14/12/2018

Brasilprev avalia que unificação da Susep e Previc é razoável

 o presidente da brasilprev, marco barros, acredita que a unificação da superintendência de seguros privados (susep) e da superintendência nacional de previdência complementar (previc) é razoável. "com o novo governo unificando ministérios, é razoável esperar a junção da susep e da previc", avaliou ele, em conversa com jornalistas, nesta tarde de quarta-feira, 12. a despeito de uma unificação dos dois órgãos reguladores, o executivo destacou que o importante é que a premissa não mude com a criação de um ambiente favorável e equilíbrio do mercado de seguros e previdência privada. "não vejo problema na unificação desde que seja para melhorar o mercado", acrescentou o presidente da brasilprev. a possibilidade de unificar susep e previc é um pleito antigo da iniciativa privada. como são complementares, um respondendo pelo setor de seguros e previdência privada aberta e o outro os planos fechados, os fundos de pensão, o entendimento do segmento é que os órgãos poderiam ser integrados no intuito de capturar sinergias e avanços em ambos os lados. fonte: estadão conteúdo
14/12/2018

Rio Grande do Sul capta mais de R$ 22 bilhões em investimentos em 2018

 mesmo travado pela lentidão econômica do país, e apesar da crise financeira que espalha um clima de desânimo, o rio grande do sul acumula uma carteira de, pelo menos, r$ 22,2 bilhões em investimentos, conforme um levantamento exclusivo produzido pelo anuário de investimentos do jornal do comércio. são projetos de todos os portes e dos mais variados setores. há iniciativas inauguradas ou ainda em fase de intenção, bancadas com dinheiro público e privado, que ilustram o esforço do estado para se recolocar na rota do crescimento em meio a um ambiente adverso. o balanço, composto a partir de notícias publicadas ao longo de 2018 no jornal do comércio, de anúncios efetuados por empresas ou governos e do acompanhamento feito pela secretaria de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia (sdect), além de apuração da reportagem, aponta algumas tendências.   fábricas do setor de tecnologia têm papel relevante nos aportes realizados em 2018 e na matriz econômica. foto marco quintana/jc uma das principais é que os empreendimentos de alguma forma ligados à tradição gaúcha para o agronegócio seguem entre os mais expressivos da carteira. são exemplos deste viés os investimentos previstos pela yara fertilizantes, na casa de r$ 1,5 bilhão, e pela pellco, que pretende aplicar r$ 1,4 bilhão em uma planta de produção de pellets, material usado para produzir energia a partir de resíduos de madeira. outra tendência que se torna extremamente positiva quando confrontada com a crise fiscal estrutural do setor público é que o estado acumula um volume expressivo de melhorias em infraestrutura. combinando dinheiro público e privado, o rio grande do sul exibe planos com potencial para melhorar as condições básicas de produção e, portanto, atrair novos investimentos. empreendimentos ligados à tradição gaúcha do setor do agronegócio seguem entre os mais expressivos da carteira do rio grande do sul do valor apurado pelo jc, pouco mais de r$ 10 bilhões referem-se a melhorias em estradas, fornecimento de energia e qualificação logística - 45,6% do total. só os dois maiores projetos de geração de energia eólica, por exemplo, se saírem do papel, vão injetar r$ 5,5 bilhões apenas na sua implantação. o atual governo enxerga de forma otimista o ciclo de atração de investimentos. para a titular da sdect, susana kakuta, responsável pela estratégia estadual de promoção do desenvolvimento, os números exibem a competitividade da economia gaúcha, apesar dos obstáculos. a primeira barreira vencida, segundo ela, estaria nas consequências inevitáveis da crise no país. "não dá para desconsiderar o momento econômico. a turbulência que atravessamos impactou a atração de investimentos para todo o brasil", explica susana. mais de r$ 10 bilhões referem-se a melhorias em estradas, no fornecimento de energia elétrica e na qualificação logística - 45,6% do total pelos números do centro de controle de atração de empresas do governo gaúcho - a sala do investidor -, em 2018, passaram pela mesa de negociações um total de r$ 5,5 bilhões em expectativa de investimento. se todos os projetos virarem realidade - algo que nem sempre acontece, em função de conjuntura e por mudanças no ânimo dos investidores -, o aporte significaria a geração de, aproximadamente, 1,2 mil empregos novos. esse