28/12/2018

Feliz 2019

 receba o novo ano com alegria, faça as pazes com seu passado e olhe para o futuro com esperança. fica aqui o nosso abraço e um brinde a 2019!
14/12/2018

União Seguradora fecha o ano com novos negócios

 a união seguradora recebeu a uperformance assessoria & consultoria em seguros em sua sede em porto alegre. o diretor comercial joão lock, antônio coutinho, técnica, e marco rocha, comercial, receberam domingos costa, ailton lopes e estela de moura rey para iniciar uma parceria com prospecção de novos negócios. segundo os participantes, a reunião foi produtiva em ideias que, com certeza, confirmam o sucesso dessa parceria para 2019. o diretor joão lock e sua equipe agradecem a visita da uperformance e encerram o ano com excelentes perspectivas.
14/12/2018

Uma parceria de sucesso

 o comercial da marco rocha da união segurador esteve com juveni schons da smj seguros na tarde de ontem, 13, para desejar um natal de muita saúde e paz e agradecer por mais um ano de parceria. que 2019 seja de muito sucesso!
14/12/2018

Corretor que buscar cobertura para cliente no mercado internacional em desacordo com a legislação está sujeito a penalidade

 corretores e segurados que contratam seguros no exterior em desacordo com a legislação em vigor estão sujeitos às penalidades previstas em regulamentação específica. segundo a susep, a punição poderá ocorrer mesmo para os casos onde já tenha ocorrido o término da vigência do contrato. além disso, o corretor que precisar buscar cobertura para o seu cliente no mercado internacional, seguindo os critérios estabelecidos na legislação, deve ficar atento, pois, caso surja um problema, não será competência da susep intervir em eventuais litígios. a susep explica ainda que não é necessária a sua autorização prévia para a contratação de seguro no exterior, desde que observada a legislação vigente. entretanto, a contratação de seguro para cobertura de riscos no exterior facultada às pessoas jurídicas deverá ser informada em até 60 dias contados do início de vigência do risco. a documentação referente à contratação inicial ou renovação de seguro no exterior deverá ser mantida à disposição da susep pelo segurado e pelo corretor pelo prazo de cinco anos após o término da vigência, sem prejuízo de prazos diferentes exigidos por outros órgãos de controle. a lista dos seguros que podem ser contratados no exterior e daqueles que devem ser contratados exclusivamente no brasil é estabelecida nos artigos 19 e 20 da lei complementar 126/200. o artigo 19 determina que serão exclusivamente celebrados no país todos os seguros obrigatórios e os não obrigatórios contratados por pessoas naturais residentes no país ou por pessoas jurídicas domiciliadas no território nacional, independentemente da forma jurídica, para garantia de riscos no país. já o artigo 20 estabelece que a contratação de seguros no exterior por pessoas naturais residentes no país ou por pessoas jurídicas domiciliadas no território nacional é restrita às seguintes situações: cobertura de riscos para os quais não exista oferta de seguro no país, desde que sua contratação não represente infração à legislação vigente; cobertura de riscos no exterior em que o segurado seja pessoa natural residente no país, para o qual a vigência do seguro contratado se restrinja, exclusivamente, ao período em que o segurado se encontrar no exterior; seguros que sejam objeto de acordos internacionais referendados pelo congresso nacional; e seguros que, pela legislação em vigor, na data de publicação desta lei complementar, tiverem sido contratados no exterior. as pessoas jurídicas poderão contratar seguro no exterior para cobertura de riscos no exterior, informando essa contratação ao órgão fiscalizador de seguros brasileiro no prazo e nas condições determinadas pelo órgão regulador de seguros brasileiro. para contratações relativas a riscos para os quais não tenha sido obtida cobertura no país, a susep poderá, a qualquer tempo, exigir que o segurado e/ou o corretor apresentem cópias dos seguintes documentos: consultas efetuadas a, no mínimo, 10 seguradoras brasileiras que operem no ramo de seguro em que se enquadre o risco, devendo ser as consultas iguais, para todas as seguradoras; documentos emitidos pelas seguradoras, com a respectiva negativa para a cobertura do seguro, com a justificativa apresentada para o posicionamento; consulta efetuada à seguradora no exterior, com tradução juramentada no idioma nacional, nos mesmos termos daquelas efetuadas às seguradoras nacionais. na hipótese de não existirem pelo menos 10 seguradoras brasileiras que operem no ramo de seguro em que se enquadre o risco, deverão ser consultadas todas as seguradoras que operem naquele ramo. fonte: cqcs
14/12/2018

