03/10/2018

Seguro de vida empresarial também é vantagem para o executivo

 além de diversos benefícios oferecidos aos colaboradores, a contratação do seguro pode auxiliar na retenção de talentos para as empresas são paulo, outubro de 2018 – adversidades acontecem e estar preparado para elas é algo fundamental no dia a dia de uma empresa. o seguro de vida empresa pme é uma opção para quem deseja ter essa tranquilidade em momentos adversos. o segurado e sua família estarão protegido em casos de morte, morte acidental, invalidez permanente - total ou parcial - causada por acidente ou doença, e ainda terão acesso à assistência funerária e outros serviços customizados no momento da contratação. o seguro de vida empresarial tem como principal objetivo amparar os beneficiários do colaborador. mas, no entanto, não é somente o segurado que ganha com a contratação. o empresário que contrata o serviço também se beneficia com a iniciativa. “para o empresário, esse tipo de seguro possui diversos diferenciais. além da tranquilidade e proteção para os beneficiários, o seguro auxilia na retenção de talentos através de uma benesse ao colaborador”, explica peter rebrin, diretor executivo de personal lines e bancassurance. “e existem também as vantagens para a empresa, que terá cobertura de verbas rescisórias, indicadas ao pagamento de indenização no caso de falecimento de um colaborador”. a contratação desse tipo de seguro pode ser inteiramente ou parcialmente pago pela empresa, ou ainda inteiramente pago pelo colaborador. além de oferecer vantagens e diferencias, permite que o empresário atenda a convenções coletivas que exigem a contratação do seguro de vida. o serviço, que possui forte demanda no país, pode ser oferecido conforme o nicho de atuação da empresa e o perfil da seguradora. fonte: segs
03/10/2018

Setor privado prepara projeto de reforma da Previdência para presidente eleito

  projeto capitaneado pela fundação instituto de pesquisas econômicas da usp propõe uma mudança baseada no projeto atual e outra paralela com base em quatro pilares. o setor de previdência privada se aliou para propor uma nova reforma da previdência social no brasil ao presidente eleito, de acordo com o presidente da federação nacional de previdência privada e vida (fenaprevi), edson franco. o projeto, que está sendo capitaneado pela fundação instituto de pesquisas econômicas da usp (fipe-usp), propõe uma mudança baseada no projeto atual e outra paralela com base em quatro pilares para aprimorar a aposentadoria oficial: um deles com foco assistencial; outro similar ao inss e com contribuição; capitalização individual, podendo usar parte dos recursos do fundo de garantia do tempo de serviço (fgts) e, por último, o privado. na segunda-feira, 1º, o ex-presidente do banco central, arminio fraga e o economista paulo tafner também apresentaram uma proposta de reforma da previdência, 'independente e apartidária', segundo os autores. de acordo com cálculos de tafner, o projeto, se implementado, permitiria uma economia de r$ 1,3 trilhão em dez anos - superior ao previsto no texto aprovado pelo governo michel temer na comissão especial que tratou do tema no congresso nacional.  “sem previdência, a retomada fiscal não será possível diante do déficit por conta do gasto com previdência e, mais do que isso, a projeção de gasto futuro em função aumento da longevidade. o encaminhamento da reforma da previdência é absolutamente necessário”, destacou edson franco, em coletiva de imprensa, realizada nesta quarta-feira, 3. a fenaprevi, em parceria com a confederação das seguradoras (cnseg) e a associação brasileira das entidades de previdência complementar (abrapp), defendem que a reforma da previdência ocorra em duas frentes simultâneas. de um lado, o ajuste na previdência atual em moldes semelhantes ao que já foi proposto no governo de michel temer e acabou não sendo aprovado, com estabelecimento de idade mínima para aposentadoria e desacumulação benefícios, e do outro um novo sistema voltado a novos trabalhadores, cujo estudo e cálculos estão sendo tocados pelo professor da fipe, hélio zylberstajn. segundo franco, o projeto do setor privado estará concluído até o final deste ano para ser entregue na sequência ao presidente eleito. “a novidade aqui é que defendemos também o encaminhamento de uma frente paralela, criando desde já uma nova previdência para novos trabalhadores nascidos a partir de 2005 de forma que o novo sistema esteja baseado em quatro pilares”, explicou o presidente da fenaprevi. o primeiro pilar, segundo ele, seria de renda básica ao idoso, natureza assistencial e não privada, financiada por impostos e não contribuições. já o segundo teria formato similar ao do inss, com objetivo de distribuição de renda com contribuição por parte do usuário e teto reduzido. “a ideia é que a somatória da renda dos dois pilares seja equivalente à renda média brasileira hoje, de r$ 2,2 mil e cobre cerca 80% da população, representando uma taxa de reposição de 100% da renda média do brasileiro”, disse franco. já o terceiro pilar, conforme o projeto de reforma da previdência proposto pela iniciativa privada, visa a atender as pessoas que ganham acima r$ 2,2 mil e tem como base um sistema de capitalização individual. aqui, segundo franco, uma das fontes de financiamento poderia ser o próprio fgts, sem criação de custo adicional para trabalhadores e empresas. apesar de concorrer com outras frentes como o financiamento imobiliário, por exemplo, o presidente da fenaprevi explicou que esse recurso é aportado pelas empresas como recurso em contas individualizadas e que o uso do fgts seria apenas para novos participantes. são, conforme ele, cerca de r$ 90 bilhões de orçamento anual do fundo. considerando que 10% das pessoas estão ingressando no mercado de trabalho são mais ou menos r$ 9 bilhões. “no novo sistema poderíamos usar os ingressos de novos entrantes para financiar um regime de capitalização. não estamos falando do estoque, mas do fluxo. não vamos propor uma migração, mas a possibilidade de aproveitar o recurso que já é aportado na conta individual dos trabalhadores para ser utilizado em favor da poupança previdenciária para uma aposentadoria futura”, exemplificou franco, acrescentando que no quarto pilar, que compreende a previdência suplementar, nada muda. fonte: aline bronzati, o estado de s.paulo
03/10/2018

