02/04/2019

A vida em primeiro lugar

 dados recentes divulgados pela confederação nacional das seguradoras (cnseg) apontam que a arrecadação do segmento de seguros de vida em 2018 foi r$ 5 bilhões superior à de seguro de automóveis. esta análise refere-se aos planos de risco, ou seja, morte e invalidez, sem contabilizar os planos de pgbl e vgbl, ambos produtos previdenciários. ter dedicado grande parte da minha vida a esta indústria me legitima a trazer algumas questões. primeira: o brasileiro está despertando sobre a importância de ser previdente. estima-se que, nos estados unidos, 70% da população têm, pelo menos, uma apólice de seguro de vida. no brasil, este número não chega a 10%. mas você deve imaginar que o brasileiro não tem a renda do americano. isto é verdade e leva ao segundo ponto: o mercado de seguros se modernizou muito nos últimos anos. mérito das seguradoras, corretores e da superintendência de seguros privados. novas coberturas foram criadas, como resgatáveis e doenças graves. no entanto, destaca-se o desenvolvimento do microsseguro. outro fator essencial para este resultado é a estabilidade econômica, conquistada com a adoção do plano real, em 1994. hoje, mesmo com saltos, como vimos em 2005 e 2015, a inflação está em patamar esperado. último ponto: a crise. ela é relevante para o mercado. a mongeral aegon atua na distribuição de seguro de vida de forma individual, o que nos permite apurar o sentimento das pessoas e a motivação para a contratação deste produto. o que temos ouvido é a preocupação com a manutenção da própria renda ou da família em caso de morte, invalidez ou doença grave. acredito na manutenção desta tendência de crescimento do mercado de seguro de vida nos próximos anos. não existe seguro mais ou menos importante. é preciso pensar naquilo que há de comum nos bens - seja celular, automóvel ou casa: a vida do próprio indivíduo. fonte: diário do nordeste
02/04/2019

Seguro de vida cresce 10% e revela mudança no comportamento do brasileiro

 contratação desse tipo de seguro chegou a r$ 38 bilhões no ano passado infomoney veja mais em: https://www.infomoney.com.br/conteudo-patrocinado/seguro-de-vida/noticia/8080954/seguro-de-vida-cresce-10-e-revela-mudanca-no-comportamento-do-brasileiro
02/04/2019

Exterior e cautela com Previdência limitam ganhos do Ibovespa

 o ibovespa abriu em alta, ainda amparada pelas expectativas de avanço nas negociações comerciais entre estados unidos e china e na reforma da previdência. contudo, os ganhos foram diminuindo após a abertura em baixa em nova iorque. além disso, cautela com a reforma da previdência deixa os investidores locais em compasso de espera. "no exterior, o desempenho é mais contido, está mais devagar. por aqui, não tem novidades no âmbito da previdência, que sugere desidratação do texto antes de avançar na ccj comissão de constituição e justiça", observa luiz roberto monteiro, operador da mesa institucional da renascença dtvm. às 10h49min, o ibovespa tinha alta de 0,04%, aos 96,089,67 pontos, após atingir pontuação máxima de 96.690,17 pontos. o bradesco ressalta em nota que, apesar do sentimento otimista dos investidores no exterior com a chegada do segundo trimestre, diante de políticas monetárias mais amenas e expectativas positivas em relação à guerra comercial entre eua e china, os riscos permanecem. ainda, acrescenta, seguem na pauta a desaceleração mais acentuada do crescimento econômico e as dúvidas relacionadas ao brexit. a despeito da afirmação do presidente jair bolsonaro que disse esperar que o congresso aprove a proposta "sem que ela seja muito desidratada", partidos na câmara já preparam emendas e outras alterações a serem apresentadas à proposta original de reforma da previdência. além disso, os investidores aguardam o parecer do relator da pec na ccj, marcelo freitas (psl-mg). "se ficar muito desidratada, aquém da economia de r$ 1 trilhão calculada pelo ministro guedes paulo guedes, da economia, vai repercutir mal nos mercados", acrescenta monteiro. nesta terça, o mercado acompanhará o desfecho das reuniões de guedes com líderes partidários para tentar ganhar apoio para a reforma da previdência. os encontros tendem a deixar em segundo plano os resultados da produção industrial de fevereiro. apesar de a produção ter crescido 0,7% ante janeiro, interrompendo três meses consecutivos de taxas negativas, a alta ficou menor que a mediana das estimativas de 1,0%. apesar da elevação do petróleo lá fora, as ações da petrobras passaram a rondar a estabilidade, em meio a incertezas relacionadas à cessão onerosa e a uma possível participação da estatal em leilão de gás natural e exploração de óleo em israel.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/04/677452-exterior-e-cautela-com-previdencia-limitam-ganhos-do-ibovespa.html)
02/04/2019

