17/05/2019

Diretor comercial do Grupo MBM assume mandato na FenaPrevi

 o diretor comercial do grupo mbm, luiz eduardo dilli gonçalves, integra o conselho fiscal da fenaprevi (federação nacional de previdência privada e vida), entidade que reúne 67 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país. o evento de posse da cnseg e federações (fenseg, fenaprevi, fenasaúde e fenacap) para o triênio 2019-2022 reuniu cerca de 400 participantes em confraternização do setor, em são paulo, no dia 09 de maio. “posso afirmar que estou muito feliz com essa oportunidade e garanto que eu, juntamente com o mbm, contribuirei para que o setor se fortaleça ainda nos próximos anos”, comenta dilli. a fenaprevi é uma associação civil sem fins lucrativos, afiliada à confederação nacional das empresas de seguros gerais, previdência privada e vida, saúde suplementar e capitalização (cnseg). fonte: marketing mbm
17/05/2019

Setor de seguros brasileiro vê explosão de startups

  segundo dados da associação brasileira de startups, número de startups focadas nesse mercado saltou de 70 para 210 nos últimos três anos. usar a tecnologia para reduzir incertezas e aumentar a eficiência das seguradoras tradicionais: essa é a meta das insurtechs, um dos segmentos de startups que mais cresceu no brasil nos últimos anos. segundo dados da associação brasileira de startups (abstartups), o número de startups focadas nesse mercado saltou de 70 para 210 nos últimos três anos. ao contrário do que acontece em áreas como a das fintechs, as insurtechs não querem concorrer com as grandes empresas – e sim ajudá-las a serem mais eficientes. segundo pesquisa feita pela câmara brasileira de comércio eletrônico (câmara e-net), 62% das startups brasileiras da área têm como objetivo principal oferecer serviços para potencializar os negócios das seguradoras e 57% têm como missão principal desburocratizar o setor e/ou potencializar os negócios dos corretores. “as seguradoras são grandes e estáveis, mas precisam da nossa agilidade para entregar um bom serviço. agora, todo mundo está ganhando”, o americano daniel hatkoff, fundador e presidente da insurtech pitzi. resistência as startups viram uma oportunidade em usar a web para ajudar a quebrar a resistência que o brasileiro tem em comprar apólices. “vencer essa barreira ainda é o principal desafio do setor como um todo”, diz caetano altieri, vice-coordenador do câmara-e.net. foi com o objetivo de mudar esse pensamento que, depois de 29 anos, marcelo blay deixou o emprego em uma grande seguradora e decidiu criar sua startup. aberta em 2011, a minuto seguros vende pacotes de 13 seguradoras diferentes em sua plataforma digital, com serviços variados tanto em público quanto em opções. hoje, tem 450 mil apólices e pretende faturar r$ 240 milhões este ano. a minuto seguros tem hoje 400 funcionários – boa parte voltada à área de atendimento. “parte dos nossos clientes são pessoas que não conheciam a importância de ter um seguro ou não sabiam onde comprar um pacote”, diz blay. “a internet nos permitiu oferecer o serviço a quem não conhecia ou não gostava da burocracia”. outra companhia que tenta apresentar os produtos de forma diferente é a pitzi, especializada em seguros de celular. a escolha não foi à toa: o smartphone está entre os bens favoritos dos brasileiros à medida que, para muitos, comprar um novo aparelho significa desembolsar um grande valor em suadas parcelas. “fiquei chocado com o fato de que os celulares aqui são muito caros” diz hatkoff, da pitzi. “vi que planos de proteção para garantir que a pessoa conseguisse consertar rapidamente o celular ajudaria muita gente”. a startup é a vitrine de pacotes, cujo valor da mensalidade muda de acordo com a marca e modelo do aparelho. a simulação de valores fica por conta da startup, que reúne ofertas de cinco seguradoras – zurich, axa, mapfre, sura e generali. a pitzi já levantou mais de r$ 70 milhões em investimento e tem 97 funcionários. um dos alvos das startups é a redução da burocracia na aprovação de apólices. a planetun, criada em 2014, usa a inteligência artificial e análise de dados para realizar o serviço de vistoria de carros. se os planos da empresa derem certo, ela pretende acabar com os técnicos de vistoria – e, eventualmente, com os longos períodos de espera dos motoristas. a proposta é simples: ao reportar um sinistro, o usuário tira fotos de seu veículo para enviá-las à empresa. a empresa então vai compará-las fotos anteriores, tiradas pelo consumidor no momento da contratação da apólice. a planetun envia as imagens à seguradora para análise – informações como data e localização sobre onde as fotos foram feitas também são incluídas no relatório. por meio da ferramenta, feita em parceria com o sistema de inteligência artificial da ibm, a startup garante que o tempo de vistoria cairá de dois dias para menos de 24 horas. com as imagens verificadas pelo algoritmo, os técnicos das seguradoras conseguem dar um parecer em até seis horas. a thinkseg, fundada pelo empresário andré grigori, ex-btg, vai além: sua principal solução é um aplicativo que, ao ser instalado no celular do motorista, acompanha seu jeito de dirigir. com o tempo, o sistema é capaz de entender se aquele usuário tem boa condução ou não. a partir disso, calcula as chances reais que ele tem de sofrer algum sinistro — independentemente de qualquer outra característica que o coloca como parte de um grupo de “risco” no mercado tradicional. em abril, a empresa investiu r$ 50 milhões para criar um novo tipo de seguro, cujo pagamento mensal varia de acordo com a quilometragem rodada pelo usuário. o serviço é prestado em parceria com seguradoras. há um motivo para que a parceria entre as startups atendam empresas: trata-se de um setor altamente regulado, supervisionado pela superintendência de seguros privados. para especialistas, um novo impacto pode surgir se a regulamentação for flexibilizada. “às vezes startups têm soluções muito legais, mas as seguradoras não podem adotar sem quebrar regras e isso trava o mercado”, diz altieri, da câmara e-net. “abrindo a regulamentação, fatalmente o mercado vai crescer.” fonte: exame por estadão conteúdo
17/05/2019

