23/05/2018

Ouro cai com dólar mais forte e amenização de tensões comerciais

 o contrato futuro de ouro encerrou o pregão desta segunda-feira (21) perto da estabilidade, mas deram prosseguimento às perdas registradas nos últimos dias, com o fortalecimento do dólar e com o arrefecimento das tensões comerciais entre estados unidos e china. na comex, divisão de metais da new york mercantile exchange (nymex), o ouro para entrega em junho fechou em queda de 0,03%, para us$ 1.290,90 por onça-troy. durante a manhã, os preços do ouro chegaram a apagar todos os ganhos registrados no ano, mas parte das perdas foram apagadas próximo ao horário de fechamento. alguns investidores usam o ouro para se proteger contra uma queda acentuada em outros mercados, enquanto o fortalecimento do dólar torna o metal mais caro para investidores que operam em outras divisas. no fim de semana, o secretário do tesouro dos eua, steven mnuchin, disse que washington estava "suspendendo a guerra comercial" com pequim, embora o principal representante comercial do governo americano, robert lighthizer, tenha assumido uma posição bastante diferente sobre se os eua seguirão com as tarifas sobre importações chinesas. as apostas de que os dois lados acabarão por chegar a um compromisso impulsionaram ainda mais o dólar, com o índice dxy no maior nível registrado neste ano, acima dos 93 pontos. recentemente, a divisa dos eua apresentou ganhos, com o impulso do crescimento voltando ao território americano e mais investidores apostando que o federal reserve (fed, o banco central americano) aumentará as taxas de juros mais três vezes neste ano, ao contrário de sua projeção anterior de três aumentos no total do ano. em março, o banco central subiu os juros em 0,25 ponto porcentual, para a faixa entre 1,50% e 1,75%. juros mais altos nos eua também são negativos para o ouro, que luta para competir com ativos mais rentáveis, como os treasuries, à medida que os custos dos empréstimos aumentam. "simplesmente achamos que o fed continuará no caminho atual, mas outros bancos centrais, onde o crescimento não está tão forte, não o acompanharão", disse o principal analista de metais preciosos do hsbc, james steel. para ele, "isso é um sinal negativo para o ouro". no entanto, steel acredita que a demanda física pelo metal aumentará após as quedas recentes nos preços dos contratos futuros.   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/05/economia/628431-ouro-cai-com-dolar-mais-forte-e-amenizacao-de-tensoes-comerciais.html)  
23/05/2018

Corretores de seguros poderão comercializar produtos do nicho que deverá ser fiscalizado pela Susep

 inicialmente proposto pelo deputado lucas vergílio (sd-go) para criminalizar as cooperativas de proteção veicular, o projeto de lei 3139/15 agora abre espaço para a legalização do seguro mútuo no brasil. a comissão especial de seguros e previdência, da câmara dos deputados, aprovou o parecer do deputado vinicius carvalho (prb-sp), relator do projeto. o projeto de lei complementar será apreciado em três comissões permanentes antes de ser enviado ao plenário para votação definitiva. o texto equipara as cooperativas às seguradoras veiculares, mas a regulamentação será específica para o nicho. itens como região de atuação e tamanho da operadora serão levados em conta. o seguro mútuo, também será fiscalizado pela superintendência de seguros privados, a susep. outras normas como apresentação de contratos claros, com descrição detalhada dos planos e serviços oferecidos, especificação de áreas geográficas de atuação e cobertura, além de comprovação de viabilidade econômico-financeira serão exigidas das cooperativas, que terão 180 dias, após tramitação e sanção presidencial, para adaptar suas operações às novas regras. são mais de 5 milhões de motoristas que confiam em mais de 2 mil associações, segundo dados da federação nacional de associações de benefícios (fenaben). as medidas aprovadas por unanimidade pelos deputados da comissão especial ainda impedem que as cooperativas possam atuar em outros segmentos além do ramo automotivo. as empresas serão enquadradas no sistema financeiro nacional e também devem pagar impostos, assim como as companhias de seguros, e também poderão contratar resseguros a fim de garantir a prestação de serviços. o relatório prevê a atuação de corretores de seguros na comercialização de planos de seguro mútuo. esses profissionais não poderão ser acionistas ou sócios de instituições que atuem no sistema nacional de seguros e previdência (snsp). confira a íntegra da proposta original. confira a íntegra do parecer do relator vinicius carvalho (prb-sp). fonte: dci
23/05/2018