Congresso destaca oportunidades de negócios e função social dos corretores de vida e previdência privada

 o primeiro congresso potencialize foi promovido ontem, 2, pela universidade corporativa da mongeral aegon, no rio de janeiro, para corretores de seguros de vida e previdência privada de todo o país. marcio batistuti, diretor regional da seguradora, reforçou a importância de os corretores atuarem com propósito e acreditarem na relevância de seu trabalho na corretagem de seguros de vida e previdência. “se o corretor acredita na importância desse produto para a vida da pessoa, a venda é totalmente diferente”, orienta o executivo, que acrescenta que essa venda cria valor e colabora para a construção de capital das famílias, que será utilizado no momento mais oportuno. “além de ajudar as famílias, estamos criando valor para a sociedade”. luis felipe maciel, diretor regional, frisa que o setor de seguros tem como característica a oferta de diversos benefícios para a sociedade. “trabalhamos em uma indústria que tem o privilégio de fazer o bem. ajudamos as famílias a se preparar para o momento do problema, seja ele a morte, doença, invalidez”, exemplifica. ainda sobre o retorno do mercado para a sociedade, o diretor regional ednei andrade mencionou que em setembro desse ano a mongeral aegon devolveu r$ 20 milhões em indenizações para mais de mil famílias. até o fim do ano, a previsão é de r$ 252 milhões, para mais de 19 mil famílias. oportunidades de negócios durante o potencialize, os executivos também mencionaram algumas oportunidades de vendas para os corretores de seguros de vida e previdência privada. luis felipe maciel destacou que o linkedin é um bom campo para prospectar clientes, pela rede de contatos primários e pelos contatos oriundos dessas relações, que podem, inclusive, pertencer a um mesmo segmento de atuação. marcio batistuti acrescenta que a seguradora está atenta a essas oportunidades na rede social e tem estudado maneiras para auxiliar os corretores nesse ambiente. “é um investimento que cada um pode fazer em seu negócio”. nesse sentido, ele frisa que a partir do momento que o corretor compreende a essência de seu trabalho, o que vier em termos de ferramentas tecnológicas não será uma ameaça para suas vendas, mas sim, aprimoramento. fonte: revista cobertura
03/10/2018

