06/02/2019

Com reforma da Previdência como prioridade, governo adia promessas

 com a reforma da previdência como prioridade máxima, a equipe econômica vem segurando medidas para não inundar o congresso nacional e evitar tirar o foco das mudanças na aposentadoria. a promessa feita ainda na posse pelo ministro da economia, paulo guedes, de anunciar "uma medida a cada dois dias" no primeiro mês de governo não foi cumprida e a orientação agora é outra: esperar o envio e, pelo menos, os primeiros trâmites da reforma antes de divulgar novas ações, principalmente as que dependem do legislativo. medidas para aumento da produtividade, de redução e simplificação de tributos e ações para aumentar a geração de empregos estão no lote que só deverá ser enviado com a reforma encaminhada no congresso nacional. nesta terça-feira (5), o secretário especial de produtividade, emprego e competitividade, carlos da costa, disse que há várias medidas em elaboração, que serão anunciadas "em breve". "o timing (para o anúncio) é político. vamos sentir politicamente e ver o momento adequado para não prejudicar nossa prioridade, que é a reforma da previdência. não queremos dispersar energia daquilo que é fundamental", explicou. desburocratização o secretário citou entre as medidas que serão adotadas pela sua pasta a criação de mesas executivas com representantes do governo e da iniciativa privada para levar adiante medidas de desburocratização específicas para cada setor, a abertura do sistema nacional de empregos (sine) para empresas privadas e a revisão de incentivos fiscais. "queremos resultado significativo em redução de burocracia ainda este ano", completou. o secretário especial da receita federal, marcos cintra, já confirmou a intenção do governo de reduzir as alíquotas do imposto de renda e desonerar a folha de pagamentos de todos os setores da economia, mas em diversas ocasiões colocou a aprovação da proposta de reforma da previdência como a principal prioridade da equipe econômica. outra promessa de campanha do presidente jair bolsonaro, o aprofundamento da reforma trabalhista - com a criação de uma "carteira de trabalho verde a amarela", com menos direitos -, também será enviada ao congresso somente após a aprovação da reforma da previdência. as informações são do jornal o estado de s. paulo. fonte: estadão por lorenna rodrigues e eduardo rodrigues - brasília
06/02/2019

Nove a cada dez brasileiros aposentados dependem do INSS pra sobreviver

  apenas 6% dos aposentados têm um plano de previdência privada pra complementar a renda. os dados são de uma pesquisa da associação brasileira das entidades do mercado financeiro, obtida com exclusividade pela cbn. o estudo aponta ainda que aumentou a parcela de pessoas que precisam continuar trabalhando depois de se aposentar. ela é a prioridade número um do presidente jair bolsonaro.mas assusta muitos brasileiros. "eu tento me preparar pra não depender do governo, de reformas que possam vir ou não possam vir". mexer no formato das aposentadorias pagas pelo governo federal vai afetar a maior parte do país, já que nove a cada dez brasileiros aposentados dependem desse dinheiro para sobreviver nas contas da associação brasileira das entidades do mercado financeiro. na pesquisa, a anbima entrevistou 3.452 pessoas com 16 anos ou mais em 152 cidades do país. ela mostrou também que casos como o do engenheiro pernambucano césar falcão são raridade. ele começou a economizar assim que conseguiu o primeiro emprego, aos 22 anos. hoje, aos 31, até ajuda os amigos. "quando eu fui aprendendo sobre finanças pessoais, eu comecei a focar na minha aposentadoria. eu tento me preocupar com o que está ao meu controle. e, ao meu ver, a previdência pública brasileira não tenho como interferir nas regras, então eu prefiro controlar o que está nas minhas mãos. eu me preparo independente do que vai acontecer. o nosso a gente controla. o do governo, não", conta. apenas 6% dos brasileiros com mais de 16 anos têm algum tipo de previdência privada, a aposentadoria complementar com depósito do próprio bolso, feito direto no banco, que faz ele render. acontece que mesmo sob a expectativa para a reforma, o número de pessoas que escolhem esse tipo de investimento não vem mudando muito. para o especialista em investimentos do itaú unibanco, martin iglesias, isso tem a ver com a cultura do país. "o brasil tem características sociais, digamos assim, que não são as melhores características em termos de hábitos de poupança. tem alguns estudos sobre comportamento que falam sobre extroversão - um comportamento que atrapalha hábitos de poupança, de guardar dinheiro. então, tem extroversão e otimismo. pessoas com bastante otimismo tendem a guardar menos também porque acham que o futuro vai ser melhor. as nossas características e os hábitos de guardar dinheiro do brasileiro não são bons. e não tem necessariamente a ver com níveis de renda", diz ele. o diagnóstico de quem foi ouvido pela reportagem é unânime: sem mudança de consciência da população e sem uma reforma de ponta a ponta, viveremos um colapso. o jorge félix, especialista em envelhecimento e professor da fesp, entende que a proposta de bolsonaro que está na mesa mantém desigualdades do sistema. "ela não está começando por aqueles que são privilegiados. no caso, seriam os militares. deveriam ser os primeiros a entrar numa reforma se a justificativa dessa reforma é verdadeiramente resolver um problema fiscal. porque os militares são responsáveis por 45% do déficit do setor público", defende. *no próximo capítulo da série, um brasil dividido entre aqueles que têm uma segunda chance para se aventurar em uma nova carreira e outros tantos que precisam batalhar uma renda extra ao serem descartados pelo mercado. "é uma realidade nossa, muita gente realmente precisa ter uma renda extra porque chega no final da vida não tem, mesmo que seja aposentadoria do inss, isso não é renda pra viver." fonte: cbn por pedro durán *com colaboração de bianca kirklewsk e sonorização de claudio antonio
06/02/2019

