18/04/2019

Tem previdência privada? Saiba como declarar valores no Imposto de Renda

 fonte: jornal o popular veja mais em: https://www.opopular.com.br/noticias/economia/tem-previd%c3%aancia-privada-saiba-como-declarar-valores-no-imposto-de-renda-1.1778763
18/04/2019

Procura por seguros cresce no primeiro trimestre e demonstra preocupação do brasileiro com a insegurança

 das 50 cidades mais violentas do mundo, 17 são brasileiras. o reflexo dessa situação está na insegurança, que aumenta ano após ano. segundo a onu (organização das nações unidas), o brasil é o país onde a sensação de medo atinge o maior índice, cerca de 70% dos brasileiros afirmam não se sentirem seguros. esses índices, da falta de segurança, influenciam na consciência das pessoas e acabam atingindo também nos cuidados com o patrimônio, tanto de pessoas físicas, como de empresas e setores da indústria. entre os principais crimes contra o patrimônio praticados no brasil, estão o roubo ou furto de veículos, roubo de celulares, carteiras, cargas e de instituições financeiras. conforme dados divulgados em 2016, o número de veículos furtados foi de quase 280 mil e o de roubos passou de 273 mil carros. o número de cargas roubadas chegou perto de 25 mil veículos de transporte. já as instituições financeiras vítimas de roubos ficaram em torno de 1.500 unidades. celulares, carteiras e demais roubos giraram por volta de 840 mil assaltos. não à toa, o mercado de seguros começou o ano de 2019 com ótimas expectativas. o que se confirma, em certa parte, principalmente para alguns serviços mais específicos e alguns atendimentos especializados. dentre os serviços que mostraram algum crescimento neste primeiro trimestre estão os seguros de transporte, de responsabilidade civil e, principalmente, os serviços de gerenciamento de riscos. segundo rogério walmor cervi, presidente da rep seguros e membro da alarys international risk management, os serviços de gerenciamento de riscos tem tido uma grande procura e aceitação pelos clientes, seguido pelo property, que também teve uma participação ativa no que tange novos clientes e crescimento. “neste início de ano fechamos diversos contratos com empresas que estavam desassistidas a um bom tempo, onde tivemos a oportunidade de ajudá-los a encontrar a melhor apólice para sua necessidade. isto demonstra a preocupação do empresário com o seu patrimônio, incluindo também a qualidade e a personalização do atendimento da nossa equipe de especialistas.” um exemplo da valorização do gerenciamento de riscos é o interesse de empresários de diversos setores em conhecer um pouco mais sobre este serviço. inclusive, rogério e a rep seguros foram convidados recentemente para palestrar sobre o assunto na associação de indústrias de plásticos de santa catarina. outro fator que influencia é o atual momento político e econômico, que tem movimentado negócios e aumentado significativamente a procura por serviços como o de seguros. devido a essa procura, de um trabalho especializado e com atendimento personalizado, a demanda de seguros novos cresceu no primeiro trimestre. por conta disso, a rep seguros precisou aumentar sua equipe de colaboradores neste início de ano e a previsão é de aumentar ainda mais, atingindo um crescimento de 40% do quadro de funcionários ao longo de 2019. a insegurança que assola o brasil e o crescimento do setor corporativo tendem a continuar estimulando o desenvolvimento do setor de seguros, tanto na preocupação com o patrimônio, como nos seguros relacionados diretamente com o bem-estar e a segurança dos brasileiros. o momento é realmente bom para o mercado de seguros e promete melhorar ainda mais. a rep seguros é uma corretora de seguros especialista em encontrar soluções inovadoras para clientes corporativos e clientes físicos, oferecendo um serviço personalizado no gerenciamento de riscos, em seguros de vida e de saúde, transportes nacionais e internacionais, responsabilidade civil e demais serviços securitários. fonte: terra
18/04/2019

