24/08/2018

Confira os investimentos que podem ajudar você a ter uma aposentadoria tranquila

  especialistas destacam que os trabalhadores devem se preparar financeiramente para garantir uma vida confortável no futuro a boa previdência é mais do que subsistência. o que os especialistas preconizam é que as pessoas se preparem para viver uma vida confortável — e que comecem o quanto antes a traçar este plano e a colocá-lo em prática.  — a aposentadoria tranquila é a que vai manter o estilo de vida atual ou garantir o almejado. quanto antes se começar a construí-la, melhor. o ideal seria que, desde o primeiro salário, a pessoa já fosse guardando, porque quanto mais cedo, menor o esforço para juntar o mesmo patrimônio — avalia o educador financeiro adriano severo. assim, preparar-se para uma aposentadoria tranquila vai além de contribuir para o instituto nacional do seguro social (inss). levantamento recente do serviço de proteção ao crédito (spc brasil) e da confederação nacional de dirigentes lojistas (cndl) apontou que para 38% dos brasileiros, o valor a ser recebido do inss não será suficiente para o sustento. diante do cenário incerto quanto à possibilidade reforma da previdência, cabe começar desde já. confira, abaixo, dicas de especialistas para desfrutar do resultado de décadas de muito trabalho e,  com sorte, planejamento financeiro. veja como se preparar tipos de investimentos para garantir uma aposentadoria tranquila dicas para se planejar para a aposentadoria calcule seu objetivo como em qualquer outro investimento, mover fundos para a previdência requer que se estabeleça um objetivo. só assim será possível definir uma estratégia para, ao longo dos anos, compor a carteira de investimentos que garantirá esse sonho. — se meu padrão de vida depende de r$ 2 mil mensais, o patrimônio que eu preciso para que uma rentabilidade de 1% ao mês pague meu padrão é de r$ 200 mil. sendo mais pé no chão, se espero rentabilidade de 0,5%, preciso de patrimônio de r$ 400 mil. quanto antes consigo ir diluindo a construção desse patrimônio, melhor, considerando que também faço ele render ao meu favor — explica o educador financeiro rogério cauduro. comece já a se preparar o “quanto mais cedo melhor” é muito bem ilustrado pelo caso que o educador financeiro e autor de best-sellers sobre o assunto gustavo cerbasi gosta de contar em seus cursos e palestras: — se um casal, no nascimento de um filho, começa a poupar r$ 100 por mês para pagar a faculdade do filho no futuro, e consegue ganho fictício de 10% ao ano (viável com investimentos tanto em renda fixa quanto em renda variável), aos 18 anos do filho, esses r$ 100 reais por mês vão se transformar em r$ 56 mil. ao chegar na faculdade, caso o jovem consiga pagá-la trabalhando, obtenha uma bolsa ou entre em uma universidade pública, e siga investindo esse valor (que daria para pagar, no máximo, dois anos de uma boa faculdade) para ganhar 10% ao ano, aos 50 anos, esse filho terá r$ 1,2 milhão. esse ganho exponencial vai se acumulando. com 60 anos, dá mais de r$ 3 milhões. com 70, mais de r$ 8 milhões. previdências são complemento a previdência privada é o primeiro investimento que vem à cabeça quando se fala em complementar a aposentadoria. os especialistas entrevistados para o caderno consideram um desperdício concentrar todos os investimentos para a aposentadoria em um plano do tipo, mas ele pode compor uma carteira com outros investimentos. a diversidade será chave para reduzir o risco e aumentar os rendimentos. os dois tipos principais são: vgbl: também funciona como seguro de pessoa. é indicado para quem faz a declaração simplificada do imposto de renda (ir). não permite abater os aportes do ir, porém, ao fim do período, serão tributados somente os rendimentos. pgbl: é um plano de previdência complementar, indicado para quem faz a declaração completa do ir. permite abater do ir os aportes, até um limite de 12% da renda anual bruta tributável do investidor.
24/08/2018

Por que o brasileiro não pensa em aposentadoria; e como investir para chegar lá

 é uma regra simples: quanto maior o tempo de contribuição, menor será o valor mensal poupado. mas por que as pessoas não pensam no seu futuro financeiro?    por que o brasileiro não pensa em aposentadoria; e como investir para chegar lá - infomoney veja mais em: https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/aposentadoria/noticia/7581813/por-que-o-brasileiro-nao-pensa-em-aposentadoria-e-como-investir-para-chegar-la
24/08/2018