volume refere-se tanto a negócios que estão chegando quanto a empresas que já estão enraizadas. de acordo com susana, os valores comprovam que a vontade de investir no rio grande do sul permanece. "vemos que o estado continua se consolidando como uma plataforma importante para alguns segmentos", ilustra. ela cita vocações gaúchas que não perderam o fôlego, mesmo diante do quadro recessivo, como os projetos na área de transporte e logística, do agronegócio e de eletroeletrônica. a existência de 12 parques tecnológicos, por exemplo, cravou o estado no mapa da inovação. "temos várias vantagens competitivas para gerar um ciclo virtuoso", garante. o governador josé ivo sartori destaca o esforço "para desburocratizar processos para atrair novos investimentos" ao estado. "exemplos disso são o licenciamento ambiental on-line e a digitalização da junta comercial", aponta. "e temos como grande ativo nossos recursos humanos e nossas universidades", completa sartori.   a secretária de desenvolvimento acredita que a economia gaúcha não perdeu os seus fatores tradicionais de atratividade, mesmo com a crise financeira do setor público, mas reconhece que, no curto e médio prazo, não há uma solução mágica. para tanto, ela aposta na formação de mais parcerias público-privadas (ppps) na área da infraestrutura. em relação à guerra fiscal entre as administrações estaduais, que, recentemente, vinha atrapalhando a disputa por projetos, susana destaca que o conselho nacional de política fazendária (confaz) amadureceu o sistema e equalizou a capacidade dos governos estaduais batalharem usando as renúncias tributárias como arma. "mas é claro que o nosso icms (referindo-se às alíquotas elevadas) impacta na competitividade", admite. embora tenha conseguido atrair investimentos, a situação financeira preocupa. o economista aod cunha, que comandou a secretaria da fazenda na gestão yeda crusius (2007-2010), considera que, sem resolver o dilema fiscal, não há como atualizar a agenda da promoção do crescimento econômico. "não há como se ter uma agenda contínua de atração de investimentos se não superarmos esse clima de deficiência de recursos financeiros básicos. um clima em que se fica sempre contando os centavos para ver em que dia do mês ele vai pagar a folha." “ não dá para desconsiderar o momento econômico do país; a turbulência impactou a tração de investimentos susana kakuta, secretária de desenvolvimento do rio grande do sul ” em um documento no qual reúne propostas para destravar o crescimento econômico por meio do incentivo à indústria, a federação das indústrias do rio grande do sul (fiergs) menciona, entre cinco eixos de atuação, a necessidade de se recuperar a infraestrutura como mecanismo indutor de novos projetos industriais. lançado em setembro e entregue aos candidatos ao palácio piratini, o estudo alega ser indispensável que se invista em infraestrutura e logística, para garantir "prioridade ao desenvolvimento da oferta de plataformas logísticas com armazenagem e a maior integração entre os modais de transporte". para o caso específico do rio grande do sul, a fiergs defende que seja aprofundada a política de privatizações e de concessões, inclusive sugerindo a venda ou o fechamento da empresa gaúcha de rodovias (egr), a modernização dos sistemas de navegação pela lagoa dos patos, a qualificação da malha ferroviária e a melhoria de acesso do porto do rio grande. o investimento de r$ 300 milhões na dragagem do acesso do porto, que compõe um dos projetos destacados no levantamento do jc, já é uma resposta à pauta de reivindicações da entidade. ver o estado como eixo a partir do qual é possível atingir outros mercados caracteriza novos investimentos, como o da fraport, no salgado filho o gargalo apontado pela fiergs ressoa nas projeções de analistas. conforme aod, no entanto, a falta de recursos próprios não pode levar à paralisia. "o estado não tem recursos, mas tem a capacidade de articular e delegar à iniciativa privada serviços, com concessões e ppps", defende. neste sentido, o recente leilão para a concessão de rodovias federais que irão compor a rodovia de integração sul foi visto como um sinal positivo. o grupo ccr arrematou os 473,4 quilômetros das brs 386, 448, 116 e 290, gerando uma perspectiva otimista de que novas transferências aconteçam. conforme especialistas, se o estado destravar o caminho das concessões de estradas, cerca de r$ 13,4 bilhões poderiam ser investidos em melhorias nos próximos anos. a iniciativa privada segue apostando nas características