06/04/2018

CDP revela plano de comprar fatia de até 5% na Telecom Italia

 a cassa depositi e prestiti (cdp), empresa estatal italiana, anunciou que planeja adquirir uma fatia de até 5% na telecom italia, num gesto que é considerado positivo para o fundo ativista elliott management em sua luta de poder com a vivendi. a cdp revelou que planeja comprar a participação no longo prazo e de forma gradual. com base no preço de fechamento da ação da telecom italia ontem, a fatia de 5% corresponderia a um investimento de cerca de 600 milhões de euros (us$ 735,4 milhões). a iniciativa da cdp na telecom italia pode ajudar a elliott a desafiar a vivendi, segundo analistas do ing e bryan garnier. a elliot amealhou uma fatia de mais de 5% na telecom italia e vem fazendo pressão para alterar a diretoria da empresa, num confronto diretor com a francesa vivendi, que detém quase 24% da operadora de telecomunicações italiana. por volta da 8h50min (de brasília), a ação da telecom italia operava em alta de 3,2% na bolsa de milão, ampliando ganhos de ontem, quando surgiram rumores sobre o plano da cdp. "o governo italiano e reguladores se mostraram bastante favoráveis ao projeto da elliott, se opondo à estratégia da vivendi e a sua crescente influência na empresa", afirmou o bryan garnier em nota. separadamente, a vivendi revelou ontem à noite uma lista de dez candidatos para a diretoria da telecom italia, liderada pelo executivo-chefe da empresa, amos genish. cinco dos candidatos são totalmente independentes, segundo os termos regulatórios do país, informou a vivendi. a lista será apresentada durante uma reunião de acionistas da telecom italia, prevista para 4 de maio. a telecom italia é controladora da tim brasil. jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/620714-cdp-revela-plano-de-comprar-fatia-de-ate-5-na-telecom-italia.html)
06/04/2018

Taxas de juros sobem com dólar em meio a preocupações com briga comercial e Lula

 os juros futuros operam em alta na manhã desta sexta-feira (6) na esteira do dólar, precificando receios de uma guerra comercial entre os eua e a china e diante da possível prisão do ex-presidente luiz inácio lula da silva, que tem até às 17h para se apresentar à polícia federal de curitiba. a defesa do petista entrou com novo pedido de liminar para suspensão da execução da pena até análise do mérito do habeas corpus. o novo pedido de hc será analisado pelo ministro felix fischer, da quinta turma do superior tribunal de justiça (stj). lá fora, a agência de notícias estatal chinesa xinhua informou que, ao intensificar suas ameaças, os eua podem estar desperdiçando sua melhor chance de resolver suas questões comerciais com a china. nesta sexta, o governo americano disse ter planos de impor tarifas a mais us$ 100 bilhões em produtos chineses. a divulgação do relatório de empregos dos eua (payroll) nesta manhã também está no foco. às 9h27min desta sexta, o contrato de depósito interfinanceiro (di) para janeiro de 2021, o mais negociado, indicava 8,05%, após tocar em máxima em 8,07%, ante 8,02% no ajuste anterior. no câmbio, o dólar à vista subia 0,36% neste mesmo horário, aos r$ 3,3530, enquanto o dólar futuro de maio estava em alta de 0,22%, aos r$ 3,3685. jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/620706-taxas-de-juros-sobem-com-dolar-em-meio-a-preocupacoes-com-briga-comercial-e-lula.html)  
06/04/2018

Dólar sobe ante real com temores sobre guerra comercial e Lula no radar

 o mercado de câmbio mostra cautela com mais um capítulo, nesta sexta-feira (6) da briga comercial entre estados unidos e china e a possível prisão do ex-presidente luiz inácio lula da silva. lula tem até às 17h para se apresentar à polícia federal de curitiba, mas a sua defesa entrou com novo pedido de liminar para suspensão da execução da pena até análise do mérito do habeas corpus. o novo pedido de habeas corpus será analisado pelo ministro felix fischer, da quinta turma do superior tribunal de justiça (stj). lá fora, a nova proposta do governo americano de impor tarifas a mais us$ 100 bilhões em produtos chineses intensifica as preocupações com um conflito comercial. a aproximação da divulgação do relatório de empregos dos eua (payroll) sustenta ainda uma piora nos mercados em nova iorque. às 9h24min desta sexta, o dólar à vista subia 0,36%, aos r$ 3,3525, enquanto o dólar futuro de maio estava em alta de 0,22%, aos r$ 3,3585. jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/620705-dolar-sobe-ante-real-com-temores-sobre-guerra-comercial-e-lula-no-radar.html)
05/04/2018

