17/07/2019

Aspecir Previdência completa 82 anos com os melhores resultados do mercado

  empresa é líder nacional em previdência complementar com rentabilidade garantida divulgação " data-image-meta="{" data-image-title="divulgação" data-large-file="https://jrs.digital/wp-content/uploads/2019/07/2016-08-08.jpg" data-medium-file="https://jrs.digital/wp-content/uploads/2019/07/2016-08-08.jpg" data-orig-file="https://jrs.digital/wp-content/uploads/2019/07/2016-08-08.jpg" data-orig-size="239,239" data-permalink="https://jrs.digital/2019/07/17/aspecir-previdencia-completa-82-anos-com-os-melhores-resultados-do-mercado/2016-08-08/" height="239" src="https://jrs.digital/wp-content/uploads/2019/07/2016-08-08.jpg" width="239" />divulgação o maior fundo previdenciário de renda fixa no período de 12 meses, segundo a superintendência de seguros privados (susep), nasceu em 17 de julho de 1937. a aspecir previdência é uma das raras empresas brasileiras de previdência privada que se mantém em sua forma original de atuação. completando 82 anos, é uma alternativa diferente às soluções tradicionais apresentadas pelas companhias previdenciárias ligadas a bancos e seguradoras independentes. só nos últimos seis meses, a empresa apresentou um crescimento de 12,66% do fundo aspecir prgp fi rf prev., o que representa 411,96% de rentabilidade relativa ao cdi no ano e um superávit acumulado até maio deste ano de r$ 7.386.848,00. a aspecir conta com uma equipe de profissionais especializados em consultoria financeira nas áreas de previdência complementar, seguros de vida e empréstimos consignados. é uma assistência qualificada na busca de segurança, planejamento financeiro e rentabilidade. líder nacional em previdência complementar com rentabilidade garantida, a aspecir previdência está presente em todo território brasileiro e tem por objetivo a subscrição de planos de pecúlio, aposentadoria, seguros de vida, acidentes pessoais, seguro prestamista, auxílio funeral, encaminhamento de pedidos de indenização do seguro dpvat e a concessão de assistência financeira aos participantes, atendendo aos servidores públicos federais, estaduais e municipais, ativos, inativos, aposentados e pensionistas, bem como, aos clientes do segmento empresarial, oferecendo produtos diferenciados e de simples contratação. ao completar 82 anos, a empresa parabeniza os seus colaboradores e parceiros, sem os quais não teria atingido a marcas tão significativas. arquivo jrs " data-image-meta="{" data-image-title="arquivo jrs" data-large-file="https://jrs.digital/wp-content/uploads/2019/07/img_4033-e1555390769482-1024x683.jpg" data-medium-file="https://jrs.digital/wp-content/uploads/2019/07/img_4033-e1555390769482-300x200.jpg" data-orig-file="https://jrs.digital/wp-content/uploads/2019/07/img_4033-e1555390769482.jpg" data-orig-size="1024,683" data-permalink="https://jrs.digital/2019/07/17/aspecir-previdencia-completa-82-anos-com-os-melhores-resultados-do-mercado/img_4033-e1555390769482-2/" src="https://jrs.digital/wp-content/uploads/2019/07/img_4033-e1555390769482.jpg" style="width: 300px; height: 200px;" />
15/07/2019

Aspecir Previdência tem o maior rendimento em fundos de renda fixa nos últimos tempos

