26/10/2018

Governo Central registra déficit primário de R$ 23 bilhões em setembro

 no mês passado, o resultado ficou negativo em r$ 22,979 bilhões no mês passado, o resultado ficou negativo em r$ 22,979 bilhões marcello casal jr/abr/jc agência brasil o subsídio para o óleo diesel e o aumento de despesas não obrigatórias fizeram o governo central (tesouro nacional, previdência social e banco central) registrar o segundo maior déficit da história para meses de setembro. no mês passado, o resultado ficou negativo em r$ 22,979 bilhões. apenas em setembro de 2016, o déficit para o mês foi maior (r$ 25,239 bilhões). em relação a setembro do ano passado, o resultado negativo subiu 0,7% em valores nominais, mas caiu 3,7% ao descontar a inflação do ano passado pelo índice nacional de preços ao consumidor amplo (ipca). o déficit primário é o rombo nas contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. da janeiro a setembro, o resultado negativo soma r$ 81,591 bilhões, valor 28,6% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado (r$ 109,566 bilhões), descontado o ipca. mesmo com o resultado de setembro, o déficit acumulado é o menor para os nove primeiros meses do ano desde 2015. de acordo com o tesouro nacional, dois fatores contribuíram para o pequeno aumento nominal do déficit em setembro. o primeiro foi a execução de créditos extraordinários provocada pelo subsídio ao óleo diesel, que consumiu cerca de r$ 1,7 bilhão apenas em setembro e está previsto para fechar o ano em r$ 9,5 bilhões. o segundo fator foi o aumento de despesas discricionárias (não obrigatórias) do poder executivo, que subiram 9% acima da inflação de janeiro a setembro em relação ao mesmo período do ano passado. as maiores altas foram provocadas pelo desbloqueio de gastos de custeio (manutenção da máquina pública) nos ministérios e pela execução de emendas parlamentares impositivas. os ministérios que mais puxaram a alta foram defesa, com crescimento de 29% acima da inflação, e saúde, com alta de 7,9% acima da inflação. o déficit só não foi maior porque as receitas do governo central tiveram, em setembro, o reforço do leilão da quarta rodada de partilha do pré-sal e pelos royalties de petróleo, que foram impulsionados pela alta do dólar e pela valorização da cotação internacional do barril. de janeiro a setembro, as receitas líquidas acumulam alta de 5,9% acima da inflação oficial pelo índice nacional de preços ao consumidor amplo (ipca). as despesas totais, em contrapartida, subiram em ritmo menor: 2,3% acima da inflação. os gastos com a previdência social subiram 2% além da inflação, contra alta de 0,9% (também acima da inflação) dos gastos com pessoal. as demais despesas obrigatórias, no entanto, acumulam queda de 2,6% descontada a inflação, por causa principalmente da redução dos gastos com subsídios (-29,7%), com o fundo de financiamento estudantil (fies) (-35,4%) e com abono e seguro desemprego (-4,8%). as despesas de custeio (manutenção da máquina pública) acumulam alta de 7% acima da inflação nos nove primeiros meses do ano. os investimentos (obras públicas e compra de equipamentos) somaram r$ 31,862 bilhões, alta de 20,4% além da inflação em relação ao mesmo período de 2017. o principal programa federal de investimentos, no entanto, está executando menos. os gastos com o programa de aceleração do crescimento (pac) somaram r$ 16,063 bilhões de janeiro a setembro, queda de 1,7% em relação aos mesmos meses do ano passado, descontada a inflação.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/10/654426-governo-central-registra-deficit-primario-de-r-23-bilhoes-em-setembro.html)
26/10/2018

