18/01/2019

Planejamento financeiro para 2019: por onde começar?

 todo réveillon é a mesma coisa: as pessoas fazem revisões de metas dos anos anteriores e decidem o que gostariam de fazer no novo ano. mas seja o seu sonho viajar, comprar um carro, voltar a estudar ou reformar a casa, é necessário ter uma reserva financeira. não à toa, 51% dos brasileiros pretendem guardar algum dinheiro em 2019, de acordo com uma pesquisa da confederação nacional de dirigentes lojista (cndl) e do serviço de proteção ao crédito (spc brasil). mas como sabemos que engordar o bolso não é uma tarefa fácil, o relatório também aponta que 45% já começaram com medo de não conseguir cumprir o compromisso. para ajudar na tarefa e riscar essa pendência da sua listinha, o anderson paiva, gerente sênior da easynvest, trouxe algumas dicas especiais. 1. defina suas metas uma pessoa sem objetivos é uma pessoa sem rumo. para se guiar nessa jornada rumo à concretização dos seus sonhos, ter metas é fundamental. a primeira de todas é o motivo pelo qual você precisa juntar dinheiro. quer viajar? comprar um carro? mudar de casa? anote seu objetivo, o valor necessário e em quanto tempo quer alcança-lo. depois, defina pequenas metas. elas podem ser diárias, semanais ou mensais. defina também a quantia que você irá guardar todo mês e quais serão os gastos extras que você está disposto a assumir, como almoçar fora uma vez por mês. você vai perceber que, quando se tem esse controle, é muito mais fácil ponderar uma decisão e, se necessário, reequilibrar as contas depois de um imprevisto. 2. se organize! em 2018, muitas famílias se endividaram por planejamento financeiro. para dar o primeiro passo em direção ao seu objetivo, é preciso fazer uma análise da sua vida financeira para ver quanto e como está gastando. use uma planilha para listar seus gastos fixos, como aluguel e contas de energia e água, e as voláteis, como parcelas do cartão de crédito e ingressos para o cinema. assim, ficará bem visual e será mais fácil entender para onde seu dinheiro está indo. a ideia é colocar na balança seus ganhos e seus gastos, para ver se estão equilibrados. 3. corte gastos desnecessários depois de colocar seus gastos no papel, veja o que pode ser cortado. você precisa mesmo comprar outro par de sapatos vermelhos ou assinar o pacote premium da tv a cabo? os gastos do dia a dia são os mais perigosos: de trocado em trocado, sua carteira fica vazia e você nem percebe com o que gastou. para guardar aquela grana para o seu projeto especial, por que não diminuir os gastos desnecessários? mas atenção: ninguém está falando para você não ter vida social... é só dar uma segurada na onda! 4. seja prevenido vale lembrar que imprevistos acontecem, então guarde todo mês uma pequena quantia para, caso uma emergência apareça, não precisar gastar o dinheiro reservado para atingir seu objetivo. mas você não precisa guardar esse dinheiro embaixo do colchão, tá? tem outras formas de guardar e ainda fazer a grana render mais. 5. invista! assim chegamos ao último passo. dependendo do prazo definido para realizar seu sonho, os tipos de investimentos variam, mas não deixam de ser a melhor opção. para investimentos de curto prazo, aplicações como tesouro direto e cdb com liquidez diária podem ser boas pedidas, principalmente para quem está começando a investir, uma vez que o risco é baixo. já para médio e longo prazo, aplicações de tesouro ipca, fundos imobiliários e debêntures são algumas das alternativas para os investidores mais experimentados. para prazos ainda mais longos, existe uma infinidade de opções, como fundos multimercados, coe, cri, cra, ações... para a graninha de reserva, a dica é manter em tesouro direto com liquidez diária. assim, quando o imprevisto acontecer você pode resgatar o dinheiro sem dor de cabeça e com o rendimento dos dias que ela ficou aplicada. gostou das dicas e já quer começar? então entre no site da easynvest, simule seus investimentos e descubra seu perfil! fonte: portal nacional de seguros por gisele barata
18/01/2019

Evolução Digital x Transformação Digital: Qual é a diferença?