da base produtiva gaúcha. a yara fertilizantes, por exemplo, executa um dos maiores investimentos da carteira, para tornar ainda mais ágil a operação da companhia norueguesa no porto do rio grande. ali, a empresa teve de absorver parte da despesa para garantir o suprimento de energia elétrica, como a construção de 24 quilômetros de linhas de transmissão até o distrito industrial, que estava saturada e obsoleta, e de uma subestação da companhia estadual de energia elétrica (ceee). com o projeto, a empresa reforça sua aposta no agronegócio com a elevação da produção de 750 mil toneladas para 1,3 milhão de toneladas anuais, além de aumentar também a capacidade de distribuição no complexo, de 1,5 milhão para 2,6 milhões de toneladas por ano. conforme isaías costa, gerente de projeto da yara em rio grande, a empresa enxerga um potencial de crescimento de longo prazo, que classifica como "orgânico", o que justificaria o investimento bilionário. responsável pelo fornecimento de 45% do fertilizante para produtores primários gaúchos, a empresa projeta a continuidade do desempenho pelos próximos 25 anos, lastreado pela expansão do mercado externo. "o único setor que manteve alguma estabilidade foi o agronegócio, e há a possibilidade de trabalhar de maneira ainda mais competitiva", afirma costa. parte do investimento da yara em rio grande tem natureza logística, melhorando a capacidade da empresa de receber a matéria-prima para os seus produtos.   este também é o motivo pelo qual a latam forest acredita na operação que pretende montar no mesmo distrito industrial, mas no sentido inverso, o da exportação. com um aporte de r$ 84 milhões na primeira fase da instalação, a empresa quer poder embarcar 10 toneladas por mês de pellets para fora do país, além de usar o material como biomassa para a própria geração de energia. de acordo com vinícius machado pinto, gerente administrativo da empresa norte-americana no brasil, o aspecto logístico foi decisivo para a instalação da empresa no rio grande do sul, em função da proximidade com as fontes de sobras de madeira e material vegetal, e também por conta das facilidades oferecidas pelo porto do rio grande. "o preço do frete poderia inviabilizar a exportação (principalmente para a europa). a disponibilidade de matéria-prima e a proximidade com o porto foram decisivas", avalia pinto, que ainda aguarda a formalização da estrutura de financiamento da operação para iniciar a construção da planta. enxergar o rio grande do sul como eixo a partir do qual é possível atingir outros mercados é característica de alguns dos investimentos e configura uma das tendências do levantamento. é o caso da aposta da fraport no aeroporto salgado filho. a empresa alemã está em plena execução de um plano de melhorias pelo qual aplicará r$ 1,5 bilhão no terminal, um dos investimentos mais expressivos da carteira. de acordo com a ceo da fraport brasil, andreea pal, a operação da capital é estratégica para os planos da companhia no continente. "porto alegre tem papel essencial na integração dos países do cone sul. portanto, somos otimistas em relação ao aumento do tráfego, especialmente após a ampliação da pista, que permitirá a operação de aeronaves maiores e mais pesadas", avalia andreea. também é possível detectar uma tendência à descentralização dos investimentos pelo mapa. há projetos em, pelo menos, 38 cidades. um dos casos que chama atenção é a situação de passo fundo, que, além da reforma do aeroporto, recebeu investimentos do passo fundo shopping - com um aporte robusto de r$ 200 milhões - e a primeira loja da rede de varejo havan no estado, marcando o início da expansão pelo território gaúcho, onde a cadeia catarinense ambiciona instalar 50 lojas. de acordo com o secretário de desenvolvimento do município, carlos eduardo lopes da silva, a cidade colhe os frutos por ter feito a lição de casa. "não temos brigas políticas, não se desconstrói o que foi feito em outros mandatos. tudo se deve às políticas públicas, fazendo com que a cidade aumente a sua autoestima", diz silva. a receita que vem do norte é relativamente simples, com um poder comprovado para contornar as dificuldades e acertar o alvo do desenvolvimento: com planejamento e alguma dose de pragmatismo, a tarefa de conquistar investimentos tem tudo para se tornar menos desgastante.   fonte: jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/especiais/anuario_de_investimentos/2018/11/658688-rio-grande-do-sul-capta-mais-de-r-22-bilhoes-em-investimentos-em-2018.html)  
04/12/2018

