09/07/2018

Cobre se recupera, após perdas causadas por tensões comerciais

 os futuros de cobre operam em alta significativa nesta manhã, recuperando-se de perdas geradas por tensões comerciais nas últimas semanas. por volta das 8h35min (de brasília), o cobre para três meses negociado na london metal exchange (lme) subia 0,96%, a us$ 6.369,00 por tonelada. na comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de nova york (nymex), o cobre para entrega em setembro avançava 1,03%, a us$ 2,8530 por libra-peso, às 9h05min (de brasília). nos últimos tempos, o cobre e outros metais foram pressionados por preocupações relacionadas a um embate comercial entre eua e china. na sexta-feira (6), os eua cumpriram a promessa de impor tarifas de 25% sobre us$ 34 bilhões em produtos chineses. no mesmo dia, pequim retaliou com tarifação idêntica sobre bens americanos do mesmo valor. apenas o cobre acumulou perdas de 12,7% ao longo do último mês, enquanto outros perderam ao menos 8% no mesmo período. alguns analistas, porém, acreditam que o movimento recente de liquidação dos metais pode ter sido exagerado. "efeitos comerciais diretos no produto interno bruto (pib) provavelmente causariam impacto limitado na demanda por cobre, a menos que a situação se deteriore para uma guerra comercial entre os eua e o mundo", disseram estrategistas do ing em nota a clientes. além disso, o índice dxy do dólar se enfraquece nos negócios da manhã, tornando os metais mais atraentes para quem utiliza outras moedas. entre outros metais na lme, o viés era positivo. no horário indicado acima, o alumínio subia 0,86%, a us$ 2.104,50 por tonelada, o estanho avançava 0,31%, a us$ 19.445,00 por tonelada, o níquel ganhava 0,9%, a us$ 14.085,00 por tonelada, e o chumbo aumentava 0,77%, a us$ 2.362,00 por tonelada. jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/07/637241-cobre-se-recupera-apos-perdas-causadas-por-tensoes-comerciais.html)
06/07/2018

GFT adquire V-NEO, empresa canadense de Consultoria de TI para o segmento de seguros e Guidewire

