04/02/2019

Começa a contagem regressiva para declarar Imposto de Renda

 apesar de o fisco ainda não ter divulgado as regras para a declaração de imposto de renda (ir) neste ano, dá para se antecipar e evitar problemas futuros. para evitar correria e dor de cabeça na hora de prestar contas à receita federal sobre ganhos e despesas de 2018, é bom se antecipar e aproveitar o tempo livre para reunir documentos e se organizar. apesar de o fisco ainda não ter divulgado as regras para a declaração de imposto de renda (ir) neste ano, dá para se antecipar e evitar problemas futuros. túlio, que preferiu não informar o sobrenome, tem 21 anos, é servidor público e vai enfrentar o leão pela primeira vez. para isso, conta com a ajuda e a experiência do pai e do irmão. “eu só sei que preciso declarar minhas doações e meu rendimento próprio. por enquanto, ainda estou bem perdido, não sei como a declaração do ir funciona direito”, disse. de acordo com jônatas bueno, educador e terapeuta financeiro, a preocupação maior no momento deve ser reunir documentos. “é bom juntar tudo agora. e, para quem já declarou, é interessante verificar a documentação do ano passado, ver o que foi feito, para facilitar a declaração deste ano.” algumas informações não mudam. é preciso ter os números da identidade, do título de eleitor, do cpf, além de endereço, e-mail, telefone e identificação de banco, com agência e conta, para devolução, quando houver. apesar de alguns documentos necessários para o preenchimento da declaração ainda não terem sido entregues, como os comprovantes de rendimentos fornecidos por empresas ou os de recebimento de benefícios do instituto nacional de seguro social, é possível separar recibos de saúde — de médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, internações, exames —, de vendas de imóveis, de ganhos extras, como com aluguéis, e de pagamentos de escolas. se, no ano passado, a pessoa fez reforma em imóvel próprio, o educador financeiro aconselha reunir os recibos para abater no total do imposto a ser pago. “é bom guardar todos os recibos de serviços de manutenção feitos no imóvel para atualizar o valor do bem e, assim, aumentar o total pago. isso vai ajudar a reduzir o imposto a ser pago em uma futura venda”, explicou. algumas doações também podem aumentar o valor a ser restituído pela receita. por isso, é importante separar os comprovantes. é importante ainda pegar no banco o comprovante com o saldo de conta-corrente e de aplicações financeiras. a servidora pública maria regina ferreira, ao contrário de anos anteriores, já começou a separar tudo que precisa para declarar o ir. “antes, deixava tudo espalhado e para a última hora. este ano, resolvi me organizar.” segundo ela, isso tornará tudo bem mais fácil depois. “já que é um dever, que seja feito logo, e, se tiver restituição, ela vem mais cedo também”, disse. escolha outro ponto importante para a declaração é saber a hora certa de entregar a documentação ao fisco. segundo bueno, a pessoa precisa levar em conta a rapidez com que necessita do dinheiro da restituição. se precisar muito, o ideal é fazer logo nos primeiros dias. para quem tem reserva financeira, ele indica deixar mais para o fim do prazo, pois o valor a receber é atualizado com base na taxa selic (taxa básica de juros). “o dinheiro recebido acaba sendo valorizado”, explicou. com os documentos organizados ou encaminhados, o próximo passo é se preocupar com outra questão: qual tipo de declaração será mais benéfica. o modelo simplificado, segundo o contador geraldo rodrigues, é indicado para quem tem um emprego só e poucas despesas restituíveis, pois garante um abatimento de 20%. para quem tem várias despesas, é aconselhável fazer o modelo completo. a escolha sobre qual a melhor forma de declarar é uma das maiores dificuldades de marissa machado borges. ela presta serviços a duas empresas e, para evitar erros, contrata um contador para auxiliá-la. “a minha maior dificuldade é não saber se faço a declaração completa ou a simplificada. depois que entrei na segunda instituição (outra fonte de renda), fiquei com receio e não tentei mais fazer sozinha.” mas, apesar do auxílio de um profissional, marissa já teve problemas com os documentos. há oito anos, o contador esqueceu de declarar um livro autoral dela, o que teve como consequência um prejuízo no ano seguinte. “o contador da época esqueceu de declarar um material pelo qual havia recebido. só fui ficar sabendo na declaração do outro ano, quando apareceu que eu tinha uma pendência. entrei em contato com a receita e tive que pagar o débito com juros.” abatimentos uma alternativa para reduzir a voracidade do leão é ficar de olho nos abatimentos possíveis, como os gastos com educação, saúde, doações, pagamentos de pensão. o investimento em previdência privada também permite reduzir o pagamento de imposto. foi o que fez o professor fausto contracheques.
04/02/2019

Reforma da Previdência: por que 4 países da América Latina revisam modelo de capitalização, prometido por Guedes ...