Seguro contra inadimplência tem alta de 25,5% no primeiro trimestre do ano

 o seguro prestamista — modalidade que protege o trabalhador de dívidas em créditos ou financiamentos contratados junto aos bancos ou em parcelamentos no varejo, em caso de perda involuntária de emprego ou incapacidade total temporária, além de morte e invalidez — cresceu 25,5% no primeiro trimestre deste ano, a maior expansão entre os produtos de seguro contratados no período, segundo dados da superintendência de seguros privados (susep). em comparação, o seguro de vida cresceu 17,2%; o viagem, 11,7%; e o funeral, 11,8%. segundo dados da federação nacional de previdência privada e vida (fenaprevi), em 2018, a venda desse seguro somou r$ 11,3 bilhões, um aumento de 19,35% em relação ao ano anterior. a explicação seria uma combinação de dois fatores: um aumento na expansão do crédito e a consequente necessidade de uma proteção maior contra a inadimplência por parte de bancos e varejistas e uma maior consciência da população sobre a necessidade de honrar seus pagamentos e não ficar com o nome sujo. —acreditamos que houve tanto uma maior oferta de bancos e varejistas do seguro prestamista aos clientes como uma aceitação maior da população de sua importância. o produto vem ganhando espaço por melhorar os níveis de inadimplência — afirmou luciano snel, vice-presidente da fenaprevi. para as empresas que atuam no mercado de seguros, o medo da inadimplência pode ser o principal fator de crescimento do prestamista. — de fato, outros produtos ligados ao consumo têm crescido bem menos do que o seguro prestamista, o que mostra, sim, que há um temor de inadimplência. vemos que os nossos parceiros têm tido cada vez mais interesse no produto, o que muitas vezes facilita a liberação de concessão de crédito por diminuir os riscos — afirmou luís reis, diretor de afinidades da zurich seguros. o seguro é acessível a todas as classes porque seu valor corresponde ao valor da parcela do bem ou do empréstimo, em média de 5% a 8% do montante total. em geral, são os bancos ou as financeiras que oferecem o produto aos clientes, que podem aceitá-lo ou não. mas, os clientes podem também perguntar se é possível contratá-lo. — a pessoa pode sempre pedir o seguro, mas, no caso de não estar disponível no local da compra, pode-se procurar um corretor e procurar outras opções com proteções similares, como um seguro de vida, para não deixar a dívida para a família — disse luciano snel. outra opção é procurar por linhas de crédito que tenham o prestamista.
17/05/2019