Maio Amarelo: como o Japão reduziu 80% das mortes no trânsito

 talvez você não saiba, mas o japão já teve uma taxa de mortalidade no trânsito parecida com a do brasil. em 1970, morreram 16.765 pessoas nas estradas japonesas. em relação à população, na época de 103,72 milhões, isso dava 16,2 mortos para cada 100.000 habitantes. em 2016, morreram no trânsito brasileiro 35.708 pessoas, segundo o data sus. como nossa população há dois anos era de pouco mais de 206 milhões, isso daria uma taxa de 17,3 mortos por 100.000 habitantes. hoje o japão tem um cenário totalmente diferente: com 126 milhões de habitantes, morrem no trânsito cerca de 4.000 pessoas por ano, ou seja, 3,2 pessoas por 100.000 habitantes. afinal, como o país conseguiu reduzir tanto sua taxa de mortalidade no trânsito? segundo estudo da international association of traffic and safety sciences (iatss), isso se deve ao intenso esforço do governo japonês em três frentes. primeiro, tiraram motoristas bêbados e mal preparados das estradas. segundo, reforçaram sinalizações e elementos de facilitação de tráfego, como passarelas de pedestres. por último, fizeram com que essas sinalizações fossem respeitadas. assim, o currículo das autoescolas foi padronizado e criaram um cursinho que todo motorista deveria fazer a cada três anos para renovar a habilitação – semelhante ao que previa a resolução 726/18 do contran no brasil, publicada em março e logo depois revogada. bons motoristas, que não estiveram envolvidos em acidentes nem receberam multas, ganharam um período mais longo para renovação: cinco anos. mais passarelas no campo das sinalizações e elementos de aumento de segurança no trânsito, houve um salto em quantidade. as placas pularam de 15.000 em 1970 para 95.000 em 1980. as passarelas para pedestres, de 1.000 em 1967 para 9.000 em 1980. nos seis primeiros meses de instalação das passarelas, a redução no número de acidentes com pedestres foi de 85%. também houve melhoria no ambiente de tráfego, com grande ampliação de vias expressas em vez de estradas de mão dupla. em 1983, um estudo mostrou que essas vias expressas eram 14 vezes mais seguras que as estradas comuns. outro grupo de medidas envolveu reforços nos parâmetros de segurança dos veículos. desde 1973, os automóveis japoneses devem atender a critérios ativos e passivos de segurança, assim como medidas de prevenção a incêndios. isso para modelos novos, mas os usados também são obrigados a passar por inspeções veiculares técnicas. como aquela instituída pelo código de trânsito brasileiro em 1997 e regulamentada apenas com a já suspensa resolução 716/17, editada só depois de 20 anos. no japão, a primeira inspeção ocorre três anos após o primeiro emplacamento e as demais são feitas a cada dois anos. o estudo da iatss também aponta para reforços na fiscalização e o aumento de hospitais de emergência e de campanhas educativas, mas não teve como mensurar o efeito dessas medidas na diminuição de acidentes, ainda que isso pareça evidente diante da redução de fatalidades. as seis medidas outro levantamento sobre medidas de redução de acidentes foi elaborado pela pwc (pricewaterhousecoopers). com o nome a guide for policy makers: on reducing road fatalities (um guia para legisladores sobre redução de mortes no trânsito), o estudo relata quase os mesmos fatores que a iatss aponta. são, no total, seis elementos: comportamento seguro dos motoristas; programas governamentais de redução de acidentes; veículos e estradas mais seguros; proteção a pedestres e a outros usuários vulneráveis; programas de treinamento e educação; dados confiáveis. este último critério requer uma coleta adequada desses dados. se as informações forem corretas, é possível criar políticas eficientes de redução de acidentes, que atacarão questões de engenharia (tanto dos automóveis quanto das vias), de educação e treinamento e, por fim, de reforço no cumprimento das leis. é isso, segundo a consultoria, que leva a um trânsito mais seguro, seja em que país for aplicado. os caminhos para o brasil se equiparar ao japão, pelo menos em termos de trânsito, são claros. resta apenas serem seguidos adequadamente. fonte: quatro rodas via sindseg sc
21/05/2018

Maioria das Bolsas da Europa fecha em alta, mas política pesa em Milão e Madri

 as bolsas europeias fecharam predominantemente em alta nesta segunda-feira, com o alívio conferido ao comércio global pelo avanço nas negociações entre os estados unidos e a china, mas o noticiário político manteve no campo negativo os mercados na itália e na espanha. o índice pan-europeu stoxx 600 teve ganho de 0,30%, aos 395,87 pontos. mais cedo, o secretário do tesouro americano, steven mnuchin, anunciou que washington e pequim chegaram a um consenso pela suspensão das tarifas de us$ 150 bilhões em produtos do país asiático, apesar de manter a ressalva de que o governo dos eua pode reaplicá-las a qualquer momento. o próprio presidente donald trump se manifestou a respeito, comentando em sua conta no twitter que, "sob um potencial acordo" comercial, a china compraria tantos produtos agrícolas dos eua quanto os fazendeiros do país conseguissem produzir. os acenos foram a chave para, na bolsa de londres, o ftse encerrar em alta consistente de 1,03%, aos 7.859,17 pontos, ajudada também pela depreciação da libra esterlina ante o dólar, que favorece empresas exportadoras. as ações da produtora de óleo e gás frontera resources saltaram 2,25% e as da mineradora glencore, 1,93%. em paris, o cac 40 subiu 0,41%, para os 5.637,51 pontos. o destaque absoluto foi a disparada de 11,09% das ações da siderúrgica vallourec. as da fabricante de aeronaves airbus também tiraram proveito do noticiário comercial sino-americano, com salto de 3,05%. na itália, os novos desdobramentos da formação de governo pelos partidos movimento 5 estrelas (m5s) e a liga pressionaram o mercado acionário, com o ftse mib fechando em baixa de 1,52%, aos 23.092,38 pontos. no domingo, as legendas anunciaram que haviam chegado a um acordo em torno dos nomes para compor o gabinete de ministros, enquanto o presidente do país, sergio mattarella, incluiu em sua agenda nesta segunda-feira encontros com os líderes das duas siglas para ouvir sua indicação para o cargo de primeiro-ministro. as ações do intesa sanpaolo despencaram 7,33%, as da telecom italia perderam 1,27% e as da eni escorregaram 3,19%. já a bolsa de madri caiu 0,45%, para os 10.066,50 pontos, em meio à turbulência política entre o governo central e as lideranças da catalunha. apesar de a assembleia regional ter eleito como líder o separatista joaquim torra, o primeiro-ministro mariano rajoy manteve a intervenção sobre a região, que já dura quase sete meses. os papéis do santander cederam 0,71%, os do bankia recuaram 0,50% e os da arcelormittal perderam 2,09%. o psi 20, da bolsa de lisboa, fechou em alta de 0,60%, aos 5.749,83 pontos. na alemanha, um feriado nacional manteve os mercados financeiros fechados.   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/05/economia/628414-maioria-das-bolsas-da-europa-fecha-em-alta-mas-politica-pesa-em-milao-e-madri.html)  
21/05/2018