Dólar à vista cai antevendo fluxo da JBS

 o dólar opera em baixa no mercado à vista e em alta no contrato futuro de maio, refletindo ajustes em relação ao fechamento anterior. às 9h35min desta terça-feira (2), o dólar à vista caía 0,20%, aos r$ 3,8662. o dólar futuro para maio estava em alta de 0,38%, aos r$ 3,8735. os investidores monitoram a melhora dos índices futuros de nova iorque, enquanto o índice do dólar segue exibindo alta, embora o dólar também mostre sinais mistos em relação a divisas de países emergentes exportadores de commodities. o diretor executivo da correparti, jefferson rugik, diz que o mercado à vista precifica as duas captações externas fechadas na segunda-feira, dia 1º, pela jbs, de us$ 1 bilhão pela subsidiária norte-americana e de us$ 500 milhões pela empresa no brasil. ele diz que a expectativa é de que a emissão feita pela empresa no brasil poderá ser internalizada e o mercado se antecipa a essa possibilidade. o operador luis felipe laudisio dos santos, da renascença dtvm, afirma que a emissão da jbs é mais uma notícia positiva para o real. segundo ele, o destaque no pregão nesta segunda foi a movimentação de investidores estrangeiros, que zeraram posição comprada em 25.520 contratos com bancos e fundos nacionais na contraparte com 13.370 e 12.810 contratos respectivamente.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/04/677444-dolar-a-vista-cai-antevendo-fluxo-da-jbs.html)
13/03/2019

Seguro de vida é plano de risco que mais cresce em razão da violência

 prêmio direto para a modalidade sobe 24% em 2018, totalizando uma arrecadação que ultrapassou r$ 3,2 bilhões. o número de homicídios no brasil bateu seu recorde histórico em 2016, chegando a 62,5 mil ocorrências ao ano, segundo o atlas da violência 2018, elaborado pelo instituto de pesquisa econômica aplicada (ipea). quase 26% superior em relação a uma década atrás, o índice é uma das razões mais expressivas do aumento na contratação de coberturas de risco pelo brasileiro, de acordo com o especialista cláudio moreira, fundador da melhor seguros. houve um crescimento de aproximadamente 24% no prêmio direto (valor das contratações) para seguros de vida individuais entre janeiro e novembro do ano passado, totalizando uma arrecadação que ultrapassou os r$ 3,2 bilhões. no mesmo período de 2017, o acumulado foi de r$ 2,6 bilhões, conforme aponta um levantamento da fenaprevi, com base em dados da susep. “o medo de deixar os filhos desamparados durante a faculdade, o cônjuge sem meios para reestruturar a vida ou até mesmo um integrante de um casal lgbtq+ que não esteja legalmente casado sem recursos, são alguns dos motores desse mercado”, afirma moreira. além do individual, o seguro de vida em grupo e a prestamista também apresentaram crescimentos expressivos: 6% e 20%, respectivamente. “o primeiro é voltado a funcionários de empresas, associações e sindicatos em caso de invalidez ou falecimento – natural ou causado por algum acidente; já o segundo, é direcionado à quitação de dívidas, principalmente financiamentos de veículos e imóveis”, explica o especialista. ambas as modalidades de vida e a prestamista correspondem, juntas, a 69% do prêmio direto acumulado em 2018, que soma r$ 34,4 bilhões. por outro lado, o fundador da melhor seguros lembra que os planos de risco não são voltados exclusivamente a casos de falecimento, mas também permitem que o segurado possa se resguardar financeiramente em vida. “há contratos que cobrem até doze tipos de doenças graves ou que impeçam o indivíduo de seguir carreira. uma vez comprovado o diagnóstico, a indenização é feita em vida”, diz. entre essas doenças estão necessidade de transplante de órgãos, ataque cardíaco e todos os tipos de câncer. “é recomendável, inclusive, que as mulheres contratem esse tipo de seguro em específico, devido aos altos índices de câncer de mama no brasil”, lembra moreira. segundo o instituto nacional do câncer (inca), esse tipo da doença representa 29% dos novos casos a cada ano no país. há quatro anos no comando da própria startup e com uma experiência de oito anos no mercado de seguros, moreira observou a demanda por coberturas de vida crescer 30% em 2018, aumento que deve chegar a 45% até o final de 2019, prevê o especialista. fonte: revista apólice
13/03/2019