Um Futuro seguro precisa de planejamento

 é necessário se atentar em como declarar esses investimentos na declaração de ajuste anual e no ato do resgaste, podendo ser mensal, parcial ou total. muito se indaga sobre a melhor e a mais apropriada forma de planejar o futuro através de uma previdência privada, visto que as mais comuns oferecidas por instituições financeiras são: pgbl - plano garantidor de benefício livre e vgbl - vida garantidor de benefício livre. ambos objetivam, além da rentabilidade, oferecer a longo prazo uma aposentadoria complementar, tendo em síntese o mesmo propósito. é necessário se atentar em como declarar esses investimentos na declaração de ajuste anual e no ato do resgaste, podendo ser mensal, parcial ou total.   com relação a declaração de ajuste anual deve haver os seguintes cuidados: na opção pgbl, os pagamentos/aportes feitos ao longo do ano-calendário não devem ser lançados na ficha de declaração de bens, mas sim, informados apenas na ficha de pagamentos efetuados no código 36. já o vgbl deve ser lançado na ficha de declaração de bens, constando o saldo do ano anterior e o saldo atual, não havendo nada a ser informado na ficha de pagamentos efetuados. no tocante ao ato do resgate, há as seguintes diferenciações: na opção pgbl, o valor oferecido à tributação será o total do valor resgatado (principal acrescido de rentabilidade). enquanto que o vgbl, ele será apenas a rentabilidade auferida, (excluindo o principal). atualmente existe à possibilidade da opção na hora da contratação do plano, de que o imposto de renda a ser descontado, seja pela tabela progressiva, que é a mesma utilizada para desconto de salários, aluguéis e aposentadorias ou a regressiva, que é uma tabela diferenciada. se o objetivo for se programar para receber esses valores após longo prazo e assim entende-se que é após o tempo mínimo de 10 anos, ela passa a ser mais interessante. todavia havendo o recebimento/resgate em período inferior a 4 anos, ela deixa de ser aconselhável. em suma, a opção pela tabela regressiva será conveniente para o investidor que tenha como meta receber a longo prazo, por conseguinte a tabela progressiva será mais adequada para quem pretende receber a curto/médio prazo. outra questão relevante refere-se ao planejamento tributário àqueles que possuem rendimentos tributáveis, visto que as aplicações feitas em pgbl poderão ser abatidas no cálculo do imposto de renda devido até o limite de 12% desses rendimentos, o que não acontece com as aplicações em vgbl. diante do exposto, o nosso entendimento é de que o vgbl é o mais indicado para o investidor que tem como objetivo de fazer o planejamento sucessório, isto é, àquele que visa a transferência do patrimônio para os herdeiros. ainda sobre o tema, cabe frisar que ambas as previdências não entram no inventário, sendo os recursos transferidos automaticamente aos beneficiários. por: sandro rodrigues, contabilista, economista e fundador da attend assessoria consultoria e auditoria s/a
04/12/2018