Como criar aplicativos 100% seguros?

 hoje, os dispositivos se tornaram uma das principais tecnologias utilizadas no mundo e que os torna tão variáveis são os milhões de aplicativos que devem ser escolhidos. essas aplicações permitem que o usuário seja mais produtivo, se comunique, treine, interaja com outras pessoas instantaneamente, eduque ou simplesmente se divirta. atualmente, o boom da internet impactou diretamente a segurança das informações tratadas diariamente. sites de e-commerce, serviços, bancos e até redes sociais contêm informações confidenciais que, na maioria dos casos, são muito importantes. com a incorporação dos smartphones no mercado, foram criadas novas estruturas de negócios que fizeram com que os aplicativos tivessem certa rentabilidade, tanto para desenvolvedores quanto para os mercados de aplicativos, como o windows phone store, o google play e a app store. desenvolvimento e crescimento dos aplicativos o mercado de aplicativos móveis cresceu e tem uma série de fatores que ajudaram em sua consolidação. entre estes componentes estão o progresso tecnológico em termos de desempenho, segurança e poder de computação dos dispositivos de diversos fabricantes como samsung, apple, etc. da mesma forma, o custo da infraestrutura de comunicação é cada vez menor e mais seguro, além disso, plataformas de desenvolvimento como o android (google), o windows phone (microsoft), a apple (ios) e tecnologias responsivas são cada vez mais resistentes e seguras. “hoje, os cibercriminosos criaram aplicativos que podem infectar telefones e dispositivos móveis com programas mal-intencionados. se o telefone enviar e-mails ou mensagens de texto que o usuário não escreveu, ou instalar aplicações que ele não baixou, podem ser sinais de que um programa malicioso foi instalado”, disse dean coclin, diretor sênior de desenvolvimento de negócios da digicert. alguns pontos devem ser levados em conta ao consolidar a adoção do uso de aplicativos móveis. há uma série de características que devem ser levadas em consideração em seu design. entre os principais se encontra o esquema de ciclo de vida do aplicativo móvel; isto é, definir uma versão inicial que contenha um conjunto de funcionalidades que permita aos usuários aprender com suas experiências. hoje, aplicativos da web, aplicativos móveis e servidores, podem – na maioria das vezes – suportar esses certificados ssl. a importância dos certificados ssl oferece segurança aos usuários, usuários da internet, empresas e negócios. qualquer pessoa que acesse uma página da web autêntica, real e confiável pode inserir seus dados pessoais e econômicos de maneira mais pacífica. este sistema fortalece e aumenta a atividade econômica na rede e pagamento online. o processo de certificação é muito importante porque sem ele, no caso do google, as aplicações instaladas são “piratas”. muitos fabricantes chineses optam por esse sistema: instalam a versão aosp do android e incluem a play store, o gmail, o google maps e outras aplicações do google sem a permissão dessa empresa. pode parecer um problema que não afeta o usuário, mas que acaba de mudar já que a empresa procura ordenar aplicando as regras para que os fabricantes que tenham cumprido os processos de certificação não estejam competindo em desvantagem. como próximo passo, ele deve ser implementado em termos de uso e inovação de novos requisitos de negócios e tecnologia de fabricantes de dispositivos móveis e plataformas de desenvolvimento. sem dúvida, existem riscos de segurança ao desenvolver aplicativos especialmente para o android, já que hoje em dia, esse é um dos sistemas operacionais mais afetados e vulneráveis. algumas dicas que fornecemos ao usuário para evitar golpes de segurança ao criar um aplicativo: implementar a autorização, autenticação e tratamento de sessões corretamente; manter a segurança com o back-end; realizar a integração de dados seguros com outros serviços e aplicativos; identificar e proteger dados confidenciais; implementar controles para impedir o acesso não autorizado a recursos de pagamento; prestar atenção específica à coleta e uso de informações do usuário; garantir a distribuição segura e o fornecimento de aplicativos móveis; verificar cuidadosamente qualquer código de erro em execução; gerenciar as credenciais do usuário com segurança; garantir que os dados confidenciais sejam protegidas ao transmiti-los; é essencial limpar o armazenamento de aplicativos toda vez e eliminar aplicações maliciosas ou de malware. o objetivo é remover os aplicativos que podem representar uma ameaça ou perigo à privacidade do usuário e à segurança do dispositivo móvel.
17/05/2019

