11/07/2018

Presidente da FenaPrevi participa do 5º Encontro do CSP-MG

  sergio prates (vice-presidente do csp-mg), edson franco (presidente da fenaprevi), joão paulo moreira de mello (presidente do csp-mg), antônio edmir ribeiro (diretor social) e mauricio tadeu barros morais (diretor de seguros) o presidente da fenaprevi, edson franco, foi o convidado especial do 5º encontro do clube de seguros de pessoas de minas gerais (csp-mg), que reuniu cerca de 150 pessoas no dia 5 de julho, em belo horizonte. além de abordar o cenário atual e as perspectivas do mercado, o executivo falou sobre questões de interesse de toda sociedade como a reforma da previdência e o contexto econômico do país. ele apresentou dados de pesquisa recente feita pela fenaprevi e o instituto ipsos. segundo o levantamento, 43% dos brasileiros afirmam que há necessidade de reformas na previdência e 49% acham que o tema deve ser tratado pelo próximo presidente da república. “a percepção da população mudou, mas ainda é preciso encarar o problema de frente”, observou. franco apontou a falta de conhecimento como um dos grandes entraves para o debate em torno da reforma. pela pesquisa, 51% dos brasileiros ainda acredita que a previdência pública é sustentável, “apesar do déficit crônico do sistema, que só em 2017 chegou a r$ 268,8 bilhões”. de acordo com o presidente da fenaprevi, se ajustes não forem feitos o estado não terá como garantir a aposentadoria de milhões de brasileiros. entre os fatores que agravam a crise previdenciária, o executivo citou o atual modelo do sistema (repartição simples em que os trabalhadores da ativa arcam com as despesas dos aposentados) e as mudanças demográficas em curso como o aumento da longevidade da população. o executivo ressaltou que eventos como o 5º encontro do csp-mg são fundamentais para promover o debate e a reflexão sobre temas atuais, como a reforma da previdência. “esse tipo de iniciativa é importante para começarmos a homogeneizar as informações e criar um senso comum mais preciso de quais são as causas, os caminhos e as dificuldades que temos pela frente para resolver o problema estrutural da seguridade social”. edson franco ainda alertou para a necessidade de incutir no brasileiro a cultura de poupar e criar reservas financeiras para o futuro. “hoje temos uma população subprotegida tanto do ponto de vista de seguros de proteção à renda quanto dos produtos de acumulação”. ele lembrou que a penetração dos seguros de pessoas é muito baixa, pouco mais de 10% da população possui alguma cobertura. “há um grande potencial para desenvolver o mercado”, enfatizou. um dos desafios do setor, segundo franco, é ampliar e aperfeiçoar os canais de distribuição, além de ofertar produtos diversificados que atendam às demandas dos clientes. após a palestra, o presidente da fenaprevi participou de debate mediado pelo diretor do csp-mg, mauricio tadeu barros morais. a mesa foi composta pelo presidente do csp-mg, joão paulo moreira de mello, o vice-presidente do sincor-mg, gustavo bentes, e o diretor do sindseg mg/go/mt/df, rogério gebin. eles comentaram os temas abordados e responderam as perguntas da plateia, formada por corretores, consultores e securitários. ao final do encontro, o presidente do csp-mg agradeceu o palestrante pela exposição e aos presentes por atenderem ao convite do clube. "é com eventos assim que buscamos disseminar a cultura dos seguros de pessoas no mercado. o edson nos deu uma aula magna hoje e somos gratos", concluiu. boas-vindas – durante o evento, ainda foram entregues as placas comemorativas de adesão às novas beneméritas do clube. são elas: porto seguro, one prev e sudamerica vida. atualmente, a instituição conta com o apoio de 19 instituições beneméritas. fonte: portal nacional de seguros por déborah gurgel / imagens: crédito: arnado athayde
11/07/2018