 a superintendência de seguros privados (susep), com objetivo de tornar o processo de decisão do consumidor (participante) mais eficiente com práticas transparentes e competitivas, passa a divulgar uma listagem com o desempenho dos fundos de investimento previdenciários.   considerando a performance ajustada ao risco, a ferramenta desenvolvida pela susep reúne no mesmo local a classificação de cada fundo por seguradora/entidade. a metodologia adotada foi debatida com a associação brasileira das entidades dos mercados financeiro e de capitais (anbima) e com a federação nacional de previdência privada e vida (fenaprevi).   dentre os resultados, que seguem a classificação da anbima e estão segregados por períodos de observação de 12, 18 ou 24 meses, a aspecir previdência apresenta o fundo previdenciário de renda fixa mais rentável nos três períodos. seu desempenho apresenta rentabilidade de 21,39% em 12 meses; 24,06% em 18 meses e 30,88% em 24 meses. de posse do número do processo susep referente ao plano contratado, o consumidor pode consultar as bases técnicas do produto por meio do link //susep.gov.br/menu/servicos-ao-cidadao/calculo-vgbl, onde também estão disponíveis cálculos específicos para diferentes modalidades de renda. a relação divulgada pela susep não caracteriza sugestão de investimento e a autarquia não se responsabiliza por qualquer operação (portabilidade ou troca de produto) realizada com base nas informações. os dados são de livre interpretação do participante, conforme critérios e objetivos individuais, tendo em vista suas metas de aposentadoria e investimento. confira as informações: 12 meses 18 meses 24 meses   performance de fundos previdenciários de renda fixa período de 12 meses cnpj do fundo nome fantasia do fundo empresa grupo índice de performance1 rentabilidade acumulada dos últimos 12 meses2 cdi acumulado dos últimos 12 meses3  06.974.691/0001-00 aspecir prgp fi rf previdenciario aspecir previdência 1 0,348976946 21,39% 6,37%  25.340.953/0001-20 itau flexprev pre fixado ultra rf ficfi itaú vida e previdência s/a 1 0,312651097 16,50% 6,37%  25.340.940/0001-50 itau flexprev pre fixado rf ficfi itaú vida e previdência s/a 1 0,307457703 16,27% 6,37%  11.233.054/0001-13 brad h fc fi rf cred priv p/v plat ativo kirton vida  e previdência s.a. 1 0,349601232 14,16% 6,37%  11.233.054/0001-13 brad h fc fi rf cred priv p/v plat ativo bradesco vida e previdência s.a. 1 0,349601232 14,16% 6,37%               performance de fundos previdenciários de renda fixa período de 18 meses cnpj do fundo nome fantasia do fundo empresa grupo índice de performance1 rentabilidade acumulada dos últimos 18 meses2 cdi acumulado dos últimos 18 meses3  06.974.691/0001-00 aspecir prgp fi rf previdenciario aspecir previdência 1 0,235666785 24,26% 9,77%  25.340.953/0001-20 itau flexprev pre fixado ultra rf ficfi itaú vida e previdência s/a 1 0,184072958 21,23% 9,77%  25.340.940/0001-50 itau flexprev pre fixado rf ficfi itaú vida e previdência s/a 1 0,178714508 20,88% 9,77%  15.636.997/0001-48 itau flexpr corporate ima plus rf ficfi itaú vida e previdência s/a 1 0,192115561 16,68% 9,77%  11.233.054/0001-13 brad h fc fi rf cred priv p/v plat ativo kirton vida  e previdência s.a. 1 0,181767863 16,67% 9,77%               performance de fundos previdenciários de renda fixa período de 24 meses cnpj do fundo nome fantasia do fundo empresa grupo índice de performance1 rentabilidade acumulada dos últimos 24 meses2 cdi acumulado dos últimos 24 meses3  06.974.691/0001-00 aspecir prgp fi rf previdenciario aspecir previdência 1 0,192767400 30,88% 14,52%  25.340.953/0001-20 itau flexprev pre fixado ultra rf ficfi itaú vida e previdência s/a 1 0,183740093 28,77% 14,52%  25.340.940/0001-50 itau flexprev pre fixado rf ficfi itaú vida e previdência s/a 1 0,177822798 28,27% 14,52%  11.233.054/0001-13 brad h fc fi rf cred priv p/v plat ativo kirton vida  e previdência s.a. 1 0,169728349 23,36% 14,52%  11.233.054/0001-13 brad h fc fi rf cred priv p/v plat ativo bradesco vida e previdência s.a. 1 0,169728349 23,36% 14,52%  
15/07/2019

Arquivos de mídia no WhatsApp e Telegram podem não ser tão seguros

  pesquisadores da symantec afirmam que depois das mídias chegarem ao seu celular, hackers podem acessá-las embora sejam conhecidos por criptografar mensagens em trânsito, aplicativos como o whatsapp e o telegram podem nem sempre manter os arquivos seguros depois deles chegarem ao seu telefone. pesquisadores da symantec mostraram que hackers podem se aproveitar de um app malicioso para alterar sutilmente os arquivos enviados pelas plataformas de mensagem. isso acontece porque, por exemplo no android, você pode optar por salvar uma foto na galeria do celular. assim, você pode optar por salvá-la no armazenamento interno, acessível apenas pelo aplicativo, ou no externo, com a capacidade de ser amplamente acessada por outros aplicativos. o whatsapp, por padrão, armazena mídia no armazenamento externo, e o telegram faz isso quando o recurso "salvar na galeria" do aplicativo está ativado. por essa razão, aplicativos maliciosos que atacam o armazenamento externo podem conseguir acesso às mídias do whastapp ou do telegram. portanto, se um usuário fizer o download de um app malicioso, por exemplo, e receber uma foto no whatsapp, um hacker poderia manipular a imagem sem que o destinatário perceba. um hacker poderia, teoricamente, alterar também uma mensagem multimídia que está sendo enviada. os pesquisadores chamam o ataque de "media file jacking". de muitas maneiras, é um problema conhecido, que resulta da necessidade de equilibrar privacidade e acessibilidade nos aplicativos de mensagens no android. ao usar o armazenamento externo, que é amplamente usado, os aplicativos são mais compatíveis uns com os outros, permitindo que imagens e outros dados sejam movidos com mais liberdade. mas a praticidade vem com o preço caro de estar sujeito a ataques. um porta-voz do whatsapp disse que mudar seu sistema de armazenamento limitaria a capacidade do serviço de compartilhar arquivos de mídia e até mesmo introduzir novos problemas de privacidade. "o whatsapp segue as práticas atualmente recomendadas pelos sistemas operacionais para armazenamento de mídia e espera fornecer melhorias de acordo com o desenvolvimento contínuo do android". o telegram não comentou sobre o assunto. mas, vale lembrar que além de serem aplicativos de mensagens, o whatsapp e o telegram prometem privacidade e segurança dos dados. "no entanto, como mencionamos no passado, nenhum código está imune a vulnerabilidades de segurança", disseram os pesquisadores. fonte: olhar digital
15/07/2019

