10/10/2018

Ibovespa cai mais de 2%; investidor repercute declarações de Bolsonaro

 são paulo - (atualizada às 13h19) o ibovespa intensificou o ritmo de perdas e já opera em queda de mais de 2% nesta quarta-feira, num dia marcado pelo noticiário político agitado e pela maior aversão ao risco no exterior. nesse contexto, os investidores aproveitam para embolsar parte dos ganhos acumulados ao longo de outubro -- e as ações de empresas estatais aparecem entre as principais afetadas por esse movimento. às 13h19, o ibovespa recuava 2,20%, aos 84.197 pontos. o giro financeiro do índice soma r$ 6,2 bilhões. na terça-feira, o índice da bolsa paulista fechou praticamente estável, aos 86.087 pontos, um dia depois de ter subido 4,57%, aos 86.084 pontos, maior nível desde 16 de maio. eletrobras pnb (-13,8%) e eletrobras on (-12,6%) apresentam o pior desempenho do ibovespa na sessão. outras estatais, como banco do brasil on (-3,77%), petrobras on (-4%) e petrobras pn (-3,84%) também recuam com intensidade e pressionam o índice como um todo. o tom mais cauteloso dos investidores ocorre na esteira do noticiário político-eleitoral. além das alianças que começam a se formar entre os partidos, o mercado também repercute declarações recentes de jair bolsonaro (psl) a respeito dos planos econômicos de seu eventual governo. para um analista, as recentes declarações de jair bolsonaro (psl) trouxeram algum desconforto aos mercados. além disso, a sinalização de maior gradualismo na implantação das reformas econômicas, rechaçando o modelo proposto pelo governo michel temer, também contribui para trazer cautela aos investidores. em entrevista à tv bandeirantes, bolsonaro mostrou-se resistente à ideia de privatizar empresas estatais consideradas "estratégicas", incluindo o setor energético -- em especial, a área de geração da eletrobras. o presidenciável disse ser contra a privatização do 'miolo' da eletrobras e da petrobras. questionado, o candidato do psl afirmou que a venda área de distribuição da eletrobras até poderia ser discutida, mas não a de geração. quanto à petrobras, bolsonaro disse considerar possível privatizar o refino do petróleo. além disso, também gera ruído a declaração do coordenador político da campanha de bolsonaro, deputado onyx lorenzoni (dem-rs), dando a entender que o militar e seu entorno não são favoráveis à reforma da previdência nos modelos propostos pelo governo michel temer. além das estatais, outros setores que também avançaram forte nos últimos dias também operam em queda hoje. é o caso dos bancos privados, com itaú pn (-2,31%) e bradesco pn (-2,17%), e das varejistas, com b2w on (-6,21%) e magazine luiza on (-2,84%). já o segmento de mineração e siderurgia tem baixa na esteira das tensões globais com a china. vale on (-2,03%), csn on (-5,05%), gerdau pn (-2,87%) e usiminas pna (-5,79%) aparecem na ponta negativa do ibovespa. poucos papéis conseguem avançar nesta quarta-feira, em especial os de empresas exportadoras -- o dólar sobe mais de 1%, na casa de r$ 3,75. suzano on tem o melhor desempenho do dia, avançando 3,98%, seguido por fibria on (1,43%), weg on (1,2%) e units da klabin (0,67%). nos últimos dias, a euforia tomou conta do mercado e fez o valor de mercado das ações do chamado "kit eleições" - papéis mais sensíveis ao cenário político - subir quase 20% no início de outubro. esse pacote inclui companhias estatais - petrobras, eletrobras e banco do brasil - bem como bancos privados (itaú unibanco e bradesco) e varejistas (magazine luiza e lojas renner), além de embraer. fonte: este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link https://www.valor.com.br/financas/5915221/ibovespa-cai-mais-de-2-investidor-repercute-declaracoes-de-bolsonaro ou as ferramentas oferecidas na página.
10/10/2018