Expansão do setor gera oportunidades para profissionais do seguro

 inscrições para as graduações estão abertas no rio e em são paulo o setor de seguros segue apresentando um cenário promissor e os resultados recentes comprovam esse avanço. em 2017, o segmento registrou aumento de 7%, segundo dados da cnseg. para este ano, a perspectiva de expansão é de 7,2% a 8,6%. o crescimento verificado aponta o mercado de seguros como um dos mais relevantes para a economia brasileira, o que também gera novas oportunidades para os profissionais do ramo. para quem deseja construir carreira no setor, uma das graduações mais indicadas e a mais procurada é a de administração. o administrador é o responsável pelo gerenciamento de recursos financeiros, materiais ou humanos de uma empresa. cabe a esses profissionais definir estratégias e gerenciar o dia a dia da organização. a escola nacional de seguros oferece, no rio de janeiro (rj) e em são paulo (sp), o bacharelado em administração com linha de formação em seguros e previdência. com duração de quatro anos, o curso permite que o profissional atue em todas as áreas de administração, além de propiciar conhecimentos específicos sobre no setor de seguros. além do bacharelado, a escola também oferece outro curso de nível superior: o tecnólogo em gestão de seguros. ministrado na capital fluminense, o curso tem duração de dois anos e oferece aptidões práticas e instrumentais da administração. o tecnólogo também garante aos formandos a gratuidade para o exame para habilitação de corretores de seguros, possibilitando a atuação como corretor. as inscrições estão abertas para ambos os cursos e o processo seletivo acontecerá no dia 14 de julho, às 10h. as aulas terão início no dia 6 de agosto. mais informações estão disponíveis no profissaosegura.com.br. fonte: funenseg
11/07/2018

Somente 10% dos brasileiros têm seguros

 o percentual da população brasileira que possui alguma cobertura de seguro é de pouco mais de 10%. a afirmação foi feita pelo presidente da fenaprevi, edson franco, em palestra realizada no clube de seguros de pessoas de minas gerais (csp-mg). segundo ele, é preciso urgentemente incutir nos brasileiros a cultura de poupar e criar reservas financeiras para o futuro. “hoje temos uma população subprotegida tanto do ponto de vista de seguros de proteção à renda quanto dos produtos de acumulação”, frisou o executivo. edson franco disse ainda que há um grande potencial para “desenvolver o mercado”. contudo, ressaltou que ainda há pela frente alguns desafios, especialmente na distribuição. “é preciso ofertar produtos diversificados que atendam às demandas dos clientes”, observou o presidente da fenaprevi. ele citou ainda pesquisa recente feita pela federação, segundo a qual 43% dos brasileiros afirmam que há necessidade de reformas na previdência e 49% acham que o tema deve ser tratado pelo próximo presidente da república. “a percepção da população mudou, mas ainda é preciso encarar o problema de frente”, salientou franco. para ele, a falta de conhecimento como um dos grandes entraves para o debate em torno da reforma. prova disso é que, segundo a pesquisa da fenaprevi, pouco mais da metade dos brasileiros (51%) ainda acredita que a previdência pública é sustentável, “apesar do déficit crônico do sistema, que só em 2017 chegou a r$ 268,8 bilhões”. edson franco alertou também que, se os ajustes necessários não forem feitos, o estado não terá como garantir a aposentadoria de milhões de brasileiros. fonte: cqcs
11/07/2018

