17/09/2018

Primeira turma do Programa Recomeço, desenvolvido pela Seguradora Líder, conclui qualificação

 no dia 04 de setembro, a seguradora líder promoveu uma solenidade, no rio de janeiro, para marcar o término da qualificação da primeira turma do curso-piloto de qualificação do programa recomeço, que tem como objetivo oferecer aos beneficiários do seguro dpvat a oportunidade do retorno ao mercado de trabalho. a primeira turma teve 17 participantes que, nesta ocasião, receberam uma carta de reconhecimento e foram homenageados pela diretoria da seguradora líder e por professores e integrantes da escola nacional de seguros (ens), parceira na execução desta turma-piloto. para o professor andré peres, que acompanhou a turma durante toda a capacitação, iniciativas como o programa recomeço tem o potencial de mudar vidas. segundo ele, é por meio das histórias dos alunos que se aprende que a solução está dentro de cada um. “diariamente, estamos cercados por boas ideias, mas partir para a ação é o grande diferencial e vimos isso através do programa recomeço. a iniciativa da seguradora líder motiva outras empresas a fazer parte dessa história”, completou. o diretor-presidente da seguradora líder, ismar tôrres, destacou em seu discurso de abertura no evento a importância deste marco para todo o programa recomeço. “a qualificação destes alunos é um grande passo e motivo de orgulho para todos nós. nossa expectativa é que outras turmas de qualificação aconteçam em outros estados e que o programa contribua para tornar o mercado de trabalho mais inclusivo”, afirmou. tôrres revelou, ainda, que mais de 19 empresas já cadastraram suas vagas no portal recomeço, que pode ser acessado pelo endereço: renatrudes costa, de 62 anos, uma das alunas do curso, ficou emocionada ao compartilhar suas expectativas. “desde o início, quando recebi a ligação para participar do projeto, comecei a acreditar que, de fato, conseguiria voltar ao mercado de trabalho. o curso foi, de fato, um recomeço. hoje, posso afirmar que voltei a sonhar”, destacou. a qualificação da primeira turma começou no dia 6 de agosto e contou com parceria da escola nacional de seguros. durante 84 horas, os 17 alunos selecionados tiveram aulas sobre temas como atendimento ao cliente; conceitos básicos de seguros; língua portuguesa; orientação profissional; matemática financeira; rotinas administrativas e informática básica. fonte: cqcs
17/09/2018

Transparência nas licitações: seguradoras apoiam

 o estadão informa que o instituto observ pretende criar uma plataforma online, aberta, que concentre os documentos das licitações de obras, traduza os requisitos do projeto e monitore os editais públicos. o projeto brasileiro teve sua primeira apresentação pública em washington ontem. em uma sala que acomodaria 30 pessoas no brazil institute do think tank wilson center, cerca de 50 curiosos acompanharam a apresentação. o projeto é tocado pelo instituto ethos, a empresa de tecnologia jusbrasil, a consultoria de estratégia global albright stonebridge group e o escritório de advocacia barros pimentel, que pretendem criar até novembro o instituto. fundações com verba para investir em combate à corrupção e empresas de diversos setores, como seguradoras, demonstraram interesse em financiar o projeto. fonte: sonho seguro
17/09/2018

