03/07/2018

Seguradora Líder apresenta propostas de aperfeiçoamento do Seguro DPVAT à SUSEP

 a seguradora líder, em documento conjunto com a confederação nacional das empresas de seguros gerais, previdência privada e vida, saúde suplementar e capitalização (cnseg) e a federação nacional de seguros gerais (fenseg), encaminhou à superintendência de seguros privados (susep) uma proposta com 19 temas para o aperfeiçoamento do atual modelo de operação do seguro dpvat. desde março de 2018, a seguradora integra a comissão especial criada pela susep com o intuito de debater melhorias no atual modelo do seguro obrigatório de acidentes de trânsito do brasil, conforme noticiado na 17a edição da newsletter líder informa . para elaborar as propostas, a seguradora realizou um estudo, com o apoio de consultoria internacional, no qual foram analisados os modelos de seguro de acidentes de trânsito adotados em 36 países. entre as descobertas mais relevantes do estudo, está a comparação do valor das indenizações no brasil com os demais países do mundo. o valor da importância segurada (is) no brasil, congelado há 11 anos, está atrás de países como indonésia, nigéria e bolívia. a rússia possui indenização aproximadamente três vezes superior à do brasil, apesar de o pib per capita ser próximo. a partir deste estudo, foi produzido um relatório que contemplou a compilação de críticas e sugestões sobre o atual sistema do dpvat, levando em consideração fatores como o sistema de governança, o processo regulatório, a forma de gestão das receitas e os valores da is. “a seguradora líder iniciou, no segundo semestre de 2017, uma série de debates sobre oportunidades de aprimoramento do modelo de operação e gestão atual do seguro dpvat, a fim de construir um projeto consistente, independente e inovador do seguro, que reflita efetivamente as necessidades do conjunto da população. a cnseg e a fenseg participaram deste trabalho, manifestando integral concordância com os resultados, posicionamentos e com a proposta apresentada pela seguradora líder, subscrevendo o material enviado à susep em maio", esclarece o diretor-presidente da seguradora líder, ismar tôrres. entre as propostas levadas à susep está a atualização das importâncias seguradas. ou seja: que a indenização máxima no brasil passe de r$ 13.500 para r$ 25.000. os valores das indenizações pagas às vítimas estão sem reajustes há 11 anos e são inferiores aos de todos os países analisados no relatório. confira a ata das últimas reuniões na íntegra e clique aqui (http://www.susep.gov.br/setores-susep/cgsoa/comissoes/arquivos-comissao-especial-2013-novo-modelo-dpvat-portaria-susep-no-7070-2018/modelo%20proposto%20pelos%20representantes%20das%20seguradoras%202.zip) para conferir as 19 proposições arquivadas no site da susep.   fonte: seguradora líder / imagem: freeimages.com
03/07/2018

Tenho 27 anos. Onde investir para ter uma vida financeira saudável?

