24/05/2019

A maioria dos brasileiros não consegue guardar dinheiro pra velhice

 o que você está fazendo para garantir uma velhice saudável, tanto do ponto de vista físico, quanto financeiro? a pesquisa longeratividade, feita pelo instituto locomotiva, a pedido da bradesco seguros, mostrou que as pessoas só começam a se preparar para a velhice a partir dos 50 anos, e que o medo de envelhecer é maior entre os jovens do que entre as pessoas com 50 anos ou mais. apesar do medo, mostra a pesquisa, os mais jovens não estão conseguindo se planejar para uma velhice tranquila. a pesquisa longeratividade mostra que 50% das pessoas com mais de 50 anos nunca pouparam nada e só 1/3 delas tem algum tipo de poupança. “é claro que não podemos atrelar a isso a ‘vagabundagem’, pois a grande maioria trabalhou a vida inteira, mas sempre com o orçamento apertado, por isto nunca conseguiram poupar”, analisa renato meirelles, presidente do instituto locomotiva, que realizou a pesquisa. uma de cada três pessoas com mais de 50 anos tem intenção de guardar dinheiro na poupança nos próximos meses. mas bem provavelmente a maioria não consegue, como disse meirelles, porque 58% delas afirmam que está difícil ou muito difícil pagar as contas do mês, por isso não sobra para poupar. 72% dos brasileiros (entrevistados de todas as idades) afirmam não ter nenhum dinheiro guardado. apenas 13% possuem o equivalente a três ou mais meses de salário guardado. para os brasileiros mais velhos (com mais de 50 anos), a porcentagem de dinheiro guardado sobe um pouco mais, porém não passa de 23% os que possuem de um a três meses de salário guardado. não guarda, mas quer conforto mesmo não conseguindo poupar, os brasileiros continuam acreditando que terão uma aposentadoria confortável. enquanto 77% dos brasileiros abaixo dos 49 anos acreditam que estarão bem financeiramente na velhice, 69% deles ultrapassam os 50 anos com uma condição menos confortável do que imaginavam. 19% chegam aos 50 anos com a condição que imaginavam e apenas 12% tem uma condição financeira mais confortável do que planejaram.  “quantas pessoas sabem a diferença de curto, médio e longo prazo? quantos poupam? quantos têm um seguro de vida? as pessoas costumam poupar para viajar daqui um ano, mas não para o futuro. independente da reforma da previdência, não acontecerá um milagre. cabe a cada um olhar para o seu planejamento: de que forma vou viver mais e garantir a minha qualidade de vida?”, alertou jorge nasser, presidente da federação nacional de previdência privada e vida (fenaprevi) e presidente da bradesco previdência. vai faltar grana entre os medos que as pessoas com mais de 50 anos têm, 25% delas temem as mudanças no corpo (sentir-se feio), 20% teme a falta de dinheiro, 18% teme a solidão e 14% a de sentir-se inútil. o medo de “faltar dinheiro” faz sentido. a pesquisa mostrou que entre os brasileiros com mais de 50 anos, 44% estão aposentados e recebem, em média, r$ 1.574 de aposentadoria. no entanto, 39% ainda estão trabalhando, ou seja, 4 em cada 10 brasileiros estão no mercado de trabalho e recebendo, em média, r$ 2.126 de salário. 