23/04/2019

Previdência com seguro?

 muita gente confunde seguro com previdência. são coisas diferentes, mas podemos dizer que são produtos que se complementam. o seguro cobre um risco. enquanto o seguro de automóvel cobre o risco de você ter o carro roubado ou batido, o de vida cobre o risco de você falecer e deixar alguém desamparado financeiramente. a previdência privada, por sua vez, é uma poupança de longo prazo. uma estratégia de investimento. fazer previdência é planejar financeiramente o futuro. no entanto, imprevistos podem ocorrer no meio do caminho e, por vezes, tornar impossível a realização dos planos de um futuro financeiro tranquilo e seguro. uma doença ou um acidente às vezes significam o fim da vida profissional. a incapacidade de produzir riqueza, de prover seu próprio sustento. para quem tem família, o risco é ainda maior! por isso, quando se pensa em previdência, deve-se pensar, também, em seguro! quem tem previdência, não pode deixar de agregar a seu plano, um seguro que pague uma renda por invalidez e, se tiver dependentes, uma pensão ou um pecúlio por morte. a solução é seguir uma estratégia que vai combinar previdência e seguro. desde o início do plano, a contribuição deve ser composta de duas parcelas: a contribuição previdenciária propriamente dita, e uma parcela para contratação das coberturas de invalidez e morte. no início do plano, a reserva previdenciária é ainda pequena. então, a cobertura de risco deve ser maior. com o tempo, e com o crescimento do patrimônio previdenciário, através das contribuições e do rendimento, a situação se inverte e diminui a necessidade de cobertura de risco. se a opção for contribuir sempre com um valor fixo, o valor total deve ser dividido. uma parte para a poupança, outra para o seguro. novamente, no início uma maior parte para as coberturas de risco. à medida que cresce a poupança previdenciária, menor será o valor da parcela destinada aos seguros. o próprio inss garante a seus segurados o pagamento da aposentadoria por invalidez e a pensão por morte a seus dependentes, mas em valores inferiores ao teto. resumindo, uma boa estratégia para aposentadoria deve combinar a contribuição para o inss e uma complementação através da previdência privada – o ideal é um plano de previdência cooperativo – aliada ao capital adicional de risco. isto garante atingir, com segurança, a renda desejada que permita a manutenção do padrão de vida na aposentadoria. fonte: portal tri tribuna
23/04/2019

IR 2019: Seguro obrigatório de carro DPVAT é isento, mas deve ser informado

 caso você tenha recebido indenização do seguro obrigatório de carros, o dpvat (danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre), ao longo de 2018, deve incluir esta informação na declaração de imposto de renda 2019, mesmo sendo isenta de ir. todo valor que você recebe como compensação por alguma perda precisa ser informado no imposto de renda. nesse quesito, entram as indenizações pagas por seguradoras, como é o caso do seguro dpvat, ou as provenientes de ações judiciais, por exemplo. onde declarar o dinheiro recebido do dpvat? o valor recebido do seguro dvpat deve entrar na ficha "rendimentos isentos e não tributáveis", na opção "outros" (código 26) da dec...   fonte: veja mais em https://economia.uol.com.br/imposto-de-renda/duvidas/ir-2019-indenizacao-dpvat-isenta.htm?cmpid=copiaecola  
23/04/2019

