03/10/2018

Congresso destaca oportunidades de negócios e função social dos corretores de vida e previdência privada

 o primeiro congresso potencialize foi promovido ontem, 2, pela universidade corporativa da mongeral aegon, no rio de janeiro, para corretores de seguros de vida e previdência privada de todo o país. marcio batistuti, diretor regional da seguradora, reforçou a importância de os corretores atuarem com propósito e acreditarem na relevância de seu trabalho na corretagem de seguros de vida e previdência. “se o corretor acredita na importância desse produto para a vida da pessoa, a venda é totalmente diferente”, orienta o executivo, que acrescenta que essa venda cria valor e colabora para a construção de capital das famílias, que será utilizado no momento mais oportuno. “além de ajudar as famílias, estamos criando valor para a sociedade”. luis felipe maciel, diretor regional, frisa que o setor de seguros tem como característica a oferta de diversos benefícios para a sociedade. “trabalhamos em uma indústria que tem o privilégio de fazer o bem. ajudamos as famílias a se preparar para o momento do problema, seja ele a morte, doença, invalidez”, exemplifica. ainda sobre o retorno do mercado para a sociedade, o diretor regional ednei andrade mencionou que em setembro desse ano a mongeral aegon devolveu r$ 20 milhões em indenizações para mais de mil famílias. até o fim do ano, a previsão é de r$ 252 milhões, para mais de 19 mil famílias. oportunidades de negócios durante o potencialize, os executivos também mencionaram algumas oportunidades de vendas para os corretores de seguros de vida e previdência privada. luis felipe maciel destacou que o linkedin é um bom campo para prospectar clientes, pela rede de contatos primários e pelos contatos oriundos dessas relações, que podem, inclusive, pertencer a um mesmo segmento de atuação. marcio batistuti acrescenta que a seguradora está atenta a essas oportunidades na rede social e tem estudado maneiras para auxiliar os corretores nesse ambiente. “é um investimento que cada um pode fazer em seu negócio”. nesse sentido, ele frisa que a partir do momento que o corretor compreende a essência de seu trabalho, o que vier em termos de ferramentas tecnológicas não será uma ameaça para suas vendas, mas sim, aprimoramento. fonte: revista cobertura
03/10/2018

CNSeg enviou documento aos presidenciáveis às vésperas das eleições

  entidade elaborou estudo com propostas do setor, que representa 6,5% do pib do país e é responsável pela geração de 152 mil empregos diretos. rio - os candidatos à presidência já receberam um documento enviado pelo setor de seguros para demonstrar como o segmento é um dos mais aptos a acelerar o crescimento da economia. o estudo 'propostas do setor segurador brasileiro aos presidenciáveis' será apresentado na manhã desta quarta-feira, em uma coletiva concedida por marcio coriolano, presidente da confederação nacional das seguradoras (cnseg). a entrevista, que ocorrerá na sede da entidade, no centro do rio, também contará com a presença dos presidentes das federações. o segmento composto por 118 seguradoras é responsável pela geração de 152 mil empregos diretos e representa 6,5% do pib no país. no ano passado, pagou mais de r$ 277 bilhões em benefícios, indenizações, resgates e sorteios. para garantir os riscos que assume, o setor investe em ativos que ultrapassam r$ 1,2 trilhão, o equivalente a 25% da dívida pública. "o setor de seguros tem importante papel na economia e na sociedade. contribui significativamente para o desenvolvimento da infraestrutura, geração de emprego e renda, e para o acesso à saúde suplementar", argumenta coriolano. aliás, essa não foi a primeira vez que o setor entrou em contato com os presidenciáveis. no mês passado, a escola nacional de seguros também enviou um documento aos candidatos com um alerta sobre a situação dramática provocada pelos acidentes de trânsito no país, que causou mais de 41 mil mortes e outros 42 mil casos de invalidez permanente só no ano passado. a informação foi publicada pela coluna. fonte: o dia por herculano barreto filho
03/10/2018