Mercado de seguros propõe ajustes à nova Lei de Licitações

  fonte: agência câmara de notícias - redação portogente representantes do mercado segurador defenderam nesta terça-feira (3) ajustes no projeto de lei que moderniza a lei de licitações e contratos (lei 8.666/93) e amplia o nível de cobertura do seguro para obras públicas. o assunto foi debatido na comissão especial que analisa o pl 1292/95 e apensados. o foco da discussão foi o pl 6814/17, do senado, um dos que tramita em conjunto. entre as sugestões apresentadas ao relator do projeto, deputado joão arruda (pmdb-pr), está a retirada dos dispositivos que obrigam as seguradoras que prestam seguro-garantia em obras públicas a fiscalizar a execução dos contratos e realizar auditoria técnica e contábil. o setor propõe que as seguradoras apenas acompanhem o andamento dos contratos e tenham acesso às auditorias que forem realizadas. a alegação é de que as seguradoras não possuem experiência nestas atividades. “não seria razoável transferir a responsabilidade de uma auditoria técnica para a seguradora, que não tem competência técnica para isso”, disse roque de holanda melo, presidente da comissão de riscos de crédito e garantia da federação nacional de seguros gerais (fenseg). outra sugestão é a exclusão do dispositivo que determina à seguradora atuar como “sub-rogada” de todas as obrigações da empresa contratada, em caso de descumprimento contratual. melo disse que esta redação obriga o segurador a assumir, por exemplo, débitos tributários, multas ambientais ou danos a terceiros provocados pela empresa. “a seguradora gastaria toda a importância segurada para limpar o nome da empresa inadimplente”, disse. ele sugere uma nova redação, especificando que o seguro cobrirá apenas a retomada e conclusão da obra. melo propôs ainda que o seguro adicional abrangendo a cobertura de eventuais débitos trabalhistas da empreiteira contratada não tenha os trabalhadores como beneficiários da apólice, como prevê o projeto do senado. ele afirmou que esse tipo de seguro já é praticado no mercado e o beneficiário é sempre o órgão público responsável pela licitação. a mudança, segundo ele, “geraria um custo incalculável”, pois as seguradoras teriam que arcar com o custo de acompanhar as reclamações trabalhistas contra a empreiteira. em uma obra de grande porte, explicou aos deputados, isso implicaria em acompanhar ações por todo o país. novo percentual atualmente, a empresa vencedora de uma licitação é obrigada a apresentar garantias ao contratante (órgão público) nos casos de obras, serviços e compras, que pode ser caução em dinheiro, fiança bancária ou o seguro- garantia (também chamado de performance bond). para obras de grande vulto, deve ser adotado o seguro-garantia, com apólice equivalente a até 10% do valor do contrato. o seguro é acionado sempre que a empresa deixa de cumprir obrigações contratuais. o projeto aprovado no senado mantém o performance bond das obras de grande vulto (com valor estimado superior a r$ 100 milhões), mas eleva o percentual para 30% do valor do contrato e o atrela a uma “cláusula de retomada”. em caso de inadimplência contratual da empreiteira, a seguradora contrata uma nova empresa para retomar e concluir a obra, sem a necessidade de nova licitação, ou indeniza o órgão público para que este contrate outra empreiteira. realidade do mercado apesar das sugestões, os representantes do setor de seguros defenderam o projeto do senado. o coordenador da federação nacional dos corretores de seguros privados e de resseguros, de capitalização, de previdência privada, das empresas corretoras de seguros e de resseguros (fenacor), andré dabus, disse que o texto só precisa de um “ajuste fino”. ele defendeu a elevação do percentual do seguro-garantia. “o percentual de 5% ou até 10%, previsto na lei de licitações, muitas vezes não é suficiente nem para pagar as multas pela rescisão contratual, quanto mais para permitir a retomada da obra”, disse. dabus afirmou que o performance bond de 30% do valor do contrato é o mais viável para a estrutura do mercado brasileiro – em países desenvolvidos, pode chegar a 100% do valor do contrato.
05/04/2018