 a gft, com referência em tecnologias exponenciais para transformação digital e projetos ágeis, aprovou a aquisição integral de todas as ações da v-neo, sediada no canadá. a companhia é uma provedora experiente de serviços de soluções integradas de ti para o setor de seguros e tem entre os clientes inúmeras seguradoras importantes no canadá, bélgica e frança. a v-neo também atua como parceira de serviços para as plataformas de seguros guidewire e oracle oipa. fundada em 2011, a empresa emprega 160 pessoas em suas três unidades, em quebec, toronto, no canadá, e bruxelas, na bélgica. com a aquisição da v-neo, a gft fortalece sua expertise no setor de seguros, expande sua posição de mercado na américa do norte e ganha uma nova localização na bélgica. na assinatura do contrato, marika lulay, ceo da gft, destacou que “a aquisição sustenta nossa estratégia de crescimento internacional e previsão de médio prazo para 2022. o know-how tecnológico e a base de clientes da v-neo são perfeitos para a gft – assim como seus consultores de clientes altamente qualificados na américa do norte e europa e as equipes de desenvolvimento nearshore no canadá”. a v-neo deve gerar receitas de cerca de 15,5 milhões de euros no atual exercício financeiro – 1 de agosto de 2017 a 31 de julho de 2018. espera-se que o lucro antes de impostos (ebt) atinja aproximadamente 2,6 milhões de euros. o preço de transação será pago em dinheiro e as duas partes concordaram pela não divulgação do valor. a transferência total de ações está prevista para o final de julho de 2018. como resultado da consolidação pela primeira vez em agosto de 2018, a gft espera receitas adicionais de aproximadamente 7 milhões de euros para este exercício. devido às despesas relacionadas à aquisição, a v-neo não contribuirá significativamente para os resultados da gft em 2018. reforço no que diz respeito a seguros de vida, propriedade, acidentes e ramos elementares a indústria de seguros está enfrentando enormes desafios em meio ao processo de transformação digital. segundo o gartner, apenas algumas seguradoras em todo o mundo iniciaram sua transformação digital até o momento; e essas mudanças podem levar até dez anos para serem alcançadas. a v-neo possui expertise aprofundada, especialmente em soluções digitais para seguros de propriedades, acidentes e vida. isso inclui consultoria estratégica em todas as etapas, desde o projeto inicial até a implementação de soluções. a empresa possui uma alta taxa de fidelização de clientes nacionais e internacionais, impulsionada por suas soluções corporativas de arquitetura sob medida e projetos para otimização de processos e transformação digital. especialização e prática global guidewire a aquisição permite à gft complementar seu atual portfólio de serviços para seguros com soluções da guidewire. a v-neo já recebeu inúmeros prêmios de inovação por sua integração ágil dos serviços nas soluções guidewire. como um dos maiores provedores de serviços independentes da américa do norte para a plataforma de seguros da guidewire, a empresa atualmente gera cerca de dois terços de sua receita com essa oferta. a v-neo também trabalha em um grande projeto canadense de seguros de vida com a plataforma oracle da oipa. esses serviços serão agora combinados com os serviços de seguros existentes da gft, a fim de expandir sua base de clientes internacionais. inovação no dna de ambas as companhias a v-neo foi a primeira empresa norte-americana a iniciar um “centro de inovação e desempenho em seguros”, projetado especificamente para o desenvolvimento de inovação e o treinamento de funcionários no setor de seguros. o centro coloca em prática o desenvolvimento, a pilotagem e o lançamento de novas soluções de seguros envolvendo todos os aspectos da inteligência artificial e da internet das coisas. combinado com os atuais laboratórios digitais de inovação da gft, o gerenciamento da inovação dentro da gft será aprimorado e levado a um próximo nível. diversificação de portfólio de cliente alain lamothe, ceo da v-neo, afirmou que “com nosso profundo know-how de seguros e nossas habilidades tecnológicas, não somos apenas uma combinação perfeita, mas também ajudamos a diversificar o portfólio de clientes da gft com nossos relacionamentos duradouros com nossos clientes. a presença internacional da gft nos permite reconhecer as tendências globais do setor em um estágio inicial, aproveitando o potencial do mercado em conjunto, tanto com nossos clientes quanto com nossos parceiros”. complementou marco santos, managing director para latin america da gft, que “a aquisição da v-neo é um passo decisivo para posicionar a gft como um dos principais parceiros de ti para a transformação digital da indústria de seguros, como já é para o setor bancário. “ fonte: redação e-commerce news  
06/07/2018