Corretor entenda o novo conceito que pode fazer a diferença no mercado de seguros

 o mercado de seguros está se preparando para adotar, em breve, os princípios da “responsible insurance”, que significa, em linhas gerais, “entregar produtos apropriados de forma transparente, acessível, justa, responsiva e respeitosa para manter os consumidores informados e capazes de utilizar esses seguros efetivamente”, como definiu o consultor miguel solana, da impact insurance facility, a divisão da organização internacional do trabalho (oit) encarregada de desenvolver projetos de ampliação do acesso ao seguro como mecanismo de proteção social, que participou do workshop “responsible insurance da impact insurance facility”, realizado pela cnseg, em são paulo, sexta-feira passada (28). conquistando rapidamente adeptos em todo o mundo, esses princípios trazem soluções inovadoras principalmente em mercados emergentes e para empresas que ofereçam ou planejem ofertar microsseguros ou produtos massificados via varejo ou canais de afinidades. o evento de são paulo foi comandado por miguel solana e pelo gerente da cnseg, pedro henrique fernandes pinheiro, que observaram que o avanço desses princípios depende de premissas, dilemas e desafios, que terão de ser enfrentados pelo mercado. ambos ressaltaram, contudo, que a recompensa estará assegurada e fará diferença para quem oferecer uma linhagem de seguros responsáveis. para essas empresas, virão benefícios como mais renovação de contratos e propaganda boca a boca positiva para as compras dos seguros responsáveis. em contrapartida, empresas refratárias podem enfrentar clientes descontentes, impacto social baixo ou nulo. nesse contexto, será fundamental, portanto, disponibilizar coberturas que ampliem a satisfação do cliente, a confiança e o impacto social positivo do seguro. no workshop foram apresentados cases internacionais dos princípios da “responsible insurance”, reforçando a tese de que os produtos responsáveis agregam valor. além disso, foram citadas boas dicas para um modelo de negócio bem-sucedido, incluindo para o design do produto responsivo, que deve atender às necessidades prioritárias dos consumidores; oferecer benefícios considerados valiosos e acessíveis; ser rápido para ajudar consumidores em momentos de choque; ser econômico nas exclusões de riscos, ser de fácil compreensão, pouco burocrático e evitar impactos negativos por falhas do produto. no encontro também foi destacada a importância da educação financeira para a escolha razoável do seguro. nesse sentido, foi citado o exemplo da seguradora hollard insurance, da áfrica do sul, que após investir quase us$ 800 mil em ações de educação, viu sua emissão de apólices de seguro funeral crescer em 7% (250 mil contratos a mais) e a receita ter um acréscimo de us$ 2,3 milhões. já na bolívia, o foco na inovação e poucos riscos excluídos asseguraram forte expansão do microsseguro e de produtos massificados da seguradora nacional vida. outra experiência inovadora apresentada no evento foi o seguro de vida da seguradora iniser, da nicarágua. neste caso, a solução inovadora foi acoplar cupons de supermercados à indenização, atendendo a trabalhadoras informais preocupadas com o desvio de finalidade no uso do seguro de vida pelos parceiros. fonte: cqcs
03/10/2018