 camelo, que tem vínculo empregatício em mais de uma instituição de ensino. “como o ajuste anual sempre me desfavorece, decidi aplicar em um plano de previdência privada, que me permite abater até 12% da minha receita bruta anual no ir”, conta. além dessa estratégia, fausto cadastrou as duas filhas como dependentes, pois, assim, ele teve o desconto previsto em lei. além disso, as despesas médicas e educacionais delas podem ser abatidas. da mesma forma, o professor lança as contribuições pagas à previdência social para a empregada doméstica. medidas tomadas, documentos separados, camelo espera reduzir a mordida do leão, ou até mesmo não pagar mais do que já foi descontado nos seus pelo menos quatro países da américa latina que têm sistemas de aposentadoria com regimes de capitalização - chile, colômbia, méxico e peru - têm revisado seus modelos nos últimos anos e, em alguns casos, proposto mudanças na legislação previdenciária.   décadas depois de realizarem grandes reformas que, via de regra, substituíram sistemas públicos de previdência por outro total ou parcialmente privatizados, cada um deles se deparou com pelo menos um grande problema: ou o valor dos benefícios recebidos pelos aposentados era muito baixo ou o alcance do sistema se revelou muito restrito, o que deixaria um percentual significativo da população sem aposentadoria no futuro.   ao contrário de boa parte dos vizinhos, o brasil ainda segue um modelo de repartição na previdência, que é administrada exclusivamente pelo governo e na qual as contribuições de quem está na ativa pagam os benefícios de quem está aposentado.   no regime de capitalização, cada trabalhador faz sua própria poupança em contas individuais que, de forma geral, são geridas por entidades privadas. o ministro da economia, paulo guedes, repetiu durante a campanha eleitoral sua intenção de instituir esse modelo no brasil. no início de janeiro, ele declarou que o regime de capitalização seria para "gerações futuras" de trabalhadores brasileiros, sem dar detalhes. a equipe econômica deve encaminhar uma proposta de reforma da previdência ao congresso neste mês.   no caso do chile, primeiro país do continente a adotar um regime de capitalização, em 1983, o governo propôs em outubro do ano passado mudanças pontuais na legislação para tentar elevar gradualmente o nível baixo das aposentadorias.   o peru, que fez sua reforma em 1992 e enfrenta problema parecido, tem discutido medidas semelhantes às estudadas no chile, entre elas aumentar as alíquotas de contribuição.   na colômbia, a questão é a baixa cobertura do sistema de capitalização. diante de uma participação expressiva do emprego informal no mercado de trabalho, muita gente sequer contribui para o sistema de previdência e corre o risco de ficar sem aposentadoria.   a equipe do presidente ivan duque anunciou em 2018 que enviaria ao legislativo uma proposta reforma, mas ainda não a apresentou.   no méxico, a situação é parecida. em 2018, antes da posse do presidente andrés manuel lópez obrador, que ocorreu em dezembro, o secretário da fazenda e crédito público, carlos urzúa, declarou que o governo trabalharia em uma mudança nos sistemas de aposentadoria para tentar corrigir as falhas.   a proposta de reforma viria "em três ou quatro anos".   no chile, maioria dos aposentados recebe menos de um salário mínimo.   por ter sido o primeiro país do continente a fazer a transição de um sistema público de previdência para um totalmente privatizado, o chile já tem hoje uma geração de aposentados pelas regras instituídas pela reforma - feita em 1983, durante a ditadura de augusto pinochet.   o principal problema do modelo chileno é baixo valor dos benefícios. de acordo com felipe bruno, líder de previdência da consultoria mercer no brasil, nove em cada dez aposentados no país recebe o equivalente a menos de 60% de um salário mínimo, que hoje é de cerca de us$ 450.   a principal razão para isso, segundo guillermo larráin, professor da universidade do chile, é o fato de que as contribuições feitas pelos trabalhadores - hoje de 10% do salário - não são suficientes para garantir uma renda que satisfaça as necessidades básicas dos chilenos aposentados.   apenas para efeito de comparação - já que o modelo brasileiro é essencialmente diferente do que vigora no vizinho -, a contribuição previdenciária paga pelos empregados no brasil vai de 8% a 11% da remuneração, mas as empresas recolhem para o inss o equivalente a 20% do salário do funcionário. "quando a reforma foi feita no chile, existia um otimismo irracional a respeito da capacidade de poupança do sistema", diz o economista.   além da questão da contribuição em si, as oscilações constantes da economia chilena - que, como a maioria dos países do continente, alterna ciclos de crescimento com períodos de crise - prejudicaram a rentabilidade dos fundos de pensão.   ao contrário do sistema público, no sistema de contas individuais as taxas de juros são extremamente importantes, porque determinam quanto o que foi poupado vai valer no futuro e, portanto, o nível de renda dos aposentados.   felipe bruno, da mercer, ressalta ainda o fato de que há pouca concorrência entre gestoras de fundos de pensão no país, que cobram taxas de administração muitas vezes elevadas e que muitas vezes são pouco transparentes.   a nova reforma da previdência no chile   em outubro de 2018, o presidente sebastián piñera encaminhou ao congresso uma proposta de reforma que prevê um aumento gradual da alíquota previdenciária de 10% para 14%. a diferença seria paga pelas empresas, que até então só contribuíam em casos de profissões insalubres.   "sabemos que hoje as aposentadorias são muito baixas e inferiores às expectativas de nossos idosos", disse ele durante o pronunciamento.   as medidas, que ainda precisam ser aprovadas pelo legislativo chileno, preveem também um reforço do "pilar solidário" da previdência, que paga benefícios assistenciais àqueles em situação de vulnerabilidade social. a previsão é que esse tipo de gasto, pago pelo governo, cresça de 0,8% para 1,12% do pib (produto interno bruto).   em comunicado veiculado em rede nacional, piñera ressaltou que, dos 2,8 milhões de aposentados no chile, mais da metade - 1,5 milhão - necessitam de auxílio do pilar solidário. ou seja, recebem ou a chamada pensión básica solidária de vejez (pbsv), que varia entre us$ 180 e us$ 215, ou o aporte previsional solidario de vejez (apsv), subsídio pago a quem ganha menos de us$ 470, para complementar a renda.   larráin conta que o pbsv e o apsv foram criados em uma reforma recente, de 2008, que introduziu uma série de medidas de prevenção da pobreza na terceira idade.   do total de pessoas que dependem do pilar solidário, 62% são mulheres - que em geral têm uma participação mais intermitente no mercado de trabalho, muitas vezes interrompida pela maternidade.   “mesmo tendo servido como inspiração para o resto da região, nem o chile está livre da necessidade de reformar o próprio regime de previdência”.   constantin jancsó, economista do bradesco, no relatório sistemas de previdência social na américa latina, enviado a clientes em dezembro.   