Prêmios de seguro globais aumentaram 1,5% para cerca de US$ 5 trilhões em 2017

 os prêmios de seguro globais aumentaram 1,5% em termos reais,1 para quase us$ 5 trilhões em 2017, após um aumento de 2,2% em 2016. os prêmios de vida globais aumentaram 0,5% em 2017, enquanto os prêmios de não vida globais aumentaram 2,8%. o crescimento em ambos os setores de vida e não vida desacelerou. a queda nos prêmios de vida em mercados avançados, como eua e europa ocidental, é a principal causa do entrave no crescimento geral dos prêmios globais. os mercados emergentes, especialmente a china, continuam impulsionando o crescimento. o swiss re institute espera que os prêmios globais de não vida aumentem, liderados pelos eua, onde a economia está se fortalecendo. para os próximos anos, ele também prevê a melhora dos prêmios de seguros de vida globais, impulsionada pelo forte crescimento na china. a publicação anual do relatório sigma de “seguro mundial” sobre tendências de crescimento e volumes de prêmios revela que a expansão dos prêmios globais desacelerou de 2,2% em 2016 para 1,5%. os prêmios de vida globais aumentaram para cerca de us$ 2,7 trilhões em 2017, enquanto os prêmios globais de não vida aumentaram para cerca de us$ 2,2 trilhões. o crescimento em ambos os setores de vida e não vida desacelerou. a queda nos prêmios de vida em mercados avançados, como eua ou europa ocidental, é a principal causa do entrave no crescimento de prêmios de vida. um crescimento mais lento, mas ainda sólido nos mercados emergentes levou à desaceleração no setor de não vida. no entanto, os mercados emergentes, especialmente o chinês, permanecem como impulsionadores importantes do crescimento de prêmios globais. a china continuou a estar entre os mercados de seguros que mais crescem no mundo, especialmente no setor de vida. o crescimento de prêmios nos mercados emergentes continua nos mercados emergentes, os prêmios de vida e não vida aumentaram respectivamente, 14% e 6,1% em 2017. no setor de não vida, o crescimento desacelerou em 2017, mas ainda se manteve robusto. a desaceleração nos mercados emergentes foi em grande parte impulsionada pela china, onde a velocidade de expansão foi reduzida pela metade para uns ainda sólidos 10%. os mercados de seguros em países emergentes superaram por décadas as economias correspondentes, dados os atuais baixos níveis de penetração de seguros. nestes mercados, as rendas, rendimentos e bens de indivíduos e empresas estão crescendo, o que acaba impulsionando a demanda por seguros (figura 1 abaixo, painel direito). a china continua a ser a principal engrenagem de crescimento nos mercados emergentes. em comparação com 2016, o crescimento desacelerou na região, mas ainda se manteve robusto. o mercado de vida chinês cresceu 21% em 2017, bem acima da sua média de dez anos de 14%. atualmente, a china é o segundo maior mercado de vida do mundo, atrás apenas dos eua, e representa mais da metade dos prêmios de seguros de vida dos mercados emergentes, ou 11% do total mundial. os prêmios nos mercados avançados enfrentam ventos desfavoráveis o crescimento de prêmios de não vida nos mercados avançados permaneceu globalmente estável em 2017, em 1,9%. nos eua, o setor de não vida se beneficiou de taxas mais elevadas no setor automotivo, enquanto os preços nas linhas comerciais permaneceram sob pressão. os prêmios de vida nos mercados avançados, que caíram 2,7% em 2017, foram a principal causa do entrave no crescimento global. o mercado de vida norte-americano recuou 3,5%, impulsionado por fatores do lado da oferta, como a saída de participantes de negócios de poupança para aposentadoria, incluindo anuidades variáveis. nos mercados asiáticos avançados, que caíram 2,1%, as expectativas de taxas de mortalidade mais baixas têm postergado as compras de seguros de vida no japão. o setor de vida nos mercados avançados não conseguiu se recuperar da crise financeira de 2008. fatores bem documentados, como ambiente econômico deprimido, salários estagnados combinados com baixas taxas de juros e regimes de solvência oscilantes, tornaram os produtos de poupança tradicionais com taxas de juros garantidas pouco atrativos para os clientes e seguradoras de vida. análise de 50 anos dos padrões de crescimento e penetração de seguros há 50 anos, o sigma vem publicando dados sobre os mercados de seguros globais, mostrando as mudanças nos padrões de crescimento e os desenvolvimentos da penetração de seguros. desde 1960, a ásia demonstrou contribuir de forma significativa para o crescimento de prêmios em duas ocasiões. no final dos anos 70 e no início dos anos 80, o seguro de vida no japão estava com uma alta demanda devido aos níveis elevados de poupanças familiares e a um sistema de previdência social menos desenvolvido no país para aposentadorias por idade. desde a crise financeira global de 2008/2009, a ásia emergente, liderada pela china, tornou-se a maior fonte de crescimento nos mercados de seguros globais, embora os níveis de penetração tenham aumentado gradualmente em todas as regiões. desde 1960, a estrutura regional dos mercados de seguros globais vem se deslocando da europa e américa do norte para a ásia avançada e emergente. jérôme haegeli, economista-chefe do swiss re group declara, “naquela época, a ásia avançada e emergente contabilizava 5% dos prêmios de seguro globais, contra 22% em 2017. na próxima década, é provável que esse deslocamento para a china continue. dado o número impressionante de iniciativas de infraestrutura em andamento na china, a contribuição chinesa para os prêmios de seguro mundiais pode novamente exceder as expectativas. nas décadas seguintes, outros mercados como índia, indonésia, brasil, méxico, paquistão, nigéria e quênia podem se tornar mais importantes”. ao longo do tempo, a penetração (prêmios/pib) tem aumentado consistentemente em economias emergentes. entretanto, a penetração de não vida praticamente estagnou nos mercados avançados desde a virada do século, enquanto tem estado em uma tendência de declínio no setor de vida dos mercados avançados. perspectivas de mercado para prêmios globais de vida e de não vida para os próximos anos, o swiss re institute prevê o aumento dos prêmios de seguros de vida globais, impulsionado pelo forte crescimento na china. no entanto, a rentabilidade continua sob pressão devido às taxas de juros baixas, ao aumento da concorrência e às alterações regulatórias. jérôme haegeli diz, “o ambiente contínuo de taxas de juros baixas permanece sendo uma grande preocupação para a rentabilidade das seguradoras de vida e sua capacidade de oferecer produtos de seguros de vida de longo prazo que sejam atrativos, especialmente em combinação com tipos de solvência ii de estruturas reguladoras”. o swiss re institute também espera que os prêmios globais de não vida cresçam, liderados pelos mercados avançados, como os eua, onde a economia está se fortalecendo. embora os mercados de seguros em países emergentes tenham superado solidamente as economias correspondentes por décadas, o swiss re institute estima que, nos próximos anos, os mercados avançados contribuirão com mais da metade dos prêmios adicionais em termos absolutos. fonte: redação e-commerce news  
06/07/2018