Benefício menor exigirá planejamento financeiro de famílias

 as mudanças que a reforma da previdência pode trazer para o pagamento de pensões por morte, caso confirmadas, ampliam a necessidade de que famílias mantenham reservas financeiras para adversidades e avaliem a contratação de planos de previdência ou seguros de vida. a proposta reduz o pagamento para dependentes de segurado aposentado ou de contribuinte que ainda está na ativa. letícia camargo, da planejar (associação de planejadores financeiros), diz que tratar de temas como morte e herança é tabu quando se fala em finanças, mas o assunto ganha importância com as mudanças nas regras da previdência. ela recomenda que as famílias estudem seus gastos mensais e tenham uma reserva para o caso de morte do principal provedor. ela destaca que, para começar a guardar dinheiro, talvez seja necessária uma adaptação no padrão de gastos. annalisa dal zotto, planejadora financeira e sócia da par mais, diz que, no caso em que a família depende de uma só pessoa, é importante avaliar a contratação de um seguro de vida que dê fôlego para que ela se reestruture financeiramente no caso de morte. para a definição do produto, dal zotto sugere que se estude qual o gasto mensal da família e defina o prazo em que seria desejável ter uma renda para a reestruturação dela no novo cenário. ricardo humberto rocha, professor de finanças no insper, vê a possibilidade do crescimento da venda de seguros como resultado das mudanças na previdência. em sua avaliação, esse é um produto que sofre resistência no brasil, mesmo nas classes mais altas. a maior adoção dele poderia diminuir o preço de contratação. "no brasil, o seguro é caro, porque um número enorme de pessoas que poderiam ter não contratam, acham que as coisas só podem acontecer com o vizinho", diz. outra opção sugerida pelo professor é um plano de previdência privada que tenha o benefício do pecúlio, um pagamento em parcela única aos beneficiários definidos por quem contrata o plano. a planejadora dal zotto também recomenda que o cônjuge que não trabalha contribua para a previdência social mensalmente, pois sua aposentadoria passará a ser mais importante para compor a renda familiar. como a pensão é paga por prazo determinado, de acordo com a idade de quem recebe, em muitas situações será preciso que quem estava fora do mercado busque oportunidades de trabalho. ricardo basaglia, diretor-executivo da empresa de recrutamento michael page, sugere que a pessoa que busca colocação não olhe como possibilidade apenas o mercado tradicional. "existem cada vez mais possibilidades de trabalhar por projetos, encontrar oportunidades temporárias ou vender seu trabalho pela internet", diz. em sua avaliação, a maior preocupação de uma empresa quando se depara com um candidato que ficou muito tempo sem trabalhar é entender o motivo de ele ter tomado essa decisão e se há risco de o comprometimento com o emprego ser de curto prazo. um trunfo para quem busca uma vaga, avalia o especialista, é demonstrar que procurou durante o período em que esteve sem emprego, inclusive em atividades gratuitas online, e ter realizado projetos pessoais, mesmo que não estejam diretamente relacionados a trabalho. fonte: zh
15/07/2019

INSS: É possível ter mais de uma aposentadoria?

