10/09/2018

Ibovespa sobe amparado por clima ameno no exterior e busca 77 mil pontos

 amparado pelo clima ameno visto nos mercados acionários internacionais na manhã desta segunda-feira (10), o ibovespa abriu e se mantém em alta, dando sequência à rodada de compras que ganhou força antes do feriado. já na abertura o índice à vista do mercado acionário local buscou os 77 mil pontos, mas há instantes operava abaixo desse patamar. a alta na sessão desta segunda ocorre mesmo sendo o primeiro pregão após o forte movimento especulativo - surgido imediatamente após o ataque ao candidato à presidência pelo psl, jair bolsonaro - e levou o índice à vista a fechar em alta de cerca de 1,8% aos 76.416,01 pontos. lá fora, as cotações dos contratos futuros de petróleo sobem em contrapartida ao minério de ferro, que recuou 0,98% no porto de qingdao, na china. o movimento do ibovespa acompanha o mercado acionário dos estados unidos, que abriram buscando as máximas, mas, no período da manhã, operavam em alta moderada. às 11h06, o dow jones avançava 0,19% enquanto o ibovespa subia 0,53%, aos 76.823 pontos. com a agenda vazia nos eua, os investidores monitoram novas ações protecionistas de washington contra pequim. segundo geng shuang, porta-voz do ministério das relações exteriores, seu governo "definitivamente irá adotar medidas para proteger seus legítimos direitos", caso a administração federal americana adote novas tarifas. por aqui, os investidores têm as novas pesquisas de intenção de voto para a presidência da república que vem após um período maior de propaganda eleitoral em rádio e televisão e também o ataque a bolsonaro. para esta segunda, no início da noite, está prevista a divulgação do datafolha. na avaliação dos analistas da corretora magliano, o resultado pode vir mostrando o fortalecimento de bolsonaro, que se qualifica para o segundo turno, enquanto segue acirrada a disputa pelo outro lugar.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/09/647741-ibovespa-sobe-amparado-por-clima-ameno-no-exterior-e-busca-77-mil-pontos.html)
10/09/2018

IPC-S sobe 0,13% na 1ª quadrissemana de setembro após 0,07% na anterior, diz FGV

 o índice de preços ao consumidor - semanal (ipc-s) subiu 0,13% na primeira quadrissemana de setembro, em aceleração ante a taxa de 0,07% na semana anterior, apontou nesta segunda-feira (10), a fundação getulio vargas (fgv). o movimento reflete a normalização dos preços, após a devolução do repique de preços provocado pela greve dos caminhoneiros. na semana passada, cinco das oito categorias de despesas registraram acréscimo nas respectivas taxas de variação. a maior contribuição foi justamente de alimentação (0,06% para 0,18%), com destaque para o item hortaliças e legumes (-6,94% para -5,17%). também houve avanço dos preços em educação, leitura e recreação (0,15% para 0,45%), transportes (-0,35% para -0,23%), vestuário (-0,47% para -0,35%) e despesas diversas (0,68% para 0,75%). por outro lado, registraram decréscimo os segmentos de saúde e cuidados pessoais (0,39% para 0,28%), comunicação (-0,13% para -0,25%) e habitação (0,25% para 0,23%). entre os movimentos mais fortes, destaque para artigos de higiene e cuidado pessoal (0,13% para -0,16%), mensalidade para tv por assinatura (1,42% para 0,08%) e taxa de água e esgoto residencial (1,60% para 1,27%).   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/09/647728-ipc-s-sobe-0-13-na-1-quadrissemana-de-setembro-apos-0-07-na-anterior-diz-fgv.html)
04/09/2018

