24/10/2018

Cuidado! Você pode perder o seu Simples Nacional em 2019!

 o ano já está virando e é preciso estar em dia com os impostos para não ser excluído do simples nacional no início de 2019. mas vamos com calma, ainda há tempo para começar a regularizar a documentação e evitar que o seu negócio sofra as consequências. para karina meinberg, sócia fundadora do contabfácil, ferramenta online que trata de toda a contabilidade de empresas do simples nacional, profissionais liberais e meis, quem tiver pendências, principalmente as mais antigas, vai precisar correr. caso seja pouca coisa, como um ou dois meses de 2018 em atraso, esta exclusão não vai acontecer, mas caso tenha mais coisas antigas em falta, é possível que a receita federal já tenha entrado em contato com o responsável pela empresa via caixa postal avisando que será desenquadrado do simples. a pessoa tem, a partir do recebimento desta correspondência oficial, trinta dias para regularizar. “não é necessário pagar de uma vez. regularizar também significa parcelar e tão logo a primeira parcela seja paga, já resolve esta questão. caso isso não seja feito dentro do prazo, a pessoa perde o simples e passa a ser lucro presumido a partir de primeiro de janeiro de 2019” alerta karina. este pente fino do fisco acontece geralmente em duas etapas, sendo que a primeira acontece agora através destes comunicados e mais uma vez em dezembro. para evitar correrias, o melhor é estar bem atento com a sua contabilidade evitar surpresas desagradáveis. fonte: kakoi
24/10/2018

Crescimento de estudantes brasileiros no exterior resulta em inovações nos serviços de seguro viagem

 de acordo com dados divulgados pela associação brasileira de agências de intercâmbio (belta), o mercado brasileiro de educação estrangeira cresceu 23%, em 2017, e alcançou a marca inédita de 302 mil estudantes no exterior. o investimento para um curso no exterior também aumentou 12%, atingindo a média de usd 9.989. no total, o brasileiro movimentou entre 2,7 e 3 bilhões de dólares em programas educacionais, no ano passado. a análise reflete alguns números da pesquisa. pela primeira vez, os programas de mestrado e doutorado apareceram entre os 10 mais procurados, mesmo com a queda do investimento público em bolsas de estudo. a demanda por cursos de graduação e certificados profissionais também aumentou, ao mesmo tempo que programas de ensino médio perderam força. entre os destinos mais procurados, praticamente um a cada quatro estudantes viajaram para o canadá (23%). o país é acompanhado pelos estados unidos (21,6%), reino unido (10,2%), nova zelândia (6,9%) e irlanda (6,5%). no total, 39 destinos apareceram como opções dos brasileiros. esta movimentação de estudantes brasileiros no exterior tem provocado o positivo surgimento de negócios especializados no atendimento e suporte aos viajantes. exemplo disso é a next seguro viagem. localizada, na capital paulista, a agência de turismo cujo core business é a oferta de seguro viagem, tem inovado na oferta dos planos e na disponibilização de meios de acesso, visando atender plenamente a demanda de estudantes brasileiros em destinos internacionais. uma das primeiras iniciativas da agência foi a liberação do atendimento em situações de emergência por meio do aplicativo whatsapp. em seguida, a agência formatou um plano de seguro viagem especial para estudantes, ajustado aos requerimentos do visto j-1 americano, além das composições regulares para os países favoritos dos intercambistas brasileiros, tais como o canadá, irlanda, reino unido e nova zelândia. ricardo mendonça, diretor geral da agência, explica que para estudar nos estados unidos, por exemplo, o estudante deve acatar ao visto j-1, determinado pelo governo americano, que estabelece uma cobertura mínima de 25.000 dólares em caso de traslado de corpo. o plano de seguro viagem para estudantes, desenvolvido e ofertado pela next, suporta até 100 mil dólares neste quesito e também para regresso sanitário, estando muito acima das expectativas. “não queremos ver estudantes em situações médicas complicadas, sofrendo com dificuldades para que sejam repatriados. precisam ter todo suporte médico no avião. para isso, a cobertura ofertada deve atender ou extrapolar as exigências mínimas dos vistos. nosso foco é atender com excelência e preço justo a crescente demanda de estudantes em viagens internacionais, enfatiza o diretor. ” fonte: terra via revista cobertura
24/10/2018

