05/11/2018

TR não deve ser aplicada na correção de benefício complementar, decide Segunda Seção

 a segunda seção do superior tribunal de justiça (stj) decidiu que o índice de correção monetária a ser aplicado a benefício complementar pago por entidade aberta de previdência privada deve ser estipulado pelos órgãos do sistema nacional de seguros privados. para o colegiado, os índices de correção devem ser adotados na seguinte ordem: ortn, otn, ipc, btn, tr e índice geral de preços de ampla publicidade, conforme a época em que vigoraram os planos, inclusive com a substituição da taxa referencial (tr) pelo ipca a partir de 5/9/1996. a decisão foi tomada por unanimidade em embargos de divergência apresentados por beneficiário de plano de previdência privada. o embargante alegou divergência jurisprudencial entre decisões da terceira e quarta turmas do stj quanto à possibilidade de utilização da tr na correção de benefício de renda mensal de plano de previdência privada aberta. o autor da ação pediu que prevalecesse a tese firmada pela terceira turma, de que deve ser afastada a aplicação da tr na correção monetária do benefício previdenciário complementar a partir de setembro de 1996, e adotado o inpc ou o ipca-e, conforme normativos do conselho nacional de seguros privados (cnsp) e da superintendência de seguros privados (susep). o relator dos embargos, ministro villas bôas cueva, destacou haver dois recursos especiais repetitivos pendentes de julgamento no stj com questões similares (tema 977). porém, disse ele, a matéria deveria ser apreciada primeiro pela seção nos embargos de divergência, “pois é recomendável a uniformização da jurisprudência antes de ser cristalizado qualquer entendimento no feito representativo de controvérsia”. tr villas bôas cueva explicou que a tr não é índice de correção monetária, pois, refletindo as variações do custo primário da captação dos depósitos a prazo fixo, não constitui fator que reflita a variação do poder aquisitivo da moeda. o relator citou precedentes do supremo tribunal federal (stf) indicando a impossibilidade de imposição da tr como índice de correção monetária, uma vez que a taxa não é capaz de mensurar o fenômeno inflacionário, pois sua fórmula de cálculo é desvinculada da variação de preços da economia. o ministro mencionou também a súmula 295 do stj (“a taxa referencial é indexador válido para contratos posteriores à lei 8.177/91, desde que pactuada”), porém, conforme observou, nos precedentes que deram origem àquele enunciado, a tr não era utilizada isoladamente, mas, sim, em conjunto com juros bancários ou remuneratórios. dessa forma, de acordo com villas bôas cueva, “se a complementação de aposentadoria, de natureza periódica e alimentar, for corrigida unicamente pela tr, acarretará substanciais prejuízos ao assistido, que perderá gradualmente o seu poder aquisitivo com a corrosão da moeda, dando azo ao desequilíbrio contratual”. correção para o relator, os próprios órgãos reguladores do setor, atentos ao problema, reconheceram a tr como fator inadequado de correção monetária nos contratos de previdência privada aberta, editando várias orientações para a repactuação dos contratos, com o objetivo de substituí-la por um índice geral de preços de ampla publicidade. “com a vedação legal da utilização do salário mínimo como fator de correção monetária para os benefícios da previdência privada (leis 6.205/75 e 6.423/77) e o advento da lei 6.435/77 (artigo 22), devem ser aplicados os índices de atualização estipulados, ao longo dos anos, pelos órgãos do sistema nacional de seguros privados, sobretudo para os contratos de previdência privada aberta: na ordem, ortn, otn, ipc, btn, tr e índice geral de preços de ampla publicidade”, explicou. direito adquirido o ministro afirmou que o participante do plano tem direito adquirido ao benefício previdenciário complementar e à efetiva atualização monetária de seu valor. porém, o direito adquirido não se estende a determinado índice de correção. dessa forma, é possível a substituição dos índices. “a substituição de um indexador por outro é possível desde que idôneo para medir a inflação, recompondo a obrigação contratada. não pode incidir, dessa forma, índice aleatório, que privilegie, por um lado, a entidade de previdência privada ou, por outro, o participante”, frisou. custeio villas bôas cueva citou ainda diversos julgados do stj no sentido de que a eventual ausência de fonte de custeio para suportar o pagamento das diferenças de correção monetária não tem força para afastar o direito do assistido. segundo os precedentes, a entidade de previdência privada tem a responsabilidade de prever a formação, a contribuição e os devidos descontos de seus beneficiários, de forma que a própria legislação estabeleceu mecanismos para que o ente previdenciário supere possíveis déficits e recomponha a reserva garantidora. “não prospera, portanto, a alegação da entidade aberta de previdência privada ventilada em contrarrazões no sentido de que a tr deve ser aplicada sem limite temporal para os contratos firmados em data anterior a 1º/1/1997, ao passo que somente para aqueles pactuados em data posterior é que incidiria algum dos índices gerais de preço de ampla publicidade”, afirmou. ao acolher os embargos, villas bôas cueva destacou que deve prevalecer a tese firmada pelo acórdão paradigma proferido pela terceira turma, visto que a tr não pode ser utilizada como fator de correção dos benefícios da previdência privada após o reconhecimento de sua inidoneidade pelos órgãos governamentais competentes, devendo, em seu lugar, ser adotado algum índice geral de preços de ampla publicidade, que será o ipca, a partir de 5/9/1996, na ausência de repactuação. leia o acórdão.
05/11/2018