CNseg: resiliência e diversificação mantêm crescimento do setor

 confederação das seguradoras espera fechar 2018 com crescimento nominal de 3,1% e quer setor de seguros no centro das políticas macro e microeconômicas o setor segurador manteve a sua trajetória de crescimento apesar da retomada ainda tímida da economia. de acordo com o balanço realizado pela cnseg, a confederação das seguradoras, em 2018, o setor projeta arrecadação de r$ 442,1 bilhões, fechando o ano com crescimento nominal de 3,1%. em 2019, a previsão é de nova expansão, algo entre 6,3% e 8,4%, permanecendo no território positivo por seguidos anos. na última década, por exemplo, o setor acumulou uma taxa média anual de crescimento nominal de 12,8%. no ranking mundial, o brasil é o 12º país em arrecadação e o 1º na américa latina. — os números revelam que o setor segurador conseguiu mostrar sua força mais uma vez apesar do cenário desafiador. isso acontece porque temos vocação de resiliência. e houve reposicionamento de produtos, diversificando o mercado, como a maior penetração de seguros de vida risco, residencial e garantias judiciais. além da média de crescimento, é preciso olhar as mudanças entre os ramos de seguros. apesar de toda a crise, somos responsáveis, entre outros, por mais de 47 milhões de beneficiários de planos de assistência médica e 13 milhões de pessoas que têm planos de previdência coletivos ou individuais. por isso, quando se fala de reforma da previdência, qualquer que seja sua abrangência, é preciso levar em conta o setor privado. precisamos estar no centro das políticas macro e microeconômicas— analisa marcio coriolano, presidente da cnseg, lembrando que esses números ainda podem crescer muito diante do potencial do mercado. coriolano aponta a recuperação da infraestrutura como outro grande desafio a ser enfrentado, e que a aprovação do seguro garantia, previsto no pl 1292/95, pode ter um papel importante para destravar o setor. o setor de seguros dispõe de ativos para garantir os riscos assumidos da ordem de r$ 1,2 trilhão, equivalentes a 25% da dívida pública brasileira, montante que o posiciona entre os grandes investidores institucionais do país. com movimento de receitas que já representa 6,5% do pib brasileiro, o setor tem potencial para crescer ainda mais. “estamos na 45ª posição do ranking mundial em consumo per capita, o que está em descompasso com a economia brasileira, a oitava maior do planeta”, ressalta o presidente da cnseg. coriolano lembra que importantes avanços regulatórios contribuíram para esse cenário. “a susep, assim como a ans, vem trabalhando para promover um ambiente mais estável e saudável”, reconhece, ao citar alguns exemplos, como o avanço dos seguros contra riscos cibernéticos, o novo marco regulatório da capitalização e o avanço da análise de impacto regulatório. as perspectivas para 2019 são melhores: “a tendência, com um novo governo, é que os agentes tomem decisões de consumo e investimento mais eficientes. já temos indicativos da melhora na confiança de empresários e de setores importantes como o de óleo e gás, por exemplo”, observa. e acrescenta: “nosso objetivo é contribuir com medidas concretas, propostas pelos especialistas do mercado segurador, para a superação dos desafios que estarão diante dos eleitos a partir de 2019, como o ajuste fiscal e o encaminhamento das reformas previdenciária e tributária.” coriolano reforça que a cnseg está pronta para colaborar para a superação dos grandes, complexos e diversificados desafios que se desenham em nossa sociedade, como os da longevidade e os decorrentes das mudanças climáticas. “o setor segurador é parceiro fundamental para contribuir com a agenda social e econômica do novo governo. tem propostas e produtos capazes de cooperar com as demandas que surgirão, como a previdência privada e os investimentos em infraestrutura”, sublinhou o presidente. setor segurador em números conjuntura cnseg a cnseg aprimorou os levantamentos e estudos que realiza sobre o desempenho do setor segurador. agora, a cada trimestre, passará a apresentar análises de desempenho mais robustos, articulando dados, informações, cenários socioeconômicos e seus impactos para o setor. essas importantes análises integram a conjuntura cnseg – nova publicação digital que objetiva figurar entre as mais destacadas do mercado, seguindo tendência adotada por outros segmentos da economia brasileira. para a confederação, o aprofundamento analítico do setor segurador é absolutamente relevante para a compreensão do seu alcance. além do seu público interno, a publicação vai fornecer informações à imprensa, aos organismos públicos, às entidades de pesquisa e desenvolvimento ligadas ao setor. a iniciativa também divulgará, mensalmente, conforme a disponibilidade de dados, análise restrita ao comportamento dos segmentos de seguros de danos e responsabilidades, coberturas de pessoas, saúde suplementar e capitalização. a conjuntura cnseg inclui, ainda, projeções estatísticas e artigos de interesse setorial, além de colunas fixas sobre temas jurídicos e regulatórios relevantes. a publicação conjuntura cnseg pode ser acessada pelo site da confederação: http://cnseg.org.br fonte: portal nacional de seguros por fernanda nascimento
14/12/2018