Seguro e previdência às MPEs só devem ganhar força depois de 2019

 medidas voltadas para o incentivo à contratação de produtos desses negócios estão na cartilha de propostas entregue pela cnseg aos candidatos à presidência da república, no início do mês as novas propostas do mercado segurador para micro e pequenas empresas são “factíveis”, mas devem demorar mais de um ano para trazer retornos significativos ao setor. voltadas para previdência, medidas esperam andamento das reformas e da economia. as sugestões voltadas para micro e pequenas empresas (mpes) fazem parte de um documento com 22 propostas, entregue pela confederação nacional das empresas de seguros gerais (cnseg) aos candidatos à presidência no início deste mês. de acordo com o relatório, a ideia seria incentivar as mpes a “contratarem programas de proteção previdenciária privada e securitária para seus colaboradores”, mediante tratamento fiscal diferenciado. para o ceo da travelers, leonardo semenovitch, porém, o motivo de as seguradoras ainda não atuarem de forma significativa entre as mpes é por causa da baixa adesão dessas companhias aos seguros. “é um território bastante inexplorado. entre as pequenas empresas, apenas 27% têm alguma apólice real e, quando olhamos o universo dos microempresários, menos de 5% possuem alguma cobertura. e os motivos vão desde a falta de uma cultura de seguros no brasil até a atual situação econômica do país”, explica. ainda que a recuperação da economia brasileira já esteja despontando, os especialistas ponderam à espera do empresariado de maiores certezas quanto às medidas importantes – como a reforma da previdência – e um retorno efetivo de sua receita. segundo o ceo da credrisk, phillip krinker, a previsão de avanço para o mercado segurador é de 10% a 15% em 2019, mas, independentemente do candidato que ganhe a corrida eleitoral, é “muito difícil” ter impactos no curto prazo. “o segmento demora para reagir, tanto para sentir uma crise como para voltar da recessão. a economia deve, sim, retomar, mas o mercado de seguros só costuma reagir depois dos demais setores”, comenta. para o superintendente comercial da brasilprev mauro guadagnoli, porém, na medida em que a economia avance nos próximos meses e impulsionem a discussão em torno da reforma, as expectativas são “cada vez melhores”. “intensificamos as ações de formação da cultura previdenciária. nesse cenário, as empresas têm um importante papel. além disso, vale ressaltar que planos de previdência privada estão cada vez mais presentes nos pacotes de benefícios das empresas, independentemente do porte delas”, completa guadagnoli. novas tecnologias ao mesmo tempo, outro ponto levantado pelos especialistas é o advento de novas tecnologias que tem acontecido no setor, os quais permitem não apenas uma manutenção dos preços das apólices – medida já prevista para a área de saúde, inclusive, já incorporadas nas propostas da cnseg –, mas também facilitariam a adesão dos produtos pelos clientes. “mesmo que existam poucos corretores especializados em seguros para pessoas jurídicas, a aplicação de novas tecnologias trará maior facilidade para adesão e benefícios ao mercado”, diz semenovitch e acrescenta que, por isso, as seguradoras deverão, cada vez mais, adaptarem seus sistemas. “quanto mais acesso à informação, produtos e plataformas, melhor”, conclui. fonte: dci
24/10/2018