Combate ao mercado marginal une entidades estaduais e federais

 conforme guacir de llano bueno, empresas ludibriam o consumidor /claiton dornelles /jc. a preocupação em combater o mercado paralelo de seguros é uma das missões das entidades de classe e das seguradoras. o crescimento e fortalecimento de associações e cooperativas, cujas atividades incluem a comercialização de produtos que prometem se assemelhar às coberturas prometidas pelas seguradoras, porém com um preço bem abaixo do mercado, vem sendo combatido pelo sindicato das seguradoras do rio grande do sul (sindseg-rs) juntamente com a superintendência de seguros privados (susep). neste mês, a susep passou a divulgar através de seu site uma lista com as empresas, tanto nacionais quanto estrangeiras, que foram identificadas e multadas por não possuírem autorização da superintendência para atuar na venda desses produtos. além da proteção veicular, de maior procura pelos interessados – estima-se que dois milhões de brasileiros optem por essa modalidade – foram identificadas atividades no ramo de seguro de vida, auxílio-funeral, dentre outros. para o presidente do sindseg-rs, guacir de llano bueno, quem opta por sair do mercado tradicional pode ter uma dor de cabeça na hora de requerer a indenização, por conta da falta de capital dessas empresas para honrar compromissos, ou até mesmo com o sumiço dos administradores, deixando à deriva os sinistrados. “a susep cobra das empresas reguladas uma série de exigências impostas a partir de estudos, para controle de riscos e fraudes. o que as empresas à margem fazem é algo rudimentar”, afirma bueno. o líder da entidade gaúcha percebe que as vendas são feitas como se seguros fossem, “a fim de ludibriar os consumidores” e, por consequência, geram prejuízo de credibilidade para as empresas autorizadas, pois, segundo o presidente, quando esses clientes sofrem com prejuízos não percebem que se tratam de empresas sem a devida autorização. “na hora do sinistro, esses administradores não honram com seus compromissos, ou os fazem pela metade, e a maledicência, desconfiança, recai sobre o mercado inteiro”, explica. a entrada de mais consumidores no mercado segurador regulamentado geraria alguns efeitos positivos, na visão de bueno. o primeiro deles é a redução dos valores, uma vez que quanto maior o número de segurados contribuintes, maior será o caixa da empresa e, por conseguinte, haverá maior condição de honrar com as indenizações. o outro ponto é garantir totalmente a seguridade do cliente e apresentar um produto no qual estará certo que, se precisar, terá a cobertura integral. para isso, o sindseg-rs trabalha na divulgação das empresas não regulamentadas e as denuncia para a susep, a fim de que ela tome medidas cabíveis junto ao ministério público. fonte: jornal do comércio
05/11/2018

Seguro pode ser alavanca para infraestrutura no novo governo

 cnseg sugeriu ao novo presidente elevar o seguro garantia nas grandes obras. o estado de s. paulo destaca que o mercado de seguros, com r$ 1,2 trilhão em ativos, pode servir de alavanca para deslanchar o setor de infraestrutura no novo governo, após o impacto da crise político econômica que parou o país. a defesa é do presidente do sindicato dos corretores de seguros do estado de são paulo (sincor-sp), boris ber, em carta ao mercado e que será divulgada hoje, dia 31. por meio da confederação nacional das seguradoras (cnseg), o setor de seguros entregou 22 propostas ao candidato eleito jair bolsonaro (psl), entre as quais a de elevar o seguro garantia nas grandes obras. fonte: folha de s. paulo via sindseg sp
05/11/2018

