21/06/2019

Setor segurador registra alta de 4,9% no acumulado até abril

  destaques no período são os ramos de seguros marítimos e aeronáuticos, crédito e garantias, patrimoniais e planos de risco em cobertura de pessoas o ritmo de expansão da arrecadação de prêmios continua discreto nos quatro primeiros meses do ano, mesmo com o forte crescimento apresentado por alguns ramos no período, como marítimos e aeronáuticos (52,5%), crédito e garantias (38,4%), patrimoniais (16,1%) e planos de risco em cobertura de pessoas (14,8%). nos quatro meses do ano, o crescimento foi de 4,9%, totalizando r$ 81 bilhões (sem saúde e sem dpvat) quando comparado com igual período do ano passado. os dados constam da nova edição da publicação conjuntura cnseg. de janeiro a abril de 2019, houve outras modalidades com trajetória na casa de dois dígitos ou perto disso em termos de crescimento, mas sua participação de mercado (market share) não é suficiente para puxar o resultado do setor de forma significativa.  transporte (10,3%), títulos de capitalização (9,8%) e seguro rural (6,5%) estão entre os exemplos de comportamento positivo. no acumulado do ano, os seguros de automóveis e os planos de acumulação em cobertura de pessoas, entretanto, tiveram discreta queda de arrecadação até abril de 2019: -0,4% e -0,6%, respectivamente, colocando para baixo um crescimento mais vistoso, por conta de seu peso no resultado final. a rigor, todo o mercado sente os reflexos do baixo crescimento da economia, taxa de desemprego elevada, freio nos investimentos, entre outros fatores que frustram o potencial de negócios do setor. prova disso é que, na série de dados de 12 meses móveis, o crescimento que vinha sendo observado desde o início de 2019 foi quase anulado com a inclusão do resultado de abril, atingindo só 0,1% de alta. confira o relatório completo! fonte: jrs
21/06/2019

Susep anuncia avanços expressivos para a inovação em seguros

 na semana passada, tivemos dois marcos importantes para o avanço do processo de inovação em seguros e resseguros no brasil com a introdução de uma consulta pública, permitindo seguros com vigência reduzida e cobertura intermitente, e o anúncio de sandbox regulatório. com tais anúncios, a susep demonstra estar atenta a novos modelos de negócios, bem como à necessidade de modernização do setor em benefício do segurado. se implementadas, as novas regras permitirão maior competição das supervisionadas, na medida em que aumentará o grau de desafio de produtos que poderão ser oferecidos, além de viabilizar o fomento de insurtechs. é, realmente, uma quebra de paradigma e esperamos que esse seja apenas o primeiro passo para tão almejada inovação no setor de seguros e resseguros. 1. consulta pública - o edital susep nº 03/2019, publicado em 11/06/2019, colocou em consulta pública minuta de circular que dispõe sobre a estruturação de planos de seguros com vigência reduzida de contrato e com cobertura intermitente. nos termos da minuta, será possível a comercialização de seguro individual ou coletivo com vigência reduzida, isto é, fixada em meses, dias, horas ou minutos. além disso, a minuta torna viável a cobertura intermitente, definida como aquela que abrange períodos de forma descontinuada de acordo com determinados critérios de interrupção e recomeço da cobertura de riscos durante a vigência do contrato. as regras de interrupção e recomeço da cobertura dos riscos deverão ser claramente definidas nas propostas, nas condições contratuais, nas apólices, nos certificados de seguro, nos endossos e nos bilhetes. ainda, para os seguros com cobertura intermitente não se aplicará a tabela de prazo curto, devendo a devolução de prêmio e o ajuste de vigência, quando aplicáveis, ser calculados proporcionalmente ao tempo de cobertura decorrido em função do tempo de cobertura contratado. na estruturação dos referidos seguros, a minuta estabelece que deverá ser adotado nome fantasia que expresse, claramente, que eles possuem período de cobertura distinto dos produtos usualmente comercializados pelo mercado segurador. o prazo para envio de sugestões à minuta expirará em 11/07/2019. 2. sandbox regulatório - em 12/06/2019, a susep juntamente com a secretaria especial de fazenda do ministério da economia, o banco central do brasil e a comissão de valores mobiliários noticiaram a intenção de implantar um modelo de sandbox regulatório no brasil, ou seja, a criação de um espaço supervisionado pelos reguladores, que permitirá o teste de produtos e modelos de negócios com caráter inovador, sem incorrer inicialmente em todas as consequências da regulação vigente. as atividades dos referidos reguladores serão coordenadas, mas será mantida a sua independência com relação a cada especificidade. por meio desse sandbox, a susep deve publicar nos próximos meses regras que possibilitem o experimento de novos produtos e players em que as empresas participantes (via edital) teriam autorização temporária para operar e, ao final do prazo, obteriam autorização definitiva ou poderiam ser adquiridas por uma seguradora, já devidamente autorizada a operar. entre os requisitos, estaria a comprovação de que há uma nova tecnologia e que essa nova tecnologia traga benefícios aos consumidores. ainda há pouca informação e talvez mais questionamentos e reflexões do que respostas acerca do modelo que será adotado efetivamente. fonte: portal nacional de seguros ciab: mercado segurador v
21/06/2019