  especialista responde dúvida de leitora sobre finanças pessoais. envie você também sua pergunta pergunta da leitora: tenho 27 anos e quero começar a investir. penso que estarei estabilizada financeiramente em um futuro próximo. qual o melhor investimento para ter uma vida financeira saudável e confortável, que me permita viajar de vez em quando, daqui a 15 anos? parabéns por se preocupar em ter uma vida financeira saudável no futuro desde já. é esse foco para alcançar seus objetivos que te levará ao futuro que deseja. imagino que minha resposta será um pouco diferente do que você esperava, mas tenho certeza que vai ampliar sua visão sobre o tema. você pergunta qual o “melhor investimento” para seus objetivos, mas há um problema aí: “o melhor investimento” não existe. quando pensamos em investir, temos em mente o fator rentabilidade. claramente, ele é importante, mas não é previsível, nem é o mais importante na equação. o fator definitivo para você ter uma vida financeira saudável e confortável não é o seu investimento, e sim, o seu comportamento. uma pessoa com hábitos financeiros simples e saudáveis, mas que requerem uma boa dose de disciplina, terá sucesso financeiro. basta não cometer grandes erros. os principais hábitos são: ter sobra em seu orçamento e investir, no mínimo, 10% da sua renda todos os meses. não procurar por investimentos mirabolantes ou o “da moda” – os bons investimentos são “chatos”. analisar seus principais riscos financeiros e elimina-los ou reduzi-los, por meio de seguros. utilizar o mínimo possível de crédito – os juros no brasil fazem isso custar muito caro. ter profissionais de sua confiança para auxilia-la na escolha das ferramentas (investimentos, seguros, previdência, etc) e, se possível, alguém que tenha uma visão holística da sua vida financeira. o melhor dos mundos é você aliar bom comportamento e boas decisões financeiras. receba conselhos para investir, de alguém que evite que você fique comprando e vendendo produtos toda hora e que crie uma carteira para o seu perfil e para os seus objetivos. tenha uma reserva com liquidez, com um valor equivalente a seis meses de despesas. a partir disso, diversifique seus investimentos em outros ativos, por meio de fundos de investimentos diferentes. fundos cambiais podem ajudar a reduzir o risco da variação do dólar para suas viagens internacionais. por fim, um plano de previdência privada pode ser uma boa opção para seus objetivos de longo prazo. comece a elaborar tudo isso desde já, com a ajuda de um profissional de confiança que consiga acompanhar seu andamento e e como você está em relação às suas metas. o importante é se conhecer e controlar suas ações. fonte: exame por valter police, planejador financeiro
03/07/2018

Luiz Osório: Susep desagrada gregos e troianos

  empresário questiona novas normas dos títulos de capitalização para o empresário e acionista da aplub capitalização, a superintendência de seguros privados (susep), desagradou “gregos e troianos” ao editar novas normas para títulos de capitalização, através da circular 569/2018. confira o artigo: “parece piada, mas não é. as sociedades de capitalização, entidades filantrópicas, federação nacional (fenacap) e distribuidores de títulos estão descontentes com a susep. as trapalhadas da área de produtos continuam. chegamos ao ponto em que a fenacap recorreu a confederação nacional das empresas de seguros gerais, previdência privada e vida, saúde suplementar e capitalização (cnseg) com objetivo de intervir junto ao superintendente da susep, dr. joaquim mendanha de ataídes, com vistas a retificar a circular 569 e corrigir nova proposta de circular em consulta pública, diante do cenário de insegurança gerado. a fenacap não está sendo ouvida. as novas regras foram lançadas sem qualquer discussão com o mercado e contrariam também a legislação. cabe lembrar que no final do ano passado, dia 28 de novembro, após compromisso em audiência pública na câmara dos deputados, na comissão de finanças e tributação, a susep assumiu que, previamente, submeteria as novas normas e criaria uma comissão de produtos com os operadores do mercado e deputados. nada do que foi combinado foi cumprido. a susep, mais uma vez, quer cumprir um papel de legislar que não é seu. caso o mercado não seja atendido haverá uma enxurrada de ações judiciais contra a autarquia. conseguiu desagradar à todos!”. o jrs abre espaço aos citados neste artigo para as devidas manifestações, caso desejem. reiteramos que a opinião do articulista não reflete necessariamente nosso posicionamento editorial, cabendo ao mesmo a responsabilidade pela publicação. fonte: jrs
03/07/2018

IPP sobe 2,33% em maio ante alta de 1,58% em abril, revela IBGE

 o índice de preços ao produtor (ipp), que inclui preços da indústria extrativa e de transformação, registrou alta de 2,33% em maio, informou na manhã desta terça-feira (3), o instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge). a taxa de abril foi revisada de uma elevação de 1,56% para avanço de 1,58%. o ipp mede a evolução dos preços de produtos na "porta da fábrica", sem impostos e fretes, da indústria extrativa e de 23 setores da indústria de transformação. com o resultado de maio, o ipp de indústrias de transformação e extrativa acumulou aumento de 5,96% no ano e elevação de 10,45% em 12 meses. considerando apenas a indústria extrativa, houve redução de 4,10% em maio, após o aumento de 4,83% registrado em abril, segundo o ibge. já a indústria de transformação registrou expansão de 2,61% em maio, ante um crescimento de 1,44% no ipp de abril.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/07/636235-ipp-sobe-2-33-em-maio-ante-alta-de-1-58-em-abril-revela-ibge.html)
03/07/2018