Susep indeferiu 20% dos processos de recadastramento

 os dados mais recentes divulgados pelo ibracor nesta terça-feira (03 de julho) sobre o recadastramento de corretores de seguros, pessoas físicas, apontam um dato impressionante: mais de 20% dos processos analisados até agora foram indeferidos pela susep. de acordo com a autorreguladora, do total de 55.155 processos, 10.493 foram indeferidos. isso significa que esses corretores de seguros estão sem registro e assim permanecerão até que regularizem sua situação na autarquia, o que deve ser feito através de uma nova solicitação de recadastramento por meio do seguinte endereço eletrônico: https://www2.susep.gov.br/safe/menumercado/cadastrocorretores/iniciopesfis.asp?modulo=rf o ibracor divulgou ainda que 43.909 pedidos de recadastramento foram aprovados até agora. além disso, 355 processos ainda estão em “em exigência”, “exigência preliminar” ou “revisão segunda exigência” e 284 não foram finalizados pelos próprios corretores de seguros. para os casos de pedidos não finalizados, o ibracor recomenda que os profissionais nessa situação verifiquem se está correto o preenchimento dos dados nos campos indicados. feito isso, basta clicar em salvar o cadastro e verificar o recebimento de dois e-mails da susep. o primeiro e-mail informará o número do seu pedido e o segundo e-mail trará um link, no qual o solicitante deverá clicar para realizar a confirmação do seu pedido e poder continuar com o processo. a não finalização do pedido, no prazo de até 60 dias, acarretará o cancelamento da solicitação, conforme prevê a circular 552/17 da susep. fonte: cqcs
06/07/2018

