24/09/2018

XP lança robô para recomendar investimentos

  movido a inteligência artificial, o robô da xp foi dispo são paulo – a corretora xp investimentos lançou um robô para indicar investimentos de acordo com o perfil do investidor. o robô foi disponibilizado para 200 mil clientes em setembro e deve estar acessível a todos os clientes da xp até o fim do ano.  são paulo – a corretora xp investimentos lançou um robô para indicar investimentos de acordo com o perfil do investidor. o robô foi disponibilizado para 200 mil clientes em setembro e deve estar acessível a todos os clientes da xp até o fim do ano.  chamado de max, o robô é movido a inteligência artificial. a ideia é que a ferramenta apoie investidores que não têm um assessor exclusivo ou que preferem ter mais autonomia.  ao abrir a conta, o cliente preenche um questionário para uma análise sobre seu perfil, com base em saldo em conta, investimentos já alocados, objetivo e prazo da aplicação. toda a interação acontece no chat, com o max.  com o tempo, quanto mais o investidor interage, mais precisas ficam as recomendações do robô. a ferramenta também sugere balanceamento dos investimentos, para que as aplicações se mantenham de acordo com o perfil de risco do investidor. o robô opera todos os dias, de acordo com os horários da plataforma da xp, e pode receber agendamentos, se a aplicação for feita fora do horário.  a ferramenta recomenda aplicações de renda fixa, fundos de investimentos e coes, os investimentos de maior custódia na xp. até o final do ano, também indicará previdência privada e terá uma versão para assessorar agentes autônomos de investimentos. fonte: exame por júlia lewgoy
24/09/2018

Competição em taxas é acirrada nos bancos

 banco do brasil, bradesco, itaú e santander zeraram os custos de custódia do tesouro direto para seus clientes na busca por manter clientes de investimentos em casa, as principais instituições financeiras – banco do brasil, bradesco, itaú e santander – acirraram a competição e zeraram taxas de custódia no tesouro direto e taxas de carregamento em planos de previdência. na avaliação do diretor executivo de investimentos do santander brasil, gilberto abreu, a competição entre os bancos de varejo e instituições menores (plataformas de gestoras e corretoras) é saudável e deve aumentar. “o cliente ganha com isso. e a competição [daqui para frente] se dará pela qualidade do advisor [assessor financeiro], pela melhor oferta de produtos ao mercado”, afirmou o diretor executivo. o primeiro movimento de zeragem de taxas de custódia do tesouro direto entre os bancos de varejo foi liderado pelo bradesco ainda no primeiro semestre. e nas três últimas semanas, santander, itaú e o banco do brasil também instituíram a prática. na previdência privada, a bradesco seguros já utilizava “taxa zero” de carregamento nos aportes de entrada em vgbl e pgbl e zerava na saída a partir do quinto ano de permanência. os concorrentes embalaram neste mês de setembro com “taxa zero” nos aportes e nos resgates. “é possível que tenhamos novos entrantes nos planos de previdência, mas acredito que não devemos ter um forte movimento de migração dos fundos e mesmo de outros produtos, como tesouro ipca+”, disse o diretor de produtos de investimentos e de previdência do itaú, claudio sanches. o itaú informou que além do tesouro direto, isentou taxas de custódia em certificados de depósito bancário (cdb) de outros gestores, de letras, certificados de recebíveis imobiliários (cri) e do agronegócio (cra) e de debêntures. ao passo que o banco do brasil passou a isentar as taxas de custódia de cri, cra e debêntures. a gerente geral da unidade de captação e investimentos do bb, paula mazanék, não acredita em migrações significativas de um produto para outro por causa da zeragem da custódia na renda fixa. “buscamos fidelizar nossos clientes e atrair novos. e com a zeragem das taxas de carregamento na previdência há um estímulo adicional para o brasileiro poupar para o futuro”, disse. disputa com gestoras a competição ainda provoca a redução das taxas de administração de fundos de renda fixa. na média da anbima, as gestoras cobram 1% ao ano dos cotistas. “as taxas já são similares as praticadas em fundos internacionais, hedge funds, 0,7%, 08% ao ano”, compara abreu. pelos dados da anbima, clientes com aportes de entrada mais r$ 100 mil conseguem taxas de 0,53% ao ano, enquanto pessoas físicas de varejo com aportes de até r$ 1 mil pagam 2,47% ao ano.
24/09/2018