Dicas de Planejamento Pessoal

 amigo ouvinte, você já pensou com que idade vai se aposentar? aos 55 anos, aos 60, aos 65? e já pensou o que vai fazer depois de aposentado? já pensou de quanto vai precisar para viver e de onde virá esse dinheiro? pois é, isso se chama planejamento de vida ou planejamento pessoal e poucos brasileiros o fazem. quem tem uma previdência privada num fundo de pensão tem uma equipe de especialistas que pensa nisso todo dia para propiciar-lhe o melhor possível. para os que não têm esse privilégio, vão aqui algumas dicas simples: • primeiro, se você puder ter mais de uma fonte de renda na velhice, melhor. inss mais previdência privada é a receita; • segundo, quando você se aposentar jovem pelo inss, por tempo de contribuição, e não precisar parar de trabalhar, continue. • terceiro, não use o dinheiro da aposentadoria do inss. repasse integralmente para uma previdência privada até a hora de verdadeiramente decidir parar de trabalhar. quando o fizer, terá muito mais na previdência privada e uma aposentadoria maior somada à do inss; • por fim, mesmo depois de parar definitivamente na atividade principal, tenha outra. mesmo que seja em tempo parcial e não remunerada. não quer trabalhar de graça? olha, manter o cérebro trabalhando prolonga a vida. têm remuneração melhor? fonte: paraná portal por renato follador  
10/10/2018

Seguros: a decisão de proteger o que tem de mais valioso na vida

  os seguros podem cobrir riscos relativos a coisas, bens imateriais, créditos e outros direitos patrimoniais (seguros de danos) ou riscos relativos à vida, à saúde e à integridade física de uma pessoa (seguros de pessoas). a procura pelos diversos seguros disponíveis atualmente no mercado nacional continua em alta. se por um lado os portugueses dão sinais de uma maior preocupação com a proteção nas diferentes esferas da sua vida, por outro, as seguradoras mostram estar atentas à evolução das necessidades de cada um e disponibilizam soluções cada vez mais personalizadas. partindo do princípio de que os seguros podem ser obrigatórios (quando são exigidos por lei) ou facultativos (quando é opção do tomador do seguro celebrá-lo ou não), saiba, desde logo, que o contrato de seguro “é um acordo através do qual o segurador assume a cobertura de determinados riscos, comprometendo-se a satisfazer as indemnizações ou a pagar o capital seguro em caso de ocorrência de sinistro, nos termos acordados”, como assim o definem os principais players deste setor. neste acordo, a seu cargo, seja particular ou empresa, será exigido o pagamento ao segurador do “prémio correspondente”, ou seja, o custo do seguro. a prestação do que ficou acordado pode ser efetuada à pessoa ou entidade (o segurado) ou de terceiro designado pelo tomador do seguro (o beneficiário) ou ainda a uma terceira pessoa ou entidade que tenha sofrido prejuízos que o segurado deva indemnizar. ainda antes de assinar contrato decidida a contratação de um seguro, aguarda-o uma proposta de seguro, isto é, um “documento através do qual o tomador do seguro expressa a sua vontade de celebrar um contrato de seguro e informa o segurador do risco que pretende segurar”. esta proposta, normalmente apresentada em impresso fornecido pelo segurador ou disponibilizado em formato eletrónico, deve ser preenchida e assinada pelo tomador do seguro, ficando então a aguardar pela decisão de aceitar ou recusar por parte do segurador. se for aceite, é emitida a apólice de seguro, ou seja, o documento que contém o que foi acordado pelas partes, nomeadamente as condições do contrato celebrado entre o tomador do seguro e o segurador. atendendo a que é fundamental que o segurador seja bem informado sobre o risco a cobrir, a proposta deve ser preenchida na totalidade e sem inexatidões, porque serve de base ao contrato de seguro. é a partir do que é declarado na proposta de seguro que o segurador avalia o risco e decide se aceita cobri-lo. é também com base nessa informação que o segurador calcula o prémio a pagar. assim, pode haver lugar a um pedido com mais informações, na certeza de que o tomador do seguro e o segurado devem comunicar todos os factos que conheçam, sem omitir informação que seja significativa para o segurador avaliar o risco a cobrir. quanto à oferta em portugal, passa pelos seguros de danos, nomeadamente, seguro de responsabilidade civil, que cobre o risco de surgir uma obrigação de indemnizar terceiros por danos causados pelo segurado, por pessoas por quem este é responsável (por exemplo, filhos menores) ou por animais ou bens que tem à sua guarda; seguro de incêndio, que cobre os danos sofridos pelos bens identificados no contrato de seguro, quando resultam de um incêndio (este seguro é obrigatório para os edifícios em propriedade horizontal, os condomínios). já entre os seguros de pessoas destacam-se o seguro de vida, que garante o pagamento da prestação acordada no caso de morte de uma pessoa segura (seguro em caso de morte) ou no caso de a pessoa segura se encontrar viva no fim do contrato (seguro em caso de vida); o seguro de acidentes, que garante a prestação acordada no caso de verificação de lesão corporal, invalidez ou morte da pessoa segura resultante de um acidente (por exemplo, de trabalho); e ainda, o seguro de saúde, que garante a prestação acordada referente a cuidados de saúde. fonte: jornal econômico
10/10/2018