Prazo para placas do Mercosul no RS será 17 de dezembro

 o departamento nacional de trânsito (denatran) anunciou, nesta sexta-feira (30), a prorrogação do prazo para as placas padrão mercosul, que estavam previstas para entrar em vigor neste 1º de dezembro. a nova data será escalonada nos estados brasileiros, variando de 03 a 31 de dezembro. no rs, o prazo final é no dia 17 de dezembro. a medida atende aos pedidos dos detrans, tendo em vista o baixo número de empresas aptas para confeccionar as placas e a falta de capilaridade para atender a todas as regiões. o rio grande do sul possui duas empresas cadastradas para fabricar as chapas-base e 84 para estampar (esse número é dinâmico, muda conforme vão entrando novos pedidos). no entanto, nem todas essas empresas concluíram o processo de credenciamento junto ao denatran. sobre a placa padrão mercosul: a mudança do modelo das placas para unificar os veículos do mercosul está prevista em regramento federal – resoluções 729, 733 e 745 do contran. a placa será obrigatória somente para os veículos novos a serem registrados, em processo de transferência de município ou de propriedade, ou quando houver a necessidade de substituição das placas (por perda, por exemplo). os demais não terão data limite para se adaptar, poderão circular normalmente com a placa atual (cinza). fonte: detran rs
04/12/2018

Inovação surge para tirar profissionais da zona de conforto

 na última parte do programa bate bola, da tv cqcs, dessa semana, gustavo doria, diretor executivo do cqcs, e marcio coriolano, presidente da cnseg, discutiram a respeito das mudanças que a tecnologia está trazendo para o setor de seguros. existem muitas opções sendo oferecidas no que diz respeito a inovação, entretanto, para o executivo, é necessário separar o joio do trigo e entender aquilo que funciona, e aquilo que apenas oferece promessas. coriolano também afirma que “quando essas ondas surgem, como é a fintech, as insurtechs, elas vêm para revolucionar o mercado, ou pelo menos para tirar o pessoal da zona de conforto”, avalia. confira o vídeo na íntegra: https://youtu.be/h3nfjxz5vkw fonte: cqcs | carla boaventura
04/12/2018

Câmara cria comissão para analisar novo seguro obrigatório

 avança na câmara o projeto de lei de autoria do deputado lucas vergílio (sd-go) que cria um novo modelo do seguro obrigatório de acidentes no trânsito. uma comissão especial criada no dia 28/11, vai analisar a proposta, que tem como objetivo substituir o atual seguro dpvat pelo seguro obrigatório de acidentes de trânsito (soat). pelo projeto, os donos de veículos vão poder escolher a companhia seguradora autorizada de sua preferência para contratar o seguro. segundo lucas vergílio, a mudança é necessária porque o dpvat está desgastado em sua operacionalização, não sendo raras as fraudes que levam ao pagamento indevido de indenizações. “grande parte dos problemas se deve ao modelo ultrapassado e pouco eficiente”, argumenta o autor do projeto, que também é presidente do sincor-go e vice-presidente da fenacor. já o deputado hugo leal, que foi relator do projeto na comissão de viação e transportes, destaca que a liberdade de escolha se refletirá na definição dos prêmios e valores de indenização, que “passariam a ser estabelecidos livremente pelo mercado”. apesar de estabelecer a livre concorrência no setor, o projeto mantém algumas características do seguro de trânsito, que continuará sendo obrigatório, terá a mesma vigência do dpvat e o pagamento permanecerá como requisito para o licenciamento anual do veículo. vale lembrar que em um debate sobre a proposta na câmara, o presidente da seguradora líder, josé ismar alves torres, assegurou que a companhia está aberta para discutir a melhor forma de aperfeiçoamento no modelo atual. contudo, acentuou que o modelo proposto resgata o modelo vigente até 1986, que, segundo ele, não obteve êxito. fonte: cqcs
04/12/2018