Reforma política coloca o benefício da previdência em pauta

  o debate político sobre a reforma da previdência social vem sendo importante para chamar a atenção da opinião pública para este tema complexo e urgente, que afeta o futuro de todos os brasileiros. apesar de a pec 287/16 não ter progredido muito no congresso nacional, a discussão é fundamental para conscientizar o empresariado sobre a necessidade de mudança, já que cada vez mais os trabalhadores estão atentos às questões relacionadas com aposentadoria. anteriormente, as pessoas só começavam a pensar na aposentadoria quando já possuíam uma idade mais avançada. no entanto, nos dias de hoje, com a conscientização das empresas e funcionários, a ideia de fazer um planejamento desde a juventude vem ganhando visibilidade. além de garantir uma importante proteção adicional aos trabalhadores, a previdência privada pode contribuir para a atração e retenção de talentos. por essa razão, de acordo com a pesquisa de benefícios da aon, 56% das empresas já oferecem aos funcionários opções de planos de previdência complementar. os planos oferecidos podem possuir formatos distintos. no modelo de contribuição definida, o valor da contribuição é acertado no ato da contratação e o montante que será recebido varia em função desta quantia, do tempo de contribuição e da rentabilidade. já no modelo de benefício definido, o valor da contribuição é que varia para que o valor pré-determinado do benefício possa ser atingido. há também o modelo de contribuição variável, que ocorre quando as duas modalidades anteriores são combinadas. de acordo com a pesquisa de benefícios, 46% das empresas optam por oferecer um plano de contribuição variável, 45% preferem o modelo de contribuição definida e apenas 9% o benefício definido, modalidade que vem diminuindo ao longo dos anos por conta dos riscos. além disso, a maior parte das companhias (61%) prefere investir na previdência privada aberta, onde os planos (pgbl, vgbl e fgb) são comercializados por bancos e seguradoras. por outro lado, 20% das empresas escolhem a previdência fechada viabilizada por um fundo multipatrocinado, que também é comercializado pelas seguradoras, e 19% escolhem a previdência fechada por meio de um fundo próprio. desde 2012, quando 53% das empresas optavam por planos de previdência aberta, houve um expressivo aumento desta modalidade. isso demonstra que as companhias não querem mais ter tanto trabalho para administrar seus planos de previdência. por isso, a previdência aberta e os fundos multipatrocinados estão crescendo e vão continuar em progresso nos próximos anos. em relação às contribuições previdenciárias, cerca de 70% das empresas escolhem cobrar um percentual fixo do salário dos colaboradores. na média, esse valor representa 5,7% da remuneração. um número menor de empresas (30%) opta por uma distribuição mais equilibrada, ou fixando a contribuição sobre uma parte do salário que excede um determinado valor, ou adotando tabelas de contribuição escalonada, dividindo o recurso e direcionando as maiores fatias a quem precisa mais do complemento na aposentadoria. essas fórmulas de contribuição são mais adequadas ao conceito da previdência privada, já que se levarmos em conta o processo de ascensão profissional, o trabalhador que hoje recebe menos terá mais ajuda da empresa para compor o valor do benefício quanto mais próximo estiver da sua aposentadoria. na medida em que os profissionais crescem na carreira, suas contribuições aumentam, de forma a amplificar seu potencial de capitalização para o futuro. o objetivo é direcionar os recursos para quem efetivamente precisa da previdência complementar. seja qual for o modelo de viabilização, o papel da empresa não é apenas retirar uma parte do salário do funcionário e aplicar por ele, mesmo que isso por si só traga vantagens de taxas mais competitivas pelo ganho de escala. das empresas que oferecem o benefício, 96% contribuem junto com os trabalhadores – 80% equiparando 100% do valor da contribuição, 6% contribuindo com menos de 100% e 14% contribuindo com mais de 100%. no entanto, mesmo com o aumento da compreensão provocado pelo debate da reforma da previdência, o brasil ainda precisa amadurecer sua cultura de aposentadoria. a previdência privada terá um papel cada vez mais importante na solução dos problemas das formas de custeio da terceira idade, e, por outro lado, as empresas terão um papel fundamental na educação previdenciária de seus funcionários. *roberta porcel, líder de consultoria em previdência e serviços atuariais da aon brasil para mais informações sobre as soluções em previdência que a aon oferece, entre em contato conosco: http://www.aon.com/brasil/previdencia-complementar.jsp  
04/09/2018