Brasilprev vê previdência privada em 2019 mais robusta e acredita em reforma

 o presidente da brasilprev, marco barros, empresa de previdência privada do banco do brasil, prevê um ano mais positivo para o segmento de planos complementares em 2019 com um melhor desempenho da economia brasileira e o encaminhamento da reforma da aposentadoria oficial. "acreditamos no encaminhamento da reforma no primeiro semestre e a aprovação de alguma reforma. não sabemos qual, mas alguma reforma deve passar. é preciso equacionar a situação fiscal do país e também da longevidade", destacou ele, em conversa com jornalistas, nesta tarde de quarta-feira, 12. o executivo chamou a atenção para o fato de o índice de natalidade no país estar em queda e, consequentemente, a importância de endereçar a estrutura previdenciária para futuras gerações. essa discussão em meio aos debates para a reforma da previdência, conforme ele, tende a melhorar a visão dos brasileiros quanto à reserva e poupança para o longo prazo. se eventos extraordinários no cenário externo não atrapalharem, conforme barros, o mercado de previdência privada deve apresentar um resultado mais "robusto" e "forte" em 2019. "será possível retomar o crescimento que predominou no passado", destacou ele. o ano de 2018, conforme o presidente da brasilprev, foi "extremamente complexo" com as empresas do setor sentindo reflexos da queda dos juros e de eventos como o processo eleitoral, a copa do mundo e a greve dos caminheiros, em maio, que pesam no desempenho de vendas. apesar disso, no caso da companhia, ele classificou o exercício como "positivo". "apesar do conjunto de incertezas, temos um sentimento positivo muito forte." de janeiro a outubro, a arrecadação da brasilprev diminuiu 19% ante o mesmo período do ano passado, num total de r$ 27 bilhões. a captação líquida - diferença de entradas e saídas - foi a r$ 5,1 bilhões no período, queda de 64,4%, na mesma base de comparação. a brasilprev, que completou 25 anos desde sua fundação, tem r$ 254 bilhões em ativos sob gestão, com market share de 30% e um total de 1,9 milhão de clientes. é uma empresa do bb em parceria com a americana principal. fonte: ec estadão conteúdo
14/12/2018

Vale a pena investir em PGBL no fim do ano para ter desconto no IR?

