23/07/2018

Juros futuros se ajustam em alta em sintonia com dólar

 as taxas futuras de juros operam em alta nesta manhã de segunda-feira (23) em sintonia com o dólar. os agentes de renda fixa realizam um ajuste parcial do movimento de devolução de prêmios ocorrido na última sexta-feira (20), quando a aliança entre os partidos do centrão (pr, pp, dem, solidariedade e prb) e o pré-candidato tucano geraldo alckmin resultou em uma forte devolução de prêmios de risco em toda a curva. no trecho mais longo, as taxas chegaram a recuar até 30 pontos-base na sexta. hoje os agentes seguem de olho no noticiário político, e na cautela que predomina no exterior em meio às ameaças ao comércio global. às 9h49, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (di) com vencimento em janeiro de 2019 estava em 6,720%, de 6,705% no ajuste de sexta-feira. o di para janeiro de 2020 apontava 8,11%, de 8,06%. o di para janeiro de 2021, mais líquido, projetava 9,11%, de 9,07%. já na ponta mais longa, o di para janeiro de 2023 marcava 10,38%, de 10,33 do ajuste anterior. no câmbio, o dólar à vista subia 0,10%, aos r$ 3,7804. o dólar futuro de agosto estava em alta de 0,29%, aos r$ 3,7855. nesta manhã, o relatório de mercado focus mostrou que os economistas do mercado financeiro reduziram a previsão para o ipca de 2018. a mediana para a inflação oficial neste ano foi de 4,15% para 4,11%. há um mês, estava em 4,00%. já a projeção para o índice em 2019 permaneceu em 4,10%. quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/07/639694-juros-futuros-se-ajustam-em-alta-em-sintonia-com-dolar.html)
23/07/2018

Dólar se ajusta em alta com comércio global e política no radar

 o dólar opera com alta moderada no mercado doméstico nesta segunda-feira (23) após as fortes perdas na sexta-feira (20), em reação ao apoio do centrão ao presidenciável geraldo alckmin (psdb). no fim de semana, no entanto, alckmin já teve que administrar a primeira crise com o bloco partidário. na sexta, a moeda americana recuou 1,70%, para r$ 3,7768 no mercado à vista. no radar dos investidores estão ainda os sinais mistos da moeda americana frente divisas principais e emergentes ligadas a commodities, além das quedas das bolsas europeias e a falta de tração dos futuros de nova iorque em meio a expectativas por uma entrevista coletiva do presidente dos eua, donald trump, (16h15), que deve tratar da guerra comercial e o embate com o irã. trump também receberá, na quarta-feira, o presidente da comissão europeia, jean-claude juncker, na casa branca, para discutirem as relações comerciais. o ministério das relações exteriores da china afirmou nesta segunda-feira que ameaças e intimidação nunca funcionarão para resolver divergências comerciais, referindo-se à declaração de trump, na sexta-feira, de que estava pronto para tarifar todas as importações chinesas, se for necessário. o governo chinês ainda negou que usasse uma desvalorização do yuan como estratégia para impulsionar suas exportações e, nesta segunda-feira, promoveu uma valorização da moeda chinesa ante o dólar - pela primeira vez desde 11 de julho. já os preços do petróleo operam em alta, após a agência estatal do irã ter minimizado mensagem de trump com críticas ao líder iraniano, hassan rouhani. uma graduada autoridade do irã qualificou a ameaça como "guerra psicológica". nos eua, foi divulgado que o índice de atividade nacional subiu 0,43 em junho, acima da previsão (0,40), mas não houve impacto na precificação do dólar. o fed de chicago também revisou o índice de maio de -0,15 para -0,45. na política local, depois da euforia do mercado na sexta, durante o fim de semana uma declaração no twitter de alckmin contra a volta da contribuição sindical causou atrito com o centrão. o tucano se reuniu no domingo com o deputado paulo pereira da silva, o paulinho da força (solidariedade), que, na saída, colocou panos quentes e disse que o atrito estava resolvido. eles discutiram a proposta do centrão para o financiamento de centrais trabalhistas. às 9h26, o dólar à vista estava estável, aos r$ 3,7769, após abrir em alta e registrar máxima em r$ 3,7849 (+0,21%). caiu pontualmente à mínima aos r$ 3,7724 (-0,12%). o dólar futuro de agosto subia 0,21%, aos r$ 3,7810, após ter oscilado da máxima a r$ 3,7890 (+0,41%) à mínima, aos r$ 3,7760 (+0,07%).   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/07/639693-dolar-se-ajusta-em-alta-com-comercio-global-e-politica-no-radar.html)
23/07/2018