Segundo estudo, apenas 19% dos Brasileiros tem seguro de vida. Especialista dá dicas e ensina corretores de todo Brasil a escalarem seus negócios

 um dos grandes desafios de quem é corretor de seguros no brasil é como conseguir sucesso comercializando seguros de vida, um produto que é tido pelo mercado com o mais lucrativo e de acordo com as pesquisas mais recentes o que mais cresce no faturamento das seguradoras. um estudo da universidade oxford, mostra que apenas 19% dos brasileiros possuem seguro de vida e esse número vem aumentando constantemente mostrando um negócio promissor.   motivados pela queda na venda de veículos e consequentemente de seguros para carros, os corretores passaram a enxergar no seguro de pessoas uma oportunidade de elevar suas receitas, porém  a maior parte deles vêm sofrendo para conseguir interagir com os clientes pois a venda de seguros de vida exige um grau de preparação, conhecimento e técnicas que poucos ainda dominam. de acordo com o especialista em seguros de vida e coach  de corretores de seguros ricardo muller, os corretores de seguros estão percebendo que para obter sucesso comercializando seguros de vida  é necessário capacitação especial visto os grandes desafios do mercado brasileiro. "existe uma mística de que o brasileiro não adere ao seguro de vida por questões culturais, eu não acredito que seja tão simples assim, o seguro de vida por tratar de questões tão profundas como o bem estar das pessoas e em alguns casos a morte, precisa ser adequadamente apresentado. ele não pode ser encarado como uma commodity pois cada pessoa conta com uma necessidade específica e o sucesso na comercialização desse importante instrumento de proteção está vinculado ao quão certeiro é o corretor em demonstrar ao cliente suas maiores necessidades e onde entra o seguro". muller diz que os corretores que conseguiram sucesso comercializando seguros de vida tiveram em algum momento que se dedicar a capacitação para obter os conhecimentos necessários para interagir com o cliente e surpreendê-lo. " o corretor de seguros do futuro é aquele que encanta o cliente por meio de uma assessoria adequada, e que utilizando as técnicas e ferramentas corretas, o faz perceber o universo de vulnerabilidades as quais está exposto. todos precisam de um seguro de vida, a grande questão é identificar no momento da assessoria qual cobertura melhor se encaixa no momento de vida do cliente. o especialista afirma que corretores de sucessos tomam para si a responsabilidade pela sua capacitação e que seus resultados derivam de sua resiliência em aprender técnicas inovadoras com o intuito de surpreender seus clientes com uma assessoria realmente diferenciada. "eles entenderam que o sucesso depende apenas deles e pararam de colocar a culpa em fatores externos.", esclarece muller. para ajudar corretores que estão com dificuldades em comercializar seguros de vida, ricardo muller dá, logo abaixo, cinco dicas práticas que podem fazer qualquer corretor ter aumento no faturamento: 1 -não venda seguros de vida, ofereça tranquilidade não venda seguros de vida, ofereça soluções adequadas para resolver uma dor latente do seu cliente. todos os clientes têm muitas dores, identifique a que mais o aflige e após isso proponha uma solução baseada nas coberturas que o seguro que você oferece detém. 2 - seguro de vida não é só para morte muitos corretores ainda focam somente a cobertura de morte no momento da assessoria com o cliente. o seguro de vida é também para a morte, porém  oferecem inúmeras coberturas que possibilitam o titular receber a indenização ainda em vida. 3 - defina um público-alvo a definição do público-alvo é essencial, pois não é possível atender com maestria a todos os públicos. todo corretor que deseja ter sucesso na carreira precisa encontrar um mercado que domine totalmente para assessorar seu cliente com benefícios direcionados. logo, também precisa se comunicar e se relacionar de uma forma única com este nicho. dessa forma as chances do corretor ganhar espaço na mente dos seus clientes aumentam significativamente. no livro 'good to great', o consultor de negócios americano jim collins relatou algumas de suas descobertas em relação ao sucesso de grandes empresas. uma destas descobertas é justamente a definição do público-alvo. 4 - focar em um tipo de seguro quando você foca em um tipo específico de seguro de vida, você se torna especialista nele e consegue ganhar maior notoriedade. vai vender seguro de vida em grupo? individual? com previdência? seguro resgatável? não importa qual seja, o importante é que você foque para se especializar e conseguir criar um padrão de negociação aderente a todos os personagens do seu público. dessa forma, você conseguirá oferecer para clientes mais diretos, mais abertos e etc. 5 - escale o suas vendas tenha uma ideia que gere interesse e uma vitrine para mostrá-la. criar uma ação sem ter onde mostrá-la não fará com que ela tenha uma escala de crescimento. dê visibilidade. a solução? fazer vídeos, postagens nas redes sociais e ações. pode fazer ações presenciais e gravar. transforme isso para que muitas pessoas tenham acesso. coach para corretores de seguros de todo brasil ricardo muller desenvolveu um programa de coach para corretores de seguros que desejam se tornar especialistas na comercialização de seguros de vida. depois de muitos anos capacitando pessoas por todo brasil, o programa ganhou uma versão absolutamente inovadora 100% online, onde o corretor é acompanhado por 12 módulos, passo a passo durante 8 semanas pessoalmente pelo ricardo. o programa vem sendo muito elogiado pelos corretores de seguros e é considerado hoje o mais sofisticado e completo sistema de capacitação visando a especialização em seguros de vida do brasil. mais informações: http://www.ricardomuller.com.br mais sobre ricardo muller corretor, coach e especialista em seguros de vida e previdência a mais de 10 anos. já realizou centenas de treinamentos e cursos por todo brasil, é responsável pela capacitação de centenas de corretoras de seguro e de agências bancárias para vendas de seguros de vida e previdência. ricardo é apaixonado por ensinar e treinar corretores a vender seguros de vida e previdência e acredita que qualquer corretor pode ter excelentes resultados, basta ter apenas o conhecimento e as técnicas certas.
04/09/2018