Crescimento do seguro de vida no setor audiovisual

 a chubb diz que a demanda por seguros de vida específicos para o setor audiovisual cresceu nos últimos anos, tendo em vista a expansão desse segmento no brasil. de acordo com o observatório brasileiro do cinema e do audiovisual (oca), o número de lançamentos de filmes brasileiros entre 2009 e 2018 mais do que dobrou, ao pular de 84 para 171. conforme o último levantamento da entidade sobre o assunto, a participação da produção brasileira independente nos canais da tv paga passou de 10,7% para 13,8% entre 2013 e 2017. segundo dennys rosini, diretor de vida da chubb brasil, o seguro de vida da seguradora está chamando a atenção das empresas de audiovisual porque, entre outras razões, a apólice customizada concede proteção a todos os participantes da produção, observando custos reconhecidamente acessíveis. assim, as coberturas do produto, denominado vg filmagens, contemplam técnicos, atores, diretores, figurantes e modelos, além de outras pessoas ligadas diretamente aos processos de desenvolvimento, criação e filmagem. as indenizações são concedidas em caso de morte, invalidez permanente em função de acidente e ainda por conta de despesas médicas, hospitalares e odontológicas. de acordo com o diretor, os riscos mais frequentes nesse setor são os acidentes que podem ocorrer em gravações de seriados, propagandas, novelas e filmagens. para atender as necessidades do segmento, ele diz que a chubb montou uma equipe especializada e que “que fala a mesma língua” dos profissionais do ramo durante as etapas de subscrição, gerenciamento de riscos e atendimento a sinistros. “além disso, a companhia desenvolveu ferramentas que possibilitam a contratação do seguro de forma 100% online”, destaca. diz ele que esse último recurso permite que o seguro seja adquirido em grande velocidade, atendendo uma necessidade importante das produções, que geralmente atuam com cronogramas apertados. dennys rosini lembra que a indústria audiovisual continuou crescendo nos últimos anos, a despeito da crise econômica vivenciada no país. essa observação é também respaldada pelos dados do oca, que dão conta que a quantidade de filmes brasileiros lançados por ano subiu 32% entre 2014 e 2018. segundo a mesma entidade, o número de certificados de produto brasileiro de obras independentes aumentou 60% entre 2013 e 2017. ao destacar esse aspecto do setor, que denota força e resiliência, ele afirma que o seguro de vida para a indústria audiovisual merece especial atenção dos corretores de seguros que desejam ampliar os seus rendimentos por meio da diversificação de produtos. “estamos preparados para dar todo o suporte necessário a esses parceiros”, conclui.  fonte: revista cobertura
18/04/2019

Temor da ‘caneta’ no setor público atrai seguradora

 o temor das autoridades públicas na hora de tomar uma decisão, principalmente após a operação lava jato, está sendo visto como oportunidade de negócio pelo mercado de seguros. o assunto, em estudo há mais de dois anos, começa a sair do forno em forma de apólice. um dos nomes interessados no potencial deste segmento é a norte-americana chubb seguros. a seguradora já teria pedido o aval da superintendência de seguros privados (susep) para comercializar a apólice de responsabilidade civil para autoridades públicas no brasil. estrear nesse mercado, porém, não depende apenas do aval da xerife do mercado de seguros, mas também da matriz, nos estados unidos. lá fora, a seguradora já vende esse tipo de seguro com limites que vão até us$ 20 milhões. o que é? a apólice para autoridades públicas (po, sigla em inglês para “public officials”) tem como principal foco proteger o patrimônio dos servidores públicos de ações na justiça por erros de gestão. custos com processos e multas em casos de corrupção, por exemplo, podem até estar cobertos desde que não seja identificado dolo ou má-fé do segurado – riscos que são excluídos em qualquer tipo de seguro. grande alvo. na mira da norte-americana, há um público potencial de mais de 600 mil servidores somente na esfera federal, conforme dados do governo federal. devem ser acrescidas nesta conta ainda as autoridades estaduais e municipais. primo privado. o seguro para agentes públicos é similar ao que protege executivos – o d&o, na sigla em inglês – que teve forte impulso no brasil após a lava jato tanto nas vendas como nos sinistros. o foco da novidade, entretanto, é exclusivo às autoridades públicas uma vez que os executivos de empresas estatais já podem ter acesso a esse tipo de proteção. fonte: temor da ‘caneta’ no setor público atrai seguradora
18/04/2019