Seguradoras pressionadas com nova abordagem das normas IFRS

 grandes seguradoras globais iniciaram os preparativos para a ifrs 17 e a ifrs 9, mas as pequenas ainda estão atrasadas. confira os detalhes. internacional – as grandes seguradoras globais iniciaram os preparativos para a ifrs 17 (que diz respeito aos contratos de seguros e que passa a vigorar em 1⁰ de janeiro de 2021) e a ifrs 9 (norma sobre instrumentos financeiros que deverá ser adotada em conjunto para a maior parte das empresas seguradoras), mas as pequenas ainda estão atrasadas, de acordo com um novo relatório “participando para vencer”, da kpmg internacional. 67% das grandes seguradoras pesquisadas estão na fase de concepção de projeto ou implementação da ifrs 17 e 64% estão em posição semelhante com relação à ifrs 9. em comparação, entre as pequenas seguradoras, somente 10% e 25% iniciaram a concepção de projeto ou a implementação da ifrs 17 e da ifrs9, respectivamente. segundo o estudo, mesmo diante do progresso de muitas seguradoras, ainda há obstáculos para tornar a ifrs 17 e a ifrs 9 operacionais: 90% delas afirmaram que esperam dificuldades para garantir um número suficiente de pessoas fazer o trabalho e metade delas está preocupada com o orçamento. “as organizações globais que estão mais adiantadas com os projetos são as que mais sentem a pressão do tempo. quanto mais fazem, mais percebem como a implementação das novas normas é desafiadora. as pequenas seguradoras, que fizeram um mínimo de preparativos, precisam se engajar urgentemente nessa tarefa. já aqui no brasil, espera-se que o ifrs 9 seja obrigatório para seguradoras que não estão ligadas a banco somente quando o ifrs17 entrar, e sobre esse último, as entidades ainda não possuem prazo regulamentar”, afirma o sócio da kpmg no brasil, lúcio anacleto. pessoal e treinamento são necessidades críticas ainda de acordo com a pesquisa, 45% das grandes seguradoras no mundo já têm equipes com 50 ou mais integrantes e metade delas já recrutou até 25 pessoas. o levantamento mostrou ainda que o treinamento é uma necessidade crítica e que até agora a maioria das seguradoras só capacitou os membros das equipes de implementação. a maioria das grandes seguradoras pesquisadas, 97%, vê a implementação nas novas normas ifrs como uma oportunidade de transformar os negócios, com foco na otimização do processo (77%), aperfeiçoamento do processo atuarial (65%) e modernização do sistema (58%). “os custos da implementação da ifrs 17 e da ifrs 9 são significativos, mas a pesquisa demonstra que as oportunidades apresentadas são ainda maiores. com as novas normas, as seguradoras passaram a ver as estratégias e processo financeiro e atuarial de novo ângulo. a transição pode ser um catalisador da inovação e do desenvolvimento dos talentos dos seus líderes emergentes”, analisa. desafios operacionais o levantamento identificou também que os novos desafios operacionais ficam claros à medida em que os preparativos avançam: somente 7% das seguradoras pesquisadas acreditam que estarão prontas a tempo para os dois anos da execução paralela; mais da metade (56%) prevê somente um ano de execução paralela antes de se firmarem. “em última instância, é um ponto crítico para as seguradoras a atenção à evolução das questões de interpretação para que os impactos sobre as demonstrações financeiras sejam bem entendidos e que haja um diálogo com os investidores sobre as mudanças que podem esperar”, acrescentou. a pesquisa o relatório “participando para vencer” (do original em inglês, in it to win it: feedback from insurers on the journey ifrs17 and 9 implementation one year in) fez uma abordagem da implementação da ifrs 17 e da ifrs 9, realizada com base em uma pesquisa com 160 executivos de seguradoras de mais de 30 países. a maior porcentagem de empresas (37%) é composta, 19% são seguradoras de ativos e responsabilidade civil, sendo 7%, resseguradoras. são consideradas grandes seguradoras as que tiveram prêmios superiores a us$ 10 bilhões e pequenas as que tiveram prêmios abaixo de us$ 1 bilhão. fonte: l.s. revista apólice
05/11/2018