CIAB: mercado segurador vive o estágio de Reinvenção Digital

 no segundo dia da trilha de seguros no ciab febraban 2019 (nesta quarta-feira,12), executivos do setor discutiram o fluxo de investimentos em insurtechs, a implementação da ifrs 17 e o papel da área de ti como aceleradora de negócios. os investimentos em startups de seguros (insurtechs) ao redor do mundo são direcionados majoritamente à américa do norte com 60%; europa, 24%; ásia-pacífico, 8%; israel, 3%; e a américa latina registra apenas 2%. os dados, resultados de uma pesquisa realizada pela everis, foram apresentados por roberto ciccone, sócio da empresa, responsável pelo setor de seguros na região das américas, no painel insurtechs outlook – inovação em seguros, da trilha de seguros, em 12 de junho durante o ciab febraban 2019. nos últimos anos, o brasil vem registrando um crescimento das insurtechs, atualmente estimadas em mais de 80. “temos inovação no brasil, mas falta fluxo de capital para as empresas brasileiras, pois não temos fundos de investimento gigantes atuando no país”, apontou ciccone. ainda segundo ciccone, a pesquisa também apontou como as seguradoras percebem a atuação das gigantes de tecnologia em termos de distribuição, liderado pela amazon, e em novas tecnologia, pela google. “o fato de as inovações trazidas pelas insurtechs serem incrementais, em um primeiro momento, leva a um alívio porque agregam valor ao negócio. mas, por outro lado, o disruptivo não manda sinais. quando ele vem, pode ser tarde para se adequar”, observou alexandre leal, diretor técnico e de estudos da cnseg e mediador do painel. com relação às demandas dos consumidores, o presidente da comissão de inteligência de mercado da cnseg, alex körner (head de seguros do santander brasil), destacou que a forma como o cliente compra o plano de assinatura da netflix é a mesma como ele vai querer comprar seguro. “se não mudarmos, vamos ficar para trás. a minha preocupação não é com o avanço das bigtechs no mercado de seguros, mas sim com elas conseguirem oferecer um processo de compra de seguro mais atraente do que o nosso”, salientou. o insurtech outlook ainda indica que o digital e a inovação têm de ser prioridade no foco estratégico das empresas. o maior desafio, porém, é a mudança cultural e o engajamento de toda a organização no processo. “a cultura organizacional devora qualquer belíssima estratégia. envolver a companhia como um todo em uma jornada de transformação é essencial”, ressaltou mariane bottaro berselli marinho, diretora de estratégia, marketing e governança da zurich santander seguros e previdência. ifrs 17: grau de complexidade difere em cada companhia prioridade na agenda das seguradoras, o ifrs 17, padrão internacional de contabilidade para as operações de seguros, publicada pela international accounting standards board (iasb), organização responsável por estabelecer normas contábeis a nível internacional, foi discutida no painel “ifrs 17: grau de complexidade difere em cada companhia” da trilha de seguros. desafio para as seguradoras, a norma deverá ser implementada até 2022. mediadora do painel, karini madeira, superintendente de acompanhamento técnico da cnseg, lembrou que desde maio de 2017, quando o padrão foi publicado, a confederação formou um grupo multidisciplinar para discuti-la. o grupo produziu 13 memorandos técnicos e, em 2018, iniciou uma discussão junto à