China impõe tarifas sobre 106 produtos americanos no valor de US$ 50 bi

  a medida pretende defender os direitos do país das tarifas anunciadas pelo governo trump contra as importações chinesas fonte: exame – efe pequim – a china anunciou, nesta quarta-feira, novas tarifas de 25% para um total de 106 produtos importados dos estados unidos, incluindo a soja, automóveis e aviões, no valor de us$ 50 bilhões. o ministério do comércio informou esta medida com a qual pretende defender os direitos do país das tarifas anunciadas pelo governo de donald trump contra as importações chinesas, os mais recentes dirigidos a dispositivos de tecnologia de ponta das indústrias aeroespacial e robótica, entre outros. os produtos incluídos na lista tiveram um valor de us$ 50 bilhões em 2017, segundo detalhou o ministério chinês em comunicado, que não precisou a data de entrada de vigor desses novos encargos. entre os produtos que serão afetados pelas tarifas de 25% estão alguns agrícolas, como a soja e milho, assim como a carne, suco de laranja e alguns tipos de veículos e aviões. as autoridades chinesas insistiram em que com esta medida, pretendem “defender os direitos legais da china” diante da “emergência” causada pelos eua, que atuaram “contra suas obrigações internacionais”. o gigante asiático, que é o segundo maior parceiro comercial dos eua, já anunciou na última segunda-feira a imposição de taxas para um conjunto de 128 produtos americanos, em resposta às tarifas que washington anunciou no mês passado sobre as importações de aço e alumínios chineses. a china revelou esta nova lista de 106 produtos depois que ontem feito pelo escritório do representante de comércio exterior dos estados unidos (ustr), que publicou um lista incluindo 1,3 mil produtos chineses que pretende impor tarifas como resposta a práticas comerciais consideradas “injustas” da china. esta lista, que inclui dispositivos de tecnologia de ponta das indústrias aeroespacial e robótica, está agora sujeita a um período de comentários públicos de 30 dias antes que as tarifas protecionistas entrem em vigor. trump, anunciou em março que taxaria as importações chinesas em até us$ 60 bilhões. a ustr informou hoje, no entanto, que as tarifas devem corresponder a us$ 50 bilhões.
05/04/2018