Seguros: vendas estagnadas no acumulado do ano, até julho

 até julho deste ano, as vendas de seguros ficaram estáveis em relação ao mesmo período de 2017. isso significa dizer zero de crescimento. se considerarmos a inflação, de 4,48% acumulada nos últimos doze meses considerando julho passado, a crise chegou ao setor e os números mostram que as vendas estão encolhendo. dados analisados pela consultoria siscorp, com base nos dados estatísticos divulgados pela superintendência de seguros privados (susep), revelam que a arrecadação do setor totalizou r$ 117 bilhões, de janeiro a julho deste ano, considerando-se seguros gerais, de vida e vgbl (sem capitalização, pgbl e saúde). o vgbl, que por anos puxou o crescimento do setor, segue amargando queda de 7% no acumulado dos sete primeiros meses do ano. dpvat também recua 23%, decorrente da redução do preço do seguro determinada pelo conselho nacional de seguros privados (cnsp). já riscos especiais, que contempla seguros sofisticados como de petróleo e nucleares, exibe alta de 108% no período analisado, para r$ 468 milhões. segundo a corretora jlt, esse incremento vem do otimismo com a retomada do segmento de óleo e gás com o anúncio do lucro de r$ 6,9 bilhões da petrobras e também pela arrecadação recorde na 15ª rodada de licitações da agência nacional do petróleo (anp). vale ressaltar também a carteira de automóveis, que depois de quedas sucessivas, segue há três meses sinalizando melhora e exibe avanço de 5% até julho, para r$ 20,5 bilhões. microsseguros, que ainda não rompeu a barreira dos r$ 100 milhões em prêmios, registrou avanço de 47%. outra novidade, além das vendas menores, é o braço segurador do banco do brasil, que assumiu a liderança do ranking elaborado pela siscorp, mesmo com queda de 13% na arrecadação comparado a julho de 2017, com receitas de r$ 22,4 bilhões nos sete meses deste ano. o bradesco vem em segundo, com r$ 20 bilhões. em ambos, o vgbl tem uma grande participação: 77% e 64%, respectivamente. caixa, prudential, icatu, sulamérica e liberty registraram no período os maiores índices de crescimento. o avanço da caixa vem youse, a plataforma digital que se tornou uma das maiores anunciantes do setor no ano passado. em jantar realizado com corretores em são paulo nesta semana, a prudential divulgou alta de 23% na totalidade de prêmios de seguros de vida individual no primeiro semestre ante um ano, rompendo a marca de r$ 1 bilhão. a icatu cresceu 18% em seguro de vida, enquanto o mercado apresentou crescimento de 12% no primeiro semestre de 2018. a sulamérica registrou crescimento de 75% no volume de prêmios em novas contratações do seguro personalizado para lojas de cosméticos e perfumarias no acumulado do primeiro semestre de 2018, em comparação ao ano anterior. o setor de institutos de beleza e estética (salões, esmalterias, espaços de depilação etc.), que também conta com um seguro personalizado da sulamérica, igualmente apresentou aumento de prêmio em contratações novas, ficando na casa de 25% no período acumulado de 2018 contra 2017. “a personalização de produtos conforme as demandas dos clientes é uma estratégia da companhia que evidencia o trabalho constante de ouvir e atender diferentes perfis de negócio. o avanço dos números para estes segmentos mostra que estamos no caminho certo, sempre de olho nas tendências do mercado”, avalia o vice-presidente de auto e massificados da sulamérica, eduardo dal ri. “este comportamento também demonstra maturidade por parte destes setores, em franco crescimento no país, já que contratar um seguro significa reconhecer a importância de proteger o patrimônio”, completa. a liberty tem comemorado a venda do seguro sob medida para automóveis, comercializado pela nova marca aliro. as soluções da nova marca foram criadas para pessoas que buscam serviços mais simplificados e acessíveis: por isso o nome aliro, que significa acesso em esperanto, conhecida língua criada para comunicação internacional, informa a companhia. apesar das vendas menores, o lucro do seguro segue avançando. analistas citam que boa parte do aumento do lucro vem de seguradoras que inovam em produtos, melhoram a comunicação com consumidores, que estimulam os corretores a venderem produtos antes fora do portfólio e também pelo uso de tecnologia, que traz ganhos com eficiência, redução de fraudes e de desperdício de tempo e de recursos financeiros. fonte: sonho seguro
17/09/2018