Previdência privada perdeu 224 mil participantes

 durante o ano passado, os planos de previdência privada perderam 224 mil participantes em todo o brasil. segundo dados da fenaprevi, 2018 terminou com 13,1 milhões de contribuintes. de acordo com especialistas, o motivo seria a queda do juro básico da economia, que diminui a procura no setor. para a federação, além da queda do juro básico, a instabilidade gerada pelas eleições também afetou o segmento. “no ano passado, o desemprego não teve a melhora que se apontava. foi um ano eleitoral com uma série de incertezas e a economia ainda com uma recuperação muito lenta. o sistema como um todo se mostrou resiliente frente a este cenário, com reservas crescentes”, afirma o presidente, jorge nasser. a captação líquida (diferença de depósitos e resgates) registrou r$ 39,5 bilhões, queda de 30,64% em relação ao ano anterior. apesar de alguns dados negativos, as reservas dos planos de previdência privada aberta cresceram 10,54% no ano passado, totalizando r$ 836 bilhões. nos últimos cinco anos, este saldo apresentou expansão em média 12% ao ano. o presidente da fenaprevi acredita que a procura pelos planos de previdência vão aumentar assim que a reforma do governo for aprovada. fonte: sincor-sp
13/03/2019

Previdência privada é opção para quem planeja bem o futuro

 que a população brasileira está envelhecendo, todos sabemos. que a reforma da previdência é fundamental para o equilíbrio das contas públicas também. mas a tal da “insegurança” paira sob esses dois pontos: realmente terei uma boa qualidade de vida com a minha aposentadoria? muitos se perguntam, mas milhares de pessoas já perceberam que é preciso construir a própria previdência, o que chamamos de previdência privada, onde o trabalhador faz uma reserva durante sua vida ativa para poder usufruí-la no futuro como forma de renda. o número de investidores já está crescendo, é o que afirmam os especialistas. as rentabilidades são excelentes! são mais de 50 fundos distribuídos, taxa de carregamento zero, de entrada e saída. fundos de renda fixa conservadores não devem cobrar acima de 1% ao ano. planos pgbl (plano gerador de benefício livre), são vantajosos apenas para quem faz declaração completa de imposto de renda. caso não tenha certeza qual tipo de ir você declara, contrate um vgbl (vida gerador de benefício livre). os especialistas da xp investimentos calculam que uma aplicação em um fundo de previdência que rende 1% a mais no ano pode se tornar 21% maior em 25 anos. que tal em investir em previdência agora? nós da bp podemos ajudar você.
13/03/2019

