05/11/2018

Combate ao mercado marginal une entidades estaduais e federais

 conforme guacir de llano bueno, empresas ludibriam o consumidor /claiton dornelles /jc. a preocupação em combater o mercado paralelo de seguros é uma das missões das entidades de classe e das seguradoras. o crescimento e fortalecimento de associações e cooperativas, cujas atividades incluem a comercialização de produtos que prometem se assemelhar às coberturas prometidas pelas seguradoras, porém com um preço bem abaixo do mercado, vem sendo combatido pelo sindicato das seguradoras do rio grande do sul (sindseg-rs) juntamente com a superintendência de seguros privados (susep). neste mês, a susep passou a divulgar através de seu site uma lista com as empresas, tanto nacionais quanto estrangeiras, que foram identificadas e multadas por não possuírem autorização da superintendência para atuar na venda desses produtos. além da proteção veicular, de maior procura pelos interessados – estima-se que dois milhões de brasileiros optem por essa modalidade – foram identificadas atividades no ramo de seguro de vida, auxílio-funeral, dentre outros. para o presidente do sindseg-rs, guacir de llano bueno, quem opta por sair do mercado tradicional pode ter uma dor de cabeça na hora de requerer a indenização, por conta da falta de capital dessas empresas para honrar compromissos, ou até mesmo com o sumiço dos administradores, deixando à deriva os sinistrados. “a susep cobra das empresas reguladas uma série de exigências impostas a partir de estudos, para controle de riscos e fraudes. o que as empresas à margem fazem é algo rudimentar”, afirma bueno. o líder da entidade gaúcha percebe que as vendas são feitas como se seguros fossem, “a fim de ludibriar os consumidores” e, por consequência, geram prejuízo de credibilidade para as empresas autorizadas, pois, segundo o presidente, quando esses clientes sofrem com prejuízos não percebem que se tratam de empresas sem a devida autorização. “na hora do sinistro, esses administradores não honram com seus compromissos, ou os fazem pela metade, e a maledicência, desconfiança, recai sobre o mercado inteiro”, explica. a entrada de mais consumidores no mercado segurador regulamentado geraria alguns efeitos positivos, na visão de bueno. o primeiro deles é a redução dos valores, uma vez que quanto maior o número de segurados contribuintes, maior será o caixa da empresa e, por conseguinte, haverá maior condição de honrar com as indenizações. o outro ponto é garantir totalmente a seguridade do cliente e apresentar um produto no qual estará certo que, se precisar, terá a cobertura integral. para isso, o sindseg-rs trabalha na divulgação das empresas não regulamentadas e as denuncia para a susep, a fim de que ela tome medidas cabíveis junto ao ministério público. fonte: jornal do comércio
05/11/2018

Seguro pode ser alavanca para infraestrutura no novo governo

 cnseg sugeriu ao novo presidente elevar o seguro garantia nas grandes obras. o estado de s. paulo destaca que o mercado de seguros, com r$ 1,2 trilhão em ativos, pode servir de alavanca para deslanchar o setor de infraestrutura no novo governo, após o impacto da crise político econômica que parou o país. a defesa é do presidente do sindicato dos corretores de seguros do estado de são paulo (sincor-sp), boris ber, em carta ao mercado e que será divulgada hoje, dia 31. por meio da confederação nacional das seguradoras (cnseg), o setor de seguros entregou 22 propostas ao candidato eleito jair bolsonaro (psl), entre as quais a de elevar o seguro garantia nas grandes obras. fonte: folha de s. paulo via sindseg sp
05/11/2018