Cenário adverso interno e externo faz Ibovespa cair e operar aquém dos 90 mil

 o cenário externo adverso e o desânimo dos investidores com o brasil volta a conduzir os negócios na b3, que ontem já amargou um dia de perdas (-1,75%, aos 90.024,47), sobretudo por causa das incertezas internas. hoje, além dos temores sobre a evolução da reforma previdenciária, o quadro internacional não enseja uma sexta-feira (17) de ganhos nas bolsas. às 11h40min, o ibovespa cedia 0,05%, aos 89.981 pontos. a expectativa mais dura da china em relação aos comerciais com os estados unidos, além do temor de uma eventual saída do reino unido da união europeia sem um acordo deixam os investidores na defensiva lá fora, o que reflete também na bolsa brasileira. se essa dinâmica negativa for confirmada, luiz roberto monteiro, operador da mesa institucional da renascença dtvm, não descarta a possibilidade de o ibovespa voltar a ser negociado perto de 80 mil pontos ainda hoje. "aqui, está tudo ruim quanto ao político e ao econômico. a reforma da previdência não tem avançado e o lado corporativo também não ajuda, além do exterior. por voltar para os níveis de setembro e outro de 2018", diz. em 3 de outubro de 2018, por exemplo, o índice à vista atingiu 81.622,97 na mínima intraday, enquanto no dia 28 de setembro a máxima foi de 80.000,09, fechando em 79.342,43 pontos. no campo corporativo, participantes do mercado citam que também não há notícias favoráveis, envolvendo as duas principais ações da b3: vale e petrobras. em nova york, as taxas do american depositary receipt (adr) da mineradora e da estatal estão em queda esta manhã. ontem, os papéis da vale caíram mais de 3%, após a informação sobre a deformação na estrutura na mina de gongo soco, em barão de cocais (mg), "passível de provocar a sua ruptura". já em relação à estatal petrolífera, o presidente jair bolsonaro admitiu que pode rever política de preços da companhia se não houver prejuízos para a estatal, o que tende a limitar eventuais perdas influenciadas pela alta do petróleo no exterior nesta manhã. da mesma forma, a valorização do minério pode dar impedir recuos expressivos dos papéis da vale já na seara política as notícias envolvendo a família bolsonaro se estende, colocando ainda mais dúvidas sobre a fragilidade do governo. depois da quebra de sigilo bancário do senador flávio bolsonaro, por suspeitas de lavagem de dinheiro, agora também entram no radar das investigações ex-assessores do vereador carlos, o outro filho do presidente. "já tem essa guerra entre o legislativo e o executivo que não ajuda a reforma avançar, e agora ainda tem essas denúncias envolvendo os filhos do presidente", completa uma fonte. a mcm consultores ressalta em nota a notícia de que o presidente da câmara, rodrigo maia (dem-rj), e dos líderes do centrão buscarão proteger a pauta econômica, que faria parte de uma agenda própria do congresso. assim, o congresso não seria prejudicado pela crise do poder executivo. "tal junção pode levar o congresso, liderado por rodrigo maia e davi alcolumbre presidente do senado, a se comportar como o adulto na sala. sendo assim, ainda não nos parece o caso de descartar a aprovação da reforma da previdência neste ano. no entanto, sem o engajamento do governo, será uma reforma à moda do congresso, isto é, tende a demorar mais e ficar mais diluída no final das contas", estima a equipe econômica da mcm.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/05/684580-cenario-adverso-interno-e-externo-faz-ibovespa-cair-e-operar-aquem-dos-90-mil.html)  
17/05/2019

