28/09/2018

Assistência digital de Seguradora chega ao Google Assistente e oferece vários serviços exclusivos

 para promover melhorias, é necessário fazer investimentos. a bradesco seguros, então, chega ao google assistente através da bia (bradesco inteligência artificial), oferecendo uma gama de serviços exclusivos para segurados. no segmento do seguro auto, em caso de batida de carro, panes (seca, elétrica ou mecânica), troca de pneu ou ajuda com chaveiro, o usuário poderá solicitar o serviço por mensagem de voz ou escrita. é só dizer “falar com bia do bradesco”, que será dado início ao atendimento. a assistente digital da seguradora foi concretizada em 2017 para clientes do banco, pois integra um projeto do grupo bradesco que tem como objetivo melhorar a experiência do usuário com o que existe de mais moderno em inteligência artificial. atualmente, bia responde perguntas tanto escritas quanto faladas e possui, em média, 74 mil usuários por dia, somando quase 44 milhões de interações. o sistema responde aproximadamente 5.500 perguntas por hora sobre 82 tipos diferentes de serviços do banco e da seguradora. fruto disso, os usuários têm 85% de satisfação. o presidente do grupo bradesco, vinicius albernaz, comenta sobre o fato de serem pioneiros: “fomos a primeira seguradora a investir em inteligência artificial e esta é uma tendência mundial, que facilita o dia a dia das pessoas, trazendo agilidade e comodidade”, destaca. “a inovação é prioridade na bradesco seguros e, por isso, queremos ser úteis para oferecer a melhor experiência para os nossos clientes em todos os momentos”, acrescenta. já fabio coelho, presidente do google brasil, comenta a importância da inteligência artificial na vida das pessoas: “além de trazer toda a ajuda da busca e de nossos outros serviços, o google assistente permite que as pessoas interajam com empresas importantes em sua vida de forma mais natural. é exatamente o que bradesco seguros oferece aqui: um serviço que faz sentido para o seu negócio e seus clientes, usando o poder da tecnologia para tornar os processos mais rápidos, simples e fáceis”. fonte: cqcs | yan passos
28/09/2018

Parcelamento é opção para evitar exclusão do Simples

 a receita federal divulgou ontem (17.9.2018), em seu site, que notificou mais de 700.000 empresas optantes pelo simples nacional de seus débitos previdenciários e não previdenciários com a secretaria da receita federal do brasil (rfb) e com a procuradoria-geral da fazenda nacional (pgfn). a contar da data de ciência da exclusão o contribuinte terá um prazo de 30 dias para a regularização da totalidade dos débitos à vista, em parcelas ou por compensação. a comunicação de exclusão pode ser acessado pelo portal do simples nacional ou pelo atendimento virtual (e-cac), no sítio da receita federal, mediante certificado digital ou código de acesso. observe-se que, como os débitos com exigibilidade suspensa não motivam a exclusão do simples nacional, aqueles débitos incluídos no pert-sn não constarão na citação da exclusão. a pessoa jurídica que regularizar a totalidade dos débitos dentro desse prazo terá a sua exclusão do simples nacional automaticamente tornada sem efeito, ou seja, o contribuinte continuará no simples nacional não havendo necessidade de comparecer às unidades da receita federal para adotar qualquer procedimento adicional. aqueles que não regularizarem a totalidade de seus débitos no prazo de 30 dias contados da ciência serão excluídos do simples nacional com efeitos a partir do dia 1/1/2019. fonte: contábeis
28/09/2018

Entenda quando começa o prazo para seguradora declinar proposta

 quando começa a contagem do prazo de 15 dias para que a seguradora decida se vai ou não declinar uma proposta de seguro. essa questão foi apresentada por membro de um dos grupos de whatsapp do cqcs o “bom dia seguro” que possui mais de 3 mil corretores de todo brasil. há quem entenda que esse prazo começa a partir do momento que a proposta é protocolada. outros, contudo, alegam que é preciso aguardar a vistoria. mas, o que deve prevalecer? “essa é, de fato, uma questão muito polêmica”, afirma o presidente do sincor-df, dorival alves de sousa, em entrevista ao cqcs. contudo, ele entende que o correto é a contagem ter início assim que houver a transmissão da proposta ou o protocolo na seguradora. “não é a partir da vistoria, que pode acontecer a qualquer momento ou mesmo ser dispensada pela seguradora”, acrescenta. para o presidente do sincor-df, a partir do protocolo ou da transmissão da proposta, está assegurada, inclusive, a cobertura do segurado. “a pergunta que se deve fazer é: e se ocorrer um acidente com o veículo segurado antes da vistoria? não há cobertura? estou certo que qualquer decisão na justiça vai condenar a seguradora, que estava ciente do risco”, conclui dorival alves de sousa.  fonte: cqcs
28/09/2018