 o dinheiro circula de modo diferente e nossa vida é afetada as pessoas costumam confundir transformação digital com evolução digital. enquanto a evolução representa um avanço tecnológico sem alterar um modelo de negócio, a transformação acontece quando há uma ruptura no modelo de negócio. se mudou a maneira como o dinheiro começa a circular, estamos falando desta transformação: “se eu simplesmente leio um jornal no aplicativo ao invés de receber o mesmo em papel, o que temos é apenas uma evolução. a transformação digital causa impacto na imprensa escrita. quantas pessoas compram e-books e quantas imprimem? a mudança está acontecendo e as próprias livrarias físicas estão sentido a mudança. isso é transformação digital" esclarece ricardo slomka, vice presidente de tecnologia das operações da ewave do brasil. evolução x transformação atualmente 67% da jornada do consumidor é feita digitalmente, portanto a tecnologia precisa ser encarada como a mais forte aliada de qualquer negócio - é ela que está presente e influenciando drasticamente todos os setores empresariais. porém, slomka diferencia evolução de transformação. evolução digital - "hoje todos possuem smartphone e demais maneiras de estar online. a maneira como aconteceu a mudança do 1.0 para 2.0, por exemplo. podemos perceber esta evolução nas instituições bancárias, uma vez que os principais bancos possuem seus próprios aplicativos." transformação digital - "a transformação acontece quando há uma ruptura no modelo de negócio, quando o dinheiro começa a circular de uma maneira diferente. toda as vezes que eu causo mudança em redações, imprensa, em livrarias e editoras estou fazendo transformação!" os aplicativos de transporte como uber ou aqueles destinados à hospedagem como airbnb são bons exemplos desta transformação, pois muda o costume de consumo e todos os empresários precisam estar conscientes da transformação. fonte: portal nacional de seguros por jamille maltaca
18/01/2019

IR 2019: Reúna agora os papéis e tenha chance de receber restituição antes ...

