16/10/2018

Corretor de seguros não é um intermediário de negócios*

 por definição, intermediário é aquele que está interposto no meio da cadeia comercial, entre o produtor e o consumidor. esse formato é clássico e, de imediato, nos remete à ideia de que o circuito de venda poderia perfeitamente transcorrer sem essa figura adicional. assim, depois de uma análise ligeira, toda e qualquer etapa que exista entre as pontas da relação de produção e consumo tem ameaçado seu trabalho na medida da possibilidade da sua inexistência. como consequência, um dos grandes movimentos do século xxi, impulsionado pelas possibilidades tecnológicas, é o da desintermediação. longe de querer dizer que a economia mundial esteja equivocada, creio ser importante lançar luz sobre alguns aspectos do processo de compra para extrair o melhor das deduções da sua dinâmica, em particular na indústria de seguros. um dos primeiros exercícios que proponho é o de fugir da tentação de igualar todos os tipos de compradores para todos os tipos de serviço e, depois, concluir sobre a média das amostras. coisas como "pesquisas indicam que 56% dos compradores desejam adquirir serviços online até 2022" - essa pesquisa não existe, pelo menos não com esses dados - de forma alguma me convencem. não estou dizendo que desconfio da pesquisa em si ou de sua metodologia. refiro-me ao conceito amplo de "serviços" e à imagem que se forma na cabeça do pesquisado enquanto ele oferece as suas respostas. olhando por outro ângulo, o que podemos falar sobre a forma com que a oferta de serviços vem evoluindo? se pudermos concentrar as habilidades das empresas na figura dos seus gestores, o que se poderia afirmar sobre o futuro que tem sido desenhado? pois bem, em tempos de avanços computacionais, pesquisas atuais indicam que as dez maiores habilidades desejáveis em um líder ideal estão relacionadas às suas habilidades humanas. "perceber" é uma palavra chave nessa questão. "intuir" é outra. logicamente, à primeira vista isso parece um grande contrassenso. se há tanta tecnologia, bastaria que o líder fosse um bom interpretador de relatórios para tomar as decisões mais pertinentes. painéis de controle com muitos índices de performance trariam informações mastigadas que, somadas com módulos de inteligência artificial, já poderiam indicar tendências baseadas em séries históricas que se iniciaram logo após a explosão original - o big ben -, reduzindo a margem de erro a quase zero. só que não funciona assim! no núcleo de todos os movimentos da evolução chegaremos na dissonância encantadora do comportamento. o modelo ideal humano é alvo de buscas filosóficas há séculos e varia em função da compreensão do mundo em que se vive. dessa forma, a ética, como meio de boa convivência, corre atrás das justificativas e explicações dos porquês, numa tentativa frenética de manter o gelo seco. se por um lado existe a figura da outra pessoa com quem nos relacionamos, por outro temos a programação atávica de sobreviver e proteger nossa prole. em maior e menor grau, navegamos entre esses extremos. me arrisco a dizer que essa é a matéria prima sobre a qual se constrói a indústria do seguro, ou seja, a capacidade de perceber o risco e antecipar sua solução para a manutenção da vida em sociedade. nesse ponto, o caldo para reflexões parece ser infinito. vamos, então, particularizar nossa conversa para o mercado dos seguros. pelo lado da demanda, representada aqui pelo indivíduo "normal" - no que diz respeito aos aspectos da sua existência -, a indústria de seguros se assemelha a um reino de regras criadas por quem detém o poder, aparentemente construídas para gerar verdades que têm como propósito final a negativa de anseios idealizados e, assim, aumentar o acúmulo de riquezas em detrimento às necessidades individuais. essa percepção choca-se frontalmente com a falta abrupta de alguém ou de alguma coisa ao se dar início o processo de utilização da apólice de seguros. e essa falta que é, por assim dizer, uma despedida indesejada e sintomatizada por um emaranhado de sensações, jamais deveria ter um contraponto no mundo dos dinheiros. tal noção ganha eco quando o assunto segurado é a saúde ou a vida de alguém amado. isso, em resumo, é a tradução de um processo de reclamação de sinistro. há uma sabedoria popular que dá conta de que "só damos valor às coisas depois que as perdemos". o "tempo" parece ser o ente mais extremo dessa equação, comprovação máxima dessa verdade. poetas talvez sejam os melhores intermediários desse sentimento. o incômodo do "deixar de ter" é mais intenso do que o sabor de "cultivar o já conquistado". essa premissa também é verdadeira no setor de seguros. quase a totalidade das pessoas se refere ao seu uso apenas na ocorrência de um sinistro quando, na verdade, o seguro esteve presente em todos os momentos da simples conservação. quantos de nós só usam seus carros em determinadas situações justamente por saber que eles estão segurados? todo esse encadeamento de emoções faz parte da dinâmica humana, que acaba por aumentar a pressão sobre uma das entregas do seguro seja na forma da reparação do que passou a faltar ou ainda, na minimização dos efeitos de uma perda. verdade seja dita: a tranquilidade de se arriscar em uma viagem de moto rende poucos agradecimentos a um seguro de vida contratado. da mesma forma, esquiar nas férias com as crianças raramente produz uma carta de agradecimento pela segurança de um bom seguro saúde ou de viagens. só damos valor quando perdemos, lembram? voltando ao questionamento inicial, seria o médico um intermediário entre a necessidade de um paciente e o produto produzido pelas indústrias farmacêuticas? e o filósofo o intermediário entre a existência e as dúvidas? o engenheiro o intermediário entre os materiais e as necessidades? na mesma lógica, colocar o corretor de seguros como um intermediário desse tipo de negócios seria desmerecer o mosaico complexo das suas atribuições. em primeiro lugar porque ele ou ela são os humanos que "percebem" e "intuem" sobre seu cliente, equalizando necessidades às soluções disponíveis. isso após analisar riscos, discutir possibilidades, vibrar numa conquista, confortar na perda, apoiar nas dores e ainda prestar consultorias gratuitas das mais diversas ordens (quem nunca ligou para seu corretor para perguntar quanto custaria o seguro de uns modelos de carros na hora de trocar o seu usado?). pois bem, é no centro dessa injunção de tantas forças, algumas vezes antagônicas, sofrendo os atritos que decorrem das interpretações de regras pelo lado da seguradora e da avalanche de emoções pelo lado do segurado, que se encontra a figura do corretor de seguros, do seu corretor de seguros, "intermediário" na busca de proteção para todas as suas conquistas. *engenheiro, mestre em economia pela ufrj e em liderança de inovação e mudanças pela york st. j. university, ceo da área de wholesale e fundador da som.us holdings américa latina, fabio basilone tem mais de 20 anos de experiência, passando pela fundação da cooper gay swett & crawford no brasil e pelo corpo diretivo de aon benfield e health lambert. presidente da ibracor, atua para melhora do mercado segurador na américa latina. fonte: fabio basilone / oficina do texto
16/10/2018

