27/06/2018

Evento discute impacto da tecnologia no mercado de seguros

 a academia paulista dos técnicos de seguro (apts) e a escola nacional de seguros reunirão especialistas para analisar como o uso de novas tecnologias está transformando seguros tradicionais em produtos personalizados. o evento, “iot (internet das coisas) no seguro”, acontece no dia 27 de junho, das 9h às 12h, no auditório da escola, em são paulo. no convite para o evento, a apts explica que o conceito iot (internet of things) diz respeito a toda infraestrutura tecnológica que tenha acesso à internet, possibilitando conectar objetos a outros equipamentos com acesso à rede. no caso do automóvel, por exemplo, as tecnologias de iot permitem precificar o seguro com base no comportamento dos motoristas. em residências e edifícios, permite o monitoramento por câmeras com recursos de vídeo analíticos, reconhecimento facial, além da prevenção e combate a incêndio com dispositivos e softwares mais inteligentes e precisos. durante o evento, o atuário e diretor do lar (laboratório de risco atuarial e inovação) e risk data advisory na insurtech datadrivr, reinaldo marques, abordará o tema iot do ponto de vista das oportunidades para a precificação atuarial, além da oferta de novos modelos de negócios. também com presença confirmada, o diretor de ti da ceabs, gustavo müller, discute o carro do futuro, analisando como a internet das coisas e o carro conectado estão mudando o mercado de seguros. o diretor da associação brasileira de internet das coisas (abinc), gerson rolim, o coordenador do prêmio de inovação em seguros da cnseg, ricardo chrisostimo, e o corretor de seguros e empresários, richard hessler furck, também participarão do evento. serviço: evento “iot (internet das coisas) no seguro” data: 27 de junho, das 9h às 12h local: auditório da escola nacional de seguros – rua augusta, 1.600, consolação, são paulo (sp). inscrições: https://bit.ly/2l1ybth fonte: sincor sp via /cqcs
27/06/2018

Bovespa ronda a estabilidade apesar de abertura positiva em Nova Iorque

 a bovespa inicia os negócios rondando a estabilidade nesta quarta-feira (26), sem fôlego para acompanhar a abertura positiva em nova iorque. por lá, trouxe certo alívio a sinalização da casa branca, no período da manhã, de que o presidente dos estados unidos, donald trump, irá basear-se nas leis existentes para restringir investimentos da china em seu país. isso significa que washington não adotará medidas mais drásticas contra investimentos do gigante asiático. outro fator que contribui para o avanço em wall street é o dado de encomendas de bens duráveis, que caiu 0,6% entre abril e maio, menos que o recuo de 1,0% previsto por analistas. além disso, a variação entre março e abril foi revisada de -1,6% para -1,0%. às 10h34min, o ibovespa exibia leve alta de 0,09%, aos 71.460,18 pontos, enquanto o dow jones subia 0,25%, o s&p 500 avançava 0,32% e o nasdaq tinha elevação de 0,36%.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/06/635172-bovespa-ronda-a-estabilidade-apesar-de-abertura-positiva-em-nova-iorque.html)  
25/06/2018