Um texto para tirar as suas dúvidas sobre o Seguro de Vida

  o seguro de vida é um contrato para garantir o sustento e manutenção de um padrão de vida, no caso de uma fatalidade acontecer. seguro de vida é um assunto delicado. apesar de a morte, ser a única certeza da vida, é um assunto que ninguém gosta de lidar. porém, depois de constituir família, também temos a certeza de que deixá-los seguros é de suma importância. então, vamos falar um pouco sobre seguro de vida: o que é como escolher quais os tipos de apólice que existem quais os benefícios que ele pode proporcionar afinal, o que é um seguro de vida? o seguro de vida é um contrato que você faz com uma seguradora para garantir o sustento e manutenção de um padrão de vida, no caso de uma fatalidade acontecer. esse benefício pode agraciar familiares e/ou pessoas que dependam financeiramente do contratante. é importante estar atento a todas as cláusulas deste contrato, porque algumas seguradoras possuem restrições, por exemplo, ao suicídio. como o seguro de vida faz parte do seguro de pessoas, é possível acrescer à cobertura do risco de morte alguns outros benefícios, tais quais como: invalidez permanente; doenças graves; diária por internação hospitalar; invalidez funcional permanente por doença; invalidez laborativa permanente por doença, perda de renda ou desemprego. qual a diferença entre cobertura de morte e de cobertura de morte por acidente? se você está pesquisando valores, já percebeu que a primeira modalidade é mais cara do que a segunda. isso acontece porque a seguradora oferece uma cobertura muito maior, não só em caso de acidente, e nesse caso ela corre “mais risco”. existem dois tipos de apólice de seguro de vida: individual e coletiva. individual no tipo individual, a seguradora cobre apenas uma pessoa física. esta pessoa é a contratante e geralmente a responsável financeira pelo plano. para definir valores é levado em conta: idade, sexo, condições de saúde, estilo de vida etc. as coberturas e os prazos de pagamento são negociados, efetivamente, entre assegurado e seguradora. coletivo no plano coletivo, a contratação vem de uma empresa, por exemplo. e neste caso, a contratante é chamada de estipulante, pois é ela quem define as cláusulas junto à seguradora. a decisão do associado pode ser feita de três maneiras: não contributário: o estipulante é responsável total pelo pagamento do plano. parcialmente contributário: o beneficiado e o estipulante pagam juntos, o plano, na proporção acordada. totalmente contributário: os segurados ficam totalmente responsáveis pelo custeio do plano. seguro de vida resgatável sim! existe uma modalidade de seguro de vida que é possível ser resgatado em vida. não podemos, claro, esquecer que o princípio do seguro de vida é “cuidar” de alguém quando faltarmos, mas às vezes a possibilidade de resgate pode ser interessante. os seguros resgatáveis são aqueles de longo prazo, em que você estipula o valor pago e contratado assim que assina o plano, a partir daí ele é reajustado apenas pela inflação. se escolher essa modalidade, procure um plano com valor mínimo de resgate. a escolha dos beneficiados seguro de vida não é herança. assim, você pode escolher qualquer pessoa para receber o benefício. vale ressaltar que durante a vida você pode mudar o(s) beneficiado(s). na hora de escolher onde fará seu plano de seguro de vida, procure um especialista que não seja vinculado a nenhuma seguradora, ele te dará um panorama amplo e imparcial. pesquise sempre! a ajuda de um corretor é sempre bem-vinda, mas você pode pesquisar alguns fatores que te trarão a segurança necessária. veja se a seguradora é credenciada pela susep, consulte a solidez, a expertise, procure a recomendação de outros assegurados. a morte é quase sempre indesejada, mas é certa, e não sabemos quando e como ela nos encontrará. saber que você está cuidando dos seus quando isso acontecer, é sábio e uma prova de amor. fonte: portal eu quero investir por patrícia auth
11/07/2018

Fluxo cambial total em julho até dia 6 é positivo em US$ 2,034 bilhões

 depois de encerrar junho com entradas líquidas de us$ 3,710 bilhões, o país registra fluxo cambial positivo de us$ 2,034 bilhões em julho até o dia 6, informou nesta quarta-feira, 11, o banco central. o período corresponde à primeira semana de julho. o canal financeiro apresentou entradas líquidas de us$ 1,712 bilhão no período. isso é resultado de aportes no valor de us$ 7,985 bilhões e de retiradas no total de us$ 6,273 bilhões. o segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações. no comércio exterior, o saldo de julho até o dia 6 é positivo em us$ 322 milhões, com importações de us$ 3,010 bilhões e exportações de us$ 3,332 bilhões. nas exportações, estão incluídos us$ 434 milhões em adiantamento de contrato de câmbio (acc), us$ 1,018 bilhão em pagamento antecipado (pa) e us$ 1,880 bilhão em outras entradas. no acumulado do ano até o dia 6 de julho, o fluxo cambial ficou positivo em us$ 24,560 bilhões, informou bc. em igual período do ano passado, o resultado era positivo em us$ 6,286 bilhões. a saída pelo canal financeiro neste ano até 6 de julho foi de us$ 5,529 bilhões. o resultado é fruto de aportes no valor de us$ 272,263 bilhões e de envios no total de us$ 277,792 bilhões. o segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações. no comércio exterior, o saldo anual acumulado até 6 de julho ficou positivo em us$ 30,089 bilhões, com importações de us$ 82,782 bilhões e exportações de us$ 112,871 bilhões. nas exportações estão incluídos us$ 19,495 bilhões em acc, us$ 29,691 bilhões em pa e us$ 63,685 bilhões em outras entradas. após prejuízo de r$ 7,084 bilhões com sua posição em swap cambial em junho, o bc registra resultado negativo de r$ 5,331 bilhões em julho até o dia 6 com estes contratos pelo critério caixa. pelo conceito de competência, há ganho de r$ 512 milhões. o resultado pelo critério de competência inclui ganhos e perdas ocorridos no mês, independentemente da data de liquidação financeira. a liquidação financeira desse resultado (caixa) ocorre no dia seguinte, em d+1. o bc registrou ainda no período ganho de r$ 28,267 bilhões com a rentabilidade na administração das reservas internacionais. entram nesse cálculo ganhos e prejuízos com a correção cambial, a marcação a mercado e os juros. o resultado líquido das reservas, que é a rentabilidade menos o custo de captação, ficou positivo em r$ 25,639 bilhões em julho até o dia 6. já o resultado das operações cambiais no período ficou no positivo em r$ 26,151 bilhões. atualmente, as reservas internacionais estão na casa dos us$ 379 bilhões. no acumulado de 2018 até 6 de julho, o bc registra resultado negativo de r$ 21,759 bilhões com os contratos de swap pelo critério caixa. pelo conceito de competência, houve perdas de r$ 17,153 bilhões. o bc obteve ganhos de r$ 238,105 bilhões com a rentabilidade na administração das reservas internacionais no acumulado do ano. já o resultado líquido das reservas ficou positivo em r$ 189,506 bilhões e o resultado das operações cambiais no período foi positivo em r$ 172,353 bilhões. o bc sempre destaca que, tanto em relação às operações de swap cambial quanto à administração das reservas internacionais, não visa ao lucro, mas fornecer hegde ao mercado em tempos de volatilidade e manter um colchão de liquidez para momentos de crise.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/07/637749-fluxo-cambial-total-em-julho-ate-dia-6-e-positivo-em-us-2-034-bilhoes.html)  
09/07/2018