Poupança ainda é o investimento preferido do brasileiro

  pesquisa revela ainda que mais da metade dos brasileiros não conhece produtos de investimento. o brasileiro ainda não tem hábito de fazer investimento financeiro. foi o que mostrou a pesquisa realizada pela associação brasileira das entidades dos mercados financeiro e de capitais (anbima). o levantamento mostra que 58% dos brasileiros não têm investimento financeiro algum. e, dos 42% que têm alguma aplicação, apenas 9% fizeram algum aporte em 2017. conteúdo publicitário a pesquisa revela, ainda, que mais da metade dos brasileiros não conhece produtos de investimento. em respostas espontâneas, ou seja, sem opções de escolha, apenas 45% da população disseram conhecer um ou mais tipos de produtos, com destaque para a poupança, citada por 32%. “a primeira razão [para não fazer investimento financeiro] e a justificativa mais imediata é a de que não sobra nenhum dinheiro. tem essa questão objetiva, a gente pode associar isso ao número de desempregados, pessoas que perderam poder de compra, mas historicamente, se a gente olhar, há uma cultura de baixa poupança no brasil mesmo”, destacou a superintendente de educação da anbima, ana leoni. “a gente teve períodos de mais abundância em anos passados, e o recurso extra ia para o consumo, e não para o investimento. é importante que as pessoas invertam essa ordem. o que tem que ser primeiro é o investimento e as contas, e essas contas têm que estar dentro do seu padrão de ganho, e gastar o que sobrar, e não investir o que sobrar”, acrescentou ana. imóvel próprio de acordo com o levantamento da anbima, 31% dos investidores pretendem comprar ou quitar parcelas de imóvel ou terreno; 15%, guardar para emergências; 11%, comprar carro, motocicleta ou caminhão; 10%, fazer uma viagem; 7%, investir em negócio próprio; 6%, investir em estudos; 6%, deixar para os filhos ou investir no futuro deles; 6%, construir ou reformar a casa; 5%, usar na velhice ou aposentadoria; e 5%, manter o valor do dinheiro e ir usando quando precisar. apesar de não ser o investimento que mais rende, o brasileiro continua a ter preferência pela caderneta de poupança. os investimentos em títulos públicos somam 3%; em títulos privados, 4%; em fundos de investimento, 5%; em previdência privada, 6%; e na poupança, 89%. “a intenção primeira não é o retorno – 54% das pessoas que investem declaram fazer o investimento por segurança financeira e possibilidade de juntar uma reserva. isso está muito associado ao guardar, a deixar em alguma lugar longe do impulso, inacessível para que eu não acione o meu impulso de gastar aquele dinheiro”, ressaltou ana leoni. “a poupança é [investimento] antigo, tradicional, muito conhecido; os outros produtos têm elementos mais sofisticados de compreensão.” *da redação com informações da agência brasil
04/09/2018