Taxas futuras de juros recuam com dólar antes de leilão de Tesouro

 os juros futuros operam em baixa na manhã desta terça-feira (3), na esteira do dólar fraco no exterior e ante o real, diante da melhora do ambiente de negócios internacional. as taxas futuras são influenciadas também pelo leilão de compra e de venda de notas do tesouro nacional - série b (ntn-b), pela manhã (11h). lá fora, embora as disputas comerciais entre estados unidos e china continuem no radar, o clima é mais ameno, após o presidente donald trump ter afirmado que os eua não sairão da organização mundial do comércio (omc) e que irá anunciar novos acordos comerciais em breve. já a chanceler da alemanha, angela merkel, e o ministro do interior, horst seehofer, chegaram a um acordo na noite desta segunda-feira (2), sobre a questão imigratória, garantindo a sobrevivência de merkel no cargo. na segunda, os contrato de depósito interfinanceiro (di) deram continuidade à devolução de prêmios, em meio à percepção de que a selic tende a ficar estável em 6,50% ao ano nos próximos meses. assim, as taxas fecharam em baixa, comportadas ante o avanço do dólar ante o real, que fechou a segunda-feira a r$ 3,9094, maior patamar desde 7 de junho. no câmbio, há um movimento de realização de ganhos, após o dólar à vista ter acumulado no ano até ontem ganhos de 17,91%. às 9h30min, o contrato de depósito interfinanceiro (di) para janeiro de 2020 indicava 8,22%, de 8,28% no ajuste anterior. o di para janeiro de 2021 estava a 9,18%, de 9,25% no ajuste anterior, enquanto o di para janeiro de 2023 recuava a 10,59%, de 10,67% no ajuste anterior. no câmbio, o dólar à vista caía 0,39%, aos r$ 3,8940. o dólar futuro de agosto recuava 0,55%, a r$ 3,9035. mais cedo, o ibge informou que o índice de preços ao produtor (ipp), que inclui preços da indústria extrativa e de transformação, registrou alta de 2,33% em maio. a taxa de abril foi revisada de uma elevação de 1,56% para avanço de 1,58%. com o resultado de maio, o ipp das indústrias de transformação e extrativa acumulou aumento de 5,96% no ano e elevação de 10,45% em 12 meses. já a fipe divulgou que a inflação na cidade de são paulo subiu 1,01% em junho, ganhando força significativa em relação ao avanço de 0,19% registrado em maio, mas desacelerando um pouco frente ao acréscimo de 1,07% observado na terceira quadrissemana do mês passado. o resultado ficou praticamente no piso do intervalo de 11 estimativas colhidas pelo projeções broadcast, que ia de alta de 1,02% a 1,29%, com mediana de 1,16%. ao longo do primeiro semestre de 2018, o ipc-fipe acumulou inflação de 1,23%. no período de 12 meses até junho, o índice apresentou ganho de 2,51%.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/07/636237-taxas-futuras-de-juros-recuam-com-dolar-antes-de-leilao-de-tesouro.html)  
03/07/2018