62,8% das empresas corretoras de seguros estão no Sudeste

 dados oficiais da fenacor indicam que estão concentradas na região sudeste 62,8% de todas as empresas corretoras de seguros em atividade no mercado brasileiro. segundo a federação, os quatro estados dessa região abrigam 27.840 corretoras, das quais 18.957 estão em são paulo, 4.361 no rio de janeiro, 3.866 em minas gerais e 656 no espírito santo. a região sul tem o segundo maior número de corretoras de seguros. são, no total, 7.831 corretoras no paraná (3.187), rio grande do sul (3.031) e em santa catarina (1.613). no nordeste estão as sedes de 4.403 corretoras de seguros, sendo a maioria na bahia (1.439), em pernambuco (873) e no ceará (680). outras 3.166 empresas corretoras de seguros estão no centro-oeste e apenas 1.061 no norte do país. fonte: cqcs
18/04/2019

Arrecadação do mercado de seguros avança dois dígitos até fevereiro

 receita atinge r$ 39,4 bilhões e sobe 12,7% no período a arrecadação do mercado de seguros manteve a trajetória positiva no acumulado do ano até fevereiro. no primeiro bimestre, a alta foi na casa de dois dígitos – de 12,7% (sem dpvat e sem saúde suplementar) - sobre o mesmo período do ano passado, alcançando a cifra de r$ 39,4 bilhões (ou r$ 40,1 bilhões com dpvat), informa a nova edição da publicação conjuntura cnseg. “o comportamento positivo de todos os ramos contribuiu para fevereiro apresentar uma taxa de crescimento bastante promissora, na comparação com o acumulado no mesmo período do ano passado”, destacou marcio coriolano, presidente da cnseg, a confederação das seguradoras. vale lembrar que o desempenho positivo do setor segurador é importante no plano macroeconômico, não só pela sua participação de mercado – de 6,5% do pib-, mas também pela sua condição de grande investidor institucional – as seguradoras mantêm mais de r$1,2 trilhão em ativos, ou seja, 25% da dívida pública. o resultado deveu-se ao crescimento de todos os ramos de seguros no período. destaque para os planos de acumulação vgbl, que subiram 17,8% nos dois meses primeiros meses do ano. outras contribuições importantes, no acumulado do ano, partiram dos seguros patrimoniais (19,5%), do seguro rural (13,1%), dos seguros de crédito e garantias (10%) e dos títulos de capitalização (9,6%). já os seguros de automóveis tiveram discreto aumento de arrecadação, de 1,3% no bimestre. na série de dados anualizada (março/18 a fev/19 – sem saúde suplementar), o crescimento é mais discreto- 2%-, indicando, porém, uma recuperação paulatina, já que houve uma sequência de quatro períodos anualizados de taxas negativas (considerando-se as séries de 12 meses móveis de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2018). fonte: revista cobertura
18/04/2019

