31/10/2018

Confederação de seguradoras entrega 22 propostas para Bolsonaro

 confederação nacional das empresas de seguros gerais, previdência privada e vida, saúde suplementar e capitalização (cnseg) divulgou comunicado sobre a eleição de jair bolsonaro para a presidência da república. a entidade parabenizou o presidente eleito, e informa que entregou pessoalmente um total de 22 propostas. "o mercado de seguros brasileiro ocupa a 46ª posição do ranking mundial no consumo por pessoa, em descompasso com a economia do país, a nona maior do planeta. o setor segurador é responsável pela formação de poupanças equivalentes a r$ 1,2 trilhão, sendo um dos maiores investidores institucionais do país. há, portanto, um cenário de muitas oportunidades e desafios para a inclusão social neste mercado", diz marcio coriolano, presidente da cnseg, na nota. por conta dessa importância, coriolano defende que o setor "deve ter papel destacado na formulação e execução de políticas públicas, no planejamento dos investimentos privados e nas ações governamentais que deverão ser realizadas". fonte: estadão
31/10/2018

Seguradoras pressionadas com nova abordagem das normas IFRS

 grandes seguradoras globais iniciaram os preparativos para a ifrs 17 e a ifrs 9, mas as pequenas ainda estão atrasadas. confira os detalhes internacional – as grandes seguradoras globais iniciaram os preparativos para a ifrs 17 (que diz respeito aos contratos de seguros e que passa a vigorar em 1⁰ de janeiro de 2021) e a ifrs 9 (norma sobre instrumentos financeiros que deverá ser adotada em conjunto para a maior parte das empresas seguradoras), mas as pequenas ainda estão atrasadas, de acordo com um novo relatório “participando para vencer”, da kpmg internacional. 67% das grandes seguradoras pesquisadas estão na fase de concepção de projeto ou implementação da ifrs 17 e 64% estão em posição semelhante com relação à ifrs 9. em comparação, entre as pequenas seguradoras, somente 10% e 25% iniciaram a concepção de projeto ou a implementação da ifrs 17 e da ifrs 9, respectivamente. segundo o estudo, mesmo diante do progresso de muitas seguradoras, ainda há obstáculos para tornar a ifrs 17 e a ifrs 9 operacionais: 90% delas afirmaram que esperam dificuldades para garantir um número suficiente de pessoas fazer o trabalho e metade delas está preocupada com o orçamento. “as organizações globais que estão mais adiantadas com os projetos são as que mais sentem a pressão do tempo. quanto mais fazem, mais percebem como a implementação das novas normas é desafiadora. as pequenas seguradoras, que fizeram um mínimo de preparativos, precisam se engajar urgentemente nessa tarefa. já aqui no brasil, espera-se que o ifrs 9 seja obrigatório para seguradoras que não estão ligadas a banco somente quando o ifrs 17 entrar, e sobre esse último, as entidades ainda não possuem prazo regulamentar”, afirma o sócio da kpmg no brasil, lúcio anacleto. pessoal e treinamento são necessidades críticas ainda de acordo com a pesquisa, 45% das grandes seguradoras no mundo já têm equipes com 50 ou mais integrantes e metade delas já recrutou até 25 pessoas. o levantamento mostrou ainda que o treinamento é uma necessidade crítica e que até agora a maioria das seguradoras só capacitou os membros das equipes de implementação. a maioria das grandes seguradoras pesquisadas, 97%, vê a implementação nas novas normas ifrs como uma oportunidade de transformar os negócios, com foco na otimização do processo (77%), aperfeiçoamento do processo atuarial (65%) e modernização do sistema (58%). “os custos da implementação da ifrs 17 e da ifrs 9 são significativos, mas a pesquisa demonstra que as oportunidades apresentadas são ainda maiores. com as novas normas, as seguradoras passaram a ver as estratégias e processo financeiro e atuarial de novo ângulo. a transição pode ser um catalisador da inovação e do desenvolvimento dos talentos dos seus líderes emergentes”, analisa. desafios operacionais o levantamento identificou também que os novos desafios operacionais ficam claros à medida em que os preparativos avançam: somente 7% das seguradoras pesquisadas acreditam que estarão prontas a tempo para os dois anos da execução paralela; mais da metade (56%) prevê somente um ano de execução paralela antes de se firmarem. “em última instância, é um ponto crítico para as seguradoras a atenção à evolução das questões de interpretação para que os impactos sobre as demonstrações financeiras sejam bem entendidos e que haja um diálogo com os investidores sobre as mudanças que podem esperar”, acrescentou. a pesquisa o relatório “participando para vencer” (do original em inglês, in it to win it: feedback from insurers on the journey ifrs 17 and 9 implementation one year in) fez uma abordagem da implementação da ifrs 17 e da ifrs 9, realizada com base em uma pesquisa com 160 executivos de seguradoras de mais de 30 países. a maior porcentagem de empresas (37%) é composta, 19% são seguradoras de ativos e responsabilidade civil, sendo 7%, resseguradoras. são consideradas grandes seguradoras as que tiveram prêmios superiores a us$ 10 bilhões e pequenas as que tiveram prêmios abaixo de us$ 1 bilhão. fonte: l.s. revista apólice
31/10/2018