Dívida pública cai 0,15% e atinge R$ 3,779 trilhões

 redução da dívida ocorreu por conta do resgate líquido de títulos, que somou r$ 26,73 bilhões redução da dívida ocorreu por conta do resgate líquido de títulos, que somou r$ 26,73 bilhões marcos santos/usp imagens/imagens públicas/jc agência brasil a dívida pública federal (dpf), que inclui o endividamento interno e externo do brasil, teve queda de 0,16% e passou de r$ 3,785 trilhões em agosto para r$ 3,779 trilhões em setembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (26), em brasília, pela secretaria do tesouro nacional, do ministério da fazenda. a redução da dívida ocorreu por conta do resgate líquido de títulos, que somou r$ 26,73 bilhões, descontado parcialmente pela apropriação positiva de juros, no valor de r$ 20,55 bilhões. segundo a receita, a apropriação de juros representa o reconhecimento gradual das taxas que corrigem os juros da dívida pública. as taxas são incorporadas mês a mês ao estoque da dívida, conforme o indexador de cada papel. por meio da dívida pública, o governo pega recursos emprestados dos investidores para honrar compromissos. em troca, ele se compromete a devolver o dinheiro com alguma correção, que pode ser definida com antecedência, no caso dos títulos prefixados, ou seguir a variação da taxa selic, da inflação ou do câmbio. a dívida pública mobiliária federal interna (dpmfi) - em circulação no mercado nacional, que é a parte da dívida pública que pode ser paga em reais - teve o estoque reduzido em 0,07% em setembro, ao passar de r$ 3,630 trilhões para r$ 3,628 trilhões, devido ao resgate líquido de r$ 26,77 bilhões, compensado, em parte, pela apropriação positiva de juros, no valor de r$ 24,22 bilhões. do total de r$ 57,38 bilhões de emissões de títulos da dpmfi em setembro, foram emitidos r$ 55,50 bilhões nos leilões tradicionais; r$ 1,76 bilhão relativo às vendas de títulos do tesouro direto e r$ 125,43 milhões referentes a emissões diretas. com relação ao estoque da dívida pública federal externa (dpfe), captada do mercado internacional, também houve redução dede 2,34% sobre o estoque apurado em agosto, encerrando setembro em r$ 151,12 bilhões (us$ 37,74 bilhões), sendo r$ 136,71 bilhões (us$ 34,14 bilhões) relativos à dívida mobiliária e r$ 14,42 bilhões (us$ 3,60 bilhões), à dívida contratual. no mês de setembro, os ingressos de recursos da dívida contratual à dpfe totalizaram r$ 255,13 milhões. a dpf voltou a ficar abaixo das previsões do tesouro. de acordo com o plano anual de financiamento, divulgado em janeiro, a tendência é que o estoque da dpf encerre o ano entre r$ 3,780 trilhões e r$ 3,980 trilhões. a variação do endividamento do tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões pela internet (tesouro direto) ou pela emissão direta. além disso, pode ocorrer assinatura de contratos de empréstimo para o tesouro, tomado de uma instituição ou de um banco de fomento, destinado a financiar o desenvolvimento de uma determinada região. já a redução do endividamento se dá, por exemplo, pelo resgate de títulos. em setembro, os maiores detentores da dívida pública eram os fundos de investimento, com 26,14% da dívida, alcançando r$ 948,53 bilhões. o grupo previdência ficou em segundo lugar, com uma participação relativa de 25,35% e variação positiva em seu estoque, passando de r$ 911,87 bilhões para r$ 919,90 bilhões, entre agosto e setembro. em seguida, estão as instituições financeiras com 22,79%, grupo que reduziu o estoque em r$ 3,96 bilhões, chegando a r$ 826,87 bilhões. os investidores estrangeiros também apresentaram queda de r$ 9,21 bilhões em seu estoque e concentraram 11,67% da dívida. já o governo possui 4,20% da dívida pública; as seguradoras, 3,99%; e outros, 5,86%.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/10/654411-divida-publica-cai-0-15-e-atinge-r-3-779-trilhoes.html)
24/10/2018

Vale a pena investir na previdência privada para o meu filho?