Instituições financeiras reduzem estimativa de inflação para 4,11%

 a projeção de instituições financeiras para a inflação voltou a cair. a estimativa para o índice nacional de preços ao consumidor amplo (ipca) caiu de 4,15% para 4,11%, segundo a pesquisa focus, publicação elaborada todas as semanas pelo banco central (bc), com projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. essa é a segunda redução consecutiva. para as instituições financeiras, o ipca em 2019 será 4,10%, mesma estimativa de há cinco semanas, e 4% em 2020. para 2021, a projeção caiu de 4% para 3,95%. essas estimativas estão abaixo do centro da meta que deve ser perseguida pelo bc para este ano e 2019. em 2018, o centro da meta é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. para 2019, a previsão é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente). para alcançar a meta de inflação, o bc usa como instrumento a taxa básica de juros, a selic, atualmente 6,5% ao ano. para as instituições financeiras, a selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o final de 2018. para 2019, a expectativa é aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano. quando o copom aumenta a selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. quando o copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação. a manutenção da selic, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação. a projeção para a expansão do produto interno bruto (pib) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - foi mantida em 1,50%, neste ano. para 2019, a estimativa segue em 2,50%. as instituições financeiras também projetam crescimento de 2,50% do pib em 2020 e 2021. a previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em r$ 3,70 no final deste ano. para o fim de 2019, passou de r$ 3,68 para r$ 3,70.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/07/639689-instituicoes-financeiras-reduzem-estimativa-de-inflacao-para-4-11.html)
20/07/2018

Sincor-Rs e Sulamérica promovem encontro em Porto Alegre

 o novo vice-presidente comercial, andré lauzana e o diretor regional da sulamérica, gilson bochernitsan se reuniram com a diretoria do sincor-rs na última quinta-feira, 12 de julho, na capital gaúcha. no encontro, andré, gilson e os executivos da entidade comentaram sobre o crescimento econômico do rio grande do sul para os próximos anos e debateram as oportunidades de negócios para a região. lauzana ressaltou a relevância do rio grande do sul, se consolidando como o 3º estado em volume de vendas de seguros no brasil* e citou que este resultado é fruto da atuação ativa do sincor junto aos seus mais de sete mil corretores. além do crescimento, ele ainda reforçou que “temos um grande desafio para o mercado de seguros dentro deste mundo cada vez mais dinâmico e digital, onde o papel do corretor é fundamental para explorarmos as oportunidades de negócios”. entre os demais temas da reunião, o presidente do sincor-rs, ricardo pansera, ressaltou a importância da sulamérica e do sindicato continuarem a trabalhar, em conjunto, no esclarecimento aos corretores e clientes sobre a readequação de contratos de seguro de vida anteriores a 2006, tema que alcança alguns corretores do estado. *segundo apuração da susep até maio 2018, prêmios emitidos todos os ramos exceto vgbl e dpvat. fonte: sincor-rs via seguro gaucho
20/07/2018

As principais seguradoras se lançam para subscrever riscos no espaço cripto

 grandes seguradoras como a aig, allianz, chubb e xl group estão cada vez mais adaptando as opções de cobertura para proteger as empresas no espaço cripto, informa a bloomberg em 19 de julho. a aon, uma grande corretora de seguros que alega ocupar 50% do mercado de seguro de criptos, disse à bloomberg que a empresa está vendo mais proteções específicas para criptomoedas que atendem à nova indústria. outro corretor, marsh & mclennan, disse que o ano de 2018 tem sido "rápido" para as seguradoras de criptomoedas, revelando que a marsh agora formou sua primeira equipe dedicada a políticas de corretoras para startups de blockchain. as fontes da bloomberg dizem que os prêmios para as empresas relacionadas à criptomoedas podem representar mais de cinco vezes os custos médios de cobertura de uma apólice de seguro corporativa tradicional, às vezes chegando a 5% dos limites de cobertura anualmente. as políticas podem exigir que “até uma dúzia de subscritores” consigam us $ 5-15 milhões de proteção cada um. estes são altos prêmios para o que são percebidos como sendo de alto risco, discutivelmente discutidos no início deste ano com o roubo sem precedentes de us $ 532 milhões em criptomoedas do coincheck da bolsa japonesa. as grandes seguradoras parecem relutantes em revelar a extensão da cobertura oferecida. bloomberg cita uma declaração da chubb que disse que a empresa não irá subscrever seguro para trocas de cripto ou carteiras. a xl também cobriu detalhes específicos, dizendo apenas que está "tomando cuidado ao analisar esses riscos e analisá-los caso a caso". mesmo recusando-se a divulgar a soma dos prêmios relacionados à criptos que assumiu até agora, a american international group confirmou que a empresa se reuniu com cripto-custodiantes e plataformas de negociação sobre proteção. christian weishuber, da allianz, declarou que acredita que "o seguro para armazenamento em criptomoedas será uma grande oportunidade ... os ativos digitais estão se tornando mais relevantes, importantes e predominantes ... e estamos explorando opções de produtos e cobertura nessa área". allianz já começou a oferecer cobertura individual para roubo de criptomoedas no ano passado. entre os principais participantes da indústria de criptos, a coinbase, empresa norte-americana de serviços de câmbio e carteira, garante fundos armazenados em carteiras quentes - que representam até 2% dos ativos dos clientes -, mas não revela até que ponto sua cobertura se estende. notavelmente, a própria tecnologia que sustenta as criptomoedas, blockchain, está sendo cada vez mais considerada como uma solução para inovar a própria indústria de seguros, com a marsh recentemente firmando parceria com a ibm em sua primeira solução blockchain comercial para provas de seguro.
20/07/2018