Proposta para a Previdência prevê aposentadoria integral para servidor só aos 65 anos

  texto preliminar da reforma, antecipado pelo 'estado', desonera o poder público de bancar o rombo causado por essas aposentadorias e prevê a possibilidade de cobrar alíquotas extraordinárias de servidores ativos, inativos e pensionistas brasília - os servidores que ingressaram até 2003 no serviço público e quiserem manter seus direitos à aposentadoria com o último salário da carreira (integralidade) e reajustes iguais aos da ativa (paridade) precisarão completar a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, segundo minuta da proposta de emenda à constituição (pec) da reforma da previdência obtida com exclusividade pelo estadão/broadcast. o texto ainda desonera o poder público de bancar o rombo causado por essas aposentadorias e prevê a possibilidade de cobrar alíquotas extraordinárias dos servidores ativos, inativos e pensionistas. no caso de professores e de profissionais que exerçam atividade prejudicial à saúde, essa exigência será de 60 anos. para policiais, a integralidade será concedida mediante idade média de 55 anos. isso indica que o governo pretende propor uma regra dura para manter esses privilégios aos servidores públicos. a exigência das idades finais, no entanto, já foi proposta pela equipe do ex-presidente michel temer, mas esbarrou no lobby do funcionalismo público. caso não queiram cumprir essa exigência, esses servidores terão 100% da média dos salários de contribuição. a minuta da proposta da equipe econômica do governo jair bolsonaro não traz nenhuma regra específica para servidores que ingressaram entre 2004 e 2013, antes da criação da previdência complementar do funcionalismo (funpresp), que limitou os benefícios pagos com recursos públicos ao teto do inss, atualmente em r$ 5,8 mil. eles devem ser enquadrados, portanto, na regra de cálculo que prevê 60% dos salários de contribuição para 20 anos de contribuição, acrescidos de 2% para cada ano adicional, até o limite de 100%. plano de equacionamento união, estados e municípios terão dois anos para montar um plano para equacionar o déficit na previdência dos regimes próprios de servidores, de acordo com a minuta da pec da reforma. para assegurar recursos ao pagamento de aposentadorias e pensões, cada estado ou município deverá criar, por meio de lei, fundos previdenciários de natureza privada. em caso de déficit atuarial – ou seja, o valor futuro das contribuições é insuficiente para bancar o valor dos futuros benefícios –, deverão ser instituídos “planos de saldamento do déficit” com contribuições extraordinárias a serem pagas pelos governos e pelos segurados. essa medida deve ajudar principalmente os estados, que atualmente não têm base legal para criar essa alíquota adicional para fazer frente a um rombo de r$ 4,6 trilhões, caso tivessem de pagar hoje todos os benefícios futuros. o texto preliminar da pec prevê ainda que a contribuição regular dos servidores terá alíquota não inferior à cobrada no inss (hoje de 8% a 11%), mas poderá ser adotada uma alíquota progressiva, de acordo com o valor da remuneração ou do benefício. atualmente, o setor público cobra a alíquota única de 11% e alguns estados já elevaram para 14% para tentar amenizar o rombo em suas previdências.
06/02/2019