 especialista responde dúvida de leitor sobre investimentos. envie você também sua pergunta pergunta do leitor: tenho 37 anos, trabalho com suporte de informática e atualmente meu negócio está ficando bem rentável, porém, não faço ideia de como investir meu dinheiro. tenho filho e esposa e gostaria de me preparar melhor para o futuro. pretendo pagar uma previdência privada para o meu filho e abrir uma poupança para fazer uma reserva. é uma boa ideia? resposta de marcela kawauti*: para escolher o investimento mais rentável, é preciso fazer as contas considerando a incidência de impostos e demais taxas. existem diversos aplicativos e calculadoras virtuais que podem te ajudar nisso. porém, acima de tudo, é importante ter objetivos bem definidos. isso porquê, dependendo da finalidade da aplicação, você pode optar por alternativas mais ou menos rentáveis e arriscadas, mas que estejam de acordo com a liquidez que você precisa. pensando nisso, a previdência privada pode ser sim uma boa alternativa, mas apenas se você estiver pensando em investimentos com duração superior a dez anos. caso contrário, as taxas e impostos cobrados acabam prejudicando muito o seu rendimento. se a intenção for manter uma reserva de longo prazo pensando na faculdade ou maioridade do seu filho, por exemplo, há outras opções de baixo risco que podem ser interessantes. uma delas é o tesouro direto ipca+, que paga uma taxa de juros anual acrescida da inflação oficial do período, garantindo que o dinheiro aplicado tenha sempre um rendimento real – ou seja, acima da inflação. outra alternativa são os cdbs e lcs de bancos pequenos, que costumam oferecer melhor remuneração para os títulos com vencimento mais longo. além disso, a alíquota do imposto de renda cobrada sobre esse tipo de aplicação é regressiva, beneficiando quem mantem o investimento por mais tempo. agora, pensando no curto e médio prazo – ideal se você pretende comprar um imóvel ou fazer uma grande viagem daqui a alguns anos, por exemplo – há alternativas bastante seguras e que rendem mais do que a poupança. uma boa opção são lcis, lcas, cras ou cris, papéis de renda fixa sobre os quais não incide imposto de renda. esses títulos possuem prazos de vencimento variados, e você pode optar por aquele que mais te convém.  por fim, se estiver pensando em uma reserva para imprevistos, em que você pode precisar recorrer à quantia a qualquer momento, é necessário buscar uma aplicação com alta liquidez. nesse caso, uma boa alternativa é o tesouro selic – ele apresenta pouca volatilidade e, portanto, os riscos de você perder dinheiro se precisar vender o título antecipadamente são muito baixos. *fonte: exame por marcela kawauti, economista-chefe do spc brasil
24/10/2018

Dia Mundial da Estatística: saiba mais sobre os números do Seguro DPVAT

 comemorado hoje, dia 20 de outubro, o dia da estatística reconhece a importância dos estudos estatísticos para a sociedade. e, para celebrar essa data tão importante, vamos falar um pouco mais sobre o seu papel aqui na seguradora líder, especialmente dos dados do seguro dpvat. continue acompanhando! centro de dados e estatística: uma área inteiramente dedicada aos números não poderíamos começar esse post de forma diferente, não é mesmo? se sempre dizemos que aqui na seguradora líder temos muitos números, isso só é possível graças ao nosso centro de dados e estatística. criada em 2011, a área é responsável por fornecer dados de indenizações do seguro dpvat e pela produção dos famosos boletins estatísticos, cujos detalhes a gente conta aqui embaixo. boletim estatístico: números que tornam o trânsito melhor se você acompanha regularmente o blog viver seguro no trânsito, sabe que sempre falamos do boletim estatístico. mas, afinal, que documento é esse? divulgado mensalmente, ele consolida informações como o volume de indenizações pagas pelo seguro dpvat, o perfil das vítimas, o mapa das indenizações, além de um recorte específico sobre as motocicletas. ficou curioso? confira os boletins estatísticos: https://www.seguradoralider.com.br/centro-de-dados-e-estatisticas/boletim-estatistico recortes especiais do seguro dpvat e, como a gente sabe da importância dos dados do seguro dpvat para o desenvolvimento de ações de prevenção de acidentes cada vez mais efetivas em todo o país, o nosso boletim estatístico também conta com recortes especiais. e adivinha só? somente neste ano, foram três: o boletim especial “dez anos de trânsito”, boletim “mulheres no trânsito” e o boletim “semana nacional de trânsito”. e vem muito mais por aí! você confere mais detalhes sobre esses documentos neste post do blog viver seguro no trânsito, publicado no dia 18 de outubro. radar dpvat mas não para por aí! você também pode conferir mais dados sobre o seguro dpvat na sessão radar dpvat do site da seguradora líder, que traz, semanalmente, uma série de informações sobre os acidentes de trânsito de maior relevância no brasil sob a luz das indenizações pagas no estado da ocorrência. o objetivo é despertar, através dos números, a conscientização em relação à importância da segurança no trânsito. curtiu? então, é só clicar aqui para dar aquela olhadinha. ao disponibilizar ao público diferentes documentos contendo dados estatísticos das indenizações pagas pelo seguro dpvat, a seguradora líder quer colaborar com o desenvolvimento de ações de prevenção de acidentes cada vez mais efetivas. fonte: viver seguro no trânsito
24/10/2018