Seguradoras pressionadas com nova abordagem das normas IFRS

 grandes seguradoras globais iniciaram os preparativos para a ifrs 17 e a ifrs 9, mas as pequenas ainda estão atrasadas. confira os detalhes. internacional – as grandes seguradoras globais iniciaram os preparativos para a ifrs 17 (que diz respeito aos contratos de seguros e que passa a vigorar em 1⁰ de janeiro de 2021) e a ifrs 9 (norma sobre instrumentos financeiros que deverá ser adotada em conjunto para a maior parte das empresas seguradoras), mas as pequenas ainda estão atrasadas, de acordo com um novo relatório “participando para vencer”, da kpmg internacional. 67% das grandes seguradoras pesquisadas estão na fase de concepção de projeto ou implementação da ifrs 17 e 64% estão em posição semelhante com relação à ifrs 9. em comparação, entre as pequenas seguradoras, somente 10% e 25% iniciaram a concepção de projeto ou a implementação da ifrs 17 e da ifrs9, respectivamente. segundo o estudo, mesmo diante do progresso de muitas seguradoras, ainda há obstáculos para tornar a ifrs 17 e a ifrs 9 operacionais: 90% delas afirmaram que esperam dificuldades para garantir um número suficiente de pessoas fazer o trabalho e metade delas está preocupada com o orçamento. “as organizações globais que estão mais adiantadas com os projetos são as que mais sentem a pressão do tempo. quanto mais fazem, mais percebem como a implementação das novas normas é desafiadora. as pequenas seguradoras, que fizeram um mínimo de preparativos, precisam se engajar urgentemente nessa tarefa. já aqui no brasil, espera-se que o ifrs 9 seja obrigatório para seguradoras que não estão ligadas a banco somente quando o ifrs17 entrar, e sobre esse último, as entidades ainda não possuem prazo regulamentar”, afirma o sócio da kpmg no brasil, lúcio anacleto. pessoal e treinamento são necessidades críticas ainda de acordo com a pesquisa, 45% das grandes seguradoras no mundo já têm equipes com 50 ou mais integrantes e metade delas já recrutou até 25 pessoas. o levantamento mostrou ainda que o treinamento é uma necessidade crítica e que até agora a maioria das seguradoras só capacitou os membros das equipes de implementação. a maioria das grandes seguradoras pesquisadas, 97%, vê a implementação nas novas normas ifrs como uma oportunidade de transformar os negócios, com foco na otimização do processo (77%), aperfeiçoamento do processo atuarial (65%) e modernização do sistema (58%). “os custos da implementação da ifrs 17 e da ifrs 9 são significativos, mas a pesquisa demonstra que as oportunidades apresentadas são ainda maiores. com as novas normas, as seguradoras passaram a ver as estratégias e processo financeiro e atuarial de novo ângulo. a transição pode ser um catalisador da inovação e do desenvolvimento dos talentos dos seus líderes emergentes”, analisa. desafios operacionais o levantamento identificou também que os novos desafios operacionais ficam claros à medida em que os preparativos avançam: somente 7% das seguradoras pesquisadas acreditam que estarão prontas a tempo para os dois anos da execução paralela; mais da metade (56%) prevê somente um ano de execução paralela antes de se firmarem. “em última instância, é um ponto crítico para as seguradoras a atenção à evolução das questões de interpretação para que os impactos sobre as demonstrações financeiras sejam bem entendidos e que haja um diálogo com os investidores sobre as mudanças que podem esperar”, acrescentou. a pesquisa o relatório “participando para vencer” (do original em inglês, in it to win it: feedback from insurers on the journey ifrs17 and 9 implementation one year in) fez uma abordagem da implementação da ifrs 17 e da ifrs 9, realizada com base em uma pesquisa com 160 executivos de seguradoras de mais de 30 países. a maior porcentagem de empresas (37%) é composta, 19% são seguradoras de ativos e responsabilidade civil, sendo 7%, resseguradoras. são consideradas grandes seguradoras as que tiveram prêmios superiores a us$ 10 bilhões e pequenas as que tiveram prêmios abaixo de us$ 1 bilhão. fonte: l.s. revista apólice
05/11/2018

Confiança das seguradoras cresceu 26% em outubro

 a confiança das seguradoras reagiu bem ao resultado eleitoral. em outubro, o ices subiu 26%, indo agora para um patamar pouco acima de 115 pontos. esse é o maior valor, desde abril desse ano. lembrando que, em maio, houve a greve dos caminhoneiros. abaixo, o gráfico dessa variável (desde janeiro de 2015), além da análise completa em anexo. http://www.fenacor.org.br/download/icssout2018.pdf francisco galiza http://www.ratingdeseguros.com.br/ http://twitter.com/ratingdeseguros fonte: portal nacional de seguros por francisco galiza
05/11/2018