Bolsas da Europa fecham em alta com otimismo em relação a orçamento na Itália

 os mercados acionários da europa fecharam em alta o pregão desta quarta-feira (3) com bom humor diante da indicação do governo italiano de vai reduzir o déficit público após 2019. já em londres, a primeira-ministra theresa may pediu união de seus correligionários em torno das suas propostas para o brexit. o índice stoxx-600 encerrou o dia em alta de 0,50%, aos 383,84 pontos. as praças europeias reagiram com bom humor à informação de que o governo da itália reafirmou a pretensão de ter um déficit orçamentário de 2,4% do produto interno bruto (pib) em 2019, mas especialmente à indicação de que planeja reduzi-lo nos dois anos posteriores. "o número de 2,4% está confirmado em 2019. para 2020 e 2021, estamos pensando em redução da dívida e crescimento do pib", afirmou nesta quarta luigi di maio, vice-premiê do país. e acrescentou: "não vamos recuar". com isso, o índice ftse mib, de milão, registrou alta de 0,84%, aos 20.736,01 pontos, liderando os ganhos entre as bolsas europeias, com destaque para a alta no setor financeiro. as ações do intesa sanpaolo subiram 0,55%, enquanto as do banco bpm ganharam 2,13% e as do unicredit avançaram 0,72%. mesmo assim, as tensões entre o país e a união europeia (ue) permanecem à medida que autoridades trocam farpas. de um lado, o comissário econômico da união europeia, pierre moscovici, afirmou que os italianos "não são estúpidos" a ponto de desconhecerem as regras do pacto de estabilidade e crescimento. já matteo salvini, vice-premiê italiano, disse sobre o bloco comum que "se eles pararem de fazer insultos, estou calmo", além de sugerir que as pessoas pesquisassem em sites de busca "juncker sóbrio" e "juncker cambaleando por aí (bêbado)", em referência ao presidente da comissão europeia, jean-claude juncker. em solo britânico, investidores acompanharam a convenção do partido conservador, onde theresa may tentou reforçar o tom de união ao pedir que seus correligionários se juntem em torno de sua proposta para a saída do reino unido da ue, ao mesmo tempo em que membros do partido se mobilizam para pedir sua renúncia. em londres, o ftse 100 ganhou 0,48%, aos 7.510,28 pontos. já em paris, o cac 40 registrou alta de 0,43%, aos 5.491,40 pontos, ao passo que o ibex 35, de madri, subiu 0,60%, aos 9.361,10 pontos, e o psi 20, de lisboa, fechou com ganho de 0,04%, aos 5.294,32 pontos. agentes também acompanharam indicadores do continente. foi divulgado nesta quarta o índice de gerente de compras (pmi, na sigla em inglês) da zona do euro, que recuou de 54,5 em agosto para 54,1 em setembro, ante estimativas de uma queda um pouco menor (54,2), na leitura da ihs markit. o indicador é o composto, referente a serviços e indústria. já na alemanha, onde a bolsa de frankfurt não operou devido a um feriado local, o pmi recuou 55,6 para 55 no mesmo período de comparação, ante projeção de 55,3, e, no reino unido, de 54,3 para 53,9, pouco maior que a expectativa de 53,8, ambos na leitura da ihs markit. além disso, as vendas no varejo da zona do euro cederam 0,2% de julho para agosto, ante projeções de alta de 0,2%, informou a agência oficial de estatísticas da união europeia, a eurostat.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/10/650951-bolsas-da-europa-fecham-em-alta-com-otimismo-em-relacao-a-orcamento-na-italia.html
03/10/2018

