17/10/2019

ASPECIR presente na 3a Convenção Nacional de Ministros e Ministras da IECLB

 a 3a convenção nacional de ministros e ministras reuniu cerca de 550 pastores e pastoras, catequistas, diáconos e diáconas, missionários e missionárias da igreja evangélica de confissão luterana no brasil nos dias 15 a 17 de outubro de 2019, em curitiba pr. o diretor presidente do grupo aspecir, milton machado, esteve prestigiando o evento no jantar de confraternização realizado no dia 16 no restaurante dom antônio em santa felicidade. na ocasião, teve a oportunidade de manifestar a sua satisfação em apoiar um evento de extrema importância para as comunidades. para o presidente milton, assim como diz o tema da convenção: “vocação e ministério: o que me move”, “para a aspecir o que nos move é pensar o futuro e ter a certeza de oferecer segurança e tranquilidade aos seus associados”. também esteve presente, nos três dias de convenção, fábio ribas da diretoria de previdência da aspecir, com o propósito de esclarecer dúvidas e apresentar todos os produtos de previdência complementar oferecidos pelo grupo aspecir. o evento teve a presença da arcebispa da igreja evangélica luterana na suécia, rev. antje jackelén, e também do dr. j.j. camargo, ambos palestrantes. além de painelistas, apresentações artísticas e momentos de confraternização. a proposta da 3a convenção nacional atingiu sua meta de parada estratégica para refletir sobre seu ministério e ser um momento de ouvir palavras doces para alma e remédio para o corpo, segundo a pa ma. ruth leonora winckler musskopf, secretária do ministério com ordenação.    
07/10/2019

Bate papo sobre Estatísticas do IBGE, Previdência e Futuro

 o colégio sinodal conventos de lajeado em parceria com o grupo aspecir promoveu um bate papo sobre estatísticas do ibge, previdência e futuro no dia dois de outubro. o objetivo é preparar os alunos de segundo e terceiro ano do ensino médio sobre a importância de investir para um futuro melhor e tranquilo. fábio ribas, responsável pela área de previdência complementar do grupo aspecir, apresentou dados estatísticos do ibge e debateu com os alunos sobre investimentos, como ganhar dinheiro aprendendo o valor do trabalho; consumir e gastar compreendendo as consequências dessas escolhas; poupar: adiar um desejo momentâneo em função de um futuro benefício. para fábio, cuidar das nossas posses como propriedade do colégio, do condomínio, da cidade, do país é formar cidadãos responsáveis e atuantes na sociedade. ele finaliza dizendo que se sente gratificado em poder contribuir para a formação desses jovens.
30/09/2019

União presente no evento Destaques do CVG/RS

 a união seguradora, empresa do grupo aspecir, esteve presente como uma das empresas patrocinadoras do destaques do mercado de seguros de vida e benefícios do rio grande do sul. o evento ocorreu no dia 27 de setembro, a partir das 20h30min, na associação leopoldina juvenil, na capital gaúcha. promovido pelo clube de seguros de vida e benefícios do estado (cvg/rs), a festa contou com uma votação conduzida com seriedade e transparência e uma organização impecável, segundo joão lock, diretor comercial da união. “um grande evento que nos proporcionou reconhecer executivos e empresas do nosso segmento. uma noite excelente que muito nos honrou fazer parte”, finaliza. estiveram presentes ao evento antônio coutinho, área técnica da união seguradora e marco rocha, comercial e os parceiro pedro maciel henrique, valderia a. ramos e christiane lehnen.  
30/09/2019