Susep intima mais três associações de proteção veicular

 a susep publicou no diário oficial da união, nesta sexta-feira (18 de maio) mais três editais intimando associações que comercializam a chamada “proteção veicular”. o primeiro deles intima o clube de benefícios aprove e seu presidente, jonathan silveira da cruz, a conhecer sua decisão de aplicar a penalidade de multa no valor final de r$ 1.594.924,00. nos termos da legislação em vigor, a associação e seu presidente foram notificados do seu direito de interpor recurso ao conselho de recursos do sistema nacional de seguros privados, de previdência privada aberta e de capitalização – crsnsp, no período de 60 dias contados a partir da data de publicação. caso haja renúncia do direito de interpor o recurso, o clube de benefícios poderá, no mesmo período, pagar o valor de r$ 1.196.193,00, já deduzido o desconto de 25% da multa aplicada. a guia de recolhimento da união – gru para o referido pagamento deverá ser retirada na sede da susep (av. presidente vargas 730 – centro – rio de janeiro-rj). decorrido esse período de 60 dias, sem que tenha sido providenciado o respectivo pagamento e nem interposto recurso, serão os autos do processo enviados à procuradoria federal para inscrição na dívida ativa da união. caso não haja o pagamento, o referido débito será inscrito no cadastro informativo dos créditos não quitados de órgãos e entidades federais – cadin, após 105 dias contados da data de publicação. já os dirigentes da asspac – assoc paulista de apoio ao caminhoneiro, foram intimados a comparecer à sede da susep para retirada de guia de recolhimento da união – gru com o objetivo de providenciar o pagamento integral da multa por penalidade. decorrido o prazo de 60 dias, sem que tenha sido providenciado o respectivo pagamento, serão os autos do processo enviados para inscrição na dívida ativa da união. o mesmo ocorre em relação à líder clube beneficente, também intimada nesta sexta-feira. em ambos os casos, caso não haja o pagamento, o referido débito será inscrito no cadin no prazo de 105 dias contados da publicação fonte:/cqcs/diario oficial/susep
18/05/2018

Seguro prestamista cresce 21% no primeiro trimestre

  ramos residencial e empresarial também registraram alta o crescimento das vendas a prazo impulsionou os números do seguro prestamista. o nicho garante o pagamento de prestações no caso de morte, invalidez e desemprego. os prêmios emitidos tiveram alta de 5%, enquanto que o ramo avançou 21% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2017. o presidente da confederação nacional de seguros (cnseg), marcio coriolano, associa os números a expansão do crédito para compras diversas, como para automóveis, televisores e geladeira, por exemplo. o ramo residencial também cresceu no trimestre. segundo os números divulgados pela superintendência de seguros privados a carteira cresceu 10%. já o ramo empresarial registrou alta de 5,2%. fonte: jrs por william anthony
18/05/2018

ANSP e AIDA discutem relação entre seguros e educação financeira

 na última terça feira (15), ansp e aida, em parceria, discutiram o seguro como elemento da educação financeira e seu impacto na sociedade. a iniciativa fez parte da 5ª semana nacional de educação financeira, organizado anualmente pelo conef (comitê nacional de educação financeira). nomes das duas instituições estiveram presentes, dentre eles, os presidentes da ansp e da aida, joão marcelo dos santos e inaldo bezerra, respectivamente. inaldo bezerra comentou que "a aida conta com a parceria da ansp para desenvolver a educação no mercado de seguros com o objetivo de fortalecer o entendimento e a utilização dos produtos de seguro para a sociedade", conclui. joão marcelo, enfatizou que "a promoção da discussão de qualquer tema referente à educação, e especialmente à educação financeira, é parte central da razão de existir da ansp, bem com a parceria com entidades como a aida". o debate expôs temas como novas tecnologias, mediação e conciliação como medidas de educação e economia social, gamificação e lições de economia e a relação entre educação de seguros e financeira. para márcia cicarelli, uma das expositoras e diretora de cátedras da ansp, esse evento "é fundamental para que a gente consiga ter no mercado de seguros essa conscientização de que o seguro se insere dentro de algo maior". vivien lys, presidente do grupo nacional de trabalho de solução de conflitos da aida, complementou afirmando que "o conhecimento, por todos, de seus direitos e obrigações, tende, inclusive, a reduzir a litigiosidade no mercado de seguros". o evento foi organizado por ana rita petraroli, coordenadora da cátedra de seguros inclusivos da ansp, e vivien lys, presidente do grupo nacional de trabalho solução de conflitos da aida. fonte: portal nacional de seguros por oficina do texto
18/05/2018