Seguro auto online: será o fim das corretoras de seguros?

 o mercado brasileiro de seguros vem crescendo, só no ano passado o crescimento foi de 7%, se comparado ao mesmo período do ano de 2016. estes números são da carta de conjuntura do setor de seguros, esta é uma publicação mensal, assinada pelo (sincor-sp) sindicato dos corretores de seguros do estado de são paulo. o mercado de seguros vem sofrendo em alguns setores, assim como os demais ramos do país, todos sabem dos mais de 14 milhões de desempregados, mesmo aquelas pessoas que ainda tem os seus empregos, mesmo aquelas pessoas que ainda tem os seus empregos, tiveram que fazer reanálises de contas pessoais para poder seguirem em frente. no ramo de seguros, os serviços mais afetados foram: seguro auto e seguro residência, por mais que o segurado tente ou queira manter o seguro já existente, outras prioridades os levam a desistir deste tipo de contratação de serviço. o número de empresas e profissionais autônomos "aventureiros" era grande, essas empresas e profissionais não prestavam a assessoria necessária aos seus clientes, unindo isso a crise, acabaram desistindo de atuar no mercado de seguros. isso acabou deixando a maioria dos fechamentos e controle deste tipo de serviço na mão de grandes corretoras, que conseguem fazer a prestação de pós-venda com muito mais qualidade e segurança. resiliência - essa palavra define muito bem o desempenho de crescimento no ramo de seguros. mesmo com um cenário negativo no brasil, até o momento, neste ano de 2018, houve uma arrecadação de r$ 117,9 bilhões, se compararmos ao crescimento, dentro do mesmo período em 2016, somando os números, o crescimento até o momento do setor de seguros foi de 3,5%. lembrando que fora descontado o valor de arrecadação do seguro dpvat, cujo o volume de prêmios foi reduzido neste ano por norma do cnsp (conselho nacional de seguros privados. através de dados divulgados pela susep (superintendência de seguros privados), a evolução do mercado até o momento é de 5,3%. os dados mencionados foram reunidos pela cnseg e publicados no boletim conjuntural da carta do seguro. segundo márcio coriolano, presidente da cnseg, em editorial da carta de seguro, as maiores taxas, seguidas pela ordem dos ramos de maior contribuição, se representam assim: seguro auto com 5,8%; pgbl, com 12,6%; vida coletiva, com 7,1%; vida individual, com 25,5%;vida risco tradicional, com 19,00%, e rural, com 17,8%. comparando com a revitalização do ramo automotivo, os planos de acumulação de vgbl diminuíram seu ritmo de crescimento, tendo atualmente uma evolução de 4,3%, após as taxas superlativas em 2016, e do primeiro trimestre de 2018". indo além da crise - segundo o diretor geral da cotandoseguro.com, anderson luis gimenez, a empresa cotando, que é uma corretora de seguros de são paulo, atendendo também a nível brasil, o crescimento no ramo de seguros, mesmo com a crise, foi de 32% até o momento, neste ano de 2018, em relação ao mesmo período no ano de 2017. isso só mostra o quanto a diferença de uma assessoria de qualidade, um bom atendimento, informações claras e um pós-venda de qualidade, podem fazer total diferença em um negócio, ressalta anderson. com informações passadas pelo diretor da cotando seguro, podemos ter uma base a nível nacional. tecnologia e a crise - segundo alguns especialistas, a tecnologia será responsável pela queda substancial do volume de prêmios em alguns segmentos de seguros tradicionais, como o seguro auto que de acordo com o relatório aon de 2018, o setor de seguros de automóveis terá uma queda de 40% no volume dos prêmios entre os anos de 2018 e 2050, neste período, os veículos autônomos deverão estar totalmente elaborados e desenvolvidos nos principais mercados do país. a visão dos corretores de seguros para o mercado atual mesmo com o grande crescimento no setor de seguros, muitos corretores não conseguem aguardar a concretização das comissões. o sistema de recebimento no ramo de seguros é a longo prazo, o corretor precisa ter paciência para receber sua remuneração. ainda existe um fluxo muito grande deste tipo de profissional. os corretores que são sozinhos (autônomos), acabam desistindo de continuar a tentar conseguir efetivar vendas de seguros, que por sua vez, acabam procurando outros ramos de venda para poder suprir suas necessidades pessoais. os grandes profissionais do ramo sabem que precisam ter um pouco de paciência para conseguirem fazer belas comissões, caso o profissional não tenha essa mentalidade empreendedora, acaba que ficando para trás, ressalta anderson luis. diante dos números estatísticos e da mudança do mercado no decorrer dos próximos anos, ter noção dos riscos é fundamental para a readaptação do profissional corretor. "o profissional corretor de seguros, deve se reinventar como consultor especializado, sabendo e entendo como agregar mais valor a cada cliente atendido. somente aqueles profissionais que entenderem que a tecnologia não é inimiga, mas sim uma aliada, continuarão subindo nos degraus do sucesso no ramo de corretagem de seguros, complementa anderson luis gimenez diretor da cotandoseguro.com. fonte: portal terra
10/10/2018