Como escolher uma boa Previdência Privada?

  entenda o "tripé" que desenvolvemos para você nunca mais errar na escolha da sua previdência privada. a previdência privada sem dúvidas se tornou um dos produtos financeiros mais procurados da atualidade. primeiro porque a previdência privada conta uma série de benefícios, tais como: otimização tributária: nos casos do pgbl é possível abater na base de cálculo os valores contribuídos nesse tipo de plano até o limite de 12% da renda bruta tributável; come-cotas: não há incidência de come-cotas na previdência privada e ao longo do tempo, acreditem, faz uma enorme diferença como mostra a figura abaixo; alíquotas de ir: nos planos regressivos é possível chegar a uma alíquota de 10% e nos progressivos, dependendo da renda total, ficar isento; sucessão patrimonial: a previdência privada não entra em inventário e nem incide itcmd (depende do estado), salvo quando constatado fraude ou má fé; o mercado de previdência privada no brasil é um dos mais mal assessorados, ou seja, a falta de transparência e explicação do seu funcionamento aliado a taxas abusivas cobradas pelos bancos, prejudicam fortemente quem investe no produto. a previdência privada no brasil corresponde a um mercado de aproximadamente r$ 750 bilhões, com mais de 90% desse valor concentrado nos grandes bancos (banco do brasil, bradesco, itaú, caixa e santander) sendo que os maiores fundos de previdência privada, em média, não rentabilizaram mais do que 90% do cdi. além disso, muitos desses fundos cobram taxas abusivas de administração e outras como taxas de entrada/saída e carregamento. um verdadeiro absurdo!!! mas calma, as notícias que trago ao longo desse artigo são bem animadoras. voltaremos a falar desse último parágrafo no terceiro pé do “tripé da previdência”. tripé da previdência o “tripé da previdência” é uma estratégia de três passos (análises) para você conseguir escolher a melhor combinação desse produto. é divido em: tipo (pgbl ou vgbl) tributação (regressiva ou progressiva) fundo (renda fixa ou multimercado) qual tipo escolher? o pgbl – plano gerador de benefício livre – é ideal para quem faz a declaração completa de ir, pois pode deduzir em até 12% a renda bruta tributável, resultando em menos imposto a pagar ou mais imposto a restituir. alguns cuidados muito importantes na hora de fazer um pgbl: o ir incide sobre o total a ser resgatado (isso mesmo!!! principal mais rendimentos, é o único produto financeiro nessas configurações), portanto, o total aportado no seu pgbl ao ano não deve ultrapassar os 12% da sua renda bruta tributável. se isso acontecer invista os valores ultrapassados em um vgbl ou estará literalmente “queimando” patrimônio. recomendo fortemente um contador com conhecimentos sólidos para consultar se a declaração completa é a mais adequada para você. as vezes ela pode não compensar. o vgbl – vida gerador de benefício livre – é indicado para quem faz a declaração simplificada de ir ou deseja contribuir com mais de 12% da sua renda bruta tributável. no vgbl não é possível abater da renda bruta tributável, porém seu imposto de renda incide apenas sobre a renda e não sobre o principal, da mesma forma como funciona nos investimentos convencionais. antes de seguir com o artigo… faça o teste de perfil e descubra se você é um investidor conservador, moderado ou arrojado. uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil. qual tributação escolher para a previdência privada? temos a tributação regressiva ou definitiva (também pode ser chamada de decrescente ou exclusiva) que leva em consideração o tempo de permanência no fundo, ou seja, quanto maior o tempo, menor a alíquota de ir. a alíquota começa em 35% chegando a 10% depois de 10 anos, conforme figura abaixo: já na tributação progressiva ou compensável (também conhecida como fixa ou antecipada) é levado em consideração a faixa de rendimentos totais. lembrando que independente da faixa o resgate incidirá a alíquota de 15% para posterior ajuste na declaração anual de imposto de renda, como pode ser verificado na tabela abaixo: qual fundo de previdência privada escolher? como eu disse, volto a falar sobre os fundos de previdência privada que são extremamente concentrados nos grandes bancos, que por sua vez cobram altas taxas de administração, entrada, saída, carregamento e não tem boa perfomance. diante dessa realidade, as grandes gestoras de fundos do mercado financeiro (gestoras competentes, com excelente histórico de gestão e resultados e que cobram taxas competitivas e de acordo com o mercado) começaram a estruturar seus fundos na versão previdência. note na figura abaixo um comparativo dos fundos de previdência e convencional da gestora verde, uma das mais renomadas do brasil, a correlação é altíssima. esses fundos de previdência privada replicam as estratégias e a cultura vencedora dessas gestoras, respeitando algumas limitações como a não alavancagem e menor exposição de investimentos estrangeiros nas carteiras. além disso não cobram taxas de entrada/saída e carregamento. as coisas ainda melhoram, existe a portabilidade de previdência, muito semelhante a portabilidade dos números de telefones celulares. ao se deparar com um fundo ruim de previdência privada, você não precisa mais liquidá-lo (muitas vezes, dependendo da alíquota, pode gerar um prejuízo desnecessário) e sim fazer uma portabilidade. assim é possível você transferir seus valores nas mesmas configurações e alíquotas do seu fundo ruim para um fundo bom. o tramite é todo eletrônico e geralmente sem custos. vejamos alguns pontos ao escolher seu fundo: aversão ao risco: os fundos de previdência possuem certas restrições a fim de assegurar maior segurança, eles não podem por exemplo: alavancar; operar derivativos, salvo para hedge (proteção) de posições; ultrapassar o limite de 10% em investimentos no exterior. além disso existem duas modalidades de fundo de previdência privada, renda fixa e multimercado. os fundos de renda fixa devem manter, pelo menos, 80% do seu pl em renda fixa. os multimercados, por sua vez, não devem ultrapassar os limites de 70% em ações e/ou 10% em investimentos no exterior. histórico e consistência: procure por fundos que tenham históricos mais longos. além disso, se esse histórico passou por turbulências e o fundo continuou entregando resultados consistentes é um excelente sinal; performance absoluta e relativa: fundos com riscos/retornos atrativos (eu gosto muito de analisar o índice sharpe, que analisa quanto aquele fundo está entregando de resultado acima da taxa livre de risco por nível de volatilidade). além da performance absoluta, analisar o fundo em relação aos seus pares, fundos com características semelhantes, pode ser uma boa idéia; gestora e equipe: o fundo ser gerido por uma gestora competente e de renome no mercado, além de contar com uma equipe isenta, coesa e que se complementem é, sem dúvidas, mais um ponto que reforça uma boa escolha. munidos desses passos para sua análise, as chances de você estar escolhendo um bom fundo de previdência são enormes e, apesar dessa modalidade ser entendida como de longo prazo, o monitoramento também é importante. verifique, de tempos em tempos, se os motivos que o levaram a escolher determinado fundo no passado seguem iguais, tanto da parte do fundo (rentabilidade, consistência e aderência as estratégias propostas), quanto da sua parte (renda bruta tributável e capacidade de poupança). caso faça sentido proceda com novas portabilidades ou procure profissionais para lhe ajudarem na tomada de decisão. fonte: portal eu quero investir por arthur severo
16/10/2018