Dólar abre além de R$ 4 pelo 3º dia com cautela local e de olho em EUA e China

 o dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (17) acima de r$ 4,00 pelo terceiro dia seguido. "preocupação com a governabilidade e a reforma da previdência pela falta de articulação política do governo bolsonaro e a proximidade do fim do primeiro semestre sem que nada importante de fato tenha sido entregue. falta comunicação saudável e discurso coeso no governo, sem isso, qual o interesse do investidor em trazer dinheiro para cá, não há", diz italo abucater, gerente de câmbio da tullet prebon brasil. às 12h55min desta sexta, o dólar à vista subia 1,39%, a r$ 4,0913. abucater lembra que esta sexta é o famigerado 17 de maio. nesse dia em 2018 começou a greve de caminhoneiros e o copom decidiu pela manutenção da taxa selic em 6,5% ao ano, em vez de corte da como o mercado projetava, e, em 17 de maio de 2017, o dono do frigorífico jbs, wesley batista, gravou o ex-presidente michel temer dando aval para comprar o silêncio de eduardo cunha na operação lava jato e entregou o áudio em delação à procuradoria-geral da república (pgr). agora, diz o profissional, a "cereja do bolo" são os três filhos de jair bolsonaro. "o presidente questiona a imprensa, diz que tudo é conspiração, sem colocar imparcialidade que um governante deve ter e gera desconforto e fuga do investidor", observa. ele acrescenta que o ambiente externo está nervoso e não há atrativo de prêmio na selic, não tem investimento direto e a economia está fraca com desemprego alto. "não entregou (governo) nada para a segurança e há muito ruído familiar e político", afirma. o operador luis felipe laudísio dos santos acrescenta que o dólar ante o real se valoriza em linha com a alta externa da moeda americana frente suas pares principais e a maioria das divisas de países emergentes exportadores de commodities, com a china endurecendo o discurso contra os eua. assim, devemos ter mais um dia difícil para o real e os investidores de certa forma aguardam alguma sinalização do banco central, que poderia ajudar a suavizar o movimento de alta.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/05/684577-dolar-abre-alem-de-r-4-pelo-3-dia-com-cautela-local-e-de-olho-em-eua-e-china.html)
17/05/2019

Inflação de Porto Alegre desacelera para 0,33% na segunda semana de maio, revela FGV

