27/04/2018

IGP-M sobe 0,57% em abril após alta de 0,64% em março, revela FGV

 o índice geral de preços - mercado (igp-m) desacelerou de 0,64% em março para 0,57% em abril, divulgou na manhã desta sexta-feira (27) a fundação getulio vargas (fgv). assim, o indicador avançou em 12 meses, de 0,20% para 1,89%. no ano, o acumulado registra elevação de 2,05% ante 1,47%. entre os três indicadores que compõem o igp-m, o índice de preços ao produtor amplo (ipa-m) desacelerou, saindo de alta de 0,89% em março para 0,71% em abril. por outro lado, o índice de preços ao consumidor (ipc-m) avançou de 0,14% para 0,31%. já o índice nacional de custo da construção (incc-m) passou de 0,23% para 0,28% no período. o alívio do igp-m entre março e abril foi influenciado pelos produtos no atacado, que desaceleraram de 0,89% para 0,71% no período, no índice de preços ao produtor amplo (ipa-m). dentro do indicador, tanto o índice de preços agropecuários quanto os itens industriais arrefeceram. o ipa agrícola continua, contudo, com boa alta de 2,74% depois de 3,28%; já o ipa industrial está perto da estabilidade, com 0,03% após 0,12%. no ano, o ipa avança 2,52% e, em 12 meses, acumula alta de 1,27%. entre as etapas de produção, houve movimentos díspares. as matérias-primas brutas tiveram a maior desaceleração (1,54% para 0,44%), com a contribuição das quedas em minério de ferro (-1,88% para -9,53%), mandioca (-2,39% para -7,93%) e bovinos (0,23% para -0,61%). os bens finais também tiveram decréscimo na taxa de variação entre março e abril (0,57% para 0,50%), com destaque para alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de 9,86% para 2,50%. já os bens intermediários avançaram no período, de 0,69% para 1,16%, por causa principalmente do aumento de combustíveis e lubrificantes para a produção (-2,58% para 5,32%). de acordo com a fgv, entre as maiores contribuições de baixa no ipa de abril estão, além de minério de ferro e mandioca, aves (mesmo com a deflação menor, de -5,12% para -4,37%), açúcar vhp (very high polarization) (-0,64% para -5,56%) e carne de aves (-3,66% para -3,94%). já entre as principais influências de alta nos preços do atacado neste mês estão soja em grão (5,78% para 6,52%), óleo diesel (-3,13% para 8,36%), milho em grão (11,41% para 10,65%), leite in natura (5,98% para 6,89%) e gasolina automotiva (-0,22% para 6,54%).   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/624478-igp-m-sobe-0-57-em-abril-apos-alta-de-0-64-em-marco-revela-fgv.html)
27/04/2018

Bovespa começa em alta enquanto exterior tem reação moderada ao PIB dos EUA

 os mercados globais reagem de forma tímida aos números da economia dos estados unidos no primeiro trimestre, enquanto a bovespa iniciou os negócios em alta nesta sexta-feira (27). o produto interno bruto (pib) americano cresceu à taxa anualizada de 2,3% entre janeiro e março, acima da previsão de avanço de 1,8%, conforme a primeira estimativa do dado, publicada nesta sexta pelo departamento do comércio. às 11h01min, o ibovespa subia 0,48%, aos 86.801 pontos. uma aceleração mais forte corrobora as apostas recentes de que o federal reserve (fed, o banco central norte-americano) pode elevar os juros de forma mais agressiva. no entanto, os gastos em bens duráveis tiveram queda de 3,3% no período, algo inesperado, já que o corte de impostos resultaria em mais dinheiro nos bolsos dos americanos.   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/624501-bovespa-comeca-em-alta-enquanto-exterior-tem-reacao-moderada-ao-pib-dos-eua.html)
27/04/2018

Estado vende mais 2,6 milhões de ações do Banrisul na bolsa

