29/06/2018

Seguradoras devem devolver valores recebidos a mais em um ano, decide STJ

 a 3ª turma do superior tribunal de justiça reduziu de três para um ano o prazo para que seguradoras devolvam a seus clientes valores cobrados a mais. o tribunal de justiça do rio grande do sul havia aplicado a prescrição trienal. no entanto, a relatora do recurso no stj, ministra nancy andrighi, considerou que a decisão do tj-rs — apesar de seguir o entendimento do stj quanto ao fato de que a prescrição não atinge o fundo de direito — divergiu em relação ao prazo prescricional aplicado em casos semelhantes para a pretensão de repetição de indébito. “a 3ª turma, em situações análogas, tem proferido o seu entendimento no sentido de que o prazo prescricional para a propositura de ação objetivando a restituição de prêmios em virtude de conduta supostamente abusiva da seguradora, amparada em cláusula contratual considerada abusiva, é de um ano, por aplicação do artigo 206, parágrafo 1º, inciso ii, b, do código civil”, disse a ministra. mudança de plano após a vigência do primeiro plano, contratado em 1992, o segurado firmou novo contrato de seguro em 2002. no documento firmado em 1992, a correção do capital e do prêmio do seguro era vinculada à inflação. contudo, com o novo acordo, além da correção monetária, foi incluída uma atualização anual do prêmio baseada na faixa etária do segurado, que tinha mais de 60 anos à época da aquisição do novo seguro. em ação ajuizada em 2010, o aposentado requereu a revisão do contrato por considerar a medida abusiva, uma vez que, no período de 2003 a 2010, o prêmio mensal — segundo afirmou na petição inicial — foi reajustado em 245,8%, enquanto o valor do seguro aumentou apenas 44,4%. ele requereu a anulação das novas cláusulas, o restabelecimento das condições originais da apólice de 1992 e a restituição dos valores pagos a maior desde 2002. em sua defesa, a seguradora sustentou que a pretensão estava prescrita e que a adesão ao novo contrato era facultativa. alegou também que a mudança estava amparada em cláusula contratual e que a correção conforme a faixa etária era essencial para a manutenção do equilíbrio econômico do contrato. trato sucessivo o juízo de primeiro grau acolheu parcialmente o pedido do aposentado e decretou a nulidade da cláusula da nova apólice. condenou a seguradora à devolução simples dos valores pagos a maior no período não atingido pela prescrição, que entendeu ser de um ano. o tj-rs manteve o entendimento, mas elevou o prazo prescricional para três anos. ao analisar o recurso da seguradora, nancy andrighi explicou que a relação jurídica estabelecida entre as partes é de trato sucessivo, com renovação periódica do acordo. a ministra também declarou prescrita qualquer pretensão relativa ao contrato de 1992. “ainda que, na espécie, se tenha uma pretensão declaratória vinculada a uma pretensão condenatória, tem-se que, por se tratar de relação de trato sucessivo, não há que se falar em prescrição do fundo de direito, motivo pelo qual é lídima a pretensão de restituição ao segurado das parcelas cobradas indevidamente pela seguradora no período de um ano anterior à propositura da ação”, concluiu. com informações da assessoria de imprensa do stj. resp 1.637.474
29/06/2018

Ouro fecha em alta com recuo do dólar ante moedas principais

 o contrato futuro de ouro fechou em alta nesta sexta-feira (29) deixando para trás uma sequência de sessões em queda, apoiado pelo recuo do dólar em relação a outras moedas fortes. na comex, divisão de metais da new york mercantile exchange (nymex), o ouro para entrega em agosto avançou 0,28%, para us$ 1.254,50 por onça-troy. os preços, no entanto, continuam negociados nos menores níveis em seis meses, devido, em grande parte, à recuperação da moeda americana. o dólar continuou apresentando ganhos em relação a divisas emergentes, mas apresentou forte recuo ante o euro e a libra. a moeda única renovou o fôlego depois que os líderes da união europeia chegaram a um acordo provisório sobre o reassentamento de refugiados, potencialmente neutralizando uma importante fonte de tensão no continente. além disso, o produto interno bruto (pib) do reino unido apresentou avanço de 0,2% no primeiro trimestre deste ano em relação aos últimos três meses do ano passado, enquanto a expectativa era de crescimento de 0,1%. agentes do mercado disseram que o acordo europeu encorajou os investidores a retirar aplicações do dólar, que é visto como uma aposta mais segura, e migrarem para outras divisas. o subsequente recuo da moeda americana ajudou a atrair investimentos para commodities como o ouro. "talvez os investidores estejam começando a arriscar um pouco mais", disse o presidente de mercados mundiais do tiaa bank, chris gaffney. "com o acordo da ue, isso tirou uma das preocupações da mesa." fonte: dow jones news jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/06/635784-ouro-fecha-em-alta-com-recuo-do-dolar-ante-moedas-principais.html)
29/06/2018