no peru, que enfrenta problema bastante semelhante ao do chile, o sistema de capitalização existe em paralelo ao sistema de repartição - o trabalhador pode escolher se contribui com 13% da renda bruta para sistema nacional de pensiones (snp) ou com 10% do salário para o sistema privado de pensiones (spp).   os empregadores não precisam contribuir, a não ser que seus funcionários sejam pescadores, trabalhadores da construção e mineradores.   o país instituiu em 2017 uma comisión de protección social (cps), vinculada ao ministério da fazenda, para fazer um diagnóstico do sistema e propor mudanças e estuda instituir alguma alíquota de contribuição para as empresas na tentativa de elevar o valor médio dos benefícios pagos aos aposentados.   no méxico e na colômbia, 7 em cada 10 trabalhadores corre o risco de ficar sem aposentadoria.   o sistema de aposentadorias mexicano está entre os piores no ranking feito pela consultoria mercer. entre 34 países, ocupa a 32ª posição - atrás apenas de índia e argentina.   a avaliação leva em consideração três parâmetros: adequação (o quanto os benefícios conseguem garantir um nível de renda satisfatório aos idosos), sustentabilidade (se os gastos do governo com os respectivos sistemas cabem no orçamento público) e integridade (se os sistemas têm governança, capilaridade).   o brasil está no 21º lugar do ranking de 2018, com boa pontuação no quesito adequação e uma das piores notas em sustentabilidade.   o principal problema do méxico, para o pesquisador do instituto de investigaciones económicas da universidade nacional autónoma de méxico (iiec-unam) gabriel badillo, é a baixa taxa de cobertura do sistema previdenciário, que é de pouco mais de 30%.   grosso modo, isso significa que, a cada dez mexicanos ocupados, cerca de três apenas recolhem contribuição mensal para a previdência.   para badillo, o fato de que o mercado de trabalho no méxico é marcado pela informalidade - cerca de 60% daqueles empregados não têm carteira assinada - não teria sido levado em consideração na reforma feita em 1997, que instituiu o regime de capitalização.   para aqueles que não recolhem a contribuição mensal e que correm o risco de ficar sem aposentadoria no futuro, a alternativa seriam os benefícios assistencialistas e as chamadas aposentadorias não contributivas, criadas pelo governo na tentativa de evitar situações de indigência na terceira idade.   o programa pensiones para adultos mayores (pam), por exemplo, foi criado em 2013 e paga cerca us$ 50 por mês para idosos sem aposentadoria com mais de 65 anos.   no último dia 13 de janeiro, o presidente andrés manuel lopez obrador, recém-empossado, lançou o programa de pensión para el bienestar de las personas adultas mayores com o intuito de aumentar o valor dos benefícios pagos aos idosos.   aumentar o percentual de contribuintes também é desejável do ponto de vista das finanças do governo, para reduzir as pressões fiscais que acabam avançando pelo lado da rede de proteção social, acrescenta jancsó, do bradesco, no relatório sobre os sistemas de previdência da américa latina.   sem um nível elevado de participação dos trabalhadores, os governos correm o risco de gastar cada vez mais com benefícios não contributivos para idosos e com aposentadorias mínimas.   o sistema de repartição gerido pelo instituto mexicano de seguridade social (imss) ainda convive com o sistema de capitalização individual, cuja adesão é obrigatória apenas para aqueles que entraram no mercado de trabalho depois de 1997.   na colômbia, que instituiu o sistema de capitalização em 1993, o regime também é híbrido, com a diferença de que o segurado pode converter seu plano de seguridade social em plano de contribuição individual - e vice-versa - a cada cinco anos, até 10 anos antes da aposentadoria.   para hervé boulhol, economista-sênior da diretoria de emprego, trabalho e assuntos sociais da ocde (organização para a cooperação e desenvolvimento econômico), essa característica é mais um desafio do modelo colombiano.   “o fato de o contribuinte poder ir e voltar cria um risco fiscal para o governo, que poderia eventualmente ter que lidar com um aumento das despesas com aposentadorias caso houvesse uma grande migração para o sistema público, por exemplo”.   a fedesarrollo, organização sem fins lucrativos dedicada à pesquisa de temas de políticas econômica e social, afirma que hoje apenas 35% dos trabalhadores recolhem algum tipo de contribuição previdenciária e que, sem reformas, em 2050 apenas 17% dos colombianos com mais de 60 anos receberiam aposentadorias.   o presidente ivan duque, que assumiu o cargo em agosto do ano passado, já declarou que encaminhará ao congresso uma proposta para reformar o sistema - sem, entretanto, fixar um prazo.   além da alta taxa de informalidade e as alíquotas de contribuição baixas, outro problema comum nos sistemas de capitalização na américa latina é o fato de que a poupança feita pelos trabalhadores tem que financiar períodos cada vez maiores, devido ao aumento da expectativa de vida.   "no chile, por exemplo, uma mulher que se aposenta aos 60 anos de idade vive em média até os 91. com o que pouca tem de financiar em média 31 anos de aposentadoria. para ter uma renda mais alta, ela vai precisar poupar mais ou parar de trabalhar mais tarde", diz mariano bosch, especialista da divisão de mercado de trabalho do bid (banco interamericano de desenvolvimento) e coautor de presente e futuro das aposentadorias na américa latina e caribe.   qual a solução?   bruno, da mercer, ressalta que holanda e dinamarca, os mais bem colocados no índice global de sistemas previdenciários da consultoria, têm sistemas de aposentadoria que não são nem totalmente públicos nem totalmente privados.   eles têm um pilar de repartição simples - que paga aposentadorias modestas a todos os seus segurados, mas que tem um grande alcance na população idosa - e, sobre ele, um pilar de capitalização, que serve como uma espécie de renda complementar para aumentar a aposentadoria daqueles com maior capacidade contributiva.   a ideia geral é que, quem recebe maiores salários, poupa um pouquinho mais no braço privado do sistema para ter benefícios maiores durante a aposentadoria.   em ambos os países, o sistema de proteção social funciona como "pilar zero", com pagamento de benefícios assistenciais para evitar situações de extrema pobreza na terceira idade.   "esse pilar de solidariedade é imprescindível a qualquer sistema de aposentadoria, especialmente aos países em que o nível de informalidade é elevado", acrescenta boulhol, da ocde.   boulhol e mariano, do bid, ponderam que não há uma fórmula que sirva para todos os países e que um bom sistema de aposentadoria depende de seus parâmetros - idade de aposentadoria, alíquotas de contribuição, nível dos benefícios.   ambos afirmam, ainda, que o sistema brasileiro da maneira como está estruturado hoje tampouco é sustentável, já que tem um peso excessivamente alto nas contas do governo - maior do que o observado entre os vizinhos.   veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/bbc/2019/02/04/reforma-da-previdencia-por-que-4-paises-da-america-latina-revisam-modelo-de-capitalizacao-prometido-por-paulo-guedes.htm?cmpid=copiaecola
04/02/2019