Pesquisa revela falta de “cultura do seguro” no país

 o jornal do commercio (pe) destaca estudo realizado pela universidade de oxford e a seguradora zurich revelou que o brasil tem a menor taxa do mundo em se tratando de cobertura pessoal por meio de seguros. cerca de 19% dos entrevistados brasileiros afirmaram ter um seguro de vida, quando a média global é de 32%. o reino unido vem com a segunda pior taxa, com 21% de cobertura. o estudo avaliou cerca de 11 mil pessoas no brasil, méxico, estados unidos, reino unido, itália, espanha, alemanha, suíça, malásia, hong kong e austrália. no brasil, o seguro mais procurado ainda é o que cobre furtos e danos do automóvel, com cerca de 80% dos contratos, à parte, é claro, o dpvat, que é aquele obrigatório e pago por todo proprietário de veículo para indenizar vítimas de acidentes de trânsito. mesmo entre os donos de carros, motos e caminhões, o seguro está longe de ser uma unanimidade. apenas 25% da frota nacional (de cerca de 100 milhões de veículos, segundo o denatran) está segurada. para o presidente do sindicato das corretoras de seguros em pernambuco (sincor-pe), carlos alberto valle, a falta de uma “cultura do seguro” no país tem a ver com a própria índole do brasileiro. “o brasileiro é imprevidente por natureza, mas isso está mudando”, acredita. ele dá como exemplo os planos de saúde (que são considerados uma forma de seguro) e são bastante valorizados pela população, e os planos de previdência privada, que vêm crescendo desde que o governo anunciou reformas na previdência social. quanto aos seguros patrimoniais, como o de residências, por exemplo, a procura vem melhorando com a inclusão de serviços emergenciais ao contrato, como eletricista, encanador e chaveiro. “o mito de que um seguro residencial é caro não se sustenta. enquanto para segurar um automóvel de r$ 50 mil o consumidor gasta r$ 2.500 por ano, para segurar um apartamento avaliado em r$ 500 mil, o investimento é, em média, de r$ 500”, explica valle, acrescentado que o custo é baixo porque o risco de sinistros (acidentes) é bem menor em imóveis. “agregar serviços ao contrato é importante porque o segurado sempre espera ver um benefício real, como se garantir a tranquilidade financeira após um incidente não fosse suficiente”, argumenta. carlos valle acredita que outro seguro que deve crescer no brasil é o de responsabilidade civil, que cobre prejuízos provocados, involuntariamente, a terceiros, como lesões corporais ou danos materiais. desde uma pedrada dada pelo filho na janela do vizinho a uma indenização por erro médico, são muitas as situações cobertas pelo seguro de responsabilidade civil, modalidade comum na europa e estados unidos. “algumas categorias profissionais já estão atentas à segurança ao patrimônio garantida pela cobertura de responsabilidade. as corretoras de seguros, por exemplo, só podem operar se fizerem um seguro em grupo desta modalidade para os seus funcionários”, diz carlos valle. para o diretor executivo da excelsior seguros, oldemar fernandes, a falta de educação financeira e o imediatismo também atrapalham a expansão dos negócios. “brasileiro espera ver um benefício imediato. se não, não contrata. no caso dos veículos, ele tem medo de perder o patrimônio, ser roubado, mas é o patrimônio maior, que é a vida? ”, questiona oldemar. o executivo faz as contas. é possível fazer um seguro de vida pagando apenas r$ 15 por mês e garantir uma indenização para família de até r$ 60 mil em caso de morte acidental do segurado. para oldemar existe um leque muito grande de opções de seguros pessoais, mas poucas pessoas têm conhecimento sobre os benefícios e quanto eles realmente custam. “até mesmo entre os corretores existe uma ênfase maior em oferecer apenas o seguro automotivo, que o cliente já conhece e é mais fácil de comercializar”, afirma o executivo. o corretor haroldo medeiros concorda. trabalhando há duas décadas no segmento, ele diz contar no dedo das mãos quem, entre seus vários clientes, tem outro bem segurado além do automóvel. “por mais que eu tente explicar que trabalho com vários ramos de seguros, poucos se interessam em conhecer mais”, afirma o corretor. uma das exceções é a tabeliã substituta ana celina freitas. ela diz possuir pelo menos cinco seguros, como o automotivo, de vida, previdência privada, e até um específico para a saúde da mulher, que cobre possíveis gastos com doenças femininas. “acho seguro de vida indispensável em um país inseguro como o brasil”, justifica. o setor de seguros cresceu 1,7% no primeiro semestre deste ano, segundo a confederação nacional das seguradoras (cnseg), totalizando mais de r$ 115,8 bilhões em prêmios (arrecadação). houve crescimento de 7,5% nos segmentos de automóveis e patrimonial. marcio coriolano, presidente da cnseg, avaliou o quadro como positivo. “ainda que no período de crise a realidade da economia seja de salários menores e insegurança, as pessoas ainda procuram proteger patrimônios relevantes, como comprova o crescimento dos seguros de automóvel, residência e ainda a procura dos empresários por apólices para protegerem seus negócios e evitarem surpresas catastróficas”, avalia marcio coriolano, no documento “carta do seguro”, balanço publicado periodicamente pela cnseg. o balanço mostra ainda que os seguros pessoais de risco apresentaram crescimento de 10,1% no primeiro semestre sobre o mesmo período de 2017, com destaque para a forte expansão de 23,7% do ramo prestamista, que prevê a quitação de dívidas financeiras por causa de morte, invalidez, desemprego involuntário ou perda de renda. na outra ponta, porém, aparece a redução da arrecadação dos planos de acumulação (previdência privada e capitalização). no conjunto, pgbl e vgbl, que representam mais de 40% da arrecadação do setor, tiveram queda de 5,1%. a previsão da cnseg é que o mercado de seguros arrecade entre 3,3% e 5,2% a mais este ano em relação a 2017. fonte: portal nacional de seguros
28/09/2018