susep. atualmente, as companhias têm desenvolvido estudos internos para entender os reflexos e quais áreas serão impactadas. conforme karini, o grau de complexidade é diferente para cada seguradora, pois varia de acordo com o segmento de atuação, os produtos oferecidos, exposição ao risco, grau de maturidade e o envolvimento com a convergência das normas. “não temos uma ferramenta de prateleira ou uma solução mágica que faça que a implementação aconteça”, disse karini. alexandre paraskevopoulos, da deloitte, observou que, embora não tenha uma receita pronta, a implementação da norma possui uma sequência lógica e gira em torno de uma metodologia. “mas ao mesmo tempo em que temos o ifrs 17, o ifrs 9, que versa sobre instrumentos financeiros, entra em conjunto. é importante entender que as duas normas conversam entre si”. ao compartilhar a experiência da companhia, no painel sobre ifrs 17, a superintendente de práticas contábeis de seguros da sulamérica, flávia vieira, lembrou que a norma faz sentido para a operação de seguros, mas a definiu como de difícil implementação, dependendo da carteira. “uma pessoa que não conhece a companhia não conseguirá implementar o ifrs 17 e o ifrs 9 em conjunto. é importante ter um grupo inicial formado pelas áreas financeira, contábil, ti e atuarial. o segundo passo é entender a norma”. a visão de tecnologia da informação, transmitida também pelo gerente de arquitetura corporativa de ti da sulamérica, cristiano da silva bezerra, consiste no desafio da robustez de escabilidade. “é necessário também reconhecer, mapear e entender todas as origens de integração de dados que fazem parte do processo”, ressaltou, ao lembrar: “a norma é padrão, porém a jornada é particular”. data center a serviço do negócio a trilha de seguros foi encerrada com a apresentação do case “data center a serviço do negócio”, da tokio marine, implantado pela dell, que simboliza um rompimento da ideia tradicional de data center com a junção dos processos em hiperconvergência. para o presidente da comissão de processos e tecnologia da informação da cnseg, camilo ciuffatelli (tokio marine), o case da companhia indica para todo o mercado a necessidade de possuir uma estrutura capaz de suportar as inovações em termos de tecnologia, como telemetria, internet das coisas (iot) e analytics. “são processos novos que toda companhia vai ter que usar. caso contrário, corre-se o risco de ficar totalmente defasada e até sair do mercado”, afirmou. os investimentos em tecnologia na seguradora tiveram início em 2011 com o insourcing do datacenter com servidores dell blade e storage dellemc. “uma das vantagens de utilizar a cloud de maneira híbrida é também desenvolver fora e trazer para dentro”, destacou erick pascoalato, da dell. os resultados foram muito expressivos. “esse foi o gatilho do diferencial da companhia frente ao mercado. o alto investimento foi revertido em uma capacidade de processamento três vezes maior e na redução de custo de 64%. isso permitiu que dobrássemos de tamanho em três anos”, contou wilson leal, cio da tokio marine. em sua visão, o mercado segurador já transcendeu a fase de transformação digital e agora está na etapa de reinvenção digital. “não é só a tecnologia que faz parte do processo. agora é o negócio, precisamos mudar o processo para que em dois cliques o cliente se resolva”, definiu wilson leal. fonte: cnseg
21/06/2019