 nessa época, pipocam as ofertas de planos de previdência tipo pgbl; é interessante investir parte do 13º salário ou da restituição de ir nesse produto? e para quem ele é indicado? fim de ano chegando e, com ele, 13º salário e restituição do imposto de renda. opções do que fazer com esse dinheiro não faltam: festas, liquidações, amigo oculto da firma, matrícula, material escolar, iptu, ipva, ir… e que tal investir em pgbl? o produto de fato ocupa um lugar de destaque na prateleira das instituições financeiras nessa época. mas, afinal, compensa investir em pgbl no fim do ano? o pgbl - plano gerador de benefício livre - é um tipo de plano de previdência privada, produto financeiro que conta com incentivos tributários para quem investe para objetivos de longo prazo, como a aposentadoria. seu grande apelo no fim do ano se deve justamente a um desses incentivos, a possibilidade de deduzir as contribuições feitas ao plano em até 12% da renda bruta tributável anual na declaração de imposto de renda. assim, se você correr para investir ainda neste ano, poderá contar com o abatimento já na próxima declaração, a ser entregue em março ou abril do ano que vem. mas existe mesmo esse senso de urgência? é para colocar dinheiro às pressas num pgbl? qual o real benefício de aproveitar essa leva de fim de ano? não, não precisa sair correndo você não precisa correr para investir em pgbl antes de o ano acabar só para não perder a oportunidade de aproveitar o abatimento no ano que vem. se você deixar para depois, você não perde o direito ao diferimento fiscal. ele apenas ficará para o ano seguinte. eu defendo que investimentos financeiros não devem ser feitos às pressas. eles devem fazer sentido na sua carteira, considerando seu perfil e objetivos. primeiro, você precisa saber se investir em pgbl é para você. em caso positivo, você deve escolher um bom produto. nem todos os pgbl são iguais. há planos excelentes, que investem em fundos de investimento de gestores renomados, com excelente histórico de rentabilidade, e outros que sequer rendem 100% do cdi. além disso, você tem que ficar atento às taxas. esqueça os planos com taxa de carregamento, e priorize aqueles que cobram taxas de administração condizentes com a estratégia de investimentos do fundo. nada de pagar 2%, 3% ao ano para um plano que só investe em títulos públicos ultraconservadores. um pouquinho sobre os incentivos tributários do pgbl para saber se investir em pgbl é para você, convém aprender um pouquinho sobre os incentivos tributários da previdência privada. o principal incentivo tributário do pgbl é mesmo essa possibilidade de abater as contribuições feitas ao plano até o limite de 12% da renda bruta tributável anual. ao fazer isso, você deixa de pagar o imposto de renda sobre o valor das contribuições hoje, adiando o pagamento para o momento de receber o resgate ou a renda contratada. é por isso que a tributação do pgbl recai não só sobre a rentabilidade do plano, mas também sobre o principal. ao abater as contribuições na sua declaração, a quantia que você pagaria de ir sobre esses valores retorna na sua restituição. se quiser usar essa restituição para engordar ainda mais os seus investimentos, maravilha! estará usando 100% dos benefícios do produto a seu favor. você pode, inclusive, investir essa quantia no próprio pgbl, potencializando os seus ganhos. ausência de come-cotas além da possibilidade de abater as contribuições na declaração de ir, os pgbl contam com mais dois benefícios tributários. um deles é a ausência de come-cotas, aquela tributação semestral dos fundos de investimento comuns. em vez de pagar ir de seis em seis meses, mesmo sem ter feito resgates, o participante de um pgbl só paga imposto na hora de resgatar ou receber uma renda do plano. assim, os recursos deixam de ir embora na forma de come-cotas e continuam rentabilizando no fundo de previdência, turbinando a poupança de longo prazo do investidor. tabela regressiva o outro incentivo tributário é a possibilidade de escolher entre duas tabelas de tributação: a progressiva e a regressiva. a tabela progressiva é a mesma que incide sobre os salários. quanto mais você receber do plano no futuro, mais imposto você paga. as alíquotas variam de zero a 27,5%, e os valores recebidos do plano se somam às suas demais rendas tributáveis no ajuste anual. assim, se além dos recursos da previdência você também receber salário, aposentadoria do inss ou aluguéis, essas rendas irão se somar e, provavelmente, acabarão em uma faixa de tributação elevada. já a tabela regressiva é a mais vantajosa para quem de fato quer investir para o longo prazo. suas alíquotas diminuem conforme o prazo de aplicação, e os valores que você recebe do plano não se somam às suas demais rendas