Nova plataforma facilita contratação de seguros de vida

 com o acesso corretor 2.0, centauro-on apoia cada vez mais o corretor, para que seu tempo seja dedicado totalmente ao cliente os brasileiros estão mais precavidos em relação à preocupação com a vida. de acordo com dados divulgados pelo instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge), cerca de 20% da população no país pretendem adquirir um seguro de vida no próximo ano, seja ele individual ou em grupo. por isso, seguradoras vêm, cada vez mais, buscando alternativas para facilitar e desburocratizar novos processos. com ferramentas que simplificam o dia a dia tanto de corretores como também dos clientes, a centauro-on desenvolveu um novo modelo digital para contratação de seguros. destinado a corretores, o acesso corretor 2.0 dispensa a necessidade do uso de papel, uma vez que todo o processo é feito por meio de assinatura eletrônica e inteligência artificial. “assim, procedimentos como envio dos estudos aos clientes, emissão das propostas, gestão dos inadimplentes, extrato de comissão, além do acompanhamento do início ao fim, são feitos virtualmente. uma vez que os processos ficam mais simples, o corretor pode focar sua atenção totalmente no atendimento ao cliente”, afirma regina hoinatski, gerente sênior de produtos da centauro-on. a nova plataforma abrange todos os seguros individuais, com uma ampla variedade de opções para o cliente, com valores mais flexíveis, que vão de r$ 50 mil a r$ 5 milhões, o cliente pode escolher entre os seguros vida temporário, vida inteira, dotal misto e o vida individual com destaque para as coberturas de doenças graves e risco cirúrgico, no qual o cliente recebe a indenização em dinheiro, para ajudar nas custas com a cirurgia ou usufruí-lo da maneira desejada. tendência no mercado, o acesso corretor 2.0 é igualmente pensado para o público jovem. com fácil acessibilidade, a plataforma se torna ainda mais atrativa para quem está constantemente conectado. “muitas vezes, seguro não é algo que passe pela cabeça dos mais jovens, mas nós oferecemos coberturas que eles podem usar ainda em vida, como para invalidez por acidentes ou doenças. isso, aliado à facilidade em realização dos processos, contribui para uma maior adesão”, explica regina. fonte: segs por yrit sitnik
30/09/2019

Afinal, a previdência privada é partilhável ou não?

 nos casos em que houver necessidade de partilhar o patrimônio, quer seja em razão da dissolução de união estável, quer seja na separação, ou até mesmo no divórcio, pode ocorrer o esquecimento de algum bem existente no patrimônio que compõe a meação quando for feita a divisão entre os outrora convolentes. de início deve-se ocupar qual seria a natureza deste bem, para que possamos aferir se caracteriza como bem partilhável ou não. e o mote deste texto são os valores existentes da previdência privada fechada, se são passiveis de partilha ou não. a princípio e pelas regras legais que regem à espécie não resta nenhuma dúvida quanto a indivisibilidade deste bem, quando da realização da partilha. todavia, uma diferença basilar da previdência privada é o resgate que pode acontecer durante a sua vigência, desnaturando a sua característica de bem excluído da partilha. portanto, vejamos: o tribunal de origem entendeu que, existe a possibilidade de sobrepartilha, quando houver o esquecimento de benefício previdenciário, em razão de sua natureza ser de aplicação financeira, com a presunção de que ocorreu a contribuição dos envolvidos durante a relação a ser dissolvida, claro que levando em consideração o regime patrimonial que determina a divisão dos bens havidos durante o casamento – entenda-se no caso – regime de comunhão parcial de bens. como é de sabença geral, a jurisprudência pátria não é muito pacífica e, portanto, acaba proporcionando as partes recursos processuais na busca por uma resolução mais adequada ao fato. e em um caso apresentado na corte superior, o resultado foi totalmente modificado, como veremos: as características peculiares que o bem a ser partilhado possui o diferencia da exclusão imposta por lei, pois, expressamente, a lei exclui as pensões, meios-soldos, montepios e outras rendas semelhantes da comunhão. todavia, como a previdência privada comporta o resgate, ou seja, o recebimento da aplicação anterior ao prazo final para recebimento, o que transmuda a sua natureza para aplicação financeira. assim sendo, torna-se partilhável. como a previdência privada comporta a “liquidação” e consequente recebimento anteriormente a data aprazada para recebimento do benefício a título de pensão, acaba por alterar a natureza do bem. convertendo em aplicação financeira, e quando feita durante a convivência e pelos moldes do regime de bens, irá comportar divisão entre os envolvidos. nada mais justo, haja vista a possibilidade binária da natureza do bem, devendo levar em conta para que seja feita uma perfeita análise dos bens a serem partilhados. valendo a velha máxima: dura lex, sede lex. no regime de comunhão parcial de bens não se discute se houve o esforço comum para que seja feita a partilha dos bens amealhados durante a relação familiar, impondo a lei a divisão na proporção igualitária de 50% para cada um. logo, devemos entender que em um primeiro momento a previdência privada não é partilhável, estando entre as exceções da lei, conforme se vê de decisões na corte superior; mas caso seja feito o resgate antes da data prevista para a conversão em pensão mensal, transformando em aplicação financeira, de bem não partilhável será transformado em bem divisível. em conclusão, o que se deve ter em vista é a possibilidade de que a sobrepartilha é possível, desde que estejamos tratando de bem divisível em razão de sua natureza. fonte: mônica cecílio rodrigues é advogada, doutora em processo civil e professora universitária.
30/09/2019