Com atenção à eleição, dólar alterna pequenas altas e baixas

 o dólar à vista alternou pequenas altas e baixas na primeira meia hora de negociação desta quarta-feira (24) e oscila ao redor da cotação de fechamento de terça-feira (23). no exterior, a divisa dos estados unidos tem forte alta perante as moedas desenvolvidas e sinais mistos em relação às emergentes ou ligadas a commodities. a moeda spot abriu em leve queda, virou e bateu máxima em alta para, voltar a exibir sinal negativo. por volta das 9h55min, o dólar à vista recuava 0,10% aos r$ 3,6976. na mínima, pouco antes, valia aos r$ 3,6926 em queda de 0,24%. na máxima, perto das 9h20min, foi aos r$ 3,7086 (+0,20%). ainda que o favoritismo de jair bolsonaro (psl) persista a cinco dias da eleição em segundo turno, o mercado de câmbio assumiu algum tom de cautela por conta do aumento da rejeição e à queda no porcentual de intenção de votos do candidato na pesquisa ibope da noite de terça. a vantagem de bolsonaro em relação ao presidenciável fernando haddad (pt) ainda é grande (14 pontos porcentuais), mesmo sendo menor daquela observada em rodadas anteriores (18 pontos porcentuais). na avaliação do operador da h.commcor cleber alessie machado neto, a pesquisa ibope exerce pressão de alta limitada sobre o câmbio nesta quarta-feira, mas tem a capacidade de aumentar a expectativa quanto ao próximo levantamento do datafolha. a revelação de novas ideias polêmicas do filho do candidato do psl, o deputado federal eduardo bolsonaro, seria capaz de aumentar a rejeição do presidenciável. o deputado reeleito pelo psl de são paulo criticou e desqualificou ministros do supremo tribunal federal (stf) e a procuradora-geral da república, raquel dodge, em julho, durante uma audiência pública na comissão de ciência e tecnologia, comunicação e informática da câmara. no discurso, registrado pela tv câmara e disponível na internet, o deputado aborda a possibilidade de uma ruptura mais dolorosa do que alterar a composição do tribunal - uma ideia citada pelo pai em campanha - e diz duvidar que manifestantes possam vir a defender a volta de ministros da corte suprema. como vetor principal no câmbio, entretanto, está o exterior, na avaliação de machado neto. a moeda americana tem alta forte perante o euro, o que faz o dollar index (dxy) subir 0,44% às 9h55min. a moeda europeia marcou nesta quarta os menores níveis em nove semanas após a divulgação de índices de gerentes de compras (pmis) mais fracos do que o esperado tanto da zona do euro quanto da alemanha. além disso, há a perspectiva de o presidente do banco central europeu (bce), mario draghi, ser mais "dovish" (favorável à manutenção de estímulos) na entrevista coletiva que se seguirá à decisão de política monetária da instituição amanhã.   jornal do comércio - estadão conteúdo (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/10/653988-com-atencao-a-eleicao-dolar-alterna-pequenas-altas-e-baixas.html)  
24/10/2018

Bolsas asiáticas fecham sem direção única e com variações moderadas

 após a forte queda nessa terça-feira (23), as bolsas asiáticas fecharam sem direção única e com variações moderadas nesta quarta-feira (24) enquanto investidores ponderam uma série de riscos econômicos e geopolíticos. na china, o índice xangai composto subiu 0,33% hoje, a 2.603,30 pontos, apagando apenas uma fração do tombo de 2,3% do pregão anterior, ajudado por ações de bancos e de outras empresas com elevado valor de mercado. já o menos abrangente shenzhen composto, que é formado em boa parte por startups de tecnologia, caiu 0,24%, a 1.297,22 pontos. nas sessões mais recentes, os mercados chineses tiveram flutuações extremas, para cima ou para baixo, às vezes influenciados por expectativas de mais medidas de estímulos de pequim e outras por temores relacionados à desaceleração da segunda maior economia do mundo. em outras partes da ásia, o japonês nikkei avançou 0,37% em tóquio, a 22.091,18 pontos, impulsionado por ações de varejistas, mas o hang seng cedeu 0,38% em hong kong, a 25.249,78 pontos, o taiex registrou baixa de 0,16% em taiwan, a 9.759,40 pontos, e o sul-coreano kospi recuou 0,40% em seul, a 2.097,58 pontos. ainda que modestas, as quedas levaram o hang seng, o taiex e o kospi a seus menores níveis em 17, 18 e 19 meses, respectivamente. além de preocupações com o desempenho econômico da china, continuam no radar o impasse orçamentário da itália, as dificuldades do reino unido de fechar um acordo para o brexit - como é conhecido o processo para a retirada do país da união europeia - e o isolamento da arábia saudita após a recente morte de um jornalista dissidente saudita na turquia. na oceania, a bolsa da austrália terminou o dia no menor nível em seis meses, mais uma vez prejudicada por ações de energia. o índice s&p/asx 200 caiu 0,24% em sydney, a 5.829,00 pontos. ontem, os preços do petróleo despencaram mais de 4% em nova iorque e londres com indicações de que os sauditas podem ampliar sua oferta da commodity.   jornal do comércio - estadão conteúdo (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/10/653983-bolsas-asiaticas-fecham-sem-direcao-unica-e-com-variacoes-moderadas.html)
22/10/2018