Aproveite a segunda-feira para investir e planejar seu futuro

  o primeiro dia útil da semana é velho conhecido das dietas. mas, que tal, desta vez, o foco ser a saúde do seu bolso? seja sincero: no réveillon, você prometeu cuidar da alimentação e, quem sabe, fazer algum exercício. em abril, os ovos de páscoa o fizeram lembrar do compromisso. mais uma segunda-feira chegou e, com ela, a retomada dessas metas, por vezes difíceis de cumprir. mas você já pensou na dieta financeira? como vai garantir uma renda estável e confortável no futuro? segundo nosso especialista, uma boa ideia é considerar uma previdência privada. “é de conhecimento comum dos brasileiros que a previdência social não vai ser suficiente para proporcionar a aposentadoria no futuro”, explica gabriel escabin, da btg pactual vida e previdência. “a previdência privada surge para garantir a aposentadoria confortável.” não por acaso, esse é um mercado que, no brasil, movimenta mais de 600 bilhões de reais por ano. além de prover o futuro, é uma forma de facilitar o planejamento financeiro do cliente. “muitas vezes, o investidor iniciante sabe que precisa de previdência, mas não tem conhecimento sobre por onde começar. no btg pactual, oferecemos uma equipe de suporte, sem taxa de carregamento, nem de entrada nem de saída”, diz. os clientes do banco contam com conteúdo em texto e vídeo, além da assessoria de consultores. por isso, acaba sendo uma opção atrativa para quem está começando e para investidores que já mantêm planos de previdência de outras empresas e decidem fazer a portabilidade. “é tão simples quanto mudar a operadora de celular: você contrata o btg e nós cuidamos da papelada e do contato com a empresa antiga”, garante escabin. com a vantagem de que, como não é um resgate, mas uma mudança, o investidor não paga impostos sobre a transação. três decisões para quem não sabe por onde começar, o banco oferece um simulador de previdência que permite, com base em perguntas simples e objetivas, descrever o perfil do investidor. o simulador ajuda a tomar algumas decisões importantes na hora de escolher o melhor plano. a primeira delas exige conhecer duas siglas: pgbl e vgbl. aproveite a assessoria do btg pactual digital. abra sua conta. o plano gerador de benefício livre (pgbl) é ideal para quem declara imposto de renda (ir) no formulário completo, porque todas as contribuições podem ser deduzidas até o limite de 12% da renda bruta anual tributável. já o vida gerador de benefício livre (vgbl) é indicado para quem usa o formulário simplificado para declarar ir ou ultrapassou o limite de 12%. no caso do vgbl, a tributação ocorre apenas sobre os rendimentos. no pgbl, recai sobre a soma da contribuição com o rendimento. “a diferença entre as duas opções está muito mais no processo de utilização de benefício fiscal ou de pagamento de imposto de renda no final do período”, ressalta o especialista. a segunda decisão a tomar é optar pela taxação progressiva ou regressiva. “a tabela regressiva reduz a alíquota de imposto ao passar do tempo de contribuição. já a tabela progressiva parte da isenção até chegar ao teto de 27,5%. a tabela regressiva dá um ganho pelo tempo, e a progressiva dá ganho pelo volume.” o terceiro passo, por fim, é comparar seguradoras, que oferecem produtos e fundos diferentes. no caso do btg pactual, o diferencial é sua estrutura multifundos, que reúne 13 fundos de previdência, de gestores diferentes, e permite que o investidor altere o fundo em que investe, sem burocracia, sem pagar taxas e sem precisar efetuar resgates. “em outras seguradoras, para fazer essa mudança, é preciso preencher um formulário e esperar, muitas vezes, 20 dias. aqui, a transferência é efetivada em 48 horas”, conta escabin. “outra vantagem é a eficiência na alocação, sem fazer segregação por patrimônio. a partir de um investimento inicial de 1 000 reais, o cliente tem acesso a todos os produtos.” aproveite a diversidade de produtos do btg pactual digital, abra sua conta e comece a investir. em outras palavras, o sistema multifundos permite que o investidor antenado com o mercado mude de fundo, sem burocracia, em busca da maior rentabilidade. com a segurança adicional proporcionada pelo fato de que 100% dos recursos são investidos em fundos geridos pelo próprio banco. dessa maneira, fica fácil fazer dieta. sem sofrimento, com praticidade e futuro garantido. fonte: exame por abril branded content
23/04/2019

Ramo de pessoas deve impulsionar crescimento do mercado de seguros em 2019

 os primeiros meses de 2019 já mostraram que o mercado de seguros tem um ano promissor pela frente. apesar de o cenário econômico nacional não ter evoluído muito, com a taxa de desemprego em 15,5%, o setor de seguros já apresenta números positivos. é o que aponta a última edição da carta de conjuntura do setor de seguros, agora produzida de maneira conjunta pelo sindicato das empresas de seguros e resseguros (sindsegsp) e o sindicato de empresários e profissionais autônomos da corretagem e da distribuição de seguros do estado de são paulo (sincor-sp). de acordo com o estudo, o faturamento do setor em fevereiro, sem contabilizar o ramo de saúde e o dpvat, foi de r$ 17,9 bilhões, o que representa avanço de 13% na comparação com o mesmo período do ano passado. a surpresa ficou com o ramo de pessoas (acidentes pessoais, vida, prestamista, educacional etc), que conseguiu avanço de 17%, superando, com folga, a taxa de inflação e arrecadando r$ 3,4 bilhões. os ramos elementares (automóvel, residencial, empresarial etc.) tiveram faturamento da ordem de r$ 5,6 bilhões, apresentando crescimento de 9%. para acessar o conteúdo completo, clique aqui: https://www.sincor.org.br/wp-content/uploads/2019/04/cartaconjuntura_marco_19.pdf
23/04/2019

