11/01/2019

Brasileiros aderem aos seguros de vida para proteção da renda familiar

  a arrecadação de planos, em diferentes modalidades, das seguradoras não ligadas a bancos cresceu em média 10% no último ano, aponta mongeral aegon casados por 38 anos e pais de dois filhos, neuza rosa e clelcy oliveira tinham a preocupação com o futuro. por mais de 30 anos, os dois mantiveram um seguro de vida cada um como uma garantia financeira para o caso de um dos dois falecer. em outubro de 2015, neuza ficou viúva e vem se mantendo com a aposentadoria do marido. todo o valor segurado está aplicado e poderá ser usado no caso de alguma eventualidade. - apesar de ainda estar me recuperando, me sinto mais segura em saber que, se acontecer algum imprevisto, eu tenho o dinheiro lá, me esperando - conta neuza, 62 anos, moradora do bairro de jacarepaguá, zona oeste do rio de janeiro. após essa experiência, a carioca seguiu com seu seguro e incluiu os dois filhos como beneficiários. - o dia em que eu faltar eles terão direito ao valor deixado por mim, inclusive com o seguro de assistência funeral, como aconteceu no caso do meu marido. quando ele faleceu, vi como esse tipo de benefício pode ser útil – relata. - a falta prematura de uma pessoa na família é a principal preocupação de quem faz esse tipo de contrato. é uma forma de garantir a estabilidade do dependente financeiro em caso de acidente ou de morte - explica wagner lima, superintendente comercial no rio de janeiro da mongeral aegon seguros e previdência. para o seguro em caso de morte, há duas opções para o pagamento ao beneficiário: receber o valor integral da apólice ou em parcelas mensais por prazo pré-determinado. casos como o de neuza são cada vez mais comuns, segundo o executivo. muitos imaginam que os seguros de vida sirvam apenas para o caso de falecimento, mas há contratos que preveem proteção em caso de invalidez, temporária ou permanente, e até para quem for acometido por doenças graves. quem deve procurar proteção segundo lima, não há uma recomendação padrão sobre quando se deve começar a fazer um seguro de vida. a decisão depende do momento pelo qual passa o segurado, quais são suas necessidades e expectativas – profissão, se tem filhos ou outro tipo de dependente e qual é a idade, por exemplo. esse perfil é detalhado por um consultor de seguros. no caso da mongeral aegon, o corretor profissional passa pelo menos 40 minutos fazendo a coleta de informações para poder identificar qual é a necessidade de quem deseja contratar o seguro.   - um profissional a partir dos 30 anos, por exemplo, está em um período de crescimento na carreira, com sua trajetória em ascensão. ao mesmo tempo, ele ainda não conseguiu acumular um patrimônio. em casos assim, o seguro pode ser a melhor forma de proteger os seus dependentes financeiros ou até mesmo sua própria renda se acontecer alguma eventualidade – explica o superintendente da mongeral aegon. os imprevistos cobertos não se restringem aos casos de morte. também é possível fazer uma proteção para invalidez, total ou parcial, causada por acidente ou doença. nesses casos, o cliente pode contratar o benefício, recebê-lo de uma única vez ou mensalmente, como uma renda, pelo período definido em contrato. dessa forma, o segurado mantém seu patrimônio financeiro e se protege de sobressaltos financeiros mesmo sem poder trabalhar, situações que muitas vezes acabam por virar uma fonte adicional de dor de cabeça em um momento tão difícil para toda a família. a situação pode ficar especialmente delicada para aqueles que têm filhos pequenos como dependentes financeiros ou então os pais idosos que recebem algum tipo de auxílio. fôlego para a superação outra modalidade de seguro que vem ganhando mais adesões, em parte como resultado do aumento de expectativa de vida dos brasileiros, é o de cobertura para doenças graves, como câncer, avc, infarto, a maioria dos transplantes e mal de alzheimer, entre outras. - as pessoas vivem em um ritmo cada vez mais acelerado, sob estresse, e muitos não se cuidam. um seguro como esse, em que o contratante recebe uma indenização caso apresente uma dessas doenças, é uma alternativa para manter sua proteção financeira mesmo que tenha de se afastar do trabalho – afirma lima. o pagamento é feito de uma só vez depois de o problema de saúde ser diagnosticado. assim, mesmo que o segurado não tenha conseguido acumular um patrimônio ao longo de sua vida profissional, especialmente se for mais jovem, terá à sua disposição um montante para custear o tratamento, como a compra de medicamentos ou a contratação de serviços de home-care, que por muitas vezes acabam por onerar o orçamento justamente em um período delicado. recomposição financeira lima explica que apesar de garantir o pagamento de um valor, o seguro de vida não deve ser confundido com investimentos. - seguro de vida não é para quem pensa em ficar rico, não é esse o propósito. ele serve para recompor as finanças dos beneficiários. pesquisas apontam que no caso de morte, por exemplo, a família leva de quatro anos e meio a cinco anos para se recuperar, tanto emocionalmente quanto financeiramente – diz o executivo. fundada há 184 anos, a mongeral aegon, associada ao grupo aegon – um dos dez maiores grupos de seguros e previdência do mundo - é uma das empresas mais antigas do brasil. com atuação nacional, hoje conta com 40 unidades de atendimento espalhadas pelo país e mais de 2,2 milhões de clientes. suas vendas consultivas são feitas por corretores parceiros. toda sua atividade é fiscalizada e regulamentada pela superintendência de seguros privados, a susep, que autoriza e controla as atividades do setor.
11/01/2019