Seguradoras precisam atender todas as expectativas do consumidor

 “proteção do consumidor é tema que permeia todas as 56 comissões da cnseg e federações. o consumidor é a razão do nosso negócio”, afirmou a presidente da fenasaúde, solange beatriz palheiro mendes, durante a abertura da 8ª conferência de proteção do consumidor de seguros, realizada em são paulo, hoje, 26 de setembro. segundo ela o consumidor tem assumido um papel preponderante nas relações de consumo. “cabe às empresas reconhecer a importância em prestar um atendimento diferenciado, buscando atender todas as expectativas do consumidor e, se possível, a sua demanda”. e nesse sentido, ela destaca a importância da ouvidoria. “o ouvidor tem sido cada vez mais presente no dia a dia das seguradoras para aprimorar processos e produtos. é um canal de fomento de melhorias e importante na mediação entre consumidor e empresa, a fim de evitar custos impostos na judicialização, garantindo a sustentabilidade do negócio”. o presidente do sindseg-sp, mauro batista, falou sobre as ações do sindicato para compreender mais o consumidor e para que ele entenda como funciona o mercado de seguros. e citou que há dez anos foi criado um programa, inicialmente em ribeirão preto (sp), exatamente com essa finalidade. ele também defendeu a importância de o segurado entender que diferentemente de adquirir um produto ou serviço, ele não pode ter a euforia de receber a indenização, mas a clareza de que o seguro é um instrumento de proteção aliado ao desenvolvimento econômico do país. “a relação com o cliente tem que ser transparente e clara para que ele veja toda a positividade que o seguro tem”, disse. o superintendente da susep, joaquim mendanha de ataídes, disse que desde que assumiu a gestão da autarquia, em 2016, os trabalhos têm sido voltados a acompanhar as supervisionadas do mercado no cumprimento das normas em vigor. “isso ajuda a evitar problemas para o consumidor. o mercado exige um regulador forte e um consumidor cada vez mais informado”. o diretor-presidente substituto da agência nacional de saúde suplementar (ans), leandro fonseca da silva, destacou avanços no setor de saúde. “antes do marco regulatório, da existência da ans, os planos de saúde eram mais limitados, como por exemplo, no prazo de internação. hoje a realidade é diferente, não há limite de tempo de internação e o rol de cobertura estabelece vários procedimentos. o consumidor está muito mais protegido”. a secretária nacional do consumidor da secretaria nacional do consumidor do ministério da justiça, ana lúcia kenickel vasconcelos, também destacou os avanços na relação com o consumidor. “eles ainda são difíceis de serem compreendidos e a maioria é por adesão, o que não permite alterações. o ideal é que na primeira página estivesse descrito de forma clara o que está sendo contratado”. entre as palestras, destaque para a participação do presidente da zurich, edson franco, que revelou que a companhia tem feito mudanças para melhorar a jornada do segurado. ele revelou que a companhia presidida por ele conseguiu reduzir de 24 para 4 dias o pagamento do sinistro do seguro de celular. outro assunto abordado também foi que nas vendas efetuadas no varejo falta capacitação dos vendedores que não têm a devida capacitação para orientar o consumidor, como por exemplo, na venda do seguro de garantia estendida, entre outros. fonte: cqcs | sueli santos  
24/09/2018

Dívida Pública Federal sobe 0,98% em agosto para R$ 3,785 tri, diz Tesouro

 o estoque da dívida pública federal (dpf) subiu 0,98% em agosto, quando atingiu r$ 3,785 trilhões. os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 24, pelo tesouro nacional. em julho, o estoque estava em r$ 3,748 trilhões. a correção de juros no estoque da dpf foi de r$ 42,71 bilhões em agosto. já as emissões de papéis totalizaram r$ 75,634 bilhões, enquanto os resgates chegaram a r$ 81,517 bilhões, o que resultou em um resgate líquido de r$ 5,883 bilhões. a dpf inclui a dívida interna e externa. a dívida pública mobiliária federal interna (dpmfi) subiu 0,65% e fechou o mês passado em r$ 3,630 trilhões. já a dívida pública federal externa (dpfe) ficou 9,53% maior, somando r$ 154,75 bilhões no oitavo mês do ano.   12 meses a parcela da dpf a vencer em 12 meses caiu de 19,90% em julho para 18,26% em agosto, segundo o tesouro nacional. o prazo médio da dívida subiu de 4,17 anos em julho para 4,20 anos no mês passado. o custo médio acumulado em 12 da dpf passou de 10,49% ao ano em julho para 10,76% ao ano em agosto. prefixados a parcela de títulos prefixados na dpf subiu de 32,82% em julho para 33,19% em agosto. os papéis atrelados à selic também aumentaram a fatia, de 33,64% para 34,95%.   os títulos remunerados pela inflação caíram para 27,54% do estoque da dpf em agosto, ante 29,60% em julho. os papéis cambiais elevaram a participação na dpf de 3,94% em julho para 4,32% no mês passado.   todos os papéis estão dentro das metas do plano anual de financiamento (paf) para este ano.   o intervalo do objetivo perseguido pelo tesouro para os títulos prefixados em 2018 é de 32% a 36%, enquanto os papéis remunerados pela selic - de acordo com a última revisão do paf - devem ficar entre 33% e 37%. no caso dos que têm índices de preço como referência, a meta é de 27% a 31% e, no de câmbio, de 3% a 7%. estrangeiros   os estrangeiros diminuíram a participação na dívida pública brasileira em agosto. a fatia dos investidores não-residentes no brasil no estoque da dpmfi caiu de 12,57% em julho para 11,92% no mês passado, somando r$ 432,74 bilhões, segundo os dados divulgados pelo tesouro nacional. em julho, o estoque nas mãos de estrangeiros estava em r$ 453,36 bilhões.   os fundos de investimento continuaram os maiores detentores de papéis do tesouro, com a participação passando de 26,30% em julho para 26,28% no mês passado.   a parcela dos fundos de previdência aumentou de 24,58% para 25,11%, enquanto a participação das instituições financeiras no estoque da dpmfi teve elevação de 22,48% em julho para 22,88% em agosto. já as seguradoras tiveram crescimento na participação de 3,90% para 3,94%. fonte: estadão por lorenna rodrigues e eduardo rodrigues – brasília
24/09/2018