IBC-Br sobe 0,57% em julho ante junho, com ajuste, revela BC

 o índice de atividade econômica do banco central (ibc-br) teve alta de 0,57% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, informou a instituição nesta segunda-feira (17). a elevação ocorre depois de avanço de 3,42% em junho (dado já revisado), em movimento de recuperação após a greve dos caminhoneiros. o índice de atividade calculado pelo bc passou de 138,17 pontos para 138,96 pontos na série dessazonalizada de junho para julho. este é o maior patamar para o ibc-br com ajuste desde outubro de 2015 (139,05 pontos). a atividade em maio havia sido prejudicada pela paralisação dos caminhoneiros em todo o brasil, verificada nas últimas semanas do mês. em junho, o movimento arrefeceu e a atividade voltou a acelerar. agora, em julho, mais uma vez, o indicador apresentou alta, embora em ritmo menor que o do mês anterior. o aumento do ibc-br ficou acima do intervalo projetado pelos analistas do mercado financeiro consultados pelo broadcast projeções, que esperavam resultado entre queda de 0,67% e avanço de 0,50% (mediana positiva de 0,10%). na comparação entre os meses de julho de 2018 e julho de 2017, houve alta de 2,56% na série sem ajustes sazonais. esta série encerrou com o ibc-br em 142,19 pontos em julho, ante 138,64 pontos de julho do ano passado. o indicador de julho de 2018 ante o mesmo mês de 2017 veio dentro do intervalo das projeções, mas mostrou desempenho acima do apontado pela mediana (1,75%) de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo broadcast projeções (0,80% a 2,90% de intervalo). o patamar de 142,19 pontos é o melhor para meses de julho desde 2015 (143,63 pontos). conhecido como uma espécie de "prévia do bc para o pib", o ibc-br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. a previsão atual do bc para a atividade doméstica em 2018 é de avanço de 1,6%. jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/09/648741-ibc-br-sobe-0-57-em-julho-ante-junho-com-ajuste-revela-bc.html)  
17/09/2018

Mercado projeta crescimento do PIB ainda menor em 2018

 a projeção de crescimento do produto interno bruto (pib) neste ano caiu pela quarta vez consecutiva, de 1,40% para 1,36%, conforme o relatório de mercado focus, divulgado nesta segunda-feira (17), pelo banco central. há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,49%. para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do pib de 2,50%, igual ao visto quatro semanas atrás. para o ipca, o mercado aponta leve recuo da estimativa, prevendo a a mediana do índice de alta de 4,05% para elevação de 4,09%. há um mês, estava em 4,15%. no câmbio, as apostas indicam alta neste ano e em 2019. a mediana das expectativas passou de r$ 3,80 para r$ 3,83, ante os r$ 3,70 verificados há um mês. em relação à selic, taxa básica de juros, o mercado espera a manutenção em 6,5% ano ano. no fim de julho, o bc reduziu sua projeção para o pib em 2018, de 2,6% para 1,6%. a instituição atribuiu a mudança na estimativa à frustração com a economia no início do ano. no fim de agosto, foi a vez de o instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge) informar que o pib cresceu apenas 0,2% no segundo trimestre, em função dos efeitos da greve dos caminhoneiros ocorrida em maio e junho. no primeiro semestre, a alta acumulada foi de 1,0%. no relatório focus desta segunda, a projeção para a produção industrial de 2018, porém, subiu de alta de 2,26% para elevação de 2,67%. há um mês, estava em 2,73%. no caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 2,82% para 3,00%, mesmo patamar de quatro semanas antes. a pesquisa focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o pib para 2018 foi de 54,20% para 54,32%. há um mês, estava em 54,25%. para 2019, a expectativa passou de 57,60% para 57,75%, ante os 57,70% de um mês atrás. os economistas consultados pelo focus alteraram a previsão para a inflação em setembro de 2018, de 0,24% para 0,25%. um mês antes, o porcentual projetado estava em 0,22%. para outubro, a projeção subiu de 0,30% para 0,31% e, para novembro, permaneceu em 0,30%. há um mês, os porcentuais eram de 0,29% e 0,30%, respectivamente. no focus agora divulgado, a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 3,89% para 3,90% de uma semana para outra - há um mês, estava em 3,67%. o relatório de mercado focus indicou alta na projeção para os preços administrados em 2018. a mediana das previsões do mercado financeiro para o indicador este ano passou de avanço de 7,20% para alta de 7,30%. para 2019, a mediana se manteve em elevação de 4,80%. há um mês, o mercado projetava aumento de 7,10% para os preços administrados neste ano e elevação de 4,73% no próximo ano. as projeções atuais do bc para os preços administrados, no cenário de mercado, indicam elevações de 7,2% em 2018 e 4,6% em 2019. estes porcentuais foram informados no último relatório trimestral de inflação (rti), divulgado em junho.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/09/648745-mercado-projeta-crescimento-do-pib-ainda-menor-em-2018.html)
14/09/2018

União Seguradora comemora 105 anos.

