30/07/2018

Mercado financeiro mantém projeção de inflação para 2018 em 4,11%

 os economistas do mercado financeiro mantiveram a previsão para o ipca - o índice oficial de preços - de 2018 e 2019. o relatório de mercado focus divulgado na manhã desta segunda-feira (30) pelo banco central, mostra que a mediana para o ipca este ano permaneceu em 4,11%. há um mês, estava em 4,03%. já a projeção para o índice em 2019 seguiu em 4,10%. quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar. o relatório focus trouxe ainda a projeção para o ipca em 2020, que seguiu em 4,00%. no caso de 2021, a expectativa foi de 3,95% para 4,00%. há quatro semanas, essas projeções eram de 4,00% para ambos os anos. a projeção dos economistas para a inflação em 2018 está dentro da meta deste ano, cujo centro é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). no caso de 2020, a meta é de 4,00%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%). já a meta de 2021 é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). em 20 de julho, o instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge) informou que o ipca-15 de julho subiu 0,64%. a taxa acumulada no ano foi de 3,00% e nos 12 meses encerrados em julho de 4,53%. entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do ipca no médio prazo, denominadas top 5, a mediana das projeções para 2018 no focus foi de 4,09% para 4,04%. para 2019, a estimativa do top 5 foi de 4,06% para 4,07%. quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,83% e 4,00%, respectivamente. no caso de 2020, a mediana do ipca no top 5 permaneceu em 4,00%, igual ao verificado há um mês. a projeção para 2021 no top 5 seguiu em 3,75%, também igual ao visto um mês atrás. a projeção mediana para o ipca 2018 atualizada com base nos últimos cinco dias úteis foi de 4,11% para 4,10%. houve 35 respostas para esta projeção no período. há um mês, o porcentual calculado estava em 4,16%. no caso de 2019, a projeção do ipca dos últimos 5 dias úteis passou de 4,10% para 4,11%. há um mês, estava em 4,10%. essas projeções do ipca que consideram apenas os últimos 5 dias úteis são uma das novidades do novo formato do focus. as projeções gerais do ipca, que seguem fazendo parte do focus, levam em conta os últimos 30 dias. conforme o bc, a intenção de divulgar projeções com base nos últimos dias úteis tem como objetivo mostrar um retrato mais tempestivo do indicador de inflação. os economistas do mercado financeiro mantiveram a previsão para a inflação em julho de 2018, em 0,30%. para agosto, a projeção seguiu em 0,07% e, para setembro, passou de 0,21% para 0,22%. há um mês, os porcentuais eram de 0,12% e 0,22%, respectivamente. no relatório trimestral de inflação (rti), divulgado no fim de junho, o bc informou que suas projeções de inflação no curto prazo são de 0,27% em julho e 0,20% em agosto. no focus agora divulgado, a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 3,70% para 3,67% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,02%. alta do pib de 2018 permanece em 150 na pesquisa focus a expectativa de alta para o pib este ano seguiu em 1,50%, conforme o relatório de mercado focus, divulgado nesta segunda-feira, 23, pelo banco central. há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,55%. para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do pib de 2,50% ante 2,60% de quatro semanas atrás. no fim de junho, o bc reduziu sua projeção para o pib em 2018, de 2,6% para 1,6%. a instituição atribuiu a mudança na estimativa à frustração com a economia no início do ano. na última sexta-feira, o ministério do planejamento também atualizou sua projeção, de 2,5% para 1,6%. produção industrial no relatório focus desta segunda-feira, 23, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de alta de 2,96% para avanço de 2,91%. há um mês, estava em 3,50%. no caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, ante 3,20% verificados quatro semanas antes. a pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o pib para 2018 foi de 54,93% para 54,60%. há um mês, estava em 55,00%. para 2019, a expectativa permaneceu em 58,00%, mesmo porcentual de um mês atrás.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/07/640901-mercado-financeiro-mantem-projecao-de-inflacao-para-2018-em-4-11.html)
30/07/2018