Bolsas da Europa fecham em alta; acordo imigratório da UE ajuda negócios

 os mercados acionários europeus encerraram o pregão desta sexta-feira em alta à medida que os investidores avaliaram positivamente o acordo imigratório alcançado pelos líderes da união europeia (ue). as ações também foram beneficiadas pelo avanço nos preços do petróleo e pelo arrefecimento das tensões comerciais envolvendo os estados unidos. nesse cenário, o índice pan-europeu stoxx-600 fechou em alta de 0,98%, aos 380,58 pontos, embora tenha registrado perda semanal de 1,15%. os líderes da ue chegaram a um acordo nesta sexta-feira, onde se mostraram dispostos a ajudar os países costeiros, em especial a itália, a distribuírem parte dos imigrantes resgatados no mediterrâneo. o pacto, que inclui a detenção dos imigrantes e o envio de outros para o norte da áfrica para repatriação ou reassentamento na europa, dá fôlego ao mandato da chanceler alemã, angela merkel. ela vinha sofrendo forte pressão de partidos populistas e, com o acordo, a expectativa agora é reduzir o fluxo de imigrantes no continente. não por acaso, o índice dax, da bolsa de frankfurt, liderou os ganhos do dia ao fechar em alta de 1,06%, com perda semanal de 2,18%. no entanto, papéis de montadoras não participaram do bom desempenho, ainda com as ameaças do presidente dos eua, donald trump, no radar em relação a possíveis tarifas sobre veículos europeus. a volkswagen caiu 0,64%, a daimler recuou 0,18% e a bmw subiu somente 0,09%. nos negócios globais, no entanto, houve a percepção de que trump utilizou um tom mais ameno ao falar das relações comerciais americanas. em discurso na tarde de quinta-feira, ele se mostrou disposto a negociar com a china e com a ue e disse que chegou a um bom pacto com a coreia do sul. além disso, os preços do petróleo, em forte avanço, também contribuíram para os ganhos de empresas ligadas a commodities. em londres, o índice ftse-100 fechou em alta de 0,28%, aos 7.636,93 pontos, com perda semanal de 0,59%, com os ganhos limitados pelo forte avanço da libra esterlina, após o produto interno bruto (pib) do reino unido ser revisado de crescimento de 0,1% para 0,2% no primeiro trimestre em relação aos três meses imediatamente anteriores. o mercado esperava que a expansão continuasse em 0,1% e, com isso, o mercado interpretou que o banco da inglaterra (boe, na sigla em inglês) pode elevar a taxa básica de juros em agosto. entre outros indicadores do dia, as vendas no varejo da alemanha frustraram os investidores, que esperavam redução de 0,5% na passagem de abril para maio. o indicador mostrou recuo de 2,1% nessa base comparativa. além disso, o índice de preços ao consumidor (cpi, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 2,0% na comparação anual de junho, acelerando em relação aos 1,9% vistos em maio. o resultado veio em linha com as previsões de analistas. na bolsa de paris, o índice cac-40 fechou em alta de 0,91%, aos 5.323,53 pontos, mas, na semana, caiu 1,19%. já em milão, o índice ftse-mib subiu 0,90%, aos 21.626,27 pontos, com perda semanal de 1,20%. em madri, o ibex-35 subiu 0,35%, aos 9.622,70 pontos, enquanto na semana houve queda de 1,73%. já na bolsa de lisboa, o índice psi-20 destoou dos demais e recuou 0,47%, para 5.528,50 pontos, com perda semanal de 0,84%. jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/06/635782-bolsas-da-europa-fecham-em-alta-acordo-imigratorio-da-ue-ajuda-negocios.html)
27/06/2018