A APOSENTADORIA VAI GARANTIR O MESMO PADRÃO DE VIDA QUE TENHO HOJE?

 durante toda minha vida tentei seguir o que pareciam ser as regras do jogo. procurei trabalhar em empresas sólidas, fui um profissional exemplar e dedicado. cursei pós-graduação, me especializei, fiz uma rede de relacionamentos com pessoas importantes, e fiz de tudo para ser reconhecido pelos meus superiores. tive parte de meus ganhos retidos na folha para contribuir com o fundo de pensão. acompanhava de tempos em tempos meu saldo no inss para ter certeza que as empresas estavam cumprindo sua parte. para garantir, contratei mais um plano de previdência privada com o meu banco, contribuindo com mais um valor extra para formar meu “pé de meia” até a hora de me aposentar. hoje estou aposentado, inseguro e preocupado. a previdência privada me proporciona uma renda conforme eu escolhi naquela época, no entanto, o custo de vida de hoje é muito diferente daquele que planejei lá atrás. meus gastos aumentaram demais. e pelo inss, recebo mensalmente um valor menor do que eu tinha de salário quando parei de trabalhar, sem contar que tive que trabalhar por mais anos além do planejado, para conseguir assim um valor mensal de aposentadoria um pouco maior. esta história é fictícia, mas infelizmente é a realidade de muitas pessoas que ao se aposentarem, estão vendo sua renda diminuir e muito, graças a um plano de previdência social ineficiente, e que fecha cada ano com um recorde de prejuízo. em 2017, o déficit subiu para 268,8 “bilhões”. isso faz com que as pessoas trabalhem até uma idade mais avançada – ou até nem parem de trabalhar – para conseguir manter o mesmo padrão de vida e consumo. o trabalhador que está próximo de se aposentar vê a renda da aposentadoria como uma receita extra, pois poucos poderão de fato parar de trabalhar. o jovem de hoje já nem sabe se poderá contar com o inss na sua vez, pois até lá, só deus sabe! trataremos em outro texto maneiras de formarmos reservas para nossa aposentadora. por hora, o objetivo é acender um alerta em cada pessoa que ainda não se deu conta que: se ao longo da sua vida profissional não conseguir formar poupanças/reservas de outras maneiras, na hora de pegar de volta o que contribuímos para o inss, estaremos mais para apavorados que para aposentados. fonte: jornal a semana
20/07/2018