Confiança das seguradoras cresceu 26% em outubro

 a confiança das seguradoras reagiu bem ao resultado eleitoral. em outubro, o ices subiu 26%, indo agora para um patamar pouco acima de 115 pontos. esse é o maior valor, desde abril desse ano. lembrando que, em maio, houve a greve dos caminhoneiros. abaixo, o gráfico dessa variável (desde janeiro de 2015), além da análise completa em anexo. http://www.fenacor.org.br/download/icssout2018.pdf francisco galiza http://www.ratingdeseguros.com.br/ http://twitter.com/ratingdeseguros fonte: portal nacional de seguros por francisco galiza
05/11/2018

Líder simplifica pedido do Seguro DPVAT com novo formulário unificado

 com o objetivo de simplificar os processos de indenização do seguro dpvat, a seguradora líder lançou, no último dia 10, um novo formulário que centraliza as principais informações de vítimas/beneficiários para todas as coberturas do seguro, o que possibilita maior agilidade na regulação e na liberação do pagamento das indenizações. o novo formulário unifica as informações de documentos anteriormente exigidos para dar entrada na indenização: a autorização de pagamento de sinistro e registro de informações cadastrais pessoa física; a declaração de ausência de laudo do iml e a declaração de únicos beneficiários. outra mudança importante no processo de solicitação do seguro foi a simplificação das exigências para os cidadãos não alfabetizados. agora, esses beneficiários não precisarão apresentar formulários, declarações e procurações por instrumento público, emitidos em cartórios, e poderão indicar uma pessoa que, a seu rogo, preencherá e assinará, juntamente com duas testemunhas, todos os documentos relativos ao pedido de indenização do seguro dpvat, incluindo o formulário unificado. nesses casos, os beneficiários não alfabetizados precisarão apenas inserir, nos documentos, a sua impressão digital. a seguradora líder informa que, além do novo formulário unificado, existem documentos específicos para cada tipo de cobertura do seguro dpvat. confira aqui. fonte: cqcs
05/11/2018