Diante de reforma, previdência privada pode ser alternativa

 o mercado de previdência privada ou complementar no brasil movimenta atualmente mais de r$ 600 bilhões por ano, correspondendo menos de 10% da população brasileira recentemente as regras para aposentadoria foram alteradas pelo governo federal, alterando os benefícios para trabalhadores de todo o país. segundo a nova medida, a idade mínima é de 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens), com um tempo de contribuição mínima: 15 anos (mulheres) e 20 anos (homens). a norma, ainda tem várias especificidades, como aposentadoria para professor, policial, trabalhador rural, etc. o site da nova previdência ainda explica que a nova previdência traz mudanças importantes para quem ainda não começou a trabalhar e para quem já contribui para o inss ou para os sistemas de aposentadoria dos servidores públicos. para quem já está no mercado de trabalho foram criadas regras de transição. o objetivo é diminuir o impacto das mudanças. uma possibilidade, que vem agradando aos trabalhadores do país é a previdência privada, que é uma aplicação financeira que funciona como uma alternativa ao inss. vale ressaltar que a previdência privada é um investimento de longo prazo. os serviços de previdência privada, têm que ser oferecidos por uma seguradora, séria, confiável e que se comprometa no fim de determinado período de contribuição a dar ao investidor a opção de comprar uma renda ou sacar o dinheiro gradualmente. “é muito importante lembrar que esse é um investimento para o seu futuro e aposentadoria. diante da mudança de cenário do inss, o trabalhador precisa escolher bem o local que irá contribuir e investir seu dinheiro para o futuro e tudo isso deve ser feito através de uma conversa, uma consulta com o seu corretor para que haja a maior segurança possível de investimento”, comenta o corretor de seguros, jackson andré de lara. o mercado de previdência privada ou complementar no brasil movimenta atualmente mais de r$ 600 bilhões por ano, correspondendo menos de 10% da população brasileira. “com as reformas, esse cenário provavelmente irá mudar, pois o trabalhador pode acreditar que não terá mais força de trabalho até os 60 anos, por exemplo, nesse sentido, com a previdência privada, ele garante seu futuro, sem se preocupar com as mudanças de perfis governamentais e novas regras de aposentaria”, conclui jackson. fonte: a rede
30/09/2019

Acredite. O valor investido em previdência tem volta

  o contribuinte precisa entender que a previdência social ainda é um bom investimento para aposentadoria você pode ter muitos motivos para não querer pagar a previdência, mas apenas um deles vai te convencer a pagar: o investimento vale à pena.   as pessoas fazem seguro de tudo: de casa, de carro e até de celular, mas não fazem um seguro delas próprias. elas não vêm o inss como ele deve ser visto: como um seguro social. as contas fecham para provar que vale a pena contribuir, veja o exemplo das donas de casa de baixa renda e dos mei´s microempreendedores individuais.   o valor da contribuição mensal é, no mínimo, de 5% do salário-mínimo: algo perto de r$ 50,00.   o tempo mínimo de contribuição para ter uma aposentadoria por idade é de 15 anos, o que daria um investimento de pouco menos de r$ 9.000,00.   quando o contribuinte começar a receber o benefício, ele recuperará todo investimento em apenas 9 meses. e para quem paga 11% ou 20% o raciocínio é o mesmo quando consideramos a contribuição com valor mínimo. a diferença é que quem tem que pagar 11% vai ter que investir r$ 19.760,40 e terá o retorno em 1,5 anos.   quem paga sobre 20% o retorno acontecerá em menos de 3 anos, depois de um investimento de r$ 35.928,00.   a previdência social continuará sendo um dos maiores programas de distribuição de renda do país. é melhor que a previdência privada não há desvantagens para quem paga a previdência pública. o valor investido durante o período de contribuição é restituído entre 9 meses e 3 anos, quando se trata de aposentadoria por idade com o valor do salário-mínimo.   depois de doze contribuições o trabalhador já tem a garantia dos benefícios por incapacidade e pensão por morte.   a previdência complementar pode ser boa em muitos casos, mas nenhum plano de previdência privado dá esta proteção com tão pouco investimento, como também não garante o salário mínimo e a reversão automática de pensão para dependentes. fonte: a cidade on - ribeirão preto
30/09/2019