Redução do teto e FGTS estão nos debates da reforma

 com previsão de intenso debate já nos primeiros dias do governo do próximo presidente, jair bolsonaro (psl), a reforma da previdência já é tratada por diversas entidades e associações relacionadas ao tema. o principal ponto é como torná-la palatável ao contribuinte, com regras mais claras e objetivas, além da justiça social - ou seja, buscar igualdade para os desiguais. para isso, além da proposta enviada pelo presidente michel temer (mdb) ao congresso - que sequer foi votada pelos parlamentares - outras alternativas começam a surgir para contribuir na discussão. o diretor-presidente da associação brasileira das entidades fechadas de previdência complementar (abrapp), luís ricardo martins, ratificou o apoio a uma proposta do professor da universidade de são paulo (usp), hélio zylberstajn, a qual se debruça em alguns pilares para o desenvolvimento da reforma: o primeiro básico, para toda a população; o segundo com um teto menor que o atual, capitalizado e compulsório; o terceiro coletivo capitalizado opcional e o quarto individual e também opcional e capitalizado. a ideia seria reduzir o atual teto do instituto nacional do seguro social (inss), de r$ 5.645,80 para r$ 2.000,00, que passaria a valer para quem ingressasse no mercado de trabalho a partir da aprovação da lei. para complementar a renda, seriam criadas poupanças individuais, com capitalização dos recursos e utilização de parte do fundo de garantia do tempo de serviço (fgts) para incrementar o valor. as alíquotas de contribuição compulsória seriam revistas, a fim de se adequar à proposta. além disso, haveria os planos de previdência complementar como uma terceira alternativa, de maneira opcional. segundo martins, esse modelo traria uma mudança estrutural no atual modelo de previdência pública e geraria um "pacto de gerações" entre os mais novos e mais velhos. "a cada ano, temos menos contribuintes e mais aposentados. essa conta não irá fechar em algum momento. futuramente, trabalharemos mais, contribuiremos mais e receberemos menos do que devíamos", alerta o dirigente da abrapp. ele entende que esse modelo de capitalização de recursos pode ser a "solução da macroeconomia brasileira" a fim de viabilizar os proventos no futuro. o dirigente também defende que o novo presidente recrie o ministério da previdência social, que em 2016 estava unido à pasta do trabalho e, depois, foi integrado ao ministério da fazenda. para martins, a questão social e a urgência em tratar assuntos tanto de ordem pública quanto de previdência complementar se tornam imperativos para o retorno. "a fazenda tem um caráter tributário, fiscalizatório, diferente da proposta da previdência, de cunho social e assistencialista. e falo também em relação à previdência complementar, que esteve ligada há 40 anos a esse ministério. são 30 milhões de aposentados, e acredito que podemos atuar com maior protagonismo, um parceiro na resolução de problemas", explica. o pedido, no entanto, vai de encontro ao enxugamento da máquina pública, proposto pelo novo presidente, a fim de reduzir despesas. com 105 anos de existência, o gboex caminha para mais um ciclo de boas notícias. a previsão para 2018 é de crescimento em torno de 7%, acima da inflação projetada para o ano. a entidade aberta de previdência complementar sem fins lucrativos expandiu sua oferta também na área de seguros de vida com novos produtos, como um seguro no qual o beneficiário designado pelo contratante pode sacar uma parcela do valor acumulado antes da ocorrência do sinistro. mesmo diante de um ano com pleito eleitoral, sempre visto com desconfiança, a visão da empresa é de que o mercado está "na contramão da economia", ou seja, com crescimento maior em relação aos vistos em outros setores. o diretor-presidente do gboex, ilton brum de oliveira, salienta que a empresa trabalha forte na tecnologia em duas frentes. a primeira delas é auxiliar os corretores de seguros, com informações sobre seus planos e também aprendizado - um curso de ensino a distância está sendo elaborado com o intuito de ajudar tantos os vendedores quanto os clientes, a fim de educação e conscientização financeira. o segundo ponto é se aproximar dos clientes, por meio de campanhas publicitárias e redes sociais. "queremos achar formas de usar a internet a favor das pessoas. ela jamais será substituta de algo ou alguém, mas é uma ferramenta facilitadora para nós", justifica. oliveira identifica uma "gratidão" dos familiares dos segurados à empresa e, sobretudo, às coberturas propostas nos seguros e planos complementares de previdência. "nosso lema é cuidar das pessoas, e em momentos críticos, elas sabem que podem contar conosco em momentos de perda de um ente querido", conta. por isso, o gboex preza pelo planejamento a longo prazo, e tenta passar essa ideia àqueles que pretendem ingressar com investimentos. em relação à previdência privada, há a oferta de planos mais conservadores, com rendimento fixo e outros mais arrojados, com um mix entre investimentos com menor risco e outros com maior volatilidade, como o mercado de ações. acima de qualquer escolha, o diretor-presidente vê que a aposentadoria complementar serve para suprir o "ânimo e desânimo" causado pela previdência social, e vê que os profissionais liberais, pela maleabilidade das propostas, se encaixam bem na proposta de previdência complementar. "a matemática de uma e de outra são diferentes, há uma série de regras no instituto nacional do seguro social (inss), enquanto aqui, o dinheiro é seu e pode ser resgatado quando quiser", diz.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/especiais/seguros_previdencia_2018/2018/10/653639-reducao-do-teto-e-fgts-estao-nos-debates-da-reforma.html)
26/10/2018