Inteligência artificial já é realidade no mercado de seguros

 nesta quarta-feira, dia 31 de outubro, aconteceu a quarta etapa da série de eventos promovida pela associação paulista dos técnicos de seguros (apts) sobre tecnologia. a palestra de hoje teve como tema a inteligência artificial no seguro. osmar bertacini, presidente da apts, fez a abertura do evento e ressaltou a parceria com a escola nacional de seguros que tem proporcionado a realização dessa série. “o mercado de seguros é dinâmico e estamos procurando oferecer palestras e seminários atuais”, afirmou. integrante da diretoria do sincor-sp, bertacini disse que a presença do corretor de seguros vai existir sempre. “seguro é um produto intangível e a presença do corretor é fundamental”, afirmou. no mercado de seguros, a inteligência artificial (ia) já é utilizada por seguradoras e corretoras de seguros para a realização de várias tarefas, como atendimento ao cliente, cotação e emissão de apólices, entre outras coisas. no atendimento ao cliente, essas ferramentas inteligentes aprendem as diversas maneiras de se comunicar com humanos, interpretando e captando emoções ou o estado de espírito dos participantes da conversa. evaldir barbosa, integrante da diretoria da apts e mentor do clube dos corretores de são paulo, fez a apresentação dos palestrantes e destacou que a tecnologia é uma ferramenta que vai facilitar o dia a dia. “temos de saber que tecnologia é aplicada a cada profissional”, afirmou. o primeiro palestrante foi roberto celestino, líder de vendas da ibm watson. ele apresentou as aplicações da inteligência artificial e lembrou que hoje vive-se em um ambiente transformacional. “as pessoas geram dados constantemente seja tirando fotos ou enviando mensagens. cada vez mais há novas fontes de dados como casa conectada, pulseiras que medem batimentos cardíacos”, exemplificou. ele disse ainda que 90% dos dados gerados hoje foram gerados nos últimos dois anos. eles são não estruturados (vídeos, fotos,) ou seja, não estão organizados em uma planilha. “são publicados 2,5 milhões de artigos científicos em inglês por ano. quantos artigos você lê por dia?”, questionou ele aos presentes. ele lembrou que os seres humanos têm limitações. “os dados gerados estão crescendo de maneira exponencial. todas as empresas e setores têm interesses em fazer uso de inteligência artificial”, revelou. em seguida, ele falou do funcionamento do watson, da ibm. “é uma plataforma de inteligência artificial com várias peças que podem ser usadas de maneira específica”, disse. ele explicou que há ferramentas para criação de agentes virtuais (“para tirar dúvidas ou acelerar a venda”) ou facilitar o processo de interação por voz, por exemplo. “são diversas peças que podem ser usadas de diversas formas”, definiu. o executivo da ibm revelou que a inteligência artificial pode ser usada em diversas áreas. ele compartilhou a experiência da própria ibm que usa inteligência artificial para help desk e no rh para esclarecimento de dúvidas dos colaboradores. celestino falou da bia, a inteligência artificial do bradesco. ele revelou que ela começou como forma interna de atender os gerentes do banco e expandiu para os clientes finais. na sulamérica, disse celestino, o uso da inteligência artificial redefiniu a experiência dos clientes de seguros e trouxe agilidade no atendimento ao corretor para tirar dúvidas. “o tempo de atendimento foi reduzido em 90%, isso traz benefícios para o processo de vendas”, disse ele. celestino finalizou sua apresentação dizendo que inteligência artificial é uma jornada e cada empresa escolhe por onde iniciar a sua. celso malachias, diretor da dna hunter, fez uma abordagem interessante sobre inteligência artificial e o emprego. segundo ele, os seres humanos costumam tomar como base as experiências para tomar decisão. “a gente vê o que a gente quer ver (consciente ou inconsciente). qualquer evento pode ser interpretado como sendo bom ou ruim”, disse ele. ele elencou as inovações tecnológicas que desempregam: foxbot (robôs da foxconn); colheita automática na agricultura; drones para monitoramento de plantações; blockchain “essas mesmas tecnologias também podem empregar. os conhecimentos são diferentes quando surge uma inovação”, destacou. ele destacou que o corretor de seguros pode aproveitar ferramentas de dados do mercado para determinar preços ou aprofundar relacionamentos. “o mundo está sempre mudando assim como as empresas e os indivíduos”, disse ele. thomas conti, professor no insper e na unicamp; e leonardo rochadel, ceo & founder da o2o bots. é preciso divulgar o seguro em sua essência com campanhas institucionais para que a sociedade perceba e entenda a importância. a mensagem dos benefícios do seguro é que devem ser transmitidas nas palestras e seminários.(bertacini) thomas victor conti, professor do insper e leonardo rochadel, da o2oboots também participaram do evento. conti diferenciou estatística e ciência de dados. “estatística sempre foi um pilar central dos seguros e tem como objetivo resumir séries de dados de forma fidedigna. enquanto ciência de dados, programa rotinas de análise e comunicação e ajuda a realizar previsões. em ciência de dados é importante gerir e limpar bases de dados (90% do trabalho)”, disse. já rochadel destacou que os robôs com inteligência artificial podem ajudar a empoderar os canais de distribuição de seguros, o corretor. ele disse que uma das razões para se usar inteligência artificial são os novos hábito s dos consumidores. “o cliente deseja respostas rápidas a qualquer hora e lugar; a noção do horário comercial é outro, o cliente não quer mais receber ligação a qualquer hora e não quer mais usar aplicativo instalado no smartphone e esse mesmo cliente todo dia interage com um aplicativo de mensagem”, elencou. rochadel vê o uso da tecnologia para ser “um assistente pessoal para cada corretor de seguros que alimenta o funil de venda e capta o usuário on-line”, disse. no mês de novembro, deve acontecer o último encontro promovido pela apts para discutir tecnologia. todos os eventos que aconteceram durante o ano lotaram o auditório da escola nacional de seguros que foi a parceira da apts para a realização dos eventos. fonte: cqcs por sueli santos
05/11/2018

Como obter redução no saldo devedor do imóvel, devo pagar as últimas parcelas?