 quem entrega a declaração do imposto de renda primeiro também recebe na frente dos outros, se tudo estiver certo e depois das prioridades legais, como idosos. a declaração de ir 2019 poderá ser entregue a partir de março, mas já dá para juntar e organizar a papelada. assim, fica pronto para apresentar a declaração já no começo de março. além de se livrar da obrigação, outra vantagem de preparar a declaração logo é que, se por acaso você notar que está faltando algum documento, terá mais tempo para resolver a pendência antes de terminar o prazo para entrega, no fim de abril. quem é obrigado a declarar a receita federal ainda não divulgou as regras para este ano. no ano passado, eram estas as condições que obrigavam a declararar: recebeu rendimentos tributáveis (como salário, aposentadoria, aluguel) acima de r$ 28.559,70 no ano anterior recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte (como indenização trabalhista ou rendimento de poupança) acima de r$ 40 mil no ano teve ganho de capital na venda de bens, como imóvel ou veículo, no ano anterior optou pela isenção de imposto na venda de imóvel residencial para compra de outro imóvel em até 180 dias era dono de bens com valor total superior a r$ 300 mil teve receita bruta superior a r$ 142.798,50 com atividade rural no ano anterior realizou qualquer tipo de operação na bolsa de valores estava no exterior e passou a morar no brasil em qualquer mês do ano passado providencie o cpf de todos que estão na declaração todos os dependentes terão de apresentar cpf, inclusive recém-nascidos. em 2018, a exigência era só para maiores de 8 anos. agora é para todo mundo. se os seus dependentes ainda não têm cpf, você pode solicitar o documento nas agências do banco do brasil, da caixa ou dos correios, ao custo de r$ 7,00. é preciso levar os documentos do menor (rg ou certidão de nascimento) e de um dos pais ou do responsável legal. maiores de 16 anos e menores de 25 anos que possuam título de eleitor, mas ainda não tenham cpf, podem solicitar o documento gratuitamente no site da receita. tenha a declaração do ano anterior em mãos "a declaração anterior vai servir de base para você saber quais dados foram ou não alterados e que precisam, obrigatoriamente, ser declarados", explica heber dionizio, contador responsável pelo escritório contabilizei. além disso, o programa da receita permite importar as informações do arquivo da declaração anterior, poupando tempo e evitando erros na hora de digitar dados e valores. se você declarou ir em 2018, provavelmente deve ter uma cópia do arquivo salva no computador ou impressa. caso não encontre o arquivo, é possível pedir uma segunda via pela internet, no centro virtual de atendimento (e-cac) ou uma versão impressa nas agências de atendimento da receita. organize os comprovantes de despesas com saúde a receita federal costuma ser rigorosa na fiscalização das despesas com saúde, já que os valores gastos feitos por você, seu cônjuge e seus dependentes podem ser deduzidos integralmente do ir. eventuais divergências de dados podem levar a declaração para a malha fina. por isso é importante conferir, organizar e guardar, por no mínimo cinco anos, os recibos fornecidos por médicos, dentistas e outros profissionais de saúde, além das notas fiscais de exames, internações e extratos de planos de saúde. os recibos e notas fiscais devem trazer o nome completo do prestador, com cpf ou cnpj, endereço, serviço prestado, valor pago, além do seu nome completo e cpf. caso a despesa tenha sido feita por seu cônjuge ou dependente, o nome e o cpf deles devem aparecer no documento. cuidado com as despesas com educação nem todas as despesas com educação são dedutíveis. a receita aceita apenas os gastos com escolas de ensino infantil (creches e pré-escolas), fundamental, médio, superior, pós-graduação e técnico. não podem ser lançadas no ir as despesas com cursos extracurriculares, como de línguas ou esportes, reforço escolar, cursinhos preparatórios para a faculdade ou para concursos públicos, gastos com compra de livros, xerox, uniforme ou material escolar. além de suas próprias despesas com educação, você pode abater também os gastos de seus dependentes nessa área. porém, há um limite para a dedução. em 2018, era de r$ 3.561,50 por pessoa. mesmo com esse limite, o contribuinte deve informar o valor total pago à escola no ano passado. os boletos ou recibos de pagamento devem trazer o nome e cnpj da instituição, além do nome do aluno. peça o comprovante de rendimentos no rh da sua empresa as empresas têm de entregar até 28 de fevereiro aos seus empregados o comprovante de rendimentos de 2018. "o documento é essencial para fazer a declaração", diz heber dionizio, da contabilizei. nele estão informações como: quanto você recebeu de salário no ano, quanto pagou de imposto na fonte e de inss. o documento pode trazer outros detalhes importantes, como os gastos com o plano de saúde coletivo ou os aportes no plano de previdência da empresa. se você fizer a declaração em conjunto com o cônjuge, também precisará do comprovante de rendimentos dele. o mesmo vale para seus dependentes, caso eles trabalhem e estejam incluídos na sua declaração. aposentados e pensionistas do inss devem buscar o comprovante no site da previdência. o documento com os valores recebidos em 2018 deverá estar disponível no fim de fevereiro. pegue o informe de rendimentos no site do banco os bancos também são obrigados a apresentar, até o dia 28 de fevereiro, o informe de rendimentos de seus clientes. muitas instituições não enviam mais o documento pelo correio. você pode obter uma versão digital no site do seu banco e depois imprimi-la. o informe traz os saldos de contas correntes, poupanças, fundos e outras aplicações nos dias 31/12/2017 e 31/12/2018, além dos ganhos obtidos com os investimentos ao longo do ano passado. se você tem conta em mais de um banco, é preciso pegar os informes de todos eles. o mesmo vale para quem tem investimentos em cdbs, no tesouro direto ou em ações. peça o documento no banco ou corretora onde você fez a compra dos papéis. quem possui plano de previdência privada (pgbl ou vgbl) ou participa de algum fundo de pensão também deve solicitar o comprovante dos valores pagos ou recebidos no ano passado à instituição que administra o plano ou fundo. procure os documentos de compra ou venda de carros e imóveis se você vendeu, comprou ou financiou algum bem em 2018, como um imóvel, carro ou moto, vai precisar informar os detalhes da transação na declaração do ir. por isso procure o recibo, nota fiscal, contrato de financiamento, ou escritura. anote as informações principais, como nome e cpf ou cnpj de quem você comprou ou vendeu o bem, se o negócio foi pago à vista, a prazo ou financiado. no caso de financiamento, anote também o nome do banco, número do contrato, o montante financiado, número e valor das prestações, além do valor de entrada. inss de domésticos, aluguel, pensão alimentícia e outros há ainda uma série de documentos específicos que também precisam ser organizados para preencher a declaração. caso tenha empregado doméstico, organize as guias de recolhimento do inss. o valor gasto com a previdência dele pode ser abatido do seu ir. se você é trabalhador autônomo ou recebe outras fontes de renda, como aluguel ou pensão alimentícia, precisa reunir os comprovantes de pagamento do carnê-leão. em 2018, isso era obrigatório para quem recebeu valor superior a r$ 1.903,98 mensais dessas fontes. se você paga pensão alimentícia, guarde os comprovantes, caso o valor não seja deduzido diretamente do seu salário. o montante pode ser abatido do seu ir, mas o total pago não pode superar o valor estabelecido na decisão judicial que concedeu a pensão. procure também documentos referentes a doações, heranças, empréstimos bancários e consórcios ocorridos no ano passado. todas essas situações precisam ser declaradas no ir. fonte: uol - são paulo por téo takar
18/01/2019