Empresários projetam ano com avanço lento em encontro no Marcas de Quem Decide

 tema no topo da agenda pública nas últimas semanas, o projeto de reforma da previdência também esteve na ponta da língua dos líderes empresariais gaúchos reunidos ontem no teatro do sesi, em porto alegre, durante a apresentação dos resultados da 21ª edição da pesquisa marcas de quem decide, realizada pelo jornal do comércio (jc) em parceria com a qualidata. para os empresários, a aprovação nas mudanças pode destravar a economia e ajudar a acelerar o crescimento econômico do país que, em 2019, ainda deve ser lento. "como todo ano de novo governo, temos várias expectativas, mas nada que se confirmou. o que imaginamos é que a pedra de toque para o planejamento do governo seja a reforma da previdência", afirma o presidente em exercício da federação das indústrias do estado do rio grande do sul (fiergs), gilberto ribeiro. o industriário projeta um desfecho para a reforma até junho, o que poderia incentivar investimentos estrangeiros e nacionais. outro problema, hoje, é a falta de financiamento para capital de giro das empresas, segundo ribeiro. "existem faixas para investimento em bens de capital, mas isso as indústrias não precisam com urgência", reclama o presidente em exercício, citando a capacidade ociosa das fábricas. o compasso de espera com leve otimismo também é visto na construção civil, que já sente movimentação de incorporadores adquirindo terrenos e tirando da gaveta projetos antigos. "esperamos que a retomada venha timidamente já no segundo semestre, mas mais fortemente em 2020, 2021 e 2022", argumenta o presidente do sindicato das indústrias da construção civil do estado do rio grande do sul (sinduscon), aquiles dal molin júnior, que acrescenta que, embora não espere um crescimento enorme, projeta um ritmo "consistente e constante". dal molin salienta que o aumento nos valores do minha casa, minha vida também pode ajudar na recuperação do setor. crédito mais barato e menos concentrado em poucos bancos é o que o setor produtivo rural coloca na agenda de negociações com a pasta da economia do governo federal, diz domingos antônio velho lopes, diretor financeiro da federação da agricultura do estado (farsul). lopes diz que o tema é decisivo para evitar que endividamentos de produtores virem problema. "o crédito como é colocado hoje beneficia muito mais o sistema financeiro e não chega ao produtor", aponta o dirigente da farsul.  no varejo, o presidente da câmara dos dirigentes lojistas de porto alegre (cdl-poa), alcides debus, admite que o fôlego do ano ainda não está na medida que o setor esperava, por isso não há um otimismo exacerbado. porto alegre, destaca debus, terminou fevereiro com melhor desempenho, pois houve mais dias úteis. além disso, os lojistas estão sentindo que o frio chegou mais cedo e já encomendam as coleções de outono-inverno. "o clima melhora no comércio, quem sabe pode contagiar o cenário nacional", compara o presidente da cdl-poa. no setor supermercadista, o fator renda pesa mais, e o presidente da associação gaúcha de supermercados (agas), antonio cesa longo, pondera que os consumidores podem ficar mais cautelosos no ano. sobre a pauta política, longo avisa: "não é só a reforma da previdência de que precisamos, mas a tributária também".  investimentos estão na agenda de empresas para 2019 enquanto aguardam sinais de aquecimento, muitas empresas se preparam para colocar novos investimentos para rodar nos próximos meses. a cooperativa santa clara, por exemplo, planeja iniciar em julho a produção comercial em uma nova planta, no município de casca, com capacidade para processar 600 mil litros de leite por dia (a média atual da cooperativa é de cerca de 800 mil litros/dia). a planta, fruto de pelo menos r$ 115 milhões em investimento, se concentrará na produção de leite uht, achocolatados e cremes, permitindo à cooperativa especializar também suas outras fábricas, em carlos barbosa e getúlio vargas, em outros produtos. "o objetivo de casca é a produção de alta escala, reduzindo custos com uma planta moderna e automatiza, pois entendemos que só permanecerá no mercado quem for mais eficiente", salienta o diretor da santa clara, alexandre guerra, que é também o presidente do sindicato da indústria de laticínios do estado (sindilat). outra gaúcha no aguardo de uma nova fábrica é a fruki, de lajeado, que espera inaugurar sua nova planta em paverama no fim de 2020. o projeto, segundo o presidente da fruki, nelson eggers, ainda está em fase de desenvolvimento do leiaute industrial. eggers comemora não ter tirado o pé do acelerador mesmo com a crise econômica dos últimos anos, tendo lançado novas linhas de sucos, energético e cerveja. "esses produtos são nossos, mas estão sendo fabricados em terceiros, até porque precisam ajudar a pagar a nova fábrica", brinca o empresário. a cerveja bella vista, por exemplo, tem tido resultado melhor do que o esperado, com vendas de mais de 1 milhão de litros por mês. além de novas fábricas, o interior gaúcho também deverá perceber a chegada de serviços, como a uber. o aplicativo, há pouco mais de três anos em porto alegre, já atua em diversas cidades do estado e inaugurou o serviço nessa semana em bagé, uruguaiana e passo fundo. "estamos sempre olhando se há mercado nas cidades menores, e tentamos chegar onde for possível", conta o porta-voz da empresa no brasil, andre monteiro. na capital, a uber ainda estuda projetos para o ano, mas monteiro argumenta que porto alegre sempre está no roteiro de novas categorias, como aconteceu com o juntos, lançado no fim de 2018. do ramo de farmácias, a panvel projeta