IGP-M recua em julho, mas acumula alta de 8,24% em 12 meses, revela

 o índice geral de preços - mercado (igp-m) desacelerou de 1,87% em junho para 0,51% em julho, divulgou na manhã desta segunda-feira (30) a fundação getulio vargas (fgv). assim, o indicador saltou de 6,92% em 12 meses até junho para 8,24%. no ano, o acumulado registra elevação de 5,92%. entre os três indicadores que compõem o igp-m, o índice de preços ao produtor amplo (ipa-m) desacelerou de 2,33% para 0,50% entre junho e julho. o índice de preços ao consumidor (ipc-m) também desacelerou de 1,09% para 0,44. o índice nacional de custo da construção (incc-m) que passou de 0,76% para 0,72% no período. a desaceleração no ritmo de alta do igp-m teve bastante influência do índice de preços ao produtor amplo (ipa) agropecuário, que saiu de alta de 3,03% em junho para recuo de 1,83% em junho, conforme informou a fgv. o alívio ainda foi puxado pelo arrefecimento do ipa industrial, que saiu de 2,10% no sexto mês do ano para 1,30% em julho. o ipa atingiu 0,50%, ficando bem aquém da elevação de 2,33% em junho. em 12 meses, o ipa acumula alta expressiva de 10,50%, inferior à de 8,24% do igp-m em igual período e que ficou em 0,51% em julho (de 1,87%). na cadeia produtiva, os bens finais justificaram o arrefecimento do ipa, com recuo de 0,15% depois de aumento de 2,58% em junho. nessa etapa de produção, o destaque foram os alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de elevação de 8,19% para declínio de 11,55%. o índice relativo a bens finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, registrou alta de 0,99% em julho, ante 1,84% no mês anterior. os bens intermediários tiveram leve arrefecimento, de 2,42% em junho para 2,11% em julho, com influência de subgrupo suprimentos, que saiu de alta de 4,72% para variação positiva de 2,25%. já as matérias-primas brutas tiveram queda de 0,70% este mês depois de elevação de 1,92% em junho. os itens que mais contribuíram para esse alívio foram: milho (em grão), de alta de 3,70% para recuo de 9,53%; aves, de elevação de 21,22% para alta de 8,12%; e minério de ferro, que passou de retração de 0,06% para declínio de 1,50%). em contrapartida, os produtos a seguir pressionaram o índice: leite in natura (de alta de 3,24% para 7,36%), bovinos (de queda de 0,64% para alta de 1,18%) e arroz (em casca) (de alta 2,54% para 4,69%).   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/07/640898-igp-m-recua-em-julho-mas-acumula-8-24-em-12-meses-revela-fgv.html)
30/07/2018

Dólar tem sinais mistos com exterior e Ptax no radar

 o dólar opera em baixa ante o real nos primeiros negócios desta segunda-feira (30) e conduz os juros futuros para bem perto dos ajustes anteriores, refletindo o desempenho fraco da moeda americana no exterior em meio à postura cautelosa nos mercados internacionais ante a forte agenda semanal. no mercado doméstico, as rolagens de contratos cambiais no mercado futuro adicionam volatilidade aos negócios e o dólar futuro de agosto, mais negociado até hoje, já subia 0,03%, a r$ 3,7110, na máxima às 9h20min. no mesmo horário, o dólar à vista recuava 0,19%, aos r$ 3,7104. os sinais desiguais refletem ajustes após o dólar agosto ter fechado a r$ 3,710, mais baixo que o valor de encerramento da taxa à vista, a r$ 3,7173 na sexta-feira. os investidores em geral estão à espera das decisões de juros do banco do japão, na madrugada desta terça-feira, do copom brasileiro e do federal reserve (fed), na quarta-feira, e do banco da inglaterra, na quinta-feira. para esta terça-feira, é esperado o dado de inflação do pce, que é a medida preferida do fed, e na sexta-feira, o relatório de empregos (payroll) dos estados unidos. lá fora, o dólar caía nesta manhã ante moedas fortes, com os investidores evitando assumir grandes posições antes da decisão de política monetária do fed. ante a libra e o iene, o dólar opera próximo à estabilidade, com investidores no aguardo também pelas decisões de juros do banco do japão e do banco da inglaterra (boe). às 9h30, o dólar operava estável a 111,10 ienes, o euro subia a us$ 1,1681 e a libra tinha leve alta a us$ 1,3117. nas mesas de operação domésticas, a eleição ainda bastante incerta seguirá no radar, com candidaturas e coligações devendo ser fechadas até domingo (5/8). o presidente do banco central, ilan goldfajn, reúne-se nesta segunda-feira, em são paulo, com o ministro da fazenda, eduardo guardia, e com o coordenador do programa de governo do pt, fernando haddad. no encontro, marcado para entre 10h00 e 11h00, eles tratarão de assuntos econômicos. a questão comercial segue também no foco. um alto funcionário do governo trump disse no domingo que os eua "começarão imediatamente" a negociar com a união europeia para forjar acordos comerciais sobre produtos agrícolas e energéticos, prometendo "uma transação real" para vender mais soja, carne bovina e gás natural líquido aos países europeus. no câmbio, no fim da manhã, o bc faz leilão de 14.455 contratos de swap (us$ 722,8 mi) e conclui a rolagem dos us$ 14,023 bilhões que vencem em agosto (11h30).   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/07/640903-dolar-tem-sinais-mistos-com-exterior-e-ptax-no-radar.html)
26/07/2018