Líder simplifica pedido do Seguro DPVAT com novo formulário unificado

 com o objetivo de simplificar os processos de indenização do seguro dpvat, a seguradora líder lançou, no último dia 10, um novo formulário que centraliza as principais informações de vítimas/beneficiários para todas as coberturas do seguro, o que possibilita maior agilidade na regulação e na liberação do pagamento das indenizações. o novo formulário unifica as informações de documentos anteriormente exigidos para dar entrada na indenização: a autorização de pagamento de sinistro e registro de informações cadastrais pessoa física; a declaração de ausência de laudo do iml e a declaração de únicos beneficiários. outra mudança importante no processo de solicitação do seguro foi a simplificação das exigências para os cidadãos não alfabetizados. agora, esses beneficiários não precisarão apresentar formulários, declarações e procurações por instrumento público, emitidos em cartórios, e poderão indicar uma pessoa que, a seu rogo, preencherá e assinará, juntamente com duas testemunhas, todos os documentos relativos ao pedido de indenização do seguro dpvat, incluindo o formulário unificado. nesses casos, os beneficiários não alfabetizados precisarão apenas inserir, nos documentos, a sua impressão digital. a seguradora líder informa que, além do novo formulário unificado, existem documentos específicos para cada tipo de cobertura do seguro dpvat. confira aqui. fonte: cqcs
05/11/2018

Inteligência artificial já é realidade no mercado de seguros

 nesta quarta-feira, dia 31 de outubro, aconteceu a quarta etapa da série de eventos promovida pela associação paulista dos técnicos de seguros (apts) sobre tecnologia. a palestra de hoje teve como tema a inteligência artificial no seguro. osmar bertacini, presidente da apts, fez a abertura do evento e ressaltou a parceria com a escola nacional de seguros que tem proporcionado a realização dessa série. “o mercado de seguros é dinâmico e estamos procurando oferecer palestras e seminários atuais”, afirmou. integrante da diretoria do sincor-sp, bertacini disse que a presença do corretor de seguros vai existir sempre. “seguro é um produto intangível e a presença do corretor é fundamental”, afirmou. no mercado de seguros, a inteligência artificial (ia) já é utilizada por seguradoras e corretoras de seguros para a realização de várias tarefas, como atendimento ao cliente, cotação e emissão de apólices, entre outras coisas. no atendimento ao cliente, essas ferramentas inteligentes aprendem as diversas maneiras de se comunicar com humanos, interpretando e captando emoções ou o estado de espírito dos participantes da conversa. evaldir barbosa, integrante da diretoria da apts e mentor do clube dos corretores de são paulo, fez a apresentação dos palestrantes e destacou que a tecnologia é uma ferramenta que vai facilitar o dia a dia. “temos de saber que tecnologia é aplicada a cada profissional”, afirmou. o primeiro palestrante foi roberto celestino, líder de vendas da ibm watson. ele apresentou as aplicações da inteligência artificial e lembrou que hoje vive-se em um ambiente transformacional. “as pessoas geram dados constantemente seja tirando fotos ou enviando mensagens. cada vez mais há novas fontes de dados como casa conectada, pulseiras que medem batimentos cardíacos”, exemplificou. ele disse ainda que 90% dos dados gerados hoje foram gerados nos últimos dois anos. eles são não estruturados (vídeos, fotos,) ou seja, não estão organizados em uma planilha. “são publicados 2,5 milhões de artigos científicos em inglês por ano. quantos artigos você lê por dia?”, questionou ele aos presentes. ele lembrou que os seres humanos têm limitações. “os dados gerados estão crescendo de maneira exponencial. todas as empresas e setores têm interesses em fazer uso de inteligência artificial”, revelou. em seguida, ele