A Previdência e a ilusão

  o grande problema do inss não é a corrupção, mas o fato de a dinâmica demográfica brasileira tornar o modelo atual inviável no início deste ano, os adversários da reforma da previdência proposta pelo governo michel temer conseguiram vencer uma batalha: o planalto abandonou o projeto, dada a falta de apoio parlamentar (embora o motivo oficial seja a impossibilidade de aprovar emendas à constituição durante a vigência de intervenções federais, como a que ocorre no rio de janeiro). mas, antes mesmo de a reforma ser enterrada, seus opositores já tinham triunfado na guerra de propaganda travada em torno do tema. só isso explica os resultados de uma pesquisa encomendada pela federação nacional de previdência privada (fenaprevi) ao instituto ipsos. apesar dos déficits bilionários que se repetem ano após ano, metade dos entrevistados disse acreditar que o inss é sustentável – quase o dobro daquela parcela (28%) que reconhece a incapacidade de a previdência social se manter no futuro. os restantes 21% disseram não ter opinião formada. mas a própria ideia de sustentabilidade demonstrada pelos resultados da pesquisa mostra que são poucos os que compreendem como funciona o orçamento federal: 31% acreditam que o governo deve direcionar recursos de outras áreas para bancar o inss, contra 53% dos que afirmaram que o sistema deve se financiar apenas com os valores da contribuição previdenciária. é preocupante ver que as percepções ilusórias sobre a previdência independem de escolaridade e classe social quanto ao primeiro grupo, falta-lhe o entendimento de que, quando o governo tem de cobrir o rombo da previdência, saem perdendo todos os outros setores, inclusive saúde, educação, segurança e infraestrutura, justamente aqueles que a população mais demanda do estado. já o segundo grupo, o dos que acreditam – corretamente, é claro – que o inss deve se manter apenas com os recursos próprios, mostra que parte dos brasileiros vive uma outra ilusão. uma sobreposição dos números mostra que há uma parcela significativa dos entrevistados para quem o sistema é sustentável e deve se manter sem sugar dinheiro de outras áreas do orçamento. mas a realidade tem sido bem diferente. por que, então, a previdência tem déficits? para 75% dos entrevistados, o grande problema do inss é a corrupção. por esse raciocínio, se não houvesse roubalheira, provavelmente também não haveria déficit. apenas 15% apontaram as falhas intrínsecas do modelo e o envelhecimento da população como os fatores por trás do rombo. infelizmente, a pesquisa ipsos não avaliou qual parcela dos brasileiros acredita em outra lenda urbana muito difundida sobre o inss: a de que bastaria cobrar dos grandes devedores para tapar o rombo. a verdade, no entanto, é que, se por algum milagre todos esses devedores quitassem suas obrigações, o valor cobriria no máximo três anos de déficit. não há dúvidas de que existem, sim, fraudes, desvios e corrupção na previdência. mas seu grande problema é a inviabilidade do modelo em vigor, no qual as aposentadorias de hoje são bancadas pelos atuais trabalhadores. esse sistema funcionou bem enquanto havia muitos jovens e adultos na força de trabalho, contra poucos aposentados cuja expectativa de vida não era tão grande. mas a dinâmica demográfica brasileira mudou: as famílias estão tendo menos filhos e a longevidade está crescendo; consequentemente, há cada vez menos trabalhadores na ativa para financiar cada vez mais aposentados. ainda que o inss operasse com lisura total, já no curto prazo o sistema se mostraria inviável, como o provam os déficits; no médio e longo prazo, o modelo está condenado. esse raciocínio também vale para a previdência dos servidores públicos, que não foi abordada na pesquisa ipsos. e é preocupante ver que as percepções ilusórias sobre a previdência independem de escolaridade e classe social. mesmo entre os mais instruídos, com curso superior, prevalece a visão de que o inss é sustentável (52% contra 41%). e, quando perguntados sobre a necessidade de uma reforma na previdência, 34% dos entrevistados da classe ab e 40% daqueles com curso superior afirmam que não é necessário fazer mudanças no sistema – a média de todos os entrevistados foi de 43%. é verdade que a parcela dos que defendem a necessidade de uma reforma é maior (48% na classe ab e 52% entre os que têm curso superior). além disso, para metade dos entrevistados, o próximo presidente precisa tratar do tema. a pesquisa, no entanto, não questionou se as pessoas estariam dispostas a votar em um candidato que defendesse a reforma durante a campanha. e, hoje, nada ameaça mais a perspectiva de uma reforma da previdência que o populismo eleitoreiro vendedor da ilusão de que não há problemas – o mesmo discurso, aliás, que venceu em 2014 e cujos resultados fizeram sofrer um país inteiro. fonte: gazeta do povo
25/06/2018