Cada vez mais cedo, brasileiros depositam confiança em previdência privada

 por conta da incerteza econômica no futuro, os brasileiros têm buscado cada vez mais na previdência privada uma promessa de segurança financeira. é o tão conhecido pé de meia, só que aprimorado.  aos 54 anos, a radialista sebastiana pereira de melo, a cida, resolveu fazer um plano de previdência privada, mas não para ela, e sim para o filho. ela conta que começou a poupar em 2011, quando ele tinha 13 anos de idade, pensando no investimento nos estudos mais adiante.  “eu pago até hoje porque ele ainda estuda e não tem renda. penso que ele poderia aproveitar para iniciar a vida profissional dele, depois que ele se formasse. mas ainda não ocorreu, só daqui a dois anos”, relata.  cida diz que chegou a ler sobre o assunto antes de poupar pela primeira vez, e ficou sabendo do seguro por meio da própria imprensa, lendo em jornais e revistas. em pouco mais de 7 anos, ela já depositou uma boa quantia, já que coloca na previdência aproximadamente 60 reais por mês. a radialista acrescenta que gostaria de ter começado bem antes.  “minha intenção era desde o início, quando ele nasceu. acho que o ideal é desde o nascimento, mas eu não tive as condições financeiras para isso”, argumenta.  poupe, mesmo que seja pouco  para a especialista e educadora financeira vivian rodrigues, cida está no caminho certo. “os jovens têm os juros compostos e o tempo a seu favor. quanto antes essa preocupação, ao lidar com o dinheiro, pensando no longo prazo, começar, melhor. pois tem mais tempo do dinheiro trabalhando e gerando juros sobre juros. o mesmo que acontece com uma dívida que vai acumulando e ficando cada vez maior, o mesmo pode acontecer de formar positiva”, explica.  as pessoas nem sempre começam a investir porque pensam que quantias menores não tratarão resultado no futuro. vivian rodrigues reforça que não importa o quão reduzido seja o valor aplicado, o importante é poupar.  “é natural que muita gente não comece logo no primeiro salário achando que ganha pouco e que, por isso, não vai coneguir poupar pouco. é importante criar o hábito de iniciar esses investimentos logo cedo, mesmo que o valor não seja muito significativo, e à medida que o salário vai aumentando, que a carreira vai crescendo, a gente cresce também com esses aportes e com as possibilidades que vão ser adquiridas no futuro”, elucida.  crescimento  segundo dados da federação nacional de previdência privada e vida (fenaprevi), as reservas aplicadas em seguros previdenciários passaram de r$ 319 bilhões em 2012 para mais de r$ 780 bilhões em 2018, o que mostra que em tempos de discussão e indefinição sobre a reforma da previdência, o seguro previdenciário tem sido uma importante alternativa.  o professor ailton costa é representante do sindicato dos corretores de seguros (sincor) junto à federação nacional dos corretores (fenacor), no rio de janeiro. ele explica que o modelo de previdência tradicional, feito junto ao governo, já é coisa do passado.  “isso não é uma exclusividade do brasil. países principalmente da europa começam a experimentar um esgotamento do modelo de previdência pública. a previdência privada é, certamente, o modelo complementar mais adequado para não desamparar o cidadão no momento em que ele decidir aposentar as chuteiras”, expõe.  ailton costa fala sobre os principais benefícios do seguro previdenciário privado. “o mais importante desses benefícios é o fiscal. isso não é generalizado, mas ele pode abater do imposto de renda aquilo que ele está contribuindo para a previdência complementar. um outro benefício é que, após cumprir um período de carência combinado previamente com a empresa, ele pode sacar e sair com o dinheiro a hora que ele quiser”, afirma.  preocupação com o futuro  o advogado francisco júnior é mais que precavido. ele conta que paga três previdências: a do inss, outra em um banco público e o seguro previdenciário privado. a principal preocupação, segundo ele, é com a saúde.  “uso a previdência privada para segurança financeira e também para abater no imposto de renda. já tem 8 anos que eu pago. quando eu aposentar, quero ter uma segurança para poder viajar, pagar um plano de saúde. quando se chega aos 60 anos, o plano de saúde dobra o valor, e a saúde no brasil é muito precária”, avalia.  fatores que devem ser observados por quem pretende fazer o pé-de-meia como a cida e o francisco são as taxas de cada seguro, de forma a fazer o valor render mais. o professor do sincor, c, explica que o dinheiro guardado debaixo do colchão não rende.   “se eu estou aplicando 10 e faço parte de um fundo que tem mais 10 aplicadores, então estamos aplicano 100. o poder de negociação do fundo é infinitamente maior neste caso”, analisa.   ponto de partida  e você aí, ainda ficou na dúvida sobre fazer mais uma despesa mensal ou garantir o futuro? o analista e educador financeiro giordano de souza diz que aplicar em seguro de previdência é uma questão de disciplina e de saber que o benefício não virá a curto, mas sim a longo prazo.  “temos a tendência costumeira e comportamental de satisfazer sempre as necessidades imediatas. diante de imprevisibilidades que ocorrem, nós então adaptamos o dia de amanhã para resolver o problema de hoje. essa é uma lei universal dos seres humanos. se eles estão preparados paras intempéries de amanhã, pode ser que amanhã não tenha tanto impacto assim. daí a importância da educação e do planejamento financeiro”, conclui. fonte: sagres por johann germano
16/10/2018