Bolsonaro e Haddad estão com propostas do setor de seguros para debate

  segmento formulou documento com 22 propostas aos presidenciáveis. o objetivo é ampliar os serviços no país e contribuir para reduzir os gastos públicos rio - um seguro voltado para pessoas de baixa renda com valores mais acessíveis. uma apólice capaz de dar continuidade a obras de infraestrutura no país. a possibilidade de garantir a complementação de renda em meio à discussão sobre uma possível reforma da previdência. e planos de saúde com preços mais acessíveis para a população. esses temas fazem parte de um documento com 22 propostas enviadas aos presidenciáveis pela confederação das seguradoras (cnseg), que podem pautar os debates entre jair bolsonaro (psl) e fernando haddad (pt) no segundo turno das eleições. o primeiro debate ocorrerá na sexta-feira, na tv bandeirantes (confira as propostas abaixo). a ideia do segmento, que representa 6,5% do pib do país, é mostrar que pode contribuir com o crescimento da economia. composto por 118 seguradoras, o setor é responsável pela geração de 152 mil empregos diretos. no ano passado, pagou mais de r$ 277 bilhões em benefícios, indenizações, resgates e sorteios. para garantir os riscos que assume, as seguradoras investiram em ativos que ultrapassam r$ 1,2 trilhão, o equivalente a 25% da dívida pública. mas não são só as cifras que pautam a discussão. previdência e saúde em pauta em entrevista exclusiva à coluna 'seguro de si', marcio coriolano, presidente da cnseg, diz que a ideia é fazer com que as propostas apresentadas pelo setor entrem na pauta do governo federal. "pelo menos dois temas vão ser mais provocados pela própria mídia, que é previdência e saúde. até agora, ninguém aprofundou essa discussão", argumentou. gastos na aposentadoria as propostas aos presidenciáveis foram apresentadas à imprensa em coletiva na sede da cnseg, no rio, na semana passada. solange beatriz palheiro mendes, presidente da fenasaúde, defendeu a regulamentação do prevsaúde, um produto de previdência para ajudar a arcar com os custos da saúde na aposentadoria, quando a renda do indivíduo costuma ser reduzida e os gastos tendem a aumentar. "o principal dilema da saúde suplementar é a escalada dos custos e a incapacidade da população de arcar com isso", afirmou. "esse produto tem forte apelo social, principalmente para uma população que envelhece", complementou edson franco, presidente da fenaprevi. o novo produto é uma das iniciativas apontadas no documento para desonerar o orçamento do governo federal. os planos de previdência complementar são apontados como fundamentais para dar suporte a uma possível reforma da previdência, que deve entrar em pauta no próximo governo. propostas aos presidenciáveis 1 - seguros inclusivos - permissão de comercialização de produtos com isenção do iof e outros benefícios tributários. o objetivo é facilitar o acesso de apólices à população de baixa renda. 2 - assistência funeral 3 - novos produtos de saúde - criação de produtos e introdução do médico de família. a proposta visa a ampliação do acesso a planos de saúde com regras diferenciadas de compartilhamento de risco e de atendimento assistencial. 4 - coibir o exercício irregular da atividade seguradora - proteger o consumidor, regulamentando a oferta de produtos por mútuas e cooperativas. 5 - blindagem das reservas técnicas 6 - prevsaúde - a ideia é formar poupanças previdenciárias privadas de longo prazo para acumular recursos e garantir o pagamento futuro de mensalidade de planos de saúde. 7 - reforma da previdência - equacionar a dívida pública da união, estados e municípios por meio de uma reforma estrutural. 8 - alívio da judicialização - criação de modelo de câmara de mediação especializada para resolução de conflitos de consumo relacionados ao seguro.  9 - aplicação de novas tecnologias em saúde 10 - novo modelo de remuneração de prestadores de serviços de saúde   11 - novo modelo de reajuste de planos de saúde individuais 12 - regulação de órteses, próteses e materiais especiais 13 - novo modelo regulatório - facilitar o desenvolvimento do setor e a aplicação de padrões internacionais. 14 - análise de impacto regulatório 15 - conselho de saúde suplementar - reativação do órgão colegiado do ministério da saúde. 16 - marco regulatório de capitalização - promover a elevação dos índices de poupança interna e ampliar os benefícios oferecidos pelos títulos de capitalização à sociedade. 17 - aperfeiçoamento das regras de investimento 18 - garantia de grandes obras - execução mais acelerada de projetos governamentais de infraestrutura necessários para a retomada do crescimento econômico. 19 - regulação dos agentes de seguros 20 - canais de distribuição - a ideia também busca a adaptação do setor à evolução comportamental da sociedade em relação ao uso das novas tecnologias, com redução de gastos. 21 - seguro de vida universal 22 - produtos para pequenas e microempresas - incentivar a contratação de programas de proteção previdenciária privada e securitária para seus colaboradores, com tratamento fiscal diferenciado. fonte: o dia por herculano barreto filho
10/10/2018