 a resposta é sim, é possível ter mais de uma aposentadoria, ou seja, um trabalhador pode acumular aposentadorias ao longo de sua vida, entretanto não é tão simples, a seguir as possibilidades: o primeiro ponto a ser entendido é que não há possibilidade de se aposentar mais de uma vez sobre o mesmo regime, ou seja, aquele que contribui pelo rgps só se aposentará uma vez nesse regime, enquanto aquele que tem cargo público poderá se aposentar uma só vez no rpps, e aqueles que optam por uma previdência particular se aposentará de acordo com o plano previdenciário escolhido. dada essa explicação básica, seguiremos com o artigo, esboçando o que é possível. aposentadoria no regime rpps (regime próprio previdência social). um servidor público se encaixa nesse regime, e sua aposentadoria pode ser concedida das seguintes formas: aposentadoria compulsória essa aposentadoria ocorre ao alcançar 70 anos, ele é aposentado, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. aposentadoria voluntária ocorre nas seguintes situações para concessão integral: 60 anos de idade + 35 anos de contribuição para homens 55 anos de idade + 30 anos de contribuição para mulheres para concessão com proventos proporcionais: 65 anos de idade para homens 60 anos de idade para mulheres 65 anos de idade para homens há muitos detalhes que envolvem esse regime, mas vamos destacar os professores, que no exercício das atividades docentes, em sala de aula, e no exercício de funções de assessoramento pedagógico, coordenação, e direção, além dos gestores educacionais, poderão se aposentar de forma voluntária reduzindo 5 anos a idade e o tempo de contribuição, ficando da seguinte forma: 55 anos de idade e 30 anos de contribuição para homens. 50 anos de idade e 25 anos de contribuição para mulheres. essas são as regras básica para a aposentadoria no rpps, logo teremos um artigo falando detalhadamente sobre as formas de aposentadoria deste regime. aposentadoria no regime rgps (regime geral previdência social). agora vamos imaginar que o mesmo professor que está sobre o rpps, também exerce atividade remunerada em colégio particular, sendo assim, ele é contribuinte do rgps. vamos relembrar as regras comuns da aposentadoria dentro desse regime, conforme artigo quais são os principais tipos de aposentadoria. por idade é o tipo de aposentadoria concedido ao atingir a idade considerada como risco social, aos trabalhadores urbanos a idade para pedido é de 65 anos para homens, e 60 anos para a mulher, já os trabalhadores rurais podem pedir com 5 anos a menos, 60 anos para homens e 55 anos para mulher, nesse caso é necessário comprovar a atividade rural. por invalidez é o tipo de aposentadoria concedido aos trabalhadores que, por doença ou acidente, forem considerados pela perícia médica da previdência social incapacitados para exercer suas atividades ou outro tipo de serviço que lhes garanta o sustento. é necessário a cada dois anos realizar uma nova perícia para demonstrar a incapacidade de trabalho, e ter contribuído por pelo menos 12 meses no caso de doença ou ser filiado no caso de acidente independente do tempo de contribuição. por tempo de contribuição. é o tipo de aposentadoria concedida de forma integral, proporcional ou pela regra de pontos 86/96 neste ano de 2019. por tempo de contribuição proporcional: para se aposentar por esta regra existe a idade mínima de 48 anos para mulher e 53 anos para homens com o tempo de contribuição contados da seguinte maneira. mulher: mínimo de 25 anos de contribuição + o tempo adicional (variável da proporcionalidade). homem: mínimo de 30 anos de contribuição + o tempo adicional (variável da proporcionalidade). por tempo de contribuição integral: é concedida a mulher ao atingir 30 anos de contribuição e ao homem 35 anos, com 180 meses de recolhimento, a incidência do fator previdenciário ocorre nos casos de pessoas que se aposentam por tempo de contribuição antes dos 65 anos de idade e incide o fator previdenciário para calcular o valor de salário do benefício. pela regra de pontos 86/96: essa regra não fixa nenhuma idade mínima, entretanto é necessário atingir na soma de idade + tempo de contribuição somando o mínimo de 86 anos para mulher e 96 anos para homens, ter carência mínima de 180 contribuições mensais, e o fator previdenciário é opcional, ou seja é aplicado apenas em condições onde há vantagem. obs.: vale ressaltar que a cada dois anos é reajustado em 1 ponto, passando de 86/96 para 87/97 até atingir 90/100 em 2026. especial: é o tipo de aposentadoria que é concedida para aqueles que trabalharam em condições prejudiciais à saúde ou a integridade física, nesse caso será necessário comprovar a exposição aos agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais pelo período exigido para a concessão do benefício (15, 20 ou 25 anos). como ter mais de uma aposentadoria? agora vamos voltar ao assunto principal, sobre ter dois ou mais aposentadorias, vamos supor então que o professor que trabalhava para o estado, se aposentou voluntariamente aos 55 anos de idade e 30 anos de contribuição, este mesmo professor ministrou aulas em colégio particular e contribuiu para o rgps, e ao completar 61 anos completou também 35 anos de contribuição atingindo 96 pontos o que satisfaz os requisitos para se aposentar por tempo de contribuição com soma de pontos idade + contribuição, sendo assim, esse professor agora receberá duas aposentadorias. para se tornar ainda mais claro, vamos exagerar com um exemplo onde, um médico, teve ao longo de sua carreira acumulado atividades em diferentes regimes, trabalhou para o estado, trabalhou para o munícipio, trabalhou em uma clínica particular, trabalhou para o exército e por fim tinha plano de aposentadoria privada, neste caso, esse médico pode se aposentar pelo regime geral da previdência social por trabalhar na clínica particular, no regime próprio da previdência privada social são 3 aposentadorias que terá acesso, uma pelo rpps do estado, outro rpps pelo município, outro pelo rpps militar, e por fim o seu plano de aposentadoria privada. concluímos então que é possível sim se aposentar duas ou mais vezes, entretanto isso jamais ocorrerá dentro de um mesmo regime. dica extra: compreenda e realize os procedimentos do inss para usufruir dos benefícios da previdência social. já pensou você saber tudo sobre o inss desde os afastamentos até a solicitação da aposentadoria, e o melhor, tudo isso em apenas um final de semana? uma alternativa rápida e eficaz é o curso inss na prática: trata-se de um curso rápido, porém completo e detalhado com tudo que você precisa saber para dominar as regras do inss, procedimentos e normas de como levantar informações e solicitar benefícios para você ou qualquer pessoa que precise. não perca tempo, clique aqui e domine tudo sobre o inss. fonte: rede jornal contábil
15/07/2019

Mudanças na aposentadoria e no plano de carreira de servidores são prioridades de Leite no segundo semestre

