14/01/2019

Novos investidores do Tesouro Direto triplicam com taxa zero de bancos

 depois de os grandes bancos zerarem as taxas para aplicação no tesouro direto no segundo semestre do ano passado, o número de novos investidores no programa de compra e venda de títulos do governo federal praticamente triplicou de lá para cá. a banrisul corretora, no rio grande do sul, zerou a taxa na virada de 2018 para 2019, na trilha de concorrentes e para não perder aplicadores. o volume de novos aplicadores, que andava estacionado em 11 mil ao mês há pelo menos dez meses consecutivos, saltou para perto de 32 mil em setembro, imediatamente após o anúncio em massa das instituições financeiras. os bancos isentaram as taxas de administração dos aportes dentro da plataforma do tesouro direto, uma prática que já era adotada pelas corretoras independentes e, na avaliação dos especialistas, tido como um dos principais atrativos até então para a expansão da base de investidores nessas plataformas. em setembro, mês em que itaú, santander e banco do brasil anunciaram a isenção nas taxas (o bradesco foi o primeiro a aderir à onda, em junho de 2018), foram veiculados comerciais na tv e na internet sobre a medida. com isso, segundo o tesouro direto, o número de novos investidores ativos mensais bateu recorde histórico de 31.911 e se manteve, na média, na casa de 29 mil novos aplicadores até novembro, último mês que consta com divulgação por parte do governo. segundo o gerente da plataforma, paulo marques, a publicidade feita pelas instituições financeiras impulsionou a procura pelo produto. "a forte divulgação do tesouro direto em setembro fez com que a procura fosse generalizada, mesmo nas corretoras que já não cobravam taxas", afirma. ele acredita que, como indicam dados preliminares de dezembro e janeiro, que mostram uma forte demanda do público, o número de investidores ativos no tesouro direto deve superar em breve o número de quem aposta na bolsa. segundo dado de novembro, 752 mil pessoas aplicavam recursos no programa, frente a 810 mil na b3, em dezembro. "os custos ficaram ainda menores para se investir em títulos públicos. quando o investidor conhece o produto, que entrega boa rentabilidade e é o mais seguro do mercado, ele muda de referência quando vai procurar outras aplicações de renda fixa", afirma. outra boa notícia deve atrair ainda mais investidores nos próximos meses, segundo marques. em dezembro, a taxa de custódia, obrigatória e cobrada pela b3, caiu de 0,30% para 0,25% ao ano. segundo cálculos do coordenador do laboratório de finanças do insper, michael viriato, a economia com as taxas pode ser relevante no longo prazo. considerando um investidor que aporte mensalmente r$ 100 em um título público com uma rentabilidade de 9% ao ano, antes das reduções - com uma taxa de 0,5% da instituição financeira e uma custódia de 0,3% da b3 -, ele acumularia r$ 339.847 mil em 40 anos. com apenas os 0,25% atualmente cobrados, o acúmulo seria de r$ 394.220 no mesmo período, uma diferença de r$ 54.373. o movimento de alta na procura pelos papéis também foi reforçado pela rentabilidade atrativa dos títulos durante o período eleitoral. com a variação nas taxas de juros de mercado no período, alguns títulos públicos chegaram a superar o desempenho do ibovespa em 2018. viriato acredita que o salto no número de investidores tenha relação direta com a rentabilidade que eles apresentaram no período. segundo ele, os ganhos expressivos podem ter gerado um "boca a boca" entre os investidores, levando um aumento na procura pelos títulos.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/01/665341-novos-investidores-do-tesouro-direto-triplicam-com-taxa-zero-de-bancos.html)
14/01/2019