CNSeg enviou documento aos presidenciáveis às vésperas das eleições

  entidade elaborou estudo com propostas do setor, que representa 6,5% do pib do país e é responsável pela geração de 152 mil empregos diretos. rio - os candidatos à presidência já receberam um documento enviado pelo setor de seguros para demonstrar como o segmento é um dos mais aptos a acelerar o crescimento da economia. o estudo 'propostas do setor segurador brasileiro aos presidenciáveis' será apresentado na manhã desta quarta-feira, em uma coletiva concedida por marcio coriolano, presidente da confederação nacional das seguradoras (cnseg). a entrevista, que ocorrerá na sede da entidade, no centro do rio, também contará com a presença dos presidentes das federações. o segmento composto por 118 seguradoras é responsável pela geração de 152 mil empregos diretos e representa 6,5% do pib no país. no ano passado, pagou mais de r$ 277 bilhões em benefícios, indenizações, resgates e sorteios. para garantir os riscos que assume, o setor investe em ativos que ultrapassam r$ 1,2 trilhão, o equivalente a 25% da dívida pública. "o setor de seguros tem importante papel na economia e na sociedade. contribui significativamente para o desenvolvimento da infraestrutura, geração de emprego e renda, e para o acesso à saúde suplementar", argumenta coriolano. aliás, essa não foi a primeira vez que o setor entrou em contato com os presidenciáveis. no mês passado, a escola nacional de seguros também enviou um documento aos candidatos com um alerta sobre a situação dramática provocada pelos acidentes de trânsito no país, que causou mais de 41 mil mortes e outros 42 mil casos de invalidez permanente só no ano passado. a informação foi publicada pela coluna. fonte: o dia por herculano barreto filho
03/10/2018

Corretor entenda o novo conceito que pode fazer a diferença no mercado de seguros

 o mercado de seguros está se preparando para adotar, em breve, os princípios da “responsible insurance”, que significa, em linhas gerais, “entregar produtos apropriados de forma transparente, acessível, justa, responsiva e respeitosa para manter os consumidores informados e capazes de utilizar esses seguros efetivamente”, como definiu o consultor miguel solana, da impact insurance facility, a divisão da organização internacional do trabalho (oit) encarregada de desenvolver projetos de ampliação do acesso ao seguro como mecanismo de proteção social, que participou do workshop “responsible insurance da impact insurance facility”, realizado pela cnseg, em são paulo, sexta-feira passada (28). conquistando rapidamente adeptos em todo o mundo, esses princípios trazem soluções inovadoras principalmente em mercados emergentes e para empresas que ofereçam ou planejem ofertar microsseguros ou produtos massificados via varejo ou canais de afinidades. o evento de são paulo foi comandado por miguel solana e pelo gerente da cnseg, pedro henrique fernandes pinheiro, que observaram que o avanço desses princípios depende de premissas, dilemas e desafios, que terão de ser enfrentados pelo mercado. ambos ressaltaram, contudo, que a recompensa estará assegurada e fará diferença para quem oferecer uma linhagem de seguros responsáveis. para essas empresas, virão benefícios como mais renovação de contratos e propaganda boca a boca positiva para as compras dos seguros responsáveis. em contrapartida, empresas refratárias podem enfrentar clientes descontentes, impacto social baixo ou nulo. nesse contexto, será fundamental, portanto, disponibilizar coberturas que ampliem a satisfação do cliente, a confiança e o impacto social positivo do seguro. no workshop foram apresentados cases internacionais dos princípios da “responsible insurance”, reforçando a tese de que os produtos responsáveis agregam valor. além disso, foram citadas boas dicas para um modelo de negócio bem-sucedido, incluindo para o design do produto responsivo, que deve atender às necessidades prioritárias dos consumidores; oferecer benefícios considerados valiosos e acessíveis; ser rápido para ajudar consumidores em momentos de choque; ser econômico nas exclusões de riscos, ser de fácil compreensão, pouco burocrático e evitar impactos negativos por falhas do produto. no encontro também foi destacada a importância da educação financeira para a escolha razoável do seguro. nesse sentido, foi citado o exemplo da seguradora hollard insurance, da áfrica do sul, que após investir quase us$ 800 mil em ações de educação, viu sua emissão de apólices de seguro funeral crescer em 7% (250 mil contratos a mais) e a receita ter um acréscimo de us$ 2,3 milhões. já na bolívia, o foco na inovação e poucos riscos excluídos asseguraram forte expansão do microsseguro e de produtos massificados da seguradora nacional vida. outra experiência inovadora apresentada no evento foi o seguro de vida da seguradora iniser, da nicarágua. neste caso, a solução inovadora foi acoplar cupons de supermercados à indenização, atendendo a trabalhadoras informais preocupadas com o desvio de finalidade no uso do seguro de vida pelos parceiros. fonte: cqcs
03/10/2018

