08/08/2018

Região Sul traz muita força para o mercado brasileiro de seguros 1181

  afirmação é do presidente do sincor-rs, ricardo pansera o mercado de seguros da região sul conquistou um encontro a altura de sua produtividade. a volta do congresso sul brasileiro dos corretores de seguros (brasesul) foi um sucesso, em florianópolis (sc). resultado da união das entidades sindicais da região, o evento marca a consolidação da regionalização dos eventos do setor em nível nacional. o presidente do sincor-rs, ricardo pansera, destaca a força do sul para a indústria securitária. “o rio grande do sul, por exemplo, ocupa a terceira posição no ranking de comercialização de seguros no brasil, excluindo dpvat e vgbl (não comercializados pelo corretor de seguros). apesar de serem apenas três estados, a região sul representa praticamente 20% da produção nacional do setor”. pansera demonstra orgulho ao participar do movimento que marca o retorno de um evento como o brasesul. “nos anos 1990 já havíamos participado do congresso sul brasileiro. atendendo aos apelos dos profissionais diante das seguradoras, esse evento deve trazer mais representatividade e força à categoria. outras regiões como norte e nordeste também seguem este caminho”, afirma. “isso é fundamental para demonstrar a importância do seguro para a sociedade”, finaliza. fonte: jrs por william anthony  
08/08/2018

Seguradoras acreditam que insurtechs podem auxiliar na expansão do mercado de seguros

 em painel realizado na última quinta-feira (02.08) durante o cqcs insurtech & inovação, diretores da hdi, bradesco e tokio marine seguradora debateram sobre “o que as seguradoras esperam das insurtechs”. os representantes dessas companhias apontaram para alguns papéis que as insurtechs poderão desempenhar na área de seguros, durante o workshop “acelerando o futuro”. o diretor executivo de operações, sinistros e tecnologia da tokio marine, adilson lavrador, começou sua apresentação mostrando alguns números do mercado de seguros, como a estimativa de que somente 31% de toda a frota circulante de veículos do país possui algum tipo de cobertura e que apenas 19% da população brasileira tem seguro de vida. "com esses números, a gente consegue ver o tamanho do potencial do mercado", afirmou. como há espaço para crescimento, lavrador acredita que as insurtechs não são uma ameaça para as seguradoras e para as corretoras. “tem espaço para todo mundo", disse o diretor da tokio marine. para ele, o mercado segurador espera que as insurtechs venham a acrescentar e ajudar as seguradoras, melhorando o relacionamento com clientes e corretores, e contribuindo para explorar o potencial do mercado brasileiro. lavrador também crê que as startups podem ajudar as seguradoras a aumentar a cultura do seguro no país, com criação de produtos novos. "ajudem as seguradoras a se mexerem", afirmou. leonardo freitas, diretor executivo da bradesco seguros, apontou que foram mapeadas 78 insurtechs atuando no brasil, em diversos pontos da cadeia do mercado de seguros, e que, no mundo já foram investidos mais de us$ 19 bilhões nessas empresas. "existe hoje uma gôndola enorme de oportunidades para as insurtechs trabalharem", afirmou freitas. para ele, um dos pontos que podem ser trabalhados pelas startups é a questão da burocracia, já que este fator é um dos principais impeditivos para a expansão do mercado de seguros. freitas também disse que espera que as insurtechs tragam soluções com modelos sustentáveis, sofisticação nos modelos de precificação, novas oportunidades para explorar o mercado e inovações de seguros mais personalizados. "agora, o cliente é quem dita o mercado", ressaltou. "quando olhamos para os novos modelos de negócios, eles trouxeram uma proposta de valor tangível, e acho que é esse o nosso desafio para a nossa indústria", concluiu o diretor do bradesco. já vagner guzella, cfo da hdi seguros, apontou que, na última década, diversas indústrias foram transformadas pela digitalização e que não será diferente com as seguradoras. “não seremos os primeiros, mas não seremos os últimos", afirmou. guzella também crê que há espaço para as insurtechs e que elas poderão permitir uma redefinição da proposta de valor para os clientes. para ele, um dos fatores fundamentais é olhar para demanda do consumidor, que hoje está mais exigente e quer mais transparência, eficiência, soluções e modelos de precificação. “você tem que saber como trabalhar, adaptar e ajudar a ter sinergia com seu modelo de negócios”, apontou o representante da hdi. “é preciso pensar em como conseguir unir a cadeia de valor de uma seguradora de ponta-a-ponta com tudo o que está acontecendo no mercado”. de acordo com ele, as seguradoras procuram empresas que venham a ser parceiras para auxiliar o mercado de seguros. “apesar de as insurtechs ainda estarem em um momento incipiente no brasil, o fato é que o mercado está mudando, e a velocidade desta mudança depende muito de como as seguradoras conseguem tirar proveito de toda esse ecossistema”,
06/08/2018