Como investir na sua aposentadoria

 o brasileiro costuma ter uma relação de curto prazo com o dinheiro. uma pesquisa divulgada recentemente pela anbima mostrou que, dos 49% dos brasileiros que fizeram algum tipo de investimento em 2017, apenas 5% o fizeram pensando na velhice ou aposentadoria. é um dado que nos deixa bem preocupados. uma porque o futuro da previdência pública é incerto. com a expectativa de vida do brasileiro chegando aos 76 anos em 2018, o ibge projeta que o país terá mais idosos do que jovens em 2060, o que ocasionaria uma inversão na pirâmide etária. sendo assim, teríamos uma base da população economicamente ativa menor que o de aposentados, o que torna o desafio do governo em não deixar o sistema previdenciário entrar em colapso muito mais difícil – e aqui, não apenas lá em 2060, mas no curto prazo. o segundo ponto é a dificuldade em planejar o longo prazo com uma economia historicamente instável. o poder de compra dos brasileiros variou muito nos últimos anos, o que complica um pouco a visão anos a frente. os r$ 100 de cinco anos atrás não compram as mesmas coisas que hoje, que podem não comprar as mesmas coisas daqui 10 anos. isso impacta de certa forma no planejamento do investimento em uma aposentadoria que pode chegar só daqui 30 anos, por exemplo. o terceiro ponto é a cultura do aproveitar o momento. nós já falamos disso aqui, então nem vamos entrar nos detalhes. a aposentadoria é um marco na vida das pessoas. é aquele período que você deve recolher os louros por tantos anos trabalhados, de suor, estresse e passar a fazer apenas o que você gosta e tem vontade, sem nenhum tipo de obrigação. coisa boa, não é? então, a não ser que você seja um multimilionário (e mesmo assim, há ressalvas), é bom começar a planejar e executar para usufruir de toda a tranquilidade no futuro que você merece. abandone o pensamento de curto prazo: você vai viver bastante, vai estar cheio de saúde e, quando chegar a hora de se aposentar, se tiver seguido esses passos, vai nos mandar um e-mail nos agradecendo por essas dicas.
24/09/2018