Os seguros diante dos desastres socioambientais

 em dezembro de 2015 vivenciamos a maior tragédia ambiental de nossa história, com o desastre em mariana. causa perplexidade que pouco mais de 3 anos após o trágico episódio sejamos surpreendidos como uma nova catástrofe, que em termos de vidas humanas é imensamente mais grave, causando indignação a constatação de que tudo se deu e se dá no mesmo estado da federação, em um mesmo tipo de empreendimento e envolvendo basicamente os mesmos atores. lamentavelmente, catástrofes não são uma novidade. desastres humanos e ambientais se repetem à exaustão. emblemáticos os casos de seveso (itália, 1976), three mile island (eua, 1979), bhopal (índia, 1984), chernobyl (rússia, 1986) e exxon valdez (eua, 1989). desastres decorrentes de rompimento de barragens estão longe de ser fatos isolados. embora tais ocorrências, poucas foram as lições até hoje aprendidas. como alerta delton winter de carvalho, é preciso urgentemente aprender a lidar com os desastres, para efetivamente construirmos formas de preveni-los e enfrentá-los. uma das maneiras de promover esse aprendizado será com uma profunda reflexão pública sobre cada uma das fases do chamado “ciclo dos desastres”, quais sejam: prevenção e mitigação, resposta de emergência, compensação e reconstrução. visando contribuir com a reflexão, importa atentar às fases de compensação e reconstrução, com a possibilidade de desenvolvimento de respostas eficientes para os momentos que sucederem aos desastres, contribuindo com maior capacidade de resiliência e com redução de vulnerabilidades. o momento em que a presidência da república decide debater e propor a atualização e revisão da política nacional de segurança de barragens é uma oportunidade singular para discutir adequada e seriamente a instituição de soluções pelos seguros. pertinente tecer algumas ponderações necessárias, a modo de contribuir com esclarecimentos sobre o funcionamento dos seguros diante de casos de desastres socioambientais, inclusive para dar maior clareza sobre como e em que medida os seguros serão úteis em momentos de compensação e reparação de danos. tenha-se em mente, como ponto de partida, que no brasil a responsabilidade civil ambiental alcançou contornos próprios e singulares, obtidos em decorrência do entrelaçamento do instituto clássico da responsabilidade civil com basicamente duas influências, a saber: o risco ambiental – e, por conseguinte, a incorporação dos princípios da prevenção e da precaução –, e a noção de internalização das externalidades negativas, que se desdobra no princípio do poluidor-pagador. é justamente diante desse cenário jurídico que incidem os seguros, entendidos como instrumentos capazes de dar respostas à mais importante etapa do sistema de responsabilidade civil, que é justamente a de compensação, indenização e reparação, seja das vítimas, seja dos recursos naturais. incidentes ambientais já não são surpresas. são constantes, prognosticáveis desde a sua gênese até seus efeitos. a vida humana em sociedade, intensa e perigosa, fez com que o seguro, que manifesta sobremaneira a ideia de garantia, se desenvolvesse a ponto de alcançar atualmente um lugar de destaque na vida econômica e social. o seguro tem a função social de permitir a continuidade das atividades econômicas após a ocorrência de eventos danosos e traumáticos, pois, repondo perdas, preserva a condição econômica e social, seja do segurado, seja de terceiros. a função social exercida pelos seguros é consequência do mutualismo, ou seja, a capacidade de distribuir equitativamente, entre muitos, os prejuízos sofridos por alguns, de modo que a pulverização dos prejuízos individuais se dá com a pulverização dos prejuízos entre os segurados. todos estamos expostos a riscos, com a possibilidade de nos depararmos com acontecimentos que podem impactar negativamente. esses riscos podem ser evitados ou geridos. segundo a lógica de gestão dos riscos, uma das maneiras de fazê-lo é compartilhando esse risco (transferência de risco) com uma empresa especializada em entender e administrar riscos, que são as seguradoras. essas, na medida em que compreendem um determinado risco, analisam e mensuram, podendo projetar a frequência de que venha a se concretizar, com uma ocorrência real de dano, e então projetam quais seriam as perdas econômicas decorrentes. importante notar que nessa complexa jornada de subscrição de riscos haverá, como efeito reflexo, o relevante exercício pelos seguros de uma função de prevenção, na medida em que, por exemplo, poderá localizar falhas estruturais ou operacionais, propondo soluções complementares; sugerindo a adoção de novas e melhores tecnologias; ou mesmo aprimorar modelos de compliance. com essa análise o segurador definirá se assume esse risco ou não. aceitando, definirá o preço (prêmio) para assumi-lo, em um processo denominado de “subscrição de risco”, seguindo-se a celebração do contrato de seguro, vulgarmente denominado “apólice de seguro”. a atividade seguradora pressupõe, no processo de transferência e aceitação, um exercício constante e qualificado de delimitação do risco que estará sendo aceito e que passará a ser coberto pelo segurador, de modo que “a determinação do risco segurado requer uma tarefa de dissecação prévia, individualização do risco através da naturalização do evento e do interesse sobre o qual ele recai, assim como, finalmente, sua delimitação causal, espacial e temporal”. diante de uma barragem os riscos atrelados são diversos, e muitos poderão ser compartilhados com uma seguradora. e em um a situação limite essa poderá ser chamada a pagar pelos prejuízos do segurado, nos limites técnicos e econômicos das apólices. nesse cenário, alguns exemplos de coberturas: para riscos