tributáveis no ajuste anual. a tributação é exclusiva na fonte. a alíquota começa em 35%, para aplicações de até dois anos, mas cai para 10% para investimentos superiores a dez anos - menos que os 15% mínimos das aplicações financeiras não previdenciárias. eis a tabela regressiva da previdência privada: nesta outra reportagem, eu falo mais sobre como funciona a previdência privada no que diz respeito às vantagens tributárias, e como escolher a tabela de imposto de renda. note que, se você optar pela tabela regressiva e utilizar o pgbl corretamente, você não apenas adia o pagamento do ir sobre o investimento, como também paga menos imposto. se você se enquadra numa alíquota de ir elevada - digamos, a de 27,5% - você deixa de pagar este percentual sobre o valor das contribuições hoje para pagar apenas 10% no futuro, ao receber os recursos do plano. investir em pgbl é para você? para ter o direito a abater as contribuições, o participante do pgbl precisa atender a duas condições: entregar a declaração completa do imposto de renda (aquela que aproveita todas as deduções legais); e contribuir ou ser aposentado pela previdência social (inss ou regime próprio de servidores públicos). você pode até deduzir na sua própria declaração as contribuições feitas para o pgbl de um terceiro, como seus filhos ou seu cônjuge. mas se este terceiro tiver 16 anos ou mais, ele também precisará ser segurado da previdência social. quem entrega a declaração simplificada ou não contribui para a previdência social não deve investir em pgbl, ou pagará ir duas vezes. o mais indicado, nesses casos, é fazer um vgbl, tipo de previdência privada que não permite abater as contribuições, mas compartilha dos demais benefícios tributários do pgbl. o vgbl é tributado apenas sobre os rendimentos, o que evita a bitributação. pelo funcionamento das tabelas de tributação já deu para perceber que a previdência privada só é vantajosa para quem realmente tem horizonte de longo prazo. se você escolhe a tabela regressiva, não vale a pena investir em pgbl por um prazo inferior a oito anos. para pagar 30% ou 35% de ir sobre principal e rentabilidade, melhor investir em uma aplicação financeira tradicional. afinal, a alíquota máxima no ajuste anual é 27,5%. e entre os investimentos não previdenciários, você encontra opções isentas de ir, tributadas em alíquota única de 15% ou 20%, ou então tributadas segundo uma tabela regressiva cujas alíquotas variam de 22,5% a 15%, num espaço de apenas dois anos de aplicação. então, a primeira coisa que você tem que se perguntar antes de investir em pgbl é: qual meu horizonte de investimento? eu de fato usarei essa aplicação como investimento de longo prazo? ter reserva de emergência é fundamental além disso, o produto precisa fazer sentido na sua carteira de investimentos. o ideal é investir entre 5% e 20% do seu patrimônio em previdência. o restante deve ser destinado a outros tipos de aplicação, com objetivos diferentes. por exemplo, a sua reserva de emergência. investimentos de longo prazo, quaisquer que sejam, só fazem sentido se você já tem uma boa reserva de curto prazo, em aplicações conservadoras, de alta liquidez e baixo risco. por boa reserva, quero dizer algo entre três meses e um ano de tudo aquilo que você precisa para viver, a depender da sua dificuldade de recolocação no mercado de trabalho em caso de desemprego. jamais invista todo o patrimônio da sua vida em qualquer coisa que deixe seu dinheiro “preso”. isto é, em investimentos sem liquidez ou que sacrifiquem a sua rentabilidade caso você precise sair às pressas, seja pelo alto custo de saída (impostos, taxas etc.), seja porque você precisaria vender barato para se livrar deles com rapidez. não adianta tentar fazer truque com a tabela progressiva um pensamento que pode ter ocorrido a você é a possibilidade de se manter na tabela progressiva para aproveitar o diferimento tributário e investir em pgbl no curto prazo. afinal, a tabela progressiva não pune o participante caso ele fique pouco tempo no plano de previdência. em tese, você poderia investir em pgbl hoje, abater as contribuições na próxima declaração e resgatar a aplicação no fim do ano que vem. caso o valor resgatado seja baixo o suficiente para se enquadrar numa alíquota inferior à que normalmente incide sobre a sua renda tributável, vale a pena, certo? errado, porque o valor resgatado irá, de qualquer forma, se somar ao restante da sua renda tributável no ajuste anual do ano seguinte. se o valor resultante for grande o suficiente, pode recair na faixa de tributação mais alta. o gabriel escabin, especialista em previdência do btg pactual, fez uma simulação para mim. voltemos ao exemplo anterior, o sujeito com a renda bruta de r$ 100 mil e a contribuição