Previdência privada a partir de R$ 30 é opção para dar um reforço na aposentadoria

  a partir de r$ 30 por mês, é possível criar uma reserva complementar para a aposentadoria e não depender exclusivamente do inss planos de previdência complementar não precisam ser, necessariamente, um produto de luxo. opções acessíveis à população menos abastada ou jovens em início de carreira, com magras bolsas de estágio, possibilitam a formação de uma importante reserva para a aposentadoria. simulação feita pela brasilprev, braço de previdência do banco do brasil, mostra que quem consegue guardar r$ 200 por mês ao longo de 30 anos terá uma poupança de aposentadoria futura de r$ 126 mil, que poderá ser sacada de uma só vez ou fatiada em vários meses. se for dividida por 20 anos, o rendimento mensal será de r$ 525,90. os maiores bancos do país oferecem aplicações por valores mínimos baixos, abrindo portas mesmo para quem não costuma ter muito dinheiro sobrando. no santander, por exemplo, as aplicações mensais partem de r$ 30 e, caso o beneficiário aumente sua renda, poderá avaliar esticar a contribuição. conforme gilberto abreu, diretor de investimentos do santander, o valor baixo possibilita que pessoas que contribuem pelo piso na previdência pública obtenham uma segunda fonte de renda na aposentadoria, por exemplo. – uma regra importante é que, quanto mais cedo a pessoa começar a poupar, mais cedo vai formar sua reserva de aposentadoria – afirma abreu.  uma das vantagens de guardar dinheiro em planos de previdência é criar a disciplina de poupar. como os planos permitem pagamento no boleto ou em débito em conta, a contribuição se torna um compromisso como a conta de luz ou água, por exemplo. não há, entretanto, obrigatoriedade de economizar nos meses de maior aperto, pois não incide multa ou juro. o reajuste do valor de contribuição de um ano para o outro dependerá do próprio poupador.  — a pessoa pode acompanhar a evolução da sua reserva em relação às suas necessidades e eventuais alterações no padrão de vida, decorrentes, por exemplo, de crescimento profissional e formação de família. nesses casos, deve avaliar se suas contribuições ainda são suficientes para realizar seus projetos — explica marcelo wagner, diretor financeiro da brasilprev, que lançou neste mês o brasilprev fácil, focado em pessoas com renda mensal a partir de r$ 2 mil. o educador financeiro adriano severo alerta que a escolha de um plano de previdência deve ser feita com análise atenta dos custos envolvidos e também do perfil de aplicação mais adequado para cada tipo de investidor. é possível, por exemplo, escolher aplicações cujo imposto de renda vai caindo ao longo do tempo, alternativa ideal para o poupador de longo prazo.  — também é preciso ficar atento às taxas de administração e carregamento e comparar rentabilidade de diferentes bancos, para avaliar qual a mais vantajosa — afirma severo.  8 regras do bom poupador não saque antes do tempo: resista quando aparecer aquele aperto financeiro, lembre-se que a previdência complementar é sua garantia para um futuro mais confortável. colocar a mão no dinheiro antes da hora pode gerar multas de saída e pagamento de mais imposto de renda (ir). faça um aporte inicial: começar a previdência com uma pequena "bolada" tem um efeito multiplicador importante, com mais rendimento. uma aplicação inicial de r$ 1 mil já é uma boa arrancada.  faça aportes adicionais: aproveite recursos extras na conta para reforçar sua previdência complementar, não dependendo apenas dos aportes mensais. restituição do imposto de renda, antecipação de 13º salário, pagamento de pis/pasep ajudam a engordar o saldo. planeje a contribuição: calcule com cuidado o valor a ser guardado todo mês. não pode ser uma quantia tão alta que fará falta no orçamento nem tão baixa que enfraqueça seu benefício futuro.  comece cedo: quanto antes começar a guardar, menor será o gasto mensal. economizar pouco, nem que seja 5% do salário, causa um efeito multiplicador na poupança, com juros rendendo sobre juros. opte pelo regime regressivo: esta é a opção para quem está decidido a manter o dinheiro aplicado em prazo mais longo, e não como poupança. no regime de tributação regressiva, as alíquotas caem com o passar do tempo e chegam a 10% ao final de 10 anos. escolha o vgbl: quem faz a declaração simplificada do imposto de renda tem mais vantagem contratando os planos de previdência vgbl, em que não há dedução das contribuições. o imposto de renda terá incidência apenas sobre a rentabilidade acumulada. não abandone o inss: se você é autônomo, não deixe de pagar o inss. a previdência pública é garantia de cobertura financeira em caso de acidente do trabalho, doença ou afastamento por licença-maternidade, por exemplo. veja algumas simulações de previdência privada
04/09/2018