Dólar sobe com cautela sobre desaceleração da China e com previdência no radar

 o dólar é negociado em alta no mercado doméstico na manhã desta segunda-feira (14). os ativos locais se ajustam ao dólar forte no exterior frente euro, libra e a maioria das moedas de países emergentes e exportadores de commodities, em reação à desaceleração da economia chinesa. essa preocupação é realimentada pela queda nas importações e nas exportações da china em dezembro. o petróleo segue em baixa pela segunda sessão seguida e também pesa nesses ajustes. além disso, o superávit comercial chinês recorde com os estados unidos em 2018 deve influenciar nas negociações entre eua e china, que devem ter mais uma rodada de discussões no fim de janeiro. às 9h41min desta segunda, o dólar à vista subia 0,40%, a r$ 3,7283. o dólar futuro para fevereiro estava em alta de 0,44%, a r$ 3,7315. além da china, estão no radar externo também a paralisação parcial do governo dos estados unidos, que entra nesta segunda no 24º dia, e o processo de saída do reino unido da união europeia, o brexit, com a votação da proposta de acordo do executivo pelo parlamento nesta terça-feira (15). no cenário local, a reforma da previdência segue no centro das atenções. o ministro-chefe da casa civil, onyx lorenzoni, realiza uma reunião preliminar da equipe antes do texto da reforma ser levado ao presidente jair bolsonaro nesta semana. embora não afete os negócios, operadores do mercado comentam nas mesas o tom de deboche do vídeo divulgado no fim de semana em que o ex-assessor de flávio bolsonaro (psl) fabrício queiroz aparece dançando com a esposa e a filha no hospital albert einstein, em são paulo. queiroz faltou duas vezes a depoimentos marcados no ministério público alegando motivos de saúde. segundo o conselho de controle de atividades financeiras (coaf), queiroz fez movimentações bancárias atípicas, tendo movimentado r$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e de 2017 e recebido depósitos de assessores de flávio bolsonaro. no fim da manhã desta segunda-feira, o banco central realiza mais uma tranche da rolagem do vencimento de swap cambial de fevereiro, com oferta de 13.400 contratos de swap cambial, equivalente a us$ 670 milhões (11h30min).   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/01/665325-dolar-sobe-com-cautela-sobre-desaceleracao-da-china-e-com-previdencia-no-radar.html)  
14/01/2019

Inflação para terceira idade fecha 2018 com alta de 4,75%

 a inflação sentida pela população idosa acelerou o ritmo de alta de 0,69% no terceiro trimestre de 2018 para 0,80% no quarto trimestre, informou a fundação getulio vargas (fgv) na manhã desta segunda-feira (14). o índice de preços ao consumidor da terceira idade (ipc-3i), que mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade, acumulou uma alta de 4,75% no ano de 2018. com o resultado, a variação de preços percebida pela terceira idade ficou acima da taxa de 4,32% acumulada no ano passado pelo índice de preços ao consumidor - brasil (ipc-br), que apura a inflação média percebida pelas famílias com renda mensal entre um e 33 salários mínimos. no quarto trimestre de 2018, três das oito classes de despesa do ipc-3i registraram taxas de variação mais elevadas do que no terceiro trimestre. a principal contribuição para a aceleração da inflação do idoso partiu do grupo alimentação, que passou de uma queda de preços de 1,57% no terceiro trimestre para um avanço de 3,49% no último trimestre do ano. as hortaliças e legumes subiram 52,48% no quarto trimestre, depois de uma queda de 31,93% registrada no terceiro trimestre. os demais aumentos ocorreram nos grupos vestuário (de -0,55% para 1,46%) e educação, leitura e recreação (de 2,21% para 2,85%), sob influência de itens como roupas (de -1,01% para 1,73%) e passagem aérea (de 19,60% para 30,61%). na direção oposta, as taxas foram mais baixas nos grupos habitação (de 1,74% para -0,89%), transportes (de 0,73% para -0,20%), saúde e cuidados pessoais (de 1,20% para 1,14%) e despesas diversas (de 0,66% para 0,31%). os itens de destaque foram tarifa de eletricidade residencial (de 5,27% para -8,12%), gasolina (de 1,79% para -4,92%), medicamentos em geral (de 0,47% para 0,17%) e cigarros (de 2,63% para 0,04%). o grupo comunicação repetiu no quarto trimestre a alta de 0,22% verificada no trimestre anterior, sob impacto dos pacotes de telefonia fixa e internet (de -0,18% para 1,26%) e da mensalidade para tv por assinatura (0,99% para 0,22%).   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/01/665321-inflacao-para-terceira-idade-fecha-2018-com-alta-de-4-75.html)
11/01/2019

Recado para o brasileiro repensar a sua aposentadoria

 regime de capitalização proposto por paulo guedes exigirá planejamento de longo prazo à classe média este conteúdo foi produzido pelo sistema jornal do commercio de comunicação. para compartilhar, use o link https://jconline.ne10.uol.com.br/canal/economia/nacional/noticia/2019/01/10/recado-para-o-brasileiro-repensar-a-sua-aposentadoria-368263.php
11/01/2019

Uma alternativa para os desafios da aposentadoria

  muito comum e amplamente utilizados nos eua, estes fundos representam 20% do patrimônio dos planos de contribuição definida no mercado americano. fundos data alvo: uma alternativa para os desafios da aposentadoria fonte: infomoney veja mais em: https://www.infomoney.com.br/onde-investir/previdencia/noticia/7863830/fundos-data-alvo-uma-alternativa-para-os-desafios-da-aposentadoria fundos data alvo: uma alternativa para os desafios da aposentadoria - infomoney
11/01/2019

