtos agropecuários no atacado, mensurados pelo ipa agrícola, subiram 3,39% em março, após a elevação de 0,59% em fevereiro, dentro igp-di, informou a fgv. já os produtos industriais, que são medidos pelo ipa industrial, recuaram 0,09% em março, depois de uma alta de 0,01% no atacado em fevereiro. dentro do índice de preços por atacado segundo estágios de processamento (ipa-ep), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais tiveram alta de 0,76% em março, ante um recuo de 0,42% em fevereiro. os preços dos bens intermediários subiram 0,85% em março, após avançarem 0,25% em fevereiro. os preços das matérias-primas brutas registraram alta de 0,68% em março, depois de subirem 0,76% em fevereiro. o núcleo do índice de preços ao consumidor - disponibilidade interna (ipc-di) de março subiu 0,25%, após um aumento de 0,23% em fevereiro. o núcleo do ipc-di é usado para mensurar tendências e calculado a partir da exclusão das principais quedas e das mais expressivas altas de preços no varejo. ainda de acordo com a fgv, o núcleo acumulou uma elevação de 0,92% no ano e avanço de 3,12% em 12 meses. jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/620969-igp-di-de-marco-fica-em-0-56--ante-alta-de-0-15-em-fevereiro-revela-fgv.html)
09/04/2018

IPC-S sobe 0,31% na primeira semana de abril após alta de 0,17% na anterior, aponta FGV

 o grupo que mais avançou foi o de alimentação que variou de -0,02% para 0,29% no período o grupo que mais avançou foi o de alimentação que variou de -0,02% para 0,29% no período marco quintana/jc o índice de preços ao consumidor - semanal (ipc-s) subiu 0,31% na primeira quadrissemana de abril após terminar março com alta de 0,17%, conforme a fundação getulio vargas (fgv) informou na manhã desta segunda-feira (9) das oito classes de despesas analisadas, seis avançaram: alimentação (-0,02% para 0,29%), saúde e cuidados pessoais (0,42% para 0,61%), educação, leitura e recreação (-0,09% para 0,06%), habitação (0,27% para 0,32%), transportes (0,23% para 0,28%) e comunicação (-0,09% para 0,04%). já os segmentos que registraram desaceleração entre a última quadrissemana de março e a primeira de abril foram vestuário (0,57% para 0,47%) e despesas diversas (0,05% para 0,02%), informou a fgv. jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/620966-ipc-s-sobe-0-31-na-primeira-semana-de-abril-apos-alta-de-0-17-na-anterior-aponta-fgv.html)
06/04/2018

Planejamento para a aposentadoria – uma necessidade para o trabalhador

 fonte: jornal dia a dia por daniel susumura dos santos frente à um debate sobre a reforma da previdência social que será retomado com certeza no próximo mandato presidencial, muitos trabalhadores estão inseguros com o seu futuro. assim, fazer um planejamento para ter uma aposentadoria tranquila é mais do que uma alternativa à conjuntura desfavorável, é uma necessidade. muitas pessoas se preocupam com o crescimento profissional e aumento de sua renda hoje, mas poucas se organizam e poupam dinheiro para garantir qualidade de vida no futuro. e é aí que a educação financeira se encaixa perfeitamente, preenchendo a importante lacuna de aprender a se planejar, não importa a idade. o salário do inss é muito importante para os brasileiros e um direito do trabalhador. entretanto, o valor não é suficiente para manter o padrão e a qualidade de vida. em consequência, uma porcentagem muito grande dos aposentados continuam trabalhando para complementar a renda. e ao que tudo indica, os trabalhadores se aposentarão cada vez mais tarde, por conta do crescimento da expectativa de vida do brasileiro. minha intenção aqui não é dizer se essa medida é boa ou não, porque ela envolve uma série de fatores, inclusive uma ação preventiva para evitar um déficit nas contas da previdência. o intuito desse artigo é informar sobre as mudanças e ajudar os trabalhadores a como agir diante delas, para não comprometer de forma negativa o futuro. então, o que fazer? o primeiro passo para mudar é pensar no padrão de vida que deseja ter após se aposentar. será que para viver dignamente você precisará da ajuda de parentes ou de outras pessoas? infelizmente, isso acontece com milhões de brasileiros. é importante ter consciência que mesmo tendo trabalhado a vida toda com carteira assinada, contribuindo para o inss, a quantia recebida dificilmente será suficiente. tenha em mente também que o quanto antes você pensar em seu futuro, mais fácil será para poupar dinheiro e atingir a quantia desejada. há diversas modalidades de investimentos adequadas para a aposentadoria, como previdência privada e tesouro direto. vale a pena conhecer um pouco mais a respeito. fórmula da aposentadoria para auxiliar nesse processo, vou compartilhar uma fórmula que criei há alguns anos, com base na minha experiência pessoal e profissional, como educador financeiro. o segredo é encontrar o “número da sua aposentadoria”, ou seja, quanto quer ganhar mensalmente a partir da data em que decidir parar de trabalhar por obrigação. fazendo as contas certas, acredite, é possível conseguir. para que não se tenha risco de o dinheiro acabar uma hora, o “número” deve ser de, no mínimo, o dobro do padrão de vida. assim, a pessoa saca 50% do que é ganho com os juros mensais dessa aplicação, para viver da forma que planejou, e guarda o restante como reserva, que irá se acumular e continuar trazendo rendimento. eduque-se financeiramente e mude o comportamento em relação ao dinheiro, para viver uma vida mais plena e sustentável! eu, reinaldo domingos, sou phd em educação financeira, presidente da associação brasileira de educadores financeiros (abefin) e da dsop educação financeira e autor do best-seller terapia financeira, do lançamento mesada não é só dinheiro, e da primeira coleção didática de educação financeira do brasil.