Mudanças na aposentadoria

 governo envia proposta que altera regras para quem vai se aposentar   proposta no congresso   o governo apresentou a proposta de reforma da previdência em fevereiro e estabeleceu uma idade mínima para aposentadoria de 62 anos para as mulheres e 65 anos para os homens, além de 20 anos de contribuição. a proposta também prevê mudanças para servidores, professores, policiais, militares, nas pensões por morte, nas aposentadorias por invalidez e do deficiente, no fgts (fundo de garantia do tempo de serviço) de aposentados e até no abono do pis/pasep. ainda abre espaço para que comecem a taxar vale-refeição e férias. as mudanças ainda não estão valendo. o texto foi encaminhado ao congresso e espera votação na ccj (comissão de constituição e justiça).   veja mais em https://economia.uol.com.br/reportagens-especiais/reforma-da-previdencia-o-que-muda-na-aposentadoria/#proposta-no-congresso?cmpid=copiaecola
23/04/2019

Otimismo com CCJ e Nova Iorque em alta levam Ibovespa acima dos 95 mil pontos

 o ibovespa é negociado nesta terça-feira (23), em alta desde a abertura, superando os 95 mil pontos na máxima intraday. o movimento é fundamentado numa soma de fatores: alta nas bolsas de nova iorque após resultados corporativos trimestrais positivos, fim à possibilidade de greve dos caminhoneiros, esperança com aprovação da admissibilidade da reforma da previdência na comissão de constituição e justiça (ccj) após acordo com o centrão, alta do petróleo mesmo após a forte valorização nessa segunda-feira (22). às 11h13min, o ibovespa estava aos 95.868 pontos em alta de 1,35%. todas as blue chips colaboravam para essa valorização, sobretudo as ações da petrobras. em alta desde a abertura, não é possível, contudo, antecipar se o índice à vista encerrará o dia com variação positiva. tudo dependerá do desenrolar da reforma na ccj, onde os deputados iniciam a sessão à tarde. muitos analistas sugerem cautela para o dia. ainda que a valorização do petróleo sugira o mesmo comportamento para as ações da petrobras, analistas estudam se a correlação direta entre os dois preços segue valendo depois de o presidente jair bolsonaro ter interferido no reajuste do diesel na quinzena passada. os analistas da estatal, inclusive, assimilam a mudança na divulgação de ajustes de preços da gasolina e do diesel anunciada nessa segunda-feira. a empresa vai passar a registrar o valor por cada um dos 37 pontos de venda e não mais fazendo a média do mercado, como vinha divulgando. o detalhamento do preço de venda da petrobras é um antiga reivindicação da agência nacional do petróleo, gás natural e biocombustíveis (anp) e uma forma de o mercado comparar os valores divulgados pela agência com os da petroleira, a fim de verificar se a estatal está realmente praticando preços alinhados com mercado internacional. do noticiário corporativo, um dos destaques é a b3. o conselho de administração aprovou ontem a realização da segunda emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da companhia, em série única, no valor total de r$ 1,2 bilhão. os títulos terão distribuição pública com esforços restritos de colocação. perto do horário acima, a on da b3 subia 1,44%. sobre a iminente greve no setor de transportes, o governo conseguiu chegar a um acordo que demoveu os caminhoneiros da ideia de paralisar os serviços e o país. além do pacote divulgado na semana passada e da mudança na forma de divulgação dos reajustes da petrobras, ficou acertado que o governo irá fiscalizar o cumprimento das tabelas de preço do frete e reajustá-las com as variações de preço dos combustíveis.   fonte: jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/04/680693-otimismo-com-ccj-e-ny-em-alta-levam-ibovespa-acima-dos-95-mil-pontos.html)
23/04/2019