6% destas pessoas estão desempregadas e procurando emprego. um medo que faz sentido pois, ao preço das coisas hoje em dia, r$ 2.100 quase não cobre as despesas da velhice. o gerontólogo alexandre kalache, sumidade brasileira no assunto longevidade, mostra que para uma velhice saudável, as pessoas devem pensar em quatro pilares: saúde, capital social (bom convívio com amigos e familiares), um teto sobre a cabeça e saúde financeira. “mas também precisa de muito aprendizado e conhecimento, pois sem eles, não se atinge nenhum destes quatro pilares. também é preciso que as pessoas tenham um propósito de vida, ao invés de não saber nem porque estão acordando”, alertou o gerontólogo. garantindo a grana jorge nasser, presidente da federação nacional de previdência privada e vida (fenaprevi). foto: divulgação/bradesco seguros a reforma da previdência passou pela comissão de constituição e justiça (ccj) da câmara dos deputados. mas o grande questionamento da maioria dos brasileiros é: essa reforma vai funcionar? vai cobrir o atual déficit da previdência? vai garantir uma velhice mais saudável aos brasileiros? quem responde a pergunta é jorge nasser, presidente da federação nacional de previdência privada e vida (fenaprevi). na verdade, ele não se posiciona dizendo que o texto está bom ou ruim. “é o melhor que podemos ter neste momento”, diz ele, que defende que toda a sociedade tem que entrar nessa discussão agora, até se chegar ao texto definitivo. em parceria com a fundação instituto de pesquisas econômicas (fipe), a fenaprevi apresentou à equipe econômica do governo bolsonaro uma proposta a ser colocada em debate, e que defende que a aposentadoria do brasileiro tem que ser calcada em quatro pilares. o primeiro deles é a previdência básica. uma pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros (75%) com mais de 65 anos não recebe mais que r$ 2.200 de renda (a aposentadoria do brasileiro, em si, tem média de r$ 1.200), sendo esse praticamente o teto do inss (o teto, na verdade, é de r$ 5.800, mas pouquíssimos brasileiros atingem esse patamar). na proposta conjunta fipe/fenaprev, essa renda básica pode ser aumentada adicionando-se mais três pilares. o segundo deles é um sistema de repartição, que garante uma soma aos r$ 2.200. o terceiro é a possibilidade de utilizar o fundo de garantia, retirar no mínimo 30% dele (só para quem ganha mais que r$ 2.200) e aplica-lo numa conta individual, no regime de capitalização. “mas no momento, o percentual a ser retirado do fgts não é tão importante, e sim, a possibilidade de trazer uma fonte de renda que não é nova, mas que tem a oportunidade de ser muito melhor remunerada do que é hoje o fundo de garantia. a reforma atual não tem a capitalização. na previdência nova, para novos contribuintes, nascidos a partir de 2005, defendemos essa capitalização individual”, analisa nasser. o quarto pilar é uma opção de cada brasileiro em procurar uma previdência privada, na instituição que escolher, para aplicar dinheiro (contribuição única ou mensal) e conseguir essa complementação de renda no futuro. e ele ainda coloca a possibilidade de investir em algum seguro. a partir de r$ 30 ou r$ 40, dependendo da instituição, é possível investir nesse complemento de renda.  “se não reformarmos a previdência, seremos muito mais miseráveis que somos hoje. o brasil ainda tem essa janela de privilégio, de reformar a previdência. outros países sequer possuem essa oportunidade. nós temos opções e temos espaço para discussão. e com uma visão republicana, somaremos nessa proposta, que sem dúvida nenhuma vai endereçar o país para uma retomada de um desenvolvimento econômico”, diz nasser, referindo-se à proposta fenaprev/fipe dos quatro pilares de composição da aposentadoria, na reforma da previdência.
20/05/2019