falou do funcionamento do watson, da ibm. “é uma plataforma de inteligência artificial com várias peças que podem ser usadas de maneira específica”, disse. ele explicou que há ferramentas para criação de agentes virtuais (“para tirar dúvidas ou acelerar a venda”) ou facilitar o processo de interação por voz, por exemplo. “são diversas peças que podem ser usadas de diversas formas”, definiu. o executivo da ibm revelou que a inteligência artificial pode ser usada em diversas áreas. ele compartilhou a experiência da própria ibm que usa inteligência artificial para help desk e no rh para esclarecimento de dúvidas dos colaboradores. celestino falou da bia, a inteligência artificial do bradesco. ele revelou que ela começou como forma interna de atender os gerentes do banco e expandiu para os clientes finais. na sulamérica, disse celestino, o uso da inteligência artificial redefiniu a experiência dos clientes de seguros e trouxe agilidade no atendimento ao corretor para tirar dúvidas. “o tempo de atendimento foi reduzido em 90%, isso traz benefícios para o processo de vendas”, disse ele. celestino finalizou sua apresentação dizendo que inteligência artificial é uma jornada e cada empresa escolhe por onde iniciar a sua. celso malachias, diretor da dna hunter, fez uma abordagem interessante sobre inteligência artificial e o emprego. segundo ele, os seres humanos costumam tomar como base as experiências para tomar decisão. “a gente vê o que a gente quer ver (consciente ou inconsciente). qualquer evento pode ser interpretado como sendo bom ou ruim”, disse ele. ele elencou as inovações tecnológicas que desempregam: foxbot (robôs da foxconn); colheita automática na agricultura; drones para monitoramento de plantações; blockchain “essas mesmas tecnologias também podem empregar. os conhecimentos são diferentes quando surge uma inovação”, destacou. ele destacou que o corretor de seguros pode aproveitar ferramentas de dados do mercado para determinar preços ou aprofundar relacionamentos. “o mundo está sempre mudando assim como as empresas e os indivíduos”, disse ele. thomas conti, professor no insper e na unicamp; e leonardo rochadel, ceo & founder da o2o bots. é preciso divulgar o seguro em sua essência com campanhas institucionais para que a sociedade perceba e entenda a importância. a mensagem dos benefícios do seguro é que devem ser transmitidas nas palestras e seminários.(bertacini) thomas victor conti, professor do insper e leonardo rochadel, da o2oboots também participaram do evento. conti diferenciou estatística e ciência de dados. “estatística sempre foi um pilar central dos seguros e tem como objetivo resumir séries de dados de forma fidedigna. enquanto ciência de dados, programa rotinas de análise e comunicação e ajuda a realizar previsões. em ciência de dados é importante gerir e limpar bases de dados (90% do trabalho)”, disse. já rochadel destacou que os robôs com inteligência artificial podem ajudar a empoderar os canais de distribuição de seguros, o corretor. ele disse que uma das razões para se usar inteligência artificial são os novos hábito s dos consumidores. “o cliente deseja respostas rápidas a qualquer hora e lugar; a noção do horário comercial é outro, o cliente não quer mais receber ligação a qualquer hora e não quer mais usar aplicativo instalado no smartphone e esse mesmo cliente todo dia interage com um aplicativo de mensagem”, elencou. rochadel vê o uso da tecnologia para ser “um assistente pessoal para cada corretor de seguros que alimenta o funil de venda e capta o usuário on-line”, disse. no mês de novembro, deve acontecer o último encontro promovido pela apts para discutir tecnologia. todos os eventos que aconteceram durante o ano lotaram o auditório da escola nacional de seguros que foi a parceira da apts para a realização dos eventos. fonte: cqcs por sueli santos
05/11/2018