Saque integral do FGTS em caso de pedir demissão em 2019 pode ser liberado para trabalhador

 saque integral do fgts em caso de pedir demissão em 2019 pode ser liberado para trabalhador. o projeto (pls 392/2016) esteve na ordem do dia durante várias sessões, mas não chegou a ser apreciado. não há prazo para ele ser discutido. saque do fgts para trabalhador que pede demissão ficou para ser aprovado em 2019. os senadores entraram em recesso e deixaram para o ano que vem uma discussão bastante esperada por muitos trabalhadores: a liberação do saque do fgts (fundo de garantia do tempo de serviço) a quem pede demissão da empresa. atualmente, só tem direito a sacar o fgts quem é demitido sem justa causa. os recursos do fundo também são liberados em casos específicos, como para compra de imóvel, no caso de aposentadoria, de fechamento da empresa ou de doenças graves. projeto ainda vai à câmara; presidente pode vetá-lo se for aprovado pelo senado, o projeto ainda precisa passar pela câmara dos deputados. se os deputados aprovarem o texto sem modificações, ele é encaminhado ao presidente da república, que poderá sancioná-lo ou não. se a câmara fizer mudanças, o texto é enviado mais uma vez ao senado para apreciação.  se o projeto for sancionado, entra em vigor em forma de lei, com data a ser definida. só a partir de então, o trabalhador poderá sacar o fgts ao pedir demissão. ainda que seja aprovado pelo senado e pela câmara, não é certo que o projeto seja sancionado pelo presidente. no começo de 2018, o atual presidente da caixa econômica federal, nelson antonio de souza, afirmou ser contra a proposta, alegando que afetaria o crédito imobiliário –que usa recursos do fgts para financiar a compra de casas.  senadora: trabalhador ‘é o real dono do dinheiro’ de autoria da senadora rose de freitas (podemos-es), o pls 392/2016 pretende alterar a legislação para permitir o saque integral do saldo fgts para quem pedir demissão. o projeto foi aprovado pela pela comissão de assuntos sociais do senado em abril de 2018. a senadora argumentou que o governo deveria deixar de tutelar o trabalhador, que é o real dono do dinheiro e deve decidir onde e como aplicar o que lhe pertence. “é chegada a hora de entendermos que o trabalhador quer dar um basta à ideia equivocada de que deve ser tutelado pelo estado. ninguém sabe melhor o que fazer com os seus recursos do que o seu proprietário, que é o legítimo dono desse dinheiro.” a parlamentar negou que exista o risco de que muitos se demitam para ter acesso ao dinheiro do fgts. para ela, principalmente em tempos de crise econômica, poucos se arriscariam a abandonar o emprego em troca de sacar todo o fundo. além disso, a autora do projeto disse que muitas vezes o trabalhador pede demissão devido a condições precárias de trabalho, atrasos no salário, desejo de buscar novos desafios, necessidade de tratamento médico ou para abrir o próprio negócio. “até mesmo o intuito de reformar e ampliar a sua casa é justificativa plenamente válida para que se possa usar o fgts. eu insisto nisto: o trabalhador não precisa justificar a sua decisão, pois o dinheiro é dele”, declarou. fgts rende menos que a inflação caso o projeto seja aprovado, o trabalhador poderá resgatar seu dinheiro assim que se demitir. para renato follador, especialista em previdência e finanças pessoais, poder sacar o valor o quanto antes é o grande benefício da proposta. “hoje, a rentabilidade do fgts é a tr [taxa referencial] mais 3%, o que não cobre nem a inflação”, afirmou o especialista em entrevista ao uol. “isso significa que, a cada dia que o trabalhador deixa seu dinheiro parado lá, ele perde dinheiro.” com a mudança, o trabalhador que se demitir poderá resgatar este dinheiro e investir em aplicações que tenham uma rentabilidade superior, sugere o especialista, como uma previdência privada ou até caderneta de poupança. fonte: portal mix vale
18/01/2019