Os aspectos da Nova Previdência e os impactos na sociedade e no seguro

 a associação internacional de direito de seguros (aida) reuniu especialistas do setor para discutir os aspectos da nova previdência e seu impacto na sociedade e no seguro. a palestra de abertura foi de wagner balera, coordenador da cátedra de previdência complementar aberta da ansp, que apresentou a questão social do século xxi: o envelhecimento. “a projeção é que até a metade do século um terço da população mundial será constituída de idosos. o problema desse fato é que esse volume de pessoas terá dispêndios de grande envergadura, principalmente na área de saúde. portanto, os sistemas de saúde ficarão sobrecarregados para atender essa demanda maior e o estado não se preparou para dar essa assistência necessária”, afirmou. balera ainda explicou que o sistema de previdência, que estava preparado para custear um benefício de duração média de 8 a 10 anos, terá que pagar o benefício durante 20 a 25 anos. “então podemos ver que a previdência terá um impacto extraordinário sobre o envelhecimento”, concluiu. em seguida, sérgio rangel, coordenador da cátedra de previdência complementar fechada da ansp, expôs o seu ponto de vista. “nosso país, se for comparado a outros, pode ser considerado um ponto fora da curva, pois gasta relativamente muito do seu pib em benefícios previdenciários e não tem uma população tão envelhecida, ou seja, 12,5% da população com mais de 65 anos geram essa taxa de dependência. comparado a outros países, o brasil está numa situação de comprometimento muito grande da sua previdência e nós temos uma perspectiva de que lá pelo ano de 2060 tenhamos quase 30% da nossa população com mais de 65 anos”, explicou rangel. ivy cassa, apresentou seus questionamentos em torno no assunto: “tem se falado muito sobre a previdência pública e as eventuais mudanças que vão acontecer por conta da proposta da emenda constitucional, mas o ponto é que isso vai culminar em uma demanda maior para os produtos de previdência privada e, do ponto de vista jurídico, percebemos que ainda existem diversos pontos a serem trabalhados, como, por exemplo, a questão da penhora, da tributação em caso de falecimento, da indicação de beneficiários, dentre outros”, concluiu. a abertura e a mediação ficaram a cargo da magali zeller, coordenadora da cátedra de ciência atuarial da ansp. o evento teve apoio da escola nacional de seguros (ens) e da academia nacional de seguros e previdência (ansp). fonte: revista segurador brasil
21/06/2019