Onde cotar seguro viagem com bons preços; dicas práticas

  todo mundo sempre fala como é importante viajar com um seguro, já que nunca sabemos o que poderá acontecer durante os dias longe de casa. entretanto, nem todos sabem onde cotar seguro viagem com bons preços nem como escolher o que mais combina com o seu perfil de viajante. por isso, neste post vamos dar algumas dicas para ajudar nesta decisão. | por que fazer um seguro antes de pensar onde cotar seguro viagem, é bom lembrar a importância de se fazer um seguro. sempre brinco que seguro é aquele tipo de coisa que nós adquirimos, mas que nunca queremos usar. só que quando necessário fará toda a diferença. quem viaja para a europa deve saber que em praticamente todos os países é obrigatório entrar com um seguro viagem. caso não tenha e seja solicitado, o viajante terá que fazer na hora e pagará bem mais caro por isso. de toda forma, independente de ser ou não obrigatório, é muito importante viajar com um seguro. a gente nunca sabe o que pode acontecer enquanto estamos viajando. o rafa aqui do blog foi passar uns dias no chile e visitou o valle nevado. ele resolveu esquiar na pista infantil, levou um tombou e fraturou a coluna. se ele não tivesse feito um seguro viagem, ele teria gastado uma fortuna. precisou até de helicóptero para ir ao hospital em santiago. o valor do seguro não é tão alto e fará toda a diferença se for necessário. dito tudo isso, vamos falar agora sobre onde cotar o seguro viagem. | onde cotar seguro viagem com a imensidão de operadoras, fica difícil decidir onde cotar seguro viagem. por isso, a nossa dica é usar um buscador que una as principais delas e que seja fácil de fazer o comparativo entre os diferentes tipos de seguro. nós sempre usamos e indicamos a seguros promo. o site é muito fácil de navegar. é só entrar, colocar alguns dados como a data da viagem e o local e pronto. aparecerá uma lista com diversas operadoras, tipos de planos e preços. o mais legal é que dá para comparar os diferentes tipos de seguro na mesma tela. assim, fica fácil de visualizar o que cada um oferece. preste bem atenção no tipo de viagem que você fará. por exemplo, se você for praticar esportes radicais, lembre-se de ver se o seguro cobre isso. gestantes também devem ficar atentas, já que nem todos os seguros cobrem gestação e alguns valores podem ser bem altos. de acordo com o site truven health, por exemplo, um parto nos estados unidos pode sair por us$ 50 mil e um exame de ultrassom pode chegar a us$ 1600. outra dica importante é tentar descobrir os preços cobrados por médicos e hospitais no destino que você irá para saber se o valor da cobertura será suficiente. onde cotar seguro viagem com bons preços (foto via shutterstock) | como conseguir desconto no seguro depois de escolher o seu seguro na seguros promo, lembre-se de utilizar o nosso cupom essemundoenosso5 para ganhar 5% de desconto no valor final. entre agora mesmo no site, faça a sua cotação e use o cupom. se você tiver com bastante tempo de antecedência para a viagem, escolha pagar com boleto bancário. assim, você ganhará mais 5% de desconto.
11/01/2019