Com exterior positivo, Bolsa ganha fôlego extra e chega aos 96 mil pontos

 o ibovespa renovou máximas seguidas e alcançou 96 mil pontos, um novo nível histórico durante a sessão de negócios. muito embora venha galgando recordes nos últimos pregões, o índice ganhou nesta sexta-feira (18), fôlego extra com os bons ventos vindos do exterior, altamente comprador de risco pela expectativa de que as negociações entre estados unidos e china realmente cheguem a um ponto consenso favorável. isso está aliado a outros estímulos para animar a economia chinesa que foram anunciados nesta sexta. às 11h07min, o ibovespa subia 1,1%, aos 96.396 pontos. os principais índices futuros em nova iorque subiam em torno de 0,40% e as bolsas na europa também seguiam em alta. as notícias mais positivas para a economia do país asiático levam para cima também tanto as cotações do petróleo (+1%) quanto do minério de ferro, que fechou em alta de 1,33% no porto de qingdao, na china. por aqui, em dia de agenda fraca, analistas ponderam que, ainda que o movimento do pré-mercado seja de valorização, investidores avaliam informações relacionadas ao fato de que o ministro da economia, paulo guedes, não deve detalhar pontos da reforma da previdência durante sua participação no fórum econômico mundial, em davos, semana que vem. nessa quinta-feira (17), o governo informou que guedes vai falar "apenas" sobre a importância central das novas regras de aposentadoria para o equilíbrio macroeconômico do país. "a sessão abre bem devagar e não descarto uma decepção com o governo de não querer adiantar nada da reforma da previdência lá fora", diz luiz mariano de rosa sócio da improve investimentos. "mas o fato de ele se comprometer internacionalmente pode ser visto positivamente." no plano político, analistas da lca avaliam que o fato de o ministro do supremo tribunal federal (stf) luiz fux ter suspendido a investigação sobre movimentações financeiras atípicas de fabrício queiroz, ex-assessor parlamentar do senador flávio bolsonaro, não impactou fortemente os preços dos ativos, "até o momento". "mas o risco à imagem do governo não é desprezível", alertam em relatório.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/01/666140-com-exterior-positivo-bolsa-ganha-folego-extra-e-chega-aos-96-mil-pontos.html)
18/01/2019

Dólar tem alta pontual, mas volta a cair com exterior no radar e realização

 após uma leve baixa à mínima de r$ 3,7472 (-0,03%) em meio aos ajustes iniciais na esteira do ganho acumulado de 1,28% nas últimas três sessões, o dólar ante o real retomou o sinal de alta e atingiu máxima em r$ 3,7577 (+0,23%) no início dos negócios desta sexta-feira (18). a inversão do dólar para cima decorreu de um alinhamento à alta da divisa americana frente outras moedas de países emergentes e ligados a commodities no exterior. depois, o dólar voltou a perder força e rondava a estabilidade. às 10h22min desta sexta, o dólar à vista subia 0,17%, a r$ 3,754. o dólar futuro de fevereiro estava em alta de 0,07% neste mesmo horário, a r$ 3,7540. pesa nos ajustes cambiais a desvalorização de grande parte das moedas emergentes no exterior em meio a perspectivas de menor crescimento da china. o escritório nacional de estatísticas (nbs) do país asiático revisou para baixo o avanço do produto interno bruto (pib) da china em 2017, de 6,9% para 6,8%. a revisão garante uma base de comparação mais favorável para o resultado do pib chinês em 2018, que o nbs irá divulgar nesta segunda-feira (21). além disso, o apetite por ativos de risco predomina no mercado internacional ainda influenciado por sinais de que estados unidos e china podem avançar em suas negociações comerciais. nesta quinta-feira, o wall street journal noticiou que washington considera suspender parte ou todas as tarifas impostas a importações chinesas para tentar obter mais concessões de pequim. a proposta de alívio nas tarifas teria partido do secretário do tesouro americano, steven mnuchin. no mercado doméstico, onde as expectativas se concentram no andamento da reforma da previdência, investidores repercutem a informação de que o ministro da economia, paulo guedes, não dará detalhes da reforma da previdência durante o fórum econômico mundial em davos, na próxima semana. guedes apenas apresentará a importância da reforma, ao contrário do que foi noticiado na tarde de quinta. o mercado também olha a repercussão negativa da decisão do ministro do supremo tribunal federal (stf) luiz fux de suspender o procedimento da investigação que apura movimentações financeiras atípicas de fabrício queiroz, ex-assessor do senador eleito flávio bolsonaro (psl), e de outros assessores da assembleia legislativa do rio (alerj). o pedido foi feito pelo senador eleito flávio bolsonaro (psl), alegando que vai ganhar foro perante o stf, já que assumirá em fevereiro o mandato de senador. o pedido de flávio gera desgaste ao novo governo e caiu como uma bomba ontem em brasília. em dezembro, flávio havia dito que "não tinha nada a esconder". e em vídeo de 2017, jair bolsonaro atacou o foro privilegiado. "quem precisa de foro privilegiado?", é o nome do vídeo publicado na conta do youtube de eduardo bolsonaro em março de 2017. "eu não quero essa porcaria de privilégio", diz o atual presidente que na época era deputado federal. no radar também segue a onda de decretos de calamidade financeira deflagrada por novos governadores que tomaram posse neste ano e acende a luz vermelha para o ajuste fiscal. ao todo são seis estados nessa situação, contando com roraima, rio grande do norte, rio de janeiro, rio grande do sul, minas gerais e mato grosso.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/01/666136-dolar-tem-alta-pontual-mas-volta-a-cair-com-exterior-no-radar-e-realizacao.html)  
18/01/2019