Bolsas da Europa fecham em alta com otimismo em relação a orçamento na Itália

 os mercados acionários da europa fecharam em alta o pregão desta quarta-feira (3) com bom humor diante da indicação do governo italiano de vai reduzir o déficit público após 2019. já em londres, a primeira-ministra theresa may pediu união de seus correligionários em torno das suas propostas para o brexit. o índice stoxx-600 encerrou o dia em alta de 0,50%, aos 383,84 pontos. as praças europeias reagiram com bom humor à informação de que o governo da itália reafirmou a pretensão de ter um déficit orçamentário de 2,4% do produto interno bruto (pib) em 2019, mas especialmente à indicação de que planeja reduzi-lo nos dois anos posteriores. "o número de 2,4% está confirmado em 2019. para 2020 e 2021, estamos pensando em redução da dívida e crescimento do pib", afirmou nesta quarta luigi di maio, vice-premiê do país. e acrescentou: "não vamos recuar". com isso, o índice ftse mib, de milão, registrou alta de 0,84%, aos 20.736,01 pontos, liderando os ganhos entre as bolsas europeias, com destaque para a alta no setor financeiro. as ações do intesa sanpaolo subiram 0,55%, enquanto as do banco bpm ganharam 2,13% e as do unicredit avançaram 0,72%. mesmo assim, as tensões entre o país e a união europeia (ue) permanecem à medida que autoridades trocam farpas. de um lado, o comissário econômico da união europeia, pierre moscovici, afirmou que os italianos "não são estúpidos" a ponto de desconhecerem as regras do pacto de estabilidade e crescimento. já matteo salvini, vice-premiê italiano, disse sobre o bloco comum que "se eles pararem de fazer insultos, estou calmo", além de sugerir que as pessoas pesquisassem em sites de busca "juncker sóbrio" e "juncker cambaleando por aí (bêbado)", em referência ao presidente da comissão europeia, jean-claude juncker. em solo britânico, investidores acompanharam a convenção do partido conservador, onde theresa may tentou reforçar o tom de união ao pedir que seus correligionários se juntem em torno de sua proposta para a saída do reino unido da ue, ao mesmo tempo em que membros do partido se mobilizam para pedir sua renúncia. em londres, o ftse 100 ganhou 0,48%, aos 7.510,28 pontos. já em paris, o cac 40 registrou alta de 0,43%, aos 5.491,40 pontos, ao passo que o ibex 35, de madri, subiu 0,60%, aos 9.361,10 pontos, e o psi 20, de lisboa, fechou com ganho de 0,04%, aos 5.294,32 pontos. agentes também acompanharam indicadores do continente. foi divulgado nesta quarta o índice de gerente de compras (pmi, na sigla em inglês) da zona do euro, que recuou de 54,5 em agosto para 54,1 em setembro, ante estimativas de uma queda um pouco menor (54,2), na leitura da ihs markit. o indicador é o composto, referente a serviços e indústria. já na alemanha, onde a bolsa de frankfurt não operou devido a um feriado local, o pmi recuou 55,6 para 55 no mesmo período de comparação, ante projeção de 55,3, e, no reino unido, de 54,3 para 53,9, pouco maior que a expectativa de 53,8, ambos na leitura da ihs markit. além disso, as vendas no varejo da zona do euro cederam 0,2% de julho para agosto, ante projeções de alta de 0,2%, informou a agência oficial de estatísticas da união europeia, a eurostat.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/10/650951-bolsas-da-europa-fecham-em-alta-com-otimismo-em-relacao-a-orcamento-na-italia.html
03/10/2018