Economia de partilha. “Vamos largar esta ideia de que temos de ser donos de tudo o que usamos” /premium

 april rinne, uma das principais vozes a falar de economia de partilha, esteve em portugal e, em entrevista, fala sobre quão estranho é pagarmos €100 por um berbequim que usamos 14 minutos. faz sentido pagar 100 euros por um berbequim que vamos usar (revelou um estudo recente) 14 minutos durante toda a vida útil do aparelho? faz sentido num bairro onde há 15 casas haver 15 corta-relvas, um em cada casa? e, para as empresas, faz sentido pensar que se pode continuar a produzir coisas achando que as pessoas vão sempre querer comprar (quase) tudo o que usam no dia a dia? se perguntarmos a april rinne, uma das principais vozes a falar sobre economia de partilha, nada disto faz sentido. e “vêm aí grandes mudanças”, garante. april rinne esteve no porto este mês de setembro, para uma conferência organizada pela porto business school. nas vésperas de voar para portugal, deu uma entrevista por skype ao observador, e falou sobre as vantagens económicas, ambientais e sociais do modelo da economia de partilha, que passa por, cada vez mais, “largarmos esta ideia de que temos de ser donos de tudo”. a norte-americana, considerada em 2011 uma young global leader (jovem líder global) pelo fórum económico mundial, ainda teve tempo para falar sobre a próxima grande inovação, que poderá disromper disruptores como a uber. começo a entrevista com uma nota pessoal. na rua onde cresci, nos subúrbios, nos anos 80, havia 15 casas e em cada uma havia um corta-relvas. cada família teve de comprar um corta-relvas, tinha de fazer manutenção, tinha de guardar algum espaço na garagem para o arrumar após cada utilização, etc. este era, portanto, um modelo de consumo linear que a april acredita que tem os dias contados. este exemplo serve para explicar a sua visão do modelo de economia de partilha? esse é um ótimo exemplo. uma das ideias que costumo sublinhar nas minhas palestras é que em várias cidades — lisboa e porto podem incluir-se aí — tem havido um grande boom em algumas áreas da economia de partilha, sobretudo ligadas ao turismo e aos transportes. no entanto, a economia de partilha diz respeito a todas as áreas da nossa vida. se pensarmos em termos globais, já existem plataformas para facilitar a economia de partilha literalmente em quase tudo em que se possa pensar, para as coisas mais básicas do quotidiano. como, por exemplo? pense nas ferramentas, por exemplo. pense em quanto tempo é que usa o berbequim que tem lá em casa, que lhe terá custado talvez um valor na ordem dos 100 euros. foi feita uma estimativa de que um berbequim só é usado, salvo erro, 14 minutos durante toda a sua vida útil. é um exemplo de algo que está arrumado na garagem. se pensarmos bem, não precisamos de ter um berbequim, apenas precisamos de ter acesso a um em momentos muito específicos. se em vez de falarmos em “propriedade” falarmos em “acesso”, podemos tirar daí muitas vantagens. quais são as principais vantagens? a primeira vantagem é económica. a economia de partilha permite-lhe poupar dinheiro ou, por outro lado, ganhar mais algum rendimento de outras formas, designadamente através da rentabilização dos ativos que tiver que estejam em sub-utilização. se em vez de comprar um corta-relvas, a sua família tivesse partilhado um corta-relvas com outras famílias da rua, teria poupado dinheiro. que outros benefícios existem? além da questão económica, a principal vantagem está relacionada com o ambiente. pense em quantos recursos foram gastos para produzir 15 corta-relvas — só para a rua onde cresceu. este é o mesmo raciocínio que se aplica no setor do transporte, que deixa uma pegada ambiental muito grande. mas, para partilhar um corta-relvas, os vizinhos teriam de se organizar, certo? claro, mas isso está relacionado com outra vantagem de que costumo falar, que é a questão social. a economia da partilha estimula o sentido de comunidade — pense que pode trocar algumas palavras, “bom dia, boa tarde” com o seu vizinho, mas a vantagem dos modelos de economia de partilha é que dão, também, um pretexto para as pessoas interagirem mais e formarem laços. não estou a dizer que se tornariam melhores amigos, mas talvez fosse uma oportunidade para combater a solidão, que é um problema sério nas nossas sociedades, que se baseiam muito no consumo individual. além disso, provavelmente, numa economia de partilha consegue-se poupar dinheiro e, mesmo assim, ter acesso a um corta-relvas melhor, que corte melhor a relva ou mais rapidamente… sim, essa é a quarta vantagem. a partir do momento em que existe uma plataforma que ajuda a organizar quem é que, neste ou naquele dia, requisitou o corta-relvas, torna-se muito mais fácil investir numa máquina mais eficaz, mais durável, mais fácil de fazer manutenção (se calhar em vez de ter de limpar a máquina todos os meses, rodava entre todos e só tinha de a limpar uma vez por ano). do ponto de vista das empresas, e sem sair dos exemplos do quotidiano de que estávamos a falar, que exemplos é que tem visto de passagem para um novo modelo, de partilha? em muitas cidades nos eua (e não só) já se vê as cadeias de artigos para a casa e bricolage, sobretudo as maiores, a disponibilizar a opção de alugar um corta-relvas, por exemplo, retirando a necessidade de comprar um. quem vive minimamente perto dessas superfícies, faz muito sentido. as empresas estão a aperceber-se de que há aqui todo um novo modelo de negócio, e não deviam basear toda a sua atividade na compra e venda direta. além disso, estamos