IGP-M cai 0,01% na segunda prévia de janeiro, diz FGV

 o índice geral de preços - mercado (igp-m), usado para o reajuste de contratos de alguel, caiu 0,01% na segunda prévia de janeiro, após ter recuado 1,15% na segunda prévia de dezembro do ano passado. a informação foi divulgada na manhã desta sexta-feira (18), pela fundação getulio vargas (fgv). com o resultado, o índice acumulou ligeira redução de 0,01% no ano de 2019 e avanço de 6,72% em 12 meses. a fgv informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do igp-m de janeiro. o ipa-m, que representa os preços no atacado, caiu 0,26%, ante um recuo de 1,74% na segunda prévia de dezembro. o ipc-m, que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,49% na prévia de janeiro, depois de uma redução de 0,05% em igual leitura de dezembro. já o incc-m, que mensura o custo da construção, teve aumento de 0,38% na segunda prévia de janeiro, depois da alta de 0,10% na segunda prévia de dezembro. o período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 de dezembro a 10 de janeiro. no dado fechado do mês de dezembro, o igp-m recuou 1,08%.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/01/666126-igp-m-cai-0-01-na-segunda-previa-de-janeiro-diz-fgv.html)  
14/01/2019

O abandono da ideia de fundir Susep e Previc

 nos últimos dias a imprensa noticiou que o governo recém-empossado já desistiu, ao menos por ora, do plano do ministro da economia, paulo guedes, de fundir a superintendência de seguros privados (susep) com a superintendência nacional de previdência complementar (previc), a fim de criar um novo órgão fiscalizador de seguros e previdência privada. convém cautela quanto a essa suposta desistência, uma vez que o atual governo tem sido profícuo em vaivéns. contudo, em que pese não terem sido divulgadas as razões que possam ter levado o ministro paulo guedes a desistir de seu plano de unir as autarquias – e mesmo que nos próximos dias, ou meses, haja um recuo nessa desistência – o assunto chama atenção para o relevante debate sobre a independência e autonomia na tomada de decisões pela susep e pela previc. o início do atual governo, que tomou para si a agenda reformista e de liberalização da economia, constitui uma perfeita janela de oportunidade para uma discussão mais aprofundada sobre a independência e a autonomia decisória dessas autarquias. a fusão da susep com a previc, caso implementada, não seria uma medida singela e ultrapassaria o campo administrativo e orçamentário do estado, atingindo os interesses dos consumidores de seguros e dos participantes de previdência complementar de todo o país. objetivamente, a fusão das autarquias afetaria a forma como é atualmente exercida a regulação nesses setores que são fundamentais à gestão privada de riscos, à segurança financeira de milhares de famílias brasileiras e à economia nacional como um todo. a susep é a responsável pelo controle e pela fiscalização dos mercados de seguro e resseguro, além de capitalização e previdência aberta, excluído o segmento seguro saúde, que desde agosto de 2001 encontra-se sob a supervisão da agência nacional de saúde complementar (ans). a previc, por sua vez, é responsável pela supervisão e controle sobre as entidades fechadas de previdência complementar (efpcs), que são as entidades nas quais há a obrigatoriedade: (1) de vínculo empregatício entre o participantes e a empresa patrocinadora do fundo; (2) de vínculo associativo entre o participante e entidade de classe instituidora do fundo. o mercado de seguros tem crescente participação no produto interno bruto (pib). a participação dos mercados supervisionados pela susep alcançou 3,77% do pib em 2017. igualmente relevante, o sistema de previdência complementar é elemento fundamental na captação da poupança interna no país, e cresce a cada ano. em dezembro de 2017, os investimentos das entidades fechadas de previdência complementar (efpc) ultrapassaram 800 bilhões de reais, representando aproximadamente 12% do pib nacional. apesar de a integração de estruturas apresentar ganhos potenciais e ter importância no atual contexto em que é preciso ‘fazer mais com menos’, a medida incorreria no risco de obliterar o debate sobre a autonomia e a independência na tomada de decisões pelas autarquias, funcionando como uma cortina de fumaça. nessa perspectiva, o recuo do ministro paulo guedes é positivo, pois mantém em aberto a possibilidade de aprofundamento do debate sobre a independência. a construção de um ambiente propenso à liberdade dos técnicos para a tomada de decisões técnicas no âmbito interno das autarquias deve estar entre as prioridades da equipe econômica. autonomia e independência que, aliás, não se conquistam com a mera previsão em lei ou regulamento. elas são representativas de uma conquista institucional – fruto do esforço no sentido da sua materialização, e símbolo da consciência dos agentes políticos da sua importância. qualquer debate sobre o futuro da susep, da previc, ou de uma eventual futura autarquia resultante da fusão das duas primeiras há de tocar no tema da independência e autonomia decisória. a experiência institucional do mundo, sobretudo