Mercado reduz expectativa de alta do IPCA para 2019

 os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o ipca, índice oficial de inflação, em 2019. o relatório de mercado focus divulgado na manhã desta segunda-feira (4), pelo banco central, mostra que a mediana para o ipca este ano passou de alta de 4,00% para elevação de 3,94%. para o produto interno bruto (pib) em 2019, o mercado apontou alta de 2,50%, que estava em 2,53% há quatro semanas. para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do pib, em 2,50%. quatro semanas atrás, estava no mesmo nível. à espera da decisão do comitê de política monetária (copom) sobre o novo patamar da selic, nesta quarta-feira (6), os economistas alteraram suas projeções para a taxa básica no fim de 2019, passando de 7,00% para 6,50% ao ano. há um mês, estava em 7,00%. já a projeção para a selic no fim de 2020 seguiu em 8,00%, igual ao visto quatro semanas atrás. há um mês, estava em 4,01%. a projeção para o índice em 2020 seguiu em 4,00%. quatro semanas atrás, estava no mesmo nível. o relatório focus trouxe ainda a projeção para o ipca em 2021, que seguiu em 3,75%. no caso de 2022, a expectativa também permaneceu em 3,75%. há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% para ambos os casos. a projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%). para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%). no caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). no último dia 11, o instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge) informou que o ipca de 2018 fechou com taxa de 3,75%. em dezembro, o comitê de política monetária (copom) do bc havia atualizado suas projeções para a inflação. no cenário de mercado, o bc projeta ipca de 3,9% em 2019, 3,6% em 2020 e 3,7% em 2021. no focus, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do ipca no médio prazo, denominadas top 5, a mediana das projeções para 2019 foi de 3,90% para 3,83%. para 2020, a estimativa do top 5 permaneceu em 4,00%. quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,96% e 4,00%, nesta ordem. no caso de 2021, a mediana do ipca no top 5 permaneceu em 3,75%, igual ao verificado há um mês. a projeção para 2022 no top 5 seguiu em 3,50%, ante 3,78% de quatro semanas atrás. esse porcentual foi divulgado no relatório trimestral de inflação (rti) de dezembro. no relatório focus desta segunda-feira, a projeção para a produção industrial de 2019 seguiu indicando alta de 3,04%. há um mês, estava no mesmo patamar. no caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes. a pesquisa focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o pib para 2019 passou de 56,00% para 56,35%. há um mês, estava em 56,70%. para 2020, a expectativa foi de 58,16% para 58,30%, ante 58,65% de um mês atrás. o mercado financeiro projeta alta de 1,25% para o pib em 2018, conforme o sistema de expectativas de mercado do relatório focus. uma semana antes, a estimativa estava em 1,27%. o instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge) informará o resultado do pib em 2018 apenas em 28 de fevereiro. o focus mostrou mudança no cenário para a moeda norte-americana em 2019. a mediana das expectativas para o câmbio no fim do ano passou de r$ 3,75 para r$ 3,70, ante os r$ 3,80 de um mês atrás. para 2020, a projeção para o câmbio no fim do ano foi de r$ 3,78 para r$ 3,75, ante r$ 3,80 de quatro pesquisas atrás.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/02/668484-mercado-reduz-expectativa-de-alta-do-ipca-para-2019.html)  
04/02/2019

Porto Seguro lucra 34% mais e atinge R$ 1,3 bilhão em 2018

 são paulo - a porto seguro informou na manhã desta segunda-feira que teve lucro recorrente de r$ 387,0 milhões no quarto trimestre, com crescimento de 43,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. em 2018, o lucro foi de r$ 1,318 bilhão, com crescimento de 34,2%. os prêmios emitidos somaram r$ 4 bilhões no quarto trimestre, com expansão anual de 2%. os destaques foram as linhas saúde+odonto, com expansão de 11,8%, e pessoas, com alta de 2,1%. previdência teve queda de 8,2%. o seguro auto, que é o carro-chefe da companhia, teve alta de 1%. a desaceleração no crescimento dos prêmios consolidados, segundo a empresa, foi consequência de readequações de preços motivadas pela queda nas frequências de sinistros ao longo do ano. a sinistralidade, por sua vez, permaneceu relativamente estável, de acordo com a porto seguro.   já o resultado financeiro aumentou 93,3% no período, para r$ 297,5 milhões. a rentabilidade trimestral da carteira (ex previdência) foi de 2,6% (166% do cdi).   o índice combinado de seguros registrou uma melhora de 1,4 p.p. no trimestre, para 93,0%. "os esforços para capturar sinergias e benefícios dos investimentos realizados, por meio da intensificação no uso da tecnologia e de ajustes de processos, resultaram em ganhos de produtividade", diz a porto seguro.   a sinistralidade geral aumentou 0,6 p.p. em relação ao quarto trimestre de 2017, para 52,1%.   o retorno (roae) alcançou 22,5% no trimestre e 19,1% no ano.   unidade de negócios e serviços financeiros   o lucro da unidade de negócios financeiros e serviços cresceu 175,9% no quarto trimestre, na variação anual, para r$ 76,7 milhões. no ano fechado de 2018, a expansão foi de 17,5%, para r$ 158,5 milhões.   “a receita dos negócios financeiros e serviços (crescimento de 4,5% no quarto trimestre) foi impulsionada pelo crescimento das operações de cartão de crédito e financiamento, enquanto que a receita dos demais serviços foi impactada principalmente pela venda da operação dos centros médicos da portomed no segundo trimestre", diz a porto seguro.   o setor de cartões e financiamentos respondeu por 55,2% das receitas da unidade em 2018. na sequência aparecem outros (em maior parte as receitas das operações de atendimento, monitoramento, gestão de ativos), com 20,5%. depois vêm consórcio (12,2%), serviços médicos (6,8%) e telefonia móvel (5,3%).   a participação do lucro da unidade de serviços financeiros no resultado geral da seguradora ficou em 20% no quarto trimestre. fonte: valor - este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link https://www.valor.com.br/financas/6102775/porto-seguro-lucra-34-mais-e-atinge-r-13-bilhao-em-2018 ou as ferramentas oferecidas na página.
04/02/2019