Procura por previdência privada em Minas tem alta de 11%

 pesquisa realizada pelo instituto de longevidade mongeral aegon constatou que 58% dos brasileiros estão pessimistas em relação à aposentadoria. do total, 52% acreditam que os futuros aposentados terão condições piores que os atuais. a instituição foi criada pela mongeral aegon seguros e previdência s.a. para discutir os impactos sociais e econômicos do aumento da expectativa de vida no brasil. no mercado nacional, apenas 21% têm um plano formal de aposentadoria. mas esse número está crescendo. em minas gerais, a procura por seguros de vida e de previdência aumentou 11% no primeiro semestre deste ano, no comparativo com o mesmo período de 2017, como afirmou o superintendente comercial da seguradora, ronaldo gama.  “hoje, as pessoas estão pensando na vida como um todo e não apenas no futuro. essa mudança de perfil deve-se à constatação de que a previdência não é apenas aposentadoria, mas pensão por morte ou invalidez e, ainda, auxílio doença. assim, cabe um seguro de vida para todas as etapas da vida da pessoa que, para chegar à aposentadoria, terá que enfrentar muitos desafios e riscos”, explicou . perfil o executivo disse, ainda, que um plano de previdência pode dar origem a uma conta investimento no nome do cliente, com taxas que variam entre 0,7% e 2%. “o cliente vai combinar com o investimento mais adequado ao seu perfil, o que será controlado para compensar a taxa paga na entrada e garantir o crescimento da reserva”, apontou. da mesma forma, a seguradora trabalha para adequar o aporte ao bolso dos clientes, com parcelas mensais a partir de r$ 50. segundo a pesquisa do instituto de longevidade mongeral aegon, 48% dos entrevistados acreditam que a renda será proveniente das receitas pagas pelo governo, por meio da seguridade social. no entanto, 75% entendem que precisarão da renda atual na aposentadoria, o que demanda um planejamento antecipado, como ressaltou ronaldo gama.  “se no ano 2000, havia 8,4 trabalhadores brasileiros para financiar cada aposentado, em 2030, serão apenas quatro e, em 2060, dois por um. o diferencial da previdência privada é que a pessoa contribui para ela mesma e não para a coletividade”, enfatizou. acesso ampliado em 2017, aumentou de 5,1 milhões para 5,7 milhões o número de lares que dependem de 75% da renda dos aposentados. esse crescimento de 12% é visto como uma oportunidade para a mongeral aegon. segundo ronaldo gama, diferente de muitas seguradoras que limitam a idade para apólices a 60 ou 65 anos, a empresa tem propostas para idosos acima dessa idade, para quem pretende garantir um recomeço para a família ou mesmo para resguardar os estudos dos netos.  profissionais liberais que têm renda mensal superior ao teto da previdência também têm boas oportunidades de planos de vida e previdência. “hoje, não se fala mais em seguro de morte. a ideia é proteção de renda, o que é necessário a qualquer momento, principalmente quando a pessoa estiver impedida de trabalhar, seja por um acidente ou doença”, destacou. categorias que convivem com a periculosidade também podem encontrar boas soluções de seguros de vida e de previdência na mongeral aegon. entre elas, os policiais militares, que não são aceitos pela maioria das empresas do ramo.  fonte: hoje em dia por luciana sampaio moreira
06/08/2018

Herança: quem tem direito de ficar com o valor da previdência privada?