Estabilidade e complemento de renda na aposentadoria

 | futuro | previdência privada é uma das alternativas para quem deseja garantir uma renda equilibrada no futuro. benefício deve ser pensado desde cedo. quanto maior a contribuição, maior o valor pago pensar na aposentadoria não é algo que deve ser feito quando se chega próximo dos 60 anos. o benefício da previdência social, para quem contribuiu por 35 anos, está garantido, mas ele nem sempre atende às necessidades da família – especialmente quando se supera o teto de r$ 5.646 do instituto nacional do seguro social (inss). contudo, o pagamento de uma previdência complementar é uma alternativa para garantir conforto e estabilidade ao segurado. a equação do plano privado é simples: contribuir mais para ganhar mais. “nós temos hoje uma previdência social pagando cada vez menos. não adianta pensar nessa questão nos 50 anos. a tendência é que, no futuro, o pagamento do teto do inss seja mais baixo, diminuindo para r$ 5 mil ou r$ 2,5 mil”, estima newton conde, proprietário da conde consultoria atuarial (cca). o planejamento, segundo ele, deve ser feito desde cedo. “geralmente, os pais podem já iniciar o plano de previdência dos filhos. eles vão depositando valores e, quando ficarem mais velhos, os filhos vão ter a garantia de recursos para a aposentadoria”, explica. considerando que uma pessoa ganha r$ 3 mil mensais e tem recolhido 11% do salário (r$ 330) pelo inss, seu benefício seria quase r$ 2,7 mil – levando em conta que ela começou a contribuir aos 20 anos e se aposentou aos 60 anos. na previdência privada, se utilizado o mesmo padrão, o benefício será de r$ 1,51 mil. “para ele ter na previdência privada próximo dos r$ 2,7 mil, a contribuição seria de r$ 586, enquanto na previdência social ele pagaria r$ 330”, avalia. em outro caso, segue a lógica do contribuir mais para ganhar mais: o segurado investia r$ 700 mensais, com a mesma idade de 20 anos e, aos 50 anos, acumulou r$ 500 mil. para se aposentar na previdência privada teria uma renda de r$ 2,17 mil. com esses mesmos r$ 500 mil, se a aposentadoria fosse aos 60 anos, ele teria um benefício mensal de r$ 2,6 mil. no país, há duas modalidades de planos de previdência privada. a primeira é o plano gerador de benefício livre (pgbl). sua principal característica é a dedução da contribuição do imposto de renda (ir), permitindo abater até 12% da renda bruta tributável (salário, renda de aluguéis, etc). ideal para pessoas que têm mais despesas que o normal a deduzir, como gastos com planos de saúde, educação e dependentes. “a grande vantagem é que você pode ter isenção de imposto. lança o que aplicou na declaração anual. mas, no início da aposentadoria, como você teve deduções durante anos, o valor será cobrado ao longo do pagamento do seu benefício”, destaca fernando aquino, conselheiro do conselho federal de economia (cofecon). já o vida gerador de benefício livre (vgbl) é aplicado para quem opta pelo modelo de declaração simplificado, ou seja, possui menos deduções a fazer e utiliza o padrão de 20% de desconto. aqui não incidem tributos sobre o dinheiro a receber no início da aposentadoria. números 5,6 mil reais é o atual teto do inss, em que as aposentadorias do país são baseadas. 2,7 mil reais seria o valor da aposentadoria de quem ganha r$ 3 mil e tem recolhido 11% do salário pelo inss.
26/07/2018