Combate a fraude no Seguro DPVAT

 a seguradora líder vem investindo cada vez mais no combate às fraudes, e o uso da tecnologia tem sido um grande aliado neste trabalho. todos os pedidos de indenização do seguro dpvat recebem monitoramento contínuo, sendo avaliados por softwares de inteligência artificial, que contêm ferramentas de filtros sistêmicos de ocorrências suspeitas, além de controle de risco. a equipe de prevenção e combate às fraudes utiliza ferramentas de analytics, com mais de 200 variáveis; realiza uma análise documental; e aplica um filtro capaz de cruzar as informações dos documentos apresentados e o banco de dados da seguradora. além disso, quando necessário, são realizadas investigações de campo. ao identificar uma irregularidade, uma notícia crime é encaminhada aos órgãos competentes. em 2018, foram identificadas 11.898 fraudes ao seguro dpvat, sendo 338 apenas no estado de goiás. de janeiro a abril deste ano, as iniciativas proativas da seguradora líder já resultaram em 13 sentenças condenatórias, 16 condenados, 20 cancelamentos, suspensões ou cassações de registros em órgãos de classe e uma prisão em todo o brasil. a seguradora líder esclarece que qualquer pessoa pode denunciar casos suspeitos relacionados a pedidos de indenização do seguro dpvat. as denúncias podem ser feitas por meio do 0800 022 12 05 ou pelo site www.seguradoralider.com.br. as ligações são gratuitas e, em nenhum dos dois canais, é necessário se identificar. sobre o seguro dpvat o dpvat é um seguro obrigatório de caráter social que protege os mais de 209 milhões de brasileiros em casos de acidentes de trânsito, sem apuração da culpa. ele pode ser destinado a qualquer cidadão acidentado em território nacional, seja motorista, passageiro ou pedestre, e oferece três tipos de coberturas: morte (r$ 13.500), invalidez permanente (até r$ 13.500) e reembolso de despesas médicas e hospitalares da rede privada de saúde (até r$ 2.700). a proteção é assegurada por um período de até 3 anos. sobre a seguradora líder-dpvat em operação desde janeiro de 2008, a seguradora líder-dpvat é uma seguradora privada responsável pela administração do seguro dpvat no brasil. a seguradora se tornou uma das principais fontes para dados relacionados a acidentes de trânsito. no site www.seguradoralider.com.br estão disponíveis para o cidadão diversas informações sobre o seguro dpvat e estatísticas. fonte: seguradora líder dpvat
20/05/2019

Previdência privada: reservas atingem R$ 857 bilhões

 enquanto a reforma da previdência ainda está em debate no congresso, as reservas dos planos de previdência privada cresceram 10% no primeiro trimestre de 2019, em relação ao mesmo período do ano passado. de acordo com levantamento da fenaprevi, o montante alcançou r$ 857 bilhões, distribuídos em 67 seguradoras associadas à entidade. as contribuições a planos de previdência aberta somaram r$ 26,3 bilhões no trimestre, 3,5% a mais do que no mesmo período do ano anterior. fonte: comunicação sincor-sp
20/05/2019

Previdência aberta terá R$ 1 trilhão em patrimônio até o final deste ano

 incentivada pela discussão da reforma das aposentadorias e pensões públicas no país, segmento de plano de capitalização privado mostra impulso para também atender público com ticket baixo o segmento de planos de previdência privada aberta (vgbl/pgbl) deve alcançar a marca de r$ 1 trilhão em reservas até o final de 2019. em março último, esse patrimônio era de r$ 857,9 bilhões. o volume em reservas aumentou 10% na comparação com março do ano passado, segundo dados divulgados na última sexta-feira pela federação nacional de previdência privada e vida (fenaprevi), entidade que representa 67 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país. na expectativa do presidente da brasilprev, walter malieni, o setor de previdência aberta terá r$ 1 trilhão em reservas ainda este ano, impulsionado pela discussão da proposta de aposentadorias e pensões públicas. “uma reforma que garanta uma idade mínima para aposentadoria deve trazer algum tipo de benefício para toda a indústria [planos privados] porque oferece a todos prazo para as pessoas se planejarem financeiramente”, diz. o executivo contou que a brasilprev trabalha com o cenário de aprovação da reforma da previdência social. “a discussão é mais sobre qual será a reforma aprovada”, disse walter malieni, referindo-se indiretamente às incertezas sobre o tamanho da economia que o governo alcançará em 10 anos. questionado pelo dci sobre a proposta de criação de um regime público de capitalização, e ideias como a “previdência direta” dos economistas fabio giambiagi e felipe vilhena, o presidente da brasilprev respondeu que essas iniciativas podem concorrer com a previdência aberta. “não é a melhor opção [a previdência direta], pois é concentrado em títulos públicos. eu prefiro a capitalização individual [privada]. se quisermos fazer uma ruptura nesse sistema, tem que deixar o participante escolher o modelo. os mais jovens podem tomar mais risco”, diz. na opinião dele, a capitalização pública concorre com todo o mercado de investimentos financeiros. “não avaliei profundamente ainda, mas a [ideia] da previdência direta ajuda a alongar a dívida [pública], e também concorre com o próprio tesouro direto”, diz. na visão de malieni, uma vantagem da previdência privada aberta é poder se destacar [se separar] da gestão do estado. “é natural que se tenha um regime de renda mínima [público], mas a partir de determinado ponto, a pessoa pode escolher onde alocar seus recursos e o seu projeto de vida”, observa o executivo. pelos números de malieni, o segmento – de planos geradores de benefícios livres (pgbl), de vida gerador de benefícios livre (vgbl) e de planos tradicionais mais antigos – totaliza r$ 876,5 bilhões em patrimônio, sendo que a líder brasilprev soma r$ 267 bilhões em recursos. em março, o balanço da bb seguridade do primeiro trimestre registrava reservas de r$ 263 bilhões. brasilprev fácil para expandir sua base de atuação, malieni divulgou o produto brasilprev fácil, que conquistou 130 mil novos participantes nos dez primeiros meses de comercialização. “estamos investindo na criação de mercado, o brasilprev fácil é acessível a partir de r$ 100 por mês, e nosso ticket médio está em r$ 296”, revela o executivo. sobre a competição com plataformas de investimentos, o presidente citou que o setor defende (via fenaprevi) maior transparência e clareza na comunicação com os clientes sobre os custos e taxas cobradas para aportes nos planos. fonte: dci
20/05/2019