Algumas diferenças entre a Previdência do Servidor e o INSS

 muito se fala, no momento, em reforma da previdência com o objetivo de modificar o sistema estabelecido pela constituição federal, apresentando-se propostas que, no fundo, não fogem muito uma da outra. além disso e longe de querer avaliar propostas apresentadas, o fato é que todos que falam em reforma voltam sua carga aos servidores públicos afirmando que se trata de um sistema que precisa ser alterado. essa necessidade de alteração decorre do desequilíbrio das contas públicas que, com a crise econômica, fica mais evidente, principalmente quanto as despesas com pessoal. nunca é demais lembrar que quando a crise chegou fortemente ao país, vários regimes próprios encontravam-se no auge da transição de um regime de repartição simples para um de capitalização iniciada nos anos 2000, a qual, como era de conhecimento de todos, atingiria um ápice de necessidade de esforço financeiro, só não se esperava que esse pico ocorresse em um momento de crise econômica. situação que exigiu uma série de medidas como as que vem ocorrendo país a fora e a nível nacional na discussão de nova modificação nas regras previdenciárias do servidor. discussão essa que deve ser feita considerando alguns aspectos extremamente importantes, principalmente para aqueles que defendem uma unificação total dos sistemas previdenciários brasileiros, cujo marco inicial, deve ser, ao menos a nosso ver, algumas diferenças existentes. a primeira delas consistente no fato de que os requisitos para a aposentadoria são bastante diferenciados, pois enquanto que no inss a aposentadoria por tempo de contribuição exige 35 (homem) ou 30 (mulher) anos, além da carência. no regime próprio o servidor só se aposenta quando completar 35 (homem) ou 30 (mulher) anos de contribuição e 60 (homem) ou 55 (mulher) anos de idade, desde que conte com 10 anos de serviço público e cinco no cargo. já com relação aos proventos, é bem verdade que no inss existe um teto máximo a ser recebido pelos segurados, enquanto que no serviço público, onde ainda não existe previdência complementar, o benefício pode chegar até a última remuneração recebida pelo servidor. ocorre que essa situação é decorrente da diferenciação existente entre a forma de incidência da contribuição previdenciária, pois no inss a contribuição possui três alíquotas (8%, 9% e 11%) e é definida de acordo com faixas salariais, além de alcançar no máximo o valor definido como limite para o benefício. enquanto que o servidor não pode possuir alíquotas progressivas, paga no mínimo 11% (onze por cento), por determinação constitucional e a base de cálculo é a totalidade de sua remuneração. vale destacar também que no regime geral a relação jurídica previdenciária é totalmente diversa da laboral, razão pela qual a aposentadoria não se constitui em causa de extinção do vínculo, fazendo com que o aposentado, salvo os casos de invalidez, continue a trabalhar normalmente, recebendo o salário e os proventos de aposentadoria. já o servidor público, quando se aposenta, deve deixar seu cargo efetivo, já que a aposentadoria é prevista nos estatutos como causa de extinção do vínculo. outra diferenciação significativa que merece destaque reside no fato de que, na iniciativa privada existe o fgts, que permite ao trabalhador a acumulação de valores ao longo do tempo, em decorrência de contribuições de seu empregador.  os quais podem ser sacados em determinadas hipóteses, dentre as quais figura a inativação. por outro lado, o servidor público não possui qualquer instituto semelhante, fazendo com que no momento em que se inativa não tenha qualquer valor a receber, salvo o que pode se chamar de verbas rescisórias consistentes, no máximo em saldo de salários, férias e licenças não usufruídas. longe de querer aqui dizer que esse ou aquele está em vantagem com relação ao outro, o fato é que a discussão sobre aproximação ou mesmo unificação de sistema, ainda que pela confluência de regras exige que sejam consideradas essas diferenciações, porque simplesmente aproximar as regras sem levá-las em conta fará com que os sistemas sejam cada vez mais diferentes. fonte: jornal jurid - considerações do colunista bruno sá freire martins.
16/10/2018