relacionados ao patrimônio da empresa, que garantirá o pagamento da reconstrução desse patrimônio ou mesmo repor o faturamento (lucros cessantes). para riscos relacionados a terceiros atingidos por um desastre, quando a solução se dará pelo seguro de responsabilidade civil. tais apólices podem cobrir riscos de natureza patrimonial e extrapatrimonial. é nesse âmbito que se incluem os seguros de responsabilidade civil para diretores e gerentes (d&o). para riscos relacionados à vida humana, auxiliando as vítimas na reconstrução de suas vidas ou, em casos mais trágicos, contribuir com o sustento e reestruturação das famílias. de extrema relevância, por fim, para os riscos ambientais, relacionados às possibilidades de danos ao ambiente natural (fauna, flora, solo e recursos hídricos), quando os seguros agirão justamente para contribuir com a reparação dos danos aos elementos naturais. essas respostas operacionalizadas pelos seguros contemplam relevantes formas de soluções capazes de reduzir as vulnerabilidades e incrementar a capacidade de resiliência. o seguro tem um potencial enorme de contribuir com a restruturação de vidas e reorganização de empresas diante de desastres socioambientais. a experiência demonstra exaustivamente tais contribuições, em diversos eventos catastróficos. importa sublinhar, por outro lado, que há dois elementos que são vitais para as operações de seguros: a boa-fé e a de delimitação dos riscos. há estreita conexão entre riscos, confiança e boa-fé. a boa-fé, enquanto princípio jurídico, tem particular relevância para os seguros. em um mundo altamente complexo, inclusive em questões ambientais, a confiança permite uma redução da complexidade social. a confiança é pressuposto de (con)vivência, sob pena de, ao contrário, viver-se na inconstância das incertezas e do medo permanente. a propósito, fernando araújo afirma que “a solução praticamente consensual na análise econômica do direito é a de que há que fornecer às partes algumas regras supletivas que ajudem a “focalizar” as suas condutas em torno de expectativas objectivamente adequadas, dados os valores em presença, às probabilidades de cumprimento, incentivando a convergência para um ponto de ‘confiança ótima’”. assim, qualquer obrigação ao segurador que tenha origem fora das delimitações previstas no contrato implicará em profundo impacto à sustentabilidade da atividade empresarial do segurador, o que gerará graves consequências não apenas à seguradora, mas muito especialmente a todos os outros segurados, na medida em que o contrato de seguro, pensando de forma ampla, vincula-se ao mutualismo. essa dinâmica somente irá funcionar de forma eficiente se forem atendidas rigorosamente as regras que delimitam todas essas complexas interrelações. o risco envolve incerteza e imprevisibilidade. a atividade seguradora vale-se de ferramentas e técnicas de racionalização dos riscos, tentando, ao máximo, torná-los previsíveis – se não em nível de certeza, ao menos, de probabilidade. o grau de previsão e de acerto depende de diversos fatores. o adequado acesso informacional do segurador é elementar, desde a etapa de subscrição até o final da relação contratual. desafios frequentes nesse processo decorrem da assimetria informacional, um problema clássico, ligados à s e l e ç ã o adversa e ao risco moral, que são situações de assimetria constantes e que permeiam não só uma dada relação contratual, mas à própria operação de seguros, de forma mais ampla. infelizmente, muitas vezes aquilo que antes chamamos de riscos, se concretizam, quando acidentes ou eventos trágicos ocorrem. nesse momento inicia a chamada regulação de sinistro, que é a etapa em que são feitas todas as investigações e levantamentos para verificação se o fato ocorrido estará ou não coberto pelo contrato de seguro, a forma como esse contrato deverá ser aplicado e se há alguma peculiaridade que possa implicar no afastamento da obrigação do segurador. um exemplo de verificação realizado durante a regulação de sinistro é a questão da variabilidade do risco, ou seja, se o risco que foi aceito pelo segurador equivale à situação de risco que desencadeou uma catástrofe. o risco inicialmente posto ao segurador poderá variar por diversas formas e razões, e no limite poderá ocorrer o agravamento do risco, que é a situação em que o segurado contribui ou permite que o risco inicial seja alterado, se tornando um risco agravado que, eventualmente, não tenha sido comunicado ao segurador. por exemplo, deixar de fazer vistorias e controles, deixar de realizar medidas de contenção e mitigação de um risco, ou não realizar melhorias que necessariamente deveriam ser feitas para evitar uma ocorrência de dano. inclusive a verificação sobre o adequado cumprimento das licenças e autorizações concedidos pelo poder público. nesses casos, como o segurador não foi comunicado previamente (quando poderia ter rejeitado o risco ou cobrado um valor adicional), possível negar a indenização do seguro pois, como visto, o risco que gerou a situação de dano deixou de ter correlação com aquilo que foi previamente acertado no contrato e, na prática, deixou de ser o risco previamente compartilhado com o segurador.   atentando-se às complexas questões operacionais dos seguros – algumas delas sublinhadas nesse texto – projeta-se possível e recomendável a adoção de seguros para atividades que envolvam grandes riscos e com potencial de gerarem catástrofes, a serem exigidos na fase implementação de um empreendimento ou atividade, como condicionante para a concessão das licenças ambientais. pery saraiva neto - advogado, consultor jurídico e professor. doutor em direito/pucrs. mestre em direito/ufsc. especialista em direito ambiental/funjab-ufsc. fonte: revista cobertura
06/02/2019