68% das pessoas acreditam que nunca vão se aposentar, aponta pesquisa

  pesquisa que ouviu 7 mil adultos e 600 gestores em 11 países, incluindo o brasil, revela um pouco dos receios relacionados à aposentadoria no mundo ao entrevistar 7 mil adultos com mais de 18 anos de idade e 600 gestores dos setores público e privado em 11 países, a consultoria mercer e sua subsidiária marsh & mclennan companies revelaram um pouco do pensamento a respeito da aposentadoria nos dias de hoje. segundo o levantamento, embora quase 75% das pessoas tenham revelado que não estão se planejando pró-ativamente para essa fase da vida, 68% acreditam que viverão além da sua renda e que, por isso, nunca poderão parar de trabalhar. ao mesmo tempo, somente 26% acredita que terá condições de escolher uma data para parar de trabalhar e apenas 39% dos entrevistados disseram estar em boa ou excelente condição de saúde no momento, o que dirá mais velhos. batizado de “saudável, próspero e produtivo no trabalho”, que é como todo adulto gostaria ou deveria chegar até a melhor idade, ou seja, os 80 anos e além, o estudo revela um despreparo grande, tanto em termos financeiros, quando em termos de saúde, para essa fase da vida, mesmo diante de várias mudanças no modo de vida e do crescimento da expectativa de vida das pessoas de forma geral. “a boa notícia é que, se a mudança for feita agora, é possível acompanhar os padrões culturais de hoje. a sociedade está mudando - e nossa abordagem de poupança e segurança financeira deve mudar junto com ela”, disse renee mcgowan, diretor global de patrimônio individual da mercer. felipe bruno, líder de previdência da mercer no brasil, pontua três razões pelas quais ele acredita que a situação ainda mais preocupante no país do que em outra nações: a falta de uma educação financeira; a desassistência à saúde da população mais idosa, inclusive da parte do setor privado também; e uma cultura orientada para o consumo. “em 1980, a gente tinha uma expectativa de vida média para o brasileiro de 63 anos. no ano 2000, isso subiu para 70 anos e hoje já está chegando em 76 anos. então estamos falando de uma população que vive mais e que, portanto, tende a prolongar a sua permanência no mercado de trabalho para conseguir sustentar um período tão longo de vida após a aposentadoria”, explica ele. em 2030, o número de idosos já será maior do que o de crianças, com 18% da população na faixa acima dos 60 anos, segundo projeções do ibge. “olhando dados dos fundos de pensão e seguradoras, vemos que apenas 5% dos brasileiros têm um plano de previdência privada ou algum tipo de complementação de renda. (...) ao mesmo tempo, 85% dos entrevistados na pesquisa da mercer admitem poupar mas também dizem que isso irá contribuir para o chamado stress financeiro, uma sensação de perda de aquisição”, explica o consultor. para além da poupança, há uma crescente dificuldade de o idoso brasileiro em se planejar também em termos de assistência à saúde.se no âmbito privado a tendência é de redução das opções individuais e familiares, que hoje representam 17% dos contratos do setor (8 milhões dos 47,3 milhões de brasileiros com plano de saúde), justamente porque essa fatia tem o reajuste controlado pela agência reguladora, a ans, caberia também às empresas e ao mercado, em geral, pensar em alternativas para a população idosa. principalmente porque a inflação da saúde, historicamente, é maior do que a oficial e isso só tende a se agravar com o envelhecimento da população. ele lembra que há projetos tramitando no congresso, por exemplo, no sentido de criar planos de poupança com isenção fiscal quando eles tiverem como finalidade exclusivamente um plano de saúde na aposentadoria. outro dado interessante da pesquisa e que poderia ser um fator de mudança no brasil, é que os empregados costumam confiar nos conselhos sobre poupança dos empregadores (79%). dessa forma, as empresas poderiam ter um papel crucial nesse planejamento para a aposentadoria. mas como será no futuro, já que alguns especialistas apontam para o fim do emprego no mercado de trabalho, com a expansão de modelos de economia colaborativa e a permanência cada vez mais errante das pessoas numa mesma empresa? em 2017, 26% de todos os planos privados do país foram oferecidos pelos empregadores aos seus funcionários, de acordo com os dados da federação nacional de previdência privada e vida (fenaprevi). para felipe bruno, mais do que oferecer benefícios como esse, o empregador deveria, em conjunto com entidades governamentais, colaborar para a educação financeira do funcionário, por meio da promoção ferramentas voltadas para isso, como plataformas digitais. “é preciso que tenha um dinamismo muito maior nessas transações para que isso tenha aderência às novas características do mercado de trabalho.” fonte: gazeta do povo
25/06/2018