Investidores embolsam ganhos e Ibovespa opera em baixa

 são paulo - o ibovespa começa a semana cedendo a uma pequena realização de lucros depois de ter tocado, na sexta-feira, um novo recorde de fechamento. com o feriado na china pelo ano novo lunar, o mercado perde elementos que em geral ajudam a direcionar os papéis, caso dos preços do minério de ferro.   às 10h35, o ibovespa operava em queda de 0,43%, aos 97.439 pontos. as "blue chips" (ações de maior liquidez) operam em leve baixa neste começo de pregão, o que pesa sobre o índice. é o caso de petrobras (-0,27% a on e -0,04% a pn), vale (-0,76%) e alguns bancos, como bradesco (-0,74% a on e -0,59% a pn) e itaú unibanco (-0,52%).   segundo ari santos, gerente da mesa de operações da h.commcor, os investidores optam por embolsar ganhos do último pregão, mas ainda adotam um tom de espera em relação aos próximos esforços do governo junto ao recém-empossado congresso para aprovar a reforma da previdência.   a pauta deve ser enviada ainda no começo de fevereiro, conforme o interesse do governo, que já se articula para negociar com líderes partidários e com bancadas de estados. "por enquanto, não houve uma surpresa com a eleição da presidência da câmara e do senado, houve um certo receio do que pudesse vir, mas o investidor permanece confiante de que o governo terá sucesso em passar a reforma", diz santos.   os investidores também esperam por alguns balanços importantes, entre eles o itaú unibanco, que publica os dados depois do fechamento de hoje. a publicação será importante sobretudo para indicar qual o ritmo da recuperação das carteiras de crédito no banco, depois que santander e bradesco apresentaram indicadores bastante positivos para os investidores. este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link https://www.valor.com.br/financas/6102845/investidores-embolsam-ganhos-e-ibovespa-opera-em-baixa ou as ferramentas oferecidas na página.
04/02/2019

Mercado reduz expectativa de alta do IPCA para 2019

 os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o ipca, índice oficial de inflação, em 2019. o relatório de mercado focus divulgado na manhã desta segunda-feira (4), pelo banco central, mostra que a mediana para o ipca este ano passou de alta de 4,00% para elevação de 3,94%. para o produto interno bruto (pib) em 2019, o mercado apontou alta de 2,50%, que estava em 2,53% há quatro semanas. para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do pib, em 2,50%. quatro semanas atrás, estava no mesmo nível. à espera da decisão do comitê de política monetária (copom) sobre o novo patamar da selic, nesta quarta-feira (6), os economistas alteraram suas projeções para a taxa básica no fim de 2019, passando de 7,00% para 6,50% ao ano. há um mês, estava em 7,00%. já a projeção para a selic no fim de 2020 seguiu em 8,00%, igual ao visto quatro semanas atrás. há um mês, estava em 4,01%. a projeção para o índice em 2020 seguiu em 4,00%. quatro semanas atrás, estava no mesmo nível. o relatório focus trouxe ainda a projeção para o ipca em 2021, que seguiu em 3,75%. no caso de 2022, a expectativa também permaneceu em 3,75%. há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% para ambos os casos. a projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%). para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%). no caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). no último dia 11, o instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge) informou que o ipca de 2018 fechou com taxa de 3,75%. em dezembro, o comitê de política monetária (copom) do bc havia atualizado suas projeções para a inflação. no cenário de mercado, o bc projeta ipca de 3,9% em 2019, 3,6% em 2020 e 3,7% em 2021. no focus, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do ipca no médio prazo, denominadas top 5, a mediana das projeções para 2019 foi de 3,90% para 3,83%. para 2020, a estimativa do top 5 permaneceu em 4,00%. quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,96% e 4,00%, nesta ordem. no caso de 2021, a mediana do ipca no top 5 permaneceu em 3,75%, igual ao verificado há um mês. a projeção para 2022 no top 5 seguiu em 3,50%, ante 3,78% de quatro semanas atrás. esse porcentual foi divulgado no relatório trimestral de inflação (rti) de dezembro. no relatório focus desta segunda-feira, a projeção para a produção industrial de 2019 seguiu indicando alta de 3,04%. há um mês, estava no mesmo patamar. no caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes. a pesquisa focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o pib para 2019 passou de 56,00% para 56,35%. há um mês, estava em 56,70%. para 2020, a expectativa foi de 58,16% para 58,30%, ante 58,65% de um mês atrás. o mercado financeiro projeta alta de 1,25% para o pib em 2018, conforme o sistema de expectativas de mercado do relatório focus. uma semana antes, a estimativa estava em 1,27%. o instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge) informará o resultado do pib em 2018 apenas em 28 de fevereiro. o focus mostrou mudança no cenário para a moeda norte-americana em 2019. a mediana das expectativas para o câmbio no fim do ano passou de r$ 3,75 para r$ 3,70, ante os r$ 3,80 de um mês atrás. para 2020, a projeção para o câmbio no fim do ano foi de r$ 3,78 para r$ 3,75, ante r$ 3,80 de quatro pesquisas atrás.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/02/668484-mercado-reduz-expectativa-de-alta-do-ipca-para-2019.html)  
04/02/2019