Líder mundial no setor de seguros escolhe Namirial como o novo padrão para Digital Transaction Management.

 senigallia, itália, 26 de julho de 2018 /prnewswire/ — uma das maiores empresas de seguros do mundo está oferecendo para clientes, corretores e funcionários, uma nova experiência de assinatura: não será mais necessário assinar no papel para a aquisição de novos clientes ou a renegociação com os já existentes. a seguradora selecionou a namirial como fornecedora para o digital transaction management após uma avaliação detalhada de suas habilidades de consultoria e suporte, a qualidade de soluções de software, as funcionalidades offline, a flexibilidade de implementação, a facilidade de integração e as opções variáveis de implementação, incluindo a on-premise. as soluções namirial viram o novo padrão global da empresa em tema de digital transaction management, adotado para todas as novas implementações e para substituir gradualmente outras aplicações onde os processos existentes precisam ser melhorados. a empresa está gradualmente implementando processos de workflow para assinatura eletrônica que permitem que todas as partes interessadas assinem a qualquer momento, em qualquer lugar e em qualquer dispositivo. os signatários são dispensados do ônus da impressão para assinar e não precisam mais enviar formulários em papel para sua seguradora. os clientes se beneficiam rapidamente da confirmação de cobertura, ajustes de apólices e processamento de sinistros. espera-se que, até 2020, milhões de documentos sejam assinados eletronicamente a cada trimestre. a assinatura eletrônica foi introduzida em vários processos de seguro há alguns anos. no entanto, a experiência foi mista: algumas soluções não ofereciam uma experiência de usuário convincente, não eram projetadas para o multi-channel ou não atendiam aos requisitos legais para processos orientados ao cliente. em todas as etapas da jornada do comprador, a seguradora se compromete a oferecer a melhor experiência ao cliente. as preferências de canal de vendas para aquisição e gerenciamento de apólices são principalmente orientadas por necessidades de consultoria e confiança pessoal em processos digitais, em vez do fato de pertencer a uma faixa etária específica, como a geração do milênio ou a geração x. enquanto um número crescente de consumidores está confiante em pesquisar e comprar apólices básicas 100% online, a consultoria do corretor ainda é o primeiro fator de escolha para apólices de seguro de vida. portanto, o novo padrão de assinatura eletrônica suporta tanto cenários de assinatura face a face quanto remotos. várias opções também são fornecidas para a coleta de dados biométricos em assinaturas assinadas à mão em smartphones, tablets e pads de assinatura, em mobilidade ou nas corretoras. os processos de assinatura eletrônica serão implementados em conformidade com todos os regulamentos legais aplicáveis em todo o mundo, incluindo o regulamento de identidade e assinaturas eletrônicas da ue (eidas). esses processos também estão em conformidade com as diretrizes contra a lavagem de dinheiro. os clientes que agem remotamente podem ser identificados em uma sessão de vídeo, incluindo a verificação de próprio id antes de contratar. os documentos eletrônicos assinados têm, portanto, um peso probatório equivalente ao dos documentos assinados no papel. mais detalhes sobre os projetos desta iniciativa global de padronização serão anunciados no decorrer de 2018. fonte: prnewswire
26/07/2018