 a inflação de porto alegre, medida pelo índice de preços ao consumidor semanal (ipc-s), desacelerou para 0,33% na segunda semana de maio, ante 0,61% na leitura anterior, conforme divulgou a fundação getulio vargas (fgv) nesta sexta-feira (17). no geral, o índice recuou 0,42%, com queda em seis das sete capitais pesquisadas. na capital gaúcha, seis das oito classes de despesa componentes do índice recuaram, com destaque para os grupos vestuário (de 0,90% para -0,60%) e comunicação (de 0,11% para -0,54%). na contramão, aceleraram os grupos habitação (de -0,08% para 0,03%) e despesas diversas (de 1,16% para 1,63%). além de porto alegre, as capitais pesquisadas que variaram negativamente foram salvador (de 1,07% para 0,90%), brasília (de 0,61% para 0,43%), recife (de 0,61% para 0,45%), rio de janeiro (0,56% para 0,34%) e são paulo (de 0,41% para 0,34%). a única capital que acelerou foi belo horizonte (de 0,28% para 0,37%). a tabela a seguir mostra as variações percentuais dos municípios componentes do índice, nesta e nas apurações anteriores: {'nm_midia_inter_thumb1':'https://www.jornaldocomercio.com/_midias/jpg/2019/05/17/206x137/1_inflacao_de_porto_alegre_17_05_jpg_2-8724761.jpg', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'5cdea67eebbee', 'cd_midia':8724761, 'ds_midia_link': 'https://www.jornaldocomercio.com/_midias/jpg/2019/05/17/inflacao_de_porto_alegre_17_05_jpg_2-8724761.jpg', 'ds_midia': 'ipc-s na segunda segunda semana de abril de 2019', 'ds_midia_credi': 'fgv/divulgação/jc', 'ds_midia_titlo': 'ipc-s na segunda segunda semana de abril de 2019', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '721', 'cd_midia_h': '333', 'align': 'left'} addthis sharing buttons share to facebook share to twittershare to linkedinshare to whatsappshare to e-mailshare to imprimir comentar | corrigir | compartilhar comentários seja o primeiro a comentar esta notícia hoje no jc para folhear modo texto assine já ios android capa leia também monitor do pib aponta queda de 0,1% no 1º trimestre monitor do pib aponta queda de 0,1% no 1º trimestre incerteza econômica adia investimentos no país, diz presidente do banco central incerteza econômica adia investimentos no país, diz presidente do banco central país em marcha lenta faz lucro das empresas diminuir 6% no 1º trimestre igp-10 de maio fica em 0,70%, revela fgv capinha cadastre seu e-mail no formulário abaixo para começar a receber a newsletter diária.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/05/684572-inflacao-de-porto-alegre-desacelera-para-0-33-na-segunda-semana-de-maio-revela-fgv.html)
17/05/2019

Monitor do PIB aponta queda de 0,1% no 1º trimestre

 o produto interno bruto (pib) brasileiro recuou 0,1% no primeiro trimestre ante o quarto trimestre de 2018, segundo o monitor do pib, divulgado nesta sexta-feira (17) pelo instituto brasileiro de economia da fundação getulio vargas (ibre/fgv). na comparação do primeiro trimestre com igual período de 2018, o pib cresceu 0,5%. em março, houve retração de 0,4% ante fevereiro. se confirmada a retração em relação ao quarto trimestre de 2018, será a primeira queda no pib após oito trimestres de avanços. "esse cenário é desanimador quando se constata que os oito trimestres anteriores não foram suficientes para estimular uma retomada significativa da economia após a recessão de 2014-2016", diz a nota divulgada pela fgv, assinada pelo pesquisador claudio considera, coordenador do monitor do pib. a entidade destacou ainda que, na leitura de março, foi a primeira vez desde novembro de 2017 que o monitor do pib apontou um crescimento acumulado em 12 meses abaixo de 1,0%, registrando avanço de 0,9% nessa comparação. "esses números refletem a incerteza política e econômica que tem efeito direto nos investimentos e impactam a evolução da atividade econômica, principalmente, o setor industrial, comprometendo a retomada do emprego afetando o consumo das famílias", diz a nota da fgv. na comparação do primeiro trimestre com igual período do ano passado, a alta de 0,5% foi puxada pelo consumo das famílias, que avançou 1,6% ante o primeiro trimestre de 2018, conforme o monitor do pib. na passagem do quarto trimestre de 2018 para o primeiro trimestre deste ano, o consumo das famílias cresceu 0,3%. já a formação bruta de capital fixo (fbcf, conta dos investimentos no pib) avançou 0,4% no primeiro trimestre ante igual período de 2018. "todos os componentes apresentaram contribuição positiva, mas chama atenção o declínio da taxa que atingiu seu ápice no trimestre findo em agosto de 2018 (8,5%), quando se considera o período pós recessão. o desempenho de máquinas e equipamentos, que era o grande responsável pelas altas taxas de variação do componente no ano passado, reduziu-se de 26,4% no trimestre findo em agosto de 2018 para 0,5% no primeiro trimestre desse ano", diz a nota da fgv. o monitor do pib também estima que o setor externo deu contribuição positiva para a atividade econômica do primeiro trimestre, mas, principalmente, por causa da queda nas importações - que apresentaram retração de 2,2% ante o primeiro trimestre de 2018. segundo a fgv, caíram os seguintes componentes: serviços (-9,4%), bens de consumo duráveis (-8,3%), bens de consumo semiduráveis (-7,3%) e bens intermediários (-0,6%). ainda no setor externo, as exportações cresceram 2,1% ante o primeiro trimestre de 2018, desacelerando ante a alta de 6,7% no trimestre móvel findo em fevereiro e o avanço de 13,1% no trimestre móvel findo em janeiro. "essa taxa é explicada pelo desempenho dos produtos da agropecuária (23,3%) e da extrativa mineral (19,5%). em contrapartida, as exportações de serviços (-5,6%) e dos produtos industrializados (-5,0%) caíram no trimestre", diz a nota da fgv. em relação ao quarto trimestre de 2018, as exportações caíram 1,4%. em março, a atividade econômica encolheu de forma disseminada, segundo o monitor do pib. a queda de 0,4% ante fevereiro foi reflexo da retração em dez atividades econômicas. somente as atividades de intermediação financeira (0,4%) e administração pública (0,3%) tiveram variação positiva. pela ótica da demanda houve crescimento apenas do consumo do governo (0,7%) e da importação (8,3%), informou a fgv.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/05/684574-monitor-do-pib-aponta-queda-de-0-1-no-1-trimestre.html)
15/05/2019