Como o envelhecimento mudou nos últimos 20 anos

  a previsão é de que, em 2042, a população brasileira atinja 232,5 milhões de habitantes, sendo 57 milhões de idosos (24,5%) segundo os dados da pesquisa nacional por amostra de domicílios contínua (pnad), divulgada pelo instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge), em 2017, o país superou a marca de 30 milhões de idosos. a previsão é de que, em 2042, a população brasileira atinja 232,5 milhões de habitantes, sendo 57 milhões de idosos (24,5%). no início do século xx, a expectativa de vida era de cerca de 40 anos. hoje, gira em torno dos 75-85 anos, principalmente nos países desenvolvidos. os avanços da medicina, ao longo do século xx, e agora no século xxi, contribuíram de modo muito claro para essa longevidade: descoberta das causas de várias doenças e respectivos tratamentos; criação de vacinas; novas tecnologias; mudança de foco de várias áreas da medicina para a prevenção das doenças; entre outros. o próprio conceito de idoso já mudou, uma vez que uma pessoa de 60, há cerca de 20 anos, era considerada “velha”. atualmente, quem tem 60-70 anos pode estar física e mentalmente saudável, com plena disposição para trabalhar, viajar, praticar esportes e namorar. trata-se de uma população que quer continuar ativa, e está longe de “se aposentar da vida”. pelo contrário. a maioria das pessoas dessa faixa etária enxerga essa fase como uma oportunidade para, enfim, se divertir! terceira idade com qualidade de vida o desafio é “fazer do limão uma limonada”, uma vez que envelhecer implica em se ajustar continuamente a um lento processo de perdas físicas, psicológicas e cognitivas, e muito da velhice saudável depende da aceitação dessa condição. infelizmente, no brasil, chegar aos 70 ou 80 anos com tranquilidade financeira é para poucos. ao chegar na aposentadoria, a maioria dos brasileiros passa a receber um valor muito abaixo da receita que tinha quando trabalhava. quem não guardou dinheiro ou fez uma previdência privada, e passa a contar apenas com a aposentadoria, provavelmente terá que continuar trabalhando por conta própria para garantir um extra todo mês, ou precisará reduzir bastante seu padrão de vida. daí a importância de, desde cedo, se planejar financeiramente e cuidar da saúde mental (ler, frequentar eventos sociais e culturais, etc) e da saúde física (realizar check-up periodicamente, praticar atividade física e adotar uma alimentação saudável). chegar à terceira idade com dinheiro, boa saúde e oportunidade de fazer o que quiser é uma realidade possível nos dias de hoje. bem diferente de 20 anos atrás, quando “uma senhora de 60 anos” passava sua velhice fazendo tricô em uma cadeira de balanço. fonte: jornal da manhã online
04/09/2018