Setor de seguros deve aprender a lidar com a diversidade

 exclusivo – no mês de dezembro será lançado o instituto para a diversidade e inclusão no setor de seguros, uma entidade que tem como propósito aumentar a conscientização do mercado sobre o tema. o instituto deverá promover ações que auxiliem o setor de seguros a trabalhar melhor estes temas. serão elaborados treinamentos e consultoria na implementação de programas internos para o desenvolvimento da diversidade, na publicação de artigos acadêmicos e outras iniciativas relevantes. o instituto também deve se aliar a outros congêneres para potencializar as ações. valeria schmitke, presidente do idis, afirma que o instituto utiliza a expressão “setor de seguros” porque o objetivo da proposta é envolver todos os agentes do mercado, sejam eles seguradoras, provedores de serviços, corretores, resseguradoras, escola nacional de seguros, operadoras de planos de saúde etc. “inicialmente, trabalharemos três pilares: gênero (mulher), lgbt+ e raça/etnia. consideramos que essas são as áreas mais urgentes à qual devemos nos dedicar, mas vamos, no futuro, trabalhar os pilares de pcds, gerações e outros”, adianta valeria. o primeiro passo no desenvolvimento da diversidade é a criação de conscientização sobre as ideias preconcebidas ou “vieses inconscientes”. “começando os trabalhos neste sentido, será feito o lançamento do idis em são paulo, no dia 12 de dezembro, no auditório da escola nacional de seguros. fonte: revista apólice
26/10/2018