Franquia investe em inteligência artificial para contratação de seguros

 o grupo wichmann, que gerencia as redes wichmann e as franquias de seguros bidon, com mais de 200 unidades espalhadas pelo brasil, está entrando na era da inteligência artificial. atenta às inovações do mercado, a empresa investiu na tecnologia segurobot, uma plataforma digital via robô, que ajuda os usuários a encontrar a melhor solução em seguros de forma mais prática e rápida. este sistema, totalmente interativo, agiliza e otimiza o atendimento aos clientes, oferecendo a melhor experiência de contratação de seguros. “não é preciso baixar aplicativo e nem ligar o computador. para ser atendido pelo robô, basta utilizar o facebook messenger. o assistente virtual estará sempre disponível nas mídias sociais e na internet, em qualquer lugar e qualquer hora, sete dias por semana e 24 horas por dia. além de o cliente ser atendido inicialmente pelo nosso robô, temos a equipe comercial pronta para entrar em contato e finalizar a venda, já que em alguns casos e operações, ainda é preciso o atendimento humano”, revela felipe wichamann, diretor do grupo wichmann. segundo ele, a empresa decidiu inovar e investir em inteligência artificial para angariar novos segurados para as franquias bidon, as redes wichmann, a corretora de seguros e o projeto de franquias que foi criado especificamente para o ramo imobiliário: a wiimobi. “o atendimento via inteligência artificial servirá tanto para quem já é cliente da corretora, quanto para quem procura contratar um novo seguro e novos serviços. o robô já consegue finalizar a venda de seguro viagem e equipamentos portáteis online, direto com o cliente. o sistema é totalmente interativo e ágil, e o processo tem menos burocracias, sem a necessidade de se preencher diversos formulários para cotar o melhor seguro”, explica. o grupo wichmann contará com dois robôs para atendimento online: o wibot e bidonbot. o atendimento via inteligência artificial trabalhará com seguros para automóvel, residencial, vida, pet, equipamentos portáteis, viagem e odonto. tecnologia inovadora no mercado, que vem para revolucionar e trazer uma nova experiência em seguros, o segurobot é uma solução global de propriedade da o2obots, que disponibiliza robôs com inteligência artificial para a gestão do funil de vendas e relacionamento com clientes para os canais de distribuição de seguros. fonte: revista cobertura via /cqcs
08/10/2018