A vez da previdência privada com a reforma no novo governo

 participação do setor de seguros será indispensável para garantir o futuro da sociedade alexandre camillo é corretor de seguros e liderança política. atua como diretor da camillo seguros, presidente do sincor-sp (sindicato de empresários e profissionais autônomos da corretagem e da distribuição de seguros do estado de são paulo), presidente da câmarasin (câmara de mediação e conciliação - sincor-sp), e vice-presidente da fenacor (federação nacional dos corretores de seguros). a atuação política tem impacto direto na economia, por isso, as instabilidades de governo trouxeram atrasos na retomada do crescimento dos setores no brasil. em 2019 teremos um novo presidente da república e vemos com otimismo as novas possibilidades. uma importante pauta do novo governo, de interesse de toda a sociedade, é ligada diretamente ao mercado de seguros: a reforma da previdência. a equipe do presidente eleito jair bolsonaro defende o que nós do setor já sabemos há muito tempo: a conta da previdência social não fecha e será indispensável a participação da iniciativa privada para garantir o futuro das pessoas. enquanto algumas linhas vinham contra as reformas, entendendo que é responsabilidade do governo cuidar dos cidadãos idosos que já deram sua contribuição, sabemos que as pessoas hoje vivem mais, têm menos filhos, aumentaram os trabalhos informais... ou seja, são poucos jovens contribuindo para muitos idosos receberem. no primeiro semestre de 2018 os planos de previdência privada tiveram arrecadação de r$ 54,1 milhões, queda 5,1% em relação ao mesmo período no ano anterior, segundo dados da cnseg (confederação nacional das seguradoras). na esfera pública, os números também não foram animadores, apresentando queda ainda em 2017. de acordo com a secretaria da previdência do ministério da fazenda, o déficit foi de r$ 268,79 bilhões – considerando o inss. a proposta de reforma previdenciária esteve parada em função da intervenção federal na segurança pública do estado do rio de janeiro, porque, de acordo com a legislação, em períodos como este o congresso não pode alterar a constituição. mas existe a possibilidade de revogação da intervenção e o assunto segue em mais alta do que nunca: o presidente eleito tem dado seguidas declarações sobre o assunto. atualmente a previdência social opera pelo regime de repartição, em que trabalhadores em atividade financiam os benefícios dos aposentados. outro regime possível seria o de capitalização, que tem como característica principal o pré-financiamento do benefício, ou seja, os próprios trabalhadores, durante a sua fase laborativa, produzem um montante de recursos necessários para sustentar o seu benefício previdenciário. dessa forma, não existe o pacto direto entre as gerações, pois é a geração atual (o próprio beneficiado) que financia os seus benefícios previdenciários. o novo governo prevê um meio termo. de acordo com o plano de governo de jair bolsonaro, a ideia é implementar um modelo de capitalização de forma gradativa, mas o texto do candidato do psl também salienta que os brasileiros ainda poderão ficar no modelo de previdência antigo, se assim quiserem. “novos participantes terão a possibilidade de optar entre os sistemas novo e velho. e aqueles que optarem pela capitalização merecerão o benefício da redução dos encargos trabalhistas”, diz trecho do plano de governo. segundo o documento, a proposta é que seja criado um fundo para reforçar o financiamento da previdência e compensar a redução de contribuições previdenciárias no sistema antigo, que poderia deixar os aposentados que escolheram pelo regime de capitalização desamparados em um primeiro momento. a proposta é parecida com a que os especialistas do setor de seguros imaginavam, pois a única maneira de se ter um sistema sustentável, a longo prazo, é com uma reforma. e provavelmente as mudanças devam ser realizadas em fases, pois é um impacto muito grande para os brasileiros. as empresas e profissionais do setor de seguros terão participação inquestionável para desenvolver e implantar o melhor modelo de gestão da previdência. os corretores de seguros, por sua vez, irão trabalhar fortemente no aculturamento da sociedade brasileira aos novos moldes e na entrega e consultoria das soluções do mercado privado. já nosso papel enquanto entidades representativas será de, cada vez mais, buscar ampliar proximidade e insistir em termos representantes do nosso setor na esfera pública, para atendermos pleitos e contribuirmos com a ampliação da participação dos seguros entre os brasileiros. fonte: portal nacional de seguros por thaís ruco
04/12/2018