Projeto permite que corretores de seguros atuem em licitações públicas

 proposta em análise na câmara dos deputados autoriza o corretor de seguros, pessoa física ou jurídica, a participar de processos licitatórios como intermediário de contratos entre seguradoras e entidades e órgãos do setor público. é o que determina o projeto de lei 9129/17, do deputado lucas vergilio (sd-go). atualmente, a lei que regulamenta a profissão de corretor de seguros (lei 4.594/64) já prevê autorização para que corretores atuem também na área pública. ocorre que, com a publicação do decreto-lei 73/66, com status de lei complementar, a expressão “direito público” foi suprimida do texto, passando, na prática, a vedar a atuação de corretores de seguros em processos licitatórios. “é fundamental permitir que corretores de seguros localizados em quase todos os municípios do país possam usar sua expertise para auxiliar sociedades seguradoras e entidades públicas nos processos licitatórios”, disse o autor. sem ônus pelo projeto de lei 9129/17, o corretor de seguros poderá participar, intervir e figurar em qualquer fase do processo licitatório no setor público, em conjunto com a empresa seguradora, ficando especificado e definido em edital ou termo de referência quais suas obrigações e responsabilidades, sem implicar ônus remuneratórios para a parte licitante. caberá ao órgão licitante escolher o corretor de seguros de sua preferência, de acordo com aptidões técnicas e especialidades nas modalidades de coberturas licitadas, devendo, inclusive, figurar no edital ou no termo de referência. a supervisão e a fiscalização das atividades do corretor de seguros serão feitas pela entidade autorreguladora do mercado da corretagem de seguros, resseguros e previdência complementar aberta, na condição de órgão auxiliar da superintendência de seguros privados (susep). código de ética para atuar em licitações, o corretor deverá estar inscrito e credenciado na entidade autorreguladora e se sujeitará ao cumprimento do código de ética e do estatuto dessa entidade. a remuneração pelos trabalhos técnicos especializados e auxiliares será de inteira responsabilidade da sociedade seguradora, e será considerada como despesa administrativa. a permissão se refere a seguros de bens, direitos, créditos e serviços dos órgãos centralizados da união, das autarquias, sociedades de economia mista e demais empresas ou entidades controladas direta ou indiretamente pelo poder público federal e abrange ainda o resseguro, que é o seguro da seguradora para cobrir riscos que ela assumiu perante os segurados. tramitação o projeto será discutido e votado de forma conclusiva nas comissões de trabalho, de administração e serviço público; de finanças e tributação; e de constituição e justiça e de cidadania. íntegra da proposta:pl-9129/2017 fonte: agência câmara notícias
24/08/2018