Entrada de dólar supera saída em US$ 18,040 bilhões no ano até setembro, diz BC

 o fluxo cambial do ano até setembro ficou positivo em us$ 18,040 bilhões, informou nesta quarta-feira, o banco central. em igual período do ano passado, o resultado era positivo em us$ 6,679 bilhões. a saída pelo canal financeiro neste ano até setembro foi de us$ 19,003 bilhões. o resultado é fruto de aportes no valor de us$ 371,534 bilhões e de envios no total de us$ 390,537 bilhões. o segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações. no comércio exterior, o saldo anual acumulado até setembro ficou positivo em us$ 37,043 bilhões, com importações de us$ 131,179 bilhões e exportações de us$ 168,221 bilhões. nas exportações estão incluídos us$ 26,672 bilhões em adiantamento de contrato de câmbio (acc), us$ 51,216 bilhões em pagamento antecipado (pa) e us$ 90,333 bilhões em outras entradas. depois de encerrar agosto com saídas líquidas de us$ 4,250 bilhões, o país registrou fluxo cambial negativo de us$ 6,138 bilhões em setembro, informou o banco central. o canal financeiro apresentou saídas líquidas de us$ 6,734 bilhões no período. isso é resultado de aportes no valor de us$ 27,946 bilhões e de retiradas no total de us$ 34,680 bilhões. no comércio exterior, o saldo de setembro é positivo em us$ 596 milhões, com importações de us$ 16,303 bilhões e exportações de us$ 16,899 bilhões. nas exportações, estão incluídos us$ 2,125 bilhões em acc, us$ 6,867 bilhões em pa e us$ 7,807 bilhões em outras entradas. o fluxo cambial registrado na semana de 24 a 28 de setembro ficou negativo em us$ 2,735 bilhões, informou o banco central. o canal financeiro apresentou saída líquida de us$ 2,839 bilhões, resultado de aportes no valor de us$ 8,493 bilhões e de envios no total de us$ 11,332 bilhões. no comércio exterior, o saldo na semana passada ficou positivo em us$ 104 milhões, com importações de us$ 4,749 bilhões e exportações de us$ 4,853 bilhões. nas exportações, estão incluídos us$ 711 milhões em acc, us$ 1,467 bilhão em pa e us$ 2,675 bilhões em outras entradas.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/10/650947-entrada-de-dolar-supera-saida-em-us-18-040-bilhoes-no-ano-ate-setembro-diz-bc.html)
03/10/2018

Ibovespa sobe pontos sustentada por perspectiva sobre eleição

 a bolsa de são paulo, a b3, abriu o pregão desta quarta-feira (3), em forte alta acompanhada pelo fortalecimento do real frente ao dólar, o que levou a cotação a tocar os r$ 3,82. o pregão subia 2,68% por volta das 12h30min, atingindo 83.798 pontos. o movimento de otimismo nos mercados segue embasado na questão política doméstica. a abertura dos mercados acionários nos estados unidos em terreno positivo também ajuda a sustentar a alta do ibovespa. entre as estatais conhecidas como kit eleição, por serem mais sensíveis às questões políticas, as ações da petrobras subiam 6,40% (pn) e 5,77% (on) no fim da manhã, enquanto as da eletrobras avançavam 11,18% (on) e 11,71% (pnb) -maiores altas. entre as instituições financeiras, banco do brasil on registrava valorização de 9,16%. de acordo com a avaliação do gestor de renda variável da coinvalores, marco tulli siqueira, pode haver uma correção da magnitude dos ganhos ao longo do pregão. isso porque o pré-mercado ainda espelhava os ganhos em torno de 5% na sessão de terça dos índices de adrs brazil titans e ewz negociados em nova iorque. nessa terça-feira (2), o ibovespa atingiu a maior pontuação desde 22 de maio de 2018 e a maior variação porcentual desde 7 de novembro de 2016 (3,98%). nesta semana de reta final para o primeiro turno das eleições, os investidores se mostram muito sensibilizados às questões políticas e têm ido às compras a cada pesquisa que mostra a consolidação de bolsonaro e o aumento da rejeição ao candidato petista, fernando haddad. na terça à noite, segundo o datafolha, a intenção de voto no candidato do psl cresceu de 28% para 32%, e abriu 11 pontos de vantagem em relação ao segundo colocado, do pt, que oscilou de 22% para 21%. ciro gomes (pdt) permaneceu com 11% e geraldo alckmin (psdb) variou de 10% para 9%. dá espaço à continuidade dos ganhos também os mercados acionários no exterior, onde predomina a baixa aversão ao risco. nos eua, os índices operavam em alta, com o dow jones subindo 0,56%.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/10/650945-ibovespa-dispara-a-84-mil-pontos-sustentada-por-perspectiva-sobre-eleicao.html)
28/09/2018