 quando um familiar morre, a questão da herança e sucessão é sempre uma preocupação. neste sentido, muitos defendem a previdência privada como um instrumento para facilitar a partilha de bens. funciona assim: quando uma pessoa adere a um plano de previdência privada, seja vgbl ou pgbl, ela acrescenta um ou mais beneficiários, que terão direito ao valor aplicado em caso de falecimento. caso ocorra a morte, os beneficiários poderão resgatar o saldo acumulado com mais agilidade, já que ele não é incluído no inventário. “apesar de ser uma questão relativamente recente, os tribunais brasileiros têm fixado o entendimento de que, em regra, o vgbl e o pgbl possuem natureza securitária, conforme estabelecido pela susep, não estando sujeito aos efeitos sucessórios, conforme determina o artigo 794 do código civil”, dizem andré muszkat e bruno madeira, advogados do escritório csmv advogados. além de não ser incluído como parte do patrimônio para fins de sucessão, nem estar sujeito à colação (obrigação do herdeiro em trazer o valor para recompor a conta da partilha com os demais herdeiros), esse patrimônio também não entra no cálculo do imposto sobre a herança – o imposto sobre transmissão “causa mortis” e doação (itcmd). ele varia de 4% a 8% do montante e é cobrado sobre todos os bens deixados, inclusive valor venal de imóveis, empresas, valores de cotas em fundos e saldo de investimentos. quando começam os conflitos entre partilha de bens e previdência privada como os recursos alocados nos fundos de previdência privada não fazem parte do patrimônio do falecido para fins de sucessão, os herdeiros que não foram beneficiados podem se sentir prejudicados e procurar a justiça para reverter a situação. para decidir esse tipo de conflito, os juízes analisam a natureza da aquisição do plano de previdência pelo seu instituidor – ou seja, se ele realmente foi feito para fins securitários, como investimento ou, ainda, para burlar a cobrança do itcmd. “caso o plano de previdência privada tenha características de investimento, como por exemplo em casos de valores elevados, fugindo do seu escopo securitário, já há jurisprudência firmada no sentido de que, nessas hipóteses, o vgbl e o pgbl não ostentam características securitárias, assemelhando-se a investimento financeiro, devendo, por essa razão, integrar o acervo hereditário”, afirmam muszkat e madeira. quem tem direito à herança? isso é analisado caso a caso. de acordo com carlos alberto de mello iglesias, sócio-administrador do cepeda, greco & bandeira de mello advogados e especialista em direito familiar, para chegar a um veredito, a justiça pode analisar como o plano foi constituído – se ao longo dos anos, com o objetivo de assegurar a aposentadoria, ou repentinamente – e, ainda, qual é a representatividade desse dinheiro da previdência privada dentro do patrimônio do falecido. “por exemplo, se uma pessoa de 90 anos, já muito debilitada, aplica 90% de seu patrimônio em um vgbl que tem apenas um beneficiário, pode-se constatar que isso foi feito de má fé”, explica. em tese, a divisão de bens entre herdeiros deve ser igualitária. por exemplo, se temos dois filhos e uma viúva, cada um ficaria com um terço do patrimônio. a exceção fica para os casos onde há um testamento para diferenciar essa divisão – que, mesmo assim, estabelece que um mesmo herdeiro pode ficar com, no máximo, 50% dos bens do falecido. previdência privada: o que fazer caso se sinta prejudicada na partilha de bens? caso seja feita uma manobra via previdência privada, os herdeiros que se sentirem prejudicados podem, sim, consultar um advogado e questionar a situação no momento da partilha de bens. “neste caso, quem se sentir prejudicado não pode assinar nenhum documento, nem dar quitação do inventário ou escritura. se você o fizer, significa que aceitou a partilha daquela forma”, aconselha iglesias. resumidamente, se a justiça determinar que o vgbl ou pgbl foi usado apenas para burlar a sucessão familiar, o herdeiro que se sentir prejudicado poderá pleitear sua inclusão na partilha de bens. porém, é preciso ser ligeira: a lei determina que a seguradora pague o valor do plano de previdência privada ao beneficiário indicado em até 30 dias a partir da comunicação do falecimento. “o ideal é que, ainda em vida, o titular dos bens programe sua sucessão, seja mediante a elaboração de um testamento, seja por outros mecanismos jurídicos válidos, evitando maiores questionamentos futuros sobre a partilha”, finalizam muszkat e madeira. fotos: fotolia fonte: finanças femininas por ana paula de araujo
06/08/2018