Seguradoras apostam em ações com o auxílio do WhatsApp

  empresas buscam se aproximar de clientes e de corretores com o auxílio de aplicativo para celular mensagens pelo whatsapp encurtam relação entre cliente e seguradoras - reprodução da internet rio - o uso do whatsapp como instrumento efetivo de trabalho para seguradoras e corretoras no país está se intensificando em meio à expansão de novas tecnologias. há pelo menos dois anos, iniciativas do tipo se popularizam nesse segmento como um instrumento efetivo de trabalho. neste mês, a mongeral aegon lançou um atendimento voltado apenas para corretores. em junho deste ano, a sompo seguros s.a. passou a usar a ferramenta para orientar o cliente. o atendimento é acompanhado por um analista, que solicita o envio de documentos e imagens do objeto do sinistro pelo aplicativo. a partir de setembro, a iniciativa da mongeral será ampliada para segurados em caso de sinistro. a previsão é que todos os clientes possam entrar em contato com a seguradora pelo aplicativo de celular até 2019. o atendimento pelo whatsapp vai seguir o mesmo protocolo de segurança de um contato telefônico. a operação é feita por agentes re relacionamento da companhia. "o nosso objetivo é de oferecer aos nossos públicos mais uma forma de contato visando conveniência e facilidade. mas sem perder de vista a humanização, atenção e a segurança na hora do atendimento. esperamos agilizar cada vez mais o nosso relacionamento com clientes, beneficiários e corretores", explica a gerente de relacionamento claudia mattioli. mas iniciativas do tipo não são exatamente uma novidade no segmento. em 2016, a br insurance também lançou o atendimento para clientes pelo whatsapp, reduzindo o tempo de atendimento. no ano passado, a capemisa seguradora também aderiu à tendência. a empresa usa o canal de comunicação com os corretores para enviar informações sobre campanhas de venda, convites para eventos, lançamento e atualização de produtos. "nossos gerentes e executivos de contas acessam suas agendas no celular e ainda podem recorrer à ferramenta de lista de transmissão para distribuir as mensagens importantes por grupos de interesse. a aceitação foi muito boa. funciona melhor do que e-mail do marketing, por exemplo", compara mariana fagundes, gerente de marketing da companhia. fonte: o dia por herculano barreto filho
26/07/2018

A Transformação Digital e os Seguros

 a transformação digital global também impacta o mercado de trabalho brasileiro, ainda que tardiamente​, porém de forma avassaladora. e a indústria de seguros não poderia ficar de fora desta transformação, que está diretamente ligada a mudança de mindset em todos os níveis hierárquicos, capacidade de erros e acertos rápidos e contínuos, foco na experiência do usuário para a construção de produtos​ e modelos de negócios​, e a utilização das mais variadas ferramentas tecnológicas existente​s no momento, como blockchain, iot, inteligência artificial, big data, entre outras.   em virtude dessa transformação, surgiram as insurtechs (termo abreviado para seguros + tecnologia), igual às fintechs (finanças + tecnologia). as insurtechs já são um enorme sucesso nos eua, europa e ásia, e agora estão surgindo mais fortes no brasil e causando muita curiosidade deste mercado de uma forma geral. mas é sempre muito importante reforçar que para uma empresa ser considerada uma insurtech, ela deve aportar tecnologia em seu modelo de negócio, de forma que traga valor para os parceiros e para a experiência do usuário final, seja ele pessoa física ou jurídica. as insurtechs vieram para acelerar a modernização deste setor, ainda ​com um baixíssimo índice de ​ digitalização​ e muito burocrático, e assim trazer descentralização, menos fricção, ​inclusão financeira ​e mais transparência na comunicação com o usuário final. no brasil, a consolidação das insurtechs ainda é tímido devido a dificuldade de capital intensivo para se manter o empreendimento (ou mvp) de pé​ no médio ou longo prazo​, e também devido ao pouco interesse ou dificuldade das incumbentes em fazer parcerias com elas, ao invés de tentar inovar internamente, que acaba sendo muito custoso e lento, ou até impossível na maioria das vezes. mas este crescimento já é um caminho sem volta, principalmente, quando se trata de produtos massificados e os tão falados microsseguros.​ em 2017 e 2018 alguns eventos voltados para este ecossistema de insurtech foram realizados com bastante sucesso e a ideia é continuar fomentando o crescimento, visto que ajudam a acelerar a modernização do setor​ de uma forma geral (seguradoras, corretoras e demais players do setor), e atrair mais investimentos. a kakau é uma insurtech que usa tecnologia de ponta, como machine learning e big data para melhorar a experiência do usuário final, trazendo simplificação, transparência e redução de tempo e de custo. a plataforma funciona no modelo de assinatura, igual a netflix e spotify, e o assinante ainda pode pausar ou cancelar o seguro quando desejar. nosso produto piloto foi o residencial, e agora estamos lançando o seguro para smartphone (julho) e outras novidades ainda este ano. fonte: portal nacional de seguros - marcelo torres
26/07/2018