Guardar dinheiro: um hábito que se deve aprender desde cedo

  educação financeira deve ser estimulada pelos pais, dizem especialistas sabrina mestieri aprendeu desde cedo a economizar e a dar valor ao seu dinheiro. aos 10 anos chegou à conclusão de que não tinha sentido utilizar todo o dinheiro dado a ela pela mãe para comprar um presente de dia dos pais. sabrina passou, então, a dividir todo o dinheiro que recebia em envelopes conforme a destinação das quantias. este é um dos métodos que sabrina hoje, aos 34 anos, casada, mãe de um menino de 6 anos e de gêmeos de 4 anos, utiliza na educação financeira dos filhos e de outras famílias. “os livros de educação financeira não falam para crianças dessa idade. falam para crianças a partir de 8 anos. achei que meus filhos poderiam aprender isso antes”, afirma ela, jornalista especializada em negócios que desenvolve o projeto crianças e finanças”, com palestras e cursos sobre o tema. o programa mostra às crianças para que serve o dinheiro e incentiva o consumo e a organização da poupança por meio de uma carteira com divisões por cores, recompensas pelo desempenho escolar e um quadro de compromissos que resultam em estrelas trocadas por moedas. sabrina é apenas um dos casos de famílias que, em meio à insegurança em relação ao acesso futuro à aposentadoria proporcionada pelo instituto nacional do seguro social (inss), preocupam-se em ensinar os filhos a poupar desde cedo para garantir o seu futuro. a coach de educação financeira sabrina espíndola, de 37 anos, tem uma filha de 6 anos e conta que ela e seu marido se esforçam para mostrar à criança a importância do dinheiro e do seu bom uso. “digo que precisamos ganhar dinheiro para depois gastar. negociamos com ela os presentes e explicamos quando alguma coisa está cara e que não dá para comprar. demos à joana um porquinho de cofrinho para juntar dinheiro”, conta. de acordo com o economista e diretor-executivo da associação nacional dos executivos de finanças, administração e contabilidade (anefac), miguel ribeiro, o baixo crescimento econômico do país e os juros altos são outros motivos que explicam o estímulo das famílias à poupança dos filhos. “a conscientização é muito importante e, quanto mais cedo você começar a se preocupar com isso, mais fácil será as crianças crescerem em um ambiente de educação financeira”, afirma ele. números do serviço de proteção ao crédito (spc brasil) e da confederação nacional de dirigentes lojistas (cndl) mostram, entretanto, que o hábito de poupar e de se planejar ainda não é uma realidade para a maior parte dos brasileiros. conforme estudo divulgado em abril desse ano, oito em cada dez brasileiros (78%) admitem que não estão se preparando para a hora de se aposentar. a idade média em que os entrevistados começaram a poupar para a aposentadoria é de 28 anos. previdência pública x privada outro efeito das dificuldades econômicas do país é a busca pelos planos de previdência privados. “não quero que meus filhos tenham que contar com o governo. sabemos que, por mais que tenhamos fé e esperança de que as coisas possam melhorar, é surreal tentar contar com uma previdência pública que nunca funcionou”, afirma sabrina mestieri. a coach sabrina espíndola também conta que contratou dois planos de previdência privada logo após o nascimento de sua filha. de acordo com o economista e diretor-executivo da associação nacional dos executivos de finanças, administração e contabilidade (anefac), miguel ribeiro, a discussão da reforma da previdência gera ainda mais insegurança. “com a reforma, a gente não sabe o que vem pela frente, mas é fato que a idade mínima aumentará e as regras se tornarão mais rígidas”. 