Quatro maneiras de aumentar o seguro de assistência a idosos com Internet das Coisas e Inteligência Artificial

 a federação global de associações de seguros (gfia, na sigla em inglês) é uma associação sem fins lucrativos criada para representar as associações de seguros nacionais e regionais que atendam aos interesses gerais das empresas de seguro de vida, saúde, seguros gerais e resseguro. a instituição tem como objetivo fazer representações aos governos nacionais, reguladores internacionais e outros em nome do mercado segurador mundial. com 40 instituições associadas, entre elas a cnseg, a gfia representa cerca de 87% do total de produção de prêmio de seguros no mundo. semanalmente, a gfia distribui aos seus membros um boletim com um compilado de consultas, publicações e notícias com o objetivo de contribuir para um diálogo internacional sobre questões de interesse comum do mercado segurador. para mais informações sobre a gfia, acesse seu site institucional: www.gfiainsurance.org/en. consultas e publicações recentes em 22 de janeiro, a câmara canadense de comércio publicou um relatório intitulado “data fast forward: uma receita para inovação, equilíbrio e confiança”. em 24 de janeiro, o fundo monetário internacional (fmi) publicou um podcast com maryam farboodi, professora assistente de finanças do mit sloan school of management, sobre big data e grandes empresas. em 24 de janeiro, a organização mundial do comércio (omc) publicou um discurso de seu vice-diretor-geral, yi xiaozhun, que ressaltou a importância de explorar as sinergias entre a omc e a cooperação econômica ásia-pacífico (apec). em 28 de janeiro, o fmi publicou as declarações de abertura de tobias adrian, diretor do departamento de mercados monetários e de capital do fmi, que foi entregue na conferência de viena no âmbito da agenda de bali sobre fintech. em 29 de janeiro, a organização para cooperação e desenvolvimento econômico (ocde) anunciou que a comunidade internacional fez importantes progressos nos desafios fiscais da digitalização. fonte: cnseg
06/02/2019