Brasil é um dos vencedores com retaliação da China em guerra comercial

  a china aplicará tarifas de 25% às importações de 106 produtos dos estados unidos, o que deve abrir espaço no seu mercado para produtores sul-americanos fonte: exame por thomas biesheuvel, da bloomberg a china não demorou para reagir ao ataque do presidente dos eua, donald trump, aos seus produtos de alta tecnologia. a segunda maior economia do mundo retaliou aplicando seu próprio pacote de tarifas a cerca de us$ 50 bilhões em importações americanas. a china aplicará tarifas de 25 por cento às importações de 106 produtos dos eua e produtores rurais e fabricantes de aviões e automóveis americanos deverão sofrer o impacto. trata-se de uma resposta à possível aplicação de tarifas de 25 por cento a 1.300 produtos chineses pelos eua. confira alguns dos vencedores e perdedores: perdedores: produtores rurais da região centro-oeste dos eua as tarifas são um grande revés para os produtores americanos, especialmente para os dos estados do centro-oeste, de que trump precisa para se reeleger em 2020. a china é a maior compradora de soja dos eua, consumidora de cerca de um terço de toda a safra americana. o negócio é avaliado em cerca de us$ 14 bilhões. os preços da soja chegaram a cair 5,3 por cento nas negociações em chicago, maior recuo desde julho de 2016. vencedores: produtores rurais sul-americanos o brasil e a argentina são os principais concorrentes dos produtores americanos no mercado da soja e do milho. os dois países estarão ansiosos para ficar com qualquer mercado perdido pelos eua, mas não conseguirão assumir a totalidade da participação dos eua. a safra da argentina foi prejudicada pela seca neste ano, por isso o país não poderá vender tanto. perdedoras: fabricantes de veículos dos eua (inclusive a tesla) a china, que importou 36.000 veículos dos eua nos dois primeiros meses do ano, também planeja aplicar tarifas à maioria dos veículos, inclusive aos elétricos. a tesla corre um risco particular porque suas receitas na china dependem de veículos fabricados nos eua. outras fabricantes de veículos americanas, como a general motors e a ford motor, produzem na china. perdedora: boeing as tarifas da china podem prejudicar as vendas de alguns dos aviões mais vendidos da boeing, como a família de jatos de passageiros 737, e colocar a empresa em desvantagem em relação à airbus. a china é um mercado fundamental para a boeing. mais de 50 por cento dos jatos comerciais que operam na china são aviões da boeing. vencedor: setor metalúrgico dos eua a última série de tarifas propostas tem como alvo várias categorias específicas de aço e alumínio fabricadas na china. soma-se às tarifas anunciadas no mês passado, o que significa que alguns tipos de produtos enfrentarão tarifa de 50 por cento para chegar aos eua, aumentando ainda mais os preços de alguns produtos. perdedoras: fabricantes de medicamentos genéricos empresas como a mylan deverão ter que pagar mais por ingredientes brutos, como a insulina usada pelos diabéticos e a epinefrina, uma droga de reação antialérgica. outros produtos, como as vacinas e os antidepressivos, estão na lista de produtos que serão atingidos por tarifas. perdedor: churrasco chinês a china é de longe a maior consumidora mundial de soja, em sua maioria esmagada para alimentar porcos. as tarifas à soja americana poderiam acabar elevando os custos dos produtores de suínos chineses e os preços da carne para 1,3 bilhão de habitantes.
05/04/2018

Representantes do mercado de seguros propõem ajustes na nova Lei de Licitações