Empresas com investimentos represados

 a consultoria kpmg fez uma pesquisa em 2018 sobre o perfil das empresas familiares, com a participação de 217 companhias em 19 estados do país, cujos resultados foram apresentados agora. os setores de maior representatividade entre os participantes foram os do agronegócio, de serviços, de atacado e de varejo, representando 43 dos respondentes. o mais interessante no documento é ver o nível de otimismo em relação ao país, com uma média de confiança de 70%. das empresas respondentes, 74% falaram que novos investimentos estavam incluídos no seu plano estratégico. o cenário político, com as eleições gerais, certamente pesou na época. no levantamento é apresentada uma mudança de percepção em relação à pesquisa realizada em 2016, com uma abertura maior para expansão no sudeste (44%) e no nordeste e centro-oeste, empatados com 29%. o sócio da kpm, eliardo vieira, explica que as companhias aguardam definições para voltar a crescer. eliardo participa do programa o povo economia, da tv o povo, que será apresentado hoje, às 20 horas. negócios em energia há uma constatação entre agentes do mercado de que, quando o brasil gripa, o nordeste pega uma pneumonia. a crise atual comprova essa tese mas, segundo eliardo vieira, quando há uma recuperação, a região sente a reação mais intensamente. mesmo com as dificuldades atuais, algumas áreas continuam atraindo investimentos e as energias renováveis concentram boa parte dos interesses. ceará entre contemplados o ceará está entre os estados contemplados com a ampliação da exploração de blocos de petróleo em áreas marítimas. a agência nacional do petróleo (anp) informou que o número de áreas disponíveis no processo de oferta permanente foi ampliado em mais 442 blocos. serão feitas 600 concessões exploratórias, e 14 áreas com acumulações marginais estão disponíveis ao mercado. incertezas políticas as preocupações mais relevantes das empresas familiares, segundo pesquisa da kpg,estão centradas nas incertezas políticas e econômica (61%) e na redução da lucratividade (48%). o documento mostra o nível de expectativas no ano passado, as quais devem ter sido frustradas e represadas diante da estagnação da economia. previdência privada a discussão sobre a reforma da previdência impacta na venda de contratos com empresas e fundos privados. a federação nacional de previdência privada e vida (fenaprevi) já constatou um aumento de 10% no volume de reserva dos planos privados no primeiro trimestre em relação a 2018. mudanças no comportamento os investimentos realizados recentemente por duas grandes empresas cearenses, como hapvida e arco, adquirindo companhias do sudeste, revelam também as oportunidades do mercado. o setor de fusões e aquisições, embora também aguarde a recuperação da economia, continua se movimentando - nos dois casos citados, com uma mudança no comportamento, já que os grupos locais geralmente eram apenas comprados, e não compradores. fonte: o povo
20/05/2019