SUSEP desenvolve conteúdo sobre seguros e capitalização para a plataforma de educação financeira do Banco Central do Brasil

 o material está disponível em pílulas do curso ‘é da sua conta’. como parte do seu rol de iniciativas voltadas à educação financeira, a superintendência de seguros privados (susep) desenvolveu um conteúdo customizado sobre seguros e capitalização para a plataforma de orientações para o consumidor financeiro do banco central do brasil. intitulada ‘é da sua conta’ e criada com o apoio da secretaria nacional do consumidor (senacon), a plataforma reúne casos práticos com informações didáticas sobre serviços financeiros em um curso online exclusivo para quem trabalha com a defesa do consumidor. o conteúdo da susep está divido em 25 pílulas extraídas das vídeos-aulas do curso e aborda temas como: o que é um título de capitalização e o que são cotas de carregamento, de sorteio e de capitalização, por exemplo, e o que significa prêmio e sinistro, o valor da indenização, entre outros. o material está disponível no site ‘meu futuro seguro’, desenvolvido pela susep como parte da estratégia nacional de educação financeira (enef) no site da susep. fonte: cqcs
27/06/2018

Pedestres receberam mais de 1 milhão de indenizações nos últimos dez anos

 vítimas representam um a cada quatro indenizados pelo seguro dpvat de 2008 a 2017. acidentes de trânsito são facilmente associados à imprudência ao volante. mas engana-se quem pensa que apenas os motoristas devem estar atentos quando o assunto é acidentes de trânsito. de acordo com os dados do boletim estatístico especial “dez anos de trânsito”, divulgado pela seguradora líder – responsável pela gestão do seguro dpvat, a segunda categoria mais atingida é a de pedestres. é preciso conscientizar sobre a importância de todas as pessoas no trânsito. em 10 anos, mais de 4,5 milhões de indenizações do seguro dpvat foram pagas para vítimas de acidentes de trânsito. nesse período, foram 1.068.996 indenizações pagas a pedestres nos três tipos de cobertura: morte, invalidez permanente e despesas médicas e hospitalares. as vítimas também ocupam o segundo lugar nas indenizações pagas por acidentes fatais, num total de 167.290. mais de 757 mil pessoas foram indenizadas por invalidez permanente. em relação ao perfil dos indenizados, os números mostram que, de 2008 a 2017, a maior incidência de indenizações pagas foi para vítimas da faixa considerada economicamente ativa, de 18 a 34 anos, que representam 33% dos indenizados pelo seguro dpvat (cerca de 359 mil). apenas este ano, de janeiro a maio, foram pagas 35.437 indenizações a pedestres. o número corresponde a quase 24% do total de indenizações pagas, neste mesmo período, para todos os tipos de vítimas (148 mil). entre os principais motivos da falta de atenção do pedestre ao caminhar nas ruas está o uso do celular. digitar, ler, falar e usar o fone de ouvidos aumentam as chances de acidentes em até 80%, segundo o departamento estadual de trânsito do paraná (detran-pr). já neurologistas alertam que uso do fone de ouvido e celular aumentam de 3 a 9 vezes a possibilidade de acidente. para se ter ideia, o uso do celular é considerado um problema tão grande que alguns países adotaram medidas para reduzir o número de acidentes. em augsburg, na alemanha, a prefeitura adotou um semáforo específico, fixado no chão, para que o pedestre com os olhos fixados no celular perceba os sinais da rua. já no japão foram criadas calçadas específicas para pedestres que não abandonam o aparelho. no ano passado, a cidade de honolulu, no havaí, aprovou uma lei municipal proibindo os pedestres de usarem aparelhos eletrônicos durante a travessia de ruas e avenidas. o boletim estatístico especial “dez anos de trânsito” também marca a década de atuação da seguradora líder à frente das operações do seguro dpvat. o levantamento reúne dados como a evolução dos pontos de atendimento autorizados do seguro nestes dez anos, além da evolução da frota de veículos automotores e da população brasileira entre 2008 e 2017. veja aqui o boletim especial de 10 anos completo https://www.seguradoralider.com.br/documents/boletim-estatistico/boletim%20_especial%2010%20anos.pdf             fonte: cdn comunicação
27/06/2018