  o setor propõe que as seguradoras apenas acompanhem o andamento dos contratos e tenham acesso às auditorias que forem realizadas fonte:  agência câmara, representantes do mercado segurador defenderam na última terça-feira (3) ajustes no projeto de lei que moderniza a lei de licitações e contratos (lei 8.666/93) e amplia o nível de cobertura do seguro para obras públicas. o assunto foi debatido na comissão especial que analisa o pl 1292/95 e apensados. o foco da discussão foi o pl 6814/17, do senado, um dos que tramita em conjunto. entre as sugestões apresentadas ao relator do projeto, deputado joão arruda (pmdb-pr), está a retirada dos dispositivos que obrigam as seguradoras que prestam seguro-garantia em obras públicas a fiscalizar a execução dos contratos e realizar auditoria técnica e contábil. o setor propõe que as seguradoras apenas acompanhem o andamento dos contratos e tenham acesso às auditorias que forem realizadas. a alegação é de que as seguradoras não possuem experiência nestas atividades. “não seria razoável transferir a responsabilidade de uma auditoria técnica para a seguradora, que não tem competência técnica para isso”, disse roque de holanda melo, presidente da comissão de riscos de crédito e garantia da federação nacional de seguros gerais (fenseg). outra sugestão é a exclusão do dispositivo que determina à seguradora atuar como “sub-rogada” de todas as obrigações da empresa contratada, em caso de descumprimento contratual. melo disse que esta redação obriga o segurador a assumir, por exemplo, débitos tributários, multas ambientais ou danos a terceiros provocados pela empresa. “a seguradora gastaria toda a importância segurada para limpar o nome da empresa inadimplente”, disse. ele sugere uma nova redação, especificando que o seguro cobrirá apenas a retomada e conclusão da obra. melo propôs ainda que o seguro adicional abrangendo a cobertura de eventuais débitos trabalhistas da empreiteira contratada não tenha os trabalhadores como beneficiários da apólice, como prevê o projeto do senado. ele afirmou que esse tipo de seguro já é praticado no mercado e o beneficiário é sempre o órgão público responsável pela licitação. a mudança, segundo ele, “geraria um custo incalculável”, pois as seguradoras teriam que arcar com o custo de acompanhar as reclamações trabalhistas contra a empreiteira. em uma obra de grande porte, explicou aos deputados, isso implicaria em acompanhar ações por todo o país. novo percentual atualmente, a empresa vencedora de uma licitação é obrigada a apresentar garantias ao contratante (órgão público) nos casos de obras, serviços e compras, que pode ser caução em dinheiro, fiança bancária ou o seguro- garantia (também chamado de performance bond). para obras de grande vulto, deve ser adotado o seguro-garantia, com apólice equivalente a até 10% do valor do contrato. o seguro é acionado sempre que a empresa deixa de cumprir obrigações contratuais. o projeto aprovado no senado mantém o performance bond das obras de grande vulto (com valor estimado superior a r$ 100 milhões), mas eleva o percentual para 30% do valor do contrato e o atrela a uma “cláusula de retomada”. em caso de inadimplência contratual da empreiteira, a seguradora contrata uma nova empresa para retomar e concluir a obra, sem a necessidade de nova licitação, ou indeniza o órgão público para que este contrate outra empreiteira. realidade do mercado apesar das sugestões, os representantes do setor de seguros defenderam o projeto do senado. o coordenador da federação nacional dos corretores de seguros privados e de resseguros, de capitalização, de previdência privada, das empresas corretoras de seguros e de resseguros (fenacor), andré dabus, disse que o texto só precisa de um “ajuste fino”. ele defendeu a elevação do percentual do seguro-garantia. “o percentual de 5% ou até 10%, previsto na lei de licitações, muitas vezes não é suficiente nem para pagar as multas pela rescisão contratual, quanto mais para permitir a retomada da obra”, disse. dabus afirmou que o performance bond de 30% do valor do contrato é o mais viável para a estrutura do mercado brasileiro – em países desenvolvidos, pode chegar a 100% do valor do contrato.
05/04/2018