Investidores devem ser conservadores com dinheiro nos próximos 180 dias

 recomendação de planejadores financeiros e especialistas em finanças é manter as economias em investimentos seguros e que possam ser resgatados a qualquer momento. são paulo - a incerteza política que traz risco aos investimentos deve se estender por um prazo maior do que o da disputa eleitoral. o período tende a chegar a 180 dias, que compreendem a transição e os cem primeiros dias do novo governo, quando o mercado financeiro oferece uma trégua para que o eleito comece a trabalhar promessas de campanha. nos próximo meses, portanto, a recomendação de planejadores financeiros e especialistas em finanças é manter as economias em investimentos seguros e que possam ser resgatados a qualquer momento. a volatilidade do mercado financeiro, que pode levar a perdas em investimentos mais arriscados, vem das dificuldades que economistas anteveem ao país caso não sejam aprovadas as reformas que consideram necessárias para o equilíbrio das contas públicas e a retomada do crescimento. por isso, a grande ambição do mercado financeiro com esta eleição é encontrar políticos dispostos a continuar reformas iniciadas pelo governo michel temer, parte delas interrompida porque o presidente gastou seu capital político para barrar investigações contra ele no congresso. passou a reforma trabalhista, mas a da previdência travou no congresso. o mercado conta ainda com as reformas tributária e política. "continua urgente a necessidade de se fazer reformas da previdência, política e fiscal. tem muita coisa na agenda", diz cesar caselani, professor de finanças da eaesp/fgv (escola de administração de empresas de são paulo). o analista-chefe da xp investimentos, karel luketic, diz que inicialmente investidores devem observar como será a formação da equipe econômica, a negociação de apoio no congresso e os temas que serão pautados. "passada a eleição, o primeiro movimento do mercado é dar o benefício da dúvida", afirma luketic. disparada na semana passada, as principais casas de investimento passaram a atualizar suas estimativas para o mercado após a corrida eleitoral, projetando espaço para a bolsa brasileira encostar em 95 mil pontos em caso de vitória de jair bolsonaro (psl). o patamar representaria uma alta de cerca de 20% do atual nível do ibovespa. na sexta-feira (5), o principal índice acionário do país terminou a 82.321 pontos, retomando níveis que não eram vistos desde maio. a alta foi impulsionada pela disparada de ações de empresas estatais, que se beneficiaram de uma visão otimista do mercado financeiro com os sinais de comprometimento do capitão reformado com propostas econômicas de viés liberal. luis stuhlberger, um dos mais respeitados investidores do país por sua gestão do fundo verde, elevou as aplicações em bolsa no mês passado e afirmou, em relatório a clientes, que as altas recentes da bolsa indicam que o excesso de pessimismo já desapareceu do mercado. "daqui por diante desenvolvimentos otimistas nos preços de ativos precisam de uma confluência de cenário externo mais positivo e resolução da eleição de fato, com sinalizações positivas em termos de equipe e execução de uma boa agenda fiscal e de reformas", escreveu stuhlberger. em relatório, a xp recomendou aplicações de curto prazo em ações de empresas que poderiam se beneficiar com a vitória do deputado, entre elas cemig, petrobras e banco do brasil, apesar de estimar volatilidade para o mercado. especialistas alertam, porém, que empresas públicas têm suas vulnerabilidades. "a sucessão em qualquer companhia preocupa investidores. todo período de transição de gestão é turbulento. em estatais isso se amplifica, porque há o risco de descontinuidade. a probabilidade de rupturas extremas pode levar estatais para rumos muito diferentes do que os analistas imaginaram em suas contas iniciais", diz giacomo diniz, professor de finanças do ibmec/sp. apesar das projeções otimistas para o mercado em geral, especialistas desaconselham que investidores entrem em aplicações arriscadas neste momento. "euforia de curto prazo não resolve a vida de ninguém. são precisos vários meses para se falar em tendência de mercado", afirma caselani, da fgv. ele lembra que a expectativa é que a taxa selic, atualmente na mínima histórica de 6,5% ao ano, volte a subir ainda já em 2018. por isso, a melhor estratégia é manter investimentos pós-fixados, que seguem a taxa de juros, como o tesouro selic. assim, o investidor consegue se beneficiar da alta dos juros. títulos prefixados, por outro lado, além de não capturarem a alta nos juros, sofrem com oscilações de mercado no curto prazo. juliana inhasz, professora de economia do insper, faz a mesma sugestão. "não é uma recomendação arrojada porque o ambiente pede cautela. é uma saída muito conservadora para que a gente guarde onde tem mais segurança e liquidez maior", diz. manter aplicações em investimentos que possam ser resgatados a qualquer momento facilita também a mudança de posição quando o cenário doméstico estiver mais claro. assim o pequeno investidor terá mais condições de buscar opções de investimentos mais arriscadas na hora que for mais apropriada. "quem tem dinheiro na poupança fica na poupança. uma opção é título público pós-fixado e com liquidez para poder se movimentar", diz josé luiz masini, planejador financeiro pela planejar (associação brasileira de planejadores financeiros). há ainda a preocupação de analistas com o cenário externo, que não deve sair do radar de investidores mesmo em períodos em que as atenções acabam centradas em temas domésticos. enquanto o mercado local se beneficiava de uma euforia pré-eleitoral na reta final, o exterior balançava com uma alta repentina nos juros de longo prazo da dívida americana. as treasuries (títulos de dívida dos estados unidos) saltaram para acima de 3,20% na sexta, de volta aos níveis de 2011. a escalada das taxas na semana foi impulsionada por dados econômicos fortes nos eua. o mercado de trabalho americano vive um momento próximo ao pleno emprego, o que acende o alerta para pressões inflacionárias e um aperto mais intenso na política monetária do país. a disparada das treasuries derrubou as bolsas americanas e fez investidores estrangeiros passarem a prever altas adicionais na taxa de juros pelo fed (federal reserve, o banco central dos eua), que hoje está no intervalo de 2% a 2,25%. alta nos juros americanos tende a reduzir a entrada de investidores estrangeiros, que escolhem a dívida americana, considerada mais segura, em vez de aplicações em países emergentes, vistos como mais arriscados. "não só fatores internos vão fazer diferença nesses próximos meses. quando o mercado financeiro der uma trégua para nosso próximo presidente, os fatores externos vão trazer impacto no mercado doméstico", diz masini. "são fatores que não são controláveis. estamos a reboque da guerra comercial e do aumento dos juros nos estados unidos."
08/10/2018