Almoço do SindSeg discute cenário do seguro no Rio Grande do Sul

  entidade sindical reúne operadores do mercado, em porto alegre o mercado gaúcho de seguros reúne-se há 70 anos em almoços mensais organizados pelo sindicato das seguradoras do rio grande do sul (sindseg/rs). nesta quinta-feira (28), porto alegre seria palco de palestra com o superintendente da superintendência de seguros privados (susep), joaquim mendanha. no entanto, imprevistos impediram que isso acontecesse. os operadores do seguro no rio grande do sul aproveitaram o momento para debater diversas questões do cenário segurador no rio grande do sul. a discussão veio em momento oportuno, afinal, o legislativo estadual segue com os trabalhos da cpi das seguradoras veiculares. conforme noticiado por jrs, a comissão parlamentar de inquérito apura a existência de um cartel de oficinas, criado, supostamente, para controlar o mercado. é apurado ainda o uso de peças não autorizadas e o fomento à criminalidade através da venda de sucatas e veículos salvados em leilões. também será investigado crime contra a ordem tributária por circulação de mercadorias.
06/07/2018

Em proposta encaminhada à Susep, Seguradora Líder sugere aumento de 85% no valor da indenização do Seguro DPVAT

 a seguradora líder encaminhou à susep uma proposta com 19 temas para o aperfeiçoamento do atual modelo de operação do seguro dpvat. o relatório, elaborado pela companhia em conjunto com a confederação nacional das seguradoras (cnseg) e a federação nacional de seguros gerais (fenseg) e realizado com o apoio de consultoria internacional, analisou os modelos de seguros de acidentes de trânsito adotados em 36 países. um dos principais pontos do documento é a sugestão de reajuste da ordem de 85,1% da importância segurada (is) que, de acordo com a companhia, não sofre reajustes há 11 anos. o valor da is brasileira é inferior aos dos países apresentados no relatório, como indonésia, nigéria e bolívia. a proposta da seguradora líder é que a indenização máxima seja aumentada de r$ 13.500 para r$ 25.000, nos casos de morte ou invalidez permanente das vítimas de acidentes no trânsito. segundo o diretor-presidente da seguradora líder, ismar tôrres, o debate sobre o aprimoramento do modelo de operação e gestão atual do seguro dpvat começou no segundo semestre de 2017. a intenção era alinhavar um projeto consistente, independente e inovador do seguro dpvat, que reflita efetivamente as necessidades do conjunto da população. “a cnseg e a fenseg participaram deste trabalho, manifestando integral concordância com os resultados, posicionamentos e com a proposta apresentada pela seguradora líder, subscrevendo o material enviado à susep em maio”, afirma o executivo. fonte: cqcs
06/07/2018

Sincor-RJ realiza 1º Encontro dos Corretores de Seguros da Zona Oeste do Rio de Janeiro

 o sindicato promove o 1º encontro dos corretores de seguros da zona oeste, no dia 15 de agosto, às 9 horas, no hotel windsor marapendi, na barra da tijuca. com o tema “segurador, o que a sua seguradora está fazendo pelo corretor de seguros?”. o evento conta com a presença dos principais players ligados ao setor e com o suporte das seguradoras, com objetivo de ampliar o relacionamento entre os executivos e a categoria. de acordo com o presidente do sincor-rj, henrique brandão, fazer o primeiro encontro para os corretores de zona oeste com as seguradoras, é uma oportunidade de ampliar a ligação entre os seguradores e os parceiros de negócios. “os corretores terão a oportunidade de compreender o papel das seguradoras, frente aos novos desafios que a profissão proporciona. o sincor-rj sabe que a categoria precisa conviver e articular da melhor maneira possível com os membros atuantes das seguradoras. e nós estamos dispostos a dar suporte para que os corretores possam prolongar a sua relação com as companhias de seguros”, explicou brandão. a participação do 1º encontro dos corretores de seguros da zona oeste do rio de janeiro é gratuita. as inscrições podem ser feitas através do site www.sincor-rj.org.br ou através do telefone (21) 3505-5900. as vagas são limitadas. serviço: 1º encontro dos corretores de seguros da zona oeste do rio de janeiro data: 15 de agosto de 2018 horário: a partir das 9 horas. local: hotel windsor marapendi endereço: avenida lúcio costa, 5400, barra da tijuca – rio de janeiro. inscrições: www.sincor-rj.org.br ou pelo telefone (21) 3505-5900. fonte: portal nacional de seguros por karem soares
06/07/2018

