10/06/2019

União Seguradora entrega prêmio

 a união seguradora, empresa do grupo aspecir, entregou ao sr. ivony rodrigues avila filho o prêmio de r$ 5.000,00. ao fazer o seguro de vida da aprefa, o sr. ivony recebeu um plano de capitalização vida flex e concorreu todos os sábados através da extração da loteria federal a uma premiação. o cheque foi entregue pelas mãos do diretor-presidente milton machado e pelo diretor comercial da união seguradora, joão lock, no dia 07 de junho de 2019 na sede do grupo aspecir. também estavam presentes a diretora-presidente da aprefa, sra. cleci maria jurach e o sr. taner gonçalves palacio.     
05/06/2019

Uso da tecnologia traz benefícios para o mercado de seguros

 isb brasil reuniu especialistas e profissionais do mercado segurador para debater como a tecnologia está mudando a forma de prospectar clientes e vender seguros. a tecnologia pode potencializar a experiência do usuário no mercado de seguros e ampliar o relacionamento. ela, por si só, não será a solução. entretanto, pode ser uma ferramenta para captação de novos segurados, principalmente pela facilitação e amplitude na oferta de produtos e serviços. além disso, a tecnologia possibilita a captação de dados importantes e que servem de insumo na hora de pivotar a maneira como se oferta benefícios e seguros hoje em dia. a afirmação é de thiago martins diogo, coordenador de inovação da isae escola de negócios, que participou do debate “como a tecnologia está mudando o mercado de seguros”, realizado na última semana pelo isb brasil (instituto superior de seguros e benefícios brasil). segundo martins, a tecnologia pode agilizar o processo de contratação de seguros, mas não substitui o papel do corretor. “a tecnologia pode acelerar o processo de contratação, mas o relacionamento de confiança se constrói com o olho no olho. é assim em muitos outros segmentos”, diz. o evento contou ainda com a palestra “como a tecnologia está transformando o mercado de seguros”, ministrada por arthur igreja, que de forma provocativa e dinâmica trouxe uma série de cases e exemplos que transformaram a forma das pessoas interagirem e consumirem. arthur ressalta que é fundamental as empresas estarem atentas a essas mudanças, compreendendo as necessidades dos clientes e também do mercado em que atuam pois, em alguns casos, a digitalização é fundamental, mas em outros, o atendimento “analógico” e pessoal continua sendo fundamental. para o ceo da segfy, leonardo mack, uma das vantagens da tecnologia é a de ser uma ferramenta para reduzir burocracia e atividades repetitivas. “de burocracia, o setor de seguros está repleto e isso é um prato cheio para inovarmos com coisas simples que atrapalham o nosso progresso no dia a dia”, afirma, sugerindo algumas ferramentas gratuitas não só para prospectar, mas também para você ganhar tempo no trabalho, como o linkedin, facebook e instagram, segfy (para o corretor não ficar fazendo cotações e processos manuais do dia a dia, além de ter insights sobre cross e upsell), medium (publicação de artigos. isso ajuda em notoriedade nas buscas online), trello, slack, google business, google suite, entre outros. mack reforça ainda que sistemas especializados na área de seguros podem ajudar a reduzir o tempo para realizar cotações inúmeras vezes. “hoje não há mais motivos para não oferecer na hora os valores para seus segurados sem necessidade de retornar em 30 minutos com a proposta. obviamente que em alguns ramos isso pode ainda não ser uma realidade, mas com certeza é uma tendência e é importante ficar atualizado”, defende. gamificação – a gamificação é uma tendência que veio para ficar e está cada vez mais inserida no mercado de seguros. “é comum utilizarmos a gamificação como um facilitador para o engajamento no uso de algumas plataformas. entretanto, nem sempre é necessário criar um game novo. elementos de gamificação tem potencial incrível de gerar engajamento dos clientes e, atrelados a vantagens inteligentes para o usuário final, são uma forma de manter um relacionamento por meio de tecnologia”, explica martins, destacando que esta pode ser uma estratégia para conquistar novos clientes. “a gamificação tem tido êxito de engajamento ao longo da experiência proporcionada para o usuário. se recompensada e atrelada a moedas de troca, tem o poder não apenas de conquistar, mas também de manter clientes, principalmente os da geração z”, finaliza. o debate, que teve participação da plateia, contou ainda com as presenças de sandro ribeiro dos santos, diretor de tecnologia e inovação do isb brasil e césar heli oliveira, presidente do isb brasil. o isb brasil realiza palestras, cursos, seminários, pesquisas, mentoria e mediação, promovendo o desenvolvimento do mercado de seguros e a atualização dos profissionais que atuam no segmento. mais informações: www.isbbrasil.org.br. fonte: comunicação isb brasil
05/06/2019