Maior oferta de produtos corporativos faz setor de seguros sair...

  no primeiro semestre do ano passado, o destaque foi a área de óleo e gás, que cresceu quase 65% em relação ao mesmo período de 2017 o estadão registra que, com a diversificação na oferta de produtos, sobretudo corporativos, o mercado de seguros brasileiros está deixando a concentração nos segmentos de vida e automóvel. no primeiro semestre do ano passado, o destaque foi a área de óleo e gás, que cresceu quase 65% em relação ao mesmo período de 2017, segundo o relatório jlt id report brasil. outros segmentos tiveram altas superiores a dois dígitos, como seguros de transporte ferroviário, marítimo e aéreo, que cresceram 15% e os seguros patrimoniais ligados a condomínios, empresariais e residenciais, que aumentaram 11%.
11/01/2019

JLT lança a 4ª Edição de Relatório sobre Mercado de Seguros e Resseguros no Brasil

  a 4ª edição do jlt id report brasil, relatório com panorama e análise sobre o mercado de seguros e resseguros do país, mostra que o segmento de seguros emitiu r$ 49,3 bilhões em prêmios no primeiro semestre de 2018, um crescimento de 7,3% em relação ao mesmo período de 2017. o grupo que mais contribuiu para esse aumento foi óleo e gás, com r$ 237 milhões de emissões, um crescimento de 64,7% se comparado aos primeiros seis meses de 2017. os sinistros ocorridos totalizaram r$ 21,3 bilhões nos primeiros seis meses de 2018, com uma sinistralidade de 43,3%. o resultado apresenta um decréscimo de 1,6% em relação ao mesmo período do ano de 2017, em decorrência, principalmente, da redução observada pelos grupos de riscos financeiros e riscos marítimos. o resultado operacional foi positivo para grande parte dos grupos, totalizando um montante de r$ 15,5 bilhões no primeiro semestre de 2018. como nos anos anteriores, o grupo de linhas pessoais teve a maior rentabilidade, representando 35% do total. só o mercado de seguro de vida registrou r$ 13,4 bilhões em prêmios emitidos, um desempenho 13% superior se comparado ao primeiro semestre de 2017. com um índice de sinistralidade de 29% nos seis primeiros meses de 2018, 1p.p. abaixo do mesmo período do ano anterior, o mercado de seguro de vida registrou um resultado positivo de r$ 5,4 bilhões no primeiro semestre de 2018. o ramo de automóveis obteve o segundo melhor desempenho do segmento de seguros, com um resultado operacional de r$ 3,30 bilhões no primeiro semestre de 2018, impactado pelo aumento de 13,6% na produção de veículos e o crescimento de 14,4% nas vendas de veículos novos durante o período analisado. a indústria de automóveis registrou r$ 17,2 bilhões em prêmios emitidos nos primeiros seis meses de 2018, resultado 4,9% superior ao primeiro semestre de 2017. a sinistralidade foi de 61,5%, totalizando r$ 10,5 bilhões no semestre, 1,3% abaixo do mesmo período de 2017. “esperamos que, com a maior diversificação e inovação de novos produtos, especialmente no setor corporativo, passaremos a ver, em um futuro próximo, um mix de prêmios ainda mais desconcentrado dos ramos tradicionais e mais variado. segmentos como cyber, responsabilidades e novos tipos de garantias devem liderar esse processo”, comenta pedro farme, vice-presidente de contratos da jlt resseguros. resseguros ao completar dez anos da abertura do mercado de resseguros do brasil, a atividade de resseguradores admitidos e eventuais apresentou um crescimento de 32p.p. em prêmios cedidos com relação à atividade no primeiro semestre de 2017, apresentando um elevado crescimento na atuação do segmento de óleo e gás. os prêmios cedidos em resseguro no primeiro semestre de 2018 atingiram r$ 4,6 bilhões, um crescimento de 2,84% com relação ao mesmo período de 2017. o grupo que apresentou o maior crescimento, óleo e gás, registrou r$ 230,1 milhões em prêmios cedidos, um aumento de 74,4% em relação aos primeiros seis meses do ano anterior. no primeiro semestre de 2018, as resseguradoras registraram um resultado positivo de r$ 367 milhões, 14,4% abaixo do mesmo período de 2017. o grupo que teve o maior decrescimento foi o de