Entrada de dólar supera saída em US$ 18,040 bilhões no ano até setembro, diz BC

 o fluxo cambial do ano até setembro ficou positivo em us$ 18,040 bilhões, informou nesta quarta-feira, o banco central. em igual período do ano passado, o resultado era positivo em us$ 6,679 bilhões. a saída pelo canal financeiro neste ano até setembro foi de us$ 19,003 bilhões. o resultado é fruto de aportes no valor de us$ 371,534 bilhões e de envios no total de us$ 390,537 bilhões. o segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações. no comércio exterior, o saldo anual acumulado até setembro ficou positivo em us$ 37,043 bilhões, com importações de us$ 131,179 bilhões e exportações de us$ 168,221 bilhões. nas exportações estão incluídos us$ 26,672 bilhões em adiantamento de contrato de câmbio (acc), us$ 51,216 bilhões em pagamento antecipado (pa) e us$ 90,333 bilhões em outras entradas. depois de encerrar agosto com saídas líquidas de us$ 4,250 bilhões, o país registrou fluxo cambial negativo de us$ 6,138 bilhões em setembro, informou o banco central. o canal financeiro apresentou saídas líquidas de us$ 6,734 bilhões no período. isso é resultado de aportes no valor de us$ 27,946 bilhões e de retiradas no total de us$ 34,680 bilhões. no comércio exterior, o saldo de setembro é positivo em us$ 596 milhões, com importações de us$ 16,303 bilhões e exportações de us$ 16,899 bilhões. nas exportações, estão incluídos us$ 2,125 bilhões em acc, us$ 6,867 bilhões em pa e us$ 7,807 bilhões em outras entradas. o fluxo cambial registrado na semana de 24 a 28 de setembro ficou negativo em us$ 2,735 bilhões, informou o banco central. o canal financeiro apresentou saída líquida de us$ 2,839 bilhões, resultado de aportes no valor de us$ 8,493 bilhões e de envios no total de us$ 11,332 bilhões. no comércio exterior, o saldo na semana passada ficou positivo em us$ 104 milhões, com importações de us$ 4,749 bilhões e exportações de us$ 4,853 bilhões. nas exportações, estão incluídos us$ 711 milhões em acc, us$ 1,467 bilhão em pa e us$ 2,675 bilhões em outras entradas.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/10/650947-entrada-de-dolar-supera-saida-em-us-18-040-bilhoes-no-ano-ate-setembro-diz-bc.html)
03/10/2018

Ibovespa sobe pontos sustentada por perspectiva sobre eleição

 a bolsa de são paulo, a b3, abriu o pregão desta quarta-feira (3), em forte alta acompanhada pelo fortalecimento do real frente ao dólar, o que levou a cotação a tocar os r$ 3,82. o pregão subia 2,68% por volta das 12h30min, atingindo 83.798 pontos. o movimento de otimismo nos mercados segue embasado na questão política doméstica. a abertura dos mercados acionários nos estados unidos em terreno positivo também ajuda a sustentar a alta do ibovespa. entre as estatais conhecidas como kit eleição, por serem mais sensíveis às questões políticas, as ações da petrobras subiam 6,40% (pn) e 5,77% (on) no fim da manhã, enquanto as da eletrobras avançavam 11,18% (on) e 11,71% (pnb) -maiores altas. entre as instituições financeiras, banco do brasil on registrava valorização de 9,16%. de acordo com a avaliação do gestor de renda variável da coinvalores, marco tulli siqueira, pode haver uma correção da magnitude dos ganhos ao longo do pregão. isso porque o pré-mercado ainda espelhava os ganhos em torno de 5% na sessão de terça dos índices de adrs brazil titans e ewz negociados em nova iorque. nessa terça-feira (2), o ibovespa atingiu a maior pontuação desde 22 de maio de 2018 e a maior variação porcentual desde 7 de novembro de 2016 (3,98%). nesta semana de reta final para o primeiro turno das eleições, os investidores se mostram muito sensibilizados às questões políticas e têm ido às compras a cada pesquisa que mostra a consolidação de bolsonaro e o aumento da rejeição ao candidato petista, fernando haddad. na terça à noite, segundo o datafolha, a intenção de voto no candidato do psl cresceu de 28% para 32%, e abriu 11 pontos de vantagem em relação ao segundo colocado, do pt, que oscilou de 22% para 21%. ciro gomes (pdt) permaneceu com 11% e geraldo alckmin (psdb) variou de 10% para 9%. dá espaço à continuidade dos ganhos também os mercados acionários no exterior, onde predomina a baixa aversão ao risco. nos eua, os índices operavam em alta, com o dow jones subindo 0,56%.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/10/650945-ibovespa-dispara-a-84-mil-pontos-sustentada-por-perspectiva-sobre-eleicao.html)
28/09/2018