Brasileiros aderem aos seguros de vida para proteção da renda familiar

  a arrecadação de planos, em diferentes modalidades, das seguradoras não ligadas a bancos cresceu em média 10% no último ano, aponta mongeral aegon casados por 38 anos e pais de dois filhos, neuza rosa e clelcy oliveira tinham a preocupação com o futuro. por mais de 30 anos, os dois mantiveram um seguro de vida cada um como uma garantia financeira para o caso de um dos dois falecer. em outubro de 2015, neuza ficou viúva e vem se mantendo com a aposentadoria do marido. todo o valor segurado está aplicado e poderá ser usado no caso de alguma eventualidade. - apesar de ainda estar me recuperando, me sinto mais segura em saber que, se acontecer algum imprevisto, eu tenho o dinheiro lá, me esperando - conta neuza, 62 anos, moradora do bairro de jacarepaguá, zona oeste do rio de janeiro. após essa experiência, a carioca seguiu com seu seguro e incluiu os dois filhos como beneficiários. - o dia em que eu faltar eles terão direito ao valor deixado por mim, inclusive com o seguro de assistência funeral, como aconteceu no caso do meu marido. quando ele faleceu, vi como esse tipo de benefício pode ser útil – relata. - a falta prematura de uma pessoa na família é a principal preocupação de quem faz esse tipo de contrato. é uma forma de garantir a estabilidade do dependente financeiro em caso de acidente ou de morte - explica wagner lima, superintendente comercial no rio de janeiro da mongeral aegon seguros e previdência. para o seguro em caso de morte, há duas opções para o pagamento ao beneficiário: receber o valor integral da apólice ou em parcelas mensais por prazo pré-determinado. casos como o de neuza são cada vez mais comuns, segundo o executivo. muitos imaginam que os seguros de vida sirvam apenas para o caso de falecimento, mas há contratos que preveem proteção em caso de invalidez, temporária ou permanente, e até para quem for acometido por doenças graves. quem deve procurar proteção segundo lima, não há uma recomendação padrão sobre quando se deve começar a fazer um seguro de vida. a decisão depende do momento pelo qual passa o segurado, quais são suas necessidades e expectativas – profissão, se tem filhos ou outro tipo de dependente e qual é a idade, por exemplo. esse perfil é detalhado por um consultor de seguros. no caso da mongeral aegon, o corretor profissional passa pelo menos 40 minutos fazendo a coleta de informações para poder identificar qual é a necessidade de quem deseja contratar o seguro.   - um profissional a partir dos 30 anos, por exemplo, está em um período de crescimento na carreira, com sua trajetória em ascensão. ao mesmo tempo, ele ainda não conseguiu acumular um patrimônio. em casos assim, o seguro pode ser a melhor forma de proteger os seus dependentes financeiros ou até mesmo sua própria renda se acontecer alguma eventualidade – explica o superintendente da mongeral aegon. os imprevistos cobertos não se restringem aos casos de morte. também é possível fazer uma proteção para invalidez, total ou parcial, causada por acidente ou doença. nesses casos, o cliente pode contratar o benefício, recebê-lo de uma única vez ou mensalmente, como uma renda, pelo período definido em contrato. dessa forma, o segurado mantém seu patrimônio financeiro e se protege de sobressaltos financeiros mesmo sem poder trabalhar, situações que muitas vezes acabam por virar uma fonte adicional de dor de cabeça em um momento tão difícil para toda a família. a situação pode ficar especialmente delicada para aqueles que têm filhos pequenos como dependentes financeiros ou então os pais idosos que recebem algum tipo de auxílio. fôlego para a superação outra modalidade de seguro que vem ganhando mais adesões, em parte como resultado do aumento de expectativa de vida dos brasileiros, é o de cobertura para doenças graves, como câncer, avc, infarto, a maioria dos transplantes e mal de alzheimer, entre outras. - as pessoas vivem em um ritmo cada vez mais acelerado, sob estresse, e muitos não se cuidam. um seguro como esse, em que o contratante recebe uma indenização caso apresente uma dessas doenças, é uma alternativa para manter sua proteção financeira mesmo que tenha de se afastar do trabalho – afirma lima. o pagamento é feito de uma só vez depois de o problema de saúde ser diagnosticado. assim, mesmo que o segurado não tenha conseguido acumular um patrimônio ao longo de sua vida profissional, especialmente se for mais jovem, terá à sua disposição um montante para custear o tratamento, como a compra de medicamentos ou a contratação de serviços de home-care, que por muitas vezes acabam por onerar o orçamento justamente em um período delicado. recomposição financeira lima explica que apesar de garantir o pagamento de um valor, o seguro de vida não deve ser confundido com investimentos. - seguro de vida não é para quem pensa em ficar rico, não é esse o propósito. ele serve para recompor as finanças dos beneficiários. pesquisas apontam que no caso de morte, por exemplo, a família leva de quatro anos e meio a cinco anos para se recuperar, tanto emocionalmente quanto financeiramente – diz o executivo. fundada há 184 anos, a mongeral aegon, associada ao grupo aegon – um dos dez maiores grupos de seguros e previdência do mundo - é uma das empresas mais antigas do brasil. com atuação nacional, hoje conta com 40 unidades de atendimento espalhadas pelo país e mais de 2,2 milhões de clientes. suas vendas consultivas são feitas por corretores parceiros. toda sua atividade é fiscalizada e regulamentada pela superintendência de seguros privados, a susep, que autoriza e controla as atividades do setor.
11/01/2019

Maior oferta de produtos corporativos faz setor de seguros sair...

  no primeiro semestre do ano passado, o destaque foi a área de óleo e gás, que cresceu quase 65% em relação ao mesmo período de 2017 o estadão registra que, com a diversificação na oferta de produtos, sobretudo corporativos, o mercado de seguros brasileiros está deixando a concentração nos segmentos de vida e automóvel. no primeiro semestre do ano passado, o destaque foi a área de óleo e gás, que cresceu quase 65% em relação ao mesmo período de 2017, segundo o relatório jlt id report brasil. outros segmentos tiveram altas superiores a dois dígitos, como seguros de transporte ferroviário, marítimo e aéreo, que cresceram 15% e os seguros patrimoniais ligados a condomínios, empresariais e residenciais, que aumentaram 11%.
11/01/2019