'Não é o mercado que vai resolver a desigualdade social', diz governador do ES

  renato casagrande ocupa o cargo pela segunda vez e diz ter boa relação com o presidente bolsonaro para compartilhar esse conteúdo, por favor utilize o link https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/02/nao-e-o-mercado-que-vai-resolver-a-desigualdade-social-diz-governador-do-es.shtml ou as ferramentas oferecidas na página.
06/02/2019

Saques em poupança superam depósitos em R$ 11,232 bilhões em janeiro

 para fazer frente às despesas do início de ano, os brasileiros sacaram r$ 11,232 bilhões líquidos da caderneta de poupança em janeiro, informou o banco central. o montante é o segundo maior da história para o mês de janeiro, perdendo apenas para os r$ 12,032 bilhões sacados em janeiro de 2016. a série histórica do bc começou em janeiro de 1995. os saques líquidos registrados no mês passado refletem, em grande parte, a necessidade de recursos para pagar despesas como iptu, ipva, matrículas e materiais escolares. janeiro já é, tradicionalmente, um mês em que as famílias retiram recursos da caderneta, sendo que muitas vezes a origem do dinheiro é o 13º terceiro salário pago em dezembro. a diferença é que os r$ 11,232 bilhões líquidos retirados da caderneta em janeiro deste ano é mais que o dobro do montante registrado em janeiro de 2018 (r$ 5,201 bilhões). foram r$ 205,905 bilhões em saques no mês passado, contra r$ 194,673 bilhões em depósitos. considerando os rendimentos de r$ 2,940 bilhões na poupança em janeiro, o saldo global da caderneta chegou aos r$ 788,989 bilhões. no fim de 2018, este saldo estava em r$ 797,281 bilhões. recuperação em função da crise econômica, a caderneta registrou saídas líquidas em 2015 e 2016, mas iniciou um processo de recuperação no ano seguinte. em 2018, em meio à relativa retomada do emprego e da renda, a poupança fechou o ano com captação líquida de r$ 38,260 bilhões. esta procura maior pela poupança no ano passado ocorreu apesar de a rentabilidade ser, atualmente, inferior ao visto em anos anteriores. hoje a poupança é remunerada pela taxa referencial (tr), que está próxima de zero, mais 70% da selic (a taxa básica de juros da economia). a selic, por sua vez, está em 6,50% ao ano desde março de 2018. na noite desta quarta-feira, o bc anunciará o novo patamar da selic, mas a tendência é de que a taxa não mude. esta regra de remuneração da poupança vale sempre que a selic estiver abaixo dos 8,50% ao ano. quando estiver acima disso, a poupança é atualizada pela tr mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano). esta remuneração, mais elevada, deixou de valer em setembro de 2017, quando a selic passou para abaixo do nível de 8,50%. brasil apesar dos resultados positivos da caderneta nos dois últimos anos, os brasileiros ainda não têm o hábito de guardar dinheiro. dados do banco mundial mostram que, em 2017, apenas 32% dos brasileiros com mais de 15 anos de idade guardaram alguma quantia de dinheiro - seja na caderneta, seja em qualquer outra aplicação financeira. a média global é de 48% e nos países de alta renda o porcentual é de 73%.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/02/668947-saques-em-poupanca-superam-depositos-em-r-11-232-bilhoes-em-janeiro.html)  
04/02/2019