Dólar cai com leilão de linha e exterior, mas cautela com política limita ajuste

  o dólar opera em baixa nos primeiros negócios desta segunda-feira (20), reagindo a uma realização de lucros em meio à antecipação de leilões de linha de rolagem pelo banco central (bc), num total de us$ 3,75 bilhões, a partir desta segunda até esta quarta-feira (22), e ainda ao dólar mais fraco ante outras moedas emergentes no exterior, por causa do aumento da tensão com a guerra comercial eua-china. contudo, o ajuste de baixa é limitado por um pano de fundo de cautela local, sustentado pela crise política envolvendo o presidente jair bolsonaro e o congresso, em torno da tramitação da reforma da previdência e da mp 870, que reestrutura os ministérios. às 10h11min desta segunda-feira, o dólar à vista caía 0,14%, aos r$ 4,0932. nessa sexta-feira (17), o dólar registrou a terceira alta consecutiva, para r$ 4,1002 no mercado à vista - maior valor de fechamento desde 19 de setembro do ano passado (r$ 4,1308). na semana, acumulou valorização de 3,93% ante o real - maior ganho semanal desde o fim de agosto de 2018. os partidos do centrão têm imposto derrotas em série ao governo. a maioria do bloco - cujo núcleo duro é formado por dem, pp, pr, prb e solidariedade e que reúne cerca de 230 dos 513 deputados - só concorda, por exemplo, em aprovar a medida provisória 870, da reforma administrativa, se o conselho de controle de atividades financeiras (coaf) ficar fora da alçada do ministro sérgio moro. em seu terceiro mandato como presidente da câmara, rodrigo maia (dem-rj) se tornou o principal articulador do centrão. o relator na comissão especial da câmara, samuel moreira (psdb-sp), reúne-se com o ministro da economia, paulo guedes, no começo da tarde desta segunda (14h), após ter se encontrado nesse domingo (19) com o presidente da câmara, rodrigo maia. samuel moreira disse que quer simplificar as regras de transição para trabalhadores que já contribuem para a previdência. o relator afirmou que pretende apresentar o relatório final à comissão especial até a primeira quinzena de junho. o mercado também olha outra rodada de piora nas previsões do boletim focus. a alta do pib de 2019 recuou de 1,45% para 1,24% e, para 2020, segue em 2,50%. as projeções para ipca para 2019 passaram de 4,04% para 4,07% e para 2020, seguem em 4%. as estimativas da selic no fim de 2019 permanecem em 6,50% ao ano e para 2020 recuaram de 7,50% para 7,25% ao ano.   fonte: jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/05/684802-dolar-cai-com-leilao-de-linha-e-exterior-mas-cautela-com-politica-limita-ajuste.html)
20/05/2019