 o grupo aspecir esteve no piquete da rede pampa, dia 13, para homenagear a união seguradora que comemora 105 anos no dia 20 de setembro. como uma típica gaúcha, a empresa festejou com um excelente churrasco e uma boa prosa ao lado de amigos, colaboradores e parceiros. para milton machado, o segredo da longevidade é o trabalho feito com simplicidade e dignidade, uma equipe de confiança e a parceria dos corretores. “vida longa à união seguradora!” presentes ao evento: o presidente milton machado, o diretor júlio machado, carlos alfredo radanovitsck, maurício farias, joão lock, antônio coutinho, marco rocha, ilton manique, samantha valle, sérgio sokal, thiago lopes estevem, renata ribeiro, patrícia schoffen, elizângela canello, raquel chaves coutinho, janete roque coronel, deise darski, regina simões e rita stalbaum santos.   
12/09/2018

Seguro DPVAT: de janeiro a julho, Seguradora Líder identificou mais de 6,7 mil pedidos indevidos

 a seguradora líder continua obtendo resultados expressivos no combate às fraudes contra o seguro dpvat. de janeiro a julho, foram identificados 6.727 pedidos indevidos de indenização, o que representa uma excepcional média de cerca de 32 fraudes evitadas a cada dia. de acordo com a seguradora líder, do total, 23,6% se concentraram no ceará, estado que aparece em primeiro lugar no ranking brasileiro de fraudes ao seguro dpvat, seguido por são paulo e pernambuco, onde foram identificados 23% e 6,7% dos pedidos indevidos, respectivamente. vale destacar o apoio da sociedade no combate às fraudes, o que se reflete no número expressivo de 243 denúncias realizadas no canal de denúncias no site da seguradora líder de janeiro a julho. desde o início da operação no site, em 2011, já foram recebidas 3.126 denúncias. os números apurados foram comemorados pelo diretor-presidente da seguradora líder, ismar tôrres, para quem a atuação no combate às fraudes é um importante instrumento de proteção para que o seguro dpvat continue atendendo a quem de fato tem direito ao benefício. “os números do nosso intenso combate às fraudes ilustram que a atuação firme da companhia tem garantido que o seguro seja pago a quem é de direito. continuamos contando com a colaboração de toda a sociedade para denunciar casos suspeitos através dos canais gratuitos disponibilizados pela seguradora líder, como o canal de denúncias”, afirmou o executivo. outro ponto a destacar é que, de janeiro a julho, as iniciativas proativas da seguradora líder de encaminhamento de notícias-crime para os órgãos competentes já resultaram em 30 sentenças condenatórias; 46 condenados; 22 cancelamentos, suspensões ou cassações de registros em órgãos de classe e 18 prisões em todo o brasil. a seguradora líder esclarece que qualquer pessoa pode denunciar casos suspeitos relacionados à indenização do seguro dpvat. as denúncias podem ser feitas por meio do 0800 022 12 05 ou no canal de denúncias, disponível através do link: https://www.seguradoralider.com.br/contato/denuncia-de-fraudes. as ligações são gratuitas e, em nenhum dos dois canais, é necessário se identificar. fonte: cqcs
12/09/2018

Confira os estados onde há vencimento do Seguro DPVAT no mês de setembro

 em alguns estados do brasil, o calendário de pagamento do seguro dpvat, associado à cota única do ipva, vai até o final do ano. neste mês de setembro, o prêmio do seguro dpvat vence para proprietários de veículos com diversos finais de placas e categorias de 10 estados brasileiros: amazonas, bahia, goiás, pará, paraíba, piauí, rondônia, santa catarina, sergipe e tocantins. a consulta aos calendários de pagamento, por final de placa, pode ser feita aqui. de contratação anual obrigatória por todos os proprietários de veículos automotores de via terrestre sujeitos a registro e licenciamento, o valor do seguro dpvat varia de acordo com as categorias dos veículos e o vencimento acompanha o da cota única do ipva. em caso de veículos isentos do ipva, o pagamento do dpvat deve ser feito juntamente com o emplacamento ou no momento do licenciamento anual. somente de janeiro a agosto, mais de 50 milhões de bilhetes do seguro dpvat foram pagos em todo o brasil. o pagamento do seguro dpvat é condição obrigatória para o licenciamento anual dos veículos. além disso, ao manter o seguro em dia, o proprietário garante a sua indenização e a de mais de 208 milhões de brasileiros em caso de acidente de trânsito. a seguradora líder esclarece que, em eventuais casos de atraso no pagamento, não há incidência de multas ou juros. entre em https://www.seguradoralider.com.br/pages/saiba-como-pagar.aspx para emitir as guias de pagamento e consultar as informações sobre os bancos arrecadadores de acordo com as regras estabelecidas em cada estado. fonte: seguradora líder
12/09/2018