Sindseg faz palestra para empresários e o mercado de seguros em Marabá (PA)

  a cidade de marabá, no pará, foi o palco da palestra “a importância do seguro privado e da previdência privada para o empresário”, promovida pelo sindicato das seguradoras do norte e nordeste (sindseg n/ne), no ultimo final de semana. ministrada pelo professor maurício tadeu, a apresentação foi bastante prestigiada não somente por profissionais do mercado de seguros, mas também por diversos empresários da região. em sua explanação, o professor maurício tadeu levou informações imprescindíveis sobre a necessidade de ampliação da cultura do seguro e da previdência privada no meio empresarial com o intuito de esclarecer pontos distintos dessas modalidades e promover o mercado. em sua fala, o especialista abordou questões variadas para o publico, que acompanhou atentamente a cada ponto. a apresentação serviu ainda para mostrar fatores essenciais que podem ajudar empresários no município. realizada pelo sindseg n/ne, a palestra teve apoio associação comercial e industrial de marabá (acim) e do seu conselho de jovem. a abertura dos trabalhos contou com a presença dos representantes da diretoria da acim. a ação é somente uma do ciclo da palestras que vem sendo realizado em varias cidades das regiões norte e nordeste pelo sindseg n/ne e parceiros. a delegada do sindseg juliana bezerra na região, e uma das responsáveis pelo evento, teve apoio organizacional da corretora alane carvalho nos trabalhos em marabá. fonte: sindseg n/ne via /cqcs
04/09/2018

Rombo da Previdência é de R$ 35 milhões e o déficit mensal do Paço atinge R$ 20 mi’