Como obter redução no saldo devedor do imóvel, devo pagar as últimas parcelas?

 quero quitar uma parte do financiamento do imóvel. qual seria a melhor opção para obter uma redução maior no saldo devedor? ouvi dizer que optar pelo pagamento das últimas parcelas é melhor por que elimina um percentual de juros maior. rodrigo araújo olá rodrigo. o financiamento habitacional, por ser de longo prazo, acaba absorvendo um volume de juros muito grande, por isso que nos primeiros anos a amortização não é grande vantagem, justamente porque o valor amortizado de juros é muito pouco. se tem uma reserva e pretende usá-la para reduzir a dívida, a melhor alternativa é reduzir a quantidade de parcelas. apresente o valor que deseja amortizar, e opte por reduzir o saldo devedor encurtando o prazo do financiamento. isso vai reduzir bastante a quantidade de parcelas, justamente porque a amortização é feita retroagindo as parcelas a partir da última, por isso se torna mais interessante do que pedir para reduzir o valor da parcela. sou autônomo e por isso quero traçar um plano para minha aposentadoria. o que você recomenda, edísio? eduardo oliveira olá eduardo. a melhor forma de criar um bom plano de aposentadoria é analisar o quanto é possível reservar por mês para este projeto. feito isso, busque produtos financeiros que estejam compatíveis com o valor que terá disponível. pode ser a tradicional previdência privada ou um fundo de investimento de longo prazo, desde que o retorno oferecido seja compatível com o mercado. uma outra recomendação é que tenha um cadastro como contribuinte da previdência oficial, não para fins de renda, seus investimentos renderão mais, mas para que faça parte do sistema que oferece outros benefícios, como auxilio doença, por exemplo. quero investir r$ 200 todo mês. onde é melhor aplicar este dinheiro? isabela catarina olá isabela. existem vários produtos de investimento no mercado, e quanto maior for o prazo e o volume de recurso, mais elevado será o retorno oferecido. começando a construir seu patrimônio com aportes mensais de r$ 200,00, é possível aplicar no tesouro direto, numa previdência privada ou em fundos de investimento. observe com cuidado porque cada produto possui suas especificidades em relação a taxas de administração e retorno oferecido. é importante pesquisar em diversas instituições para encontrar o melhor produto e com uma condição justa. é natural encontrar produtos com uma rentabilidade baixa, isso acontece por causa do valor, mas não é para se desesperar. à medida em que for aumentando seu patrimônio, você vai migrando para produtos mais rentáveis. negociei uma dívida com o cartão de crédito, mas ainda assim os juros estão muito altos. como posso solicitar uma revisão e redução destes juros? anonimo olá anônimo. os juros do rotativo do cartão de crédito, são os maiores do mercado, ultrapassando a marca dos 500% ao ano, transformando qualquer pequena dívida em valores impagáveis. os juros da negociação são um pouco menores, mas ainda assim, muito elevados, tornando a condição de quitação cada vez mais difícil. após a efetivação do acordo o que resta é o pagamento das parcelas definidas no termo. contudo, há a possibilidade de pedir uma revisão do cálculo, mas terá que fazer isso por meios judiciais. o momento de tentar uma redução dos juros de forma administrativa foi no período da negociação, após isso, terá que usar a justiça para tentar fazer valer o seu pleito. fonte: jornal correio
31/10/2018

Entre os poupadores, 20% pensam na aposentadoria