Seguradoras miram varejistas para aumentar vendas

 o varejo está sendo cobiçado por seguradoras que buscam canais de distribuição alternativos para crescer. na capemisa seguradora, a venda de seguros de vida em cartões de redes do setor varejista já responde por 70% do faturamento total da companhia, sem considerar apólices individuais e voltadas às pequenas e médias empresas (pmes). numa outra ofensiva, o itaú unibanco está perto de iniciar um projeto piloto com a chubb seguros para vender seguro de celular em parcerias que possui, por exemplo, com pão de açúcar e assaí, no âmbito da abertura da sua plataforma de seguros que replica a 360, de investimentos. mão dupla além de melhores margens para as seguradoras, a parceria com o varejo traz vantagens do lado da sinistralidade, que é baixa. do lado dos varejistas, o negócio é rentável e pode incrementar a receita não operacional em cerca de 40% do valor do seguro, segundo cálculos do diretor comercial da capemisa, fabio lessa. fonte: economia & negócios estadão
27/06/2018

O que a Copa pode nos ensinar sobre liderança?

 neste período de copa, em que times se destacam tanto por seus jogadores, quanto por seus técnicos, você já tentou traçar um paralelo entre um time de futebol e empresas? tenho certeza que se o fizer encontrará muita similaridade e poderá tirar algumas lições relevantes no exercício. vamos analisar a figura do técnico da equipe de futebol, por exemplo. quais são suas responsabilidades? bom, ele é responsável por montar o time (ou assumir um time que já estava montado), muitas vezes precisa motivar, trocar algumas peças, mudar algumas pessoas de posição, liderar a estratégia e a tática da equipe, certo? leia novamente essa última frase e veja se não é uma boa descrição de um gestor de pessoas. ampliando a discussão sobre o técnico de futebol me deparo com a seguinte pergunta: necessariamente, para ser um bom técnico você precisa ter sido um craque dentro de campo? observando os exemplos que temos de grandes técnicos do mundo: todos eles foram excelentes jogadores? se olharem com cuidado vão descobrir que alguns excelentes técnicos foram apenas jogadores medianos em sua época. da mesma forma, o maior defeito dentro das organizações é a crença fervorosa de que o profissional que mais se destaca em sua atuação deve ser promovido e liderar a equipe, pois conseguirá incentivar o time todo a atingir altos resultados. no entanto, isso nem sempre é verdade, em muitas ocasiões ao fazer isso perde-se um excelente executor e não se ganha um excelente líder. vejamos essa última análise: imaginem um jogador extremamente produtivo dentro de campo, artilheiro, driblador, veloz e forte. estatisticamente pode ser considerado o melhor jogador do time. contudo, muitas vezes não é um jogador que joga para o time e sim o contrário. se o time não jogar para ele suas estatísticas caem. desta forma, lhe pergunto: um jogador assim conhece detalhadamente seus colegas de trabalho, sabe onde cada um precisa se aprimorar? ele está focado em jogar com o grupo ou focado em aumentar suas estatísticas individuais? tudo isso faz sentido? então, se eu quero ser um bom líder preciso analisar muito bem a atuação de um bom técnico de futebol e não simplesmente me espelhar nos melhores jogadores, correto? fato, isso ajuda, porém sinto lhe dizer que se você quer ser um bom líder dentro da sua organização, isso tudo ainda não é o suficiente. você também precisa se espelhar no capitão do time. o que quero dizer é que não basta apenas ditar a estratégia, mexer na equipe, colocar cada um em seu lugar de melhor performance, se você não estiver disposto a botar a mão na massa e liderar pelo exemplo, tomando a frente no campo de batalha e abrindo espaço para que sua equipe possa marcar alguns gols. o líder exemplar é aquele que sabe a hora de ser técnico e a hora de ser capitão. no final das contas, meus amigos, dentro das organizações funcionamos como um time de futebol, o que muda é que muitas vezes precisamos assumir alguns papéis diferentes para lidar com as diferentes formas de liderar. para alguns você precisará atuar como técnico, para outros precisará ser capitão e, para outros, quem sabe deverá apenas abrir espaço e deixar que eles mesmos encontrem seus caminhos. o líder não detém todas as respostas e precisa saber a hora de mostrar humildade e seguir o caminho que o time está trilhando. a única certeza que temos, dentro e fora de campo, é que de um lado temos a torcida e do outro temos os clientes. essas duas figuras externas irão pressionar, criticar durante os fracassos, vão querer atuar como “técnicos”, pedir mudanças no time, mas no fundo, tanto uma como outra querem a mesma coisa: vibrar e comemorar na hora da vitória. um bom líder, acima de tudo, sabe que se conseguir o prestígio da torcida (clientes) trará mais tranquilidade para exercer um bom trabalho. bom jogo a todos! marcelo olivieri é bacharel em psicologia e possui mba em gestão estratégica. com mais de 10 anos de experiência no recrutamento especializado nas áreas de marketing e vendas, olivieri é diretor da trend recruitment. fonte: portal nacional de seguros por juliana colognesi
27/06/2018