  medidas visam cobrir déficit previdenciário e reduzir gastos com pessoal após vitórias expressivas colhidas na assembleia legislativa durante os primeiros meses de governo, o segundo semestre reserva maior turbulência política para o governador eduardo leite. com a exclusão dos estados e municípios da reforma da previdência em trâmite no congresso, o tucano está revisando as prioridades e planeja conduzir uma mudança própria no sistema de aposentadores dos servidores.  a ideia inicial do piratini era enviar primeiro à assembleia o plano de reformulação de carreiras. a iniciativa prevê redução de gastos com pessoal ao propor a extinção de benefícios, avanços e promoções, sobretudo em categorias numerosas e que mais oneram a folha, como professores e policiais militares e civis. o novo cronograma do governo, contudo, deve deixar esse pacote para setembro. antes disso, leite deve submeter aos deputados uma minirreforma estadual. as mudanças em estudo projetam redução de aposentadorias especiais e uma medida polêmica: a instituição de uma contribuição previdência complementar de até 8% aos servidores. o governo não divulga detalhes da proposta, mas a ideia é criar faixas de alíquotas intermediárias, conforme o valor dos salários. atualmente, o funcionalismo já contribui mensalmente com 14% dos salários. se a mudança for aprovada, será permitido descontar até 22% dos vencimentos. embora conte com uma base parlamentar numerosa e coesa, as medidas deverão enfrentar maior resistência do que os projetos aprovados no primeiro semestre. na votação do aval à privatização de estatais de energia, por exemplo, as galerias da assembleia estiveram praticamente vazias. é impossível vislumbrar cenário parecido durante a votação de matérias que, ao cabo, dificultam a aposentadoria e reduzem vencimentos de categorias com grande capacidade de mobilização como professores e policiais.  em paralelo, o piratini pretende usar o segundo semestre para destravar investimentos. leite quer acelerar as concessões e parcerias público-privadas no sistema penitenciário, nas estradas e na rede saneamento, bem como destravar a emissão de licenças ambientais. o maior drama do governador segue sendo o pagamento de salários. para cumprir a promessa de colocar a folha em dia ainda em 2019, leite aposta na adesão ao regime de recuperação fiscal. ele deve entregar já nas próximas semanas sua proposta de ajuste fiscal à secretaria de tesouro nacional e à procuradoria-geral da fazenda nacional. assinado o acordo, leite poderá contrair empréstimos para quitar passivos, liberando espaço na receita para pagar salários.  a agenda do piratini - adesão ao regime de recuperação fiscal nas próximas semanas, o governador apresenta à secretaria do tesouro nacional o plano de ajuste fiscal com o qual o estado se compromete a buscar estabilidade financeira. a aceitação dos termos é fundamental à adesão ao regime de recuperação fiscal. - reforma da previdência com a exclusão de estados e municípios da reforma em tramitação no congresso, o piratini terá de fazer uma reforma local. estão em estudo idade mínima, redução de aposentadorias especiais e contribuição previdenciária complementar.  - reestruturação de carreiras para reduzir despesas, governo irá apresentar um plano de reformulação de carreiras que reduz avanços e promoções e extingue benefícios. corporações mais atingidas deve ser magistério e forças de segurança, em especial os brigadianos.   - plano de ações para o sistema penitenciário junto a novas medidas, como o uso do instituto psiquiátrico forense para tirar presos de viaturas, o governo pretende lançar um plano de ações com novas políticas para a área e publicar editais para construção de novos presídios no interior. - acelerar parcerias na saneamento público após a adesão tardia de de canoas ao projeto de parceria público-privada na rede de saneamento dda corsan, o governo quer acelerar a publicação dos editais com objetivo de captar investimentos para noves municípios da região metropolitana. - modernização do código ambiental o governo deseja agilizar a concessão de licenças, alterando o atual código ambiental. novas regras serão enviadas à assembleia em agosto, com objetivo de integrar proteção e desenvolvimento. conselho estadual também irá discutir atividades licenciadas. - concessões de rodovias como pretende extinguir a egr, governo quer agilizar a concessão de estradas. uma das prioridades é concluir o repasse da rs-287, que já está em andamento, e e da rs-324. o edital da estação rodoviária também deve sair nos próximos meses.  fonte: zh
15/07/2019

Projeção de alta do PIB de 2019 cai para 0,81% na pesquisa Focus

 a expectativa de alta para o produto interno bruto (pib) em 2019 desacelerou de 0,82% para 0,81%, conforme o relatório de mercado focus, divulgado pelo banco central. há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 0,93%. foi a 20ª redução consecutiva na projeção de crescimento da economia brasileira. para 2020, o mercado financeiro alterou a previsão de crescimento do pib de 2,20% para 2,10%. quatro semanas atrás, estava em 2,20%. no fim de junho, o bc atualizou, por meio do relatório trimestral de inflação (rti), sua projeção para o pib em 2019, de alta de 2,0% para elevação de 0,8%. no focus desta segunda-feira (15), a projeção para a alta da produção industrial de 2019 foi de 0,70% para 0,65%. há um mês, estava em 0,65%. no caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, ante 2,80% de quatro semanas antes. a pesquisa focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o pib para 2019 passou de 56,10% para 56,05%. há um mês, estava em 56,10%. para 2020, a expectativa permaneceu em 58,30%, ante 58,43% de um mês atrás. ipca para 2019 passa de 3,80% para 3,82% os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o ipca - o índice oficial de preços - em 2019 e 2020. o relatório de mercado focus mostra que a mediana para o ipca este ano passou de alta de 3,80% para elevação de 3,82%. há um mês, estava em 3,84%. a projeção para o índice em 2020 passou de 3,91% para 3,90%. quatro semanas atrás, estava em 4,00%. o relatório focus trouxe ainda a projeção para o ipca em 2021, que seguiu em 3,75%. no caso de 2022, a expectativa também permaneceu em 3,75%. há quatro semanas, essas projeções já eram de 3,75% para ambos os casos. a projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%). para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%). no caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). já a meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%). as projeções mais recentes do bc, considerando o cenário de mercado, apontam para inflação de 3,60% em 2019, 3,90% em 2020 e 3,90% em 2021. elas constaram no relatório trimestral de inflação (rti), divulgado no fim de junho. no focus agora divulgado, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do ipca no médio prazo, denominadas top 5, a mediana das projeções para 2019 passou de 3,72% para 3,87%. para 2020, a estimativa do top 5 passou de 4,00% para 3,81%. quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,84% e 4,00%, nesta ordem. no caso de 2021, a mediana do ipca no top 5 permaneceu em 3,75%, número igual ao verificado há um mês. a projeção para 2022 no top 5 também ficou em 3,75%, também igual a quatro semanas antes.   fonte: jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/07/693380-projecao-de-alta-do-pib-de-2019-cai-para-0-81-na-pesquisa-focus.html)  
15/07/2019