  apesar da campanha eleitoral, não há falta de quórum, em plenário, hoje. com uma média de 24 parlamentares nas sessões ordinárias, informa o presidente  previdência drena recursos que seriam destinados a obras, serviços e programas do paço nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e social, lamenta  mesmo assim, o prefeito da capital, iris rezende machado [mdb], fez o dever de casa, ao adotar redução de custos e cortes, diz. medidas duras, frisa a reforma do instituto de previdência dos servido­res municipais [ipsm] deve ser examinada, com urgência, pela câmara municipal de goiânia, em setembro, informa com exclusivi­dade ao jornal diário da manhã o presidente do legislativo goia­niense, andrey azeredo [mdb], 45 anos. graduado em direito, com especialização em direito tributário. filho dos jornalistas vonivar campos e rachel aze­redo, ele anuncia a chegada, em plenário, enviado pelo poder exe­cutivo, com os arremates finais, do código tributário municipal. para vigorar já a partir de 2019. a mensagem tem que ser apro­vada até 30 de setembro de 2018. após a realização de audiên­cias públicas, conversas exausti­vas, a planta de valores deve en­trar em pauta, explica. não há impedimento para ser exami­nada, observa. o vereador rela­ta também que o projeto de lei, de sua autoria, que obriga as em­presas privadas a apresentarem regras de conduta éticas, regula­mentadas e em execução, para que entreguem as obras e servi­ços, com os cronogramas físico e orçamentário na data previs­ta, sem propostas de corrupção, desvios de recursos públicos que manchem a sua reputação, será submetido aos 35 vereadores. – apesar da campanha eleito­ral, não há falta de quórum, em plenário, hoje. com uma média de 24 parlamentares nas sessões ordi­nárias. às terças, quartas e quintas. andrey azeredo conta que existem, hoje, 13 vereadores, dos 35, que disputarão as eleições programadas pelo tribunal su­perior eleitoral [tse]. para 7 de outubro de 2018. integrariam a relação: jorge kajuru, cabo sena e edson automóveis. mais: pau­lo daher, felizberto tavares, pau­linho graus, vinícius cirqueira, vice-presidente da mesa direto­ra, e elias vaz. assim como dra. cristina, milton mercêz, tatia­na lemos, da legenda da foice e do martelo, o pc do b, e eduar­do do prado, delegado de polícia. além de alysson lima, registra o cult emedebista. – os nomes citados acima pos­suem, sim, potencial eleitoral e po­dem conquistar novos mandatos em suas carreiras políticas em 7 de outubro de 2018. saúde financeira puxado pela crise da previdên­cia, o déficit mensal da prefeitura municipal de goiânia teria caído de r$ 32 milhões para r$ 20 mi­lhões, hoje, destaca o presidente da câmara municipal. com um buraco de r$ 35 milhões, a pre­vidência municipal drena recur­sos financeiros que seriam desti­nados para a realização de obras, serviços e programas do paço nas áreas de saúde, educação, infraes­trutura, social, lamenta. mesmo assim, o prefeito da capital, iris rezende machado [mdb], fez o dever de casa, ao adotar redução de custos e cortes, diz. – medidas duras. com respon­sabilidade social. de acordo com o que determina a lei. com a reforma da previdên­cia, o tesouro municipal eleva­rá sua capacidade de investi­mento público, avalia. além de garantir a aposentadoria, com o pagamento em dia, sem atra­sos, do benefício dos servido­res públicos municipais, pon­tua. ele comemora a realização, em sua gestão, do concurso pú­blico para o preenchimento de 75 cargos na casa de leis. com transparência e lisura, dispara. a câmara municipal convocou ainda os aprovados no concur­so público do ano de 2006, sub­linha. uma medida cidadã, cor­reta, fuzila o gestor público. – a câmara municipal de goiâ­nia devolveu o valor de r$ 17 mi­lhões ao tesouro municipal, no exercício financeiro de 2017. o maior valor da história já devol­vido ao poder executivo. saneamento saneamento administrativo e financeiro. é o que andrey azere­do confidencia ter promovido na casa de leis. com a renegociação de contratos e redução de valo­res, metralha. uma economia substancial de gastos, anuncia ele. navalha na carne, mesmo, reitera. assim como com lici­tações sob absoluta transpa­rência, garante. pregões ele­trônicos, atira. um novo portal da transparência entrou no ar, na rede mundial de computa­dores, a internet, com informa­ções precisas sobre tudo o que é gasto, para gerar interação com a sociedade civil, adianta. – o que ampliou o número de acessos. ao portal da transparência. curta nossa página no facebook! reformas desen­volvimentistas. com a agen­da ‘uma ponte para o futuro’. esse é o ca­minho para a superação das cri­ses econômica, social e política, acredita andrey azeredo, os pri­meiros passos já foram dados, crê. com a reforma trabalhista, aponta. dados do caged [cadas­tro geral de emprego], do minis­tério do trabalho, em brasília, ca­pital da república, mostram que o mês de julho de 2018 teria gera­do o maior número de postos de trabalho dos últimos anos, des­taca. um sinal de reaquecimen­to da economia nacional, após as medidas adotadas, frisa. – tempos novos virão. pós-refor­mas estruturantes. reformas estruturantes o operador do direito, especia­lista em temas tributários, defen­de uma reforma tributária. para desonerar a produção, simplifi­car a tributação, ampliar a base de arrecadação de impostos, acabar com a sonegação fis­cal, diminuir a carga tributá­ria sobre o capital e as classes médias, assim como reduzir com as isenções desmedidas, pondera. o que provocará o crescimento do bolo tribu­tário e permitirá uma dis­tribuição de recursos mais igualitária para a união, es­tados e municípios, teori­za. para o atendimento às demandas da população, diz. – a reforma política é es­tratégica para a reforma do estado. com a redução brusca do nú­mero de partidos políticos em fun­cionamento, hoje, no brasil, pro­põe. trinta e sete legendas estão registradas no tribunal superior eleitoral, o tse, com 56 pedidos de legalização de novas siglas no país em tramitação. na corte elei­toral. é ilógico, ataca. com 35 ve­readores, a câmara municipal de goiânia possui uma representa­ção política de 21 partidos, infor­ma. é o legislativo municipal com o maior número de siglas do país, vocifera. o pluralismo e a demo­cracia não podem se transformar em uma ciranda, desabafa. foco de gestão – o meu foco, hoje, é esgotar a pauta, aprovar as reformas estru­turantes para equilibrar as finan­ças públicas, dar transparência aos atos do legislativo, com ética e concluir meu mandato

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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