Corretoras e seguradoras precisam estar atentas à transformação digital

 insurtechs crescem a todo vapor e estão mexendo com o mercado de seguros o mundo está cada vez mais conectado e tecnológico. com o setor de seguros, não é diferente. quando se fala em transformação digital para o setor de seguros não significa que as empresas devem simplesmente absorver uma série de inovações tecnológicas. o mais importante é que as empresas saibam traçar objetivos claros e adotar tecnologias adequando-as de acordo com o negócio e estrutura interna das seguradoras. é nesse cenário tecnológico que surgiram as insurtechs, união das palavras seguro e tecnologia em inglês. “essas startups são empresas que surgiram com o propósito de simplificar o mercado de seguros, de aproximar mais o público consumidor de produtos e serviços de proteção financeira, com uma alta dose de inovação e tecnologia”, afirma césar heli oliveira, presidente do isb brasil (instituto superior de seguros e benefícios brasil). o executivo destaca que as insurtechs estão crescendo e mexem com o mercado de seguros. “mesmo recebendo cada vez mais investimentos, as insurtechs ainda seguem bastante tímidas e disponibilizando poucas opções em produtos, mas isso está mudando. entendemos que será inevitável que o mercado tradicional de seguros se renda à tecnologia e à inovação, principalmente porque o mercado de seguros é um dos mais tradicionais e conservadores do mundo”, explica. as corretoras e seguradoras devem estar atentas às mudanças, principalmente no que se refere às exigências dos clientes por agilidade de desburocratização. “o isb brasil pode ajudar com a aproximação com o consumidor: quanto mais informação sobre hábitos de compra e suas mudanças, mais fácil será o entendimento das corretoras e seguradoras da melhor opção de investimento em tecnologia em suas organizações”, diz oliveira, destacando que é preciso pensar no cliente, atender melhor, mais rápido e evoluir a relação. os investimentos das seguradoras em insurtech podem ajudar a estimular a inovação, a identificar prioridades e a complementar um tipo de seguro digital existente, melhorando sua relevância para os clientes e obtendo confiança entre os consumidores. a tecnologia insurtech pode ser uma aliada das seguradoras, podendo, por exemplo: fornecer fontes em tempo real da situação do veículo e motorista (ex. hábitos de condução, velocidade e localização de veículos); aparelhos domésticos aliados a novas tecnologias podem manter seguradoras informadas sobre situações de riscos dentro de casa, como por exemplo, superaquecimento e perigos de incêndios; rastreadores de atividades monitoram uma série de dados em tempo real sobre seus usuários, tais como hábitos de sono, cansaço, exercício e frequência cardíaca. isso pode interferir diretamente na forma da seguradora avaliar os riscos, seja para definir valores de seguros ou até mesmo para incentivar hábitos de vida mais saudáveis para seus segurados. o isb brasil realiza palestras, cursos, seminários, pesquisas, mentoria e mediação, promovendo o desenvolvimento do mercado de seguros e a atualização dos profissionais que atuam no segmento. mais informações: www.isbbrasil.org.br.   fonte: isb brasil
26/07/2018