  de acordo com a pesquisa da cndl/spc, 45% destinam as reservas para possíveis imprevistos apesar da preocupação com a aposentadoria avançar entre os brasileiros que têm o hábito de guardar dinheiro, ainda é baixo o percentual dos que poupam de olho no futuro. dados do indicador de reserva financeira da confederação nacional de dirigentes lojistas (cndl) e do serviço de proteção ao crédito (spc brasil) mostram que, no último mês de agosto, dois em cada 10 brasileiros que pouparam alguma quantia separaram parte da renda pensando no momento de se aposentar. embora pequeno, o número cresceu na comparação com janeiro deste ano. outros 45% destinam as reservas para possíveis imprevistos, enquanto 28% fizeram reserva para garantir um futuro melhor da família e 25% para o caso de ficarem desempregados. de acordo com o levantamento, o valor médio poupado foi de r$ 354,00. o indicador também aponta que entre as principais formas de reserva financeira, a previdência privada foi mencionada por 10% dos entrevistados, à frente de outros investimentos menos tradicionais, como tesouro direto (7%), cbd (5%), lci (3%) e bolsa de valores (2%). no entanto, a velha caderneta de poupança ainda lidera o destino das reservas com folga (59%). já 18% afirmam deixar o dinheiro em casa e outros 18% na conta corrente, enquanto 10% aplicam em fundos de investimento. quando questionados sobre o quanto conhecem as modalidades de investimentos, em primeiro lugar aparece velha caderneta de poupança, citada por 89% das pessoas ouvidas, e em segundo, os títulos de capitalização (53%). a previdência privada também surge com destaque, citada por 50,7%. para os que mantêm o dinheiro em casa, na conta corrente ou mesmo na poupança, 28% alegam desconhecer outras opções de investimentos. além desses, 23% acreditam não ter dinheiro suficiente para investir em outras modalidades e 18% preferem ter o dinheiro disponível em um lugar fácil de retirar. "com a crise fiscal dos últimos anos, a questão previdenciária ocupou lugar de destaque no debate político e econômico. os números do levantamento revelam que a preocupação com a aposentadoria começa a entrar no radar do poupador brasileiro, mas a principal motivação para a formação de reserva ainda são os imprevistos", afirma a economista-chefe do spc brasil, marcela kawauti. apenas 16% dos poupadores conseguiram guardar dinheiro em agosto; 40% tiveram de sacar parte de seus recursos. em meio a um cenário de dificuldades, o consumidor brasileiro continua sem conseguir poupar. em agosto, apenas 16% dos entrevistados fizeram algum tipo de reserva financeira. nas classes c e d, esse percentual cai para 11% e nas classes a e b sobe para 37%. as principais justificativas de quem não guardou dinheiro foram renda insuficiente (45%), imprevistos (15%), o fato de estarem sem trabalho no momento (15%) e descontrole com relação aos gastos (12%). a conjuntura econômica, com alto índice de desemprego e queda do poder de compra, segue prejudicando o orçamento familiar. de acordo com o levantamento, quatro em cada dez pessoas (40%) que possuem reserva financeira tiveram de sacar ao menos parte desses recursos em setembro. desse universo, 16% disseram destinar para uma situação inesperada e 9% para pagar dívidas. outros 9% usaram para realizar uma compra e 7% para complementar renda. na avaliação do educador financeiro do portal 'meu bolso feliz', josé vignoli, é importante criar o hábito de poupar, principalmente entre os que admitem falta de disciplina no controle dos gastos. "é claro que a crise impactou a renda da população, sobretudo as classes c e d. mas muita gente não tem o costume de guardar, mesmo aqueles com renda mais alta", comentou vignoli. jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/10/655058-entre-os-poupadores-20-pensam-na-aposentadoria.html)
31/10/2018