Nova Regra Aumenta Concorrência e Reduz Preço do Seguro

 com o objetivo de aumentar a concorrência e, consequentemente, reduzir o preço final do seguro, o cnsp, por proposta da susep, alterou os limites de tábuas de risco em planos de seguro de pessoas e para a operação das coberturas por morte e invalidez em planos de previdência complementar aberta. de acordo com a susep, na prática, a mudança acaba com a interferência do estado na definição do preço do seguro, pecúlio ou renda nos produtos de risco. com a extinção do preço mínimo, deverá ser ampliada a concorrência e reduzido o preço final pago pelo consumidor. “a nova resolução do cnsp objetiva permitir que seguradoras e entidades abertas de previdência complementar (eapcs) utilizem tábuas biométricas elaboradas, com previsão ou não de atualização periódica, por instituição independente, a partir de experiência própria ou de mercado, na estruturação de planos com cobertura de risco”, explicou a autarquia. as tábuas biométricas passíveis de serem utilizadas serão aquelas reconhecidas pelo instituto brasileiro de atuária (iba). a susep assegura, contudo, que continuará acompanhando a solvência das companhias por meio da análise das provisões, ativos e capitais. fonte: cqcs/via seguro gaucho
27/06/2018

CNseg: 67 anos atuando pela difusão do seguro

 a cnseg completou 67 anos de existência na segunda-feira (25) e ratifica, ao longo de sua história, o protagonismo na representação do setor segurador. nessa trajetória, a cnseg escreveu alguns dos capítulos mais importantes do desenvolvimento do mercado. a começar do ambiente de sua própria fundação, em 25 de junho de 1951, quando a ameaça de estatização do seguro rondava o setor com a volta ao governo de getúlio vargas, após ser aclamado nas urnas, em 1950. o principal desafio ao longo de sua existência sempre foi fazer o setor ser mais bem entendido por todos os públicos e interlocutores. este diagnóstico inspirou a cnseg e as federações representadas (fenseg,fenaprevi, fenasaúde e fenacap) a criar, em 2016, o programa de educação em seguros. seu objetivo é levar conhecimento estruturado e informações qualificadas à sociedade em geral e a todos os tipos de públicos e interlocutores. em razão disso, a cnseg publicou 10 livretos voltados para temas do universo dos seguros, ao lado de 22 cartilhas explicativas lançadas pelas federações. na internet, vale destacar ações também relevantes de aproximação com as redes sociais. o facebook institucional se aproxima dos 85 mil fãs e fanpage da rádio cnseg já se aproxima dos 50 mil seguidores. a emissora já veiculou 2500 horas de programação jornalística, 1.300 programas produzidos. seu conteúdo é veiculado em mais de 2.150 emissoras de rádio, em 1.450 municípios. fonte: cnseg via /cqcs