O futuro do dinheiro na banca e nos seguros

 afinal qual o futuro do dinheiro? e qual o impacto da digitalização nos bancos, seguradoras e nos consumidores de serviços financeiros? a resposta será dada na money conference durante a manhã desta sexta-feira. a conferência, uma iniciativa do dinheiro vivo e da tsf com o a apoio da ey, iberinform e sage, conta com a presença de supervisores, banqueiros e líderes de seguradoras no lapa palace hotel.   ceo da sibs: “não tenho dúvida que o dinheiro vai acabar” madalena cascais tomé, presidente executiva da sibs, não duvida que o dinheiro físico vai acabar. “o dinheiro físico vai acabar. a questão é quando”, afirmou na money conference, esta sexta-feira. a líder da sibs adiantou que acredita que a “tecnologia vai cada vez mais ser invisível” para os consumidores e não vê que aconteça uma disrupção, já que a digitalização dos serviços financeiros tem sido uma tendência que “vem detrás”. a sibs é a operadora da rede de multibanco e tem serviços como o mb way, que permite pagamentos imediatos através do telemóvel ou tablet.   governo disponível para discutir soluções para a poupança o setor dos seguros pediu na money conference mais benefícios fiscais para investimento para a reforma, como os ppr. e do lado do governo a resposta é de que existe disponibilidade para discutir medidas que permitam incentivar a poupança. “estamos disponíveis para discutir soluções que permitam aumentar a poupança”, disse o secretário de estado adjunto e das finanças, ricardo mourinho félix. apesar da abertura para debater medidas para incentivar a poupança, o governante defendeu que a política de reposição de rendimentos que tem vindo a ser seguida é um contributo para aumentar a poupança. governo vai criar novas regras para a venda de seguros depois das maiores exigências para a venda de produtos bancários e financeiros, o governo vai também avançar para novas regras no setor dos seguros. “o governo apresentará em breve uma proposta sobre o regime de distribuição de seguros para adaptar as novas regras direcionadas ao setor bancário e de instrumentos financeiros”, disse o secretário de estado adjunto e das finanças, ricardo mourinho félix, na money conference. o objetivo, disse o governante, é assegurar um maior grau de proteção aos segurados.   governo vai criar novas regras para a venda de seguros depois das maiores exigências para a venda de produtos bancários e financeiros, o governo vai também avançar para novas regras no setor dos seguros. “o governo apresentará em breve uma proposta sobre o regime de distribuição de seguros para adaptar as novas regras direcionadas ao setor bancário e de instrumentos financeiros”, disse o secretário de estado adjunto e das finanças, ricardo mourinho félix, na money conference. o objetivo, disse o governante, é assegurar um maior grau de proteção aos segurados.   seguradoras foram mais lentas que a banca na digitalização josé galamba de oliveira, presidente da associação portuguesa de seguradores, aponta o caminho do setor segurador. “vejo de uma forma global o setor a investir muito na digitalização”, disse. o representante do setor acredita que o foco “vai ser na digitalização de processos”. e reconhece que “a banca fez isso mais rápido que o setor”. mas que as seguradoras estão agora apostada em “ir atrás dessa alavanca”.   magalhães correia: seguradoras podem vir a ocupar o papel central que a banca ocupou o setor segurador pode vir a ocupar na vida das pessoas o papel central que a banca ocupou no século passado, disse jorge magalhães correia, presidente da fidelidade. “vejo um ponto diferenciador entre nós e a banca. a indústria seguradora pode vir a ocupar o papel central que a banca ocupou no século passado”, afirmou na money conference, esta sexta-feira. “vamos ter uma população com necessidades de poupança, necessidades de saúde e necessidades mais complexas”, adiantou. frisou que aquilo que a digitalização do setor e a nova concorrência que vai surgir vai ser compensada com o alargamento do território e campo de jogo do setor segurador. “não vejo a tecnologia como uma ameaça”, afirmou. já em relação às grandes tecnológicas, como facebook, google e amazon, apelou à atuação dos reguladores.   “seguros não têm npe mas têm outros desafios” josé gomes, ceo da ageas seguros, refere que apesar do setor segurador não ter, como a banca, ativos problemáticos (npe) também enfrenta desafios. o responsável diz que o ambiente do setor é complexo e que “tem havido uma estagnação” no mercado dos seguros. o responsável observa que existe uma “baixa penetração dos seguros nos particulares e empresas”. e que o desafio é como colocar “as redes de distribuição a sensibilizar” para a importância de se estar segurado. esse modelo de distribuição assente em mediadores é um dos desafios na implementação da agenda digital no setor. joaquim branco, vice-presidente da real vida seguros, diz que isso é “algo que vai complexificar”.   “setor segurador é ainda mais atrativo para trabalhar” jan de pooter, ceo da tranquilidade, respondeu a miguel maya. o administrador do bcp tinha dito que esta era uma boa fase para se trabalhar na banca. mas o responsável da seguradora diz que o “setor segurador é ainda mais atrativo para trabalhar”. o ceo da tranquilidade diz que na indústria seguradora haverá “funções no futuro que não conhecemos atualmente, como design thinkers e data scientists”. o desafio para as seguradoras é “criar um bom equilíbrio entre essas pessoas novas” e as que já estão no setor.   “a indústria seguradora foi lenta a adaptar-se. mas há muitas oportunidades” peter manchester, responsável pela área de seguros da consultora ey, considera que “a indústria seguradora foi lenta a adaptar-se à mudança” e que “a disrupção vai continuar nos próximos dez anos”. mas apesar dessas alterações colocarem ameaças no futuro, “há muitas oportunidades”. o especialista da ey refere que o mercado para a indústria seguradora vai aumentar. mas, apesar das oportunidades, há questões essenciais a que as seguradoras devem responder. muito do futuro do setor vai depender da resposta a perguntas como se se deve continuar a otimizar o modelo de negócio ou se será necessário uma reinvenção e como se conseguirá investir para acompanhar a disrupção ao mesmo tempo que se tem de maximizar a rentabilidade.   perfil das administrações dos bancos tem de mudar as equipas de gestão dos bancos deverão ter características bem diferentes que as do passado, defendem os banqueiros que estiveram presentes na money conference. miguel maya, administrador do bcp, defende que “as administrações dos bancos terão muito pouco a ver com o que eram no passado”. o responsável do banco salienta o papel mais interventivo que os administradores não-executivos. têm funções “extremamente exigentes para ajudar a perceber melhor o que são os modelos de negócio no futuro”, diz miguel maya. também josé joão guilherme, administrador da caixa geral de depósitos, salienta a importância dos administradores não executivos. considera que no passado tiveram um “papel que era folclórico”. mas defende que agora têm grande influência. “os executivos são em permanência desafiados e diferentes da unanimidade que se conhecia na banca, em que um ou dois administradores tinham grande influência”, detalha. apesar dessas mudanças que têm existido, luís pereira coutinho, presidente do banco ctt, defende que as “administrações não estão adequadas ao futuro”. o caminho, aponta, é estar “mais perto dos clientes”. também antónio ramalho, presidente do novo banco, salienta que é preciso um “equilíbrio nos modelos de governação” com elementos que “não pertencem à redoma da banca”. além disso, o líder do novo banco aponta outros fatores que “ainda não estão bem presentes” nas administrações das instituições financeiras, como a limitação de mandatos.   miguel maya diz que ainda faltam dois fatores para ser ceo do bcp miguel maya, que foi o escolhido pelos maiores acionistas do bcp para suceder a nuno amado na liderança do banco, diz que “não é verdade ainda que vou chegar a ceo do bcp”. o administrador do banco refere que faltam dois fatores para se poder afirmar que será o futuro presidente executivo do banco.”falta uma assembleia-geral e carece de autorização dos reguladores”, disse.   o que os banqueiros pensam sobre as criptomoedas o governador do banco de portugal, carlos costa, defendeu que as criptomoedas não são dinheiro. e o que pensam os presidentes dos bancos sobre as moedas digitais? miguel maya, administrador do bcp, disse que “não podemos recomendar uma coisa que nós próprios não compreendemos”. já antónio ramalho considera que as “criptomoedas têm dois defeitos”. o presidente do novo banco diz que as moedas digitais “não têm reserva de valor” e têm “excesso de fragmentação”. explica que os sistemas de pagamentos só são bem-sucedidos quando conseguem operar em cooperação e não competir uns com os outros. já luís pereira coutinho, presidente do banco ctt, defende que “há futuro para o blockchain mas as criptomoedas não conhecemos suficientemente”.   