Bolsas da Europa fecham sem sinal único, em dia de foco em empresas

 as bolsas europeias fecharam sem sinal único, nesta segunda-feira, 4, reagindo a indicadores econômicos e, sobretudo, balanços e outras notícias corporativas. além disso, continuou a influir a expectativa sobre os desdobramentos do processo de saída do reino unido da união europeia, o brexit. o índice pan-europeu stoxx 600 fechou em alta de 0,06%, em 359,92 pontos. notícias dos estados unidos estiveram no radar. além do dado forte de geração de vagas em janeiro no país, revelado na sexta-feira, houve sinalizações de progresso no diálogo comercial entre o país e a china, que tem implicações para a economia global. diretor do conselho de assuntos econômicos da casa branca, kevin hassett afirmou hoje estar esperançoso sobre as negociações e lembrou que o presidente donald trump "deixou claro que busca um acordo antes do fim do prazo", no início de março, quando acaba a trégua bilateral. hassett comentou, contudo, que "ainda há muito trabalho a fazer". na própria europa, o índice de preços ao produtor (ppi, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 3% em dezembro, na comparação anual, segundo a eurostat. analistas previam alta de 3,1%. no setor corporativo, esteve em foco a notícia de que a montadora nissan desistiu de produzir um utilitário esportivo no reino unido, em meio às incertezas sobre o brexit. segundo david madden, da cmc markets, além das dúvidas sobre o brexit e o comércio global, a recessão na itália influencia nos mercados europeus, no quadro atual. a ação da ryanair, por sua vez, teve recuo de 2,27% em londres, após seu balanço trimestral mais recente mostrar prejuízo. na bolsa de londres, o índice ftse-100 fechou em alta de 0,20%, a 7.034,13 pontos. vast resources subiu 5,41%, mas loyds caiu 0,64%, entre os papéis mais negociados. a mineradora glencore caiu 1,45%. em frankfurt, o índice dax recuou 0,04%, a 11.176,58 pontos. entre os bancos alemães, deutsche bank caiu 0,57% e commerzbank teve queda de 1,12%, enquanto aroundtown subiu 0,84% e e.on recuou 0,64%. o índice cac-40, da bolsa de paris, caiu 0,38%, a 5.000,19 pontos. bancos importantes franceses recuaram, como crédit agricole (-2,00%), société générale (-2,78%) e bnp paribas (-1,90%). já neovacs se destacou, em alta de 16,79%. na bolsa de milão, o índice ftse-mib avançou 0,15%, a 19.605,60 pontos. telecom italia subiu 1,90%, intesa sanpaolo caiu 0,05% e unicredit cedeu 1,24%, enquanto eni avançou 0,09%. em madri, o ibex-35 fechou em queda de 0,49%, a 8.975,20 pontos. santander caiu 0,95% e banco de sabadell recuou 4,80%, enquanto abengoa b teve ganho de 5,63%. na bolsa de lisboa, o índice psi-20 teve baixa de 0,41%, a 5.093,85 pontos. banco comercial português recuou 1,29%, mas altri subiu 0,42%. (com informações da dow jones newswires)   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/02/668536-bolsas-da-europa-fecham-sem-sinal-unico-em-dia-de-foco-em-empresas.html)
04/02/2019

'Rio Grande do Sul é o maior desafio do Brasil', afirma secretária de Planejamento

 brasil. jc - vai dar tempo de fazer tudo no primeiro semestre?   leany - tem de ser no primeiro semestre, e o ideal é que esteja tudo aprovado. não é necessário, mas é melhor que esteja, pois o rrf é um plano em que o estado se compromete a controlar as despesas e melhorar as receitas. a união dá um tempo para não pagar a dívida. se aprova o plano e começa a fazer, mostramos que estamos fazendo o dever de casa.   jc - qual é o potencial de gerar receitas com os ativos do estado?   leany - houve avanços no levantamento dos ativos e hoje sabemos quantos são, mas falta gestão na área e cálculo dos valores de todos. até março, a unidade responsável pela área têm de apresentar um plano de gestão para podermos estruturar o patrimônio. uma decisão já tomada é reduzir a frota de carros para cortar despesas. a ideia é fazer a baixa de mil veículos em 60 dias, que podem ser alienados em leilão ou doados. o importante é que deixaremos de gastar. a despesa anual com 19 mil unidades - há mais de 5 mil somente da brigada militar (bm) - é de r$ 150 milhões, sendo r$ 100 milhões em combustível e r$ 50 milhões em manutenção. esperamos cortar r$ 15 milhões como as baixas. seguindo o decreto do governador, a ideia é que cada área possa reduzir, olhar horas extras e contratos. vamos continuar a buscar parcerias e permutas nos ativos, além de rever concessões de uso com baixo retorno. tudo para reduzir o déficit, ao retirar a pressão sobre o caixa.   jc - como será a atitude em relação a ex-técnicos da fee e o contrato com a fipe?   leany - temos de estruturar o departamento de economia e estatística (dee) para dar continuidade aos trabalhos que antes eram da fee - e temos técnicos excelentes, que é avaliação de política pública e elaboração de indicadores. o contrato com a fipe, que, a princípio, continua. a gente vai avaliar se há sobreposição, mas hoje não tem. a fee fazia a coleta de dados primários, e a fipe faz outro trabalho, que vai correndo em paralelo e vamos avaliando.   jc - a senhora pretende chamar de volta técnicos da fee alocados em outras áreas?   leany - onde for necessário aqui, todos são muito bem-vindos. vamos precisar de todos que quiserem trabalhar na área de avaliação e desenho de política política. já estou chamando uma pessoa que estava em outra área para atuar na unidade de estatais. pretendemos fazer convênios da mesma forma que a fee fazia, como com o ibge. mas é crucial que o dee tenha uma missão, que é fazer política pública, análise e séries históricas. as instituições não existem por causa das pessoas. sobre o dee ter outro formato no futuro, não há nada decidido. o fundamental agora é retomar as atividades.   jc - o que será o laboratório de inovação (labinova) criado na sua pasta?   leany - é um laboratório de novas práticas na gestão pública e vamos realizar hagathons (maratonas de startups) para incentivar novos projetos. esperamos fazer o primeiro em seis meses, além de identificar boas práticas em vigor. tenho certeza que há muitas no estado. tudo vai ser definido no planejamento estratégico da secretaria que termina no fim deste mês.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/01/666827-rio-grande-do-sul-e-o-maior-desafio-do-brasil--afirma-secretaria-de-planejamento.html)  
01/02/2019