Temos € 500 bi para investir. O Brasil está nos planos

  a seguradora italiana generali está concluindo um ambicioso processo de reestruturação. ela investiu € 1 bilhão nos últimos três anos para tornar os processos mais tecnológicos e eficientes. agora, a meta é crescer 25% até 2021, apostando na ásia e na américa latina. e o brasil está no topo da agenda, diz jaime anchústegui, ceo internacional da companhia. aos 57 anos, o engenheiro agrônomo espanhol jaime anchústegui, ceo internacional da seguradora italiana generali, não esquece sua primeira viagem internacional a trabalho. em 1994, com um ano de companhia, ele foi designado para uma empresa da seguradora no peru. além de ter de encarar um voo com escalas, anchústegui ainda guarda as cartas que trocou com os familiares, todas manuscritas. “de vez em quando eu conseguia um jornal espanhol, mas hoje assisto televisão e ouço rádios da espanha em meu smartphone”, diz ele. essa constatação vem norteando os investimentos da generali em tecnologia. anchústegui fala dos desafios do setor e da importância do brasil para a seguradora. dinheiro – o trabalho de sua empresa é calcular e estabelecer um preço para os riscos. quais riscos seu negócio enfrenta hoje? jaime anchústegui – somos uma das maiores seguradoras do mundo, mas nosso perfil é bastante específico. vendemos, principalmente, seguros de vida e saúde, e produtos de acumulação para a aposentadoria. por opção, não estamos expostos a grandes riscos corporativos e a catástrofes naturais. também evitamos países muito voláteis. por isso, na nossa estratégia analisamos cuidadosamente dois riscos, a queda das taxas de juros e o risco tecnológico. dinheiro – a queda dos juros torna mais difícil rentabilizar suas reservas financeiras, não? jaime anchústegui – sem dúvida. administramos nossas reservas próprias, além dos recursos dos seguros de vida e produtos de previdência dos nossos clientes. para tornar isso rentável, temos de saber alocar esses recursos com sabedoria. por isso, há dois anos, criamos uma divisão que funciona como gestora de recursos para facilitar a aplicação desse dinheiro. mas temos algumas vantagens em nossa estratégia de investimentos. uma delas é que podemos pensar no longo prazo, e por isso podemos investir em ativos menos líquidos. um dos nossos grandes focos de interesse hoje são os investimentos em infraestrutura ao redor do mundo. temos investido bastante nisso. dinheiro – vocês pretendem investir em infraestrutura no brasil? jaime anchústegui – nossas reservas são grandes. somando-se o dinheiro dos nossos clientes em seguros de vida e planos de previdência ao nosso capital próprio, temos € 500 bilhões para investir. é muito dinheiro. o brasil está nos nossos planos. porém, temos como norma investir em infraestrutura apenas em países que possuem grau de investimento, como méxico e chile. investimos bastante na infraestrutura desses países. e estamos só à espera de o brasil recuperar seu grau de investimento para podermos alocar recursos aqui. dinheiro – essa estratégia vale para os demais países emergentes? jaime anchústegui –sim. somos uma seguradora europeia, então boa parte de nossos negócios e de nossas reservas estão na europa. porém, estamos em um momento de crescimento. ao longo dos últimos três anos, realizamos uma reestruturação completa da companhia. investimos pesado em tecnologia, modernizamos nossas operações, melhoramos a eficiência e a rentabilidade. agora, queremos acelerar nossa expansão e não descartamos a hipótese de uma aquisição. dinheiro – como está sua atuação fora da europa? jaime anchústegui – nosso foco estratégico está em duas regiões, ásia e américa latina. na ásia, por meio de parceiros, temos uma boa atuação na índia e na china. nesses países, nosso crescimento tem sido ao redor de 25% ao ano. na américa latina somos líderes em nosso segmento na argentina. no chile, temos 10% do mercado de fundos de pensão. no futuro, queremos entrar no méxico, onde estivemos por algum tempo, mas de onde decidimos sair, circunstancialmente, em 2013. agora, nossa intenção é voltar àquele país. penso que uma estratégia sólida para a américa latina apóia-se nesses quatro pilares: brasil, méxico, chile e argentina. dinheiro – qual a estratégia de negócios para o brasil? jaime anchústegui – nossa estratégia aqui tem sido muito bem-sucedida. estamos encerrando nosso processo de reestruturação, que vem sendo conduzido pelo antonio cássio dos santos. hoje, nossa principal aposta é nos mercados de massa, atendendo clientes das classes c e c-. para facilitar a distribuição desses produtos, fechamos parcerias com empresas com muitos clientes, como o banco bmg, a operadora tim e a rede de varejo novo mundo, para podermos distribuir seguros massificados por meio desses canais. e, se houver oportunidade, não descartamos a hipótese de um crescimento inorgânico, por meio de uma aquisição. em seguros de vida, por meio das empresas que atendemos, temos 500 mil clientes. ao todo, temos 5 milhões de segurados. nossa meta é chegar a 10 milhões nos próximos três anos. dinheiro – então vocês pensam em adquirir alguma empresa aqui? jaime anchústegui – se for para acelerar nosso crescimento, sem dúvida. a empresa tem caixa, está eficiente e também está em um momento de crescimento. porém, é preciso ver as aquisições com muito cuidado. no nosso grupo, pensamos que as empresas são o contrário das famílias. em família, dizemos que filhos pequenos trazem problemas pequenos. nos negócios, achamos que empresas pequenas trazem grandes problemas se forem compradas. dinheiro – e fora dos mercados emergentes, qual a estratégia? jaime anchústegui – em 2018 apresentamos um plano de desenvolvimento para aumentar em 25% os resultados operacionais até 2021. para fazer isso, há três grandes desafios a enfrentar. um é o dos juros. os bancos centrais vêm mantendo os juros baixos há muito tempo e devem continuar com essa estratégia. então, temos de diversificar os investimentos. outro desafio é o envelhecimento da população. as pessoas estão vivendo mais tempo, e precisam de mais reservas para pagar as contas por mais tempo, o que coloca um desafio adicional na gestão dos recursos. nossa estratégia é evitar correr riscos de mercado atrelados à demografia, mas esse é um assunto com que nos preocupamos. dinheiro – e o terceiro desafio? jaime anchústegui – é a tecnologia. quando eu comecei no mercado segurador, havia muito menos tecnologia. me lembro da minha primeira missão internacional. em 1994, fui designado para a filial no peru. sou espanhol e queria me manter informado do que estava ocorrendo na espanha, mas era uma dificuldade. não havia internet, não havia smartphones e havia poucos computadores no escritório. ainda tenho guardadas as cartas que troquei com meus pais, todas manuscritas, é claro. muito de vez em quando, no centro de lima, eu conseguia encontrar alguns jornais espanhóis. hoje, em qualquer lugar do mundo eu ouço as rádios e assisto à televisão espanhola sem problemas, em meu smartphone. e se isso mudou para mim, mudou para nossos clientes também. dinheiro – os clientes estão muito mais tecnológicos e as necessidades mudaram, não? jaime anchústegui – sem dúvida. vejo pelos meus filhos. tenho dois, uma filha de 23 anos que mora na alemanha e um filho de 21 que mora na inglaterra. são pessoas totalmente internacionais. resolvem tudo pelo celular, estão conectados todo o tempo a todas as redes sociais possíveis e imagináveis. eu costumo dizer que será muito difícil vender um seguro de automóvel para o meu filho, porque ele provavelmente nunca terá um automóvel. ele vai querer se deslocar usando aplicativos. não fará questão de carro, mas vai querer o melhor smartphone do mercado e vai exigir conectividade total todo o tempo. isso muda tudo para nosso negócio. dinheiro – quais as principais mudanças? jaime anchústegui – no passado recente, o cliente consultava um especialista e falava com o um corretor antes de contratar os seguros. agora, os clientes da nova geração consultam as redes sociais. o risco de danos à imagem que existe nas redes sociais é muito elevado. as informações não vêm mais dos especialistas, elas vêm das redes sociais. nossos clientes interagem entre si de maneiras diversas. pode ser facebook, linkedin, whatsapp. não podemos imaginar que eles vão querer interagir com os corretores da maneira tradicional. eles vão querer usar a mesma tecnologia. dinheiro – como enfrentar esse risco? jaime anchústegui – nos últimos três anos, investimos € 1 bilhão para transformar o grupo em uma empresa muito mais digital e, portanto, muito mais tecnológica. e quando falamos de digitalização e tecnologia, não estamos falando apenas de administrar o negócio usando mais computadores e gastando menos dinheiro. também estamos alterando a forma de entrar em contato e e interagir com os clientes e com as redes de venda de produtos de uma forma muito mais eficaz. na argentina, por exemplo, o cliente pode fazer tudo pelo celular. tudo, desde contratar ou renovar uma apólice até notificar o sinistro. no chile, os clientes de fundos de pensão podem fazer quase tudo pelo celular. dinheiro – isso ocorre no brasil também? jaime anchústegui – ainda não, mas estamos caminhando nesse sentido. o brasil está incluído no nosso plano global de três anos. aqui ainda será preciso fazer alguns ajustes devido à regulamentação. nossa filosofia é que temos de nos adaptar à situação de cada país. temos de ser brasileiros no brasil, italianos na itália e franceses na frança. dinheiro – em nenhum desses países é possível fazer as coisas da maneira que a geração anterior a nossa fazia, não? jaime anchústegui – sem dúvida. não dá para dizer que a maneira de nossos país fazerem as coisas era errada. era a maneira certa para um outro momento. por exemplo, eu hoje vou a um supermercado que me oferece sacolas de papel, e não de plástico. prefiro contratar empresas que me mandam faturas por meio digital, e não em papel. opto por empresas que usam energia renovável. se eu faço isso, meus clientes também fazem. e nós, como empresa, temos de nos adaptar a essas novas exigências. e eu tenho uma certeza. o mundo mudou muito nos últimos dez anos, mas vai mudar muito mais nos próximos dez anos, porque a velocidade da mudança é crescente.
21/06/2019