dos países que avançaram em uma agenda de liberalização, como a inglaterra e os estados unidos, mostra a importância da construção de instituições de expertise para a tomada de decisões de conteúdo técnico – livres da captura por grupos de interesse. historicamente, esses países criaram as chamadas agências reguladoras independentes que oferecem uma série de vantagens. as agências fortalecem o exercício da accountability, conferem maior credibilidade aos programas de liberalização econômica e proporcionam uma maior especialização na definição dos objetivos regulatórios. as agências também oportunizam a conquista da legitimidade procedimental mais facilmente, na medida em que apresentam um processo de tomada de decisões mais plural e transparente. o brasil, que já adota o modelo de agência em outros setores da economia, como telefonia, aviação civil e transportes, vivencia na prática os limites e as possibilidades do modelo que, apesar de não ser perfeito e não estar imune à captura por grupos de interesse, é o que apresenta maiores chances de sucesso, por dar espaço ao controle social e legislativo, além de fomentar a transparência e implantar métodos de procedimento para os processos internos de tomada de decisões. além disso, o modelo permite a paulatina renovação da composição das agências, proporcionando uma composição plural e a correção de indicações politicamente enviesadas. a propósito, o fundo monetário internacional elaborou, em 2012, uma avaliação sobre a independência funcional da susep à luz da aplicação, pela superintendência, dos princípios da associação internacional de supervisores. na ocasião, registrou-se, entre as conclusões, a existência de elementos que minam a independência e a capacidade da susep de realizar plenamente os seus objetivos. percebeu-se haver uma carência de requisitos mínimos para a indicação e a nomeação dos diretores e superintendentes, que eram e continuam a ser livremente nomeados e demitidos pelo poder executivo. em relação à autonomia orçamentária, de suma importância, verifica-se que o, agora, ministério da economia a prejudica na medida em que guarda total ingerência sobre o orçamento e a aplicação dos recursos da susep. a captura da susep e os desvios havidos em sucessivas gestões, não obstante os excelentes quadros técnicos de que dispõe, não é novidade alguma e já gerou muitas discussões na autarquia e na sociedade. a previc também tem, em seu histórico, indícios de captura e ingerência política no conteúdo de suas decisões. no ano de 2015, em que os principais fundos sob sua fiscalização registraram perdas monumentais, a impor sobre os participantes déficits que deverão ser corrigidos por muitos anos, inclusive por meio de descontos em suas aposentadorias, a autarquia atribuiu os prejuízos em seu relatório anual tão somente ao contexto econômico adverso, mesmo quando já eram substanciais os indícios de captura e corrupção na gestão dos fundos. apenas no caso do funcef, dos funcionários da caixa econômica federal (esta a patrocinadora), a efpc elaborou plano para o equacionamento do déficit acumulado até o exercício de 2014, que totalizou r$ 1,9 bilhão de reais, dos quais 50% serão custeados pelos da ativa e assistidos, durante dezessete anos e quatro meses. registre-se que o déficit manteve uma trajetória de crescimento e alcançou o incrível patamar de r$ 7,3 bilhões no primeiro semestre de 2018. através da consolidação de um ambiente de independência e autonomia, os consumidores de seguros e os participantes nos fundos de previdência complementar de todo o país certamente se beneficiariam com decisões de maior qualidade técnica, e com uma realidade de maior segurança jurídica e previsibilidade. erros observados no passado sobre a regulação desses setores, cruciais à vida econômica nacional e à segurança financeira das famílias, poderiam ser evitados ou mitigados. a construção de um ambiente mais saudável, portanto, passa necessariamente pelo fortalecimento da independência e da autonomia decisória nas autarquias. as ações da equipe econômica liderada pelo ministro paulo guedes certamente irão esclarecer o caminho escolhido pelo novo governo em relação à esta fundamental agenda. espera-se que a decisão do time de guedes seja pela construção de um debate consciente e que vise a materialização da autonomia e da independência decisória nessas autarquias, a exemplo dos eua e da inglaterra. esses países, que servem de inspiração à equipe econômica do novo governo, historicamente perseguiram, e perseguem, a construção e a manutenção de um ambiente decisório efetivamente autônomo e independente às suas autarquias e agências reguladoras. se a equipe econômica seguirá o seu exemplo, o tempo dirá. não é demais lembrar, por fim, que um bom regime legal é indispensável para orientar a produção normativa das agências de seguro e previdência, sendo urgente a aprovação pelo congresso nacional de leis destinadas a essa delimitação, como é o caso da lei de contrato de seguro (plc 29/2007), aprovada na câmara dos deputados após 14 anos, hoje em tramitação no senado. fonte: estadão por vitor boaventura
14/01/2019