Troféu JRS 2018

 dia 19 na casa do gaúcho, o jrs realizou mais um evento brilhante, como ocorre todos os anos: o troféu jrs. os melhores do mercado segurador foram homenageados e a união seguradora não poderia ficar de fora. a empresa do grupo aspecir recebeu pelas mãos do senhor carlos alfredo radanovitsck o troféu pelos seus 105 anos de existência e o diretor comercial joão carlos lock receberam o troféu como executivo destaque rs em seguros pessoais. diretores e funcionários do grupo aspecir estiveram presentes para comemorar esta honraria.
19/10/2018

Em 10 anos, Rio Grande do Sul terá mais idosos do que crianças

 o leitor, provavelmente, lembra, ainda dos seus tempos de estudante, nas aulas de geografia do ensino médio, das pirâmides etárias. aqueles gráficos, criados para representar a distribuição etária da população ao longo de décadas, mostram um cenário atual e uma projeção futura. no caso do brasil, a base da pirâmide costumava ser larga, e o topo, estreito. ou seja, até pouco tempo atrás, o número de indivíduos jovens superava, em muito, o de idosos. as projeções para o decorrer do século xxi, muitas vezes associadas aos países mais ricos, por outro lado, indicavam uma tendência de envelhecimento da população, com o topo alargando, e a base ficando cada vez mais estreita. aquilo que era projeção, agora, é realidade. não apenas em nações com um estado de bem-estar social mais avançado, mas também no brasil. vivemos, nas primeiras décadas deste século, um momento crucial de transição entre as duas pirâmides etárias. caminhamos, portanto, a passos largos, para um cenário de envelhecimento da população. hoje, a faixa etária acima de 65 anos é composta por 19,2 milhões de pessoas, pouco mais de 9% do total de brasileiros. em 2060, segundo dados da projeção de população, pesquisa que estima os padrões de crescimento da população, revisada em 2018 pelo instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge), um quarto (25,5%) dos brasileiros terá mais de 65 anos. até pode parecer um horizonte distante se pensarmos apenas em 2060. mas basta olhar para o cenário gaúcho para ver o imediatismo da situação. o rio grande do sul vai ser o primeiro estado brasileiro a ter mais idosos do que crianças em sua população. e a reversão vai acontecer logo: daqui a pouco mais de 10 anos, em 2029. isso porque os gaúchos já atingiram - e devem manter, nos próximos 40 anos - um patamar baixo de nascimentos, na casa de 1,68 filhos por mulher. enquanto isso, em paralelo, a expectativa de vida não para de crescer. hoje, é de 79,29 anos entre os gaúchos. em 2060, será de 83,91. consequentemente, aumenta a proporção de idosos em relação aos jovens. embora a principal discussão em torno da transição demográfica seja pautada pela necessidade de uma reforma na previdência social, o contexto de envelhecimento traz à tona uma série de questionamentos ao brasil: por que estamos vivendo mais? como estamos tratando a população mais velha? quais são as necessidades sociais e médicas dessa faixa da população? e quais os segredos de quem passou dos 90 anos? "a medicina e a sociedade precisam se adaptar a essa nova realidade", ressalta o professor titular da faculdade de medicina da universidade federal do rio grande do sul (ufrgs) gilberto schwartsmann.   controle de doenças cardiovasculares, dieta e exercício físico favorecem vida longa são várias as explicações, por exemplo, para a diminuição da fecundidade: o avanço dos métodos contraceptivos, o planejamento familiar, a entrada das mulheres no mercado de trabalho e o processo de urbanização. mas o questionamento mais intrigante, quando pensamos no envelhecimento proporcional da população, não é por que estamos tendo menos filhos, mas, sem dúvida, por que estamos vivendo mais? a lista de motivos é extensa. é consenso que ações tomadas no século xx têm resultado prático até hoje. por exemplo, melhorias estruturais em saneamento e higiene, além de políticas públicas de vacinação em larga escala, foram fundamentais para vivermos cada vez mais. além disso, nas últimas décadas, alguns avanços da medicina também impactaram positivamente. nesse sentido, o professor titular da faculdade de medicina da universidade federal do rio grande do sul (ufrgs) gilberto schwartsmann e o médico cardiologista fernando lucchese destacam a contribuição da redução da mortalidade por causas cardiovasculares no aumento da expectativa de vida. "as pessoas estão medindo mais a pressão arterial, o que aumenta o controle sobre problemas cardiovasculares. também estão com mais informações sobre dieta, principalmente sobre os perigos do excesso de sal, criou-se uma cultura do exercício físico e do controle da obesidade, e há mais diagnóstico sobre a diabete", pontua schwartsmann. "a compreensão dos fatores de risco da doença cardíaca aumentou a sobrevida dos corações. os corações duram mais porque sabemos, por exemplo, a importância do exercício físico e do controle e correção do colesterol", completa lucchese. portanto, a prática de exercícios físicos, associada a uma atenção especial à dieta, é princípio básico caso o indivíduo queira ter uma vida longa. outro fator decisivo - e no qual o brasil se saiu bem nas últimas décadas - é o combate ao cigarro, responsável por doenças como câncer e enfisema pulmonar. a criação de leis proibitivas e de campanhas educacionais surtiu efeito. o brasil experimentou uma redução drástica no número de fumantes: segundo o ministério da saúde, a incidência do hábito de fumar caiu 36% nos últimos 15 anos. em 2016, quando a pesquisa foi publicada, apenas 10,2% dos adultos brasileiros fumavam.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/especiais/medicina_e_saude/2018/10/651920-em-10-anos-rio-grande-do-sul-tera-mais-idosos-do-que-criancas.html)
19/10/2018