Susep alerta Corretor sobre Riscos Excluídos

 o corretor de seguros deve ficar bem atento aos riscos excluídos no seguro residencial. a susep adverte em seu site que, salvo se contratada cobertura específica, prejuízos decorrentes desses riscos excluídos não serão indenizados pelo seguro. segundo a autarquia, a lista pode ser ampla, dependendo do contrato. mas, em geral, entre tais riscos constam inundação ou outra convulsão da natureza; comoção civil, rebelião ou insurreição; lucros cessantes e danos emergentes; queimadas em zonas rurais; e até roubo ou furto. além disso, é preciso atenção especial aos bens não compreendidos no seguro, que são aqueles especificados na apólice, para os quais a seguradora não indenizará os prejuízos, ainda que oriundos de riscos cobertos. nesse caso, podem estar pedras e metais preciosos, obras e objetos de arte em geral, bens de grande valor que facilmente são destruídos ou danificados por um incêndio, joias, raridades, manuscritos, plantas, projetos, papel-moeda, selos, cheques, papéis de crédito, moedas cunhadas e livros de contabilidade. bens de terceiros também podem ficar sem indenização, exceto quando encontrarem-se sob a responsabilidade do segurado para reparos ou manutenção e desde que existam registros documentados comprovando, através de notas fiscais ou ordem de serviço, a sua entrada e existência no local segurado. ainda de acordo com a susep, a cobertura principal do seguro residencial cobre danos causados por incêndios, queda de raios e explosão causada por gás empregado no uso doméstico (quando não gerado nos locais segurados) e suas consequências, tais como desmoronamento, impossibilidade de proteção ou remoção de salvados, despesas com combate ao fogo, salvamento e desentulho do local. entretanto, pode haver outras coberturas, como, por exemplo, as que indenizam danos decorrentes de incêndios provocados por explosão de aparelhos ou substâncias de qualquer natureza (não incluída na cobertura principal), ou decorrentes de outras causas como terremoto, queimadas em zona rural, vendaval, impacto de veículos, queda de aeronave, danos elétricos, dentre outras. fonte: cqcs
05/06/2019

Instituições financeiras podem explorar sistemas bancários integrados para oferecer serviços digitais seguros, diz Unisys