Em vez de aplicar, 25% dos poupadores guardam dinheiro na própria casa

  poupança ainda é utilizada por 60% dos brasileiros que possuem recursos guardados uardar dinheiro no final do mês não é um hábito comum do consumidor brasileiro. e mesmo entre aqueles que conseguem poupar parte de seus rendimentos, a busca por aplicações rentáveis é atitude adotada por parcela ainda pequena da população. dados apurados pelo indicador de reserva financeira do serviço de proteção ao crédito (spc brasil) e da confederação nacional de dirigentes lojistas (cndl) revelam que um quarto (25%) dos poupadores guarda dinheiro na própria casa, opção arriscada por questões de segurança e negativa do ponto de vista da rentabilidade, uma vez que o dinheiro fica parado sem render juros. mesmo com a ofensiva das corretoras e a popularização de modalidades como o tesouro direto nos últimos anos, a velha caderneta de poupança continua líder absoluta entre o principal tipo de aplicações dos poupadores brasileiros, citada por 60% dos entrevistados. outra escolha bastante mencionada é a conta corrente, modalidade usada por 18% dos brasileiros que possuem recursos guardados. completam o ranking de principais aplicações a previdência privada (7%), fundos de investimentos (5%), cdbs (4%) e tesouro direto (4%). a caderneta de poupança ainda é a modalidade de investimento mais conhecida pelos entrevistados: ao menos 81% das pessoas que possuem dinheiro guardado já ouviram falar a seu respeito. em seguida aparecem os títulos de capitalização (48%), planos de previdência privada (45%), ações em bolsas de valores (39%), fundos de investimentos (33%) e o tesouro direto (24%). “em geral, as escolhas de investimentos são influenciadas tanto pelo conhecimento escasso sobre as possibilidades de investir como pelo comodismo. ao manter o dinheiro em casa, o consumidor está perdendo o poder de compra pela inflação e isso pode ser prejudicial para seus objetivos. se a intenção é proteger-se contra imprevistos, o conveniente é optar por uma reserva com alta liquidez, ainda que isso implique um rendimento menor. por outro lado, se o objetivo é poupar para o longo ou médio prazo, aplicações menos líquidas, isto é, com menos facilidade para sacar, podem servir de freio ao impulso de desviar a finalidade deste recurso guardado”, aconselha a economista-chefe do spc brasil, marcela kawauti. apenas 16% dos brasileiros pouparam em maio; 40% alegam ter renda muito baixa para conseguir guardar dinheiro no fim do mês o indicador de reserva financeira mensurado pelo spc brasil e pela cndl revela que no último mês de maio apenas 16% dos brasileiros conseguiram poupar parte de seus rendimentos, como salários, aposentadorias e pensões, por exemplo. a maioria (71%) terminou o mês sem sobras de dinheiro para aplicar. e mesmo entre as pessoas de mais alta renda, o hábito de poupança revela ser algo precário. nas classes a e b, apenas 28% dos entrevistados pouparam em maio, contra 66% que não. nas classes c, d e e, o percentual de poupança cai para 13%. considerando os que se recordam do valor guardado, a média foi de r$ 440,40. entre os brasileiros que não pouparam nenhum centavo em maio, 40% justificam uma renda muito baixa, o que inviabiliza ter sobras no fim do mês. outros 25% foram surpreendidos por algum imprevisto financeiro e 12% que não possuem renda no momento, provavelmente por estar desempregados. há ainda 12% de consumidores que admitiram ter perdido o controle e a disciplina sobre os próprios gasto. na avaliação do educador financeiro do portal ‘meu bolso feliz’, josé vignoli, a boa prática mostra que o hábito de poupar dinheiro não deve se reduzir as sobras eventuais do orçamento, mas ser um costume a ser exercitado com regularidade. “a poupança deve ser encarada como um compromisso de todos os meses. se o consumidor deixa para guardar só o que sobra, ele pode ceder à tentação de transformar o que deveria ser uma reserva financeira em consumo, ficando sujeito a eventuais imprevistos ou inviabilizando a realização de sonhos de consumo, assim como garantir uma aposentadoria mais confortável alerta o educador. 52% dos poupadores guardam dinheiro regularmente para lidar com imprevistos; 46% tiveram de resgatar parte da reserva para imprevistos ou compras o levantamento mostra que dentre os brasileiros que possuem alguma quantia guardada, o objetivo principal é se proteger contra situações de imprevistos, principalmente doenças e problemas diversos do dia a dia, citado por com 52% dos poupadores. a segunda razão mais citada é garantir um futuro melhor para seus familiares (30%), seguida do receio de ser demitido e ficar sem condições de se manter (28%). somente a partir do quarto lugar no ranking de citações é que aparecem opções relacionadas a consumo, como realizar uma viagem (17%) e adquirir a casa própria (16%). além disso, apenas 14% guaram dinheiro pensando na aposentadoria. outro dado é que 46% dos brasileiros que possuem reserva financeira tiveram de sacar ao menos parte desses recursos no último mês de maio, sendo que nas classes de renda mais baixa, esse percentual sobe para 50%. os imprevistos foram a razão principal dos saques para 16% dos entrevistados. outros 11% resgataram o dinheiro para pagar dívidas acumuladas e 10% para pagar despesas do dia a dia. metodologia o objetivo da sondagem é acompanhar, mês a mês, a formação de reserva financeira do brasileiro, destacando a quantidade daqueles que tiveram condições de poupar ao longo dos meses. o indicador abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: são paulo, rio de janeiro, belo horizonte, porto alegre, curitiba, recife, salvador, fortaleza, brasília, goiânia, manaus e belém. juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. a amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. a margem de erro é de 3,5 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.
20/07/2018