A grande mudança para um seguro mais honesto e mais justo

 o seguro é um recurso utilizado a milênios para que a sociedade possa se proteger dos infortúnios imprevisíveis. hoje, o setor vem passando por uma extrema transformação devido a evolução tecnológica, na medida que fica cada vez mais fácil conhecer as pessoas e os seus hábitos através dos aplicativos e redes sociais. a principal transformação para o consumidor dos seguros mais populares, como o de automóvel, é a evolução do conceito de perfil para o de persona. isso significa, de forma resumida, ser mais especifico com os hábitos de cada segurado, gerando um custo mais justo de acordo com o estilo de vida de cada um. um exemplo prático seria o meu caso: 55 anos, casado, morador de itapuã, com dois filhos. dirijo sempre de forma defensiva, evitando freadas bruscas e respeito os limites de velocidade. porém, tenho um vizinho que tem o mesmo “perfil”, mas ele é ex-piloto de kart, abusa das freadas bruscas e velocidade é algo normal para ele. é justo pagarmos o mesmo preço de seguro de automóvel? claro que não, mas enquanto as seguradoras fizerem o preço do meu seguro baseado no apenas no meu endereço, idade e composição familiar, estarei subsidiando o seguro do meu vizinho. o seguro é contrato baseado no mutualismo, ou seja, as pessoas do mesmo perfil têm o mesmo prêmio (o que a pessoa paga pelo seguro) e o preço final é baseado na experiência, ou utilização, do seguro no ano anterior. com as tecnologias existentes, especialmente iot – também conhecida como “internet das coisas” – é possível monitorar a forma que a pessoa dirige e, consequentemente, fazer o preço do seguro mais justo de acordo com o estilo de vida de cada um. outro ponto importante é que a inteligência artificial já vem sendo utilizada para a análise dos sinistros (evento que gera perdas para o segurado) e a máquina consegue ser mais criteriosa do que o olhar humano, prestando atenção a detalhes específicos e reduzindo de forma significativa o volume de fraudes. como já falamos, o principal componente do preço do seguro é o volume de indenizações pagas no ano anterior. portanto, cada vez que alguém frauda um seguro de um ford fiesta 2017, por exemplo, todos aqueles que tem um veículo similar vão ratear este prejuízo criminoso, pagando o preço do seguro do ano seguinte. assim, cada vez que a tecnologia de inteligência artificial evita que um fraudador utilize indevidamente a sua apólice, ela está garantindo um seguro mais justo para o restante da sociedade. todo desenvolvimento da tecnologia deve servir para melhorar a experiência do cidadão e oferecer mais qualidade de vida. a indústria do seguro vem investindo forte para garantir um seguro mais justo e honesto para proteger melhor a cada um de nós. fonte: sindseg por carolina lara assessoria de imprensa e conteúdo
06/08/2018

Previsões econômicas e instabilidade política preocupam setor de seguros

 a coluna do broadcast, no estadão.com, informa que a mudança nas projeções para o desempenho da economia brasileira neste ano e o aumento da instabilidade política com a proximidade das eleições presidenciais preocupam o setor de seguros no país, de acordo com a carta de conjuntura do sindicato dos corretores de seguros do estado de são paulo (sincor-sp), que será divulgada na semana que vem. o temor, sobretudo, está na possibilidade de o setor ter seu desempenho impactado em 2018. a despeito de o lucro das seguradoras ter voltado à trajetória de expansão nos primeiros meses deste ano, como o segmento depende da situação da renda das famílias, o fato de a taxa de desemprego ter parado de cair surge como uma nuvem negra no mercado. do lado político, o setor de seguros demonstra preocupação com o fato de alguns candidatos ainda não sinalizarem o comprometimento com reformas econômicas nos seus programas eleitorais. fonte: sindseg
06/08/2018