Folha de São Paulo debate previdência e blockchain no setor de seguros

 o jornal folha de são paulo, um dos veículos de comunicação mais tradicionais e antigos do brasil, vai realizar um seminário nesta quinta-feira, 28 de junho, no qual irá debater as oportunidades que uma possível reforma da previdência pode trazer para startups, empresas e para todo o mercado privado de seguros. além disso, os impactos da tecnologia blockchain para as insurtechs também será um dos temas principais. “a chegada de novas tecnologias para o setor, como blockchain e big data, e as mudanças que essas inovações trazem serão o mote para a terceira mesa de debates do seminário”, destaca o jornal. um bom exemplo da união entre o setor de seguros e a tecnologia blockchain é a insurtech brasileira 88, que acredita que por meio de uma solução de blockchain irá diminuir as dificuldades atuais na compra e gestão do ciclo de vida da apólice de seguros, para isso, pretende usar smart contracts baseados nas redes ethereum, stellar (para micropagamentos) e corda (onde já são parceiros do r3). a proposta da 88 foi uma das pré-selecionadas pela unicef como uma das startups com capacidade de realizar impacto social em uma escala global. o evento da folha tem patrocínio da cnseg (confederação nacional das empresas de seguros gerais, previdência privada e vida, saúde suplementar e capitalização) e acontece a partir das 9h no auditório da folha (al. barão de limeira, 425, campos elíseos – 9º andar, são paulo). as inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio deste link. fonte: folha de são paulo por cassio gusson
25/06/2018

Receita da capitalização cresce 8,1% em quatro meses

 faturamento avança e resgates diminuem sinalizando um consumidor mais cauteloso diante das incertezas econômicas, indica fenacap. a federação nacional de capitalização (fenacap) divulgou os dados do primeiro quadrimestre do ano do segmento de títulos de capitalização. em comparação a igual período de 2017, houve uma alta na receita de 8,1%, que atingiu r$ 6,8 bilhões. o valor das provisões técnicas – os recursos acumulados e, posteriormente, resgatados pelos clientes antecipadamente, ou no fim da vigência – também cresceu, fechando o período com r$ 29 bilhões, aumento de 1,7%. confirmando tendência verificada no ano, houve redução de 6,5% no volume de resgates, que ficaram em r$ r$ 5,6 bilhões. de acordo com o presidente da entidade, marco antonio barros, o desempenho do primeiro quadrimestre mostra que o consumidor voltou a fazer aportes em títulos de capitalização. “em vista das incertezas e de uma recuperação da economia mais lenta que o esperado, as pessoas estão adiando planos de consumo, optando por guardar dinheiro e formar alguma reserva para enfrentar possíveis dificuldades financeiras. e nesse caso, os títulos de capitalização são solução para manter a disciplina e organizar o orçamento doméstico”, assinala. segundo ele, a redução dos resgates corrobora essa tese, evidenciando que as pessoas que já possuem alguma reserva estão mantendo suas economias guardadas por mais tempo, para emergências ou para a concretização de projeto futuros. ainda de acordo com os dados divulgados pela federação, nos quatro primeiros meses do ano foram distribuídos r$ 347 milhões em prêmios a clientes de títulos de capitalização de todo o brasil. a cada dia útil do período, as empresas de capitalização pagaram o equivalente a r$ 4,2 milhões em sorteios por dia útil. o sudeste foi a região que recebeu o maior volume de prêmios. ao todo, foram r$ r$ 155 milhões distribuídos para os clientes dos estados do espírito santo, minas gerais, rio de janeiro e são paulo. marco regulatório a divulgação da circular 569 em 2 de maio de 2018 pela superintendência de seguros privados (susep) promoveu algumas mudanças para o segmento. a principal delas foi a criação de duas novas modalidades, o instrumento de garantia e filantropia premiável, que antes eram comercializadas junto as modalidades tradicional e popular, respectivamente. o documento trouxe normas que promovem ajustes na elaboração, operação e comercialização dos produtos. as mudanças propostas pela circular 569 passam a valer em 120 dias, a contar de sua publicação, mas ainda dependem de regulamentação complementar, etapa do processo que, no momento, mobiliza todas as empresas do setor. de acordo com análise inicial das comissões técnicas da fenacap, existem dispositivos que podem ser aprimorados para que sejam efetivamente criadas as condições para promoção do crescimento sustentado do setor. “a expectativa das associadas à fenacap é contribuir de maneira colaborativa para que algumas das normas possam ser mais aderentes à realidade do mercado”, adianta barros. fonte: revista apólice
25/06/2018