Funpresp: qual a melhor decisão?

 quem pensa em deixar o serviço público antes de aposentar deve olhar a funpresp com bons olhos como expusemos no artigo inicial desta série que aborda a funpresp, diversos são os fatores que devem ser levados em consideração pelos servidores públicos federais que estão diante da opção de migrar para o regime de previdência complementar. o prazo para a tomada de decisão – dia 29 de março de 2019 – se avizinha […] como expusemos no artigo inicial desta série que aborda a funpresp, diversos são os fatores que devem ser levados em consideração pelos servidores públicos federais que estão diante da opção de migrar para o regime de previdência complementar. o prazo para a tomada de decisão – dia 29 de março de 2019 – se avizinha e, por isso, os servidores federais alcançados pela possibilidade de migração se veem obrigados a refletir sobre o tema. considerando ser impossível darmos uma resposta universal que defina a decisão mais favorável ao servidor, buscaremos particularizar situações. nesse sentido, abordaremos, no presente texto, a situação dos servidores que cogitam deixar o serviço público antes de aposentarem. embora se trate de situação que, há algumas décadas, poderia parecer bastante excepcional, a chegada ao serviço público da chamada geração y faz com que a estabilidade e as boas remunerações que o estado provê não raro sejam trocadas por ideais, aspirações pessoais e saltos ainda maiores na iniciativa privada. vale lembrar que a possibilidade de migração é restrita ao servidor federal empossado anteriormente à operacionalização da funpresp1 e que, por isso, permaneceu vinculado ao que, para fins didáticos, convencionamos chamar de “regime antigo” de previdência dos servidores públicos. no regime antigo, o servidor contribui mensalmente com a alíquota atual de 11%, que incide sobre a totalidade de sua remuneração. por isso, ao aposentar receberá seu benefício previdenciário calculado com base em sua remuneração integral, seja pelo regime da integralidade/paridade – disponível apenas àqueles empossados até 31 de dezembro de 2003 – seja pelo regime da média – acessível a todos os servidores e no qual o benefício é um produto das 80% maiores remunerações do servidor. ocorre que se o servidor deixar o serviço público antes de aposentar (e aqui estamos nos referindo ao serviço público de maneira geral, seja em esfera federal, estadual ou municipal), ao exercer atividade laboral na iniciativa privada vincular-se-á ao regime geral de previdência social – rgps, que é operado pelo instituto nacional do seguro social – inss. no inss, a contribuição previdenciária estará limitada ao teto do regime geral, que atualmente é de r$ 5.839,45. ainda que aufira rendimentos superiores a esse limite, o ex-servidor contribuirá com 11% incidente sobre esse teto e, ao completar os requisitos para a aposentadoria, receberá um benefício que, igualmente, estará limitado a r$ 5.839,45, a valores de hoje. em princípio, as contribuições feitas à época em que o segurado era servidor federal, ao regime próprio de previdência social – rpps da união, não são aproveitadas para a contagem de carências e no cálculo do benefício a ser pago pelo inss, a menos que o interessado solicite a averbação daquelas contribuições. salvo a hipótese de o ex-servidor ter alguma expectativa de retorno ao serviço público em cargo efetivo, o requerimento de averbação das contribuições feitas no rpps para que sejam aproveitadas pelo inss é a única alternativa que terá para que não perca, totalmente, as contribuições feitas enquanto servidor público. paradoxalmente, a opção pela averbação das contribuições, embora seja a melhor, é ruim. isso porque o servidor poderá ter (e, na esfera federal, quase sempre terá) contribuído, por determinado período, sobre um salário superior ao referido teto, porém, quando for averbar essas contribuições, sofrerá a limitação e não conseguirá aposentar com um benefício superior ao valor máximo fixado no âmbito do regime geral. por isso, para o servidor que pretende deixar o serviço público a migração para a funpresp apresenta-se como uma alternativa interessante, pois estanca o prejuízo a ser sofrido pelo servidor quando da decisão pela sua exoneração. essa opção não anula o prejuízo pois as contribuições já feitas até o momento da migração, incidentes sobre a totalidade da remuneração, terão o mesmo tratamento antes descrito, podendo apenas ser averbadas sofrendo a limitação do teto do inss. a partir da opção pela migração, contudo, a contribuição obrigatória ao rpps passará a incidir sobre a remuneração limitada ao teto do inss. a parcela do salário do servidor que ultrapassar esse valor poderá, a critério do interessado, ser base de contribuição para a funpresp, onde os recursos serão alocados em conta individual, que também receberá aportes da união, paritariamente ao que for pago pelo servidor. malgrado não se ter como evitar as perdas relativas ao período anterior, a partir da migração o servidor que intenciona deixar o serviço público passa a ter duas condições a ele favoráveis, a saber: (i) contribuirá para o rpps sobre seu salário limitado ao teto do inss, o que não o prejudicará quando da futura averbação das contribuições no regime geral; e (ii) poderá formar uma poupança individual, contando com a ajuda da união, da qual tomará proveito mesmo após deixar o serviço público. por fim, valem dois últimos esclarecimentos. primeiramente, como já dito, o servidor que não migrar continuará pagando 11% sobre a totalidade de sua remuneração. essa contribuição é obrigatória – não tendo o servidor a opção de abrir mão de sua aposentadoria para não pagar a contribuição – e muito se discute sua elevação, o que demandaria alteração de lei ordinária, passível, portanto, de utilização de medida provisória como via modificativa. por outro lado, se o servidor migrar, ao deixar o serviço público ele não terá acesso imediato à totalidade das contribuições que ele e a união depositaram em sua conta individual. tanto no regulamento dos planos da funpresp-exe quanto no da funpresp-jud há regras que balizam quanto o ex-servidor perderá da parcela que a união pagou em seu favor, caso deixe o serviço público precocemente. haverá, porém, sempre a opção por portar os recursos para outra entidade de previdência, ou mesmo de permanecer vinculado à funpresp, mesmo sem vínculo com o poder público, ocasião em que o interessado terá acesso à totalidade de sua poupança previdenciária, incluindo as contribuições feitas pela união.  1 estão nessa condição os servidores dos poderes executivo e legislativo que tomaram posse antes de 4 de fevereiro de 2013 e os do judiciário e ministério público empossados antes de 14 de outubro de 2013. referidas datas correspondem ao início de funcionamento dos planos de previdência complementar da funpresp-exe e funpresp-jud, respectivamente. joão marcelo carvalho – advogado e atuário. consultor do santos bevilaqua advogados e vice-presidente do instituto brasileiro de atuária.