Dólar oscila à espera de votação da Previdência na CCJ

 o compasso de espera pela possível votação do relatório da reforma da previdência na comissão de constituição e justiça (ccj) da câmara, no início da tarde desta terça-feira (23) deixa p dólar oscilando muito perto da estabilidade nos primeiros negócios. depois de abrir em queda, o dólar à vista subia 0,12%, aos r$ 3,9333, às 10h05min desta terça. o dólar futuro para maio recuava 0,14%, aos r$ 3,9325. nesta manhã, o secretário especial de previdência e trabalho, rogério marinho, negou, em entrevista à rádio cbn, que haja sigilo dos estudos que embasam a reforma da previdência e disse que é do interesse do governo a "transparência absoluta" dos documentos na comissão de mérito. traz alívio aos negócios o recuo dos caminhoneiros, que haviam marcado uma paralisação da categoria na próxima segunda-feira, dia 29, após o aumento de r$ 0,10 no preço do diesel no último dia 12. a categoria voltou atrás após reunião de quase quatro horas com o governo, que prometeu fiscalizar o cumprimento da tabela de preços mínimos para o frete rodoviário e reajustar a tabela segundo as mudanças do preço do diesel. no exterior, o índice do dólar opera em leve alta e a moeda americana também sobe majoritariamente frente a divisas de países emergentes exportadores de commodities. os investidores internacionais buscam o dólar em meio a comentários de que os líderes chineses planejam agora focar reformas estruturais, em vez de lançar mais medidas de estímulos diante do desempenho melhor do que o esperado de sua economia no primeiro trimestre. o produto interno bruto (pib) chinês do primeiro trimestre assim como os números de produção industrial e vendas no varejo do último mês vieram acima das expectativas.   fonte: jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/04/680688-dolar-oscila-a-espera-de-votacao-da-previdencia-na-ccj.html)  
23/04/2019

'O escritório está na sua mão', avisa presidente da Cisco no Brasil

 o presidente da cisco no brasil, laércio albuquerque, contou, ao falar com jornalistas nesta terça-feira (23), no rio de janeiro, como foi contratado para o principal cargo da gigante de tecnologia no país. "não toquei na mão de nenhuma pessoa. é algo louco", descreveu o executivo, há três anos no posto. albuquerque fez todo o processo de seleção por meio de sistema de telepresença, com uso de teleconferência. a aplicação que a cisco desenvolveu para atividades que envolvem colaboração se chama webex, usado desde a seleção de pessoal a tarifas do dia a dia das equipes da empresa. o presidente citou o próprio exemplo para mostrar como a companhia encara o uso de plataformas digitais para essas tarefas. "os cidadãos podem se comunicar com plataformas de comunicação e colaboração. este é um dos principais pilares da cisco na era digital", resumiu. este mecanismo de seleção revela muito mais sobre a gigante. albuquerque diz que revela "parte da cultura", que é "anywhere office", todo o lugar é o escritório, o local de trabalho. "o escritório está na sua mão", traduz. com a maior conexão e uso de interfaces, a ideia é que tecnologias e soluções são desenvolvidas em qualquer ligar. "não tem obrigação de estar fisicamente na empresa." e completa: "nesta companhia (cisco), não é comum perguntar onde a pessoa está."   fonte: jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/04/680689-o-escritorio-esta-na-sua-mao--avisa-presidente-da-cisco-no-brasil.html)
18/04/2019

Plano de previdência privada é impenhorável, decide TRT-2

 devido ao caráter de subsistência, fundos de previdência privada são impenhoráveis. assim decidiu a 9ª turma do tribunal regional do trabalho da 2ª região ao considerar que esse tipo de plano deve receber o mesmo tratamento que o salário, a pensão e a aposentadoria. no processo, a autora pediu que fossem penhorados os planos de previdência dos sócios da devedora, já que não foram encontrados bens em nome da empresa para quitar a dívida trabalhista. ao manter a sentença, 9ª turma do trt-2 disse que os saldos da previdência são impenhoráveis, pois possuem caráter de subsistência do devedor e de sua família, ainda que no futuro. "isso porque referidos valores de previdência privada podem vir a ser a única fonte de recursos do devedor em idade avançada — justamente quando mais for necessário — restando claro o caráter alimentício dos valores", explicou o relator, desembargador sergio junqueira machado. fonte: consultor jurídico com informações da assessoria de imprensa do trt-2

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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