Mercado aumenta projeção de inflação e reduz alta do PIB para 2018

 instituições financeiras consultadas pelo banco central continuam reduzindo a projeção de crescimento da economia e aumentando a estimativa para a inflação. o relatório focus do bc aponta que o mercado reduziu mais a expectativa sobre o crescimento da economia. a projeção para a expansão do produto interno bruto (pib) caiu de 1,76% para 1,55% na oitava redução seguida. a previsão de crescimento para 2019 recuou, pela terceira vez consecutiva, ao passar de 2,70% para 2,60%. já o índice nacional de preços ao consumidor amplo (ipca) subiu de 3,88% para 4% neste ano. é a sexta projeção seguida de alta para o ipca. para 2019, a estimativa segue em 4,10%. mesmo com o aumento nas projeções, as estimativas seguem abaixo da meta de 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6% para este ano. para 2019, a meta é 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. para alcançar a meta de inflação, o bc usa como instrumento a taxa básica de juros, a selic. na semana passada, o comitê de política monetária (copom) do bc decidiu manter a selic em 6,5% ao ano. para as instituições financeiras, a selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018. para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano. quando o copom aumenta a selic, objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. quando o copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação. a manutenção da selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo bc. a previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar passou de r$ 3,63 para r$ 3,65 no fim deste ano, e permanece em r$ 3,60 para o fim de 2019.   jornal do comércio - folhapress (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/06/634642-mercado-aumenta-projecao-de-inflacao-e-reduz-expectativa-sobre-pib.html)
25/06/2018

Consumidores esperam inflação de 5,2% em 12 meses a partir de junho, aponta FGV

 a mediana da inflação esperada pelos consumidores para os próximos 12 meses ficou em 5,2% em junho, ante 5,3% em maio, informou nesta segunda-feira (25), a fundação getulio vargas (fgv), que divulgou o indicador de expectativa de inflação dos consumidores. em relação a igual período do ano passado, houve recuo de 1,7 ponto porcentual no indicador. "as expectativas se mantiveram relativamente estáveis. isso ocorre, em parte, por uma inércia de parte dos consumidores, que apesar do choque de preços ocorrido, principalmente, devido à greve dos caminhoneiros, não gerou uma mudança nas expectativas de inflação de forma homogênea. os consumidores de renda mais baixa continuam projetando queda nos preços enquanto os de maior poder aquisitivo já reajustam suas projeções", avaliou o economista pedro costa ferreira, do instituto brasileiro de economia da fgv (ibre/fgv), em nota oficial. na distribuição por faixas de inflação, 48,3% dos consumidores projetaram uma taxa dentro dos limites de tolerância da meta (de 3% a 6%) perseguida pelo banco central. a proporção de consumidores indicando inflação abaixo do limite inferior de 3% recuou de 22,2% em maio para 18,2% em junho. as previsões entre o limite inferior de 3% e a meta de 4,5% caíram de 27,1% para 25,5% no mesmo período, enquanto as projeções entre a meta de 4,5% e o limite superior de 6% subiram de 18,8% para 22,8%. em junho, as famílias com renda familiar até r$ 2.100,00 reduziram sua estimativa de inflação em 1,1 ponto porcentual, de 6,5% em maio para 5,4% este mês. entre os consumidores com renda superior a r$ 9.600,00, as expectativas de inflação avançaram de 4,1% para 4,5%. o indicador de expectativa de inflação dos consumidores é obtido com base em informações da sondagem do consumidor, que ouve mensalmente mais de 2,1 mil brasileiros em sete das principais capitais do país. aproximadamente 75% dos entrevistados respondem aos quesitos relacionados às expectativas de inflação.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/06/634634-consumidores-esperam-inflacao-de-5-2-em-12-meses-a-partir-de-junho-aponta-fgv.html)  
25/06/2018