Emater leva projetos de energia solar ao campo gaúcho


12/04/2019
Um estado essencialmente agrícola e do tamanho do Rio Grande do Sul não deixa de ter suas inúmeras dificuldades no campo, sobretudo quando os custos de produção são elevados ou quando a energia elétrica ainda não chegou a algumas localidades. Devagar, mas expressivamente, as alternativas energéticas começam a alcançar pagos distantes, melhorando a produtividade e pesando menos no bolso do produtor. A concretização é possível através de iniciativas como a da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), que leva projetos de implementação de geração de energia de fonte solar para o interior gaúcho. A empresa auxilia os agricultores no desenvolvimento dos projetos e no acesso ao crédito de bancos e programas de financiamento. Somente em 2018, foram 611 projetos, sendo 254 deles já implantados. São cerca de 50 técnicos capacitados, que fazem reuniões e dias de campo para explicar o processo aos agricultores. Mostardas, no Sul do Estado, foi o município pioneiro na implementação da geração de energia fotovoltaica. Os primeiros estudos começaram em 2008, para facilitar a captura de camarão ao longo do Parque Nacional da Lagoa do Peixe. Atualmente, a energia solar chega ao local através de luminárias de jardim abastecidas com fotocélulas. A alternativa foi mais barata do que instalar grandes placas solares e ainda eliminou por completo o abastecimento por gás. As ações da Emater na região evoluíram para outras demandas e projetos maiores, quando, em 2013, foram atendidas quatro famílias de pescadores que viviam sem energia elétrica, em razão da infraestrutura da CEEE-D, concessionária que abastece o trecho, que não chegava até as casas. Os projetos ganharam corpo quando se abriu a oportunidade de financiamento pelo Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper), relembra o agrônomo Gustavo Chaves Alves, extensionista rural da Emater. Os projetos também podem ser viabilizados pelo Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros de 2,5% ao ano para empreendimentos de infraestrutura. A energia solar passou a abastecer as residências e os freezers que armazenam os pescados. Por inviabilidade técnica, esses projetos não foram conectados à rede da concessionária, como ocorre nos casos de microgeração distribuída que cada vez ganha mais espaço no País. A energia produzida é armazenada em baterias. 'Projetos de fotovoltaicos em Mostardas. Placas alimentam casas dos pescadores que vivem na beira da praia de Mostardas. Foto Gustavo Chaves Alves/Divulgação/JC Foi só em 2015, porém, que o projeto contemplou a primeira propriedade rural conectada à rede de energia elétrica. Uma fazenda com produção de arroz, também no município de Mostardas, recebeu as placas para abastecer a irrigação da lavoura e a secagem do grão. A economia no bolso do produtor foi sentida consideravelmente: a conta de luz, que chegava a mais de R$ 1,5 mil ao mês, passou a custar a tarifa básica da CEEE-D para o sistema trifásico no meio rural (algo em torno de R$ 46,89, mas o valor varia com os impostos federais). Nesse modelo, que é de microgração distribuída ou on grid, a energia produzida pelas placas fotovoltaicas é injetada no sistema elétrico da companhia, gerando créditos ao produtor que podem ser utilizados em até cinco anos, abatendo o valor da conta de luz. O financiamento do projeto foi feito para dez anos, mas a projeção é de que o investimento retorne antes disso, em até oito anos. Desde 2018, ao menos cinco projetos foram levados para análise na região de Mostardas. Os pedidos envolvem geração de energia com autonomia para pecuaristas familiares, abastecimento de água para os animais e implementos de segurança das propriedades, como cercas elétricas. "A adesão ocorre aos poucos, mas vem crescendo. A região tinha uma deficiência muito grande de qualidade de energia, e a geração solar supre essa demanda", avalia Alves. "Os agricultores estão demandando mais energia do que é disponibilizado", observa Lino Moura, diretor técnico da Emater. Por isso, a adesão à energia fotovoltaica tem crescido bastante nas regiões de produção de fumo e aviários, como o Vale do Taquari, onde há muita demanda energética. A região de Caxias do Sul, na Serra gaúcha, também desponta pelo número de iniciativas. A estimativa é de que a energia solar cresça de 20% a 25% ao ano no Brasil como um todo. Em Teutônia, um dos projetos mais significativos atende a 138 agricultores da Cooperativa Agroindustrial São Jacó. A energia representava o segundo maior custo do orçamento da fábrica de ração para animais, mas a luz solar conseguiu reduzir em 50% os gastos com energia. O investimento foi de R$ 500 mil, financiado pelo Feaper, e a estimativa é de que se pague em dois anos. Com a economia, o custo da ração caiu em 7%, afirma o gerente regional da Emater em Lajeado, Marcelo Brandoli. Na região de Lajeado já são 39 projetos instalados. O Vale do Caí é exemplo de outros casos, onde a energia solar é utilizada para manter câmaras frias que armazenam frutas e hortaliças. "É importante reforçar que existe uma facilidade de crédito muito grande para o produtor rural, com juros baixos, que permitem o retorno dos investimentos em poucos anos", salienta Brandoli.

Fonte: Jornal do Comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/04/679017-emater-leva-projetos-de-energia-solar-ao-campo-gaucho.html)

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