“A longevidade é uma das grandes conquistas da humanidade. É hora de revermos nossos conceitos”

 neste exato minuto, enquanto milhões debatem a forma de lidar com os millennials, o planeta envelhece. os números não mentem, o planeta está se tornando cada dia mais prateado. no brasil, isso não é diferente. já temos mais avós do que netos. isso significa que já temos mais pessoas com mais de 60 anos do que crianças com até cinco anos de idade no país. são mais de 30 milhões de brasileiros chegando à maturidade e tomando um susto: com saúde e dinheiro no bolso, estão mais ativos do que nunca! é só olhar para os lados. os maduros de hoje estão pelas ruas, passeando, trabalhando, casando de novo, consumindo, enfim: aproveitando a vida. a imagem da bengala, do cabelo preso ao coque, da pessoa reclusa em casa esperando a hora da morte já não faz mais sentido. é mais fácil encontrar um 60+ na academia do que na cadeira de balanço eles não são mais os mesmos e se torna urgente, para o mercado e toda a sociedade, o despertar de um novo olhar sobre a geração prateada. para mergulhar nessa nova dinâmica demográfica, fomos à campo e o resultado é o estudo tsunami60+: pesquisa inédita, realizada pelo hype60+ e pipe.social, sobre o que chamamos de economia prateada e raio-x sobre os maduros no brasil. o projeto contou com duas fases: na primeira, um mapeamento comportamental e econômico do segmento 60+ com tendências mundiais e, na segunda fase, uma pesquisa quantitativa e qualitativa com abordagem etnográfica realizada entre brasileiros prateados (acima de 55 anos) nas cinco regiões do país. no total, falamos com 2 330 maduros de todas as classes sociais, explorando temas como trabalho, saúde, família, amigos, sexualidade e finanças. foram mais de dez meses de trabalho, uma equipe que somou quase 100 pessoas e reflexões profundas sobre o futuro, que nos fez perder o sono muitas vezes. a longevidade impacta não somente nossas vidas, mas também os negócios. os maduros estão criando uma nova economia, como mostra a definição do oxford economics: a economia prateada é a soma de todas as atividades econômicas associadas às necessidades das pessoas com mais de 50 anos e os produtos e serviços que elas consomem ou virão a consumir a economia prateada já é a terceira maior atividade econômica no mundo e no brasil, representando 20% do consumo nacional. indo na contramão do imaginário coletivo de uma maturidade dependente e sem recursos financeiros, os dados surpreendem: 86% dos brasileiros com mais de 55 anos afirmam ter renda própria; entre os com 75 anos ou mais, esse índice é de 93%. e mais, não só de aposentadoria vivem: as principais fontes de renda na faixa etária de 55 anos a 64 anos, são o trabalho profissional (49%), a aposentadoria (39%), os rendimentos de aluguéis (6%), as aplicações financeiras (3%) e o plano de previdência privada (2%). entre os com mais de 65 anos, as porcentagens são 22%, 69%, 3%, 2% e 4%, respectivamente. seis em cada dez dos brasileiros 55+ têm uma renda individual que representa pelo menos 50% da renda bruta familiar na prática, eles são responsáveis pela maior fatia da renda da família e da gestão financeira do lar. e, apesar de precisarem e desejarem continuar trabalhando, relatam grande preconceito no mercado de trabalho. entre os entrevistados com mais de 55 anos, 24% afirmam que a falta de espaço no mercado de trabalho é a segunda maior perda que vem com a idade, atrás apenas da perda física. enxergam, por outro lado, os novos formatos de trabalho como uma oportunidade para continuar na ativa por menos horas, conciliar trabalho com lazer sem impactar os sonhos da aposentadoria e ter uma renda necessária ao planejamento financeiro para a longevidade. o trabalho voluntário também ganha espaço na rotina: 23% afirmam realizar alguma atividade voluntária semanal. entre os 75+, 12% afirmam que esse trabalho é diário; 34% desejam, no futuro, se dedicar a trabalhos voluntários. iniciativas como a maturijobs, trampolim60+ e reinvenção do trabalho 60+ se destacam ajudando os maduros a enxergar novas possibilidades de atuação.   a longevidade é uma das grandes conquistas da humanidade e chegou a hora de revermos nossos conceitos sobre essa fase, que em breve será a maior de nossas vidas estudiosos afirmam que já está entre nós a pessoa que vai viver mais de 200 anos. precisamos nos preparar para uma vida com cada vez mais tempo e para consumidores cada vez mais maduros. o futuro é velho! layla vallias, 27, é cofundadora do hype60+, núcleo de inteligência de marketing especializado no consumidor sênior. foi diretora do aging 2.0 são paulo, organização de apoio a empreendedores com soluções para o envelhecimento em mais de 20 países. mercadóloga de formação, com especialização em marketing digital pela universidade de nova york, trabalhou com desenvolvimento de produto na endeavor brasil.
26/10/2018