de r$ 12 mil para um pgbl. no mesmo ano de entrega da declaração, esse cara vai receber, como restituição, r$ 3.300 referentes apenas ao imposto que ele deixou de pagar sobre os r$ 12 mil destinados à previdência. vamos supor que estes r$ 12 mil, aplicados, tenham rendido 7% em um ano (quase 108% do cdi, no cenário atual), rentabilidade compatível com uma boa previdência focada em renda fixa. imagine que, ao final desse prazo, esse investidor resgatou a totalidade dos recursos: r$ 12.840. pela tabela progressiva anual mais recente, o valor de resgate de r$ 12.840 seria isento de ir. então, a princípio, pode parecer que esse cara teve um ganho de r$ 3.300 + r$ 840 = r$ 4.140 ou 34,5% em relação aos r$ 12 mil iniciais. nada mau. só que o valor de r$ 12.840 se somará ao restante da renda bruta tributável desse investidor naquele ano. no ajuste anual do ano seguinte, o resgate da previdência será tributado em 27,5% junto com o restante. ou seja, apenas sobre os r$ 12.840, ele vai pagar r$ 3.531. lembre-se, no pgbl a alíquota incide tanto sobre o principal quanto sobre o rendimento. seu ganho líquido no pgbl foi, na verdade, de r$ 9.309, menos do que os r$ 12 mil investidos inicialmente! mas ele teve a restituição de r$ 3.300 no primeiro ano, certo? somada esta quantia com o valor resgatado do pgbl, o investidor termina com r$ 12.609. esses r$ 609 representam um ganho de apenas 5,08% (ou cerca de 78% do cdi) em relação aos r$ 12 mil iniciais. daria para ganhar mais que isso em uma aplicação não previdenciária conservadora no mesmo prazo, e sem tantos malabarismos. sim, investir em pgbl no fim do ano é interessante hora de responder à questão: investir em pgbl no fim do ano vale a pena? se o produto se encaixar no seu perfil de investidor, sim. não é só para bater as metas anuais que as instituições financeiras oferecem pgbl nessa época. este é justamente o período em que mais ocorrem investimentos esporádicos em previdência privada, por dois motivos. primeiro porque é justamente quando as pessoas recebem recursos de 13º salário e restituição do imposto de renda. para quem não tem dívidas, esse dinheiro constitui uma renda extra ideal para engordar seus investimentos. o segundo motivo é o fato de que, no fim do ano, o contribuinte já tem ideia do valor da sua renda bruta tributável anual e das suas deduções. assim, ele já tem condições de saber se, no ano seguinte, será mais vantajoso entregar a declaração simplificada ou completa do ir. ao preencher a declaração, o próprio programa da receita já indica qual dos dois modelos resulta em uma restituição maior. para se certificar, uma dica é simular o preenchimento da sua declaração de ir do ano seguinte ao final de cada ano, no programa antigo mesmo. os valores de dedução e as faixas de tributação sofrem poucas alterações ano a ano, então já dá para estimar se você deve entregar a declaração completa ou a simplificada no ano seguinte. se for a completa, pode investir em pgbl. simulação meus conterrâneos do btg me mandaram outra simulação, mostrando o que aconteceria com a previdência de um investidor que investisse em pgbl da melhor maneira possível. novamente, eles consideraram um investidor com renda bruta anual de r$ 100 mil, corrigida anualmente por uma inflação de 4,5%, a meta atual do banco central. todos os anos, esse cara investe 12% dessa renda bruta em pgbl e obtém uma restituição, que é reinvestida no próprio pgbl. ou seja, uma parte do valor investido vem da renda que ele recebeu naquele ano, e outra parte vem da restituição do imposto sobre a contribuição do ano anterior. assim, no primeiro ano, ele investe r$ 12 mil, obtendo um montante de r$ 12.840 com uma rentabilidade de 7% ao ano. no segundo ano, ele abate esses r$ 12 mil na declaração, restituindo r$ 3.300, e contribui com r$ 12.540, 12% da nova renda bruta corrigida pela inflação, de r$ 104.500. repare que, desses r$ 12.540, ele só desembolsou de fato r$ 9.240, pois r$ 3.300 vieram da restituição. se ele fizer isso durante dez anos, acumulará um montante de pouco mais de r$ 200 mil no seu pgbl. dessa quantia, apenas cerca de r$ 100 mil terão de fato vindo da sua renda. uns r$ 35 mil corresponderão às restituições reinvestidas (e estamos contando aqui apenas a restituição referente às contribuições ao pgbl, sem contar as outras). o restante é a rentabilidade do plano, turbinada pelo fato de não haver come-cotas. em outras palavras, esse investidor dobrou seu patrimônio em dez anos. a partir do décimo ano, ele já consegue resgatar pouco mais de r$ 20 mil tributados pela alíquota de 10%, assumindo-se que escolheu a tabela regressiva logo no primeiro ano. entram líquidos, na sua conta, cerca de r$ 21 mil, quase o dobro dos r$ 12 mil do primeiro ano.
14/12/2018