5 sinais de que o mercado de ICO voltará a crescer

 todos os dias, mais e mais previsões pessimistas sobre o estado da indústria de criptomoedas estão aparecendo online. os especialistas apontam várias razões para isso: as startups que possuem icos não têm produtos finalizados, o crescimento da criminalidade e o fortalecimento da regulamentação estatal. no entanto, o mundo das criptomoedas não tem intenção de desistir tão facilmente. o mercado de ico está de pé. se você der uma olhada mais de perto na situação, no entanto, verá que a conversa sobre o fim iminente das criptomoedas é muito exagerada. 1. o mercado está em transição para uma nova fase de desenvolvimento de acordo com dados do ibrc (icobox blockchain research center), desde o início do ano, a capitalização do mercado das criptomoedas caiu quase três vezes, de us$ 768 bilhões para us$ 254 bilhões. no entanto, quando comparado com o início de agosto do ano passado, a capitalização de mercado dobrou, o que está claramente em desacordo com as afirmações sobre a sua iminente ruína. além disso, se você olhar para a atividade dos apoiadores no mercado de ico, a tendência aqui é ainda mais positiva. de acordo com os cálculos do tokendata.io, as startups de blockchain mantiveram 435 ico no ano passado e us$ 5,6 bilhões foram coletados. conforme relatado pelo site britânico coinschedule.com, até o início de agosto deste ano, investidores haviam participado de 706 icos e comprado tokens no valor de quase us$ 18 bilhões. esta virada de eventos tem pouca semelhança com um enfraquecimento da tendência. analistas do ibrc apontam evidências claras de uma nova fase de desenvolvimento no mercado de criptomoedas e projetos de ico. o número de grandes apoiadores prontos para fornecer recursos significativos para projetos está crescendo. por exemplo, de acordo com as estimativas da consultoria internacional pwc no início de julho deste ano, o valor médio coletado por ico aumentou para us$ 25,5 milhões, o dobro do valor de 2017. de acordo com nick evdokimov, especialista internacional no mercado de criptomoedas e fundador do icobox, o mercado de ico está longe de esgotar seu potencial. “estamos em um estágio muito inicial de desenvolvimento, por isso é ridículo dizer que o navio partiu ou que a compra de tokens não é tão vantajosa. pelo contrário, isso é apenas o começo”, observou evdokimov. 2. o crescente interesse de instituições financeiras tradicionais no mercado de criptomoedas segundo evdokimov, o aumento do número de instituições financeiras tradicionais que participam do desenvolvimento do mercado de criptomoedas é obviamente também um sinal positivo. o anúncio recente da goldman sachs sobre a formação de uma divisão para trading de criptomoedas e seus planos de lançar um serviço para o armazenamento de tokens para investidores institucionais é uma confirmação direta dessa tendência. 3. a criação de sites regulamentados pelo governo federal para negociação de contratos futuros de bitcoin um evento ainda mais sério ocorreu neste mercado em 3 de agosto, quando o intercontinental exchange (ice), o maior pregão mundial de instrumentos financeiros, anunciou a criação da joint venture bakkt. em novembro deste ano, a bakkt fornecerá aos traders uma plataforma “regulamentada pelo governo federal” para o comércio de futuros de bitcoin e um serviço de custódia para ativos criptografados. os parceiros da ice nesse empreendimento são a microsoft, boston consulting group, starbucks, principais fundos hedge, fundos de capital de risco e fundos especializados em projetos de criptomoeda, como pantera capital e protocol ventures. embora a starbucks tenha anunciado imediatamente que seu “frappuccino® não pode ser comprado diretamente com bitcoins”, para todos os efeitos, a criptomoeda será aceita para pagamento após conversão para dólares americanos na plataforma bakkt usando um aplicativo especial que está sendo desenvolvido pela starbucks. 4. os criptoativos estão começando a ser usados ​​como um veículo de investimento no entanto, a decisão da comissão de valores mobiliários dos estados unidos (sec) de listar o primeiro fundo negociado em bolsa (etf) de bitcoin na cboe talvez tenha o efeito mais tangível, pelo menos a curto e médio prazo. segundo algumas estimativas, essa decisão é esperada para setembro, e muitos analistas acreditam que a decisão pode muito bem ser favorável. se isso acontecer, o fundo será negociado em uma bolsa que está completamente sob a supervisão dos reguladores financeiros dos eua. foi a falta de tal supervisão que serviu de base para a recusa da sec de listar um etf similar no final de julho de 2018. a aparição deste fundo no mercado provavelmente daria um poderoso impulso ao desenvolvimento e uso de criptoativos como um veículo de investimento. afinal de contas, no momento presente, os fundos de aposentadoria e as seguradoras, principais investidores institucionais, não têm o direito de depositar seu dinheiro em criptoativos. portanto, uma decisão favorável da sec abriria as portas para bilhões em financiamento potencial e startups um ímpeto ainda mais forte para entrar no mercado de ico e emitir seus próprios tokens. 5. interação entre startups e fundos e a chave para o uso generalizado de tokens como valores mobiliários especialistas acreditam que o trabalho de startups com fundos é um pouco mais eficaz de diversificar uma base de financiamento e garantir o gozo mais amplo de tokens por traders de varejo. para o fim, os tokens que são fornecidos aos investidores, devem ser exibidos como tokens de utilidade, exigidos para a compra de produtos ou serviços da startup e não são sujeitos a regulamentação, ou como security tokens (valores mobiliários). “mais e mais icos estão aparecendo, estruturando seus tokens como security tokens sob a ajuda dos eua e trabalhando com investidores credenciados internacionalmente”, acrescenta nick evdokimov. ele também recomenda que os investidores considerem uma possibilidade de trabalhar com icos de uma startup bem sucedida através de fundos. “o fundo entra na startup como um comprador de token por atacado e recebe um bom preço. se tomar essa decisão de forma independente, isso significa que ela fez sua própria pontuação interna, economizando, assim, algum esforço para o investidor. o fundo pode chegar a um acordo com a startup em termos absolutamente únicos, como hedge ou a realização de transações mistas com os fundos coletados. então, preste atenção em quais fundos se juntaram à startup, e se você puder se envolver com um fundo em vez de se envolver diretamente, não perca sua chance”, recomenda o especialista do mercado. fonte: portal do bitcoin
24/08/2018