Brasileiros contratam mais seguros para proteção pessoal

 seguro de vida, proteção financeira e seguro auxilio funeral estão entre os produtos mais procurados os brasileiros estão mais previdentes. até agosto deste ano, as contratações de seguros para proteção pessoal (seguro de vida, seguro de acidentes pessoais, prestamista, entre outras modalidades) totalizaram r$ 24,8 bilhões e o valor é 9,4% superior aos r$ 22,6 bilhões registrados de janeiro agosto de 2017, segundo levantamento da fenaprevi (federação nacional de previdência privada e vida). na análise por modalidade de produto, o seguro de vida tem a maior carteira do mercado de seguros de pessoas e esteve entre as coberturas mais contratadas. o volume de contratações cresceu 8,5% e os prêmios totalizaram r$ 9,7 bilhões. outros ramos também apresentaram alta expressiva no total de contratação no período com evolução acima de dois dígitos na comparação com o mesmo período do ano passado. um dos destaques foi o seguro prestamista, que cobre o pagamento de prestações de compras no varejo no caso de morte, invalidez ou perda involuntária do emprego do titular da apólice. a modalidade apresentou de 21,5% frente ao ano anterior, com r$ 7,4 bilhões em prêmios. as vendas do varejo avançaram 6,9% em agosto de 2018 frente ao mesmo mês do ano anterior, segundo o ibge, o que puxou o desempenho do seguro. o seguro auxilio funeral também esteve entre os seguros mais procurados pelos brasileiros no período. no acumulado de janeiro a agosto os prêmios foram de r$ 402,78 milhões e a alta foi de 11,1%. no mesmo período em 2017, os prêmios foram de r$ 362,4 milhões. segundo a federação, no acumulado de janeiro a agosto as indenizações totalizaram r$ 6,1 bilhões, valor maior que os r$ 6 bilhões de janeiro a agosto de 2017. “as indenizações em crescimento reforçam o caráter social do seguro que tem o propósito de garantir proteção para a vida econômica do segurado e de seus familiares”, diz edson franco, presidente da fenaprevi. resultado mensal na avaliação mensal, cresceram também as contratações. segundo os dados do balanço da fenaprevi, o valor pago pelos segurados para contratação de coberturas para seus riscos pessoais foi de r$ 3,2 bilhões, crescimento de 6,6% em relação aos r$ 3,0 bilhões de agosto de 2017. os dados do balanço da federação mostram que a contratação do seguro de vida cresceu 7,39% e movimentou r$ 1,3 bilhão. o seguro prestamista, por sua vez, obteve o maior crescimento relativo com alta de 15,8% e movimentou r$ 972,0 milhões no período, enquanto que no mês período do ano passado foram r$ 839,1 milhões em prêmios. o seguro auxílio funeral também apresentou crescimento nominal positivo de 10,0% e prêmios de r$ 50,7 milhões, enquanto que em agosto de 2017 as contratações totalizaram r$ 46,0 milhões. fonte: portal nacional de seguros
26/10/2018