Seguro de vida em grupo é disseminado, mas pode ser melhor apresentado

 apesar de ser comercializado por cerca de 35 seguradoras, seguro de vida em grupo ainda não é tão conhecido por corretores e consumidores com forte atuação no mercado, o seguro de vida em grupo tem se mostrado um ramo com alto grau de diversificação ao ser comercializado por cerca de 35 seguradoras, mas enfrenta o desafio de ser conhecido amplamente por corretores de seguros e consumidores. segundo levantamento realizado pela comissão de vida, previdência e capitalização do sincor-sp, o ramo ainda é pouco explorado por boa parte dos corretores de seguros, principalmente pelo desconhecimento quanto à sua aplicação. “temos duas barreiras para vencer”, explica o coordenador da comissão, roberto lopes passos. “o primeiro é o consumidor conhecer os diversos produtos que as seguradoras disponibilizam, bem como todas as coberturas disponibilizadas e formas de contratação. o segundo é o corretor ofertar o produto, uma vez que muitos desconhecem os procedimentos das seguradoras e as coberturas, e acabam não oferecendo produtos específicos”, explica. os dados também mostram que o ramo de seguro de vida em grupo é um segmento de grande potencial, cresceu no encalço da inflação e movimentado r$ 10 bilhões em prêmios no ano de 2017. o poder de oferta do produto também é um chamariz para os corretores de seguros, que podem considerar as diferentes modalidades de empresas para oferecer a melhor cobertura. “o corretor precisa estar atento às características das empresas e sindicatos, que exigem a contratação do seguro de vida para seus funcionários. com isto, as empresas que não possuem a cobertura, ficam sujeitas aos pagamentos de multas”, exemplifica passos. com base nessa possibilidade, cabe ao corretor fazer a oferta do seguro de acordo com as exigências do sindicato, lembra passos. pequenas e médias empresas também são outra opção, pois muitas efetivam a contratação como benefício aos seus funcionários. seguros em números o setor de seguros evoluiu em 2018, de acordo com a carta de conjuntura. de janeiro até julho deste ano, o mercado faturou r$ 63,2 bilhões. no ano passado, no mesmo período, a receita era de r$ 59,4 bilhões – o que mostra um crescimento de 6%. de acordo com o sincor-sp, “apesar de tantas incertezas políticas e econômicas”, houve crescimento. “um dos pontos a serem observados é a melhora do lucro agregado das seguradoras, após o ajuste a uma nova realidade de preços com a queda dos juros. e outro ponto, naturalmente, é o crescimento de receita”, diz a mensagem de abertura do estudo. o ramo de destaque no período foi o seguro de pessoas (sem vgbl), com uma variação nominal de 10%, o que leva a um crescimento real, acima da variação inflacionária. o crescimento é importante, ainda mais diante de uma série de fatores, como a manutenção da taxa de desemprego e o fracasso de reformas. “de um patamar de 3% de crescimento do pib em 2018 passamos para uma estimativa de 1,5%. a todo momento sobe e desce a esperança de bons resultados. em setembro, com base nos dados de agosto, o cenário está mais ou menos estável, mantendo o crescimento aos poucos”, diz a carta de conjuntura. veja a carta de conjuntura de agosto 2018 completa. m.s. revista apólice
28/09/2018