 quero quitar uma parte do financiamento do imóvel. qual seria a melhor opção para obter uma redução maior no saldo devedor? ouvi dizer que optar pelo pagamento das últimas parcelas é melhor por que elimina um percentual de juros maior. rodrigo araújo olá rodrigo. o financiamento habitacional, por ser de longo prazo, acaba absorvendo um volume de juros muito grande, por isso que nos primeiros anos a amortização não é grande vantagem, justamente porque o valor amortizado de juros é muito pouco. se tem uma reserva e pretende usá-la para reduzir a dívida, a melhor alternativa é reduzir a quantidade de parcelas. apresente o valor que deseja amortizar, e opte por reduzir o saldo devedor encurtando o prazo do financiamento. isso vai reduzir bastante a quantidade de parcelas, justamente porque a amortização é feita retroagindo as parcelas a partir da última, por isso se torna mais interessante do que pedir para reduzir o valor da parcela. sou autônomo e por isso quero traçar um plano para minha aposentadoria. o que você recomenda, edísio? eduardo oliveira olá eduardo. a melhor forma de criar um bom plano de aposentadoria é analisar o quanto é possível reservar por mês para este projeto. feito isso, busque produtos financeiros que estejam compatíveis com o valor que terá disponível. pode ser a tradicional previdência privada ou um fundo de investimento de longo prazo, desde que o retorno oferecido seja compatível com o mercado. uma outra recomendação é que tenha um cadastro como contribuinte da previdência oficial, não para fins de renda, seus investimentos renderão mais, mas para que faça parte do sistema que oferece outros benefícios, como auxilio doença, por exemplo. quero investir r$ 200 todo mês. onde é melhor aplicar este dinheiro? isabela catarina olá isabela. existem vários produtos de investimento no mercado, e quanto maior for o prazo e o volume de recurso, mais elevado será o retorno oferecido. começando a construir seu patrimônio com aportes mensais de r$ 200,00, é possível aplicar no tesouro direto, numa previdência privada ou em fundos de investimento. observe com cuidado porque cada produto possui suas especificidades em relação a taxas de administração e retorno oferecido. é importante pesquisar em diversas instituições para encontrar o melhor produto e com uma condição justa. é natural encontrar produtos com uma rentabilidade baixa, isso acontece por causa do valor, mas não é para se desesperar. à medida em que for aumentando seu patrimônio, você vai migrando para produtos mais rentáveis. negociei uma dívida com o cartão de crédito, mas ainda assim os juros estão muito altos. como posso solicitar uma revisão e redução destes juros? anonimo olá anônimo. os juros do rotativo do cartão de crédito, são os maiores do mercado, ultrapassando a marca dos 500% ao ano, transformando qualquer pequena dívida em valores impagáveis. os juros da negociação são um pouco menores, mas ainda assim, muito elevados, tornando a condição de quitação cada vez mais difícil. após a efetivação do acordo o que resta é o pagamento das parcelas definidas no termo. contudo, há a possibilidade de pedir uma revisão do cálculo, mas terá que fazer isso por meios judiciais. o momento de tentar uma redução dos juros de forma administrativa foi no período da negociação, após isso, terá que usar a justiça para tentar fazer valer o seu pleito. fonte: jornal correio
31/10/2018