Economista questiona PIB calculado pela Fipe no Rio Grande do Sul

 na última sexta-feira, dia seguinte à divulgação da estimativa do produto interno bruto (pib) do rio grande do sul de 2017 pela fundação instituto de pesquisas econômicas (fipe), um detalhe chamou a atenção. o valor nominal do principal indicador da economia do estado foi estimado em r$ 375,4 bilhões e ficou abaixo do de 2016, que foi de r$ 410,3 bilhões. causou estranheza a diferença de r$ 35 bilhões para menos, mesmo quando a fipe aponta alta de 1% do pib no ano passado. este fato e a forma como a fundação paulista desenvolveu o cálculo, ainda com poucas informações, reforçaram as críticas de segmentos da antiga fundação de economia e estatística (fee), que estimou o pib por mais de 45 anos, e da academia. o professor de contabilidade social da faculdade de ciências econômicas da universidade federal do rio grande do sul (ufrgs), disciplina que ensina aos alunos a estrutura das contas nacionais incluindo o pib, carlos henrique horn, reagiu: "espero que se esclareça esta lambança de comparar um dado a preços de 2015 (pib de 2017) com outro a preços de 2016 (pib de dois anos atrás)". horn, economista do ano pelo conselho regional de economia (corecon-rs) em 2014 e ex-diretor do banco regional de desenvolvimento do extremo sul (brde) no governo de tarso genro (pt 2011-2014), suspeita que o valor com base em preços de 2016 e 2017 não foi calculado. o que foi confirmado pela fipe. o professor diz que seria possível ter os dados completos seguindo a metodologia usual das nações unidas, que norteia os países e instituições, além de ter dados de preços do ibge. "tudo indica que eles montaram um modelo econométrico, que dizem ter 400 séries de dados, mas que não sabemos como são processadas. não tenho confiança neste dado antes de ver a metodologia. meus alunos não vão usar este número em seus estudos", avisou horn. informações de preços e estrutura mais detalhada da economia local eram repassadas pelo ibge, que não franqueará mais as informações, muitas delas sigilosas, pois o convênio era com a fee, agora extinta. o instituto comunicou em maio suspensão de convênio, por recomendação da advocacia geral da união (agu). "eles (fipe) podem ter subestimado o peso da agropecuária em 2017, que seria possível de medir no processo anterior", preocupa-se o professor da ufrgs. horn lembra que o setor é crucial para analisar o comportamento da economia gaúcha. sem as variações maiores do setor primário, a atividade regional segue a brasileira. "podemos ter um crescimento menor ou maior, dependendo de como for apurado este dado", completa horn. "do jeito que está sendo divulgado, parece mais um índice de atividade, como muitos que são feitos por bancos e outras entidades." pelo documento distribuído pela fipe intitulado "relatório trimestral do pib", verifica-se que estimativas da nova titular do pib confrontadas com as da fee apontam para grandes variações em anos como 2010 e 2013. os representantes da fundação paulista alegaram "volatilidade menor" no novo modelo. para horn e para economistas da fee, a nova sistemática pode estar deixando escapar variações importantes da agropecuária, gerando discrepâncias e dificultando uma leitura adequada da economia. o professor defende que o corecon-rs faça uma auditoria no indicador construído pela fundação paulista para que se possa "ter confiança e saber o que está sendo apurado". a proposta, diz horn, servirá para recompor a importância e a confiança no cálculo do pib. o jornal do comércio questionou o titular da secretaria de planejamento, governança e gestão (spgg), josué barbosa, no dia da divulgação, se houve alguma verificação técnica externa ou de alguma área do governo sobre a metodologia e os cálculos da contratada. barbosa disse que não e que a fipe tem "doutores entre seus membros", indicando capacidade e credibilidade do trabalho. coordenador da pesquisa confirma que indicador foi estimado a preços de 2015 o coordenador de pesquisa da fipe, eduardo zylberstajn, confirmou que o pib nominal de 2017 foi estimado a preços de 2015. "não incorpora a inflação de 2016 para frente", diz zylberstajn. o coordenador explica "que o deflator do pib é um índice específico e que não dá para usar os índices de inflação ao consumidor mais conhecidos". o economista da fipe acrescenta que o valor será calculado nos próximos meses, "mas o mais importante é a variação real do pib, que foi divulgada". o coordenador alegou que o trabalho da fundação começou em abril, que não daria tempo de fazer todos os processamentos de séries e que os dados serão divulgados por etapas. na divulgação, jornalistas que costuma acompanhar o setor sentiram falta de números sobre o desemprenho setorial que permitem análises mais completas da situação da economia gaúcha. além do mais, o contrato da fipe, que custará aos cofres públicos r$ 6,6 milhões por 24 meses de trabalho, não abrangia o cálculo do pib do ano passado. como a força tarefa montada pela spgg não conseguiu entregar o dado por não conseguir acessar a base do ibge, a direção da spgg pediu e a fundação paulista topou fazer o indicador geral sem custo extra, asseguraram governo e contratada. a fipe, por outro lado, está com pagamentos suspensos devido a uma liminar do tribunal de contas do estado (tce) concedida no processo que apura a contratação. economistas da fee, cujo quadro se mantém empregado devido a uma liminar da justiça do trabalho, reforçam as dúvidas do professor da ufrgs. em nota, o grupo chama o indicador da fipe de "pib adaptado" e cobra a divulgação da metodologia, além de alertar para falhas, como não ter sido calculado o deflator de 2016 e 2017, o que pode gerar distorções nos resultados. "o indicador deles é imprestável, não dá para confiar", conclui roberto rocha, que coordenava as contas regionais na fee. a nota diz que será preciso esperar o cálculo do ibge para saber o desemprenho da economia gaúcha, divulgado com defasagem de dois anos. "só saberemos o pib de 2017 em 2019, assim será possível comparar com o pib do brasil", lamenta a nota. –   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/06/634598-economista-questiona-pib-calculado-pela-fipe.html)