  unisys fala na fintech americas conference sobre a necessidade de adaptar os serviços bancários digitais a unisys corporation participa da fintech americas 2019 para discutir as oportunidades que os sistemas bancários integrados podem oferecer ao setor de serviços financeiros. entre elas, formas de integrar funções bancárias, de empréstimo e pagamento às aplicações de consumo mais populares. ao eliminar obstáculos dos processos tradicionais por meio dessas medidas, as instituições serão capazes de proporcionar uma excelente experiência aos clientes e promover avanços na gestão de identidades, que podem garantir uma sólida postura de segurança em meio ao acelerado ritmo de transformação. maria allen, vice-presidente e head global da unisys para a área de serviços financeiros, apresenta um painel de discussão ao lado de david estevez, cio do grupo petersen, e daniel kennedy, vice-presidente do scotiabank para bancos digitais, para discutir como a transformação digital das instituições financeiras está mudando a experiência e as expectativas dos clientes, e como avanços como o open banking têm aberto portas para a oferta de muitos serviços que bancos tradicionais não poderiam oferecer anteriormente. a discussão também aborda os riscos da segurança cibernética que as transformações podem trazer consigo e o import ante papel de uma abordagem zero trust para garantir sucesso no futuro. “o ritmo acelerado das mudanças no setor bancário está abalando a abordagem tradicional dos bancos em relação aos consumidores”, destaca allen. “os clientes de hoje contam com muitas opções, mas avanços como o sistema bancário integrado permitem que os serviços digitais sejam oferecidos em tempo real, quando e onde for preciso. trata-se de eliminar os obstáculos dos processos bancários tradicionais – permitindo que pessoas realizem transações de qualquer dispositivo, a qualquer momento – para proporcionar uma melhor experiência”. entre outros temas, destaca-se também a necessidade de os bancos ficarem atentos aos riscos de cibersegurança que podem enfrentar ao adotar novas tecnologias (como inteligência artificial baseada em voz) e de tomarem medidas proativas para estabelecer uma abordagem de segurança, uma vez que as defesas dos perímetros já não são suficientes para reagir às ameaças de hoje. usando tecnologias de acesso baseadas em identidade, bancos e instituições financeiras podem implementar um modelo de segurança zero trust para combater riscos sistêmicos agregados a sistemas bancários integrados. dessa forma, conexões com fornecedores e parceiros podem ser feitas com confiança e os benefícios do open banking podem ser concretizados. fonte: ipnews
05/06/2019

A Importância da Importância do Corretor de Seguros

 esse tema causa desconforto a uma grande quantidade de pessoas e me ocorreu escrever sobre minha experiência como próprio otário de empresa de pequeno porte. recentemente em face de queda nas vendas tivemos retração grande no faturamento e como única forma de defender a operação reduzimos despesas e como em qualquer lugar o primeiro a ser afetado foi o funcionário. a demissão de três pessoas de uma só vez que em media tinham 15 anos de empresa, custou r$ 208.500,00 o que equivale a um custo de r$ 69.500,00 por funcionário. não esqueçam que somos de pequeno porte e baixos salários embora nessa demissão houvesse um salário elevado. nesse momento entra o raciocínio que incomoda. segundo varias matérias em nossa mídia especializada e nas publicações de seguradoras e federações, temos cerca de 120 seguradoras no mercado. admitindo média de quinhentos funcionários por cada uma pode ser estimado um contingente de sessenta mil funcionários. nas empresas de corretagem, incluindo funcionários estimamos 240 mil pessoas; nas reparadoras de veículos, fornecedoras do sistema em serviços diversos, hospitais, clinicas etc., outros 240 mil colaboradores. esses 480 mil registrados na conta de empregados no sistema nacional de seguros gerariam hoje um passivo trabalhista de cerca de r$ 333,3 bilhões de reais. o decreto lei 73 salvou o mercado dessa situação e ainda temos figuras defendendo a exclusão do corretor de seguros e pretendendo fazer produção sem essa importante força de trabalho, acreditando que isso poderá ser resolvido por robô. alias esse robô quando você acessa um site de tribunal de justiça, rfb e uma centena de milhares de outros sites o robô pede para você fazer login ou se cadastrar ou informar que você não é outro robô e por isso ele pede para você marcar a janela que informa que você não é um robô. hilario, o robô não quer falar com outro robô e você humano tem que aceitar falar com o robô. será que isso vai prosperar. se ainda fosse titular de seguradora primaria por apoiar e prestigiar essa categoria que não mês custa um centavo de passivo trabalhista. fonte: segs por paulo pinna teixeira
05/06/2019

Como garantir pensão do INSS para os filhos?