riscos de automóveis, em virtude, principalmente, do aumento das comissões de resseguro. o mercado de resseguro de automóveis apresentou um prejuízo de r$ 78 milhões no primeiro semestre de 2018. o percentual de operações proporcionais e facultativas foi de 88,2% ou r$ 4,07 bilhões, enquanto os prêmios não proporcionais foram de r$ 546 milhões. entre os grupos que oferecem resseguro, p&c é o principal com um total de r$ 1,8 bilhão, seguido pelo grupo de linhas financeiras com r$ 782 milhões. “acreditamos que o mercado mostrou resiliência em geração de receitas e resultados mesmo com a economia passando por sua maior crise. a capacidade de capital e técnica instalada no país é grande e adequada para a indústria suportar e aproveitar o momento de expansão esperado para o próximo período do ciclo econômico”, avalia farme.
11/01/2019

8 dicas muito úteis de planejamento financeiro para 2019

  “colocar no papel as despesas previstas para 2019 é o primeiro passo para não se endividar ao longo do ano”, orienta reinaldo domingos, do canal dinheiro à vista. “para quem não tem o hábito de planejar o uso do dinheiro, o momento é agora: a virada do ano é um marco na mudança comportamental”. veja 8 orientações para iniciar 2019 com mais sustentabilidade financeira: 1. coloque no papel coloque no papel os compromissos dos próximos 12 meses, como datas comemorativas, pagamento de impostos (ipva e iptu), matrícula e material escolar, etc. registre o valor previsto a ser gasto com cada uma dessas atividades. claro, os números podem mudar no meio do caminho, mas é importante já ter uma ideia para se programar. 2. anote as parcelas caso tenha parcelas de compras feitas no ano passado e que se estenderão por 2019, elas também devem estar registradas nesse planejamento, para fazer parte do orçamento financeiro dos meses seguintes. 3. fale com a família sente e converse com todos os integrantes da família, inclusive as crianças, para falar sobre os sonhos individuais e coletivos. esse é um passo muito importante para mudar a forma como a família lida com o dinheiro, passando a entender que ele é um meio para realizar sonhos. viajar, trocar de carro, casa ou sair das dívidas são objetivos a serem considerados. 4. pesquise os sonhos procure saber quanto custam e fazer cotações até achar a melhor possibilidade de preços para realizá-los. assim você estará tomando os primeiros passos para realizar sonhos, seus e de sua família. isso é o planejamento, agir com antecedência. 5. poupe dinheiro guarde dinheiro para cada sonho simultaneamente e escolha o melhor investimento de acordo com o prazo de realização de cada um. para os de curto prazo (até um ano), coloquei na caderneta de poupança, para os de médio prazo (de um a dez anos), no cdb, tesouro direto, fundos de investimento, aos de longo prazo (acima de dez anos), tesouro direto, previdência privada e ações são boas opções. 6. reduza despesas façam um diagnóstico financeiro, ou seja, anotem tudo o que for gasto ao longo de um mês, separando as despesas por categorias (energia elétrica, água, alimentação, combustível, telefone, etc.), para saber onde exatamente se pode diminuir ou até mesmo cortar. acreditem, todos nós temos, pelo menos, 20% de desperdício ou exagero nas contas. assim também saberá como está gastando cada centavo do dinheiro. 7. mude o orçamento mensal mude a forma como elabora o orçamento financeiro mensal. a partir de agora, calcule da seguinte maneira: ganho (-) sonhos (-) despesas, isto é, priorize os sonhos e não as despesas, e não mais ganhos (-) despesas = lucro/prejuízo. depois que tirar o valor destinado aos sonhos, com o que sobrar, adeque o seu padrão de vida. 8. fuja da inadimplência caso esteja inadimplente, é necessário fazer uma verdadeira faxina financeira, buscando pela causa do problema. não adianta procurar o credor para pagar sem saber das suas possibilidades, do quanto possui para quitar as parcelas, então pode acabar se enrolando ainda mais. reeduque-se financeiramente para realmente iniciar um novo ano, com uma vida nova.
11/01/2019