Folha esclarece dúvidas sobre a reforma da Previdência

 todas as quintas-feiras, a editoria de economia publica uma coluna com explicações sobre o assunto. você acompanha no jornal folha de pernambuco, no portal folhape e pode enviar e-mail com sua pergunta o projeto de reforma da previdência, que segue tramitando de forma tumultuada no congresso nacional, tem levantado muitas dúvidas na população. o presidente do instituto dos advogados previdenciários de pernambuco (iape), ney araújo, esclarece algumas das perguntas enviadas pelos nossos leitores. as dúvidas podem ser enviadas para o e-mail previdencia@folhape.com.br. tenho 50 anos e trabalhei durante 25 anos em laboratório de análises clínicas, em condições de insalubridade. fui demitida há dois anos. já posso me aposentar? (bruna guedes) por seu turno, para a aposentadoria especial, não há a influência da idade, posto não haver a aplicação do fator previdenciário. portanto, só lhe resta comprovar os 25 anos de atividade especial, já que você já poderia estar aposentada há dois anos. tenho 59 anos e fui registrado de 1982 a 1997 com um ganho médio de dez salários mínimos. desde então, fui trabalhar como autônomo e nunca mais paguei inss. fiz previdência privada, mas, devido à minha situação econômica, já saquei. qual a sugestão para poder me aposentar? teria algum direito? (silas garrido) é importante que você volte a contribuir, seja como empregado, autônomo ou facultativo. a previdência social é mais do que uma aposentadoria. no seu caso, a opção mais próxima é a aposentadoria por idade aos 65 anos, uma opção que garante renda para o trabalhador e sua família em casos de doença, invalidez, acidente, prisão, morte e velhice, além de proteção à maternidade e ao desempregado involuntário. sou vigilante. gostaria de saber, então, se haverá alguma modificação na aposentadoria especial dos vigilantes, que consiste em 25 anos de contribuição. (rodrigo marinho) o vigilante armado, por laborar em atividade perigosa, comprovada com o perfil profissiográfico previdenciário (ppp), goza do direito a aposentadoria especial. a reforma constante da pec nº 6/2019 extingue essa modalidade de aposentadoria. tenho 56 anos de idade e 26 de contribuição. a contribuição era sobre dois salários. se eu der entrada na aposentaria proporcional, qual será o percentual da perda? (inês lira) é raro uma pessoa se aposentar proporcionalmente hoje, salvo alguns casos de quem contribuía antes de 1998. por isso, seu caso precisa de um levantamento mais detalhado. coluna publicada no dia 11 de abril de 2019 ainda tramitando na comissão de constituição e justiça (ccj) da câmara federal, o texto com as propostas de mudança da previdência social anda causando muitas dúvidas. na coluna de hoje, o advogado especialista em direito previdenciário, elizeu leite, esclarece as perguntas enviadas pelos nossos leitores. os leitores podem enviar suas dúvidas para o e-mail previdencia@folhape.com.br. aos 61 anos, minha mãe já tem 14 anos e 10 meses de contribuição. segundo a regra atual, faltam dois meses para que ela se aposente por idade. se a nova regra não for aprovada até maio ou junho, ela poderá se aposentar com 15 anos de contribuição ou terá que completar 20 anos? caso entre em vigor, em qual regra de transição ela se encaixa? se ela pagar os meses restantes conseguirá se aposentar? (emirtis ferreira) certamente sua mãe, por estar muito próxima de atingir os requisitos, irá conseguir se aposentar pelas regras atuais, visto que ela vai implementar os requisitos em maio, caso continue contribuindo pelos dois meses que faltam. tenho 47 anos e tenho carteira assinada desde os 16 . são 31 anos de contribuição, sendo 10 com insalubridade. se a reforma for aprovada, meu direito adquirido será preservado mesmo com as regras de conversão de tempo insalubre para tempo comum? (joão batista) com a conversão dos 10 anos de trabalho, devido à exposição ao agente ruído, você implementa os 35 anos de contribuição exigidos para a aposentadoria por tempo de contribuição integral. seu direito adquirido será mantido. o que vai mudar, segundo o texto apresentado, é a possibilidade de conversão do tempo especial em comum, só após a publicação da emenda. segundo a simulação do "meu inss", minha mãe tem 64 anos de idade e 14 anos de contribuição. ou seja, com menos de um ano ela poderia se aposentar. as mudanças irão atingi-las? (ary barbosa) como ela está perto de atingir os requisitos para aposentadoria por idade (60 anos + 15 de contribuição), as mudanças propostas não serão muito danosas. pela regra de transição da idade, ela terá que contribuir mais 6 meses, além dos 15 necessários atualmente. é bom lembrar