10% da renda de acordo com o vice-presidente da associação brasileira de educadores financeiros (abefin), jusivaldo almeida, é importante pensar em quando será iniciada a poupança para implantar o plano ideal. “quanto mais cedo começar, mesmo com valores pequenos, maior tempo a pessoa terá para acumular recursos. para se aposentar com 65 anos, considerando-se que a poupança comece aos 25 anos, o planejamento deveria prever no mínimo um valor equivalente a 10% da renda. para início com 35 anos, o valor subiria para 20%”, diz. para almeida, é importante que se pense no futuro desde cedo. “ter previdência privada desde jovem poderá garantir um futuro confortável, ainda mais com a reforma da previdência e as incertezas da aposentadoria do inss”. segundo ele, o jovem deve refletir sobre seu padrão de vida atual e o desejável na vida pós-aposentadoria e sobre aspectos como a manutenção da saúde e o preenchimento do tempo livre e buscar produtos conforme seu perfil financeiro. entre as opções estão planos da empresa dos pais ou de bancos e seguradoras, na modalidade pgbl (plano gerador de benefício livre), para aproveitar a dedução de 12% do imposto de renda, caso se utilize o modelo completo da declaração. há ainda o vgbl (vida gerador de benefício livre), plano vantajoso quando se utiliza a declaração simplificada do ir. “nos dois casos, se o jovem está consciente de que está fazendo um investimento de longo prazo, superior a dez anos, deve adotar o regime de tributação regressiva, pois o desconto no imposto de renda sobre o resgate ou renda será de apenas 10% lá na frente”, orienta. complemento o advogado previdenciário thiago luchin alerta que a previdência privada deve ser utilizada apenas como um complemento ao inss e nunca como substituta. “na previdência privada, o valor a ser investido é muito maior com um retorno e benefícios menores. com as notícias sobre a reforma da previdência muitas pessoas deixaram de contribuir, com medo de que estariam jogando dinheiro fora. esse é um grande equívoco, porque a previdência social é um recurso importantíssimo que. “quando investido corretamente, gera uma renda segura e fundamental para o trabalhador”, defende o especialista do escritório aith, badari e luchin advogados. para ele, o governo deve ser responsável pelo trabalho de educação e conscientização previdenciária. “falta um programa de incentivo previdenciário por parte do governo, assim como educação nas escolas e dentro de casa. com isto, as pessoas só vão perceber a necessidade de ter uma previdência próxima dos 30 anos de idade, retardando o momento de se aposentar e perdendo possíveis benefícios como, por exemplo, o salário-maternidade e o auxílio-doença”, analisa luchin. o economista e professor de ciências econômicas da universidade federal do abc (ufabc), ramon fernandez, aborda a discussão sob a ótica social e comportamental. “depois de algum tempo contribuindo com a sociedade, as pessoas ganharam o direito de deixar de trabalhar mesmo quando ainda poderiam continuar produzindo. a questão básica que se coloca é: de onde deveriam sair os recursos para manter essas pessoas?”. para o economista, é possível ver a previdência como um problema individual, no qual cada pessoa traça sua estratégia financeira, ou de todos, como um planejamento do estado para o bem da sociedade. fernandez afirma que a literatura econômica mostra que os seres humanos têm dificuldade de calcular a poupança de recursos em relação ao pós-aposentadoria, pois ninguém sabe o quanto irá viver. outra questão é que boa parte da população não tem condições de atender adequadamente às suas necessidades correntes e, menos ainda, de poupar para o sustento futuro. a jornalista e idealizadora do projeto crianças & finanças, sabrina mestieri, defende que o ideal seria focar menos nos programas sociais e gerar mais conhecimento em educação financeira. “não é possível tirar isso da noite para o dia e deixar as pessoas na miséria, pois elas não são educadas para isso (fazer o planejamento financeiro)”. * mais informações em www.previdenciatotal.com.br fonte: portal previdência total por arthur gangini
16/10/2018