miguel maya: “entrar para a banca voltou a ser, nesta fase, um enorme desafio” miguel maya, administrador do bcp, defende que “ao contrário do que se pensa, o foco não é na tecnologia mas sim em atrair para a banca o talento que pega numa tecnologia que está acessível a toda a gente e utilizá-la” para trazer valor para o cliente. o administrador, que irá suceder a nuno amado na liderança do banco, considera que a implementação da digitalização na banca é “um desafio fascinante”. e considera que “entrar para a banca nesta fase voltou a ser um enorme desafio”. na implementação da estratégia do digital, miguel maya considera que o “risco é conseguir ter agilidade e ser-se rápidos para cada vez que percebermos as mudanças no comportamento dos clientes”. sobre a nova fase na banca, com a entrada das fintech, miguel maya diz que “vamos competir com o mundo”.   administrador da cgd: “a caixa não tem as comissões mais altas do mercado” a caixa geral de depósitos não tem as comissões bancárias mais altas do mercado, tendo uma oferta de serviços para os clientes que abrange contas com custos baixos e isenções, disse josé joão guilherme, administrador executivo do banco público. “a caixa não tem as comissões mais altas do mercado, longe disso”, afirmou o gestor na money conference, que decorre esta sexta-feira. lembrou que o banco tem contas de serviços para clientes, que agregam diversos serviços, e uma oferta económica, que inclui contas destinadas a jovens, por exemplo. filipa bernardo/ global imagens   pereira coutinho: “há incertezas sobre o comportamento dos consumidores” o presidente executivo do banco ctt, luís pereira coutinho, diz que a única certeza sobre o impacto da digitalização na banca é que “é preciso investir e ter estratégia clara”. o responsável da instituição financeira diz que há poucas certezas sobre “o comportamento dos consumidores”.   horta osório: portugueses vão pagar parte da factura do novo banco os portugueses vão ter de pagar parte dos custos com o novo banco, dado que a estatal caixa geral de depósitos participa no fundo de resolução, disse antónio horta osório, presidente executivo do lloyds. adiantou, à margem da money conference, que desde o início que constatou essa evidência. “parte da conta do novo banco vai ser paga pelos portugueses”, afirmou. o novo banco foi vendido, em outubro de 2017, à norte-americana lone star, que ficou com 75% do banco, enquanto o fundo de resolução ficou com uma posição de 25% da instituição. o novo banco registou em 2017 um prejuízo recorde de 1.395 milhões de euros tendo o fundo de resolução sido chamado a injetar 792 milhões de euros no banco.   antónio ramalho: “devemos aproveitar oportunidade no mercado para acelerar redução de npl” antónio ramalho, presidente executivo do novo banco, observa que o setor está a cumprir com as metas na redução do malparado. houve “cumprimento com as primeiras metas, que eram jugadas pelo bce como difíceis de atingir”. salientou que a redução do crédito não produtivo (npl) foi mais elevada que noutros países. o líder do novo banco sinaliza ainda que “devemos aproveitar oportunidade no mercado para acelerar a redução de npl”. e referiu que os bancos portugueses são penalizados em termos de exigências regulatórias. “quando olhamos para o capital exigível está 15% empolado, já que 0 nosso risco de avaliação de capital está fortemente afetado pelo nosso histórico.”   miguel maya: “há ainda desconfiança sobre o caminho que vai ser traçado pelo país” miguel maya, administrador do bcp que irá assumir a liderança executiva do banco, considera que “há ainda desconfiança relativamente ao caminho que vai ser traçado pelo país” e que isso acaba por ter impacto na perceção dos investidores sobre os bancos com maior quota de mercado. o banqueiro remeteu para a apresentação de horta osório, que enunciou os cuidados que o país deveria ter. o administrador do bcp disse que “as gestões dos bancos falaram com acionistas e desenharam aquilo que seria o futuro para conseguirem levantar capital”. e depois de o governador do banco de portugal, carlos costa, ter alertado que os bancos teriam de estar preparados para eventuais maiores exigências regulatórias, miguel maya diz que “não podemos estar sempre a alterar” os planos delineados com os acionistas. isto caso existam alterações das regras com base numa “agenda europeia de consolidação”. uma das alternativas apontadas por carlos costa seria reduzir de forma mais rápida o crédito malparado, algo que teria custos e pressionaria o capital, mas ajudaria a melhorar a confiança dos investidores. no entanto, miguel maya, considera que “vender tudo a desconto não cria rendibilidade”. ceo banco ctt: “os bancos sabem o que estão a fazer” na concessão de crédito os bancos portugueses não estão a correr riscos significativos na concessão de crédito e não se regista em portugal o nível de recurso ao endividamento bancário como houve no passado, disse luís pereira coutinho, presidente executivo do banco ctt. adiantou que, hoje em dia, depois da crise e perante a nova regulação, “os bancos sabem o que estão a fazer” quando concedem crédito. “não me parece que haja riscos significativos de excesso de endividamento como no passado”, adiantou na money conference, que decorre esta sexta-feira. “não me parece que venha a ser a principal preocupação para o futuro”, afirmou. frisou que, no passado, os bancos portugueses “nunca cometeram erros demasiado graves” na concessão de crédito a particulares e grandes empresas industriais. admite que houve problemas “no segmento de grandes empresas, grandes transações”, com um “desfecho com consequências muito graves para os bancos. ceo banco ctt: “os bancos sabem o que estão a fazer” na concessão de crédito os bancos portugueses não estão a correr riscos significativos na concessão de crédito e não se regista em portugal o nível de recurso ao endividamento bancário como houve no passado, disse luís pereira coutinho, presidente executivo do banco ctt. adiantou que, hoje em dia, depois da crise e perante a nova regulação, “os bancos sabem o que estão a fazer” quando concedem crédito. “não me parece que haja riscos significativos de excesso de endividamento como no passado”, adiantou na money conference, que decorre esta sexta-feira. “não me parece que venha a ser a principal preocupação para o futuro”, afirmou. frisou que, no passado, os bancos portugueses “nunca cometeram erros demasiado graves” na concessão de crédito a particulares e grandes empresas industriais. admite que houve problemas “no segmento de grandes empresas, grandes transações”, com um “desfecho com consequências muito graves para os bancos.   cgd está numa “trajetória de convergência com a média europeia” no malparado o administrador da caixa geral de depósitos, josé joão guilherme, considera que a o banco público poderá baixar o nível de malparado para valores semelhantes aos da média europeia em 2020. “há um plano estratégico subjacente ao aumento de capital e uma trajetória de convergência com a média europeia. em 2020 chegaremos lá”.   carlos costa: “os bancos têm que se reinventar porque tudo vai mudar” os bancos vão ter de se reinventar porque tudo vai mudar no setor, com o advento da digitalização dos serviços financeiros e a entrada em jogo de concorrentes da área mais tecnológica, pequenos e grandes, disse carlos costa, governador do banco de portugal. “o primeiro grande teste vai ocorrer na área de serviços de pagamento”, disse o governador na money conference esta sexta-feira. lembrou que a nova diretiva europeia de serviços de pagamentos (psd2) vai trazer para o mercado “novos concorrentes e novos modelos de pagamentos de serviços”. lembrou que os serviços de pagamentos constituem “a principal receita” dos bancos. indicou que o novo paradigma “vai limitar o crescimento global das comissões no futuro e vai implicar a sua partilha com novos prestadores de serviço”. apontou que além da concorrência de fintechs, os bancos vão enfrentar as bigtechs, como o facebook, amazon e google. “as bigtechs, não sendo do setor bancário” têm “extensas bases de dados e capacidade analítica”, o que lhes permite ajustar propostas ao perfil de cada cliente e assegurar a colocação na sua rede digital. carlos costa: “os bancos têm que se reinventar porque tudo vai mudar” os bancos vão ter de se reinventar porque tudo vai mudar no setor, com o advento da digitalização dos serviços financeiros e a entrada em jogo de concorrentes da área mais tecnológica, pequenos e grandes, disse carlos costa, governador do banco de portugal. “o primeiro grande teste vai ocorrer na área de serviços de pagamento”, disse o governador na money conference esta sexta-feira. lembrou que a nova diretiva europeia de serviços de pagamentos (psd2) vai trazer para o mercado “novos concorrentes e novos modelos de pagamentos de serviços”. lembrou que os serviços de pagamentos constituem “a principal receita” dos bancos. indicou que o novo paradigma “vai limitar o crescimento global das comissões no futuro e vai implicar a sua partilha com novos prestadores de serviço”. apontou que além da concorrência de fintechs, os bancos vão enfrentar as bigtechs, como o facebook, amazon e google. “as bigtechs, não sendo do setor bancário” têm “extensas bases de dados e capacidade analítica”, o que lhes permite ajustar propostas ao perfil de cada cliente e assegurar a colocação na sua rede digital.   