Barreira cultural é principal desafio para assinatura eletrônica no Brasil

  conheça algumas empresas brasileiras que já adotaram o recurso de gestão de processos digitais a medida provisória 2.200-2, de 2001, determina que qualquer documento digital tem validade legal se for certificado pela icp-brasil (infraestrutura de chaves públicas brasileira), órgão que viabiliza a emissão de certificados digitais para identificação virtual do cidadão. a mp também prevê a utilização de certificados emitidos por outras infraestruturas de chaves públicas, desde que as partes que assinam reconheçam previamente a validade destes. de fato, a mp 2.200-2 garante a autenticidade da assinatura eletrônica no brasil, em um mercado que ganha novos adeptos, mas ainda tem muito espaço para conquistar no país. para marco americo antonio, gerente-geral da docusign na américa latina, o principal desafio para a gestão de documentos eletrônicos é a barreira cultural. "as pessoas querem ficar na zona de conforto e não querem mudar. simplesmente isso", apontou o executivo. "mas, quando veem as vantagens da assinatura eletrônica, mudam", ressaltou. os negócios da docusign, uma das principais desenvolvedoras de soluções de assinatura eletrônica e gestão de processos digitais, são um ótimo termômetro deste mercado. a empresa, que cresce 30% ao ano, lida com as oportunidades de assinatura eletrônica desde 2003, quando construiu um negócio com receita de mais de us$ 500 milhões no ano fiscal de 2018, 450 mil clientes e 200 de milhões de usuários em mais de 180 países. a empresa justifica a razão para o sucesso e crescimento de forma simples: ao eliminar o papel e automatizar os processos, a solução permite que clientes reduzam o tempo de resposta para minutos, em vez de dias; diminuam custos; eliminem erros e possibilitem uma experiência melhor e mais rápida para seus clientes, funcionários e parceiros. em resumo, o foco é acelerar negócios e simplificar a vida - considerando o brasil, com seus inúmeros processos burocráticos, o potencial da assinatura eletrônica fica ainda mais evidente. a docusign chama o processo de ciclo de vida do contrato - digitalização, simplificação e otimização, desde a preparação do documento a coleta de assinaturas - como “system of agreement”. segundo antonio, falar de agilizar processos com serviços da docusign representa 62% das transações estarem completas em menos de uma hora. a empresa garante que consegue devolver, em média, us$ 40 do que seria gasto com papel, por documento para seus clientes. ou seja, cada documento custa cerca de us$ 40 com impressão, transporte e outros fatores. a cada mil documentos "migrados" para o digital, a economia é de us$ 40 mil, em uma conta simples. quem está usando no brasil antonio garante que a assinatura digital já é realidade no brasil - não tanto quanto em mercados desenvolvidos, como eua e europa, mas estamos no caminho certo. no brasil, a docusign soma importantes clientes, como a caixa seguradora, que reduziu de oito para apenas um dia útil o prazo para emissão de novos contratos de seguros de vida. com a mudança, a empresa espera evitar perdas de r$ 30 milhões por ano. já o banco inter reduziu de 14 para oito dias o processo de contratação de crédito consignado pelos canais próprios do banco, reduzindo de 18% para 8% a taxa de desistência de clientes para a contratação deste tipo de produto. segundo antonio, qualquer empresa que lida com documentos tem potencial para otimizar operações com a adoção de soluções docusign. exemplos clássicos são companhias que oferecem processos digitais, mas podem esbarrar em algum processo analógico. um exemplo é a startup quinto andar, que realiza todo o processo de busca e locação de imóveis on-line e utiliza o serviço de assinatura digital para que a experiência do cliente seja de fato 100% on-line. outro serviço on-line que já aderiu é o aplicativo de delivery ifood, que adotou a docusign e teve crescimento de 133% para a empresa, que gerou 237% em novas parcerias ao longo de 2016. também no mercado imobiliário, a companhia cita a re/max, a maior rede de franquias imobiliárias em número de transações do mundo, que já registrou 30% das negociações efetuadas digitalmente no brasil. nos eua, esse número chega a 80% dos contratos. o fato é que, na visão de antonio, regulamentação, tecnologias e casos de sucesso já existem. o que falta é a quebra da barreira cultural para que a gestão eletrônica de documentos possa ser implementada em massa. fonte: computerworld por guilherme borini
08/10/2018