Consultoria do Senado aponta impactos da Reforma da Previdência sobre o funcionalismo público

 fonte: senado notícias a proposta de reforma da previdência (pec 287/2016) apresentada pelo governo tem gerado polêmica tanto no setor privado quanto no funcionalismo público. uma emenda do relator da matéria, deputado arthur oliveira maia (pps-ba), impacta diretamente os regimes próprios de previdência dos servidores públicos federais civis e indica o que deverá ocorrer no caso dos servidores estaduais e municipais. o consultor do senado mário theodoro é um dos autores de um estudo consultoria legislativa que aponta impactos negativos de eventual aprovação da reforma da previdência, como a migração do funcionalismo para a previdência privada. theodoro conversou com os jornalistas jeziel carvalho e marcela diniz, da rádio senado. ouça o áudio com a entrevista.
05/04/2018

Disputa pode mudar rotas comerciais

 fonte: estadão conteúdo com centenas de produtos afetados pela guerra comercial entre estados unidos e china, multinacionais, fornecedores e investidores começam a repensar suas estratégias de produção, com um potencial impacto no fluxo e até mesmo nas rotas do comércio internacional. a china eastern airlines, por exemplo, deve reduzir a frequência de voos de carga entre aeroportos americanos e chineses. "uma guerra comercial não é boa para nenhum dos países", diz o presidente da empresa, ma xulun. a tcl multimedia, maior produtora chinesa de televisores, vai rever planos de produção. com 10% das vendas nos eua, uma alternativa será mudar parte da produção para o méxico. na organização mundial do comércio (omc), um dos comentários mais repetidos por críticos da política protecionista de donald trump é que raramente medidas tarifárias podem ter sucesso numa era de produção globalizada, com uma cadeia produtiva ampla. o exemplo mais usado é o do vietnã, para onde dezenas de empresas chinesas se mudaram nos últimos anos em busca de mão de obra mais barata. o resultado é uma explosão do déficit americano com o país. em 2017, foi de us$ 35 bilhões, três vezes maior que em 2011. taiwan também teme sentir o impacto da disputa, já que 60% do pib da ilha vêm das exportações, principalmente de peças para produtos chineses. para o bank of america merrill lynch, o efeito dominó que a guerra comercial pode gerar coloca "as cadeias produtivas globais em risco". para o banco, taiwan, coreia do sul e malásia seriam as mais afetadas. mas países como polônia e méxico também podem sofrer. em hong kong, o secretário de finanças, paul chan mo-po, acredita que um a cada cinco empregos serão afetados pelas medidas americanas. no oriente médio, o temor é que os atritos comerciais resultem em demanda menor da china por energia. investimentos sauditas de us$ 65 bilhões em refinarias no território chinês já estão sob análise. mas há quem possa ganhar com a mudança na rota do comércio. a ucrânia quer incrementar o fornecimento de milho para a china e a austrália espera abocanhar o mercado de vinho e expandir vendas para pequim, que já chegaram a us$ 848 milhões. para a omc e o fmi, não há perspectiva de que, mesmo com esses ganhos pontuais, a guerra comercial entre as duas potências possa ter vencedores. o diretor-geral da omc, roberto azevedo, afirma que o risco é de que tal tendência leve o mundo a uma nova recessão. analistas veem o quadro com cautela, mas acreditam que é improvável haver de fato uma guerra comercial. "temos visto muita retórica protecionista, mas no fim um acordo razoável entre os países deve prevalecer", diz ross teverson, da jupiter asset management. segundo ele, já foi notado que o governo trump costuma negociar a partir de uma posição extrema para ter mais margem de manobra e chegar a um acordo. o economista jianguang shen, da mizuho securities, avalia que a melhor alternativa para os chineses é negociar. "acho que a china quer realmente dialogar. os dois lados provavelmente vão concordar em algo mais adiante." a capital economics avalia a resposta da china como "rápida e agressiva". para a consultoria, ainda há tempo para recuos antes que as tarifas entrem em vigor. as tarifas dos eua precisam passar por consultas públicas de dois meses. depois o país terá 180 dias para decidir quais delas adotará. a china, por sua vez, ainda não divulgou cronograma para retaliações. mercado global vê chance de acordo o mercado global começou o dia de ontem agitado, mas a tensão foi se dissipando ao longo da sessão. a disputa tarifária entre eua e china continuou a ser monitorada, mas a percepção predominante no final do pregão era de que os dois lados estão abrindo espaço para negociar e que uma guerra comercial ainda não é provável. nos mercados que fecharam mais cedo, o temor de escalada das barreiras ainda predominou, levando para baixo as bolsas da europa. mas em nova york, o índice dow jones subiu 0,96% e o nasdaq, 1,45%. no brasil, a tensão política causada pelo julgamento no stf fez o ibovespa cair 0,31%. o dólar fechou em r$ 3,3402, em alta de 0,04%.cronograma para retaliações. (com dow jones newswires e gabriel bueno da costa). as informações são do jornal o estado de s. paulo.

Indústria gaúcha cresce 5,5% em 2018, aponta IBGE


08/02/2019
A indústria gaúcha fechou 2018 com crescimento da produção física 5,5% acima do desempenho de 2017, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado ostentou a segunda maior taxa de crescimento, ficando atrás apenas do Pará, com alta de 9,6%. A média do Brasil ficou em 1,1%. A Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM Regional) apontou alta em sete dos 15 locais pesquisados na passagem de novembro para dezembro de 2018, segundo o IBGE. A atividade industrial gaúcha figurou entre as quedas, chegando a recuo de 3,6% em dezembro frente a novembro de 2018, e de 2,3% frente ao mesmo mês de 2017. Entre os setores, veículos automotores lideraram nos 12 meses em expansão. A taxa acumulada ficou em 3,13%, seguido por celular e papel, com 1,28% de crescimento. Já nos dados negativos de 2018, despontam produtos químicos, com recuo de 0,52%, e bebidas com queda de 0,26% e alimentos, com redução de 0,25%. Em dezembro passado frente ao mesmo mês de 2017, veículos mostram melhor desempenho com alta de 1,98%. Já as maiores quedas foram de produtos químicos, -2,52%, e alimentos, de -1,46%.
 
Jornal do Comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/02/669361-industria-gaucha-cresce-5-5-em-2018-aponta-ibge.html)

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