 o governo do rio grande do sul vendeu nesta sexta-feira (27) mais 2,6 milhões de ações, desta vez de seu estoque de ordinárias (com direito a voto) na bolsa de valores. não houve divulgação antecipada de que ocorreria o leilão no pregão eletrônico da b3 (ex-bm&fbovespa). até operadores e analistas de mercado que acompanham os papéis do banco se disseram surpresos. em 10 de abril, quando o estado vendeu 26 milhões de ações preferenciais, a divulgação ocorreu 24 horas antes em comunicado do banrisul. a oferta desta vez foi da ação brsr3 on, único papel ordinário negociado na bolsa. o volume de papéis foi vendido por r$ 17,69 por ação, que era o preço mínimo definido para o leilão. com isso, o valor bruto obtido ficou em r$ 47,89 milhões. em 10 de abril, a venda de 26 milhões de preferenciais resultou em r$ 484,9 milhões. o governo tinha 99,58% das ações ordinárias antes da venda de hoje e 50,62% do capital do banco. o valor unitário negociado nesta sexta ficou r$ 8,00 abaixo do fechamento do mercado da brsr3 nessa quinta-feira (26), quando a ação encerrou a sessão a r$ 25,73. "uma queda, portanto, de 31,4%", observa a economista laís martins fracasso, analista da fundamenta investimentos. laís lembra que o valor bruto só será repassado ao governo em três dias úteis (regra do mercado). a última vez que a brsr3 havia ficado abaixo de r$ 18,00 por ação foi em 26 de julho de 2017. "imagino que, se governo tivesse mais tempo, poderia fazer vendas melhores, mas se está vendendo a mercado assim, é porque o aperto das contas públicas está complicado", especula a analista da fundamenta. o leilão começou com 2 milhões de ações e, mesmo com preço que não saía do mínimo, a corretora responsável pela operação ampliou o volume. em 10 de abril, a venda das preferenciais passou pela mesma situação: o lote saiu por r$ 18,65, valor mínimo e abaixo da cotação de um dia antes, que fechou a r$ 19,15. um analista de uma corretora gaúcha que acompanha de perto o banco se disse surpreso com a oferta, lembrando o fato de não ter ocorrido divulgação prévia e ainda por um valor bem abaixo do último pregão. até a ampliação da oferta de ações, que costuma ocorrer quando há maior interesse e para elevar preço, chama a atenção, diz ele, pois a negociação se manteve no mínimo pedido. "nunca vamos ver um controlador da gerdau, por exemplo, fazer isso. se fizer tudo bem organizado, com encontros com investidores, road-show etc, o estado conseguiria aumentar muito o obtido hoje", aposta o analista. "quem comprou as ações hoje pelo valor ofertado agradece", ironiza ele, lembrando que mesmo o governo federal, outras estatais e até prefeituras costumam dar publicidade a operações que envolvam ativos. o governo chegou a anunciar em setembro passado que venderia ações ordinárias no limite do controle, mas depois desistiu alegando que o valor das ações estava abaixo do esperado. este ano o banco anunciou que fará abertura de capital da banrisul cartões, uma operação muito esperada pelo mercado. analistas e investidores tinham expectativa de privatização do banco, que depende de plebiscito ou alteração da legislação estadual excluindo a consulta. o governo sartori tem descartado a proposta. para aderir ao acordo de renegociação da dívida com a união, o estado quer fazer plebiscito sobre a venda ou federalização de ceee, sulgás e companhia rio-grandense de mineração (crm). leilão durou uma hora o pregão na b3 (novo da bmf&bovespa) ocorreu entre 11h e 12h05min. na tela do pregão, não é identificado o detentor das ações. aparece que a oferta foi lançada pela corretora do btg. como o maior volume de ações ordinárias pertence ao estado - antes do leilão eram 204 milhões, analistas não têm dúvida que é o estado que está vendendo. "o outro acionista que tem mais ações é a fundação banrisul, o fundo de pensão dos funcionários do banco, mas que tem 449.054 ações. então, só pode ser o estado vendendo", conclui um analista de uma corretora gaúcha. o jornal do comércio buscou informação com o banrisul para confirmar a operação, mas o banco disse que não comentaria o assunto. a mesma solicitação foi feita à secretaria estadual da