Governo deve agir para que empresas tornem acessos IoT mais seguros, diz NEC

 segundo a consultoria ey, mais de 70% dos dispositivos têm vulnerabilidades. os dispositivos de internet das coisas ainda são muito vulneráveis a ações de criminosos digitais e este cenário não deve mudar a menos que haja uma regulação exigindo padrões mínimos de segurança. essa foi a posição defendida por executivos durante painel sobre o assunto na futurecom 2018 realizado hoje. rogério reis, head de cybersecurity da nec foi taxativo. “o usuário não compra segurança. airbag nos carros pegou porque veio a lei obrigando a instalação. brinquedo se tornou mais seguro porque norma obriga passar pelo inmetro. é preciso forçar, por legislação e regulação, a segurança na iot”, falou. também o grupo atuarial allianz tem tal percepção. “há um derramamento de iot no mundo, diversas empresas xing ling instalando e vendendo produtos sem qualquer segurança. e nós empresas temos que escolher conforme o nível de segurança. as políticas públicas precisam pressionar pra a melhora dos dispositivos acontecer”, ressaltou cassio menezes, head de segurança da informação e privacidade de dados da empresa. para os executivos, a lei geral de proteção de dados não endereça a questão. mas o mctic acredita que a regulamentação do texto poderá ser mais preciso, embora ainda distante das necessidades da companhias que trabalham com coleta a tratamento de dados obtidos através da iot. “o decreto [com a regulamentação] não vai resolver, mas o governo trabalha na questão. o importante é o governo garantir que haja desenvolvimento do setor”, falou otavio caixeta, diretor do departamento de ecossistemas digitais do ministério. o consenso entre os executivos é de que uma solução deve vir rapidamente. segundo levantamento da consultoria ey feito em 2016, 70% dos dispositivos iot em uso no mundo tinham vulnerabilidades. “acredito que hoje o número seja maior, não houve melhora”, alertou raphael gomes, gerente senior de aconselhamento em segurança digital. segundo ele, cinco fatores fazem com que a iot esteja repleta de ameaças: a falta de atualização do software usado; a falta de a concepção do sensor já levar em conta a segurança (segurança by design); a possibilidade de falha humana devido ao pouco conhecimento do produto; e a manutenção indevida. “depois que o device é implantado, ele é simplesmente esquecido, sem qualquer monitoração ou controle”, disse. a seu ver, a regulação se faz necessária, mas não precisa vir do legislativo. “uma norma da abnt ou outro mecanismo, como exigência de certificação, pode ser suficiente”, concluiu. fonte: tele síntese por rafael bucco
19/10/2018