Exemplo de Mediação para o Mercado Segurador

 em setembro de 2004, o sincor-rs criou sua ouvidoria com a certeza de que estava preenchendo uma lacuna no mercado segurador gaúcho, pois, surgia um canal de conciliação entre o sindicato, corretores, seguradoras e segurados. a proposta, pioneira, hoje se mostra alinhada com a tendência mundial de diversas entidades. é um canal de diálogo onde as pessoas têm certeza de que suas reclamações, sugestões ou elogios serão levadas adiante. o coordenador da ouvidoria, luis alberto g. dos santos diz: - nos preocupamos sempre com efetividade de nossas ações. quando recebemos uma reclamação, tratamos sempre de chamar as partes para buscar um entendimento. se o assunto não tem saída, podemos levá-lo à susep. a maioria tem solução já com a mediação da ouvidoria. busca de entendimento as denúncias precisam ser bem fundamentadas, de preferência relacionando documentação existente sobre o caso, que confirmem atitude anti-ética ou ilegal. são recebidas também críticas, sugestões, elogios, consultas ou pedidos de informações. luis alberto prossegue: - procuramos fazer a conciliação entre segurado e segurador, segurado e corretor ou corretor e seguradora, para que aja um entendimento. através do contato direto com as seguradoras, as ocorrências têm resposta rápida a quem encaminhou: - graças ao respeito que o mercado gaúcho tem com o sincor-rs, o entendimento com as seguradoras é de excelente nível. nós temos sempre resposta e boa vontade das partes envolvidas -” destaca. a ouvidoria atende na sede do sindicato – praça oswaldo cruz, 15, conjunto 1714, em porto alegre – às terças e quintas-feiras para reuniões presenciais, mediante agendamento pelo fone (51) 3225-7726. outro canal de contato é o e-mail exclusivo ouvidoria@sincorrs.com. fonte: sincor-rs
26/10/2018