fazenda (sefaz), que ainda não se pronunciou. o btg também foi contratado para fazer a corretagem, o que incluiria vender tanto ações preferenciais como as que foram ofertadas nesta sexta. também haveria um valor mínimo de oferta. na oferta anterior, o estado se manifestou por nota justificando que a venda foi motivada "pela busca do equilíbrio fiscal" e para "cumprir compromissos financeiros essenciais". mas não houve detalhamento se o dinheiro seria usado para pagar salários. mercado e entidades sindicais apontam a razão como maior fator. questionado sobre o resultado do negócio, o governo não comentou se a negociação frustrou as expectativas de arrecadação. a secretaria da fazenda explica que, apesar de fechar abaixo da cotação de mercado, a venda foi efetuada por mais de r$ 18,00, que era o valor mínimo pré-estabelecido. com os quase r$ 500 milhões em caixa (venda de dois lotes de ações do banco público), o estado coincidentemente anunciou que pagará na segunda-feira (30), véspera do 1 de maio (dia do trabalho) valor de r$ 4 mil para cada servidor. nos meses anterior, o valor era sempre inferior. laís fracasso analisa que o fato de vender pelo preço mínimo, após alta no dia anterior, poderia ter provocado uma revisão na venda, para elevar o valor mínimo. "em um leilão, o objetivo sempre é que saia pelo maior preço, dependendo da demanda. se saiu pelo mínimo, provavelmente a demanda não foi tão forte", cogita a economista.   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/624516-estado-vende-mais-2-6-milhoes-de-acoes-do-banrisul-na-bolsa.html) o governo do rio grande do sul vendeu nesta sexta-feira (27) mais 2,6 milhões de ações, desta vez de seu estoque de ordinárias (com direito a voto) na bolsa de valores. não houve divulgação antecipada de que ocorreria o leilão no pregão eletrônico da b3 (ex-bm&fbovespa). até operadores e analistas de mercado que acompanham os papéis do banco se disseram surpresos. em 10 de abril, quando o estado vendeu 26 milhões de ações preferenciais, a divulgação ocorreu 24 horas antes em comunicado do banrisul. a oferta desta vez foi da ação brsr3 on, único papel ordinário negociado na bolsa. o volume de papéis foi vendido por r$ 17,69 por ação, que era o preço mínimo definido para o leilão. com isso, o valor bruto obtido ficou em r$ 47,89 milhões. em 10 de abril, a venda de 26 milhões de preferenciais resultou em r$ 484,9 milhões. o governo tinha 99,58% das ações ordinárias antes da venda de hoje e 50,62% do capital do banco. o valor unitário negociado nesta sexta ficou r$ 8,00 abaixo do fechamento do mercado da brsr3 nessa quinta-feira (26), quando a ação encerrou a sessão a r$ 25,73. "uma queda, portanto, de 31,4%", observa a economista laís martins fracasso, analista da fundamenta investimentos. laís lembra que o valor bruto só será repassado ao governo em três dias úteis (regra do mercado). a última vez que a brsr3 havia ficado abaixo de r$ 18,00 por ação foi em 26 de julho de 2017. "imagino que, se governo tivesse mais tempo, poderia fazer vendas melhores, mas se está vendendo a mercado assim, é porque o aperto das contas públicas está complicado", especula a analista da fundamenta. o leilão começou com 2 milhões de ações e, mesmo com preço que não saía do mínimo, a corretora responsável pela operação ampliou o volume. em 10 de abril, a venda das preferenciais passou pela mesma situação: o lote saiu por r$ 18,65, valor mínimo e abaixo da cotação de um dia antes, que fechou a r$ 19,15. um analista de uma corretora gaúcha que acompanha de perto o banco se disse surpreso com a oferta, lembrando o fato de não ter ocorrido divulgação prévia e ainda por um valor bem abaixo do último pregão. até a ampliação da oferta de ações, que costuma ocorrer quando há maior interesse e para elevar preço, chama a atenção, diz ele, pois a negociação se manteve no mínimo pedido. "nunca