 deixar pensão para os filhos é uma nobre preocupação que deve estar no radar de todos os pais. em determinados momentos da vida dos dependentes, essa renda pode suprir necessidades importantes e contribuir, inclusive, para a formação escolar. por essa razão, preparamos este post para que você entenda melhor o que é e quais são as limitações da pensão por morte do instituto nacional do seguro social (inss). vamos mostrar também quais opções de seguro podem ser contratadas visando a manutenção financeira dos filhos no futuro diante de uma eventual partida dos pais. quer ficar por dentro do assunto? então, continue a leitura! como garantir a pensão para os filhos? a pensão por morte do inss a pensão por morte do inss é um direito dos dependentes da pessoa falecida e segurada da previdência social. os segurados, ou contribuintes, são pessoas físicas que participam do fundo previdenciário do governo por meio de depósitos mensais. dessa forma, eles garantem o direito à aposentadoria pública e a outros benefícios e serviços de natureza previdenciária. já os dependentes são as pessoas sustentadas com base na renda do titular. segundo a lei vigente sobre os planos de benefícios da previdência social, o dependente precisa atender a algum destes requisitos para ter direito à pensão por morte do inss: • ser cônjuge ou companheiro do titular; • ser filho de qualquer condição, não emancipado, menor de 21 anos (ou de qualquer idade, porém inválido); • ser filho com deficiência mental ou intelectual (ou mesmo incapacidade física grave). além disso, a lei também assegura a qualidade de dependente aos pais do titular, bem como ao irmão menor de 21 anos ou de qualquer idade, na condição de invalidez ou que tenha deficiência intelectual, mental ou física grave. no entanto, para isso, é necessário comprovar legalmente a dependência econômica. para o cônjuge, companheiro ou filho, tal relação já é presumida pela lei. no caso do cônjuge divorciado ou separado, é preciso provar o recebimento de pensão alimentícia em vida para ter direito à pensão por morte — ou mesmo atestar que tenha voltado a viver maritalmente com a pessoa. ainda que esse cônjuge tenha renunciado à pensão alimentícia, ele tem o direito se comprovar necessidade econômica. essencialmente, a principal diferença entre a indicação de beneficiários na previdência social e em um plano de seguro de vida é que, no primeiro caso, os beneficiários são definidos pela lei. no segundo, isso é uma decisão do próprio titular quando da contratação do seguro ou a qualquer momento durante a vigência do contrato. em um plano de seguro de vida, quando não existem beneficiários indicados pelo segurado falecido, o benefício é repassado aos respectivos herdeiros legais. outros meios possíveis em uma eventual falta dos pais, pela lei, os filhos menores de idade devem ficar sob a tutela dos parentes consanguíneos, na prioridade do mais próximo ao mais distante — quando isso não for possível, fica a cargo do juiz a indicação de um tutor legal. no entanto, na prática, tais possibilidades se mostram insuficientes. isso acontece porque a carência paterna ou materna para um dependente demanda, sobretudo, a urgência de renda para custear a vida dos pequenos até a idade oportuna. sendo assim, para suprir essa necessidade de renda, a melhor opção é contar com uma pensão para os filhos. ela pode ser decorrente de um plano de previdência privada em nome do filho propriamente, ou em nome do pai tendo o filho como dependente. no caso de um plano de previdência complementar, os direitos previdenciários da pessoa falecida passam para o dependente indicado por meio do planejamento sucessório (procedimento administrativo de transferência patrimonial póstuma). outra opção para resguardar as finanças dos filhos é o seguro de vida, o qual pode, inclusive, ser útil ao próprio titular em vida. para tanto, é preciso fazer contratações adicionais, como seguro contra acidentes pessoais ou diagnósticos de doenças graves. a melhor opção de pensão para os seus filhos além dos benefícios citados, o seguro de vida também se destaca como uma boa oportunidade de pensão para os filhos em razão das oportunidades mensais de participar dos sorteios de prêmios atrelados à loteria federal. se a combinação dos números sorteados pela loteria coincidir com os “números da sorte” recebidos pelo segurado, ele é contemplado com valores especiais — que podem chegar até mesmo ao valor integral da apólice referente ao seguro de vida contratado. é preciso verificar as condições de cada plano, mas os melhores funcionam na base dos sorteios mensais, o que aumenta as chances de o segurado alcançar rapidamente seu objetivo de promover segurança financeira aos seus entes queridos no futuro. os seguros de vida também garantem proteção à família nos casos de morte acidental do titular ou morte por qualquer causa. diante de ocasiões como essas, os dependentes imediatamente recebem a indenização estipulada no contrato. tratando-se de coberturas adicionais do seguro de vida, é possível que o segurado fique prevenido contra vários tipos de invalidez, sendo indenizado conforme as regras do plano caso algum sinistro comprometa sua capacidade de trabalho. os tipos comuns de invalidez cobertos pelos planos de seguro de vida mais sofisticados são: • permanente total por acidente (ipta); • funcional permanente total por doença (ifpd); • funcional permanente total por doença antecipação (ifpda); • permanente total ou parcial por acidente com majoração (ipam). como deu para perceber, além de assegurar uma valiosa e estratégica pensão para os filhos diante de uma partida repentina dos pais, os planos de seguro de vida também trazem conforto financeiro a toda a família diante de eventos acidentais que podem extinguir a capacidade plena de trabalho de uma pessoa. portanto, esse tipo de seguro se destaca entre as melhores opções para quem está sabiamente pensando no futuro dos filhos e quer investir com segurança e conquistar objetivos tanto em vida (por meios dos benefícios e possibilidades citados) quanto após a própria partida, seguro de que quem fica permanece bem amparado. fonte: rede jornal contábil
05/06/2019