que o requisito da idade ela já cumpriu. assim, em 2020, a regra transitória prevê, para as mulheres o seguinte: 60,5 anos de idade e 15,5 anos de contribuição, aumentando 6 meses em ambos os requisitos até 2023. coluna publicada em 4 de abril de 2019 a iminente mudança das regras na previdência social no brasil continuam gerando dúvidas. diante disso, a folha de pernambuco dá sequência a este espaço que visa solucionar as principais enviadas por nossos leitores. para esclarecê-las, contamos, mais uma vez, com a contribuição do advogado previdenciário, trabalhista e presidente do instituto dos advogados previdenciários - seção pe, ney araújo. os leitores podem enviar suas dúvidas para o e-mail previdencia@folhape.com.br. tenho 45 anos de idade e contribui 18 anos com a previdência. faz 5 anos que perdi a audição e com isso faz 1 ano que trabalho como pcd. quantos anos ainda devo contribuir, uma vez que agora estou inserida no sistema de cotas por conta da deficiência adquirida? (aurenilda maria) para obtenção da aposentadoria da pessoa com deficiência a reforma da previdência não impõe a regra de pontos, não estabelece idade e o benefício será concedido levando em consideração os 100% do valor da média aritmética simples dos salários de contribuição. sou professora de escola pública e comecei a trabalhar para o estado com 20 anos. hoje, tenho 46 anos de e idade e 26 de contribuição. qual a idade que eu posso me aposentar com 100 por cento do meu salário? (cirlene) atualmente, os professores da rede pública de ensino como você, devem cumprir os seguintes requisitos para a aposentadoria: idade mínima de 50 anos para mulheres e 55 anos para homens, com 10 anos de serviço público e 5 anos no cargo efetivo. para alcançar a integralidade e paridade na sua aposentadoria, se aprovado o texto da reforma como se encontra na câmara dos deputados, você terá de atingir idade mínima de 60 anos, completar 30 anos de contribuição com 10 anos de atuação no serviço público e 5 anos no cargo efetivo. as regras de reajustes para os benefícios (aposentadorias) do inss serão mudadas? (glauber vasconcelos) está previsto no texto da reforma da previdência que seja retirado o reajuste dos benefícios com valor acima do salário mínimo da constituição federal, a qual impõe que os mesmos tenham o seu valor real mantido. se aprovada a reforma como está, o reajustamento será regido por lei complementar, a qual poderá desprezar o índice de reajustamento pelo índice nacional de preços ao consumidor (inpc) que mede a inflação. a grande preocupação é que possa ser tomado um índice de correção como a taxa referencial (tr), a qual está hoje em 0%. coluna publicada em 28 de março de 2019 as perguntas enviadas por nossos leitores são respondidas pelo advogado previdenciário e trabalhista, ney araújo, que também atua como presidente do iape - instituto dos advogados previdenciários - seção pe. tem dúvidas? mande sua pergunta para previdencia@folhape.com.br como vai ficar o micro empreendedor individual (mei) com a mudança na previdência? (celso avir) a proposta de reforma da previdência não contém alteração quanto à alíquota mensal de contribuição do microempreendedor individual (mei), de 5% do valor do salário mínimo, o que corresponde hoje a r$ 49,90, ao contrário do que prevê aos demais trabalhadores. no entanto, há mudanças nas regras para obtenção de benefícios do inss, como aposentadoria por idade e pensão por morte, as quais estão previstas na reforma e alcançarão todas as categorias. para a aposentadoria por idade, se aprovada à reforma sem modificações, será exigida idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para as mulheres, com o tempo mínimo de contribuição passando de 15 anos para 20 anos, o que garantirá apenas 60% do valor da média contributiva para a aposentadoria. para garantir o valor integral do benefício será obrigatório contribuir não mais por 30 anos, e sim, por 40 anos. o cálculo da média será sobre os 100% das contribuições, não mais ocorrendo à exclusão das 20% menores contribuições para beneficiar aquele que está se aposentando. a reforma impõe, também, restrições quanto à acumulação de benefícios e redução no valor da pensão por morte. sou professora de escola particular e pública. já me aposentei pelo inss da instituição particular. atualmente tenho 49 anos e 6 meses. e prestes a completar em abril próximo, 24 anos de concurso da rede pública. pela antiga legislação, me aposento em abril de 2020, quando terei 50 anos e 25 de concurso concomitantemente. essa reforma se aprovada, me afetará? (ana reis) se a reforma entrar em vigor até abril de 2020, sem alterações, você será atingida, posto que, nela está