Inflação oficial fecha 2018 em 3,75%

 a inflação oficial, medida pelo índice nacional de preços ao consumidor amplo (ipca), fechou 2018 em 3,75%. em 2017, ela havia ficado em 2,95%. os dados foram divulgados nesta sexta-feira (11), no rio de janeiro, pelo instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge). em dezembro, o ipca registrou inflação de 0,15%, taxa maior que a de novembro, que teve deflação de 0,21%. em dezembro de 2017, o indicador havia registrado inflação de 0,44%. fonte: jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/01/665110-inflacao-oficial-fecha-2018-em-3-75.html)
09/01/2019

Planejamento para as despesas de início de ano

 como o título de capitalização pode contribuir para a organização financeira? o novo ano já começou com muitas despesas: férias, matrícula e material escolar, uniformes, iptu, ipva entre outras. saiba que o título de capitalização pode contribuir para essa organização financeira. os produtos da modalidade tradicional permitem que o cliente guarde um pouco todo mês e, ao final do plano, terá uma reserva financeira acumulada que poderá ser utilizada para fazer frente às despesas do início do próximo ano. e durante todo o período de vigência do título de capitalização, o cliente concorre a prêmios em dinheiro. o importante é se planejar e identificar o título de capitalização que mais atenda à sua necessidade. existem títulos com prazos de carência a partir de 12 meses, assim você consegue se programar e juntar dinheiro para as despesas do início de 2020. há títulos também com prazos de 24, 36 e até 60 meses, que permite organizar uma grande viagem, por exemplo. fonte: cnseg
09/01/2019

Previdência Privada PGBL ou VGBL: qual a melhor opção para você?