a ver surgir um pouco por todo o mundo o conceito de “biblioteca de ferramentas”. o que muda nos modelos de negócio das empresas quando em vez de se vender 15 corta-relvas mais baratos se passa a vender um ou dois mais caros? isso é um ponto importante. uma coisa é certa: se tem um negócio estabelecido, assente no pressuposto da propriedade pura e da venda direta, então a economia de partilha pode criar-lhe alguns problemas. é muito confortável construir um negócio à volta desse pressuposto: de que toda a gente vai querer comprar mais coisas. não vai ser assim? é interessante olhar para o contexto histórico dos últimos 50 ou 100 anos, um tempo marcado pelo marketing de massas e o consumo massificado. este tem sido um modelo que se baseia em ter as pessoas a comprarem mais e mais coisas. mas estamos a começar a aperceber-nos das ineficiências que isso contém. é um modelo mais caro, mais oneroso e com mais desperdício. essa “luz” está a fazer-se na cabeça das pessoas, e cada vez mais pessoas estão a largar esta ideia de que temos de ser donos de tudo. "se tem uma empresa com um negócio estabelecido, assente no pressuposto da propriedade pura e da venda direta, então a economia de partilha pode criar-lhe alguns problemas." april rinne, young global leader do fórum económico mundial quais setores podem ser mais transformados? o exemplo mais imediato, que ocorre mais rapidamente, é o setor automóvel e as fabricantes de carros. historicamente, todo aquele negócio é baseado na ideia de que toda a gente precisa de um carro, do seu carro. mas as grandes empresas deste setor já se aperceberam do destino que as esperam caso não reajam. começaram a perceber que este modelo que as tem alimentado tão bem nas últimas décadas, ou séculos, provavelmente não vai continuar a servi-los como até agora. qual é o cenário com que se confrontam? é um novo modelo em que não se fala apenas em uso partilhado de carros mas, também, da mobilidade elétrica e da mobilidade autónoma. há cerca de 10 anos cultivou-se a ideia de que iniciativas como a partilha de carros eram coisas estranhas, mais valia fingir que essas coisas não existiam. mas nos últimos anos já começaram a perceber que esses modelos podiam ser uma ameaça real para o seu negócio. e qual foi a reação? numa primeira fase, o que pareceu ser uma boa ideia, aos olhos de algumas fabricantes, foi pensar: ‘vamos lá gastar alguns dólares (ou euros) a fazer lóbi no sentido de proibir as empresas de partilha’. historicamente esse era o modelo que eles seguiam. mas aperceberam-se rapidamente de que essa seria uma estratégia perdedora. porquê? porque quando vivemos num contexto de sensibilidade para problemas como as emissões de co2, os congestionamentos de tráfego, qualquer empresa que aparecesse em público a dizer que a partilha de carros era uma coisa má pode ver o feitiço virar-se contra o feiticeiro. então foram sensatos: perceberam que não havia volta a dar-lhe, era um futuro inevitável portanto decidiram pegar nos milhões de dólares, ou milhões de euros, que iriam gastar em lóbi e investiram em inovação. inovação a começar, de certa forma, na introspeção? sim, todo o setor teve de fazer uma espécie de auto-avaliação e pensar sobre qual seria o seu modelo de negócio no futuro — quanto desse modelo de negócio passaria pela propriedade, quanto pela partilha. e a verdade, que reconhecemos, é que esse esforço valeu a pena porque, neste momento, todos os fabricantes de carros nos eua, na europa e na ásia todos têm uma componente de uso partilhado na sua estratégia. em algumas empresas ainda não se passou da fase de teste e conceção mas já está a acontecer alguma coisa. é relativamente fácil perceber o que está em jogo para um setor como o automóvel, mas em que outros setores é que este modelo pode ter um alcance semelhante? já falámos das ferramentas, mas também estamos a ver muita coisa a acontecer na área do vestuário, logística, esses tipos de setores. portanto, olhando para o futuro e com uma lente de grande angular, não podemos dizer que a partilha vai aniquilar a propriedade. será um mundo cada vez mais híbrido — uma fabricante automóvel vai sempre precisar de ter uma opção de venda de carros, para quem quiser comprar, mas não vai poder ser só isso. que outros modelos vão assumir maior importância, nesse modelo? podemos imaginar modelos de propriedade parcial, frotas de veículos detidos por plataformas de partilha, carros propriedade das cidades (e geridos a nível municipal). todos esses modelos vão, naturalmente, implicar alterações na forma como os produtos são construídos. quando se produz algo para ser utilizado de vez em quando, ou em 10% do tempo (como são a maioria dos carros), essa coisa poderá não ter materiais tão duradouros. mas também é provável que, ao produzir esse bem, podemos achar que não é necessário ser tão bom, em termos de funcionalidades, por exemplo. noutro exemplo, o design de bicicletas para o uso partilhado tem de ter como prioridade a durabilidade, em detrimento de variáveis como a capacidade de personalização. e do ponto de vista do setor financeiro, quais são as implicações de um modelo de economia partilhada? tenho feito muita pesquisa e trabalhado com empresas do setor financeiro, a falar sobre como será a atividade de crédito no futuro, o que acontecerá neste setor quando as pessoas já não precisarem de tantos créditos-automóvel como precisam hoje, o que irá acontecer quando as pessoas puderem “emprestar” os seus carros aos vizinhos, num sistema “peer-to-peer” (entre iguais) e obterem um rendimento também a