Portarias da Susep aprovam deliberações de cias

 eleições de administradores e aprovação de aporte de capital são os destaques dos normativos a diretoria de organização do sistema de seguros privados da susep publicou portarias que ratificam deliberações de seguradoras. na bamércio s.a. previdência privada, cnpj n. 50.662.436/0001-14, com sede na cidade de são paulo - sp, a autarquia aprovou o aumento do capital social no montante de r$ 4.999.972,00, para r$ 20.000.000,00, dividido em 20.000.000 de ações ordinárias nominativas, com valor nominal; e reforma do estatuto social. na companhia excelsior de seguros, cnpj n. 33.054.826/0001-92, com sede na cidade de recife - pe, a portaria da susep aprovou a eleição de administrador da seguradora. também foram ratificadas eleições de administradores da qbe brasil seguros s.a., cnpj n. 96.348.677/0001-94, com sede na cidade de são paulo – sp; da seguros sura s.a., cnpj n. 33.065.699/0001-27, com sede na cidade de são paulo; e da allianz seguros s.a., cnpj n. 61.573.796/0001-66, com sede na cidade de são paulo – sp. fonte: portal nacional de seguros
06/07/2018

Juros futuros ampliam queda na esteira da desaceleração do dólar

 as taxas futuras de juros ampliaram o ajuste de queda na esteira da desaceleração do dólar ante o real. os ativos reagem à divulgação do relatório oficial do mercado de trabalho dos estados unidos, o payroll, que mostrou nesta sexta-feira (6) que a economia norte-americana criou 213 mil postos de trabalho em junho, mais do que a previsão de geração de 195 mil vagas no período. no entanto, a taxa de desemprego subiu a 4,0%, contrariando expectativa de manutenção em 3,8%. além disso, o salário médio por hora teve incremento de apenas 0,19% em junho ante maio, menos que a previsão de alta de 0,30%. às 10h02min, o contrato de depósito interfinanceiro (di) com vencimento em janeiro de 2019 exibia 6,890%, de 6,914% no ajuste de quinta-feira. o di para janeiro de 2020 estava em 8,36%, de 8,44%. o di para janeiro de 2021 apontava 9,34%, de 9,41%, e o di para janeiro de 2023 marcava 10,70%, de 10,77%. o dólar à vista subia 0,36%, aos r$ 3,9446. o dólar futuro de agosto avançava 0,27%, aos r$ 3,9535. antes da divulgação dos dados de empregos dos eua, os juros futuros já mostravam um viés de baixa, uma vez que a alta de 1,26% do ipca de junho ficou levemente abaixo da mediana das projeções (+1,28%) e dentro do intervalo das estimativas dos analistas (1,02% a 1,37%). a taxa acumulada pela inflação no ano foi de 2,60%. em 12 meses, o ipca acumulou alta de 4,39%, dentro das projeções dos analistas, que iam de 4,14% a 4,50%, e abaixo da mediana de 4,41%. na quinta-feira (5) a secretaria do tesouro nacional divulgou o cancelamento dos leilões tradicionais de venda de notas do tesouro nacional - série f (ntn-f) previstos para os dias 12, 19 e 26 de julho. no comunicado, o órgão informou que permanecem mantidos os leilões tradicionais de letras do tesouro nacional (ltn) e notas do tesouro nacional - série b (ntn-b). no entanto, ressalva o documento, o tesouro se reserva o direito de suspendê-los, a depender das condições de mercado. os leilões de letras financeiras do tesouro (lft) estão confirmados, diz o texto.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/07/636996-juros-futuros-ampliam-queda-na-esteira-da-desaceleracao-do-dolar.html)

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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