Como planejar a aposentadoria

 primeiro passo: quanto você quer ter de renda mensal uma aposentadoria confortável é sinal de independência financeira. ou seja, você poder contar com um valor todos os meses, que será fruto dos seus investimentos ao longo da vida. mas de quanto você precisará? — estudos mostram que a população conseguiria atender suas necessidades após a aposentadoria com aproximadamente 70% da renda atual. mas com certeza esse é um número que deve ser reavaliado com o passar do tempo, já que a inflação influencia diretamente na renda futura — explica o product owner da warren, alex frighetto. aqui fica uma dica: no objetivo renda mensal no warren, a projeção da inflação para os próximos anos já é levada em consideração. segundo passo: considere o fator tempo o tempo é um fator precioso para investir na aposentadoria. quanto mais cedo você colocar seu investimento em prática, menor é o aporte mensal que pode ser dado. por isso, coloque a mágica dos juros compostos para trabalhar pra você o quanto antes. vamos a um exemplo: ana tem 25 anos e começou a investir na aposentadoria com um aporte inicial de r$ 1.500. ela tem um perfil moderado, portanto, investe em um portfólio com 20% em ações e 80% em renda fixa. se mantiver aportes mensais de r$ 300, ela terá, aos 60 anos, em torno de r$ 1.175.000 para usufruir da forma que bem entender. já o paulo tem 40 anos e começou a investir na sua aposentadoria agora, com o mesmo aporte de ana, r$ 1.500, em um portfólio com a mesma alocação. se ele mantiver os aportes mensais de r$ 300, paulo terá aos 60 anos, algo em torno de r$ 233 mil. para conseguir atingir a meta de r$ 1 milhão, paulo deverá fazer um investimento de r$ 10 mil e seguir com aportes mensais de r$ 1.300. viram como o fator tempo é importante? os juros compostos trabalham com muito mais vontade ao mesmo passo que o seu investimento ganha uma superpotência com ações a longo prazo. portanto, se você está na casa dos 20, 25 anos, agora é a hora de começar a garantir sua independência financeira quando tiver que parar de trabalhar. se tiver na casa dos 30, é melhor se apressar. e se você está em torno dos 40, nada de desânimo: se planeje e comece a colocar em prática o que for viável, pois você ainda tem 20 anos para acumular e potencializar seus resultados. nesse caso, você precisa gastar menos e poupar mais. terceiro passo: considere a taxa de retorno outro ponto importante a ser considerado é a taxa de retorno do investimento que você for fazer pensando na sua aposentadoria. a rentabilidade dos produtos que você investe está diretamente ligada ao dinheiro que você vai usufruir adiante. um por cento a mais de taxa de retorno já faz maravilhas acontecerem. lembram da ana? pois então, se ela aplicasse os mesmos valores na poupança, que está rendendo 4,55% ao ano, aos 60 anos, ela teria r$ 307.283,00 (levando em consideração os juros atuais). com a poupança rendendo tão pouco, fica fácil a comparação, mas acredite: existem produtos de investimento tão ruins quanto, que são vendidos no mercado como a oitava maravilha do mundo. portanto, fique de olho! se investisse em produtos com retorno de 8% ao ano = r$ 698 mil produtos com 10% ao ano = r$ 1.175.000 produtos com 15% ao ano = r$ 4.679.851 mas lembre-se que não existe mágica. é o conjunto de tempo + esforço + boa taxa de retorno. como investir? como falamos ali em cima, a escolha de bons produtos para investir é fundamental. portanto, vamos falar de alguns deles. renda fixa para os mais conservadores, os produtos de renda fixa podem ser boas opções porque contém produtos que aliam segurança e rentabilidade na medida certa. mas, para isso, é sempre importante que você avalie as taxas de gestão e administração e a rentabilidade desses fundos, porque nada adianta você ter boa rentabilidade, mas pagar uma fortuna de taxa. na warren, o portfólio de renda fixa conta com um mix de títulos públicos e créditos privados, o que garante segurança e boa rentabilidade, com uma taxa zero pelos produtos. ações para os moderados e arrojados, as ações podem compor o portfólio de investimento com a função de dar aquele “boom” nos resultados. mas um aviso bem importante: se você optar por investir na sua aposentadoria com alocação em ações, você precisa resistir ao ímpeto natural de querer resgatar em caso de maus momentos. como o objetivo é de longo prazo, possíveis quedas na bolsa podem ser suavizadas no decorrer do tempo. portanto, fique firme para assegurar melhores resultados! previdência privada os fundos de previdência privada são compostos por produtos de renda fixa e variável, mas possuem características especiais, como benefícios fiscais, dois tipos de tributação, além de outros aspectos que podem auxiliar em momentos mais difíceis. aqui é preciso ficar atento, pois existem muitos fundos de previdência privada sendo oferecidos por instituições tradicionais que possuem péssima rentabilidade e são cheias de taxas. com a warren, você nem precisa ficar analisando e escolhendo quais os produtos são mais rentáveis para investir na sua aposentadoria. o warren analisa o seu perfil de investidor e sugere os produtos e a alocação ideal para que você se sinta confortável e à vontade para começar a tirar os seus dias de tranquilidade do papel. fonte: moneytimes
24/09/2018