Teve um acidente? Já pode contactar a Liberty Seguros por WhatsApp

 a seguradora disponibiliza duas novas linhas de atendimento ao cliente através da app. seja um acidente de automóvel, de patrimoniais ou um acidente de trabalho, vai poder contactar a liberty seguros pelo whatsapp. à linha de atendimento geral que a seguradora já disponibilizava na app, foram adicionadas a linha “automóvel e patrimoniais” e a de “assistência clínica e acidentes de trabalho”. desta forma, os clientes podem entrar diretamente em contacto com a equipa mais indicada para os apoiar. “a experiência que fomos ganhando ao longo dos últimos nove meses, durante os quais tivemos uma linha de whatsapp a funcionar no centro de contacto, permitiu que nos aproximássemos mais dos nossos clientes, na medida em que, com este canal, lhes conferimos um maior conforto e proximidade no atendimento. por esta razão, decidimos alargar o número de linhas disponíveis a outras áreas da direção de operações. estamos certos de que esta será uma medida muito valorizada pelos nossos clientes e que poderá também ser utilizada pelos nossos parceiros de negócio, em alternativa às nossas linhas telefónicas de sinistros”, referiu miguel correia, diretor de operações da liberty seguros em portugal, em comunicado. o whatsapp está disponível de forma gratuita para ios e android. para recorrerem a este canal de atendimento – disponível todos os dias úteis, das 09h00 às 17h00 – os clientes podem enviar mensagens via whatsapp para o número +351 965 710 772 (centro de contacto liberty – clientes), para o +351 961 156 555 (sinistros – automóvel e patrimoniais) ou +351 961 968 600 (sinistros – assistência clínica e acidentes de trabalho). de acordo com dados publicados no blogue da aplicação, o whatsapp é utilizado todos os meses por mais de 1,3 mil milhões de pessoas, de mais de 180 países. fonte: economize
06/08/2018

Gerenciamento de riscos e seguros na Indústria Química

  tema foi discutido no café com seguro, da academia nacional de seguros e previdência no dia primeiro de agosto, a academia nacional de seguros e previdência (ansp) promoveu uma discussão sobre o programa “atuação responsável” de gerenciamento de riscos e seguros na indústria química em mais um café com seguro. o evento teve a participação da associação brasileira da indústria química (abiquim) e também abordou o impacto na subscrição de seguros. edmur de almeida, um dos coordenadores e mediador da programação, explica que o objetivo do evento foi “estabelecer um diálogo mais próximo entre o cliente, as seguradoras e as resseguradoras, de forma a ter uma qualidade melhor de informação e um nível maior de aceitação desses riscos”. representando o presidente da academia, joão marcelo dos santos, o diretor de comunicação, rafael ribeiro do valle, abriu o evento apresentando as pautas do dia. em nome da abiquim, a diretora andrea carla também esteve presente e agradeceu a presença de todos os presentes. luiz macoto, engenheiro eletricista e subscritor de seguro e resseguro, apresentou, no primeiro painel, os pontos de principal atenção na precificação, os players do mercado e os princípios, a prática da subscrição de riscos e sugeriu uma agenda de solução para os atuais problemas enfrentados pela indústria química ao contratar seguros. “precisamos envolver os players, entender os vários pontos de vista e necessidades, discutir possíveis alternativas e implantar a solução e acompanhar”, afirma. no segundo painel, marcos lucio expôs uma nova visão nas negociações de grandes riscos. segundo ele, é preciso haver relações lineares entre diferentes setores econômicos, como o químico e o de seguros e, assim, “gerar boas oportunidades para ambos os lados. caso contrário, a tendência é que tudo comece a, paulatinamente, se deteriorar”, opina. o programa de atuação responsável foi o foco do terceiro painel, com a participação de yáskara barrilli, engenheira na abiquim. o projeto se utiliza de uma gestão de riscos e comunicação entre as partes para que haja benefícios a todos. “engloba a segurança de processo, a saúde dos envolvidos, o impacto ao meio ambiente, a segurança do trabalho e a gestão do produto”, explica. o gerente de segurança e processo, george andré tonini, falou sobre a gestão em hse e gerenciamento de riscos. para o palestrante, para a indústria química ser um negócio sustentável, é preciso produzir de forma segura, o que se dá a partir de uma gestão em hse adequada, com ênfase na prevenção de riscos, ou controle com vista à redução da frequência de possíveis sinistros. “ser sustentável em relação à segurança é chamativo e necessário”, aponta. através de um histórico e mudanças no decorre do tempo, samuel sitnoveter, engenheiro químico e corretor de seguros, abordou no último painel a visão do profissional especializado sobre os seguros no setor químico. “a indústria química é um risco declinável e tem sido muito difícil a colocação do seguro, ainda mais se houver sinistro”, conclui. ao final, edmur de almeida consolidou a proposição de uma agenda positiva, calcada em três pilares: (i) apresentação do programa de atuação responsável a fenseg e fenaber; (ii) formulação de um padrão de informações sobre as características do risco da indústria química, desenhado por todos os players: segurado, corretor, seguradora e ressegurador; e (iii) apresentação do programa para turmas de mbas de gerenciamento de riscos e seguros da escola nacional de seguros. a programação foi organizada e dirigida por edmur de almeida, diretor de fóruns acadêmicos da ansp, marcos lucio de moura e souza, coordenador da cátedra de gerência de riscos, e roberto gomes da rocha azevedo, coordenador da cátedra de resseguro. fonte: oficina do texto
06/08/2018