Fintechs e mudanças nos serviços financeiros

 quando você usa o paypal, o apple pay, o google wallet ou simplesmente seu cartão de crédito para fazer uma compra online, você, o consumidor, o varejista de comércio eletrônico e os bancos por trás da troca de dinheiro estão usando as chamadas fintechs. de modo geral, fintech (tecnologia financeira) é onde a tecnologia é aplicada em serviços financeiros ou usada para ajudar as empresas a gerenciar os aspectos financeiros de seus negócios, incluindo novos softwares e aplicativos, processos e modelos de negócios. nos últimos anos, as fintechs passaram a ser conhecidas como a base para o processamento de transações pela internet, via serviços a computação em nuvem, tecnologia que virtualiza os dados enviados online. mas esse tipo de serviço não é novo. as fintechs estão por aí praticamente há um bom tempo, mas somente após a crise mundial de 2008 que elas evoluíram para interromper e reformular a forma como o cidadão comum lida com seu dinheiro, faz pagamentos, investimentos, entre outros. até mesmo o dinheiro em si foi virtualizado com o advento das fintechs — você já ouviu falar do bitcoin, certo?
04/12/2018

Mudanças nos serviços financeiros

 em apenas alguns anos, as fintechs definiram a direção, a forma e o ritmo das mudanças em quase todos os subsetores de serviços financeiros. os consumidores agora esperam integração digital sem interrupções, aprovações de empréstimos rápidos e pagamentos gratuitos de pessoa para pessoa — todas as inovações que as fintechs ajudaram a popularizar. um estudo da consultoria de tecnologia deloitte avaliou as forças que estão trazendo essas mudanças ao mercado. o relatório apontou os movimentos que já estão tomando forma e influenciando a maneira como o consumidor comum recebe e gasta seu dinheiro, sendo eles: 1. o crescimento das compras pela internet, que está se expandindo rapidamente em detrimento das compras feitas em lojas físicas, levando ao domínio de soluções online e sem papel para transações. 2. um equilíbrio de poder que muda de bancos e outros serviços financeiros para aqueles que pensam na experiência do cliente. os bancos estão eliminando os serviços presenciais e procurando a fintech e as grandes empresas de tecnologia para criar novas maneiras de envolver os consumidores. 3. novas plataformas que coletam dados para criar uma visão completa de mercado e usar análises para descobrir tendências. 4. produtos de seguros, que estão se tornando mais adequados para clientes que, por sua vez, estão exigindo cobertura para locais específicos, usos e prazos. isso está levando as seguradoras a coletar e analisar dados adicionais sobre seus clientes. 5. inteligência artificial, que agora desempenha um papel na diferenciação de produtos de serviços financeiros, uma vez que substitui atividades humanas complexas. 6. melhoria do processo de solicitação de empréstimos e financiamentos, com avaliação dos perfis financeiros e risco de crédito totalmente online. o empréstimo pessoal online no caso do acesso ao crédito, as fintechs democratizaram os pedidos de empréstimo, que antes ficavam restritos às burocracias dos bancos tradicionais. empresas como a fintech moneyman passaram a oferecer empréstimos totalmente online, onde o solicitante pode fazer seu pedido sem sair de casa. o crédito pessoal no moneyman é oferecido em até 12 parcelas e pode ser solicitado mesmo por quem não tem comprovante de renda.

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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