Aquisições e fusões vão se intensificar no setor de seguros

 a maioria dos executivos de grandes empresas afirmou que há planos dessa natureza para os próximos três anos. a coluna mercado aberto, da folha de s. paulo, informa que as aquisições e fusões vão se intensificar no setor de seguros, segundo a consultoria kpmg, que fez um estudo global sobre o tema. a maioria (80%) dos executivos de grandes empresas afirmou que há planos dessa natureza para os próximos três anos. a principal razão para o movimento é a intenção de mudar a maneira como as operadoras obtêm suas receitas, o que a consultoria chama de modelo de negócios. “as maiores empresas do setor querem comprar outras que deem a elas novas capacidades”, afirma fernando mattar, sócio da kpmg. adquirir concorrentes para ficar com a base de clientes também é um motivo, mas o menos comum na lista dos apresentados. a concentração deverá levar mais tempo para acontecer no brasil, diz mattar, pois há incertezas econômicas. fonte: folha de s. paulo via sindseg sp
24/10/2018

Cuidado! Você pode perder o seu Simples Nacional em 2019!

 o ano já está virando e é preciso estar em dia com os impostos para não ser excluído do simples nacional no início de 2019. mas vamos com calma, ainda há tempo para começar a regularizar a documentação e evitar que o seu negócio sofra as consequências. para karina meinberg, sócia fundadora do contabfácil, ferramenta online que trata de toda a contabilidade de empresas do simples nacional, profissionais liberais e meis, quem tiver pendências, principalmente as mais antigas, vai precisar correr. caso seja pouca coisa, como um ou dois meses de 2018 em atraso, esta exclusão não vai acontecer, mas caso tenha mais coisas antigas em falta, é possível que a receita federal já tenha entrado em contato com o responsável pela empresa via caixa postal avisando que será desenquadrado do simples. a pessoa tem, a partir do recebimento desta correspondência oficial, trinta dias para regularizar. “não é necessário pagar de uma vez. regularizar também significa parcelar e tão logo a primeira parcela seja paga, já resolve esta questão. caso isso não seja feito dentro do prazo, a pessoa perde o simples e passa a ser lucro presumido a partir de primeiro de janeiro de 2019” alerta karina. este pente fino do fisco acontece geralmente em duas etapas, sendo que a primeira acontece agora através destes comunicados e mais uma vez em dezembro. para evitar correrias, o melhor é estar bem atento com a sua contabilidade evitar surpresas desagradáveis. fonte: kakoi
24/10/2018

Crescimento de estudantes brasileiros no exterior resulta em inovações nos serviços de seguro viagem