Emater leva projetos de energia solar ao campo gaúcho


12/04/2019
Um estado essencialmente agrícola e do tamanho do Rio Grande do Sul não deixa de ter suas inúmeras dificuldades no campo, sobretudo quando os custos de produção são elevados ou quando a energia elétrica ainda não chegou a algumas localidades. Devagar, mas expressivamente, as alternativas energéticas começam a alcançar pagos distantes, melhorando a produtividade e pesando menos no bolso do produtor. A concretização é possível através de iniciativas como a da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), que leva projetos de implementação de geração de energia de fonte solar para o interior gaúcho. A empresa auxilia os agricultores no desenvolvimento dos projetos e no acesso ao crédito de bancos e programas de financiamento. Somente em 2018, foram 611 projetos, sendo 254 deles já implantados. São cerca de 50 técnicos capacitados, que fazem reuniões e dias de campo para explicar o processo aos agricultores. Mostardas, no Sul do Estado, foi o município pioneiro na implementação da geração de energia fotovoltaica. Os primeiros estudos começaram em 2008, para facilitar a captura de camarão ao longo do Parque Nacional da Lagoa do Peixe. Atualmente, a energia solar chega ao local através de luminárias de jardim abastecidas com fotocélulas. A alternativa foi mais barata do que instalar grandes placas solares e ainda eliminou por completo o abastecimento por gás. As ações da Emater na região evoluíram para outras demandas e projetos maiores, quando, em 2013, foram atendidas quatro famílias de pescadores que viviam sem energia elétrica, em razão da infraestrutura da CEEE-D, concessionária que abastece o trecho, que não chegava até as casas. Os projetos ganharam corpo quando se abriu a oportunidade de financiamento pelo Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper), relembra o agrônomo Gustavo Chaves Alves, extensionista rural da Emater. Os projetos também podem ser viabilizados pelo Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros de 2,5% ao ano para empreendimentos de infraestrutura. A energia solar passou a abastecer as residências e os freezers que armazenam os pescados. Por inviabilidade técnica, esses projetos não foram conectados à rede da concessionária, como ocorre nos casos de microgeração distribuída que cada vez ganha mais espaço no País. A energia produzida é armazenada em baterias. 'Projetos de fotovoltaicos em Mostardas. Placas alimentam casas dos pescadores que vivem na beira da praia de Mostardas. Foto Gustavo Chaves Alves/Divulgação/JC Foi só em 2015, porém, que o projeto contemplou a primeira propriedade rural conectada à rede de energia elétrica. Uma fazenda com produção de arroz, também no município de Mostardas, recebeu as placas para abastecer a irrigação da lavoura e a secagem do grão. A economia no bolso do produtor foi sentida consideravelmente: a conta de luz, que chegava a mais de R$ 1,5 mil ao mês, passou a custar a tarifa básica da CEEE-D para o sistema trifásico no meio rural (algo em torno de R$ 46,89, mas o valor varia com os impostos federais). Nesse modelo, que é de microgração distribuída ou on grid, a energia produzida pelas placas fotovoltaicas é injetada no sistema elétrico da companhia, gerando créditos ao produtor que podem ser utilizados em até cinco anos, abatendo o valor da conta de luz. O financiamento do projeto foi feito para dez anos, mas a projeção é de que o investimento retorne antes disso, em até oito anos. Desde 2018, ao menos cinco projetos foram levados para análise na região de Mostardas. Os pedidos envolvem geração de energia com autonomia para pecuaristas familiares, abastecimento de água para os animais e implementos de segurança das propriedades, como cercas elétricas. "A adesão ocorre aos poucos, mas vem crescendo. A região tinha uma deficiência muito grande de qualidade de energia, e a geração solar supre essa demanda", avalia Alves. "Os agricultores estão demandando mais energia do que é disponibilizado", observa Lino Moura, diretor técnico da Emater. Por isso, a adesão à energia fotovoltaica tem crescido bastante nas regiões de produção de fumo e aviários, como o Vale do Taquari, onde há muita demanda energética. A região de Caxias do Sul, na Serra gaúcha, também desponta pelo número de iniciativas. A estimativa é de que a energia solar cresça de 20% a 25% ao ano no Brasil como um todo. Em Teutônia, um dos projetos mais significativos atende a 138 agricultores da Cooperativa Agroindustrial São Jacó. A energia representava o segundo maior custo do orçamento da fábrica de ração para animais, mas a luz solar conseguiu reduzir em 50% os gastos com energia. O investimento foi de R$ 500 mil, financiado pelo Feaper, e a estimativa é de que se pague em dois anos. Com a economia, o custo da ração caiu em 7%, afirma o gerente regional da Emater em Lajeado, Marcelo Brandoli. Na região de Lajeado já são 39 projetos instalados. O Vale do Caí é exemplo de outros casos, onde a energia solar é utilizada para manter câmaras frias que armazenam frutas e hortaliças. "É importante reforçar que existe uma facilidade de crédito muito grande para o produtor rural, com juros baixos, que permitem o retorno dos investimentos em poucos anos", salienta Brandoli.

Fonte: Jornal do Comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/04/679017-emater-leva-projetos-de-energia-solar-ao-campo-gaucho.html)

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