Resseguradores se reúnem em Mônaco; Swiss Re divulga estudo

 começou no dia e de setembro e termina dia 13, o tradicional evento monte carlo reinsurance rendez-vous, em mônaco. os principais temas da 62º edição são os resseguros ligados a seguros (ils), além das condições do mundo para a próxima grande temporada de renovações dos contratos de resseguros. o mercado de resseguros está à beira de entrar em um período de renascimento impulsionado pela tecnologia e securitização, de acordo com altos executivos da corretora willis re. a divisão de resseguros da aon lançou uma nova equipe da capital advisory, liderada por eric paire, que reconhece a necessidade de oferecer otimização de capital para seus clientes. espera-se que a demanda de resseguro e ils aumente, mas o preço é fundamental, encontramos em nossa primeira pesquisa de mercado global. a reinsurance news e a artemis se uniram para medir a temperatura do mercado global de resseguros no momento mais importante para a indústria. uma das tendências citadas pela swiss re é a queda de lucratividade do segmento de seguros de bens. o grupo divulgou no evento o seu mais recente estudo: “profitability in non-life insurance: mind the gap” (rentabilidade em seguro não vida: cuidado com o desnível), aborda a disparidade em lucratividade existente no setor de seguros não vida. a análise mostra que as seguradoras nos principais mercados ocidentais e japonês precisam melhorar as margens de subscrição (lucro de subscrição como uma porcentagem de prêmios) em cerca de 5 a 9 pontos percentuais se quiserem gerar um retorno sobre o patrimônio (roe) desejado de 10% no futuro. a melhora econômica atual beneficiará a lucratividade futura através de taxas de juros mais altas e retornos de investimento, porém não será suficiente para resolver as diferenças de rentabilidade. ao mesmo tempo, espera-se que os mercados de trabalho mais restritos aumentem os salários e a inflação dos sinistros. deste modo, as taxas de prêmio precisam aumentar mais do que as tendências dos sinistros de modo a obter uma melhoria sustentável em rentabilidade. o setor global de seguros não vida está passando por uma fase vulnerável do ciclo de rentabilidade, refletindo condições de subscrição e desempenho de investimento fracos e alto nível de fundos de capital. o roe do setor caiu para 6% no ano passado, de 7% em 2016 e aproximadamente 9% alcançados anualmente entre 2013 e 2015. a temporada de catástrofes de 2017 pode ter acionado um ponto de inflexão as condições de subscrição continuam fracas em 2018, particularmente em seguros comerciais, mas parecem estar passando por um ponto de inflexão. isto se deve às grandes perdas geradas pelos furacões em 2017, que prepararam o terreno para uma correção de preços. as taxas de prêmio de linha comercial começaram a subir no final de 2017. “as perdas geradas por catástrofes em 2017 desencadearam uma alteração modesta na dinâmica do mercado”, afirma edouard schmid, diretor executivo de subscrição do swiss re group. “no entanto, falta saber o quão forte e sustentável é o endurecimento do mercado. os aumentos das taxas de contas e linhas comerciais de negócios não afetados pelas perdas causadas por catástrofes mantiveram-se abaixo das expectativas iniciais, por exemplo”. nas linhas particulares, já houve um fortalecimento moderado de taxa em vários mercados importantes há alguns anos. apesar do modesto fortalecimento da taxa de prêmio, o sigma mostra que é necessário mais trabalho para melhorar o desempenho de subscrição caso os déficits atuais em rentabilidade precisem ser corrigidos. as margens de subscrição precisam melhorar em torno de 5 a 9 pontos percentuais nos principais mercados ocidentais e japonês para gerar o roe desejado de 10% aos investidores. a evolução econômica por si só não resolverá a diferença de rentabilidade. as taxas de juros e os resultados de subscrição de seguradoras não vida estão inter-relacionados a longo prazo. no passado, durante períodos de taxas de juros mais altas, os retornos de investimento mais elevados eram compensados por perdas de subscrição