 de acordo com dados divulgados pela associação brasileira de agências de intercâmbio (belta), o mercado brasileiro de educação estrangeira cresceu 23%, em 2017, e alcançou a marca inédita de 302 mil estudantes no exterior. o investimento para um curso no exterior também aumentou 12%, atingindo a média de usd 9.989. no total, o brasileiro movimentou entre 2,7 e 3 bilhões de dólares em programas educacionais, no ano passado. a análise reflete alguns números da pesquisa. pela primeira vez, os programas de mestrado e doutorado apareceram entre os 10 mais procurados, mesmo com a queda do investimento público em bolsas de estudo. a demanda por cursos de graduação e certificados profissionais também aumentou, ao mesmo tempo que programas de ensino médio perderam força. entre os destinos mais procurados, praticamente um a cada quatro estudantes viajaram para o canadá (23%). o país é acompanhado pelos estados unidos (21,6%), reino unido (10,2%), nova zelândia (6,9%) e irlanda (6,5%). no total, 39 destinos apareceram como opções dos brasileiros. esta movimentação de estudantes brasileiros no exterior tem provocado o positivo surgimento de negócios especializados no atendimento e suporte aos viajantes. exemplo disso é a next seguro viagem. localizada, na capital paulista, a agência de turismo cujo core business é a oferta de seguro viagem, tem inovado na oferta dos planos e na disponibilização de meios de acesso, visando atender plenamente a demanda de estudantes brasileiros em destinos internacionais. uma das primeiras iniciativas da agência foi a liberação do atendimento em situações de emergência por meio do aplicativo whatsapp. em seguida, a agência formatou um plano de seguro viagem especial para estudantes, ajustado aos requerimentos do visto j-1 americano, além das composições regulares para os países favoritos dos intercambistas brasileiros, tais como o canadá, irlanda, reino unido e nova zelândia. ricardo mendonça, diretor geral da agência, explica que para estudar nos estados unidos, por exemplo, o estudante deve acatar ao visto j-1, determinado pelo governo americano, que estabelece uma cobertura mínima de 25.000 dólares em caso de traslado de corpo. o plano de seguro viagem para estudantes, desenvolvido e ofertado pela next, suporta até 100 mil dólares neste quesito e também para regresso sanitário, estando muito acima das expectativas. “não queremos ver estudantes em situações médicas complicadas, sofrendo com dificuldades para que sejam repatriados. precisam ter todo suporte médico no avião. para isso, a cobertura ofertada deve atender ou extrapolar as exigências mínimas dos vistos. nosso foco é atender com excelência e preço justo a crescente demanda de estudantes em viagens internacionais, enfatiza o diretor. ” fonte: terra via revista cobertura
24/10/2018

Seguro e previdência às MPEs só devem ganhar força depois de 2019

 medidas voltadas para o incentivo à contratação de produtos desses negócios estão na cartilha de propostas entregue pela cnseg aos candidatos à presidência da república, no início do mês as novas propostas do mercado segurador para micro e pequenas empresas são “factíveis”, mas devem demorar mais de um ano para trazer retornos significativos ao setor. voltadas para previdência, medidas esperam andamento das reformas e da economia. as sugestões voltadas para micro e pequenas empresas (mpes) fazem parte de um documento com 22 propostas, entregue pela confederação nacional das empresas de seguros gerais (cnseg) aos candidatos à presidência no início deste mês. de acordo com o relatório, a ideia seria incentivar as mpes a “contratarem programas de proteção previdenciária privada e securitária para seus colaboradores”, mediante tratamento fiscal diferenciado. para o ceo da travelers, leonardo semenovitch, porém, o motivo de as seguradoras ainda não atuarem de forma significativa entre as mpes é por causa da baixa adesão dessas companhias aos seguros. “é um território bastante inexplorado. entre as pequenas empresas, apenas 27% têm alguma apólice real e, quando olhamos o universo dos microempresários, menos de 5% possuem alguma cobertura. e os motivos vão desde a falta de uma cultura de seguros no brasil até a atual situação econômica do país”, explica. ainda que a recuperação da economia brasileira já esteja despontando, os especialistas ponderam à espera do empresariado de maiores certezas quanto às medidas importantes – como a reforma da previdência – e um retorno efetivo de sua receita. segundo o ceo da credrisk, phillip krinker, a previsão de avanço para o mercado segurador é de 10% a 15% em 2019, mas, independentemente do candidato que ganhe a corrida eleitoral, é “muito difícil” ter impactos no curto prazo. “o segmento demora para reagir, tanto para sentir uma crise como para voltar da recessão. a economia deve, sim, retomar, mas o mercado de seguros só costuma reagir depois dos demais setores”, comenta. para o superintendente comercial da brasilprev mauro guadagnoli, porém, na medida em que a economia avance nos próximos meses e impulsionem a discussão em torno da reforma, as expectativas são “cada vez melhores”. “intensificamos as ações de formação da cultura previdenciária. nesse cenário, as empresas têm um importante papel. além disso, vale ressaltar que planos de previdência privada estão cada vez mais presentes nos pacotes de benefícios das empresas, independentemente do porte delas”, completa guadagnoli. novas tecnologias ao mesmo tempo, outro ponto levantado pelos especialistas é o advento de novas tecnologias que tem acontecido no setor, os quais permitem não apenas uma manutenção dos preços das apólices – medida já prevista para a área de saúde, inclusive, já incorporadas nas propostas da cnseg –, mas também facilitariam a adesão dos produtos pelos clientes. “mesmo que existam poucos corretores especializados em seguros para pessoas jurídicas, a aplicação de novas tecnologias trará maior facilidade para adesão e benefícios ao mercado”, diz semenovitch e acrescenta que, por isso, as seguradoras deverão, cada vez mais, adaptarem seus sistemas. “quanto mais acesso à informação, produtos e plataformas, melhor”, conclui. fonte: dci
24/10/2018