Brasilprev avalia que unificação da Susep e Previc é razoável

 o presidente da brasilprev, marco barros, acredita que a unificação da superintendência de seguros privados (susep) e da superintendência nacional de previdência complementar (previc) é razoável. "com o novo governo unificando ministérios, é razoável esperar a junção da susep e da previc", avaliou ele, em conversa com jornalistas, nesta tarde de quarta-feira, 12. a despeito de uma unificação dos dois órgãos reguladores, o executivo destacou que o importante é que a premissa não mude com a criação de um ambiente favorável e equilíbrio do mercado de seguros e previdência privada. "não vejo problema na unificação desde que seja para melhorar o mercado", acrescentou o presidente da brasilprev. a possibilidade de unificar susep e previc é um pleito antigo da iniciativa privada. como são complementares, um respondendo pelo setor de seguros e previdência privada aberta e o outro os planos fechados, os fundos de pensão, o entendimento do segmento é que os órgãos poderiam ser integrados no intuito de capturar sinergias e avanços em ambos os lados. fonte: estadão conteúdo
14/12/2018

Rio Grande do Sul capta mais de R$ 22 bilhões em investimentos em 2018

 mesmo travado pela lentidão econômica do país, e apesar da crise financeira que espalha um clima de desânimo, o rio grande do sul acumula uma carteira de, pelo menos, r$ 22,2 bilhões em investimentos, conforme um levantamento exclusivo produzido pelo anuário de investimentos do jornal do comércio. são projetos de todos os portes e dos mais variados setores. há iniciativas inauguradas ou ainda em fase de intenção, bancadas com dinheiro público e privado, que ilustram o esforço do estado para se recolocar na rota do crescimento em meio a um ambiente adverso. o balanço, composto a partir de notícias publicadas ao longo de 2018 no jornal do comércio, de anúncios efetuados por empresas ou governos e do acompanhamento feito pela secretaria de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia (sdect), além de apuração da reportagem, aponta algumas tendências.   fábricas do setor de tecnologia têm papel relevante nos aportes realizados em 2018 e na matriz econômica. foto marco quintana/jc uma das principais é que os empreendimentos de alguma forma ligados à tradição gaúcha para o agronegócio seguem entre os mais expressivos da carteira. são exemplos deste viés os investimentos previstos pela yara fertilizantes, na casa de r$ 1,5 bilhão, e pela pellco, que pretende aplicar r$ 1,4 bilhão em uma planta de produção de pellets, material usado para produzir energia a partir de resíduos de madeira. outra tendência que se torna extremamente positiva quando confrontada com a crise fiscal estrutural do setor público é que o estado acumula um volume expressivo de melhorias em infraestrutura. combinando dinheiro público e privado, o rio grande do sul exibe planos com potencial para melhorar as condições básicas de produção e, portanto, atrair novos investimentos. empreendimentos ligados à tradição gaúcha do setor do agronegócio seguem entre os mais expressivos da carteira do rio grande do sul do valor apurado pelo jc, pouco mais de r$ 10 bilhões referem-se a melhorias em estradas, fornecimento de energia e qualificação logística - 45,6% do total. só os dois maiores projetos de geração de energia eólica, por exemplo, se saírem do papel, vão injetar r$ 5,5 bilhões apenas na sua implantação. o atual governo enxerga de forma otimista o ciclo de atração de investimentos. para a titular da sdect, susana kakuta, responsável pela estratégia estadual de promoção do desenvolvimento, os números exibem a competitividade da economia gaúcha, apesar dos obstáculos. a primeira barreira vencida, segundo ela, estaria nas consequências inevitáveis da crise no país. "não dá para desconsiderar o momento econômico. a turbulência que atravessamos impactou a atração de investimentos para todo o brasil", explica susana. mais de r$ 10 bilhões referem-se a melhorias em estradas, no fornecimento de energia elétrica e na qualificação logística - 45,6% do total pelos números do centro de controle de atração de empresas do governo gaúcho - a sala do investidor -, em 2018, passaram pela mesa de negociações um total de r$ 5,5 bilhões em expectativa de investimento. se todos os projetos virarem realidade - algo que nem sempre acontece, em função de conjuntura e por mudanças no ânimo dos investidores -, o aporte significaria a geração de, aproximadamente, 1,2 mil empregos novos. esse volume refere-se tanto a negócios que estão chegando quanto a empresas que já estão enraizadas. de acordo com susana, os valores comprovam que a vontade de investir no rio grande do sul permanece. "vemos que o estado continua se consolidando como uma plataforma importante para alguns segmentos", ilustra. ela cita vocações gaúchas que não perderam o fôlego, mesmo diante do quadro recessivo, como os projetos na área de transporte e logística, do agronegócio e de eletroeletrônica. a existência de 12 parques tecnológicos, por exemplo, cravou o estado no mapa da inovação. "temos várias vantagens competitivas para gerar um ciclo virtuoso", garante. o governador josé ivo sartori destaca o esforço "para desburocratizar processos para atrair novos investimentos" ao estado. "exemplos disso são o licenciamento ambiental on-line e a digitalização da junta comercial", aponta. "e temos como grande ativo nossos recursos humanos e nossas universidades", completa sartori.   a secretária de desenvolvimento acredita que a economia gaúcha não perdeu os seus fatores tradicionais de atratividade, mesmo com a crise financeira do setor público, mas reconhece que, no curto e médio prazo, não há uma solução mágica. para tanto, ela aposta na formação de mais parcerias público-privadas (ppps) na área da infraestrutura. em relação à guerra fiscal entre as administrações estaduais, que, recentemente, vinha atrapalhando a disputa por projetos, susana destaca que o conselho nacional de política fazendária (confaz) amadureceu o sistema e equalizou a capacidade dos governos estaduais batalharem usando as renúncias tributárias como arma. "mas é claro que o nosso icms (referindo-se às alíquotas elevadas) impacta na competitividade", admite. embora tenha conseguido atrair investimentos, a situação financeira preocupa. o economista aod cunha, que comandou a secretaria da fazenda na gestão yeda crusius (2007-2010), considera que, sem resolver o dilema fiscal, não há como atualizar a agenda da promoção do crescimento econômico. "não há como se ter uma agenda contínua de atração de investimentos se não superarmos esse clima de deficiência de recursos financeiros básicos. um clima em que se fica sempre contando os centavos para ver em que dia do mês ele vai pagar a folha." “ não dá para desconsiderar o momento econômico