Estado poderá receber R$ 8 bilhões de créditos da CEEE, diz Lemos

 "em meados de 2020, esperamos conseguir vender as companhias", projeta o secretário "em meados de 2020, esperamos conseguir vender as companhias", projeta o secretário luiza prado/jc marcus meneghetti no governo de josé ivo sartori (mdb, 2015-2018), artur lemos (psdb) dirigiu a pasta de minas e energia e foi um dos principais articuladores da tentativa de privatização das companhias estadual de energia elétrica (ceee), de gás do rio grande do sul (sulgás) e riograndense de mineração (crm). agora, como secretário de meio ambiente e infraestrutura do governo eduardo leite (psdb), avalia que os créditos da ceee - que podem chegar a r$ 8 bilhões - possam ficar com o estado, mesmo após a venda da companhia, que foi autorizada pela assembleia legislativa. durante a discussão no parlamento, um dos debates mais intensos foi sobre quem ficaria com os passivos e os eventuais créditos das companhias após a privatização: se a empresa que adquirisse ou o estado. no caso da ceee, lemos afirma que os técnicos do estado - que atuarão na modelagem do negócio em conjunto com o banco nacional de desenvolvimento econômico e social (bndes) - vão pressionar para que os créditos dessa ação bilionária envolvendo ex-autárquicos e inativos sejam revertidos aos cofres estaduais, se confirmada a vitória na justiça. com isso, a crm não vai participar do mercado carboquímico instituído pela lei que implementou o polo carboquímico do rio grande do sul em 2018. "não há um contrassenso entre a venda da crm e o polo carboquímico porque o estado não teria dinheiro para investir na abertura de uma nova mina", argumenta. lemos projeta que o mercado em torno do carvão deva gerar r$ 1 bilhão ao ano, por duas décadas. nesta entrevista ao jornal do comércio, o titular do meio ambiente e infraestrutura também defendeu o desenvolvimento econômico e social que pode ser gerado a partir do projeto da mina guaíba, da copelmi. mas garantiu que o governo está preocupado com o impacto ambiental.   jornal do comércio - no governo passado, o senhor foi um dos principais articuladores da privatização de ceee, sulgás e crm. qual sua avaliação desse processo? artur lemos - a gente chegou a um resultado depois de quatro, cinco anos discutindo esse tema. é muito tempo. agora, o bndes - que está fazendo a modelagem da venda, junto com técnicos do governo do estado - nos solicitou documentos, números e outras informações. assim, saberemos quanto o estado pode receber com a venda das empresas. acredito que, até o final de 2019, conseguiremos estabelecer o calendário de road shows, de apresentações (para possíveis compradores), de transparência. aí, em meados de 2020, esperamos conseguir vender as companhias. com isso, deve começar a melhorar o serviço prestado aos consumidores. da mesma forma, até o final do ano, acreditamos que, ao aderir ao regime de recuperação fiscal (rrf), anteciparemos alguns financiamentos. a partir disso, o equilíbrio das receitas e despesas no estado deve melhorar um pouco.   jc - em 2017, estimou que as três companhias renderiam r$ 4 bilhões ao estado. agora, dois anos depois, o governo já baixou a expectativa para r$ 3 bilhões. qual a sua estimativa? lemos - vamos ficar entre r$ 3 bilhões e r$ 4 bilhões? aí a gente contempla todos. se a gente (do governo) estimar um valor muito elevado, afastamos os investidores. se colocarmos um valor muito baixo, os investidores vêm por um valor, e a gente perde a melhor oportunidade. existe um elemento que a gente não controla: a concorrência. um dos objetivos da secretaria com os road shows vai ser ampliar a concorrência. se trouxermos competição para a disputa pelas empresas, pode haver um plus no valor dessas vendas. jc - a ceee pode receber r$ 8 bilhões em créditos na segunda ação da conta de resultados a compensar (crc), a chamada crc2, relativa à compensação de pagamentos a ex-autárquicos e inativos até o ano de 1993.   se o estado ganhar, como já aconteceu na primeira ação, o valor vai ficar para o estado ou para a empresa que comprar a ceee?  lemos - a ação do crc2 pode dar favorável, como pode dar contrária. isso o bndes vai contemplar, quando fizer a modelagem. provavelmente, o banco vai dizer que é uma ação difícil, porque pode haver prescrição. quando assumimos em 2015, questionamos por que o diretor-presidente da época não ajuizou a ação no início daquele governo (tarso genro, pt, 2011-2014), mas sim no último ano do mandato. caso não haja prescrição, nada impede que os créditos desta ação fiquem com o estado. o que definirá isso será a modelagem feita pelo bndes.   jc - mas a modelagem não é feita exclusivamente pelo bndes. os técnicos do estado também participam... lemos - sim. os técnicos da secretaria de meio ambiente e infraestrutura, da secretaria do planejamento, da secretaria da fazenda e da (pge) procuradoria-geral do estado participam ativamente.   jc - então, esses técnicos podem pressionar para que, caso o estado vença a ação, o valor fique aqui... lemos - com certeza. até porque temos conhecimento da realidade (da companhia e da ação).   jc - no governo passado, foi aprovado o projeto que instituiu o polo carboquímico do rio grande do sul. uma vez instaurada uma política para esse setor, é um bom negócio para o estado vender a crm? lemos - não há um contrassenso entre a venda da crm e a criação de um mercado carboquímico, porque não depende da crm. ela participa de um mercado onde já tem players privados. no caso de uma participação, a estatal teria que investir r$ 200 milhões, 300 milhões para abrir uma mina nova. só que ela é uma empresa que dá prejuízo, r$ 38 milhões em 2018. então, quem aportaria esses recursos seria o governo, que é o acionista majoritário. ou seja, o próprio estado teria dificuldade em participar desse mercado, de fazer com que a empresa ampliasse suas atividades. acreditamos que se aquecermos o mercado do carvão, os novos players vão fazer frente aos investimentos e a crm terá seu valor (de privatização) aumentado.   jc - já que mencionou a mina guaíba, qual a sua avaliação desse empreendimento? lemos - uma coisa é o licenciamento, analise técnica e eu não quero entrar neste mérito. isso é a fepam que vai avaliar. do ponto de vista do desenvolvimento, é um empreendimento muito importante para o estado, porque a mineração e a atividade carboquímica pode ampliar o pib do rio grande do sul em 4,5% ao longo de 20 anos. isso significa superar nossos concorrentes diretos, que hoje são santa catarina e paraná. sem contar o valor de investimento, estamos falando de r$ 20 bilhões a mais na economia gaúcha durante 20 anos. ou seja, r$ 1 bilhão por ano. do ponto de vista social, estamos falando de geração de empregos em uma região que tem um grande índice de desemprego. essa mesma região possui esse bem mineral (carvão). o que tenho dito aos prefeitos (de eldorado do sul e charqueadas) é que não podem acreditar que a região vai sobreviver eternamente do carvão. o que eles têm que fazer é aproveitar aquela atividade para investir em algo duradouro.   