Com atenção à eleição, dólar alterna pequenas altas e baixas

 o dólar à vista alternou pequenas altas e baixas na primeira meia hora de negociação desta quarta-feira (24) e oscila ao redor da cotação de fechamento de terça-feira (23). no exterior, a divisa dos estados unidos tem forte alta perante as moedas desenvolvidas e sinais mistos em relação às emergentes ou ligadas a commodities. a moeda spot abriu em leve queda, virou e bateu máxima em alta para, voltar a exibir sinal negativo. por volta das 9h55min, o dólar à vista recuava 0,10% aos r$ 3,6976. na mínima, pouco antes, valia aos r$ 3,6926 em queda de 0,24%. na máxima, perto das 9h20min, foi aos r$ 3,7086 (+0,20%). ainda que o favoritismo de jair bolsonaro (psl) persista a cinco dias da eleição em segundo turno, o mercado de câmbio assumiu algum tom de cautela por conta do aumento da rejeição e à queda no porcentual de intenção de votos do candidato na pesquisa ibope da noite de terça. a vantagem de bolsonaro em relação ao presidenciável fernando haddad (pt) ainda é grande (14 pontos porcentuais), mesmo sendo menor daquela observada em rodadas anteriores (18 pontos porcentuais). na avaliação do operador da h.commcor cleber alessie machado neto, a pesquisa ibope exerce pressão de alta limitada sobre o câmbio nesta quarta-feira, mas tem a capacidade de aumentar a expectativa quanto ao próximo levantamento do datafolha. a revelação de novas ideias polêmicas do filho do candidato do psl, o deputado federal eduardo bolsonaro, seria capaz de aumentar a rejeição do presidenciável. o deputado reeleito pelo psl de são paulo criticou e desqualificou ministros do supremo tribunal federal (stf) e a procuradora-geral da república, raquel dodge, em julho, durante uma audiência pública na comissão de ciência e tecnologia, comunicação e informática da câmara. no discurso, registrado pela tv câmara e disponível na internet, o deputado aborda a possibilidade de uma ruptura mais dolorosa do que alterar a composição do tribunal - uma ideia citada pelo pai em campanha - e diz duvidar que manifestantes possam vir a defender a volta de ministros da corte suprema. como vetor principal no câmbio, entretanto, está o exterior, na avaliação de machado neto. a moeda americana tem alta forte perante o euro, o que faz o dollar index (dxy) subir 0,44% às 9h55min. a moeda europeia marcou nesta quarta os menores níveis em nove semanas após a divulgação de índices de gerentes de compras (pmis) mais fracos do que o esperado tanto da zona do euro quanto da alemanha. além disso, há a perspectiva de o presidente do banco central europeu (bce), mario draghi, ser mais "dovish" (favorável à manutenção de estímulos) na entrevista coletiva que se seguirá à decisão de política monetária da instituição amanhã.   jornal do comércio - estadão conteúdo (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/10/653988-com-atencao-a-eleicao-dolar-alterna-pequenas-altas-e-baixas.html)  

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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