abrir 40 filiais em 2019 nos três estados do sul e em são paulo. e o número pode até ser maior, se o ambiente econômico melhorar, pois os planos foram traçados em 2018 ainda sem maior convicção sobre este ano. roberto luis weber, do conselho de administração do grupo dimed, dono da panvel, diz que a disputa no mercado vai ser guiada por qualidade de serviço e atendimento e pontos bem localizados. não é só o cenário nacional que está no foco de dirigentes do setor econômico. a expectativa de que o governador gaúcho eduardo leite (psdb) possa emplacar as propostas de privatizações de estatais para fechar um acordo com a união domina opiniões dos segmentos de varejo. a aposta é que a autorização para venda de empresas como ceee, sulgás e companhia riograndense de mineração (crm), que depende de aprovação do legislativo estadual, possa gerar ambiente mais atrativo a investidores até do exterior, projeta ainda o sócio da consultoria pwc rafael biedermann mariante. "o rio grande do sul desperta interesse, pois tem um agronegócio forte e possíveis áreas de concessões que estão na meta. o governador terá de fazer uma agenda positiva com empresários e convencer a sociedade que há poucas alternativas, uma delas é privatizar e fazer parcerias público-privadas (ppps) para atrair investimentos e melhorar o ambiente econômico", traduz mariante. o sócio da pwc reforça que as medidas, que se complementam coma agenda nacional, influenciam para atrair capitais externos e dar mais confiança interna. o presidente do sindiatacadistas, zildo de marchi, avalia que leite não tem muita saída, pois se deparou com um cenário de dificuldades "devido ao volume de despesas da máquina frente à receita". para de marchi, as privatizações das companhias gaúchas são inevitáveis, para buscar a sustentação do governo. mas o presidente do sindiatacadistas não espera um terreno fácil da tramitação. as propostas de emenda constitucional (pecs) do estado para retirar a exigência do plebiscito foram protocoladas no começo de fevereiro. "a assembleia tem interesses políticos, que podem interferir, mas certas privatizações não têm saída. minha aposta é a maioria vai dar voto para a aprovação", afirma de marchi. o presidente do sindilojas de porto alegre, paulo kruse, segue a percepção do colega do setor atacadista e espera que as pecs sejam confirmadas pelos parlamentares. o governo quer resolver a pauta até a metade do ano. "o estado está parado. sem estas modificações, vamos continuar para trás. o povo terá de entender que, se não soltar as amarras e deixar a iniciativa privada trabalhar, não vai ter saída. a assembleia vai aprovar", diz com firmeza kruse. a entidade enfrenta uma queda de braço com o estado na cobrança de diferenças no regime especial da substituição tributária (st). com liminar, o sindicato orienta que comerciantes afetados façam depósito em juízo. "a pressão é para dialogar com o governo. as empresas estão sufocadas com impostos", reage kruse. "o impacto maior é nas franquias, setor que é bitributada. praticamente serão inviabilizadas."   a oferta de recursos baliza o desempenho de segmentos de consórcios a serviços, como a operação de cooperativas de crédito. para áreas como a associativa, as restrições dois últimos anos que afastaram clientes e reduziram carteiras quase não foram sentidas, diz o diretor executivo da central sicredi sul/sudeste, leandro gindre de lima. "o setor cooperativo contraria a tendência, com demanda crescente com alta de 20% em 2018", disse lima, sobre o comportamento recente. e num dos alicerces é o campo, que responde por 50% da demanda da sicredi. atuar perto do associado e que busca recursos é um dos trunfos do resultado. mas lima admite que, se a economia estiver mais robusta, os negócios aumentam em geral. o que preocupa agora é a oferta de crédito de longo prazo, que depende do aporte do banco nacional de desenvolvimento econômico e social (bndes). este tema está em pauta na expodireto, em não-me-toque. do lado do consumidor que escolheu consórcio para bancar suas aquisições, operadores como a racon também surfa uma onda de crescimento e estabilidade, quando outros segmentos de crédito registraram perdas. o gerente executivo da racon, augusto letti, reforça que a meta é  crescer mais no sul e sudeste do país, dobrando a rede atual de 200 franqueados no longo prazo. "em 2019, devemos crescer 15% a 20% em unidades", revela letti. do lado de um segmento mais tradicional e que precisa de crédito, revendedores de veículos acreditam que a recuperação se mantém em 2019. o presidente do sindicato dos concessionários e distribuidores de veículos no estado do rio grande do sul (sincodiv-rs), fernando augusto de carvalho esbroglio, avalia que há melhora no setor e que o ano pode fechar com vendas 10% a 12% maiores. "tem crédito, mas precisa melhores condições para consumidor entrar", condiciona esbroglio. renda e emprego são os dois indicadores que precisam aumentar para que o carro do setor acelere.  fonte jc por guilherme daroit e patrícia comunello
13/03/2019

Mercado opera atento a trâmite da Previdência

 os ativos brasileiros devem operar hoje embalados pelo mais importante passo envolvendo a reforma da previdência desde a apresentação da pauta pelo governo: a formação da comissão de constituição e justiça (ccj) da câmara dos deputados. este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link https://www.valor.com.br/financas/6157497/mercado-opera-atento-tramite-da-previdencia ou as ferramentas oferecidas na página.

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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