Controle do dinheiro permite realizar sonhos futuros

 todos nós já cometemos - e ainda iremos cometer - deslizes com o nosso dinheiro. uma compra desnecessária, um investimento mal feito, uma aposta que não deu certo. e se pudéssemos reaver toda a quantia despendida em coisas que não nos trouxeram benefícios? é para isso que o controle financeiro é fundamental para darmos luz até mesmo aos centavos desperdiçados. por isso, o seguros e previdência ouviu pessoas que se organizaram e investiram seu dinheiro para render frutos e possibilitar a realização de sonhos, agora e no futuro. entender como os mínimos gastos do cotidiano influenciavam no orçamento mensal foi uma das motivações para o advogado estevan piva começar o hábito de controlar cada centavo despendido. há mais de quatro anos, ele criou uma planilha básica para anotar diariamente tudo que gastava e percebeu como o somatório de alguns "gastos bobos" pesavam a cada mês. o resultado, segundo ele, foi criar um policiamento maior e uma espécie de desafio: reduzir mensalmente o desperdício de dinheiro e focar em objetivos maiores. em 2014, ele decidiu fazer um intercâmbio e, para isso, precisou do auxílio dos pais para complementar o investimento. assim, intensificou os registros e tratou também de promover a conversão dos valores - de real para euro - a fim de se manter dentro dos parâmetros de câmbio e ter uma real noção da situação a qual viveria. "nunca fui uma pessoa de gastos exorbitantes. pelo contrário, sempre fui bastante contido e me interessei por guardar mais do que gastar, embora não tivesse um controle preciso sobre isso", explica. tal rigidez no controle também se deu para que ele mostrasse aos pais que não estava na europa para "esbanjar" ou gastar o dinheiro que fora cedido. piva conta que, no primeiro mês, as anotações pareceram sem muito sentido, em virtude de não haver um parâmetro de comparação para saber se o gasto está maior ou menor, mas do segundo mês em diante, o comparativo ficou mais claro e foi possível identificar os desvios. atualmente, o dinheiro que sobra ele procura investir em viagens e compras, mas também dedica parte aos fundos com bons rendimentos. "ainda quero aprimorar meus métodos para fazer investimentos em renda fixa e também variável e ver o dinheiro trabalhar para mim", afirma. reforma foi incentivo para começar plano complementar rigidez nas novas regras previdenciárias permeou decisão de goelzer. a preocupação com o futuro da previdência social, assim como a conscientização desde cedo com o investimento em previdência complementar permearam a escolha do funcionário público lucas goelzer em aderir a um plano privado de aposentadoria antes dos 30 anos. formado em administração de empresas, ele adquiriu experiência ao trabalhar no setor privado na área voltada à economia antes de ingressar no serviço público, o que ajudou a criar um discernimento sobre planos futuros. ele explica que as discussões no congresso em torno de regras mais rígidas, tanto para idade quanto para tempo de contribuição, foram fundamentais para a tomada de decisão. "a previdência oficial, em geral, é limitada. alguns itens como estabelecimento de tetos e idades mínimas de aposentadoria estão em estudo na reforma. assim, é conveniente a adoção de previdência privada, em complemento à oficial", afirma. a escolha foi pela contratação de um plano via instituição bancária, atrelado aos títulos públicos federais, com rendimento maior e segurança aos beneficiários. a solidez do produto e a confiabilidade tanto no que fora contratado quanto no banco escolhido ajudaram a tomar a decisão. o funcionário público se considera uma pessoa conservadora nos seus investimentos. "não gosto de assumir grandes riscos financeiros, sendo esse o motivo por optar por aplicações em poupança e planos de previdência privada. outro motivo é a alta liquidez do primeiro, sendo possível resgatar rapidamente o valor investido, caso necessário", completa goelzer. polyana entendeu importância de assegurar o patrimônio tem, desde os 18 anos, o hábito de controlar suas finanças. incentivada pela mãe a partir do seu primeiro estágio remunerado, conseguiu juntar dinheiro suficiente para comprar um celular, artigo de luxo à época. hoje, com 34 anos, ela mantém a agenda como sua fiel escudeira no planejamento financeiro, além de usar a tecnologia dos aplicativos para ter um maior dinamismo. os valores que são economizados mensalmente ela aplica em um fundo "para uma grande compra ou imprevistos", conforme explica. além disso, percebeu que a união desses dois modelos - manual e tecnológico - trouxe resultados positivos, pois, segundo a bióloga, conseguiu prever a quantia de dinheiro que poderia contar todos os meses para um investimento próprio ou simplesmente para guardar para o futuro. com a maturidade, veio também a percepção da importância em contratar alguns seguros para proteger o patrimônio conquistado. polyana conta que possui seguro residencial, automotivo e também contrata seguro viagem, quando necessário. "ter um seguro é ter uma garantia de que se algo der errado, se acontecer algum imprevisto, não vou precisar me endividar para consertar algo, ou perder em definitivo alguma coisa", afirma. ela relata que precisou usar diversas vezes a proteção ao seu veículo, inclusive por roubo. quanto às viagens e ao seguro da residência, não precisou usufruir dos benefícios, mas percebe a importância de ambos. "fiz um seguro para a minha casa pensando na possibilidade de danos que podem ocorrer. e em muitos lugares fora do brasil, se ocorre alguma situação em que se precisa de atendimento médico-hospitalar, estrangeiros gastam uma nota preta em atendimento. já pensou torcer o pé fora do país e gastar todas as economias na conta do hospital?", indaga.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/especiais/seguros_previdencia_2018/2018/10/653685-controle-do-dinheiro-permite-realizar-sonhos-futuros.html)