Maio Amarelo: conheça a campanha nacional de 2019

 somente no ano passado, mais de 328 mil indenizações do seguro dpvat foram pagas a vítimas de acidentes de trânsito e seus beneficiários em todo país. o cenário da violência do trânsito ainda preocupa, pessoal e, por isso, o maio amarelo chega a sua sexta edição com o tema “no trânsito, o sentido é a vida”, que lembra a responsabilidade de motoristas, ciclistas, motociclistas e pedestres na redução de acidentes e na preservação de vidas. quer saber mais sobre esse importante movimento? fique ligado no nosso post! atenção à violência o maio amarelo foi instaurado a partir de uma resolução da assembleia-geral das nações unidas, baseada em estudos da organização mundial da saúde (oms), que definiu o período entre 2011 e 2020 como a “década de ações para a segurança no trânsito. a campanha deste ano tem como mote #meouça, estimulando os adultos a ouvirem mais os conselhos dados pelas crianças, refletindo um comportamento mais seguro no trânsito. você pode conferir o vídeo ciclando aqui https://www.youtube.com/watch?v=zfwodvrgac8. as crianças aparecem lembrando comportamentos simples, que muitas vezes, na correria do dia a dia, são esquecidos. entre os exemplos estão a obedecer à sinalização, utilizar equipamentos de segurança e não dirigir após consumo de álcool. todos super importantes para mudarmos a realidade do trânsito, não é mesmo galera? mobilização nacional para celebrar o lançamento da campanha nacional, o ministério da infraestrutura vai promover, na próxima quarta-feira, dia 8, uma cerimônia de abertura das atividades do maio amarelo. estão previstas atividades para reforçar a importância do movimento, como a assinatura de um acordo com o lançamento do programa educa, iniciativa de educação no trânsito voltada a alunos do ensino fundamental das redes pública e privada. o evento contará também com a presença dos diretores-presidentes dos detrans dos 26 estados e distrito federal, que apresentarão as ações desenvolvidas em cada um dos seus estados. durante todo o mês de maio, a esplanada dos ministérios, em brasília, e diversos órgãos públicos do país estarão iluminados na cor amarela, que representa a atenção na sinalização de advertência no trânsito e simboliza o movimento. fonte: seguradora líder

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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