maiores. https://www.sonhoseguro.com.br/wp-content/uploads/2018/09/captura-de-tela-2018-09-10-%c3%a0s-15.20.13.png em contrapartida, no ciclo atual, os resultados de subscrição pioraram sem o benefício da compensação do aumento de rendimentos, uma vez que a lenta recuperação pós crise resultou em um cenário prolongado de taxas de juros baixas. o crescimento econômico subjacente melhorou fortemente em 2017 e espera-se que continue em 2018, aumentando a pressão sobre a inflação e as taxas de juros. os bancos centrais de vários países já estão retirando o estímulo monetário para evitar um superaquecimento. isto indica uma mudança no ambiente operacional para seguradoras não vida. “sob as atuais condições econômicas mais fortes, esperamos que as taxas de juros nos mercados maduros continuem a subir moderadamente, o que deve apoiar o lucro das seguradoras através de retornos de investimentos mais altos”, declarou jérôme jean haegeli, economista-chefe do swiss re group. no entanto, “a evolução macroeconômica por si só não resultará em melhorias sustentáveis na rentabilidade do setor não vida. a tendência de queda dos rendimentos de investimento diminuiu, mas, ao mesmo tempo, o aumento nas taxas de juros a longo prazo que nós prevemos não é substancial”. além disso, os mercados de trabalho mais apertados estão projetados a empurrar para cima a inflação geral e de sinistros, criando um efeito compensatório sobre a rentabilidade. a crescente inflação de sinistros terá o impacto adicional de supressão da adequação das provisões de sinistros e confirma ainda que, para conseguir uma melhoria sustentável na rentabilidade do setor, será necessário um aumento da taxa de prêmio de seguro que ultrapasse o aumento das tendências de sinistros. em sua análise do ciclo de rentabilidade, este sigma demonstra que, a longo prazo, as companhias de seguro apresentaram um nível de rentabilidade comparável com o de empresas de outros setores. de acordo com essas tendências de lucro, uma comparação de duas décadas do desempenho do mercado de ações das seguradoras não vida sugere uma valorização equivalente ou até mesmo acima da paridade. além disso, as ações de seguradoras demonstram uma baixa correlação de retornos de preços com outros setores da indústria e, consequentemente, oferecem um valor de oferta aos investidores sob a forma de vantagens em termos de diversificação. as tendências subjacentes indicam que os ciclos de subscrição estão fortemente integrados em nível global e a todas as linhas de negócios. a análise no sigma identifica um padrão cíclico geral, como também algumas variações –fora de padrão devido às perdas causadas pelas catástrofes naturais e um grau de tendências de preços específicas de países e linhas de negócios. consequentemente, os negócios não vida em diferentes linhas e países proporcionam vantagens de diversificação ao portfólio de subscrição de uma seguradora. outra constatação é que a duração média do ciclo parece ter aumentado desde o início dos anos 1980, quando os bancos centrais mudaram o foco de suas políticas para combater a inflação e grande parte da indústria de serviços financeiros ficou desregulada. investimentos em tecnologias favorecem a eficiência e segurabilidade. a pressão sobre os rendimentos não vida aumentou o interesse em inovação. os investimentos das seguradoras em tecnologia levaram a ganhos de eficiência e margens comprimidas para o sistema de distribuição em linhas comoditizadas. em algumas linhas de negócios, a adoção da tecnologia também reduziu os custos de sinistros. as vantagens para a rentabilidade são inicialmente ofuscadas pelos ganhos sendo parcialmente repassados aos clientes através da competição e também pelo custo do investimento em tecnologia. a longo prazo, os investimentos em dados e analítica avançada melhoram a eficiência, subscrição e segurabilidade de riscos complexos crescentes, seja através da melhoria em viabilidade, acesso ou melhor capacidade de subscrição de riscos novos e difíceis de quantificar. fonte: sonho seguro

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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