partir disso. há muita coisa que está prestes a mudar. como é que a atividade de seguros vai ter de mudar, para que estes novos modelos possam ser eficazes e adotados de forma séria? os seguros são um dos exemplos daquilo que eu chamo de “catalisadores” da economia partilhada, não só da partilha mas, em rigor, de uma partilha com responsabilidade. quase todas as seguradoras no mundo, hoje em dia, têm produtos específicos para o uso partilhado. é bom que o façam, caso contrário podem enfrentar a concorrência de players mais pequenos e inovadores? não vejo a coisa assim, sinceramente acho que é uma oportunidade gigante para o setor. é verdade que quem não se adaptar pode já não cá estar daqui a uns anos, mas é fácil perceber como pode ser um negócio importante — imagine uma seguradora que faz um seguro à sua máquina fotográfica só durante os 10 dias em que vai viajar. este tipo de “micro-seguros” pode ser muito rentável e servir como “lubrificante” para a economia de partilha. que outro tipo de “catalisadores” terão de se desenvolver para dinamizar a economia de partilha? os sistemas de pagamentos são outra área que irá transformar-se totalmente. outro que me ocorre, desde logo, é a multiplicidade de plataformas que podem surgir para nos ajudar a pagar os impostos de forma mais rápida — refiro-me a pagar os impostos relativos aos rendimentos que tiramos da partilha dos nossos bens ou do nosso trabalho. tudo isto são coisas que vão ajudar a tornar a economia de partilha algo mais acessível e fluído. "olhando para o futuro e com uma lente de grande angular, não podemos dizer que a partilha vai aniquilar a propriedade. será um mundo cada vez mais híbrido — um fabricante automóvel vai sempre precisar de ter uma opção de venda de carros, mas não vai poder ter só isso." april rinne, young global leader do fórum económico mundial mas, vamos recuar um pouco. se eu não tenho um corta-relvas ou um carro melhor (só meu), como é que eu posso ir dormir à noite e sentir que sou uma pessoa globalmente melhor e mais bem sucedida do que o meu vizinho? [risos] bem, aí estamos a tentar no campo dos incentivos, da natureza humana e, claro, potencialmente das limitações que a economia de partilha terá. mas eu respondo a essa pergunta com uma avaliação da forma como, eu acredito, as mentalidades estão a mudar. nos últimos séculos, é verdade que muito do nosso valor define-se por aquilo que temos. mas eu não sou uma anti-propriedade — reconheço que há alguns valores inerentes à propriedade — e a dignidade que surge associada a ser dono de algumas coisas, mas sou uma defensora acérrima de que é preciso proporcionar outras escolhas possíveis no “menu”. defendo só que temos de combater este pressuposto de que temos de ser donos de todas as coisas, a todo o tempo, e tem de haver alternativas a isso. as novas gerações pedem mais essas alternativas? há, sem dúvida, uma transformação geracional quando se pergunta às pessoas como é que elas querem ser definidas. se perguntarmos isso às pessoas, cada vez mais as pessoas querem ser definidas por outras coisas que não as coisas que têm. a geração dos “baby boomers” [os nascidos no pós-segunda grande guerra] foi uma geração muito especial — não digo que seja uma geração problemática mas é a geração em que estas questões são mais difíceis de modificar. não é fácil convencer um baby boomer a usar coisas emprestadas em vez te ter as suas? não é a coisa mais fácil, de um modo geral, porque cresceram numa geração em que o objetivo último era acumular coisas: uma casa maior, uma casa de férias, um carro, dois carros, três carros… o que é curioso é que se falar com os meus avós eles sabem perfeitamente do que estamos a falar. dizem: ‘claro que sim, nós dantes vivíamos dessa forma’. portanto, para responder à sua pergunta de há pouco, talvez seja natureza humana querermos encontrar formas de nos sentirmos melhor, eventualmente melhor do que os outros. mas sabemos que, cada vez mais, isso não está relacionado com coisas mas com experiências: “viajei até ali, fiz aquilo, estive naquele local” e não tanto “tenho isto ou comprei aquilo”. mesmo no vestuário, que é um exemplo por excelência de expressão pessoal, as pessoas podem “competir” a esse nível mas isso não quer dizer que tenha de ser proprietário de todas as coisas que visto. as empresas de retalho de vestuário estão a olhar cada vez mais para modelos de subscrição em que as pessoas têm acesso a roupa mas, passado algumas semanas ou meses, voltam a entregar em troca de outros. "talvez seja natureza humana querermos encontrar formas de nos sentirmos melhor, eventualmente melhor do que os outros. mas sabemos que, cada vez mais, isso não está relacionado com coisas mas com experiências: 'viajei até ali, fiz aquilo, estive naquele local' e não tanto 'tenho isto ou comprei aquilo'." april rinne, young global leader do fórum económico mundial há uma grande parte da população que nunca vai querer deixar de ter o seu carro, etc… sim e a última coisa que tento fazer é convencer — ou converter — alguém no sentido da economia de partilha. mas os baby boomers têm a sua esperança de vida, portanto mesmo que esses valores estejam encastrados na sua maneira de pensar, se avançarmos 30 anos vamos chegar a um ponto em que essa forma de pensar já não é tão prevalente como ainda é hoje. a resistência é algo que vai desaparecer, à medida que essa geração também for desaparecendo? sim, porque está agora a chegar à idade adulta uma geração que está habituada a ter acesso a tudo o que precisa só através do telemóvel. mas mesmo quando