Plano VGBL é porta de entrada na previdência

  fundos dominam a indústria, mas especialistas ressaltam que é preciso cuidado na escolha da tributação fiel. sérgio dortas tem um vgbl há 15 anos: “tenho três filhos, todos com vgbl. e meus seis netos logo terão seus planos também” concentrando mais de 90% de uma indústria cujo patrimônio já chega a r$ 775,6 bilhões, o plano vida gerador de benefício livre (vgbl) é a porta de entrada dos brasileiros que decidem poupar por conta própria para a aposentadoria. apesar de não contar com o benefício das deduções tributárias como o pgbl, o vgbl atende a certos perfis de investidores e também ajuda no planejamento tributário. em geral, o vgbl é indicado para quem é isento de imposto de renda (ir) ou faz sua declaração anual pelo modelo simplificado. dessa forma, costuma ser a escolha de jovens profissionais ou pessoas sem dependentes. isso porque, diferentemente do pgbl, os aportes realizados no vgbl não podem ser descontados da renda sobre a qual incidirá o ir. por outro lado, no momento de resgatar os recursos acumulados, o ir incide apenas sobre o dinheiro que rendeu, não sobre a contribuições dos participantes. — no fundo, o vgbl acaba sendo muito parecido com um fundo de investimento tradicional, no qual também não se pode deduzir do ir, que incide sobre os rendimentos — aponta luis felipe maciel, diretor regional da mongeral aegon. mas o vgbl também tem benefícios tributários que não são encontrados nos fundos de investimento. assim como o pgbl, ele não sofre a mordida do ir semestral, o chamado “come-cotas”, que captura 15% do rendimento de fundos de investimento tradicionais em maio e novembro. a longo prazo, segundo especialistas, a diferença de rentabilidade acumulada pode ser significativa. além disso, o vgbl é uma ferramenta para aqueles que já esgotaram o diferimento tributário proporcionado pelo pgbl. afinal, só é possível usar na declaração do ir investimentos em pgbl que somem no máximo 12% da renda bruta anual do contribuinte. — depois de atingir esse limite, o cliente que quiser poupar mais para a velhice pode abrir um fundo vgbl, para continuar contribuindo — observa flávio lemos, sócio da trader brasil investimentos. depois de optar entre vgbl ou pgbl, exige-se do participante uma outra escolha, de consequência tributária: a qual tabela de cobrança de impostos sua previdência privada será submetida? elas são duas, a regressiva e a progressiva. indústria em expansão de acordo com especialistas, a tabela regressiva é ideal para quem está disposto a investir por muito tempo. isso porque a alíquota cai gradualmente ao longo do tempo em que o dinheiro está aplicado. por essa tabela, quem resgata em menos de dois anos, por exemplo, paga 35%, alíquota que chega a ser superior aos 27,5% sobre a renda cobrados no topo da tabela de ir. quem fica mais de dez anos, no entanto, paga imposto de apenas 10%. já a tabela progressiva segue as alíquotas de ir que valem para os salários e é indicada àqueles que podem ter de sacar os recursos a curto prazo ou que sabem que terão no futuro um benefício mensal de valor baixo. — a questão da tabela de tributação, progressiva ou regressiva, tem de ser decidida visando ao prazo. como regra geral, se você vai deixar o dinheiro aplicado por mais de sete anos e meio, oito anos, a regressiva é muito vantajosa — explica marcelo wagner, diretor financeiro da brasilprev. — já a tabela progressiva é indicada para quem tiver dúvidas sobre a necessidade de resgatar o investimento a curto prazo ou se, lá na frente, a pessoa for resgatar valores sobre os quais incidam alíquotas baixas de imposto de renda. na previdência privada, o cliente tem total liberdade para transferir seus recursos para outro plano sem pagar taxas ou impostos, sendo também possível migrar da tabela progressiva para a regressiva. o contrário, no entanto, é vedado. por isso, a escolha da tabela deve ser feita de forma consciente, alertam os especialistas. mas a escolha do tipo de plano tem consequências ainda mais perenes: não é permitido mudar de vgbl para pgbl, nem vice-versa. desproporcionalmente maiores que os pgbl, são os planos vgbl que têm puxado o crescimento da indústria de previdência privada. segundo números da associação brasileira das entidades dos mercados financeiro e de capitais (anbima), só este ano os fundos de previdência captaram r$ 13,5 bilhões junto a seus participantes. a previdência privada já corresponde a 17,3% de todo o patrimônio aplicado em fundos de investimentos no país. o crescimento tem sido puxado pelas discussões sobre a reforma da previdência e pelo fato de o segmento ainda ser considerado jovem, havendo ocorrência limitada de saques aos fundos hoje. mudança de mentalidade e os planos vgbl têm aumentado sua fatia na indústria. entre janeiro e maio, de acordo com a federação nacional de previdência privada e vida (fenaprevi), os vgbl atraíram 91,3% dos prêmios e contribuições da indústria, contra 87,6% em 2013. uma mudança geracional no que diz respeito à educação financeira também estimula o apetite pela previdência. — meu pai se arrepende de não ter feito um plano de previdência. se ele tivesse feito lá atrás, hoje teria acesso a uma segunda renda. por isso, não quis perder tempo e fiz meu plano logo após sair da faculdade — conta a dentista ana luiza rega, de 26 anos. — sou autônoma, então essa é uma forma de investimento que encontrei para ter uma garantia no futuro. ela destina, hoje, 10% de sua renda mensal a um fundo vgbl. quando abriu o fundo, sequer declarava ir, o que justificou sua escolha pelo vgbl. e quem foi previdente lá atrás transmite com maior facilidade o planejamento às próximas gerações. — as minhas duas grandes seguranças são os investimentos em imóveis e em vgbl, mas só neste último eu tenho liquidez, podendo resgatar o dinheiro a qualquer momento. tenho três filhos, todos com vgbl. e meus seis netos logo terão seus planos também — garante sérgio dortas, de 67 anos, que tem um vgbl há 15.   fonte: adriana lorete / agência o globo leia mais: https://oglobo.globo.com/economia/plano-vgbl-porta-de-entrada-na-previdencia-23105260#ixzz5spute8nn stest
28/09/2018