Corretores de seguros devem estar atentos ao e-Social

 desde julho deste ano, as empresas com faturamento anual de até r$ 78 milhões são obrigadas a aderir o sistema de escrituração digital das obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas (e-social). o programa do governo federal visa simplificar e organizar as informações enviadas sobre os colaboradores das empresas, tais como férias, folhas de pagamento, acidentes de trabalho, etc. as empresas com faturamento acima de r$ 78 milhões anual iniciaram a implementação no início deste ano, já as micro e pequenas empresas e os mei (microempreendedores individuais) conseguem aderir ao sistema desde já, mas só serão obrigadas a partir de novembro. é importante lembrar que pessoas físicas que possuem colaboradores também necessitam aderir ao programa. o e-social faz parte do sistema público de escrituração digital (sped) e pretende substituir diversas declarações obrigatórias como guia de recolhimento do fundo de garantia (gfip), livro de registro do empregado, cadastro geral de empregados e desempregados (caged) e a relação anual de informações sociais (rais), entre outros. por isso, a comissão contábil-tributária do sincor-sp alerta para que os corretores de seguros fiquem atentos à obrigatoriedade do e-social. “os profissionais precisam saber do que se trata e das suas implicações”. o grupo ainda avisa sobre o prazo. “não deixe pra resolver em cima da hora, questione seu contador, pois o processo é trabalhoso e necessita de regras e procedimentos antes da implementação”, completa. a comissão também ressalta que as corretoras devem estar atentas às obrigações da segurança e ambiente de trabalho, como o programa de controle médico de saúde ocupacional (pcmso) e o programa de prevenção de riscos ambientais (ppra). também é importante ressaltar que para o envio das informações através do e-social, a empresa precisa ter um certificado digital válido, emitido por autoridade certificadora credenciada pela infraestrutura de chaves públicas brasileira (icp-brasil). fonte: sincor-sp via /cqcs
24/08/2018