o dilema dos bancos e dos seus acionistas, segundo o supervisor carlos costa adverte que os bancos e os seus acionistas enfrentam um dilema e que “compete à gestão dos bancos em diálogos com os seus acionistas tomar decisões estratégicas” para o resolver. o governador do banco de portugal salienta que ou os bancos reduzem de forma mais rápida os ativos não produtivos, de forma a beneficiar de uma menor desconfiança dos investidores, ou adotam planos graduais. a primeira opção obrigaria a assumir “custos no presente”, o que pode colocar pressões no capital. mas teria como vantagem conquistar a confiança dos consumidores, melhorar a rentabilidade e aumentar o valor de mercado. a alternativa seria um “modelo de redução gradual”, diz carlos costa. o governador sublinha que “neste caso enfrentarão menos pressão sobre o capital, mas também uma maior desconfiança e menor taxa de rentabilidade e valorização no mercado”. o supervisor pediu aos bancos que fossem “proativos” para escapar a um efeito que chama de “tenaz” e que pode trazer problemas para o setor, o de ter ativos não produtivos acima da média europeia e rendibilidade abaixo dos pares. esse “efeito tenaz não pode acontecer e só não acontecerá se houver proatividade da parte dos bancos”.   carlos costa: se há falhas de regulação é uma questão legislativa e política um supervisor não é um regulador e quando se apontam falhas na regulação é uma questão “de produção legislativa e sede política”, disse carlos costa, governador do banco de portugal na money conference, que se realiza esta sexta-feira em lisboa. “os supervisores não são reguladores”, disse o governador, salientando que muitas vezes há confusão nesta matéria. “um supervisor é um agente que verifica a aplicação correta dos normativos que foram definidos”, afirmou.   carlos costa: “dinheiro não vai tornar-se um produto concorrencial entre emissores” o governador do banco de portugal não exclui que além do suporte papel, o dinheiro venha a ter um suporte digital, desde que seja assegurado pelo banco central e cumprindo “todas as condições de dinheiro”. carlos costa defende que as criptomoedas não cumprem com os critérios para serem dinheiro. e rejeita que no futuro o dinheiro desapareça ou se torne “um produto concorrencial entre vários emissores”.   carlos costa: moedas virtuais não podem ser consideradas dinheiro o governador do banco de portugal, carlos costa, defendeu que “as moedas virtuais não têm curso legal e, por consequência, não podem ser consideradas como dinheiro nem como moedas”. o supervisor considera que “as criptomoedas são ativos e não são moedas” e que o seu valor “pode oscilar em função da crença que os participantes no mercado tenham no seu valor futuro”. carlos costa: moedas virtuais não podem ser consideradas dinheiro o governador do banco de portugal, carlos costa, defendeu que “as moedas virtuais não têm curso legal e, por consequência, não podem ser consideradas como dinheiro nem como moedas”. o supervisor considera que “as criptomoedas são ativos e não são moedas” e que o seu valor “pode oscilar em função da crença que os participantes no mercado tenham no seu valor futuro”.   propõe que deve haver uma estratégia para “voltar a atrair os portugueses que saíram devido à crise”, deve manter-se a política de atrair imigração – não portugueses – com uma revisão do regime atual. e sugere medidas “estruturais e estratégicas” de apoio à natalidade, com benefícios fiscais e com apoios a mães e pais, para que possam ficar em casa com os filhos e manter os seus empregos. propõe que deve haver uma estratégia para “voltar a atrair os portugueses que saíram devido à crise”, deve manter-se a política de atrair imigração – não portugueses – com uma revisão do regime atual. e sugere medidas “estruturais e estratégicas” de apoio à natalidade, com benefícios fiscais e com apoios a mães e pais, para que possam ficar em casa com os filhos e manter os seus empregos.   horta osório identifica três factores com os quais portugal tem de “ter cuidado” para antónio horta osório, existem três fatores principais com os quais portugal tem de “ter cuidado”: o setor bancário, o nível elevado da dívida total do país e a demografia. no setor bancário, “houve progresso significativo em termos de desalavancagem” mas ainda há trabalho a fazer, disse o presidente executivo do lloyds. o segundo cuidado a ter é a “complacência” em relação à questão da dívida do país, dado que é expectável uma subida futura das taxas de juro. “aconselharia a não ser complacentes”, afirmou horta osório na money conference, que decorre esta sexta-feira em lisboa. “temos um período importante para reduzirmos o peso da dívida pública mas também da dívida das empresas e das famílias porque estamos muito sujeitos e fragilizados se houver uma subida das taxas de juro”, afirmou. a terceira questão que portugal tem de ter em atenção é um tema de que “quase não se fala nada”: a demografia. “vamos ter uma descida de 15% da população”, avisou, alertando para as implicações que essa tendência trará. disse que nos próximos 30 anos o rácio de dependentes em portugal “vai subir brutalmente e vai atingir mais do que um dependente para cada trabalhador”. “é uma situação dramática a prazo” que requer “medidas estratégicas do governo e dos partidos”. propõe que deve haver uma estratégia para “voltar a atrair os portugueses que saíram devido à crise”, deve manter-se a política de atrair imigração – não portugueses – com uma revisão do regime atual. e sugere medidas “estruturais e estratégicas” de apoio à natalidade, com benefícios fiscais e com apoios a mães e pais, para que possam ficar em casa com os filhos e manter os seus empregos.   horta osório: “não podemos estar satisfeitos com crescimento de 2% ao ano” apesar de salientar que portugal “progrediu bastante bem desde a grande crise” e que está “na boa direção”, antónio horta osório considera que existe “complacência” e que é necessário ter-se mais “ambição”. “não podemos estar satisfeitos com crescimento de 2% ao ano. é pouco”, considera. explica que as previsões apontam que de 2018 a 2020 “iremos crescer à volta de 2%, abaixo de espanha. irlanda vai crescer ao dobro”. horta osório adverte que “sem crescimento não pode haver repartição que aumente qualidade de vida dos portugueses”.   horta osório: “portugal teve uma melhor recuperação que outros países da periferia” o presidente do lloyds, antónio horta osório, considerou que a economia portuguesa teve uma melhor recuperação que a dos outros países da periferia. “portugal teve o melhor desempenho económico dos países da periferia nos últimos dez anos”, disse. o banqueiro observou que portugal tem atualmente um pib per capital acima do verificado há dez anos, uma situação bem diferente da grécia. “cada grego em média produz ou ganha menos 25% que há dez anos”. além da recuperação do pib per capita, horta osório salienta a descida da taxa de desemprego, indicador em que defende que a recuperação portuguesa é ainda mais notória. “portugal está abaixo da situação de frança. e está mais perto dos eua do que dos outros países da periferia”, observou. ainda assim, o presidente do lloyds sublinha dois grandes “mas” na trajetória de descida da taxa de desemprego. “o desemprego jovem continua acima de 20%”, disse. considera que esses valores são “dramáticos”. o segundo “mas” está relacionado com a menor população ativa. “o rácio de desemprego desce porque tivemos uma forte emigração”, referiu horta osório. o banqueiro salientou ainda a ajuda que o turismo deu à economia portuguesa. “portugal teve défices de conta corrente de mais de 10% do pib. as medidas necessárias, mas muito duras, permitiram corrigir” esse desequilíbrio, referiu horta osório. o banqueiro salienta que o turismo permitiu metade desta recuperação e que há cinco anos que o país tem as contas externas equilibradas.   horta osório: antónio costa soube manter a direção da trajetória da economia antónio horta osório, presidente executivo do lloyds, elogiou a atuação do governo liderado por pedro passos coelho, que “soube tomar as medidas que se impunham”, e destacou que a atuação do governo de antónio costa, por ter sabido manter “a direção da trajetória da economia nacional”. para o futuro, avisou que portugal tem de ter cuidado para “não entrar em contraciclo, dada a enorme dependência da economia mundial”   proença de carvalho: novo modelo de supervisão é um dos desafios da banca o novo modelo de supervisão financeira em portugal é um dos principais desafios que a banca portuguesa enfrenta, disse daniel proença de carvalho, presidente do global media group. acrescentou, na abertura da money conference, que as fortes exigências regulatórias europeias e as novas formas digitais de fazer negócio são outros dois desafios para os bancos em portugal. “o mundo digital ainda é um terreno pouco conhecido, cheio de oportunidades”, adiantou.   proença de carvalho: confiança na banca não deve ser objecto de combate político a confiança é um dos principais desafios da banca portuguesa e o tema não deve ser “objeto de combate político e demagógico como alguns setores pretendem”, disse daniel proença de carvalho, presidente do global media group. lembrou que a “banca em portugal perdeu mais de 17 mil milhões de euros desde a entrada da troika em 2011”. “mudança e confiança são duas palavras-chaves para o sistema financeiro”, afirmou na money conference que decorre em lisboa esta sexta-feira. proença de carvalho: confiança na banca não deve ser objecto de combate político a confiança é um dos principais desafios da banca portuguesa e o tema não deve ser “objeto de combate político e demagógico como alguns setores pretendem”, disse daniel proença de carvalho, presidente do global media group. lembrou que a “banca em portugal perdeu mais de 17 mil milhões de euros desde a entrada da troika em 2011”. “mudança e confiança são duas palavras-chaves para o sistema financeiro”, afirmou na money conference que decorre em lisboa esta sexta-feira.    
18/05/2018