Cautela política interna direciona Ibovespa

 a agenda política interna direciona os negócios na b3 nesta quarta-feira (5). o ibovespa abriu em leve alta, mas passou a operar perto da estabilidade, com viés negativo. às 11h04min, caia 0,28%, aos 97.104,84 pontos, na mínima. o movimento vai na contramão do desempenho das bolsas de nova iorque, que sobem. por lá investidores avaliam dados fracos do mercado de trabalho e índices de atividade. mais cedo, o resultado da geração de vagas do setor privado norte-americano decepcionou, ao criar 27 mil empregos em maio. as expectativas eram de geração de 173 mil postos de trabalho. o dado reforça a ideia de analistas de corte na taxa de juros nos eua este ano. "lá fora subiu bem nos últimos dias, mas aqui não atendeu às expectativas. o clima por aqui está ameno, o governo está evoluindo na pauta de reformas, mas é preciso andar com mais certeza, ter algo mais concreto especialmente quanto à reforma previdenciária", diz luiz roberto monteiro, operador da mesa institucional da renascença dtvm. na corrida para impedir o descumprimento da chamada regra de ouro, é esperada para hoje a votação de projeto que abre um crédito extra de r$ 248,9 bilhões, na comissão mista de orçamento (cmo) do congresso nacional. os investidores ainda devem ficar de olho no desempenho das ações de estatais, sobretudo petrobras. é que também hoje o supremo tribunal federal (stf) retoma julgamento para decidir sobre liminar que condicionou a privatização de estatais ao aval do congresso. o plenário da câmara deve apreciar proposta de emenda à constituição do orçamento impositivo (que inclui emenda para pagamento da cessão onerosa à petroleira) e a proposta que regulamenta os prazos de tramitação das medidas provisórias no congresso. ontem, o ministro da economia, paulo guedes, criticou decisão do stf que barrou a venda da transportadora associada de gás (tag) da petrobras. apesar de positiva, a forte alta registrada nos últimos dois pregões em nova york não pode ser tomada como definitiva, pondera o economista silvio campos neto, sócio da tendências consultoria integrada. conforme ele, os fatores adversos que geraram a releitura sobre o federal reserve (fed, o banco central dos estados unidos) - de corte do juro - seguem presentes, com o risco de agravamento da guerra comercial e de intensificação da desaceleração das principais economias. "ou seja, embora os investidores vejam um possível afrouxamento monetário como antídoto para este mal estar, ainda é um quadro propício à elevada volatilidade. de todo modo, a expectativa de cortes na taxa de juros nos eua, mesmo que não neste momento, ajuda a aliviar parte do estresse das últimas semanas, avalia campos neto. fonte: jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/06/687453-cautela-politica-interna-direciona-ibovespa.html)
05/06/2019