O mercado vai se transformar em 15 anos, mas o corretor se manterá relevante

 grandes transformações estão no horizonte do setor de seguros. essa é a visão que marcelo blay, fundador e ceo da minuto seguros, compartilhou nesta quarta-feira (01/08) com os visitantes do cqcs insurtech & inovação. ele apresentou a palestra “em busca da nova fronteira no mercado de seguros: para onde estamos indo?” o executivo aposta na mudança de foco de "reparar danos” para "prevenir danos”. a inteligência artificial (ia) terá papel fundamental nesta transformação, por meio de dispositivos (como um relógio) capazes de medir os dados vitais do segurado, por exemplo. qualquer anormalidade gera o envio de um alerta, criando uma base de dados para o refinamento de perfil. "o seguro passa a ser dirigido a uma pessoa e não a um grupo", diz blay. de acordo com ele, otimização, redução de custos, aumento da produtividade e processos decisórios com uso do big data serão algumas das novidades desta nova era do mercado de seguros. o ceo se arriscou a fazer projeções para o ano de 2033. a data foi escolhida de forma aleatória, brincou ele, com o objetivo de que ninguém se lembrasse de suas previsões daqui a 15 anos. quanto à subscrição, blay prevê o uso de ia para estabelecer perfis de risco; dados disponíveis de forma aberta; cotações instantâneas; imensa base de dados por meio da telemática e internet das coisas; aprimoramento de produtos e precificação via machine learning; tecnologias que já estão transformando outros setores. na distribuição, o corretor ainda irá educar o cliente, orientar sobre o produto mais adequado, gerir o portfólio de seguros e atuar como um facilitador de processos. "o ser humano será necessário em questões de maior complexidade, como análises de contestações de fraude", disse. mais do que isso, são as pessoas que farão a diferença nas empresas de sucesso. "o jogo vai ser ganho no lado humano e não tecnológico", aposta o ceo. essas transformações trarão novas questões aos órgãos reguladores, que terão de gerir normas de privacidade dos usuários, critérios para criação de oferta de produtos e serviços e definição do uso de dados sensíveis. e o que o cliente vai querer em 2033? "produtos sob medida, preços cada vez mais acessíveis, processos invisíveis (simples), cobertura mais flexíveis e descontos progressivos", disse blay. e deu um recado: "a tecnologia por si só não é disruptiva; não estar focado no cliente é a maior ameaça a qualquer negócio", concluiu. serviço: cqcs insurtech & inovação – o maior encontro de inovação em seguros da américa latina quando: dias 01 e 02 de agosto de 2018 onde: villa blue tree - rua castro verde, 266 – chácara santo antônio – são paulo/sp informações: www.cqcsinsurtech.com.br sobre o cqcs insurtech & inovação o maior encontro em inovação de seguros da américa latina acontecerá na cidade de são paulo, nos dias 1º e 2 de agosto. o cqcs insurtech & inovação reunirá as mais modernas seguradoras do mercado, insurtechs, aceleradoras, investidores e empreendedores do setor, além de representantes da superintendência de seguros privados (susep); da academia nacional de seguros e previdência (ansp); e da autoridade de supervisão de seguros e fundos de pensões (asf). entre os palestrantes confirmados estão nomes como caribou honig, chairman da insuretech connect; iván ballón, desenvolvedor de negócios da américa latina e ibéria da friss; josep celaya, diretor corporativo mundial de inovação da mapfre; ingo weber, ceo da digital insurance group; marcelo blay, fundador e ceo da minuto seguros; andre gregori, ceo & cet da thinkseg; heverton peixoto, ceo do zim; entre outros. para saber mais, acesse http://cqcsinsurtech.com.br/ fonte: agência pauta vip

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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