Juros futuros fecham em alta com ambiente político conturbado


12/04/2019
SÃO PAULO - Em um cenário de articulação fraca do governo no Congresso, sem uma base de apoio forte de parlamentares e queda da popularidade do presidente Jair Bolsonaro, o tempo começa a jogar contra no processo de tramitação da reforma da Previdência. E a indicação de atraso na votação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) desagradou invetidores. Nesse ambiente, os contratos de juros futuros fecharam em alta nesta quinta-feira (11).

"O governo continua mostrando inabilidade de articular com o Legislativo, mas precisa dele. Além dos parlamentares ficarem passivos na tramitação da reforma, já tem gente jogando contra. O mercado espera a aprovação, mas é impaciente. O jogo virou um pouco", analisa, Arnaldo Curvello, gestor da Ativa Wealth Management.

Na opinião do gestor, o governo poderia ter aproveitado a vaga no Ministério da Educação para melhorar sua relação com o Congresso, mas não aconteceu. "O Planalto tem frustrado muito o Legislativo, sendo que precisa dele. Não adianta descontentar os parlamentares o tempo inteiro."

Queda de braço

Parlamentares do chamado Centrão ensaiam uma nova crise com o Executivo ameaçando obstruir a sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para votar o relatório da Previdência, na próxima quarta-feira (17), o que atrasaria o cronograma previsto. A ideia é favorecer a aprovação do orçamento impositivo, que obriga o governo a pagar as emendas parlamentares de bancada.
"Temos o Centrão se posicionando como oposição e mostrando para o mercado que pode retardar e fatiar a reforma da Previdência. Em um dia de exterior pior, os investidores pedem mais prêmio nos juros futuros", afirma outro gestor que preferiu não ser identificado. "[Jair] Bolsonaro criando o 13º para beneficiários da Bolsa Família também não agrada, uma vez que são mais gastos."

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, voltou a falar da comunicação do Executivo com o Legislativo. "Falta o governo organizar esse diálogo com o Parlamento; importante é saber o que o governo pensa", disse o líder da Câmara. "Só o governo tem estrutura para fazer a comunicação, não só nas mídias sociais como na tradicional", completou.
O ambiente desfavorável levou o DI janeiro/2020 encerrar o pregão regular, às 16h, com taxa de 6,485% (de 6,465% no ajuste anterior), o DI janeiro/2021 anotar taxa de 7,13% (de 7,06% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 fechar a 8,75% (de 8,67% no ajuste anterior).

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