contida a exigência da idade mínima de 51 anos e 30 anos de contribuição, além de 10 anos de atuação no serviço público e cumprimento de 5 anos no cargo efetivo. tenho 23 anos trabalhando numa profissão que tem periculosidade. consigo me aposentar com 25 anos de contribuição, pois só tenho 43 anos? (jefferson wollas) a aposentadoria especial é concedida para pessoas que executam atividades insalubres ou perigosas, ocorrendo na imensa maioria ser deferida para aquele que laborou por 25 anos exposto a agentes químicos, físicos ou biológicos prejudiciais a sua saúde ou em atividade de risco sujeito, por exemplo, a explosivos e inflamáveis. a aposentadoria é conferida sem levar em consideração a idade e sem a aplicação do fator previdenciário, o que proporciona a concessão do benefício com 100% do valor da média contributiva. para o requerimento da aposentadoria é necessário à apresentação do perfil profissiográfico previdenciário (ppp), que é de fornecimento obrigatório pelo empregador. o dito documento relata o ambiente em que você exerceu suas atividades, descrevendo os seus contatos, manuseios e exposição à nocividade ou risco/perigo. coluna publicada em 21 de março de 2019 em 66 páginas, a proposta de emenda à constituição (pec) 6/2019, enviada em fevereiro à câmara dos deputados, traz além da idade mínima de 62 anos para as mulheres e 65 anos para os homens, o fim da aposentadoria por tempo de contribuição após um período de transição que deve variar a depender de cada caso. para eles o texto prevê três opções, à escolha do segurado do regime geral de previdência social. já no regime próprio de previdência social, o dos servidores, a idade mínima passa de 56 em 2019 para 57 em 2022 (mulher) e de 61 para 62 (homem). o tempo de contribuição seria de 30 anos (mulheres) e 35 (homens), sendo 20 de serviço público e 5 de cargo. essas são algumas mudanças que devem acontecer se o congresso aprovar a pec na íntegra. ainda em dúvida? muitas pessoas ainda têm. é para tentar sanar essas questões que, todas às quintas-feiras, iremos convidar um especialista para res­ponder os principais questionamentos enviados pelos nossos leitores para o e-mail previdencia@folhape.com.br. confira aqui as principais perguntas enviadas e respondidas em detalhes pelo advogado previdenciário do reis & pacheco thiago cantarelli. como vai ficar a aposentadoria para os profissionais de saúde? (fernanda simone, recife) diversas são as respostas que podem ser dadas para esta pergunta, posto que não houve especificação sobre qual regime de previdência está vinculado com o segurado. caso se trate de segurado vinculado ao inss (regime geral de previdência social), haverá nítida modificação, exigindo a idade mínima de 61 anos (homem ou mulher) para ter direito à aposentadoria, considerando o tempo de contribuição mínimo de 25 anos. em se tratando de segurado concursado pela união, estados, distrito federal ou municípios (regime próprio de previdência social), não há atualmente uma lei disciplinando o direito a esse tipo de benefício, mas sim, entendimentos judiciais que exigem do governo a aplicação das regras do regime geral de previdência. como ficará a aposentadoria por insalubridade? trabalho com grau máximo e gostaria de saber quando vou ter direito de me aposentar? (victinho_andreza, recife) o direito à aposentadoria especial será modificado exigindo uma idade mínima para tanto, o que atualmente não há. de acordo com a emenda constitucional, haverá a exigência de 61 anos de idade com idade mínima de acesso à referida aposentadoria, tomando em consideração a idade mínima de 25 anos de tempo de contribuição integralmente expostos a agentes nocivos. recomenda-se que o segurado fique atento à solicitação ao seu empregador para que emita a documentação previdenciária que comprova a insalubridade, o ppp (perfil profissiográfico previdenciário) e o ltcat (laudo técnico emitido por engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho credenciado). e nós, professores, saímos da classe especial? tenho idade passando, mas faltava 5 anos, agora vou pra 10? (mônica jardim, recife) os professores estão entre os segurados mais prejudicados com a pec apresentada pelo governo federal. haverá a necessidade de uma idade mínima bem avançada, diferente do que atualmente está vigente. de acordo com essa nova regra de previdência, haverá a necessidade de preenchimento de 25 anos de contribuição, se mulher, e 30, se homem, além da somatória da idade + tempo de contribuição em 81 pontos, se mulher, e 91, se homem. com base nessa exigência, a professora, para se aposentar com 25 anos de contribuição, deve ter 56 anos de idade, e, o professor, 61.
15/04/2019