Construindo a agenda de sustentabilidade na América Latina reúne lideranças do mercado

 no dia 15 de maio aconteceu, no auditório da cnseg, no rio de janeiro, o evento organizado pela susep “construindo a agenda de sustentabilidade na américa latina”. o evento é resultado da parceria entre a cnseg e a iniciativa dos princípios para sustentabilidade em seguros (psi), da organização das nações unidas (onu), e com apoio da susep o encontro reuniu especialistas e as principais lideranças, entre eles estavam marcio coriolano – presidente da cnseg, joaquim mendanha – superintendente da susep e buctch bacani – líder do programa psi da un environment que assinaram diante dos participantes a declaração do rio sobre transparência em riscos climáticos pela indústria de seguros brasileira. a susep, organizadora do evento teve presença marcante, além do superintendente, estiveram presentes carlos alberto de paula, diretor de supervisão de conduta, gustavo caldas, analista técnico da coordenação de relações internacionais e natali haanwinckel, assessora da diretoria técnica, que participou do painel 1, dentre outros servidores que prestigiaram o evento. cerca de 100 pessoas representando países do mundo inteiro participaram do evento demonstrando interesse na agenda e nas iniciativas que trabalham os princípios de sustentabilidade em seguros. especialistas e as principais lideranças do setor destacaram a importância do evento para o mercado de seguros. “os princípios para a sustentabilidade em seguros foram lançados durante a conferência das nações unidas sobre o desenvolvimento sustentável, em 2012, no rio de janeiro e agora, em 2018, acontece o primeiro evento regional dos psi para américa latina”, lembrou márcio coriolano, presidente da cnseg. presente na ocasião, butch bacani, líder do programa dos princípios para sustentabilidade em seguros da un environment, apresentou as ações que já existem em vários outros países. entre os temas abordados, os participantes discutiram como o psi está ajudando a construir a agenda global de seguro sustentável; a integração dos riscos ambientais, sociais e de governança na subscrição de seguros gerais, entre outros assuntos. fonte: cqcs/sueli santos