Seguro de vida em grupo é disseminado, mas pode ser melhor apresentado

 apesar de ser comercializado por cerca de 35 seguradoras, seguro de vida em grupo ainda não é tão conhecido por corretores e consumidores com forte atuação no mercado, o seguro de vida em grupo tem se mostrado um ramo com alto grau de diversificação ao ser comercializado por cerca de 35 seguradoras, mas enfrenta o desafio de ser conhecido amplamente por corretores de seguros e consumidores. segundo levantamento realizado pela comissão de vida, previdência e capitalização do sincor-sp, o ramo ainda é pouco explorado por boa parte dos corretores de seguros, principalmente pelo desconhecimento quanto à sua aplicação. “temos duas barreiras para vencer”, explica o coordenador da comissão, roberto lopes passos. “o primeiro é o consumidor conhecer os diversos produtos que as seguradoras disponibilizam, bem como todas as coberturas disponibilizadas e formas de contratação. o segundo é o corretor ofertar o produto, uma vez que muitos desconhecem os procedimentos das seguradoras e as coberturas, e acabam não oferecendo produtos específicos”, explica. os dados também mostram que o ramo de seguro de vida em grupo é um segmento de grande potencial, cresceu no encalço da inflação e movimentado r$ 10 bilhões em prêmios no ano de 2017. o poder de oferta do produto também é um chamariz para os corretores de seguros, que podem considerar as diferentes modalidades de empresas para oferecer a melhor cobertura. “o corretor precisa estar atento às características das empresas e sindicatos, que exigem a contratação do seguro de vida para seus funcionários. com isto, as empresas que não possuem a cobertura, ficam sujeitas aos pagamentos de multas”, exemplifica passos. com base nessa possibilidade, cabe ao corretor fazer a oferta do seguro de acordo com as exigências do sindicato, lembra passos. pequenas e médias empresas também são outra opção, pois muitas efetivam a contratação como benefício aos seus funcionários. seguros em números o setor de seguros evoluiu em 2018, de acordo com a carta de conjuntura. de janeiro até julho deste ano, o mercado faturou r$ 63,2 bilhões. no ano passado, no mesmo período, a receita era de r$ 59,4 bilhões – o que mostra um crescimento de 6%. de acordo com o sincor-sp, “apesar de tantas incertezas políticas e econômicas”, houve crescimento. “um dos pontos a serem observados é a melhora do lucro agregado das seguradoras, após o ajuste a uma nova realidade de preços com a queda dos juros. e outro ponto, naturalmente, é o crescimento de receita”, diz a mensagem de abertura do estudo. o ramo de destaque no período foi o seguro de pessoas (sem vgbl), com uma variação nominal de 10%, o que leva a um crescimento real, acima da variação inflacionária. o crescimento é importante, ainda mais diante de uma série de fatores, como a manutenção da taxa de desemprego e o fracasso de reformas. “de um patamar de 3% de crescimento do pib em 2018 passamos para uma estimativa de 1,5%. a todo momento sobe e desce a esperança de bons resultados. em setembro, com base nos dados de agosto, o cenário está mais ou menos estável, mantendo o crescimento aos poucos”, diz a carta de conjuntura. veja a carta de conjuntura de agosto 2018 completa. m.s. revista apólice

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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