Mapear os hábitos dos consumidores pode alavancar o setor de seguros

 este e outros pontos foram apontados como prioritários por corretoras, seguradoras e assessorias em pesquisa realizada pelo isb brasil mapear os hábitos dos consumidores, capacitação de profissionais, fazer benchmarking, conhecer melhor a concorrência agregando valor ao negócio, preparar os corretores de seguros para vender mais e melhor. estes foram os principais pontos elencados por seguradoras, corretoras e assessorias do segmento para alavancar o desenvolvimento do setor de benefícios. eles participaram de grupo focal - expectativas & perspectivas, cujo objetivo foi entender o que os profissionais e empresas buscam do mercado, quais suas dificuldades e necessidades. o estudo foi realizado pelo instituto superior de seguros e benefícios brasil - isb brasil e os resultados foram apresentados no início de agosto. na avaliação de richard jean coelho, gerente regional da metlife, empresa associada ao isb brasil, os resultados foram muito ricos. “eles nos mostram o quanto de trabalho ainda há para fazermos nesse mercado, tanto em pesquisa junto ao consumidor para identificar as suas necessidades de proteção/produto, quanto em mediação entre os principais protagonistas”, diz. anderson fabiano mundi martins, diretor da bradesco seguros, acredita que esta ação de ouvir a opinião das corretoras e seguradoras é muito válida. “achei uma abordagem muito rica e produtiva. é bom ver a diferenciação do grupo seguradora com o grupo de corretoras. os pensamentos são diferentes, mas tudo é em prol dos mesmos objetivos”, afirma, destacando que a discussão sobre o treinamento chamou a sua atenção. “hoje é uma dificuldade que nós temos. a seguradora quer treinar e o corretor quer participar, mas falta tempo, falta direcionamento e falta, muitas vezes, a prática, por que o treinamento normalmente é técnico e foca no produto, que é uma coisa que a maioria, de certa forma, já sabe”, observa. apresentação dos resultados – realizado no dia 03 de agosto, no hotel nh curitiba - the five, o evento contou com a participação de representantes do mercado de seguros. na oportunidade, foram apresentados a metodologia de estudo e os resultados alcançados. para tânia regina bini, sócia-proprietária da diplomata corretora de seguros, esta iniciativa do isb pode fortalecer o setor de seguros. “nós, corretores de seguros, temos total interesse em darmos nosso ponto de vista e assim ajudarmos as seguradoras a colocarem determinados produtos ou até mesmo corrigir determinadas falhas e entraves que não fazem sentido. com isso, podermos comercializar mais e termos de fato um ganha, ganha”, relata. esta pesquisa em grupos focais foi a primeira ação estratégica do isb brasil. “as atitudes positivas do isb brasil tendem a nos amparar, buscando modificar falhas no setor. entendo que há muito trabalho a ser feito, mas mantendo o foco e, principalmente, estando abertos a ouvir o mercado segurador, o crescimento será inevitável e infinitamente produtivo”, afirma fabiana guarenghi, da corretora critério. o isb brasil realiza pesquisas, mediação, mentoria, palestras, cursos e seminários, fomentando o desenvolvimento e o crescimento do segmento de benefícios. mais informações: www.isbbrasil.org.br. fonte: comunicação isb brasil
24/08/2018

Edmardo Galli destaca a importância de inovar durante a “Seguros Del Futuro LATAM 2018”

 evento internacional que acontece em miami, reunirá experts da indústria digital para falar sobre os novos desafios da indústria de seguros edmardo galli, ceo latam da ignitionone, líder mundial em soluções de marketing digital, apresenta a palestra “from rock star to tech ceo” durante a “seguros del futuro latam 2018”, em miami, no dia 29 de agosto. ao traçar paralelos entre sua trajetória artística e o mundo corporativo, galli demonstra como áreas aparentemente tão diferentes podem ser beneficiar das mesmas estratégias de gerenciamento. baterista e idealizador das bandas heróis da resistência e hanói-hanói – sucessos nos anos 1980, o executivo tem conduzido a ignitionone com a mesma estratégia que aplicava na área musical. “a carreira de um artista não pode estar calcada em apenas um sucesso e isso não é diferente da realidade de qualquer empresa. como negócio, a ignitionone está em permanente evolução porque o mundo digital exige olhar além e nos habilitar para entregar soluções que, às vezes, o mercado ainda não sabe que precisa, antecipando a demanda”, avalia galli, ao destacar que é exatamente isso que um artista de sucesso faz. “para se destacar, ele precisa criar tendências, inovar, se reinventar diariamente se quiser manter o público fiel. é isso que procuro demonstrar: no mercado de tecnologia, não existe zona de conforto”, afirma. voltado ao mercado dos seguros, o evento “seguros del futuro latam” reúne participantes c-level que atuam em algumas das mais destacadas empresas de tecnologia da américa latina. as palestras deste ano irão abordar temas atuais como blockchain, a reinvenção da experiência do consumidor e o uso de chatbots no atendimento ao cliente. fonte: portal nacional de seguros por caio ramos
24/08/2018