Dólar recua ante real com melhora externa

 o dólar opera em baixa na manhã desta terça-feira (3), diante da melhora do ambiente de negócios internacional, onde as bolsas sobem e a moeda americana recua ante pares principais e divisas emergentes ligadas a commodities. lá fora, embora as disputas comerciais entre estados unidos e china continuem no radar, o clima é mais ameno após o presidente americano donald trump ter afirmado na segunda-feira (2), que não pretende deixar a organização mundial do comércio (omc) e que irá anunciar novos acordos comerciais em breve. já a chanceler da alemanha, angela merkel, e o ministro do interior, horst seehofer, chegaram a um acordo na noite de segunda sobre a questão imigratória, garantindo a sobrevivência de merkel no cargo. a expectativa dos agentes financeiros é de que os negócios se concentrem na primeira parte da sessão e a liquidez tende a diminuir à tarde com o encerramento antecipado dos mercados norte-americanos no começo da tarde (bolsas às 14h e treasuries, às 15h), por causa do feriado pelo dia da independência dos estados unidos, nesta quarta-feira, dia 4, quando os mercados em wall street ficarão fechados. diante do sinal de baixa do dólar até o momento, o banco central (bc) pode não realizar novamente leilão extraordinário no mercado de câmbio, marcando a sétima sessão consecutiva sem leilões de novos contratos de swap (venda de dólar no mercado futuro) e a terceira sem operação de linha com recompra. para esta terça está agendada apenas uma operação de rolagem de us$ 700 milhões em swap cambial com vencimento em 1º de agosto (11h30min). no radar dos agentes financeiros está o "estado de greve" dos caminhoneiros, disse um operador de uma corretora. uma nova paralisação não tem sido descartada pela categoria nos últimos dias caso a mp 832, que institui a política de preços mínimos do transporte rodoviário de cargas, não seja votada. segundo o relator da matéria, deputado osmar terra (mdb-rs), a expectativa é apresentar o texto ainda nesta terça na comissão especial que analisa a mp, o que, se confirmado, eleva a chance de o texto ser apreciado no plenário da câmara na quarta e, no plenário do senado, no dia 11 de julho, antes do recesso parlamentar. além disso, os dados da balança comercial de junho saem à tarde (15h) e devem ter superávit mais elevado do que o do mês anterior, mas ainda podem mostrar algum reflexo da greve dos caminhoneiros, que ocorreu no fim de maio. pesquisa do projeções broadcast indica expectativas de superávit de us$ 5,4 bilhões a us$ 7 bilhões, com mediana de us$ 6,6 bilhões (15h00). em maio, houve superávit de us$ 5,9 bilhões. a continuação da votação do projeto de lei que trata da cessão onerosa no plenário da câmara, à tarde, também estará no radar. em relação aos combustíveis, a petrobras anunciou que o preço médio do litro da gasolina a sem tributo nas refinarias, que entra em vigor hoje, será de r$ r$ 1,9854, alta de 1,9% ante o atual r$ r$ 1,9486. já o preço do diesel segue congelado em r$ 2,0316. às 9h11min desta terça-feira, o dólar à vista caía 0,48%, aos r$ 3,8905. o dólar futuro de agosto recuava 0,61% no mesmo horário, a r$ 3,9010.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/07/636236-dolar-recua-ante-real-com-melhora-externa.html)
03/07/2018

Inflação de Porto Alegre acelera e fecha o mês de junho em 1,20%, aponta FGV

 a inflação de porto alegre medida pelo índice de preços ao consumidor - semanal (ipc-s) acelerou sua taxa de variação na quarta quadrissemana de junho, passando de 1,09% para os atuais 1,20%. no geral, o ipc-s avançou em quatro das sete capitais pesquisadas e passou de 1,17% para 1,19% entre os dois períodos, informou a fundação getúlio vargas (fgv) nesta terça-feira (3). na capital gaúcha, três das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram aceleração em suas taxas de variação, entre as quais se destacam os grupos educação, leitura e recreação (-0,79% para -0,14%) e alimentação (0,22% para 0,85%). as pressões acima da variação média foram exercidas pelos grupos: habitação (2,01%), transportes (1,50%) e alimentação (1,41%). além de porto alegre, registraram acréscimo nas taxas de variação foram: salvador (0,86% para 0,97%), brasília (1,27% para 1,36%) e recife (1,09% para 1,14%). em contrapartida, apresentaram desaceleração no período as seguintes capitais: belo horizonte (1,59% para 1,58%), rio de janeiro (1,33% para 1,26%) e são paulo (1,10% para 1,06%). a tabela a seguir apresenta as variações percentuais das sete capitais componentes do índice, nesta e na apuração anterior: jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/07/636229-inflacao-de-porto-alegre-acelera-e-fecha-o-mes-de-junho-em-1-20--aponta-fgv.html)
03/07/2018