No Passo, São José-RS dá o troco no Linense e conquista acesso à Série C do Brasileirão 2019

  o grupo aspecir parabeniza o zeca que sofreu com retranca do time paulista, mas fez 2 a 0 na segunda etapa para conquistar o acesso que bateu na trave em 2017. é uma honra para o grupo aspecir participar dessa trajetória de conquistas. o jogo o grito preso na garganta do torcedor do são josé-rs durante um ano, após a eliminação para o atlético acreano, finalmente saiu. jogando em casa, no estádio passo d'areia, o zequinha fez 2 a 0 no linense, neste domingo, e conseguiu a classificação para a semifinal da série d deste ano e o acesso à terceira divisão do futebol brasileiro do próximo ano. a equipe de porto alegre teve que superar a retranca da equipe paulista e levou a melhor no placar agregado com um gol de vantagem. fonte: globo esporte
09/07/2018

Seguros e planos de saúde têm opções para as pequenas empresas

 com o aumento de pequenas e médias empresas no mercado, os seguros e planos de saúde estão apostando nesse perfil de negócio, com poucos funcionários, a partir de dois, por exemplo. de acordo com os últimos dados apurados pela associação brasileira de planos de saúde (abramge) com base na agência nacional de saúde suplementar (ans) existem 4,5 milhões de pessoas vinculadas a planos com menos de 30 vidas. um dos fatores importantes na hora de contratar um serviço como esse para a sua empresa, é buscar um produto que ofereça autonomia e praticidade para os beneficiários, já que a maioria das pme’s não têm tempo para administrar algo a mais, pois quase sempre, é o próprio dono que está resolvendo todos os problemas da empresa. algumas pessoas ainda têm dúvidas e podem confundir o plano com seguro, mas eles são dois produtos diferentes. a principal diferença é o reembolso das despesas médicas. no primeiro, há um acompanhamento durante o processo, já no seguro, o cliente deve arcar com as despesas e depois procurar o reembolso dos gastos, além de poder escolher onde será o atendimento. ao notar que estava perdendo um nicho importante do mercado, a porto seguro saúde apostou, em setembro de 2017, em seguros para empresas a partir de cinco vidas. “percebemos que estávamos de fora de um nicho de mercado e decidimos investir nele”, conta a superintendente operacional mônica bortolossi, que antes trabalhava com seguros para empresas a partir de 20 vidas. por enquanto, a seguradora atua apenas no rio de janeiro e são paulo. de janeiro a maio, houve um número 10% maior de contratações desse tipo de seguro em relação à 2017. já a sulamérica, tem esse produto há algum tempo e o vice-presidente de marketing, andré lauzana, reconhece que esse segmento representa, cada vez mais, uma parte importante das vendas. o plano para pme's, de três a 99 pessoas, representa hoje 25,6% de todas as vendas, com crescimento de 10,6% da modalidade no primeiro trimestre de 2018, em relação ao mesmo período do ano passado. reinaldo scheibe, presidente da abramge, comenta que o país vive momento favorável ao surgimento de microempreendedores. “essa tendência tem encontrado espaço na sociedade, seja por conta do desejo de desenvolver projetos individuais ou pelo aumento do desemprego nos setores tradicionais”, observa. porém, reinaldo alerta que no início do ano, a ans publicou um normativo impondo regras para este tipo de plano (empresa de pequeno porte – epp, microempreendedor individual – mei e com cadastro específico do inss – cei) que devem ser checadas pelos empresários. praticidade e comodidade a forma de aderir esse tipo de plano ou seguro, tende a ser simplificada, para seguir a linha de oferecer praticidade e comodidade ao cliente. basta procurar um corretor e comprovar os dados com alguns documentos. quanto o empresário vai ter que reembolsar para oferecer uma assistência de saúde para os seus funcionários, vai depender muito da idade e sexo de cada um, mas mônica conta que, em média, um funcionário de 35 anos, custa r$ 290. no plano da sulamérica, podem fazer parte sócios, administradores, diretores e funcionários, incluindo aprendizes, estagiários, expatriados e aposentados. o foco da sulamérica é oferecer um produto customizado. a empresa conta com opções de agregar ao pacote o seguro viagem, para aqueles que viajam muito à trabalho. “a ideia é o empresário poder enquadrar o plano na sua realidade”, diz andré. segundo ele, com o aplicativo é possível resolver muita coisa. “fazemos de tudo para entregar satisfação e permitir que a empresa foque na sua atividade profissional”, completa. fonte: portal uol a tarde por yumi kuwano*
09/07/2018