Ciência, tecnologia e seguros são novidades em 2019

  estudo relaciona uso excessivo de redes sociais a desordens comportamentais   a pesquisa mostra que a capacidade de julgamento das pessoas é afetada pelo utilização em excesso do facebook estudo de pesquisadores da universidade de michigan, nos estados unidos (eua), mostrou relações entre o uso de redes sociais, mais especificamente o facebook, e o comportamento de pessoas viciadas. a pesquisa foi divulgada no periódico de vícios comportamentais.  segundo os autores da pesquisa, a lógica de oferta de "recompensas" por esses sites e aplicativos dificulta a tomada de decisões e estimula atitudes de retorno contínuo ao uso do sistema, assim como no caso de outras desordens ou de consumo de substâncias tóxicas. de acordo com os pesquisadores, os estudos sustentam um paralelo entre usuários com grande tempo dispendido em redes sociais "e indivíduos com uso de substâncias (drogas) e desordens decorrentes do vício". o excesso de redes sociais afetaria a capacidade de julgamento das pessoas no momento de escolhas mais benéficas.  "nossos resultados demonstram que um uso mais severo de sites de redes sociais é associado com maior deficiência na tomada de decisões. em particular, nossos resultados indicam que usuários em excesso de sites de redes sociais podem tomar decisões mais arriscadas", dizem os autores. prejuízo no desempenho lógico o estudo aplicou uma escala utilizada para medir níveis de vício no facebook (bergen facebook addiction scale), problemas na tomada de decisões e propensão a depressão em 71 pessoas em uma universidade alemã. a amostra, portanto, é importante para cuidados no momento de generalizar os resultados para o conjunto da sociedade, mas não inviabiliza as conclusões importantes da análise.  as pessoas com maior intensidade de uso de facebook foram as que tiveram pior desempenho no teste de lógica de tomada de decisões (reconhecer escolhas que, no conjunto, trariam mais benefícios e menos prejuízos para si).  "nossas descobertas implicam que os usuários em excesso de sites de redes sociais estão considerando mais os efeitos potencialmente positivos de suas decisões do que os efeitos potencialmente negativos", afirmam os pesquisadores no estudo. a rede social mais popular do planeta o facebook é utilizado por aproximadamente 2,5 bilhões de pessoas no mundo, sendo a maior rede social do planeta. a empresa ainda controla outros sites de aplicativos semelhantes no topo do ranking desse mercado, como whatsapp, instagram e facebook messenger.  pesquisa do site especializado em tecnologia quartz indicou que grande parcela dos entrevistados (mais da metade no brasil) acreditava que a internet se resumia ao facebook.  levantamento de um dos mais renomados centros de pesquisa sobre internet do mundo (pew internet research), publicado no ano passado, mostrou preocupação de adolescentes e pais com o tempo gasto em redes sociais. outro estudo de pesquisadores da universidade de san diego sugeriu relação entre tempo de aplicações em computadores e videogames e queda no bem-estar de jovens. fonte: gaúcha/zh

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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