Indústria propõe fundo de de R$ 1,6 bilhão para investir em startups

 os recursos seriam destinados para a lei de informática, que deve intensificar a tecnologia industrial ternium industrial center/afp/jc a indústria vai propor aos candidatos à presidência da república a criação de um fundo de cerca de r$ 1,6 bilhão com recursos da lei de informática para financiar startups em tecnologia. é parte de um pacote desenhado para intensificar a entrada do brasil na chamada indústria 4.0, que é a produção num mundo em que "tudo se conecta com tudo" por meio de tecnologia digital. na quarta-feira (4), os presidenciáveis participarão de um debate promovido pela confederação nacional da indústria (cni) e poderão ver uma exposição com exemplos de como a digitalização vai mudar a vida das pessoas e das cidades. e, por extensão, como isso já tem impacto nas empresas no mundo inteiro e precisa ser uma prioridade no brasil para competir no mercado mundial nos próximos anos. na exposição, poderão ser vistos sistemas automatizados que lavam e passam roupas, impressoras 3d para concreto, bueiros que avisam quando estão entupidos e um espelho que tira medidas e comanda a confecção de roupas. "já ficamos para trás na transformação que houve na terceira revolução industrial, a da microeletrônica", disse o diretor-geral do serviço nacional de aprendizagem industrial (senai), rafael lucchesi. "ficar para trás não é uma alternativa", completou o gerente executivo de política industrial da confederação nacional da indústria (cni), joão emílio gonçalves. o atraso da indústria brasileira é grande. pesquisa da cni mostra que 77,8% das empresas ainda estão nos estágios mais atrasados de aplicação de tecnologia. em metade delas, o uso das tecnologias de informação e comunicação (tic) é apenas pontual. a outra metade está um passo adiante, usando as tics, mas com integração de apenas algumas áreas. no estágio seguinte, no qual a integração de áreas é total, estão 20,5% das indústrias pesquisadas. e apenas 1,6% está na fronteira, com integração digital total e uso de inteligência artificial. a quantidade de empresas que usa tecnologia de ponta até que não é tão pequena. na alemanha, por exemplo, as indústrias nesse estágio somam 10%. o problema é que na base da pirâmide da produção brasileira o atraso tecnológico é muito grande. por isso, colocar as pequenas e médias empresas na era digital é o trabalho mais decisivo para o brasil entrar na era 4.0, segundo avaliação da cni e do governo brasileiro. na próxima semana, o ministro da indústria, comércio exterior e serviços (mdic), marcos jorge, lançará, em são paulo, um hub no qual as empresas poderão ver o que há de mais novo em tecnologias digitais. está prevista a participação de presidentes das 21 maiores empresas mundiais da área. "é uma plataforma que vai conectar oferta e demanda sem a interferência do governo", disse ele ao jornal o estado de s. paulo. a definição de um plano de digitalização é uma etapa anterior à obtenção do financiamento, que já é oferecido. em março, o governo anunciou linhas de crédito no valor de r$ 9 bilhões para a digitalização das empresas, frisou o ministro. a pasta também reduziu de 14% para zero a tarifa de importação de robôs industriais sem similar de fabricação nacional e para impressoras 3d. a proposta da cni aos presidenciáveis contém também a criação de um programa de compras governamentais, que foi decisiva para a digitalização da indústria na alemanha, por exemplo. a ideia é direcionar essas encomendas a produtos e serviços de tecnologia mais avançada. de 2012 a 2017, o setor público brasileiro comprou r$ 306 bilhões.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/07/636228-industria-propoe-fundo-de-de-r-1-6-bilhao-para-investir-em-startups.html)
29/06/2018