Petróleo fecha em alta com tensões entre Arábia Saudita e EUA

 nova york - os preços do petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira (15), em meio a uma série de ameaças entre estados unidos e arábia saudita, por causa do desaparecimento de um jornalista saudita na turquia. este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link https://www.valor.com.br/financas/5926305/petroleo-fecha-em-alta-com-tensoes-entre-arabia-saudita-e-eua ou as ferramentas oferecidas na página.
16/10/2018

Bolsas da Europa fecham em alta com Itália e indicadores e de olho no Brexit

 os mercados acionários da europa fecharam em alta nesta terça-feira, com números positivos tanto da economia quanto do setor corporativo americano, ao mesmo tempo em que o envio do orçamento italiano à comissão europeia dá otimismo às bolsas, que se mantêm de olho nas negociações do brexit. o índice pan-europeu stoxx-600 avançou 1,58%, aos 364,97 pontos. a bolsa de milão, onde o índice ftse mib registrou alta de 2,23%, aos 19.717,83 pontos, liderou os ganhos, impulsionada pelo otimismo após o governo de coalização da itália ter enviado o orçamento do próximo ano fiscal à comissão europeia na segunda-feira, último dia do prazo. ainda assim, autoridades europeias sinalizam que devem pedir ajustes ao plano, que prevê um déficit público de 2,4% do produto interno bruto (pib). comissário da união europeia (ue) para o euro e o diálogo social, valdis dombrovskis afirmou que já é possível dizer que ele "parece um desvio significativo" das metas do bloco. mais cedo, o presidente da comissão europeia, jean-claude juncker, disse que a zona do euro "se revoltará" se a ue aprovar o orçamento. o restante das praças europeias também ganhou fôlego com a chegada de boas notícias do continente americano. o relatório jolts, divulgado hoje, mostrou que o número de vagas abertas nos estados unidos subiu de 7,077 milhões em julho (dado revisado, de 6,969 milhões anteriormente) para o nível recorde de 7,136 milhões em agosto, acima da previsão de 6,8 milhões. o resultado deu força às bolsas de nova york e foi bem recebido também na europa. além disso, resultados corporativos positivos nos eua repercutem no velho continente. em meio à temporada de balanços, os destaques do dia foram os bancos morgan stanley e goldman sachs, que surpreenderem ao registrarem lucro por ação acima das expectativas. com o cenário, o dax, de frankfurt, subiu 1,40%, aos 11.776,55 pontos, enquanto o cac 40, de paris, avançou 1,53%, para 5.173,05 pontos. já o ibex 35, de madri, ganhou 1,69%, aos 9.074,70 pontos, e o psi 20, de lisboa, registrou alta de 0,92%, aos 5,042,74 pontos. em londres, o ftse 100 fechou com ganho de 0,43%, aos 7.059,40 pontos, com a libra impulsionada pelo crescimento dos salários no reino unido, que avançaram 3,1% no trimestre até agosto, na comparação anual, mostraram dados oficiais, no patamar mais forte desde o início de 2009. segundo chris beauchamp, analista da corretora ig, a notícia foi suficiente, ao menos por ora, para retirar peso das advertências da ue sobre o risco de não haver acordo na saída do país do bloco, o brexit. para o presidente do conselho europeu, donald tusk, ainda não está claro se haverá um acordo até novembro, com a questão da fronteira entre as irlandas ainda no centro das negociações. investidores acompanharam ainda a divulgação do índice de expectativas econômicas da alemanha, que caiu de -10,6 em setembro para -24,7 em outubro, segundo o instituto alemão zew, recuo mais acentuado do que as projeções, de -12. já a zona do euro teve superávit comercial de 16,6 bilhões de euros (us$ 19,21 bilhões) em agosto, bem maior que o saldo positivo de 12,6 bilhões de euros observado em julho, segundo dados com ajustes sazonais publicados hoje pela eurostat, a agência de estatísticas da união europeia. addthis sharing buttons share to facebookshare to twittershare to linkedinshare to e-mailshare to imprimir comentar | corrigir | compartilhar comentários seja o primeiro a comentar esta notícia hoje no jc para folhear modo texto assine já ios android capa leia também com favoritismo de bolsonaro e exterior positivo, ibovespa sobe dólar cai abaixo de r$ 3,70 com otimismo ampliado após pesquisa ibope bolsas da ásia fecham sem direção única, com ganhos em tóquio e perdas na china bolsas de nova iorque recuam ainda com mau humor, com queda em techs e bancos capinha cadastre seu e-mail no formulário abaixo para começar a receber a newsletter diária.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/10/652744-bolsas-da-europa-fecham-em-alta-com-italia-e-indicadores-e-de-olho-no-brexit.html)
11/10/2018