Dólar abre em queda após dados de criação de emprego nos EUA

 a geração de um número vagas no setor privado dos estados unidos em maio (27 mil) bem abaixo do esperado por analistas (+173 mil) também apoia a ampliação da queda do dólar ante o real nesta quarta-feira (5). "maio marcou o menor ganho de vagas desde que a expansão econômica começou", afirmou o vice-presidente da adp, instituição que processa as folhas de pagamento nos eua. às 10h24min, moeda caía 0,18% a r$ 3,8495. o dado de criação de empregos privados de abril nos eua, por sua vez, foi ligeiramente revisado para baixo, de 275 mil a 271 mil. a pesquisa da adp é considerada uma prévia do relatório de empregos (payroll) americano, que inclui dados do setor público e será divulgado nesta sexta-feira (7). no brasil, persiste um otimismo no mercado financeiro com a perspectiva de aprovação da reforma da previdência. a pauta do congresso poderá induzir novos ajustes de posições durante. no foco estão ainda as discussões sobre a reforma da previdência na comissão especial da câmara. o presidente da câmara, rodrigo maia, disse na terça à noite que se discute um acordo parlamentar para que estados e municípios aprovem suas reformas por maioria simples nas assembleias legislativas, uma vez que há resistências de parlamentares à inclusão desses entes no projeto do governo federal. mas a confederação nacional dos municípios (cnm) se articula para manter ao menos os municípios na proposta, mesmo que os estados sejam retirados. fonte: jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/06/687447-dolar-abre-em-queda-apos-dados-de-criacao-de-emprego-nos-eua.html)
05/06/2019

Bolsas asiáticas fecham majoritariamente em alta, após rali em Nova Iorque

 as bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira (5), na esteira de um rali dos mercados acionários de nova iorque, que ontem saltaram mais de 2% depois de o presidente do federal reserve (fed, o banco central americano), jerome powell, sinalizar que a instituição está aberta a relaxar sua política monetária, o que significa possíveis cortes de juros nos estados unidos mais adiante. o índice japonês nikkei subiu 1,80% em tóquio nesta quarta, a 20.776,10 pontos, interrompendo uma sequência de cinco pregões negativos e exibindo seu maior ganho desde 26 de março. o dia foi de valorização também em hong kong, com alta de 0,50% do hang seng, a 26.895,44 pontos; em seul, onde o sul-coreano kospi avançou 0,10%, a 2.069,11 pontos; e em taiwan, com alta de 0,31% do taiex, a 10.461,62 pontos. na china, por outro lado, os mercados ficaram praticamente estáveis, num momento em que as negociações comerciais de pequim com os eua continuam num impasse. o shenzhen composto teve alta marginal de 0,04%, a 1.494,77 pontos, enquanto o mais líquido xangai composto registrou leve perda de 0,03%, a 2.861,42 pontos. quando os negócios já estavam praticamente encerrados nos mercados chineses, o fundo monetário internacional (fmi) divulgou comunicado reduzindo suas projeções para o produto interno bruto (pib) da china. o fundo agora prevê que a economia chinesa crescerá 6,2% em 2019 e 6% em 2020. anteriormente, suas estimativas eram de altas de 6,3% neste ano e de 6,1% no próximo ano. na oceania, a bolsa australiana também foi ajudada pelo rali em wall street, com destaque para ações do setor financeiro (+1,2%). o índice s&p/asx 200 subiu 0,41% em sydney, a 6.358,50 pontos. os mercados da austrália mal reagiram aos últimos números do produto interno bruto (pib) local, que cresceu 0,4% no primeiro trimestre ante os três meses anteriores e teve expansão de 1,8% na comparação anual, mostrando seu pior desempenho em quase uma década. fonte: jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/06/687437-bolsas-asiaticas-fecham-majoritariamente-em-alta-apos-rali-em-nova-iorque.html)

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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