Entre os poupadores, 20% pensam na aposentadoria

  de acordo com a pesquisa da cndl/spc, 45% destinam as reservas para possíveis imprevistos apesar da preocupação com a aposentadoria avançar entre os brasileiros que têm o hábito de guardar dinheiro, ainda é baixo o percentual dos que poupam de olho no futuro. dados do indicador de reserva financeira da confederação nacional de dirigentes lojistas (cndl) e do serviço de proteção ao crédito (spc brasil) mostram que, no último mês de agosto, dois em cada 10 brasileiros que pouparam alguma quantia separaram parte da renda pensando no momento de se aposentar. embora pequeno, o número cresceu na comparação com janeiro deste ano. outros 45% destinam as reservas para possíveis imprevistos, enquanto 28% fizeram reserva para garantir um futuro melhor da família e 25% para o caso de ficarem desempregados. de acordo com o levantamento, o valor médio poupado foi de r$ 354,00. o indicador também aponta que entre as principais formas de reserva financeira, a previdência privada foi mencionada por 10% dos entrevistados, à frente de outros investimentos menos tradicionais, como tesouro direto (7%), cbd (5%), lci (3%) e bolsa de valores (2%). no entanto, a velha caderneta de poupança ainda lidera o destino das reservas com folga (59%). já 18% afirmam deixar o dinheiro em casa e outros 18% na conta corrente, enquanto 10% aplicam em fundos de investimento. quando questionados sobre o quanto conhecem as modalidades de investimentos, em primeiro lugar aparece velha caderneta de poupança, citada por 89% das pessoas ouvidas, e em segundo, os títulos de capitalização (53%). a previdência privada também surge com destaque, citada por 50,7%. para os que mantêm o dinheiro em casa, na conta corrente ou mesmo na poupança, 28% alegam desconhecer outras opções de investimentos. além desses, 23% acreditam não ter dinheiro suficiente para investir em outras modalidades e 18% preferem ter o dinheiro disponível em um lugar fácil de retirar. "com a crise fiscal dos últimos anos, a questão previdenciária ocupou lugar de destaque no debate político e econômico. os números do levantamento revelam que a preocupação com a aposentadoria começa a entrar no radar do poupador brasileiro, mas a principal motivação para a formação de reserva ainda são os imprevistos", afirma a economista-chefe do spc brasil, marcela kawauti. apenas 16% dos poupadores conseguiram guardar dinheiro em agosto; 40% tiveram de sacar parte de seus recursos. em meio a um cenário de dificuldades, o consumidor brasileiro continua sem conseguir poupar. em agosto, apenas 16% dos entrevistados fizeram algum tipo de reserva financeira. nas classes c e d, esse percentual cai para 11% e nas classes a e b sobe para 37%. as principais justificativas de quem não guardou dinheiro foram renda insuficiente (45%), imprevistos (15%), o fato de estarem sem trabalho no momento (15%) e descontrole com relação aos gastos (12%). a conjuntura econômica, com alto índice de desemprego e queda do poder de compra, segue prejudicando o orçamento familiar. de acordo com o levantamento, quatro em cada dez pessoas (40%) que possuem reserva financeira tiveram de sacar ao menos parte desses recursos em setembro. desse universo, 16% disseram destinar para uma situação inesperada e 9% para pagar dívidas. outros 9% usaram para realizar uma compra e 7% para complementar renda. na avaliação do educador financeiro do portal 'meu bolso feliz', josé vignoli, é importante criar o hábito de poupar, principalmente entre os que admitem falta de disciplina no controle dos gastos. "é claro que a crise impactou a renda da população, sobretudo as classes c e d. mas muita gente não tem o costume de guardar, mesmo aqueles com renda mais alta", comentou vignoli. jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/10/655058-entre-os-poupadores-20-pensam-na-aposentadoria.html)

Marco regulatório e melhor mercado imobiliário dão fôlego à capitalização


11/07/2018
A expectativa é que a complementação da Circular 569 esteja válida a partir de 31 de agosto e que novos produtos e propostas aumentem o portfolio do setor já em fevereiro do ano que vem
A implementação do marco regulatório para capitalização fomentará a criação de produtos e a venda de novos títulos a partir do primeiro trimestre de 2019. Além disso, a estimativa de melhora do mercado imobiliário também dá fôlego à garantia de aluguel.

De acordo com o diretor executivo da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), Carlos Alberto Corrêa, ainda que os resultados deste ano possam “não alcançar 100%” das projeções, o marco regulatório do setor deve trazer novos impulsos.
“É o que precisamos para dar mais transparência e visibilidade para a capitalização. Isso trará novos produtos para o nosso portfolio”, diz.
Acabou, na última quinta-feira, o prazo da consulta pública criada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). A expectativa é que a complementação da Circular 569 – de maio – será efetiva em 31 de agosto.
“O prazo para adequação fica entre 120 e 180 dias. Em fevereiro já teremos as prateleiras prontas para a venda de novos produtos e aumento do setor”, completa Corrêa.

Garantia Locatícia

Já do lado das seguradoras, as projeções estão, em sua maioria, voltadas para a recuperação do mercado imobiliário.
Segundo o superintendente de negócios da SulAmérica Capitalização, Natanael Castro, a baixa venda de imóveis trouxe um aumento na venda de títulos de garantia de aluguel.
“Temos um contexto econômico que, de certa forma, represa o crescimento do faturamento, mas a emissão da circular traz uma tendência positiva, principalmente para os produtos voltados para o mercado imobiliário”, afirma.
“O título como garantia locatícia é um dos produtos mais conhecidos e, a partir do aquecimento do mercado e da modernização do marco, vemos crescimento significativo quando olhamos para 2019”, opina o superintendente de riscos e capitalização da Porto Seguro, Luiz Carlos Henrique.

Os últimos dados da FenaCap apontam que, de janeiro a maio deste ano, a receita do setor atingiu R$ 8,6 bilhões, alta de 8,1% em relação a igual período de 2017. As provisões técnicas – recursos resgatados antecipadamente, ou no fim da vigência – fecharam com R$ 29 bilhões (+2,7%).
 

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