Como negociar ao contratar um plano de previdência?

  os cuidados que é preciso tomar para fazer a melhor escolha não ceda a pressões os bancos costumam ter metas para vender planos de previdência privada. por isso, é comum que exista uma pressão para que o cliente contrate um. a primeira recomendação é não ceder, explica ione amorim, economista do instituto brasileiro de defesa do consumidor (idec). considere sua idade idade, apetite por risco, capacidade de poupar. tudo isso deve ser considerado na hora de assinar. “há casos absurdos de consumidor de 70 anos que foi orientado a contratar um título de previdência privada, por exemplo”, relata ione. outro erro é estar atento a quando começar a usufruir do benefício. “tem gente que faz previdência privada com tabela regressiva de dez anos. a pessoa vai acabar pagando imposto maior, porque provavelmente vai tirar o dinheiro muito antes disso”, diz a assessora financeira daniela casabona. raios x do plano contratado um fundo de previdência rende de acordo com as aplicações que a instituição gestora escolhe. saber que escolhas são essas é fundamental, explica mauro calil, especialista em investimentos do banco ourinvest e fundador da academia do dinheiro: “tem que pegar a lâmina desse plano de previdência e verificar o que tem lá dentro e qual é a rentabilidade”. simulação não é garantia calil acrescenta que é importante levar em consideração que as simulações feitas por bancos na hora de oferecer um plano de previdência podem não se confirmar. como o investimento é de longo prazo, muitas das variáveis podem mudar ao longo do tempo, como a taxa de juros. para se ter uma ideia, só nos últimos dois anos, a selic, taxa básica da economia, caiu de 14,25% para 6,5% ao ano, o que influencia, por exemplo, investimentos em renda fixa. “o ideal é a pessoa montar sua carteira de investimentos e revisá-la uma vez por ano”, orienta calil. o banco é a melhor escolha? daniela casabona lista uma série de razões para considerar outras opções de investimentos em geral, não só em previdência. para quem quer diversificar, ela lembra que há, por exemplo, menor variedade de produtos financeiros à disposição nessas instituições. vale, portanto, considerar outras instituições para investir, como corretoras de seguros. compare opções é comum que instituições financeiras ofereçam ferramentas e simuladores. vale comparar condições antes de escolher. ione, do idec, lembra que o processo para desistir de um plano é burocrático, e é improvável alegar que não havia conhecimento sobre as condições. “se não está entendendo, não aceite”, afirma. leia mais: https://oglobo.globo.com/economia/como-negociar-ao-contratar-um-plano de-previdencia-23105448#ixzz5spvbbxex

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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