Selic no fim do ano segue em 6,50%, revela Focus

 os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a selic (a taxa básica de juros) no fim de 2019, mas reduziram a estimativa para o fim de 2020. o relatório de mercado focus trouxe nesta segunda-feira (20), que a mediana das previsões para a selic este ano seguiu em 6,50% ao ano. há um mês, estava no mesmo patamar. já a projeção para a selic no fim de 2020 passou de 7,50% para 7,25% ao ano, ante 7,50% de quatro semanas atrás. no caso de 2021, a projeção seguiu em 8,00%, igual ao verificado um mês antes. já a projeção para a selic no fim de 2022 passou de 8,00% para 7,50% ao ano, ante 8,00% de um mês antes. no último dia 8, o comitê de política monetária (copom) anunciou a manutenção, pela nona vez consecutiva, da selic em 6,50% ao ano. ao mesmo tempo, o bc indicou que o risco de uma inflação menor devido ao fraco desempenho econômico se elevou desde a reunião anterior, em março. a instituição reiterou, porém, que manterá a "cautela, serenidade e perseverança" em suas próximas decisões, "inclusive diante de cenários voláteis". no grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2019 seguiu em 6,50% ao ano, igual a um mês antes. no caso de 2020, foi de 7,21% para 7,00%, ante 7,50% de quatro semanas atrás. a projeção para o fim de 2021 no top 5 permaneceu em 8,00%. há um mês, estava no mesmo patamar. para 2022, a projeção do top 5 seguiu em 7,75%, ante 7,50% de um mês antes. fonte: jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/05/684797-selic-no-fim-do-ano-segue-em-6-50--revela-focus.html)  
20/05/2019

IGP-M desacelera a 0,58% na segunda prévia de maio, aponta FGV

 no ano, indicador acumulou alta de 3,69% e, nos últimos 12 meses, de 7,78% no ano, indicador acumulou alta de 3,69% e, nos últimos 12 meses, de 7,78% claiton dornelles /jc estadão conteúdo o índice geral de preços - mercado (igp-m), usado no reajuste dos contratos de aluguel, subiu 0,58% na segunda prévia de maio, registrando desaceleração em relação à segunda prévia do mês anterior, quando a inflação medida pelo índice ficou em 0,78%, informou nesta segunda-feira (20), a fundação getulio vargas (fgv). no ano, o igp-m acumula alta de 3,69% e, nos últimos 12 meses, de 7,78%. o índice de preços ao produtor amplo (ipa) também arrefeceu, de um patamar de 0,89% na segunda prévia de abril para 0,72% em maio. os preços dos bens finais subiram 0,26% em maio, após alta de 0,89% em abril. a maior contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -0,23% para -5,46%. o índice referente aos bens intermediários subiu 0,97% em maio, contra 0,42% em abril. "o destaque coube ao subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 0,64% para 4,07%. a taxa do grupo matérias-primas brutas foi de 1,45% em abril para 0,97% em maio", informou a fgv ibre em nota. o ipa agrícola caiu 1,85%, depois de ter subido 0,54% na segunda prévia do mês anterior, puxado pela soja e o milho, entre outros produtos que tiveram seu preço depreciado. já o ipa industrial se manteve positivo, com alta de 1,58%, contra alta de 1% contra a segunda prévia de abril. as matérias-primas brutas também desaceleraram o preço, saindo de uma alta de 1,4% na segunda prévia de abril para alta de 0,97% em maio. fonte: jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/05/684796-igp-m-desacelera-a-0-58-na-segunda-previa-de-maio-aponta-fgv.html)
20/05/2019

Indústrias mantêm portfólio de produtos em alta

 os resultados do radar empresarial apresentados em abril apontam uma estabilidade positiva do portfólio de produtos da indústria no país. com base no cancelamento dos códigos de barras de produtos que estão em circulação, a associação brasileira de automação-gs1 brasil calcula que a indústria reduziu em 22,9% o cancelamento de códigos em abril, quando comparado a março deste ano. para micros e pequenas empresas (mpe), a redução foi de 24,2%. isso significa que, comparado a março deste ano, menos empresas encerraram seu portfólio de produtos. no comparativo com o mesmo mês do ano anterior, houve redução de 13,8% para o número brasil e 17,1% para as mpes. no acumulado dos últimos 12 meses, houve uma redução de 6,1% no encerramento de portfólio de produtos. esse índice tem a particularidade de quanto mais negativo for, mais positivo é o resultado. ou seja, esses resultados são apresentados com sinal negativo quando há baixa de encerramento de produtos e com sinal positivo quando há alta - anulação do respectivo código de barras, que é gerido pela associação brasileira de automação-gs1 brasil. fonte: jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/05/684671-industrias-mantem-portfolio-de-produtos-em-alta.html)

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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