Anasps mostra explosão dos planos de previdência com 13,3 milhões de participantes o sonho do INSS está virando pesadelo

 o vice-presidente executivo da associação dos servidores públicos da previdência e a seguridade social – anasps, paulo césar régis de souza, disse hoje que o temor dos trabalhadores brasileiros quanto ao futuro da previdência pública, do regime geral de previdência social-rgps,  fez com que as provisões técnicas da previdência complementar privada dos planos de previdência tenham alcançado r$ 756,1 bilhões em 2017, encostando na previdência complementar privada dos fundos de pensão,  com uma participação expressiva de 13,3 milhões de pessoas correspondendo a 14.70% da população ocupada de 90.6 milhões de brasileiros. “o dado é expressivo e marca o medo, a desconfiança e a incerteza que a incompetência de maus gestores que estão levando o rgps e, por consequência o inss, ao fundo do poço”, disse. “ninguém acredita mais em uma previdência que depois de 35 anos de trabalho e de contribuição lhe pague uma aposentadoria de um salário mínimo, o mesmo que paga ao aposentado rural que não contribui com um centavo.  o nosso inss que foi um sonho, virou um pesadelo; que era esperança, virou drama. o trabalhador urbano que se aposentava com 10 salários mínimos, no teto, que era de 10 salários mínimos, por ter que cobrir o rombo da previdência rural, teve o seu benefício achatado e hoje poucos chegam a três salários mínimos. em maio último, 67,0% dos benefícios pagos pelo inss eram de até 1 salário mínimo. isto só acentuou a decepção com o inss”. “o contribuinte urbano foi duramente  acossado pelo impacto de pagar a previdência rural, que inclui também outros benefícios para os quais o rural  não contribui, e há duas décadas tem que conviver com déficits crescentes do inss  pela má gestão financeira da previdência, entregue desde 2017 à receita federal, que  não combate a sonegação, não fiscaliza nem cobra os devedores, arrecada mau, concede renúncias e desonerações contributivas, perdoa os caloteiros com os refis e não recupera crédito”, afirmou paulo césar régis de souza. o vice-presidente da anasps admitiu que a previdência privada dos planos de previdência vem se expandindo fortemente. suas reservas técnicas mais do que dobraram, de 2012, quando eram de r$ 319,0 bilhões, a 2017, quando chegaram a r$ 656 bilhões. já o número de participantes, no mesmo período, passaram de 10,3 milhões, em 2012, para 13,3 milhões em 2017, “os lucros de bancos e seguradoras que controlam os planos de previdência se acentuaram de forma crescente na mesma velocidade em que o inss ampliou seu déficit de caixa, 90% dele concentrado na previdência rural. ”
20/07/2018

Susep multa em R$ 3 milhões associação de proteção veicular

 a susep aplicou multa no valor de r$ 3 milhões a associação amigos clube de benefícios por julgar subsistente processo administrativo instaurado pela coordenação-geral de julgamentos da autarquia. essa associação descumpriu normas previstas no art. 17, da resolução 243/11 do cnsp, a qual estabelece que as infrações e sanções aplicáveis a quem realizar operação de seguro, cosseguro, resseguro ou capitalização sem a devida autorização serão punidas com multa no valor igual à importância segurada ou ressegurada. a associação foi notificada do seu direito de interpor recurso ao conselho de recursos do sistema nacional de seguros privados, de previdência privada aberta e de capitalização – crsnsp, o que deverá fazer no prazo máximo de 60 dias. caso haja renúncia do direito de interpor o recurso, a associação poderá pagar, no mesmo período, o valor de r$ 2.250.000,00, já deduzido o desconto de 25% da multa aplicada. a guia de recolhimento da união – gru para o referido pagamento deverá ser retirada na sede da susep (av. presidente vargas 730 – centro – rio de janeiro-rj), onde também poderá ser obtida vista e retirada de cópias dos autos. decorrido o período de 60 dias, sem que tenha sido providenciado o respectivo pagamento, os autos do processo serão enviados a procuradoria federal instalada na susep para procedimento de inscrição na dívida ativa da união. além disso, caso não haja o pagamento, o referido débito será inscrito no cadastro informativo dos créditos não quitados de órgãos e entidades federais – cadin, após 105 dias contados da data de publicação. fonte: portal nacional de seguros

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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