Seguradora dos EUA passa a exigir trackers de fitness nas apólices

 é mais uma prova de que o futuro passa pelos wearable. a seguradora john hancock anunciou que vai parar de oferecer as apólices de seguros de vida tradicionais e forçar os consumidores a escolher outras opções. o plano vitality básico vai pedir aos consumidores que introduzam os dados da sua atividade física recolhidos através de uma pulseira inteligente. depois, consoante sejam atingidos determinados objetivos, os segurados vão receber cheques prenda, noticia o engadget. por outro lado, os utilizadores podem ter um desconto de até 15% nos prémios através de uma apólice que implica a cedência da monitorização de dados de saúde e de fitness recolhidos através de wearables. do lado da seguradora, ao recompensar os seus clientes por se manterem em forma e com um estilo de vida saudável, é uma opção inteligente, uma vez que se os segurados viverem mais tempo, ficarão a pagar mensalidades durante mais tempo também. resta perceber como é que a john hancock vai detetar utilizações fraudulentas, que permitem aumentar os indicadores de atividade física, mesmo sem ter feito qualquer exercício. os novos planos irão entrar em vigor em 2019 e não parecem ser opcionais.
24/09/2018

Raio-X do investidor brasileiro

 a anbima, comprometida com a educação financeira do brasileiro, conversou com pessoas de todo o país para conhecer os hábitos de poupança e investimento da população. com a ajuda do datafolha, coletou informações importantes para entender o comportamento e as motivações do investidor. segundo ana leoni, superintendente de educação da anbima "para termos uma atuação mais efetiva em educação financeira, precisamos conhecer a fundo o comportamento da população e as motivações dos investidores na hora de aplicar dinheiro." ponto para a anbima. a pesquisa recebeu o nome de "raio-x do investidor brasileiro" e será repetida anualmente para monitorar as intenções de investimento não apenas em relação às aplicações financeiras, mas também quanto à aposentadoria e aos motivos que levam as pessoas a não fazerem reserva financeira. a pesquisa mostra que mais da metade dos brasileiros não conhece e não utiliza produtos de investimento. em respostas espontâneas, sem opções de escolha, apenas 45% da população disse conhecer um ou mais produtos, com destaque para a poupança, citada por 32%. a pesquisa revela um fato curioso. para os brasileiros, investimento é um conceito muito mais amplo, e vai muito além dos produtos financeiros. embora apenas 9% tenham feito aplicações financeiras, 25% disseram ter investido em 2017. para eles, a compra de bens duráveis como carro e moto, negócio próprio, compra ou quitação de imóveis e estudos, é investimento. embora essas formas de investir sejam legítimas, a pesquisa revelou que poucos se preocupam em ter e manter uma reserva financeira, importante para preservar o patrimônio e a qualidade de vida em períodos de diminuição de renda, como a perda de um trabalho ou a chegada da aposentadoria. segurança é a principal razão para investir. a maioria (54%) dos que investem em produtos financeiros buscam segurança. se somarmos aos 12% que querem tirar o dinheiro sem prejuízo em caso de necessidade - e portanto, estamos falando de segurança, o percentual aumenta para 66%. rentabilidade aparece em segundo lugar (16%), distante da principal finalidade que move os investidores: segurança. assim, fácil entender a preferência absoluta pela poupança, que acolhe os recursos de 89% dos investidores. a previdência privada, segunda e distante opção dos investidores, tem 6%. a pesquisa investigou como os brasileiros estão se preparando para a aposentadoria e os resultados mostram que o planejamento financeiro não é uma realidade para a maioria da população. quase metade (47%) se aposentará com os recursos da previdência pública (inss). outros 28% continuarão trabalhando e os recursos virão do salário; 12% não sabem de onde virá o dinheiro para o sustento na aposentadoria. conversa, ao vivo, com o gerente ou agente, acompanhado do tradicional cafezinho, ainda é a forma preferida dos brasileiros (44%) que buscam informação sobre investimentos. amigos e parentes (33%), sites de notícias (29%), consultorias de investimento (17%), aplicativos (9%), entre outras, também foram citados. você se identificou com a pesquisa? espero que faça parte da minoria que investe, que planeja e se preocupa com o futuro, e busca ampliar o conhecimento sobre as alternativas de investimento e como fazer escolhas adequadas. ainda não investe? seja bem-vindo ao clube e comece ainda hoje. conte comigo (e minhas sementinhas semanais) para te motivar e inspirar.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/colunas/opiniao_economica/2018/09/649572-raio-x-do-investidor-brasileiro.html)
17/09/2018