A Palavra de Ordem é Inovação

 pesquisando, participando de eventos diversos, conversando com superintendentes das maiores e melhores seguradoras ranqueadas na susep e analisando seguros nos últimos anos, pude constatar enorme urgência e necessidade por parte dos corretores e das seguradoras, no contexto nacional e também internacional, por inovação (ou seria renovação) em seus produtos, processos e processamento de informações. a conjuntura (mercado, economia, pessoas e etc) mudou drasticamente e ter um bom site, um bom seguro, uma boa assessoria e um esquadrão de corretores não é mais suficiente… hoje é primordial corretores de seguros focados em encantar, educar, surpreender o segurado com algo a mais… atualmente são necessárias as vendas consultivas de seguros, onde se analisam as necessidades reais, orçamento, contexto, futuro e a tal da persona (em substituição ao perfil do século xx). por isso a palavra de ordem para todo o ecossistema de seguros é reinventar-se. prova disso é o choque de gerações (x, y, z e as que estão por chegar na economia, tipo a alpha), as mudanças de hábitos, as transformações que um aplicativo provoca, a telemetria, o que uma insurtech traz para o mercado e as tendências futuras que estão por vir. neste contexto, nós, corretores de seguros brasileiros, precisamos ser mais críticos, desafiadores, pioneiros e, por que não, buscar incansavelmente inovação (renovação)? sem esquecer o passado e nossos históricos, novas referências e mais flexibilidade nos produtos são imprescindíveis. considero urgente o desenvolvimento de produtos populares para combater e extinguir a ação das associações de proteção (cooperativas de proteção), sem desprezar experiências e conhecimentos importantes, que hoje em dia ainda são realidades absolutas no contexto dos produtos da pujante indústria de seguros. nossa nova geração de clientes busca por produtos mais flex, como seguro de vida que ofereça a cobertura de câncer de próstata, de útero, de ovário; seguro ou plano de saúde com ou sem obstetrícia; que considerem gênero para cálculos no seguro automóvel, por exemplo, já que estamos nos adequando às personas e não mais ao perfil do segurado. outra realidade é que os novos consumidores não priorizam mais a posse, mas sim o compartilhamento por significar menos consumo e mais diversão e experiências. com a prática do carro compartilhado e a perspectiva de veículos autônomos, também surgem novas necessidades, novas estatísticas, novos cenários, novas possibilidades. como consequência dessa transformação no mercado, adequações e flexibilizações nas relações diretas da indústria de seguros, que engloba seguradoras, corretores, segurados, ens, sincor, susep, ibracor, fenacor e cnseg serão essenciais para que tenhamos em breve a tão desejada cultura securitária em um país que anseia por educação de trânsito, ambiental, financeira, previdenciária e política. a tecnologia é linda e necessária, mas esbarra em variáveis humanas. que sejamos inovadores na busca de oportunidades e competentes no desenvolvimento e crescimento sustentável do mercado de seguros, com leads, robôs, disrupção, insurtechs, blockchain, inteligência artificial (i.a.) e seres humanos. fonte: portal nacional de seguros por marcelo tenedini via /cqcs

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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