  com tantas discussões sobre o futuro da previdência social, muitas pessoas tem medo de pagar por algo que não sabem se irão receber futuramente. ou ainda, há quem deseje o investir seu dinheiro para ter uma aposentadoria (extra) no futuro. embora existam muitas outras opções de investimentos bem mais rentáveis, a previdência privada é uma boa opção para quem não quer se preocupar, e ao mesmo tempo, deseja investir. entretanto, mesmo assim é preciso ter um conhecimento mínimo sobre o assunto. ou seja, ao contratar um plano de previdência privada, você precisará decidir entre pgbl ou vgbl. e agora? neste post, nós te ajudaremos a decidir! funcionamento da previdência privada basicamente, o cliente faz um contrato com o banco ou instituição financeira, o qual determina o tempo de pagamento e o valor a ser pago por mês. assim, mensalmente uma quantia deve ser depositada em uma conta, pelo tempo determinado, caracterizando o período de investimento. depois, o indivíduo passa a receber uma renda mensal, que é o período de benefício. a instituição financeira é responsável por aplicar seu dinheiro e cuidar dos rendimentos, e você, obviamente, paga uma taxa por esse serviço.   o que é o pgbl? o plano gerador de benefício livre (conhecido pela sua sigla pgbl) é uma boa opção para quem declara imposto de renda no modo completo e paga tributações.  basicamente, o cliente pagará à instituição a taxa de administração, que como dito anteriormente, é pelo trabalho de “cuidar” do seu investimento. também paga-se ao corretor uma taxa de carregamento, mas ela pode estar isenta em alguns planos. o resgate do seu investimento pode ser feito de uma vez só ou através de renda mensal. as tributações ocorrem durante o período de investimento e também no pagamento, sobre todo o valor investido e rendimentos. pode-se deduzir do imposto de renda até 12% da renda bruta anual, e por isso, o plano só é vantajoso aos que declaram ir. o que é vgbl? o vida garantidor de benefício livre (conhecido pela sigla vgbl) é uma boa opção para quem não precisa declarar imposto de renda. da mesma forma que no anterior, há um período de investimento, seguido do resgate. o que muda neste plano são as tributações! diferentemente do pgbl, agora o investidor só paga encargos sobre o rendimento, e não mais sobre todo o valor investido. qual escolher? em resumo, pode-se dizer que o vgbl é uma excelente opção para quem deseja investir em previdência privada, e declara o imposto de renda na forma simples ou não precisa fazê-lo e é remunerado por lucro (isento) e pró-labore, por exemplo. já para os que declaram o ir completo e pagam as tributações, a melhor escolha é o pgbl.  além deste fator, é essencial conhecer a proposta da instituição financeira. por exemplo, a tabela progressiva, cobrança de taxas, e outros pontos que irão influenciar em seu investimento!
09/01/2019

Fusão de Previc e Susep está suspensa, informa O Globo

 segundo o colunista lauro jardim, de o globo, subiu no telhado, ao menos por enquanto, a idéia da equipe econômica de paulo guedes de juntar numa só autarquia a susep e a previc, que regulam e fiscalizam as seguradoras e os fundos de pensão, respectivamente. assim como acabou o gás do lobby para transferir a sede da susep do rio para brasília. fonte: sonho seguro
09/01/2019

A forma simples e eficaz de fidelizar segurados

 em novo artigo publicado no blog da tex, o fundador e ceo da insurtech, omar ajame, traz dicas para o corretor encantar e fidelizar seus clientes. no texto, ele lembra que o atendimento ao segurado é decisivo e determinante para o êxito ou não de uma proposta comercial. “corretores que atendem com agilidade, prestam informações relevantes e surpreendem o cliente têm tudo para chegar ao nível máximo de eficiência comercial, o encantamento”, destaca. de acordo com o ceo da tex, o ponto de partida é conhecer bem o cliente. ajame lembra que, em plena era digital, não faz mais sentido enviar propostas genéricas ou com informações distantes demais da realidade de quem as recebe. “para elaborar uma proposta irrecusável, é preciso se antecipar às objeções do potencial cliente por meio das informações. se for pessoa física, além dos dados socioeconômicos básicos, como idade, estado civil e renda mensal, é interessante também estar a par do que acontece no bairro em que ele mora. enviar estatísticas sobre índices de roubos (se a proposta for de seguro automotivo) ajuda, e quanto mais detalhada for, melhor”, ensina o empresário, que ainda completa: “no caso das empresas, obter informações corporativas pode ser mais difícil, o que não significa que você não possa se cercar de informações úteis. por exemplo, mostrar o quanto um seguro contra roubos de cargas pode ajudar a economizar em regiões com índices elevados de sinistros é uma forma de tornar a proposta irrecusável. as estatísticas sobre roubos estão disponíveis na web, basta uma rápida pesquisa para ter os números”. omar ajame cita ainda como pontos fundamentais para encantar e fidelizar clientes pontos como: seguir um roteiro, design e informações completas. “seja transparente, informe o que precisar e não omita nada que seja importante. nada pior para um corretor do que um cliente que sabe por outras fontes algo que você deveria informar em uma proposta comercial”, alerta o fundador da tex. fonte: cqcs | ivan netto

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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