jc - embora a atividade mineradora não seja tão poluente quanto no passado, ainda existe um forte impacto ambiental. e mesmo que a área possa ser restaurada, não é o mesmo que preservação. lemos - realmente, do ponto de vista ambiental, temos que ter uma atenção muito especial. sabemos que a atividade mineradora não visa a proteção ambiental. ela degrada o meio ambiente. agora, o que a gente tem que pensar é que existem medidas de mitigação ou de recuperação depois da atividade mineira. é possível, depois de retirar o minério, retornar o status de antes. podemos citar os exemplos de minas do leão e butiá, onde há plantação de soja em uma área onde havia cavas de carvão. além disso, licenciar esse empreendimento não quer dizer que o estado vai virar as costas e ir embora. não. é um empreendimento que deve ter um monitoramento intensivo. se a sociedade entender que é preciso colocar uma unidade da fepam dentro do empreendimento, vamos colocar. no polo petroquímico, criou-se a sitel (superintendência integrada de tratamento de efluentes líquidos), que hoje é de propriedade da corsan, mas atende somente o polo petroquímico.   jc - a ex-secretária ana pellini concentrou sua gestão, em grande medida, na agilização das licenças ambientais. como está isso agora? lemos - hoje, o tempo médio para uma licença é de cerca de 50 dias. mas planejamos automatizar e desburocratizar ao máximo os processos. com isso, esse tempo acabará sendo reduzido. mas isso quer dizer que a fepam está deixando de fiscalizar? não, está apenas otimizando essa força de trabalho. por exemplo, há um procedimento para autorizar que as concessionárias de energia elétrica troquem o óleo do transformador, que, de fato, pode prejudicar o meio ambiente se mal descartado. só na área da rge, estamos falando em 300 trocas de óleo por ano. então, são 300 dias em que um técnico avalia esse processo. com isso, se perde tempo em algumas atividades que não precisaria, deixando passar algumas que efetivamente necessitam de maior atenção.   jc - uma das propostas de campanha do governador era a implantação do licenciamento por termo de compromisso. quando isso entra em vigor? lemos - acreditamos que, até o final do ano, a gente mude o panorama de licenciamento. quer dizer, não precisa o técnico da fepam avaliar se os documentos estão ok. o empreendedor contrata um profissional, que é registrado num conselho de classe, que atesta se o empreendimento está cumprindo com as determinações do órgão ambiental. aí sai a licença automática para aquelas atividades. isso se aplica, claro, para as de menor impacto. o empresário começa a empreender e a fepam fiscaliza. se ele respeitou as normas com as quais se comprometeu, perfeito. se não, vai ser punido como prevê a lei, e vai ser muito pior para o empreendedor, porque a atividade já iniciada vai ser paralisada e o técnico que assinou o licenciamento será responsabilizado, criminalmente inclusive.   jc - quantos funcionários a fepam tem para a fiscalização? lemos - mais de 400 funcionários.   jc - para todo estado? lemos - sim, mas muitas atividades são licenciadas e fiscalizadas pelos municípios.   jc - o governo avalia estabelecer parcerias público-privadas (ppps) para gerir as unidades de conservação do rio grande do sul? lemos - sim. inicialmente, estamos trabalhando com quatro ou cinco unidades de conservação. existem unidades com um apelo turístico muito grande. um exemplo é o parque estadual do turvo, que tem a maior queda (d'água) longitudinal (do mundo). entretanto, a situação para os turistas é precária. por vezes, os visitantes não têm um banheiro adequado. essa parte que o empreendedor privado poderá explorar muito melhor que o estado. mas o fato de conceder, por exemplo, a entrada no turvo não quer dizer que o poder público sairá de lá. a gestão da unidade de conservação vai continuar sob responsabilidade do estado.   jc - o senhor se preocupa com as mudanças climáticas? lemos - acredito nas mudanças climáticas, porque, na verdade, elas são inerentes a nossa evolução. a questão é o quanto a gente acelera essas mudanças. por isso, sou contra a colocação da "emissão zero" (de gases que contribuem ao efeito estufa). não existe emissão zero. mas creio que o caminho a ser traçado é o da neutralização do carbono. ou seja, passo a ter atividades que efetivamente emitem gases que contribuem para o aquecimento, mas, ao mesmo tempo, passo a ter uma mitigação dessa atividade em outras que neutralizem essas emissões. mas esse caminho tem que ser planejado pela gente. fico preocupado quando o brasil passa a ser o pátio dos anseios de países europeus.   jc - se refere às críticas à política ambiental do brasil? lemos - muito legal a noruega ou a alemanha virem dizer que temos que fazer a, b ou c. como é a matriz energética deles? muito mais desequilibrada que a nossa. o brasil tem, na matriz de energia elétrica, 82% de geração renovável. a alemanha está abaixo de 40%. não adianta apontar o dedo para o brasil. perfil artur lemos júnior nasceu em alegrete, mas, aos seis meses de idade, a família o trouxe para morar em porto alegre, onde vive até hoje. estudou na escola de freiras maria goretti e depois no colégio pastor dohms. formou-se em direito pela pontifícia universidade católica do rio grande do sul (pucrs), em 2005. no mesmo ano, filiou-se ao psdb. na administração pública, foi diretor administrativo e presidente da fundação zoobotânica (2006-2011). foi coordenador da comissão parlamentar de inquérito (cpi) da energia elétrica na assembleia legislativa (2014), quando assessorava o deputado estadual lucas redecker (psdb). de janeiro de 2015 a dezembro de 2016, foi secretário adjunto da secretaria de minas e energia. cursou politics and economics of international energy, pela sciences po, de paris, em 2016. cursou pós-mba em governança corporativa e gestão de risco na universidade do vale do rio dos sinos (unisinos). possui especialização em direito do trabalho e processual do trabalho. na gestão do ex-governador josé ivo sartori (mdb, 2015-2018), esteve à frente da secretaria estadual de minas e energia. em 2019, assumiu a pasta do meio ambiente e infraestrutura no governo eduardo leite (psdb).   fonte: jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/politica/2019/07/693250-estado-podera-receber-r-8-bi-de-creditos-da-ceee-diz-lemos.html)
15/07/2019