Corretor: segmento de seguros possui novas regras

 o cnsp estabeleceu através da resolução 364/18 novas regras para o seguro de responsabilidade civil do transportador rodoviário de passageiros, por meio de ônibus, micro-ônibus e similares. nesse seguro, o segurado é, exclusivamente, o transportador devidamente autorizado. a cobertura básica do seguro deverá compreender, no mínimo, a garantia das quantias devidas, pelo segurado, a título de reparação civil, relativas a danos corporais e/ou materiais causados aos passageiros que estejam no interior do veículo segurado, ocorridos durante viagem, desde que estes decorram, direta e exclusivamente, de um ou mais eventos definidos nas condições contratuais. a seguradora reembolsará as custas judiciais e os honorários dos advogados de defesa do segurado, quando contratualmente previsto, e do reclamante. as condições gerais do seguro deverá prever que esse reembolso somente ocorrerá quando o pagamento advenha de sentença judicial ou acordo autorizado pela seguradora, e até o valor da diferença, caso positiva, entre os limites máximos estabelecidos na apólice em vigor, e a quantia pela qual o segurado é civilmente responsável. as seguradoras poderão oferecer coberturas adicionais, com a respectiva cobrança de prêmio, desde que os riscos cobertos estejam diretamente relacionados com a responsabilidade civil do transportador rodoviário de passageiros. para que os tripulantes do veículo transportador estejam cobertos pelo seguro deverá ser contratada cobertura adicional específica. o segurado será obrigado a comunicar, por escrito, à seguradora, qualquer alteração que ocorra nos dados constantes na proposta de seguro, com, no mínimo, cinco dias úteis de antecedência, contados da data do início de vigência da alteração pretendida. a seguradora deverá se pronunciar, dentro de 15 dias após o recebimento da comunicação, sobre a sua aceitação ou não. a ausência de manifestação, por escrito, da seguradora, caracterizará a aceitação tácita da alteração proposta. não será admitida a presunção de que a seguradora possa ter conhecimento de circunstâncias que não constem da proposta e daquelas que não tenham sido comunicadas posteriormente, na forma do artigo anterior. garantias o seguro de responsabilidade civil do transportador rodoviário de passageiros garante ao segurado, quando responsabilizado por danos causados aos passageiros, o reembolso das indenizações que for obrigado a pagar, a título de reparação, por sentença judicial transitada em julgado, ou por acordo com os passageiros prejudicados e/ou seus beneficiários, com a anuência da seguradora, desde que atendidas as disposições do contrato. ao invés de reembolsar o segurado, a seguradora poderá oferecer a possibilidade de pagamento direto ao passageiro prejudicado e/ou seus beneficiários. o valor das reparações, acrescido do reembolso das respectivas despesas, não poderá exceder, na data de liquidação do sinistro, os limites máximos estabelecidos na apólice. caso, na data de liquidação do sinistro, as reparações devidas, somadas com as respectivas despesas, perfizerem total maior que os limites máximos estabelecidos na apólice, estes serão os valores dos pagamentos, não respondendo a seguradora pela diferença. nessa hipótese, a seguradora priorizará o pagamento, até os limites máximos estabelecidos na apólice, das reparações devidas aos passageiros, limitando o reembolso das despesas efetuadas pelo segurado, à diferença, se positiva, entre aqueles limites e o valor pago a título de reparações. se a reparação devida compreender pagamento em dinheiro e prestação de renda ou pensão, a seguradora pagará preferencialmente o primeiro, respeitadas, na data de liquidação do sinistro, as disposições deste seguro. caso a seguradora tenha que contribuir também para renda, ou pensão, fá-lo-á mediante o fornecimento ou a aquisição de títulos em seu próprio nome, cujas rendas serão inscritas em nome das pessoas com direito a recebê-las, com cláusula estipulando que, cessada a obrigação, tais títulos reverterão ao patrimônio da seguradora. esse seguro poderá ser contratado pelo período de duração de apenas uma viagem ou por período prefixado, bem como poderá ser anual ou plurianual. no seguro contratado pelo período de apenas uma viagem, a seguradora emitirá um certificado de seguro previamente a cada viagem de cada veículo transportador. a seguradora poderá emitir uma única apólice para cobertura de mais de um veículo transportador. neste caso, na apólice única deverão estar relacionados todos os veículos transportadores incluídos no seguro. a contratação desse seguro deverá ser feita sempre a primeiro risco absoluto e sem prejuízo da cobertura do seguro obrigatório de danos pessoais (dpvat). as seguradoras poderão oferecer, facultativamente, a segundo risco em relação ao seguro de responsabilidade civil do transportador rodoviário em viagem internacional – rctr-vi, a extensão do presente seguro para os países signatários do acordo sobre transporte internacional terrestre – atit. os termos da resolução entram em vigor 90 dias após a data de sua publicação, ou seja, na primeira quinzena de janeiro do próximo ano. fonte: cqcs
26/10/2018