Diretora do Sincor/PB lança livro sobre os desafios do Corretor de Seguros

 motivada em trazer à tona as dificuldades enfrentadas diariamente pelos empresários do ramo de seguros, a corretora de seguros e diretora do sincor/pb, cláudia helena oliveira-de-souto, publica o livro corretor de seguros: os desafios da atividade. este livro que é fruto do trabalho que desenvolveu em sua dissertação de mestrado no campo da psicologia do trabalho na universidade federal da paraíba (ufpb), tem como co-autor, o prof. dr. paulo césar zambroni-de-souza e utiliza como aporte teórico a psicodinâmica do trabalho de christophe dejours. questionada sobre os motivos pelos quais decidiu publicar este livro, a autora responde: “resolvi publicar este livro para convidar o leitor a deitar um novo olhar sobre a atividade empresarial, porque, quando falamos das doenças ou dos sofrimentos que são adquiridos na atividade laboral, há uma tendência em voltarmos a nossa atenção para o grupo dos trabalhadores, aqueles que vendem a sua força de trabalho e que, por diversas razões se submetem aos ditames da empresa a qual estão inseridos. no entanto, existe um outro grupo, que é o grupo do micro e pequenos empresários, o qual faz parte deste mesmo mundo do trabalho e que apresenta diversas patologias relacionadas a sua atividade, mas que além de ser bastante esquecido pelos estudiosos do trabalho é por vezes acusado em provocar os inúmeros sofrimentos que acometem os trabalhadores. este fato evidencia-se, por exemplo, quando comparamos a extensa literatura que trata do sofrimento e das doenças que acometem os trabalhadores em virtude da sua atividade de trabalho e a pouca construção teórica que existe sobre o sofrimento ou o adoecimento do empresário. a autora também aborda outras temáticas que envolve o dia a dia do empresário, como a sua relação com a família e a atuação da mulher no mundo empresarial. portanto, trata-se de um livro que fala sobre e para os empresários e não sobre suas empresas. sobre os autores: cláudia helena oliveira-de-souto docente da escola nacional de seguros. empresária do setor de seguros (jf corretora e unimed corretora – joão pessoa). doutoranda do programa de pós-graduação em psicologia social da ufpb (orientador: paulo césar zambroni de souza), mestre em psicologia social pela ufpb (orientador: paulo césar zambroni de souza), pós-graduada em gestão de pessoas e psicologia organizacional pelo centro universitário de joão pessoa – unipê (2013), mba em gestão de seguros pela escola nacional de seguros – funenseg (2006), mba executivo em gestão empresarial pela fundação getúlio vargas – fgv (2003), graduada em administração de empresas pela universidade federal da paraíba (1994). paulo césar zambroni-de-souza docente do programa de pós-graduação em psicologia social da ufpb. psicólogo pela ufrj, mestre em psicologia pela ufrj (orientadora: maria luíza seminério), doutor em psicologia social pela uerj (orientador: milton atahyde), com estágio de doutorado no département / institut d’ergologie – analyse pluridisciplinaire de situations de travail da université de provence / aix marseille université, frança (2005) sob a orientação de yves schwartz, com bolsa capes. pós-doutorado no conservatoire national des arts et métiers (cnam – paris) sob a supervisão de christophe dejours, com bolsa cnpq. bolsista de produtividade em pesquisa do cnpq, nível 2. fonte: cqcs/ yan passos
22/08/2018

Que aposentadoria escolher

 um ouvinte de ponta grossa me disse que, graças a um comentário meu aqui há 14 anos, começou a poupar numa previdência privada e que agora vai se aposentar. se eu tivesse ajudado só esse ouvinte já me sentiria realizado, pois acho um crime o governo federal não educar e conscientizar o trabalhador brasileiro para se preparar melhor para uma velhice que, felizmente, dura cada vez mais tempo. esse mesmo ouvinte me pergunta que tipo de aposentadoria deve pedir. olha, quando da aposentadoria, existem, basicamente, 3 opções de recebe-la: vitalícia, por tempo determinado e como um percentual mensal da poupança previdenciária. na vitalícia, a reserva individual, no período de usufruto, passa a fazer parte de um fundo coletivo. se o segurado vier a falecer, os herdeiros não terão direito ao saldo que, por ventura, ainda exista. a filosofia é que quem morre antes do previsto nas tábuas demográficas financia a aposentadoria de quem sobrevive mais que o estimado. já na aposentadoria por tempo determinado, se o segurado falecer, todo o saldo previdenciário vai para os herdeiros. mas ele corre o risco de viver mais que o tempo escolhido. já na aposentadoria como um percentual das reservas, a tendência é que, com o passar do tempo, o valor mensal vá diminuindo e até acabe. olha, na minha opinião, embora de valor mensal menor, a vitalícia nos permite tranquilidade por não corrermos riscos de longevidade maior. fonte: paraná portal por renato follador

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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