Confira os dados estatísticos que se destacaram desde o lançamento do canal

 em agosto de 2017, era publicada a primeira edição da newsletter líder informa, com o compromisso de ser mais um canal de comunicação direta e transparente da seguradora líder com a sociedade. desde então, foram publicadas 372 matérias, abordando temas como os projetos da companhia; as matérias publicadas em veículos de comunicação de todo o brasil; entrevistas com especialistas no tema mobilidade; eventos realizados; e os dados estatísticos gerados a partir das indenizações do seguro dpvat, reunidos em mais de 20 boletins especiais. destaque em importante veículos como a tv record, o site g1 auto esporte e jornais regionais como estado do maranhão e a tribuna, o relatório especial – 10 anos – taxa de mortalidade no trânsito foi o último documento publicado na líder informa, na 99ª edição. lançado em setembro, o relatório reúne os números de pagamento de indenização por morte em acidentes de trânsito nos últimos 10 anos. o boletim mostra detalhes dos mais de 485 mil pagamentos para acidentes que deixaram vítimas fatais. ainda em 2019, a companhia divulgou o relatório motocicletas e ciclomotores 10 anos com um recorte das mais de 3,2 milhões de indenizações pagas para acidentes envolvendo veículos de duas rodas, como anunciado na 96ª edição. o documento mostra que, entre 2009 e 2018, as indenizações totais pagas pelo seguro dpvat cresceram 28%, enquanto as ocorrências com motocicletas e ciclomotores aumentaram 72%. os números foram destacados em telejornais como, globonews; fala brasil, da tv record; jornal da cultura, da tv cultura; jornal da gazeta, da tv gazeta. em setembro do ano passado, o boletim especial “semana nacional de trânsito” foi divulgado na 46ª edição da newsletter, apresentando dados das ocorrências de 2016 e 2017 indenizadas pelo seguro dpvat e o perfil dos acidentados no trânsito nesse período. para marcar o maio amarelo de 2018, a seguradora líder reuniu dez anos de pagamento de indenizações em um boletim especial, apresentando os números desde a criação da seguradora líder, em 2008, até o ano de 2017. esse boletim foi divulgado na edição 27 e tema de matérias na revista istoé, na agência brasil e no jornal a crítica. os boletins estatísticos fazem parte das iniciativas da seguradora líder para colaborar com dados e informações para o desenvolvimento de políticas públicas que levem à redução dos índices de acidente de trânsito. clique aqui e conheça os relatórios lançados pela seguradora líder. fonte: newsletter da líder - 100ª edição
30/09/2019

Investidor estrangeiro ingressa com R$ 517,656 milhões na B3 no dia 26

 os investidores estrangeiros ingressaram com r$ 517,656 milhões na b3 no pregão da última quinta-feira (26). naquele dia, o ibovespa fechou em alta de 0,80%, aos 105.319,40 pontos. o giro financeiro somou r$ 13,7 bilhões. no mês de setembro, o saldo de investimentos estrangeiros está positivo em r$ 1,329 bilhão, resultado de compras de r$ 148,824 bilhões e vendas de r$ 147,494 bilhões. no ano, este saldo está negativo em r$ 19,899 bilhões. fonte: estadão

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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