Setor de seguros no Brasil já usa blockchain para diferentes aplicações

  o setor de seguros no brasil está animado com os casos de uso que vêm sendo desenvolvidos com a tecnologia blockchain e, com o tempo, vêm substituindo processos manuais e onerosos pela rapidez e imutabilidade da cadeia de blocos, e não são apenas insurtechs, como a 88 que estão explorando a tecnologia, mas empresas tradicionais que têm aposentado o carimbo até emitindo criptomoedas próprias vinculadas a times de futebol. uma delas é a sura, empresa colombiana fundada em 1997, que atua no brasil e pertence ao grupo sura e em 2014 registrou uma receita de mais de us$22 bilhões. “nesse mesmo ano [2017] decidimos agregar a validação por meio da blockchain para obter valor comprobatório nos documentos e confirmações de entrega, leitura e clique nas mensagens, além de dar assinatura legal aos documentos eletrônicos”, explica eduardo guedes, vice-presidente de tecnologia e operações da sura, ao jornal valor econômico. para validar suas transações, a sura utiliza a blockchain do ethereum e o software direct.one para o envio de apólices, endossos, faturas, documentos de cobrança e contratos. a tecnologia permite aos clientes saberem exatamente o momento em que o documento foi gerado pela seguradora e enviado ao corretor. o sistema será adotado nas plataformas de seguros do tipo “pay as you use”, ou “pague conforme consumo”, e no monitoramento de atividades do cliente para avaliação do risco. “com a garantia do envio e recebimento dos documentos de cobrança, as prorrogações de pagamento e a até a inadimplência foram reduzidas”, diz guedes. já a thinkseg está lançando uma criptomoeda própria vinculada a times de futebol no brasil e até clubes internacionais, e, embora ainda não tenha divulgado mais detalhes sobre o lançamento, tudo indica que a plataforma vai operar numa espécie de tokenização dos clubes. além disso, a startup está desenvolvendo vários módulos na plataforma blockchain com investimentos de us$10 milhões. “a blockchain permite aumentar a segurança e a transparência das operações, reduzir os custos de processamento de pagamentos, fraudes e riscos de terceiros e, por consequência, o preço do seguro”, afirma o ceo da thinkseg, andré gregori. outra empresa do setor que vem investido na modernização de seus processo por meio da utilização da cadeia de blocos é a tokio marine, uma das 10 maiores seguradoras do mercado nacional e que participa do grupo b3i, com outras 14 seguradoras que vão criar uma rede de gerenciamento de contratos e cessão de riscos de resseguro. representando o japão, um dos primeiros países a abraçou as criptomoedas e onde fica a matriz da empresa, a tokio marine usa blockchain para compartilhar apólices e ordem de embarque em seguros de transportes. “o grupo avalia a tecnologia como alternativa para troca de ativos e documentos compartilhados”, diz adilson lavrador, diretor executivo de operações, tecnologia e sinistros da seguradora. para adriana nascimento, consultora de blockchain para a indústria de seguros da ibm brasil, o grande desafio na aplicação da blockchain no setor será a definição do modelo de governança entre os diversos participantes, para que os benefícios sejam reais, permitindo que as seguradoras colaborem entre si sem perder diferenciais competitivos. especialistas também apontam que a área pode sofrer inúmeras mudanças se as promessas da conectividade entre a internet das coisas (iot) com as tecnologias dlt se concretizar como no campo automobilístico, que permitiria um monitoramento em tempo real de todas as condições destes veículos oferecendo informações mais precisas para seguradoras e todos os consumidores de dados que interagem com este ecossistema. todos estes desenvolvimento apontam para uma máxima, a blockchain ainda vai transformar sua vida sem que você saiba que é por meio dela que tudo vem acontecendo. este é o caminho apontado para a adoção em massa.

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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