Dólar abre em queda após dados da China, mas vira com Previdência no foco

 o dólar abriu a sessão desta segunda-feira (15) em queda, mas passou a exibir viés de alta, refletindo uma demanda de importador e algumas tesourarias na esteira da queda acumulada de 2,09% ante o real nas últimas cinco sessões. às 10h10min, o dólar à vista tinha viés de alta, a r$ 3,7400 (+0,05%). o dólar futuro para agosto subia 0,07%, a r$ 3,7445. a princípio, o sinal de baixa do dólar ficou em linha com o viés negativo predominante no exterior em relação a outras divisas de países emergentes exportadores de commodities, após uma leve desaceleração do pib da china no segundo trimestre para 6,2%, ante expectativas de alta de 6,3%. outros dados chineses, como os de produção industrial e de vendas no varejo do país em junho, vieram melhores que o esperado, beneficiando também as moedas de economias emergentes. as declarações do presidente do federal reserve (fed), jerome powell, na semana passada no congresso dos eua praticamente confirmaram que haverá corte de juros este ano, e fez o dólar cair tanto ante divisas fortes, como o euro, como perante emergentes. a dúvida agora do mercado financeiro é se a redução será de 0,25 ponto porcentual ou de 0,50. nesta quarta-feira, powell voltará ao radar em um evento do g7, na frança. na sessão anterior, o dólar chegou a recuar, mas o ajuste foi limitado pela percepção de que o segundo turno de votação da pec da reforma da previdência ficaria para agosto, o que foi confirmado depois no plenário da câmara. mais cedo, o presidente da câmara, rodrigo maia (dem-rj), em entrevista à rádio gaúcha, afirmou que estados e municípios ficaram de fora do texto-base da reforma da previdência, em uma "decisão política, porque havia o risco de não se aprovar nada". maia disse, no entanto, que a inclusão dos estados e municípios pode ser revista no senado após a aprovação do texto na câmara na votação em segundo turno no plenário, marcada para começar dia 6 de agosto. depois disso, o envio do texto ao senado está previsto para 9 de agosto.   fonte: jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/07/693383-dolar-abre-em-queda-apos-dados-da-china-mas-vira-com-previdencia-no-foco.html)  

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

Praça Otávio Rocha, 65 - 1º andar
Centro Histórico - Porto Alegre/RS
CEP.: 90020-140
+55 (51) 3228.1999

News

Receba nossas novidades

LIGUE

+55 51 3228-1999

Ouvidoria
0800 703 1989
E-mail: ouvidoria@sinapp.org.br

Atendimento ao Deficiente Auditivo e de Fala através da TSPC-CAS – Central de
Atendimento a Deficientes Auditivos ou de Fala -
0800 200 0819 E-mail: sac.especial.auditivo.fala@sinapp.org.br

Atendimento ao
Deficiente Visual
0800-703-1989