Seguradoras adotam o uso de tecnologia 'vestível' para criar descontos

 a chegada da tecnologia vestível (ou wearables) trouxe vantagens incontestáveis para a saúde dos usuários. são muitos os relatos de emergências médicas evitados por informações em tempo real, fornecidas pelos dispositivos. além disso, informações coletadas também servem para consultas médicas, proporcionando um tratamento mais personalizado e com maior detalhamento de sintomas e rotinas. mas o que acontece quando seguradoras também começam a utilizar esses dados para avaliar o usuário? "é uma situação de vantagens mútua", segundo as seguradoras. é evidente que seu objetivo é que os clientes vivam o máximo possível, tarefa mais árdua quando se trata de alguém com maus hábitos, rotina estressante e má alimentação. com os wearables, parte desses problemas pode ser desencorajado. o incentivo vem através de descontos para aqueles que mantém a saúde em dia. os descontos podem ser conquistados por visitas ao médico, aulas online sobre nutrição ou alcançar metas de exercícios físicos (medindo usando wearables, como fitbit). hábitos que aprimoram a vida do usuário. para a seguradora, além de diminuir a demanda de suas coberturas, também serve de convite para novos clientes com bons hábitos. a presença de descontos pode tornar o seguro mais acessível para essas pessoas, que poderiam adotar o serviço por "segurança extra". tudo vem com um preço o custo disso, evidentemente, é a privacidade do usuário e os sujeitam também a possíveis erros dos dispositivos — como erros envolvendo batimentos cardíacos. burlar o sistema dos dispositivos vestíveis também não é difícil. a seguradora americana john hancock — que adotou o novo sistema — coloca um tempo de contrato de, em média, 20 anos. contando que o usuário não perpetue sua trapaça. brooks tingle, presidente e ceo da john hancock financial, alega que os dados só serão compartilhados com a devida autorização do usuário. o que levanta outro problema: apesar de agora ser algo voluntário. futuramente o cenário pode mudar, e o usuário que não aceitar ter seus dados compartilhados seja sujeitado a anuidades mais caras. além disso, também é discutida a mudança da relação do usuário com sua própria rotina. sendo "hábitos saudáveis" um termo amplo demais para ser definido pela seguradora. os parâmetros da seguradora podem influenciar negativamente na vida de quem já mantém bons hábitos, mas por métodos alternativos. uma tendência? não é uma iniciativa inédita. a allstate auto insurance, outra seguradora americana, começou a fechar acordos com usuários para instalação de câmeras em seus veículos. a fim de avaliar a prudência do condutor no trânsito, também em troca de descontos. resta aguardar a popularização do serviço. também avaliar se as vantagens são, realmente, mais interessantes que a privacidade.

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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