se fala nos baby boomers, que estão agora na reforma, começa a haver alguns casos de pessoas que percebem como a economia de partilha pode ser uma coisa ótima para eles nesta fase da vida. pode ser uma forma de aproveitar o tempo livre, ganhar mais algum rendimento, combater a solidão, conhecer mais pessoas — portanto muitas pessoas reformadas estão a aderir a plataformas de economia. à sua maneira, estão a começar a acolher bem esta ideia. mas, como dizia, para os seus avós a partilha faz todo o sentido. podemos um dia olhar para trás, na história, e notar que a economia de partilha é, na realidade, a norma e apenas houve um trecho da história, como que uma interrupção, em que se apostou mais num modelo de economia linear? espero que sim. a economia de partilha é tudo menos uma coisa nova, ainda que agora esteja a ganhar mais força graças às novas tecnologias digitais, que tornam tudo mais fácil e escalável. a razão por que estamos a ver este ressurgimento da economia de partilha neste momento é que a tecnologia está a fazer expandir quase infinitamente o conjunto de coisas que podem ser partilhadas. e com quem podem ser partilhadas. portanto, espero que de certa forma estejamos a voltar às raízes mas a realidade é que a tecnologia permite que tudo isto seja feito a uma escala que dantes seria absolutamente inimaginável, com muito maior eficiência e sustentabilidade. mas é assim tão líquido que tudo o que se chama “economia de partilha” contribua para maior sustentabilidade? é assim em todos os casos? em alguns pontos temos a certeza de que sim. mas em alguns casos essa ainda é uma questão em aberto: por exemplo, não houve ainda pesquisa que demonstre que as plataformas de “boleias” (como a uber) fez com que houvesse menos carros nas ruas. será que é assim? podemos achar que sim, mas se calhar uma pessoa antes ia do ponto a ao b de metro mas, agora, vai de carro. vimos o congestionamento aumentar em algumas cidades, mas ainda não sabemos se é por causa destas plataformas. estou convencida de que o impacto líquido é positivo, mas ainda não há pesquisa suficiente que demonstre o impacto real de cada elemento. "não houve ainda pesquisa que demonstre que as plataformas de 'boleias' (como a uber) fizeram com que houvesse menos carros nas ruas. será que é assim? podemos achar que sim, mas se calhar uma pessoa antes ia do ponto a ao b de metro mas, agora, vai de carro." april rinne, young global leader do fórum económico mundial o smartphone foi a inovação que permitiu que acontecesse muito disto de que estamos aqui a falar. mas, quando se fala da “morte dos smartphones“, qual acredita que será a próxima inovação tecnológica que irá dar o próximo impulso à economia de partilha? o meu campo de pesquisa está mais relacionado com o lado empresarial e dos modelos de negócio, pelo que alguém mais ligado à tecnologia poderia dar uma resposta mais avalizada. mas uma área de pesquisa tecnológica que poderá ser revolucionária — incluindo para a economia de partilha — é o “blockchain“. como é que o “blockchain” pode dar esse impulso? há várias plataformas que já estão a ser construídas a partir da “blockchain“. se pensarmos nas principais plataformas de economia de partilha nos dias de hoje, são empresas que são detidas pelos fundadores e pelos investidores. mas quem participa na criação de valor, como os motoristas, os utilizadores, os anfitriões, não são empregados das plataformas. não têm nada a ganhar com a expansão desta ou daquela plataforma, além do seu rendimento normal — ou seja, não são acionistas. se uma empresa dessas for para a bolsa, um dia destes, para os motoristas ou para os anfitriões, ou para os entregadores, isso não lhes vai dar quaisquer frutos. cada vez mais pessoas refletem sobre estes temas e notam que este não é um modelo de negócio particularmente equitativo. a “blockchain” pode permitir acabar com os “intermediários”? mais ou menos isso. o que a “blockchain” pode permitir é que se construa uma plataforma detida por quem presta os serviços. para dar um exemplo, a “blockchain” pode facilmente ser a base para que se crie uma espécie de uber detida pelos motoristas, ou um airbnb em que os donos dos quartos e das casas de alojamento local são os donos do negócio. já existem coisas destas, ainda que para já com pequena dimensão, mas quando se pensa nos grandes temas que preocupam a nossa sociedade — como a desigualdade, por exemplo — esse novo modelo de “plataformas colaborativas” pode ser mais um modelo disruptivo para as atividades económicas através da partilha. é, por outras palavras, a disrupção que pode abalar os recentes disruptores… pode ser, sim. o conceito é incrivelmente poderoso: termos uma plataforma com a mesma fiabilidade e confiança só graças à validação feita pelos membros da “blockchain“. a ideia é que seria um modelo mais redistributivo — e há muitos interesses que gostariam de impedir que isto acontecesse. não quero estar sempre a falar dos transportes porque é apenas um dos setores em que esta disrupção pode acontecer, mas é um exemplo muito bom para explicar o que está a acontecer. muitos motoristas estão muito descontentes com os seus salários, com as comissões que têm de pagar para usar as plataformas, não se sentem apreciados. e a questão é que, pelo menos enquanto não houver carros autónomos, a uber sem motoristas tem um valor zero. portanto se houvesse uma maior mobilização por parte dos motoristas, isto pode ser muito disruptor: seriam os motoristas da uber a disromper o negócio da uber. fonte: observador por edgar caetano
24/09/2018