Dia da Criança

 pouco mais da metade (51%) dos entrevistados pela boa vista em sua pesquisa realizada para identificar a percepção dos brasileiros sobre a importância da educação financeira a crianças e adolescentes afirma poupar para os filhos. destes, 62% dizem guardar mensalmente acima de r$ 50, o que representa um aumento de 9 pontos percentuais (p.p.) na comparação com o ano anterior. de acordo com a pesquisa da boa vista, dos pais que fazem algum tipo de investimento para os filhos, 65% alegam economizar para ajudar nos estudos, como, por exemplo, a pagar a faculdade. 15% afirmam poupar para a compra da casa própria. 13% para outras finalidades, como aposentadoria, previdência e independência financeira. tratamento médico e compra de carro representam 4% e 3%, respectivamente. a poupança ainda é a favorita na hora de investir para os filhos (61%). aplicações em fundos, ações ou cdb são outras modalidades recorrentes para 6% dos pais, quando indagados onde aplicam os recursos para as crianças. previdência privada e títulos de capitalização também são alternativas para 10% e 7% dos entrevistados, respectivamente. a imagem abaixo contém os detalhes. 85% dos consumidores acreditam ser muito importante a orientação financeira para jovens e adolescentes. este mesmo percentual acredita ser importante que desde criança se aprenda a lidar com dinheiro. e como fazem na prática para que isso aconteça? 66% costumam conversar e explicar o que é, como se ganha e para que serve o dinheiro. outros 31% estimulam a criança por meio da economia da mesada ou semanada e 3% alegam que a escola onde a criança estuda tem este tipo de orientação. em média, 23% dos consumidores costumam dar mesada ou semanada. entre 2017 e 2018, este percentual aumentou em 4 pontos percentuais (passando de 23% para 27%). 93% dos consumidores que adotam a prática da mesada utilizam o dinheiro. apenas 6% adotam o cartão, e destes, 71% o consideram uma boa ferramenta para organização das despesas. 64% dos que já dão mesada ou semanada fazem justamente para estimular a educação financeira. 25% para prover recursos para a alimentação e 11% como uma forma de recompensa por bom comportamento. a pesquisa também perguntou se substituiriam o tradicional presente do dia das crianças por um investimento. 58% não substituiriam o presente por uma modalidade de investimento. 42% substituiriam, e destes, 67% optariam pela poupança. 11% por fundos, ações e cdbs. 9% previdência privada. 6% título de capitalização e 7% outros tipos de investimentos. para auxiliar na tarefa de falar de dinheiro com as crianças, a área de serviços ao consumidor da boa vista lançou a cartilha de educação financeira infantil “você sabe de onde vem o dinheiro? ” para baixar o material acesse: www.consumidorpositivo.com.br. metodologia a pesquisa online sobre os hábitos de consumo para o dia das crianças, realizada pela boa vista scpc, entrevistou pouco mais de 1.800 consumidores, em nível nacional, entre 23 de agosto e 20 de setembro, com objetivo identificar a pretensão de compra para o dia das crianças. para leitura dos resultados, considera-se margem de erro de 3p.p. e 95% de grau de confiança. fonte: redação e-commerce news
11/10/2018

Dia do Securitário

 comemora-se, dia 15 de outubro, a terceira segunda-feira do mês, o dia do securitário. o grupo aspecir parabeniza todos os profissionais do mercado de seguros, que juntos, contribuem para o constante crescimento e aperfeiçoamento deste setor que alcança números de sucesso no brasil.

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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