Em recuperação judicial, Odebrecht tem R$ 5 bi em apólices de seguros

 dentre as companhias responsáveis pelas maiores cifras, estão a chubb, aig, liberty e a brasileira jmalucelli (atual junto seguros) de um total de 16 companhias inseridas no processo do grupo. a exposição do mercado de seguros brasileiros à odebrecht, que deu início na terça-feira, 18, ao maior processo de recuperação judicial do país, é de quase r$ 5 bilhões, conforme dados da lista de credores da holding, compilados pelo broadcast, sistema de notícias em tempo real do grupo estado. dentre as companhias responsáveis pelas maiores cifras, estão nomes como os das americanas chubb seguros, aig, liberty seguros e o da brasileira jmalucelli (atual junto seguros) de um total de 16 companhias inseridas no processo do grupo. na lista de credores, os contratos são mencionados apenas como seguros de garantia e classificados como quirografários, ou seja sem garantias. na prática, porém, abrangem diferentes modalidades como a de performance, que garante a entrega de obras em andamento e que responde pela maioria dos contratos, e o judicial, que protege o grupo de ações na justiça. como a maior parte das apólices listadas é em dólar, foi considerado câmbio a r$ 3,85. além disso, companhias do mesmo conglomerado no brasil foram unificadas. é o caso da chubb seguros, antiga ace e que no passado adquiriu a carteira de seguros de grandes riscos do itaú unibanco. o grande número de seguradoras listadas no processo de recuperação judicial da odebrecht é explicado, conforme fontes, justamente pelo fato de o seguro de garantia para obras envolver montantes elevados e que tradicionalmente são divididos em um pool de companhias, reduzindo o risco das mesmas. causou surpresa a vários players do mercado, porém, o fato de os grupos seguradores também integrarem o grupo de credores da holding uma vez que a maioria das apólices estão vigentes e não geraram sinistro até aqui. a exceção, conforme fonte de mercado, é um contrato de seguros de us$ 131,334 milhões com a chubb no peru, que já estava sendo tratado antes do pedido de recuperação. há até mesmo apólices cuja vigência já expirou. no caso da seguradora austral, controlada pela vinci partners, a maior parte dos contratos citados na lista de credores da odebrecht, que totalizam quase r$ 200 milhões, já venceram. a maior delas, de mais de us$ 25 milhões, teria sido rescindida, uma vez que o projeto segurado foi cancelado. mas a estratégia da odebrecht e seus assessores, o escritório e.munhoz e a rk partners, de incluir seguradoras em casos de recuperação judicial não é nova e já ocorreu em outras ocasiões como nos processos da oas e da pdg. na ocasião, as companhias recorreram à justiça para serem retiradas uma vez que não figuravam como credoras das empresas envolvidas. “agora, novamente, as seguradoras devem questionar na justiça a retirada do processo uma vez que não são credoras da odebrecht”, explica um advogado, especialista em seguros, na condição de anonimato. outra fonte adverte que somente podem seguir esse caminho as seguradoras que não têm sinistro com a holding. o presidente de uma resseguradora com exposição à odebrecht diz que ainda é um pouco cedo para saber como a recuperação vai afetar o mercado, mas o movimento já era aguardo pelos resseguradores. bancos o presidente do banco do brasil, rubem novaes, afirmou na quarta que a dívida sem garantia da odebrecht com a instituição é de cerca de r$ 4 bilhões, dos quais metade está provisionada. o grupo entrou nesta semana com o maior pedidos de recuperação da história do país, de mais de r$ 90 bilhões. sendo mais de r$ 50 bilhões em dívidas sujeitas a reestruturação, r$ 18,1 bilhões em dívidas com bancos sem garantia real, sendo r$ 7 bilhões com o bndes, r$ 4,75 bilhões com o banco do brasil, e r$ 4,1 bilhões com a caixa. fonte: dci
21/06/2019