São Paulo receberá maior encontro de inovação em seguros da América Latina

 a cidade de são paulo sediará, nos dias 1º e 2 de agosto, o maior encontro em inovação de seguros da américa latina: o cqcs insurtech & inovação. o evento internacional será realizado no villa blue tree são paulo e reunirá as mais modernas seguradoras do mercado, insurtechs, aceleradoras, investidores e empreendedores do setor. o evento tem como objetivo estimular o desenvolvimento do market place de inovação e insurtech no brasil e américa latina. para isso, a dinâmica do cqcs insurtech & inovação será muito similar à praticada no insuretech connect (itc), maior encontro sobre tecnologia de seguro e inovação digital do mundo, do qual o cqcs é parceiro. pela manhã, serão realizadas as palestras principais e, no período da tarde, acontecerão os painéis desenvolvidos a partir de quatro pilares principais. o primeiro deles, "tech - o que muda de verdade", debaterá o que tecnologia mudará de verdade na indústria do seguro e de que forma essa transformação afetará o futuro desse mercado. o segundo pilar será sobre "ser ou não ser digital" e demonstrará o porquê não haver mais motivos para empresas, entidades ou mesmo indivíduos não serem digitais. já em "acelerando o futuro", a ideia é apresentar o movimento de aceleradoras, em que entidades ou associações abraçam projetos iniciantes (as startups) e oferecem toda a estrutura para acelerar seu desenvolvimento, ajudando a errar menos. por fim, "a experiência do usuário" irá debater o propósito desta evolução tecnológica e quanto deste objetivo está preservado neste avanço da sociedade. algumas das principais autoridades do setor de seguros já confirmaram presença, como joaquim mendanha de athaides, superintendente da superintendência de seguros privados (susep); joão marcelo, presidente da academia nacional de seguros e previdência (ansp); e josé figueiredo almaça, presidente da autoridade de supervisão de seguros e fundos de pensões (asf). entre os palestrantes internacionais estarão nomes como caribou honig, chairman da insurtechconnect; iván ballón, desenvolvedor de negócios da américa latina e ibéria da friss; josep celaya, diretor corporativo mundial de inovação da mapfre; e ingo weber, ceo da digital insurance group. além deles estarão também alguns dos principais executivos brasileiros que atuam no setor, como marcelo blay, fundador e ceo da minuto seguros; andre gregori, ceo & cet da thinkseg; leonardo rochadel, ceo & founder da o2o bots; domingos monteiro, sócio-fundador e ceo da neurotech; heverton peixoto, ceo do zim; raphael swierczynski, ceo da ciclic; e ramon gomez, ceo da ramon talks. o cqcs insurtech & inovação terá ainda uma área dedicada ao network entre os participantes. durante o evento acontecerá de forma simultânea a expo insurtech, feira de exposição e negócios. para ajudar neste processo, a organização está disponibilizando um aplicativo especial. com o nome de brella, o app ajuda na identificação daqueles que mais convergem com os objetivos e interesses de cada usuário, marcando reuniões de 15 minutos, que serão disponibilizadas depois em uma sala específica. "o evento foi estruturado de maneira a estimular o networking entre os participantes. além disso, vamos discutir temas extremamente relevantes, como por exemplo, as dificuldades encontradas para regular esse setor e de que a forma a inteligência artificial pode ajudar na liquidação de sinistros", explica gustavo doria filho, diretor executivo do centro de qualificação do corretor de seguros (cqcs), idealizador e organizador do encontro. o cqcs insurtech & inovação conta com o apoio institucional da escola nacional de seguros (ens) e da agência nacional de seguros e previdência (ansp); além do patrocínio da bradesco seguros, tokio marine seguradora, hdi seguros, mapfre seguros, digital insurance group, sulamérica, minuto seguros, zim³, cliclic, neurotech, 020bots, tex e europ assistance. o prazo para quem quiser participar do evento termina no dia 25 de julho, caso as vagas disponíveis não forem preenchidas antes. os interessados podem se inscrever através do site www.cqcsinsurtech.com.br/inscreva-se. para mais informações, acesse http://cqcsinsurtech.com.br/.

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

Praça Otávio Rocha, 65 - 1º andar
Centro Histórico - Porto Alegre/RS
CEP.: 90020-140
+55 (51) 3228.1999

News

Receba nossas novidades

LIGUE

+55 51 3228-1999

Ouvidoria
0800 703 1989
E-mail: ouvidoria@sinapp.org.br

Atendimento ao Deficiente Auditivo e de Fala através da TSPC-CAS – Central de
Atendimento a Deficientes Auditivos ou de Fala -
0800 200 0819 E-mail: sac.especial.auditivo.fala@sinapp.org.br

Atendimento ao
Deficiente Visual
0800-703-1989