Bolsas da Europa fecham em alta com dados da China e balanços dos EUA


12/04/2019
As bolsas da Europa fecharam em alta nesta sexta-feira (12), apoiadas pelo otimismo em relação ao crescimento econômico global depois da divulgação da balança comercial chinesa, cujos números vieram mais fortes do que o esperado pelos mercados. Além disso, os agentes monitoraram balanços de importantes bancos americanos e informações de que a União Europeia elaborou uma lista de produtos importados americanos sobre os quais pretende aplicar tarifas, em resposta à ameaça dos Estados Unidos de fazer o mesmo. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,16%, a 387,53 pontos, mas recuou 0,18% na semana. As exportações da China mostraram forte recuperação em março, conforme dados divulgados pela Administração Geral da Alfândega do país. Os embarques em dólares mostraram alta de 14,2% frente ao observado um ano antes, revertendo o tombo de 20,7% observado no primeiro bimestre. O desempenho ficou acima do previsto por analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam aumento bem menor, de 8,2%. Além disso, os bancos chineses liberaram cerca de US$ 250 bilhões em novos empréstimos em março, de acordo com o Banco do Povo da China. Ambos os dados reforçaram a impressão de melhora no ambiente econômico chinês e, consequentemente, na economia global. O estímulo ao crédito e a retomada das exportações aliviam os temores sobre a intensidade da desaceleração econômica mundial. Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 avançou 0,26%, aos 7.437,06 pontos, mas perdeu 0,13% na comparação semanal. As empresas exportadoras Antofagasta (+2,15%), de petróleo, e Rio Tinto (+1,24%) e BHP (0,31%), de minério, foram beneficiadas pelos dados chineses. Os balanços das instituições financeiras americanas Wells Fargo e JPMorgan superaram as expectativas de lucro para o primeiro trimestre deste ano e também tiveram influência em solo europeu. O subíndice de bancos do Stoxx 600 decolou 1,92%, apoiado por importantes altas nas instituições europeias como Deutsche Bank (+2,19%), Unicredit (+4,20%), BNP Paribas (+3,37%) e BBVA (+2,64%). Na bolsa de Frankfurt, o índice DAX avançou 0,54%, em 11.999,93 pontos, mas recuou 0,08% na semana, enquanto na bolsa de Milão o índice FTSE MIB subiu 0,80%, em 21.858,31 pontos, e ganhou 0,46% na comparação semanal. Na bolsa de Madri, o índice IBEX 35 avançou 0,24%, em 9.468,50 pontos, com perda semanal de 0,44% Em Paris, o índice CAC 40 subiu 0,31%, em 5.502,70 pontos, e ganhou 0,48% na semana, enquanto na bolsa de Lisboa o índice PSI 20 avançou 0,66%, a 5.379,51 pontos, mostrando avanço semanal de 1,32%.

Fonte: Jornal do Comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/04/679298-bolsas-da-europa-fecham-em-alta-com-dados-da-china-e-balancos-dos-eua.html)

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