do país; a turbulência impactou a tração de investimentos susana kakuta, secretária de desenvolvimento do rio grande do sul ” em um documento no qual reúne propostas para destravar o crescimento econômico por meio do incentivo à indústria, a federação das indústrias do rio grande do sul (fiergs) menciona, entre cinco eixos de atuação, a necessidade de se recuperar a infraestrutura como mecanismo indutor de novos projetos industriais. lançado em setembro e entregue aos candidatos ao palácio piratini, o estudo alega ser indispensável que se invista em infraestrutura e logística, para garantir "prioridade ao desenvolvimento da oferta de plataformas logísticas com armazenagem e a maior integração entre os modais de transporte". para o caso específico do rio grande do sul, a fiergs defende que seja aprofundada a política de privatizações e de concessões, inclusive sugerindo a venda ou o fechamento da empresa gaúcha de rodovias (egr), a modernização dos sistemas de navegação pela lagoa dos patos, a qualificação da malha ferroviária e a melhoria de acesso do porto do rio grande. o investimento de r$ 300 milhões na dragagem do acesso do porto, que compõe um dos projetos destacados no levantamento do jc, já é uma resposta à pauta de reivindicações da entidade. ver o estado como eixo a partir do qual é possível atingir outros mercados caracteriza novos investimentos, como o da fraport, no salgado filho o gargalo apontado pela fiergs ressoa nas projeções de analistas. conforme aod, no entanto, a falta de recursos próprios não pode levar à paralisia. "o estado não tem recursos, mas tem a capacidade de articular e delegar à iniciativa privada serviços, com concessões e ppps", defende. neste sentido, o recente leilão para a concessão de rodovias federais que irão compor a rodovia de integração sul foi visto como um sinal positivo. o grupo ccr arrematou os 473,4 quilômetros das brs 386, 448, 116 e 290, gerando uma perspectiva otimista de que novas transferências aconteçam. conforme especialistas, se o estado destravar o caminho das concessões de estradas, cerca de r$ 13,4 bilhões poderiam ser investidos em melhorias nos próximos anos. a iniciativa privada segue apostando nas características da base produtiva gaúcha. a yara fertilizantes, por exemplo, executa um dos maiores investimentos da carteira, para tornar ainda mais ágil a operação da companhia norueguesa no porto do rio grande. ali, a empresa teve de absorver parte da despesa para garantir o suprimento de energia elétrica, como a construção de 24 quilômetros de linhas de transmissão até o distrito industrial, que estava saturada e obsoleta, e de uma subestação da companhia estadual de energia elétrica (ceee). com o projeto, a empresa reforça sua aposta no agronegócio com a elevação da produção de 750 mil toneladas para 1,3 milhão de toneladas anuais, além de aumentar também a capacidade de distribuição no complexo, de 1,5 milhão para 2,6 milhões de toneladas por ano. conforme isaías costa, gerente de projeto da yara em rio grande, a empresa enxerga um potencial de crescimento de longo prazo, que classifica como "orgânico", o que justificaria o investimento bilionário. responsável pelo fornecimento de 45% do fertilizante para produtores primários gaúchos, a empresa projeta a continuidade do desempenho pelos próximos 25 anos, lastreado pela expansão do mercado externo. "o único setor que manteve alguma estabilidade foi o agronegócio, e há a possibilidade de trabalhar de maneira ainda mais competitiva", afirma costa. parte do investimento da yara em rio grande tem natureza logística, melhorando a capacidade da empresa de receber a matéria-prima para os seus produtos.   este também é o motivo pelo qual a latam forest acredita na operação que pretende montar no mesmo distrito industrial, mas no sentido inverso, o da exportação. com um aporte de r$ 84 milhões na primeira fase da instalação, a empresa quer poder embarcar 10 toneladas por mês de pellets para fora do país, além de usar o material como biomassa para a própria geração de energia. de acordo com vinícius machado pinto, gerente administrativo da empresa norte-americana no brasil, o aspecto logístico foi decisivo para a instalação da empresa no rio grande do sul, em função da proximidade com as fontes de sobras de madeira e material vegetal, e também por conta das facilidades oferecidas pelo porto do rio grande. "o preço do frete poderia inviabilizar a exportação (principalmente para a europa). a disponibilidade de matéria-prima e a proximidade com o porto foram decisivas", avalia pinto, que ainda aguarda a formalização da estrutura de financiamento da operação para iniciar a construção da planta. enxergar o rio grande do sul como eixo a partir do qual é possível atingir outros mercados é característica de alguns dos investimentos e configura uma das tendências do levantamento. é o caso da aposta da fraport no aeroporto salgado filho. a empresa alemã está em plena execução de um plano de melhorias pelo qual aplicará r$ 1,5 bilhão no terminal, um dos investimentos mais expressivos da carteira. de acordo com a ceo da fraport brasil, andreea pal, a operação da capital é estratégica para os planos da companhia no continente. "porto alegre tem papel essencial na integração dos países do cone sul. portanto, somos otimistas em relação ao aumento do tráfego, especialmente após a ampliação da pista, que permitirá a operação de aeronaves maiores e mais pesadas", avalia andreea. também é possível detectar uma tendência à descentralização dos investimentos pelo mapa. há projetos em, pelo menos, 38 cidades. um dos casos que chama atenção é a situação de passo fundo, que, além da reforma do aeroporto, recebeu investimentos do passo fundo shopping - com um aporte robusto de r$ 200 milhões - e a primeira loja da rede de varejo havan no estado, marcando o início da expansão pelo território gaúcho, onde a cadeia catarinense ambiciona instalar 50 lojas. de acordo com o secretário de desenvolvimento do município, carlos eduardo lopes da silva, a cidade colhe os frutos por ter feito a lição de casa. "não temos brigas políticas, não se desconstrói o que foi feito em outros mandatos. tudo se deve às políticas públicas, fazendo com que a cidade aumente a sua autoestima", diz silva. a receita que vem do norte é relativamente simples, com um poder comprovado para contornar as dificuldades e acertar o alvo do desenvolvimento: com planejamento e alguma dose de pragmatismo, a tarefa de conquistar investimentos tem tudo para se tornar menos desgastante.   fonte: jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/especiais/anuario_de_investimentos/2018/11/658688-rio-grande-do-sul-capta-mais-de-r-22-bilhoes-em-investimentos-em-2018.html)  

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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