Ibovespa segue alta e abre sessão em nova máxima histórica

 o ibovespa abriu a sessão de negócios pós-feriado em alta nesta sexta-feira, 21, a reboque do comportamento positivo das principais american depositary receipts (adrs) brasileiras visto nesta quinta-feira (20) em nova iorque e ajudada também pela variação positiva das cotações do petróleo, em um contexto local de sinalização pelo banco central de queda da taxa selic após a aprovação da reforma da previdência. logo na abertura, houve uma série de máximas que levou o índice à vista a um novo nível inédito, de 101 mil pontos. às 11h desta sexta, o ibovespa marcava alta de 1,40%, aos 101.707 pontos. já em nova iorque, os índices futuros de dow jones e nasdaq mostravam queda de 0,18% e 0,31%, respectivamente. no entanto, para o longo do dia, não é descartada por operadores alguma pressão vinda do exterior diante da tensão geopolítica que se intensifica entre estados unidos e irã. diante de um cenário de maior liquidez global, com a disposição dos principais bancos centrais em cortar as taxas de juros, na sessão de quarta-feira, 19, os papéis da petrobras fecharam em alta de 2,70%, a us$ 16,37; da vale subiram 1,26%, a us$ 13,71; do itaú ganharam 1,97%, a us$ 9,32; da ambev avançaram 1,47%, a us$ 4,82 e da embraer subiram 2,69%, a us$ 19,82. "ontem (quinta-feira) os mercados em nova iorque foram muito bem e a bolsa deve se ajustar a isso nesta abertura. no entanto, dependendo de novas informações sobre as questões entre estados unidos e irã, a pressão de fora pode nos influenciar", ressalta nicolas balafas, operador da atuação investimentos. durante a madrugada, o exército americano chegou a preparar um ataque ao irã, em retaliação à derrubada de um drone de vigilância americano pelo país persa. contudo, o presidente donald trump voltou atrás da decisão abruptamente e desautorizou a operação. as tensões entre os dois países se agravam desde o ano passado, quando trump ordenou a retirada de washington do acordo nuclear internacional firmado com teerã em 2015 e impôs sanções econômicas ao país.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/06/689949-ibovespa-segue-alta-e-abre-sessao-em-nova-maxima-historica.html)
21/06/2019

Dólar recua e abre em baixa nesta sexta-feira

 o dólar segue em baixa no mercado doméstico nesta sexta-feira (21) após já recuado nas últimas duas sessões, apoiado pela expectativa dos investidores de futuros cortes nas taxas de juros nos próximos meses em países com economias desenvolvidas, após sinalizações consideradas 'dovish' emitidas pelo federal reserve (fed, o banco central americano) e os bancos centrais europeu (bce), da inglaterra (boe) e do japão (boj) nos últimos dias, segundo um operador de uma corretora. às 9h50min desta sexta, o dólar à vista caía 0,33%, a r$ 3,8359. o dólar futuro para julho recuava 0,18%, a r$ 3,8345. o ajuste de baixa ante o real vem depois também de o comitê de política monetária (copom) do banco central brasileiro ter mantido ainda inalterada a taxa selic, em 6,5% na última quarta-feira, e sinalizado que um futuro corte depende da aprovação da reforma da previdência. a queda ante o real acompanha o viés negativo do índice do dólar no exterior, destacou o profissional.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/06/689946-dolar-recua-e-abre-em-baixa-nesta-sexta-feira.html)
19/06/2019

União entrega mais um prêmio de capitalização

 a união seguradora, empresa do grupo aspecir, entrega mais um prêmio de capitalização, agora em belo horizonte. o cheque foi entregue na coopeder com a parceria da ramos assessoria e da promisses corretora. joão carlos lock, diretor comercial da união, entregou o prêmio ao sr. dinomar, regional sediado na cidade de araxá, que representou o segurado antonio cassemiro borges. também estavam presentes a maria paula e a sra. carla guimarães da promisses corretora, o sr. cláudio ramos da ramos assessoria, a gerente silvia lanski e o presidente sr. dario rutier, ambos da coopeder. a união seguradora participou também do encontro dos regionais da coopeder. na oportunidade, o diretor comercial joão lock apresentou o grupo aspecir, seus produtos de previdência privada, seguros e empréstimos. o evento foi um sucesso, tanto que a coopeder inicia uma apólice de novas inclusões pela comercialização de seguros através de telemarketing e nesta nova campanha comercial serão apresentados os produtos de previdência aos associados.    

Normas de contabilidade trazem grande desafio para o setor de seguros


15/06/2018
O novo conjunto de normas internacionais de contabilidade impacta diretamente nos contratos das companhias seguradoras. O IFRS 17 apresenta um grande desafio para o setor e entra em vigor a partir de 2021, com alterações significativas, segundo a palestrante Flavia Vieira Pereira.

Flavia conta com mais de 21 anos de experiências em demonstrações contábeis de companhias de grande porte em diversos segmentos de negócio. A especialista apresenta essas novidades no dia 28 de junho, a partir das 14h30min, no auditório do Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul (Sindseg/RS). A entidade está localizada na Avenida Otávio Rocha, 115 – 7º andar, em Porto Alegre (RS).

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas através do e-mail margareth.souza@sindsegrs.org.br.

Fonte: JRS

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