Seguros fazem a economia girar

 mercado, além de reparar os danos dos eventos adversos que ocorrem com pessoas e empresas, movimenta os setores de toda a cadeia produtiva na economia, o risco é um agente dos fortes. e para todo agente macroeconômico, um movimento paralelo acontece. a proteção passa a ser um instrumento primordial na hierarquia de despesas das pessoas e do setor produtivo. para o risco, o mercado de seguros aparece como um mecanismo cuja função vai além da reposição de perdas. além de reparar os danos dos eventos adversos que ocorrem com pessoas e empresas, os seguros assumiram papel importante na economia. no brasil, em 2017, eles representaram 6,5% do produto interno bruto (pib), movimentando r$ 470 bilhões em prêmios (valores pagos pelos segurados em 2017). desse montante, r$ 277 bilhões voltaram à economia como indenizações e restituições de bens e patrimônios. e vale mais que isso. o professor da escola nacional de seguros, bruno kely, explica que devolver o equilíbrio financeiro evita, por exemplo, descompassos nas finanças de pessoas físicas e desabastecimentos da produção industrial ou agrícola, o que neutraliza reflexos inflacionários da queda de oferta. “detalhe: o ‘restante’ do saldo também movimenta outros setores, já que não fica parado. as seguradoras passam a compor fundos de investimentos em áreas de retorno potencial e também no mercado de capitais”, diz. são diversos produtos oferecidos por seguradoras no brasil, que vão dos tradicionais seguros de carro e de residência, até os seguros de vida ou das atividades agrícola e industrial. planos de saúde também integram o mercado. ainda segundo kelly, o seguro tem um objetivo social. “os seguros não são feitos para dar lucro. se der lucro, pode-se avaliar que há margem para fraude. a função é repor perdas causadas por fatos inesperados, algo que ocorreu subitamente e que tirou um lastro financeiro importante das pessoas ou de uma empresa. considerando um seguro de vida, a perda de um ente ou um acidente que provoca invalidez têm grave impacto familiar, ou seja, um seguro de vida, apesar de a vida não ter preço, ajuda na reestruturação da família. então tem esse lado social”, pontua. o advogado e especialista em direito securitário do escritório queiroz cavalcanti advocacia, leonardo cocentino, reforça que o seguro é um produto legal, regulamentado e que cumpre regras. “no brasil, todas as seguradoras têm que seguir normas regulamentadas pela susep, órgão responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro. o mercado cumpre, por exemplo, requisitos de lastro financeiro de reservas para indenizar tudo que é coberto pela apólice. ela é a lei dos seguros. é o contrato que vai detalhar tudo que é direito e dever das duas partes envolvidas. então a recomendação é atentar para o contrato, onde vão estar também as causas de exclusão de cobertura”, destaca. uma recomendação para o bom funcionamento do setor é a transparência. “o segurado precisa prestar as informações para não haver falhas no cálculo do prêmio, que é o custo do seguro para o segurado. esconder fatos pode ser interpretado como fraude e colocar em risco o recebimento da indenização. é o caso de dizer que o carro dorme em garagem quando ele fica na rua, onde está mais exposto a sinistros”, explica. “outro equívoco é o de escolher correr riscos porque possui seguro ou então usar o seguro sem necessidade, o que ocorre principalmente em planos de saúde. o que também é bom esclarecer é que quem paga as indenizações ou os custos das consultas médicas são os segurados e não as seguradoras. a conta é simples. quanto mais se usa, maior será o reajuste do plano de saúde ou o valor do prêmio do seguro, porque o cálculo do preço considera os riscos de sinistralidade, mas os reajustes são medidos a partir das despesas com indenizações dividido por todos os segurados”. saldo se torna investimento em termos econômicos, além de manter o equilíbrio das atividades das pessoas e das empresas a partir das indenizações, a gestão dos valores pagos pelos segurados às seguradoras tem procurado movimentar o dinheiro recolhido para rentabilizá-lo, inclusive financiando diretamente outras atividades produtivas. com dados de 2017, aproximadamente r$ 200 bilhões estariam parados por não terem sidos demandados pelos segurados para pagar as indenizações. as seguradoras passaram a investir tanto em fundos de investimentos privados, capitalizando empresas que querem expandir, como também na aquisição de ações de empresas públicas e privadas. “a economia brasileira possui muitos investidores institucionais e as seguradoras são um deles. todo o dinheiro que ela recolhe dos prêmios, ela usa para pagar os sinistros e não deixar o restante parado passou a ser um uso eficiente do dinheiro. esse dinheiro volta para a economia de várias formas e o principal é alimentar fundos de investimentos para viabilizar setores da economia de alto impacto, como o de construção civil. a bradesco seguros, por exemplo, já financiou a construção de um shopping center. o aluguel das lojas do shopping era rentabilidade para a seguradora”, destacou. outro mercado em questão é o de capitais. “quando uma empresa quer se capitalizar para investir, ela abre o capital e faz uma oferta inicial de ações. o montante gerido pelas seguradoras também é aplicado nesse mercado, a roda vai girando e a economia vai se retroalimentando. essa oferta de ações capitaliza a empresa, que reinveste no negócio para, na maioria dos casos, ganhar mercado e ampliar produção, o que a gente entende que promove avanços com empregos. é quando você percebe que a geração de empregos promovida pelo segmento de seguros vai além das seguradoras”, detalha.  fonte: diário de pernambuco por andré clemente

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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