Mercado livre de energia busca crescimento

 formado por grandes consumidores, que podem optar de quem vão comprar energia, o mercado livre dá sinais que crescerá cada vez mais no brasil. além da diversificação dos interessados (em um primeiro momento, foram as grandes empresas que fizeram a migração; agora, esse leque está se abrindo), neste ano, começará a vigorar a redução dos limites de demanda para quem quiser adotar essa prática. atualmente, quem possui demanda superior a 3 mw pode sair da rede cativa (que é alimentada por distribuidoras como a ceee-d e a rge) e escolher de quem vai comprar energia, independentemente da fonte selecionada (térmica, hídrica, eólica etc.). quem tem demanda entre 0,5 mw e 3 mw também pode seguir esse caminho, mas é chamado de consumidor especial e precisa adquirir energia renovável (como eólica, biomassa ou de pequenas centrais hidrelétricas). porém, em 28 de dezembro, o ministério de minas e energia publicou a portaria nº 514/2018, que estipulou a redução do limite de carga para a contratação de energia de qualquer tipo de fonte, o que pode baratear o custo da eletricidade. >> quer receber notícias como esta no seu whatsapp? clique aqui!   jornal do comércio – por jefferson klein (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/01/667674-mercado-livre-de-energia-busca-crescimento.html)
04/02/2019

Começa a contagem regressiva para declarar Imposto de Renda

 apesar de o fisco ainda não ter divulgado as regras para a declaração de imposto de renda (ir) neste ano, dá para se antecipar e evitar problemas futuros. para evitar correria e dor de cabeça na hora de prestar contas à receita federal sobre ganhos e despesas de 2018, é bom se antecipar e aproveitar o tempo livre para reunir documentos e se organizar. apesar de o fisco ainda não ter divulgado as regras para a declaração de imposto de renda (ir) neste ano, dá para se antecipar e evitar problemas futuros. túlio, que preferiu não informar o sobrenome, tem 21 anos, é servidor público e vai enfrentar o leão pela primeira vez. para isso, conta com a ajuda e a experiência do pai e do irmão. “eu só sei que preciso declarar minhas doações e meu rendimento próprio. por enquanto, ainda estou bem perdido, não sei como a declaração do ir funciona direito”, disse. de acordo com jônatas bueno, educador e terapeuta financeiro, a preocupação maior no momento deve ser reunir documentos. “é bom juntar tudo agora. e, para quem já declarou, é interessante verificar a documentação do ano passado, ver o que foi feito, para facilitar a declaração deste ano.” algumas informações não mudam. é preciso ter os números da identidade, do título de eleitor, do cpf, além de endereço, e-mail, telefone e identificação de banco, com agência e conta, para devolução, quando houver. apesar de alguns documentos necessários para o preenchimento da declaração ainda não terem sido entregues, como os comprovantes de rendimentos fornecidos por empresas ou os de recebimento de benefícios do instituto nacional de seguro social, é possível separar recibos de saúde — de médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, internações, exames —, de vendas de imóveis, de ganhos extras, como com aluguéis, e de pagamentos de escolas. se, no ano passado, a pessoa fez reforma em imóvel próprio, o educador financeiro aconselha reunir os recibos para abater no total do imposto a ser pago. “é bom guardar todos os recibos de serviços de manutenção feitos no imóvel para atualizar o valor do bem e, assim, aumentar o total pago. isso vai ajudar a reduzir o imposto a ser pago em uma futura venda”, explicou. algumas doações também podem aumentar o valor a ser restituído pela receita. por isso, é importante separar os comprovantes. é importante ainda pegar no banco o comprovante com o saldo de conta-corrente e de aplicações financeiras. a servidora pública maria regina ferreira, ao contrário de anos anteriores, já começou a separar tudo que precisa para declarar o ir. “antes, deixava tudo espalhado e para a última hora. este ano, resolvi me organizar.” segundo ela, isso tornará tudo bem mais fácil depois. “já que é um dever, que seja feito logo, e, se tiver restituição, ela vem mais cedo também”, disse. escolha outro ponto importante para a declaração é saber a hora certa de entregar a documentação ao fisco. segundo bueno, a pessoa precisa levar em conta a rapidez com que necessita do dinheiro da restituição. se precisar muito, o ideal é fazer logo nos primeiros dias. para quem tem reserva financeira, ele indica deixar mais para o fim do prazo, pois o valor a receber é atualizado com base na taxa selic (taxa básica de juros). “o dinheiro recebido acaba sendo valorizado”, explicou. com os documentos organizados ou encaminhados, o próximo passo é se preocupar com outra questão: qual tipo de declaração será mais benéfica. o modelo simplificado, segundo o contador geraldo rodrigues, é indicado para quem tem um emprego só e poucas despesas restituíveis, pois garante um abatimento de 20%. para quem tem várias despesas, é aconselhável fazer o modelo completo. a escolha sobre qual a melhor forma de declarar é uma das maiores dificuldades de marissa machado borges. ela presta serviços a duas empresas e, para evitar erros, contrata um contador para auxiliá-la. “a minha maior dificuldade é não saber se faço a declaração completa ou a simplificada. depois que entrei na segunda instituição (outra fonte de renda), fiquei com receio e não tentei mais fazer sozinha.” mas, apesar do auxílio de um profissional, marissa já teve problemas com os documentos. há oito anos, o contador esqueceu de declarar um livro autoral dela, o que teve como consequência um prejuízo no ano seguinte. “o contador da época esqueceu de declarar um material pelo qual havia recebido. só fui ficar sabendo na declaração do outro ano, quando apareceu que eu tinha uma pendência. entrei em contato com a receita e tive que pagar o débito com juros.” abatimentos uma alternativa para reduzir a voracidade do leão é ficar de olho nos abatimentos possíveis, como os gastos com educação, saúde, doações, pagamentos de pensão. o investimento em previdência privada também permite reduzir o pagamento de imposto. foi o que fez o professor fausto contracheques.