Contribuição Sindical e sua importância


08/02/2019
A visão que o SINCOR, o Sindicato das Empresas Corretoras de Seguros e dos Profissionais Corretores de Seguros busca consagrar é a do vínculo das empresas corretoras e dos profissionais corretores com seu sistema de representação, o qual fortalece a valorização do setor.

"Com Corretor de Seguros, é muito mais seguro!"

A força desta representação vem da participação ativa das empresas corretoras e dos profissionais corretores que, por sua vez, usufruem dos serviços oferecidos pelo sindicato e da intermediação pela entidade sindical dos seus interesses às autoridades, a fim de tornar mais efetiva e expressiva a categoria.

A sustentação econômica para manter a estrutura funcional da entidade depende das contribuições de seus representados. Desse modo, a Contribuição Sindical é uma das principais fontes de custeio do sindicato, que trabalha transformando os recursos obtidos com a contribuição em serviços e benefícios, gerando resultados importantes para toda categoria.

Ao realizar o pagamento da Contribuição Sindical, você estará contribuindo com a manutenção do teu sindicato e o fortalecimento de sua representatividade junto às esferas governamentais, nas negociações coletivas de trabalho, em defesa de um ambiente de negócios favoráveis às empresas corretoras e aos profissionais corretores, principalmente nas áreas tributária, trabalhista, ações judiciais, negociações coletivas, manutenção de comissões de trabalho e de assessorias técnicas, palestras, cursos, eventos e, ainda, ações políticas que levam a conquistas importantes para o setor.

Queres um belo exemplo da forte atuação da Fenacor e dos Sincors em defesa dos interesses dos corretores? A redução da carga tributária das empresas corretoras de mais de 20% do faturamento para a partir de 6% do faturamento! Sim, foram muitos anos de trabalho e dedicação para colocar os Corretores de Seguros no SuperSimples.

Para continuarmos atuando em defesa e em prol de nossa categoria, contamos com a sua contribuição. Sim, ela é facultativa, não mais obrigatória. Por isso a importância da conscientização de cada um.
Lembre-se: Juntos, somos muito mais fortes!

Grande abraço,
Ricardo Pansera
Corretor de Seguros
Presidente do Sincor-RS
 

Praça Otávio Rocha, 65 - 1º andar
Centro Histórico - Porto Alegre/RS
CEP.: 90020-140
+55 (51) 3228.1999

News

Receba nossas novidades

LIGUE

+55 51 3228-1999

Ouvidoria
0800 703 1989
E-mail: ouvidoria@sinapp.org.br

Atendimento ao Deficiente Auditivo e de Fala através da TSPC-CAS – Central de
Atendimento a Deficientes Auditivos ou de Fala -
0800 200 0819 E-mail: sac.especial.auditivo.fala@sinapp.org.br

Atendimento ao
Deficiente Visual
0800-703-1989