União Seguradora comemora 105 anos no Acampamento Farroupilha

  parceiros de negócios, diretoria e colaboradores participaram do momento a união seguradora, empresa do sólido grupo de origem gaúcha aspecir, acaba de completar 105 anos de existência. e, para realçar a importante data, a seguradora recebeu convidados especiais, corretores de seguros e parceiros de negócios. assim, na quinta-feira (13), no piquete da rede pampa de comunicação, no acampamento farroupilha em porto alegre, foi servido um saboroso churrasco, com atendimento impecável, próprio dos parceiros da união seguradora, que evidenciou a nobreza do encontro. as presenças dos funcionários da companhia, do presidente milton machado, do diretor joão carlos lock, e com o prestigio do vice-presidente de rede pampa, paulo sérgio pinto. parabéns grupo aspecir! fotos: filipe tedesco/jrs
17/09/2018

Previdência: um dia você vai precisar dela

 tudo o que você precisa saber sobre aposentadoria, reforma da previdência social e previdência privada. tire suas dúvidas sobre o inss com renato follador! herança para evitar disputas judiciais e gastos dos herdeiros, muitos pais têm adotado a “doação com reserva de usufruto”. essa é a forma legal pela qual o proprietário pode transmitir, em vida, a propriedade de um bem para outra pessoa, mas mantendo o direito de usá-lo e administrá-lo até morrer. ocorre que, se o doador fizer doações a quem não tenha direito, ou seja, a um herdeiro que não seja legal, os prejudicados podem contestar depois. também, ao fazer a doação, o doador deverá pagar o imposto de transmissão causa mortis e doações (itcmd), o que é uma despesa para a qual pode não estar preparado. um pai me perguntou qual seria a alternativa. olha, na previdência privada, quem tem um plano já define, no momento da inscrição, a quem e em qual percentual vai deixar sua poupança previdenciária, em caso de seu falecimento. deixa o dinheiro para quem quiser e não necessariamente para quem é herdeiro legal. isso não pode ser contestado. é lei. esse dinheiro não entra em inventário e economiza tempo e gasto com advogados e impostos no caso de sua destinação. no mês seguinte pode ser resgatado ou recebido como renda pelo beneficiário. voltando à doação com reserva de usufruto, se o dono do imóvel não precisa de dinheiro para viver na velhice, perfeito. agora, para quem é proprietário e passa necessidades com uma aposentadoria minguada da previdência social, uma sugestão: não deixe nada para ninguém. use o imóvel para melhorar a aposentadoria, hipotecando-o na hora em que se aposentar. depois da morte, o imóvel fica com o banco. fonte: tribuna por renato follador
17/09/2018

Mercado segurador cresce apesar da instabilidade política

 o ano de 2018 iniciou-se com previsões otimistas em relação ao crescimento da economia brasileira. os índices, entretanto, caíram de 2,5% para 1,5%. de acordo com francisco galiza, consultor de economia, a instabilidade política é um dos principais motivos para a queda. “há uma incerteza grande, que atinge todos os setores econômicos e isso acaba diminuindo investimentos e consumos”, explica. o mercado de capitalização, após dois anos seguidos de queda de receita, demonstra possível recuperação. o setor de seguros, sem o vgbl e saúde, também pode esperar por crescimento até o final do ano. “como um todo, o que a gente pode dizer do mercado de seguros, ele tem conseguido, apesar de todas as dificuldades, crescer acima da inflação”, conclui galiza. fonte: revista apólice

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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