XP lança robô para recomendar investimentos

  movido a inteligência artificial, o robô da xp foi dispo são paulo – a corretora xp investimentos lançou um robô para indicar investimentos de acordo com o perfil do investidor. o robô foi disponibilizado para 200 mil clientes em setembro e deve estar acessível a todos os clientes da xp até o fim do ano.  são paulo – a corretora xp investimentos lançou um robô para indicar investimentos de acordo com o perfil do investidor. o robô foi disponibilizado para 200 mil clientes em setembro e deve estar acessível a todos os clientes da xp até o fim do ano.  chamado de max, o robô é movido a inteligência artificial. a ideia é que a ferramenta apoie investidores que não têm um assessor exclusivo ou que preferem ter mais autonomia.  ao abrir a conta, o cliente preenche um questionário para uma análise sobre seu perfil, com base em saldo em conta, investimentos já alocados, objetivo e prazo da aplicação. toda a interação acontece no chat, com o max.  com o tempo, quanto mais o investidor interage, mais precisas ficam as recomendações do robô. a ferramenta também sugere balanceamento dos investimentos, para que as aplicações se mantenham de acordo com o perfil de risco do investidor. o robô opera todos os dias, de acordo com os horários da plataforma da xp, e pode receber agendamentos, se a aplicação for feita fora do horário.  a ferramenta recomenda aplicações de renda fixa, fundos de investimentos e coes, os investimentos de maior custódia na xp. até o final do ano, também indicará previdência privada e terá uma versão para assessorar agentes autônomos de investimentos. fonte: exame por júlia lewgoy
24/09/2018

Competição em taxas é acirrada nos bancos

 banco do brasil, bradesco, itaú e santander zeraram os custos de custódia do tesouro direto para seus clientes na busca por manter clientes de investimentos em casa, as principais instituições financeiras – banco do brasil, bradesco, itaú e santander – acirraram a competição e zeraram taxas de custódia no tesouro direto e taxas de carregamento em planos de previdência. na avaliação do diretor executivo de investimentos do santander brasil, gilberto abreu, a competição entre os bancos de varejo e instituições menores (plataformas de gestoras e corretoras) é saudável e deve aumentar. “o cliente ganha com isso. e a competição [daqui para frente] se dará pela qualidade do advisor [assessor financeiro], pela melhor oferta de produtos ao mercado”, afirmou o diretor executivo. o primeiro movimento de zeragem de taxas de custódia do tesouro direto entre os bancos de varejo foi liderado pelo bradesco ainda no primeiro semestre. e nas três últimas semanas, santander, itaú e o banco do brasil também instituíram a prática. na previdência privada, a bradesco seguros já utilizava “taxa zero” de carregamento nos aportes de entrada em vgbl e pgbl e zerava na saída a partir do quinto ano de permanência. os concorrentes embalaram neste mês de setembro com “taxa zero” nos aportes e nos resgates. “é possível que tenhamos novos entrantes nos planos de previdência, mas acredito que não devemos ter um forte movimento de migração dos fundos e mesmo de outros produtos, como tesouro ipca+”, disse o diretor de produtos de investimentos e de previdência do itaú, claudio sanches. o itaú informou que além do tesouro direto, isentou taxas de custódia em certificados de depósito bancário (cdb) de outros gestores, de letras, certificados de recebíveis imobiliários (cri) e do agronegócio (cra) e de debêntures. ao passo que o banco do brasil passou a isentar as taxas de custódia de cri, cra e debêntures. a gerente geral da unidade de captação e investimentos do bb, paula mazanék, não acredita em migrações significativas de um produto para outro por causa da zeragem da custódia na renda fixa. “buscamos fidelizar nossos clientes e atrair novos. e com a zeragem das taxas de carregamento na previdência há um estímulo adicional para o brasileiro poupar para o futuro”, disse. disputa com gestoras a competição ainda provoca a redução das taxas de administração de fundos de renda fixa. na média da anbima, as gestoras cobram 1% ao ano dos cotistas. “as taxas já são similares as praticadas em fundos internacionais, hedge funds, 0,7%, 08% ao ano”, compara abreu. pelos dados da anbima, clientes com aportes de entrada mais r$ 100 mil conseguem taxas de 0,53% ao ano, enquanto pessoas físicas de varejo com aportes de até r$ 1 mil pagam 2,47% ao ano.

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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