Executivos explicam segredo para crescimento de 171,19% da União Seguradora

  carteira de vida em grupo foi a que mais registrou evolução em 2018, a união seguradora cresceu 171,19%, o maior já registrado pela companhia que pertence desde 2013 ao grupo aspecir. as carteiras com mais destaque foram a de vida em grupo, com 223,45% de evolução em relação a 2017, e acidentes pessoais, com 154,08%. auxílio funeral (145,91%) e prestamista (16,16%). o presidente da união seguradora, milton machado, comenta que o resultado surpreendeu, mas é fruto de um trabalho feito diariamente focado nas melhores soluções para o cliente. “esses números nos fazem pensar cada vez mais em termos de aprimoramento, de controles internos, divulgação, parte contábil, enfim, uma série de coisas que nós estamos sempre prevendo e querendo repetir o êxito do ano que passou”, destaca. “na onda de preocupação com o futuro do brasileiro, nós estamos com produtos bem encaminhados, simples e de fácil entendimento, o que tem ajudado no nosso desenvolvimento”, acrescenta. no último ano a empresa tem expandido seus negócios dentro do próprio estado e pelo brasil. “hoje nós já temos algumas representações, o grupo em si tem escritórios próprios no interior do rio grande do sul e capitais brasileiras como florianópolis, curitiba, rio de janeiro, são paulo e agora belo horizonte”, conta ao lembrar que essa expansão é feita com pés no chão. “procuramos encontrar parceiros em estados que vamos entrar sabendo que teremos resultados, a nossa área comercial tem sido muito ágil”, diz. na união seguradora, apenas 32 corretores de seguros estão cadastrados junto da área comercial. o diretor comercial joão lock salienta que mesmo com uma equipe enxuta, é possível realizar um trabalho excelente e personalizado. “conseguimos com esse número de profissionais fazer com que a nossa empresa tenha foco em atendê-los da forma adequada, pois não adianta ter uma carteira imensa de corretores e não ter produtividade”, comenta. além disso, lock lembra que a empresa está sempre aberta para receber novos corretores: “aquele que não trabalha ainda conosco está perdendo a oportunidade de fazer grandes negócios, por isso digo venha para cá, pois nós fazemos de forma que o seu estipulante receba o que merece”. o atendimento para estes profissionais ocorre de maneira diferenciada. “sem dúvida nenhuma é bem atendido, com atendimento praticamente personalizado diretamente com a direção”, finaliza o presidente milton machado.  
12/04/2019

Volta à Câmara projeto que exige de corretor de seguros habilitação da Susep

 um projeto que busca aumentar a segurança de quem usa serviço de corretagem de seguros retorna à câmara dos deputados. o plenário do senado confirmou nesta quinta-feira (11) a aprovação do relatório da comissão de assuntos econômicos (cae) ao projeto de lei da câmara 7/2013, em forma de texto substitutivo, após discussão em turno suplementar. a proposta foi aprovada em primeiro turno no último dia 28. conforme o texto da cae, o exercício da profissão de corretor de seguros dependerá da prévia obtenção de habilitação, a ser concedida pela superintendência de seguros privados (susep), autarquia vinculada ao ministério da economia responsável pela regulação do setor de seguros e resseguros. o projeto enumera os documentos necessários para obtenção da habilitação. a exigência vale também para os corretores já em atividade. o projeto original, de autoria da presidência da república, obrigava os corretores a contratarem um seguro obrigatório sobre a sua atividade. o objetivo era garantir ao usuário do serviço uma reparação de danos eventualmente causados pelo corretor na contratação de seguros. mas o relator foi contrário a essa proposta, argumentando que a imposição poderia gerar consequências negativas para o setor. “além de tal medida restringir o mercado de corretagem [e] importar no aumento do custo do serviço — o que possivelmente caracterizaria uma ofensa ao princípio constitucional da livre iniciativa e da proporcionalidade —, o ambiente de controle exercido pela susep é suficiente para dar a segurança de que necessitam os usuários”, defendeu o então relator na cae, o ex-senador romero jucá. o relator também se opôs à ampliação do poder de fiscalização das entidades autorreguladoras sobre corretores de seguros não filiados. essa ampliação estava no texto original plc 7/2013. fonte: agência senado (reprodução autorizada mediante citação da agência senado)

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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