Seguradoras devem requalificar os colaboradores para aproveitar as oportunidades de crescimento provenientes da Inteligência Artificial

 o investimento na colaboração homem-máquina pode aumentar as receitas das seguradoras em 17% e a taxa de empregabilidade em 7% nos próximos cinco anos de acordo com um novo estudo da accenture, as seguradoras podem comprometer as oportunidades de crescimento caso os executivos não tomem providências para atrair novos talentos, redesenhem a forma como se trabalha e orientem a colaboração da força de trabalho com a inteligência artificial (ia). o relatório “future workforce survey – insurance: realizing the full value of ai” demonstra que as seguradoras que investem em ia e na colaboração homem-máquina na mesma proporção que outras empresas de alto desempenho podem, durante os próximos cinco anos, aumentar, em média, as suas receitas em 17% e o emprego em 7%. de acordo com o relatório da accenture – que se baseia em dois inquéritos, um realizado a 100 altos dirigentes e outro a mais de 900 colaboradores não-executivos – deve haver um maior esforço por parte das seguradoras, na preparação dos colaboradores para que estes trabalhem de forma mais eficaz com a ia. os executivos inquiridos acreditam, por exemplo, que apenas um em quatro colaboradores está preparado para trabalhar com ia e que mais de quatro em 10 colaboradores (43%) referem o aumento da disparidade de qualificações como o fator que mais influencia a sua estratégia de força de trabalho. apesar da clara necessidade de preparação, apenas 4% das seguradoras planeia aumentar significativamente o seu investimento em programas de requalificação, nos próximos três anos. “a ia tem o potencial para impulsionar a inovação, o crescimento e a eficiência, mas a hesitação das seguradoras em requalificar corretamente os seus colaboradores pode limitar o seu impacto”, afirma miguel proença, managing director da accenture, responsável pela prática de seguros em portugal. “apesar de ser um negócio propício à aplicação de tecnologia e inovação, as seguradoras têm um caminho a percorrer para vencer a guerra do talento tecnológico. os executivos precisam de pensar de forma pragmática sobre como podem trazer novo talento, redesenhar postos de trabalho e requalificar corretamente os colaboradores. criar um ambiente de trabalho mais flexível pode ser um primeiro passo-chave para atrair data scientists e outros talentos.” a maioria dos executivos inquiridos (61%) espera que a força de trabalho do futuro seja uma conjugação de humanos e máquinas. contrariamente à crença popular de que a ia iria reduzir postos de trabalho, 2/3 (67%) dos executivos das seguradoras esperam que a ia resulte num ganho líquido em termos de postos de trabalho dentro das suas empresas nos próximos três anos. o relatório da accenture revela também que os trabalhadores das seguradoras estão dispostos a apostar em ia nas suas funções diárias. 2/3 (68%) dos inquiridos acreditam que esta irá criar oportunidades no seu trabalho, enquanto que apenas 4% julga que irá criar mais desafios. quase ¾ (73%) acreditam que a ia irá tornar os seus trabalhos mais simples, e mais de 2/3 (69%) acreditam que permitirá um maior equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal. alcançar a fase de inteligência aplicada o relatório da accenture aponta que a maior parte das seguradoras ainda precisa de clarificar como aplicar de forma eficaz a ia e outras tecnologias inteligentes dentro das suas organizações. muitos estão ainda a educar-se a si próprios ou a experimentar protótipos de ia que possam ajudar a melhorar a sua eficiência ou os resultados dos clientes. foram poucas as que já entraram na fase crucial, conhecida como applied intelligence, que consiste numa implementação transversal da tecnologia e do engenho humano em todas as partes do negócio, procurando assim novas formas de crescimento. de acordo com o relatório da accenture, alcançar esta fase de applied intelligence requer uma liderança sénior dedicada e uma estratégia de colaboração com um orçamento disponível a longo-prazo. para preparar a força de trabalho das