Contribuição Sindical e sua importância


08/02/2019
A visão que o SINCOR, o Sindicato das Empresas Corretoras de Seguros e dos Profissionais Corretores de Seguros busca consagrar é a do vínculo das empresas corretoras e dos profissionais corretores com seu sistema de representação, o qual fortalece a valorização do setor.

"Com Corretor de Seguros, é muito mais seguro!"

A força desta representação vem da participação ativa das empresas corretoras e dos profissionais corretores que, por sua vez, usufruem dos serviços oferecidos pelo sindicato e da intermediação pela entidade sindical dos seus interesses às autoridades, a fim de tornar mais efetiva e expressiva a categoria.

A sustentação econômica para manter a estrutura funcional da entidade depende das contribuições de seus representados. Desse modo, a Contribuição Sindical é uma das principais fontes de custeio do sindicato, que trabalha transformando os recursos obtidos com a contribuição em serviços e benefícios, gerando resultados importantes para toda categoria.

Ao realizar o pagamento da Contribuição Sindical, você estará contribuindo com a manutenção do teu sindicato e o fortalecimento de sua representatividade junto às esferas governamentais, nas negociações coletivas de trabalho, em defesa de um ambiente de negócios favoráveis às empresas corretoras e aos profissionais corretores, principalmente nas áreas tributária, trabalhista, ações judiciais, negociações coletivas, manutenção de comissões de trabalho e de assessorias técnicas, palestras, cursos, eventos e, ainda, ações políticas que levam a conquistas importantes para o setor.

Queres um belo exemplo da forte atuação da Fenacor e dos Sincors em defesa dos interesses dos corretores? A redução da carga tributária das empresas corretoras de mais de 20% do faturamento para a partir de 6% do faturamento! Sim, foram muitos anos de trabalho e dedicação para colocar os Corretores de Seguros no SuperSimples.

Para continuarmos atuando em defesa e em prol de nossa categoria, contamos com a sua contribuição. Sim, ela é facultativa, não mais obrigatória. Por isso a importância da conscientização de cada um.
Lembre-se: Juntos, somos muito mais fortes!

Grande abraço,
Ricardo Pansera
Corretor de Seguros
Presidente do Sincor-RS
 

Praça Otávio Rocha, 65 - 1º andar
Centro Histórico - Porto Alegre/RS
CEP.: 90020-140
+55 (51) 3228.1999

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