JLT lança a 4ª Edição de Relatório sobre Mercado de Seguros e Resseguros no Brasil

  a 4ª edição do jlt id report brasil, relatório com panorama e análise sobre o mercado de seguros e resseguros do país, mostra que o segmento de seguros emitiu r$ 49,3 bilhões em prêmios no primeiro semestre de 2018, um crescimento de 7,3% em relação ao mesmo período de 2017. o grupo que mais contribuiu para esse aumento foi óleo e gás, com r$ 237 milhões de emissões, um crescimento de 64,7% se comparado aos primeiros seis meses de 2017. os sinistros ocorridos totalizaram r$ 21,3 bilhões nos primeiros seis meses de 2018, com uma sinistralidade de 43,3%. o resultado apresenta um decréscimo de 1,6% em relação ao mesmo período do ano de 2017, em decorrência, principalmente, da redução observada pelos grupos de riscos financeiros e riscos marítimos. o resultado operacional foi positivo para grande parte dos grupos, totalizando um montante de r$ 15,5 bilhões no primeiro semestre de 2018. como nos anos anteriores, o grupo de linhas pessoais teve a maior rentabilidade, representando 35% do total. só o mercado de seguro de vida registrou r$ 13,4 bilhões em prêmios emitidos, um desempenho 13% superior se comparado ao primeiro semestre de 2017. com um índice de sinistralidade de 29% nos seis primeiros meses de 2018, 1p.p. abaixo do mesmo período do ano anterior, o mercado de seguro de vida registrou um resultado positivo de r$ 5,4 bilhões no primeiro semestre de 2018. o ramo de automóveis obteve o segundo melhor desempenho do segmento de seguros, com um resultado operacional de r$ 3,30 bilhões no primeiro semestre de 2018, impactado pelo aumento de 13,6% na produção de veículos e o crescimento de 14,4% nas vendas de veículos novos durante o período analisado. a indústria de automóveis registrou r$ 17,2 bilhões em prêmios emitidos nos primeiros seis meses de 2018, resultado 4,9% superior ao primeiro semestre de 2017. a sinistralidade foi de 61,5%, totalizando r$ 10,5 bilhões no semestre, 1,3% abaixo do mesmo período de 2017. “esperamos que, com a maior diversificação e inovação de novos produtos, especialmente no setor corporativo, passaremos a ver, em um futuro próximo, um mix de prêmios ainda mais desconcentrado dos ramos tradicionais e mais variado. segmentos como cyber, responsabilidades e novos tipos de garantias devem liderar esse processo”, comenta pedro farme, vice-presidente de contratos da jlt resseguros. resseguros ao completar dez anos da abertura do mercado de resseguros do brasil, a atividade de resseguradores admitidos e eventuais apresentou um crescimento de 32p.p. em prêmios cedidos com relação à atividade no primeiro semestre de 2017, apresentando um elevado crescimento na atuação do segmento de óleo e gás. os prêmios cedidos em resseguro no primeiro semestre de 2018 atingiram r$ 4,6 bilhões, um crescimento de 2,84% com relação ao mesmo período de 2017. o grupo que apresentou o maior crescimento, óleo e gás, registrou r$ 230,1 milhões em prêmios cedidos, um aumento de 74,4% em relação aos primeiros seis meses do ano anterior. no primeiro semestre de 2018, as resseguradoras registraram um resultado positivo de r$ 367 milhões, 14,4% abaixo do mesmo período de 2017. o grupo que teve o maior decrescimento foi o de riscos de automóveis, em virtude, principalmente, do aumento das comissões de resseguro. o mercado de resseguro de automóveis apresentou um prejuízo de r$ 78 milhões no primeiro semestre de 2018. o percentual de operações proporcionais e facultativas foi de 88,2% ou r$ 4,07 bilhões, enquanto os prêmios não proporcionais foram de r$ 546 milhões. entre os grupos que oferecem resseguro, p&c é o principal com um total de r$ 1,8 bilhão, seguido pelo grupo de linhas financeiras com r$ 782 milhões. “acreditamos que o mercado mostrou resiliência em geração de receitas e resultados mesmo com a economia passando por sua maior crise. a capacidade de capital e técnica instalada no país é grande e adequada para a indústria suportar e aproveitar o momento de expansão esperado para o próximo período do ciclo econômico”, avalia farme.

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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