seguradoras para esta fase, os executivos devem: reimaginar os postos de trabalho de forma a entender melhor como é que as máquinas e os humanos podem colaborar; orientar os colaboradores para áreas que criem novas formas de valor; e instruir os colaboradores com novas capacidades que lhes permitam trabalhar eficazmente ao lado de máquinas inteligentes. novas regras para os colaboradores das seguradoras a utilização da ia vai reconfigurar muitos dos trabalhos existentes no setor segurador. o relatório da accenture identificou três novas categorias de trabalho orientadas para a ia com maior probabilidade de emergir: “trainers”, “explainers” e “sustainers”. os trainers vão dar assistência a computadores enquanto estes aprendem, por exemplo, a reconhecer caras ou a identificar imagens em fotografias tiradas por drones, e terão um papel de intermediários, gestão de sinistros e relação com o cliente. os trainers vão trabalhar com equipas de it para assegurar que os algoritmos completam as suas tarefas corretamente e com os resultados desejados. os explainers vão ter um papel vital na comunicação, interpretando os resultados dos algoritmos de forma a melhorar a transparência e responsabilização dos mesmos pelas suas decisões. se a ia rejeitar uma reclamação de um cliente ou oferecer um acordo, os colaboradores da seguradora podem ajudar a minimizar a perceção de “black box” da ia, ajudando a fortalecer a aceitação desta junto dos clientes e reguladores. os sustainers vão assegurar que as máquinas se mantêm fiéis aos seus objetivos iniciais sem quebrarem barreiras éticas, incluindo afastarem-se dos resultados desejados ou serem tendenciosas. as seguradoras poderão ter de contratar responsáveis de ética e compliance para assegurar que os sinistros avaliados através de ia, não discrimina certas categorias de cliente. “à medida que mais seguradoras procuram integrar a ia nas suas organizações, estas devem ambicionar uma aplicação em larga escala na qual humanos e máquinas trabalham juntos em várias tarefas”, afirmamiguel proença, managing diretor da accenture, responsável pela prática de seguros em portugal. “os benefícios – incluindo subscrição e resolução de sinistros e litígios mais rápidos, e um serviço ao cliente melhorado – podem ser extraordinários, ajudando as seguradoras a resolver desafios mais complexos, entrar em novos mercados e gerar outras receitas.” o relatório completo pode ser encontrado em  www.accenture.com/futureinsuranceworkforce
09/07/2018

Inflação pelo IPC-S reduz alta na primeira semana de julho, divulga FGV

 a inflação calculada pelo índice de preços ao consumidor - semanal (ipc-s) apresentou variação de 1,01% na primeira semana de julho. o resultado é 0,18 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada na última divulgação, quando o índice mostrou variação de 1,19%. de acordo com a fundação getulio vargas (fgv), cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. a maior contribuição partiu do grupo alimentação (1,59% para 1,17%). nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -1,90% para -10,27%. também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos habitação (1,93% para 1,75%), transportes (1,25% para 0,98%), vestuário (0,20% para -0,26%) e saúde e cuidados pessoais (0,40% para 0,35%). nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens como tarifa de eletricidade residencial (8,83% para 7,74%), gasolina (4,12% para 2,41%), roupas (0,26% para -0,33%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,67% para -0,71%), respectivamente. já os grupos educação, leitura e recreação (0,28% para 0,76%), comunicação (0,32% para 0,42%) e despesas diversas (0,15% para 0,18%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: passagem aérea (7,20% para 19,90%), mensalidade para internet (0,67% para 0,99%) e serviço religioso e funerário (0,62% para 0,91%), respectivamente. jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/07/637255-inflacao-pelo-ipc-s-reduz-alta-na-primeira-semana-de-julho-divulga-fgv.html)

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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