Emater leva projetos de energia solar ao campo gaúcho


12/04/2019
Um estado essencialmente agrícola e do tamanho do Rio Grande do Sul não deixa de ter suas inúmeras dificuldades no campo, sobretudo quando os custos de produção são elevados ou quando a energia elétrica ainda não chegou a algumas localidades. Devagar, mas expressivamente, as alternativas energéticas começam a alcançar pagos distantes, melhorando a produtividade e pesando menos no bolso do produtor. A concretização é possível através de iniciativas como a da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), que leva projetos de implementação de geração de energia de fonte solar para o interior gaúcho. A empresa auxilia os agricultores no desenvolvimento dos projetos e no acesso ao crédito de bancos e programas de financiamento. Somente em 2018, foram 611 projetos, sendo 254 deles já implantados. São cerca de 50 técnicos capacitados, que fazem reuniões e dias de campo para explicar o processo aos agricultores. Mostardas, no Sul do Estado, foi o município pioneiro na implementação da geração de energia fotovoltaica. Os primeiros estudos começaram em 2008, para facilitar a captura de camarão ao longo do Parque Nacional da Lagoa do Peixe. Atualmente, a energia solar chega ao local através de luminárias de jardim abastecidas com fotocélulas. A alternativa foi mais barata do que instalar grandes placas solares e ainda eliminou por completo o abastecimento por gás. As ações da Emater na região evoluíram para outras demandas e projetos maiores, quando, em 2013, foram atendidas quatro famílias de pescadores que viviam sem energia elétrica, em razão da infraestrutura da CEEE-D, concessionária que abastece o trecho, que não chegava até as casas. Os projetos ganharam corpo quando se abriu a oportunidade de financiamento pelo Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper), relembra o agrônomo Gustavo Chaves Alves, extensionista rural da Emater. Os projetos também podem ser viabilizados pelo Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros de 2,5% ao ano para empreendimentos de infraestrutura. A energia solar passou a abastecer as residências e os freezers que armazenam os pescados. Por inviabilidade técnica, esses projetos não foram conectados à rede da concessionária, como ocorre nos casos de microgeração distribuída que cada vez ganha mais espaço no País. A energia produzida é armazenada em baterias. 'Projetos de fotovoltaicos em Mostardas. Placas alimentam casas dos pescadores que vivem na beira da praia de Mostardas. Foto Gustavo Chaves Alves/Divulgação/JC Foi só em 2015, porém, que o projeto contemplou a primeira propriedade rural conectada à rede de energia elétrica. Uma fazenda com produção de arroz, também no município de Mostardas, recebeu as placas para abastecer a irrigação da lavoura e a secagem do grão. A economia no bolso do produtor foi sentida consideravelmente: a conta de luz, que chegava a mais de R$ 1,5 mil ao mês, passou a custar a tarifa básica da CEEE-D para o sistema trifásico no meio rural (algo em torno de R$ 46,89, mas o valor varia com os impostos federais). Nesse modelo, que é de microgração distribuída ou on grid, a energia produzida pelas placas fotovoltaicas é injetada no sistema elétrico da companhia, gerando créditos ao produtor que podem ser utilizados em até cinco anos, abatendo o valor da conta de luz. O financiamento do projeto foi feito para dez anos, mas a projeção é de que o investimento retorne antes disso, em até oito anos. Desde 2018, ao menos cinco projetos foram levados para análise na região de Mostardas. Os pedidos envolvem geração de energia com autonomia para pecuaristas familiares, abastecimento de água para os animais e implementos de segurança das propriedades, como cercas elétricas. "A adesão ocorre aos poucos, mas vem crescendo. A região tinha uma deficiência muito grande de qualidade de energia, e a geração solar supre essa demanda", avalia Alves. "Os agricultores estão demandando mais energia do que é disponibilizado", observa Lino Moura, diretor técnico da Emater. Por isso, a adesão à energia fotovoltaica tem crescido bastante nas regiões de produção de fumo e aviários, como o Vale do Taquari, onde há muita demanda energética. A região de Caxias do Sul, na Serra gaúcha, também desponta pelo número de iniciativas. A estimativa é de que a energia solar cresça de 20% a 25% ao ano no Brasil como um todo. Em Teutônia, um dos projetos mais significativos atende a 138 agricultores da Cooperativa Agroindustrial São Jacó. A energia representava o segundo maior custo do orçamento da fábrica de ração para animais, mas a luz solar conseguiu reduzir em 50% os gastos com energia. O investimento foi de R$ 500 mil, financiado pelo Feaper, e a estimativa é de que se pague em dois anos. Com a economia, o custo da ração caiu em 7%, afirma o gerente regional da Emater em Lajeado, Marcelo Brandoli. Na região de Lajeado já são 39 projetos instalados. O Vale do Caí é exemplo de outros casos, onde a energia solar é utilizada para manter câmaras frias que armazenam frutas e hortaliças. "É importante reforçar que existe uma facilidade de crédito muito grande para o produtor rural, com juros baixos, que permitem o retorno dos investimentos em poucos anos", salienta Brandoli.

Fonte: Jornal do Comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/04/679017-emater-leva-projetos-de-energia-solar-ao-campo-gaucho.html)

Praça Otávio Rocha, 65 - 1º andar
Centro Histórico - Porto Alegre/RS
CEP.: 90020-140
+55 (51) 3228.1999

News

Receba nossas novidades

LIGUE

+55 51 3228-1999

Ouvidoria
0800 703 1989
E-mail: ouvidoria@sinapp.org.br

Atendimento ao Deficiente Auditivo e de Fala através da TSPC-CAS – Central de
Atendimento a Deficientes Auditivos ou de Fala -
0800 200 0819 E-mail: sac.especial.auditivo.fala@sinapp.org.br

Atendimento ao
Deficiente Visual
0800-703-1989