vamos ver um controlador da gerdau, por exemplo, fazer isso. se fizer tudo bem organizado, com encontros com investidores, road-show etc, o estado conseguiria aumentar muito o obtido hoje", aposta o analista. "quem comprou as ações hoje pelo valor ofertado agradece", ironiza ele, lembrando que mesmo o governo federal, outras estatais e até prefeituras costumam dar publicidade a operações que envolvam ativos. o governo chegou a anunciar em setembro passado que venderia ações ordinárias no limite do controle, mas depois desistiu alegando que o valor das ações estava abaixo do esperado. este ano o banco anunciou que fará abertura de capital da banrisul cartões, uma operação muito esperada pelo mercado. analistas e investidores tinham expectativa de privatização do banco, que depende de plebiscito ou alteração da legislação estadual excluindo a consulta. o governo sartori tem descartado a proposta. para aderir ao acordo de renegociação da dívida com a união, o estado quer fazer plebiscito sobre a venda ou federalização de ceee, sulgás e companhia rio-grandense de mineração (crm). leilão durou uma hora o pregão na b3 (novo da bmf&bovespa) ocorreu entre 11h e 12h05min. na tela do pregão, não é identificado o detentor das ações. aparece que a oferta foi lançada pela corretora do btg. como o maior volume de ações ordinárias pertence ao estado - antes do leilão eram 204 milhões, analistas não têm dúvida que é o estado que está vendendo. "o outro acionista que tem mais ações é a fundação banrisul, o fundo de pensão dos funcionários do banco, mas que tem 449.054 ações. então, só pode ser o estado vendendo", conclui um analista de uma corretora gaúcha. o jornal do comércio buscou informação com o banrisul para confirmar a operação, mas o banco disse que não comentaria o assunto. a mesma solicitação foi feita à secretaria estadual da fazenda (sefaz), que ainda não se pronunciou. o btg também foi contratado para fazer a corretagem, o que incluiria vender tanto ações preferenciais como as que foram ofertadas nesta sexta. também haveria um valor mínimo de oferta. na oferta anterior, o estado se manifestou por nota justificando que a venda foi motivada "pela busca do equilíbrio fiscal" e para "cumprir compromissos financeiros essenciais". mas não houve detalhamento se o dinheiro seria usado para pagar salários. mercado e entidades sindicais apontam a razão como maior fator. questionado sobre o resultado do negócio, o governo não comentou se a negociação frustrou as expectativas de arrecadação. a secretaria da fazenda explica que, apesar de fechar abaixo da cotação de mercado, a venda foi efetuada por mais de r$ 18,00, que era o valor mínimo pré-estabelecido. com os quase r$ 500 milhões em caixa (venda de dois lotes de ações do banco público), o estado coincidentemente anunciou que pagará na segunda-feira (30), véspera do 1 de maio (dia do trabalho) valor de r$ 4 mil para cada servidor. nos meses anterior, o valor era sempre inferior. laís fracasso analisa que o fato de vender pelo preço mínimo, após alta no dia anterior, poderia ter provocado uma revisão na venda, para elevar o valor mínimo. "em um leilão, o objetivo sempre é que saia pelo maior preço, dependendo da demanda. se saiu pelo mínimo, provavelmente a demanda não foi tão forte", cogita a economista. - jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/624516-estado-vende-mais-2-6-milhoes-de-acoes-do-banrisul-na-bolsa.html) o governo do rio grande do sul vendeu nesta sexta-feira (27) mais 2,6 milhões de ações, desta vez de seu estoque de ordinárias (com direito a voto) na bolsa de valores. não houve divulgação antecipada de que ocorreria o leilão no pregão eletrônico da b3 (ex-bm&fbovespa). até operadores e analistas de mercado que acompanham os papéis do banco se disseram surpresos. em 10 de abril, quando o estado vendeu 26 milhões de ações preferenciais, a divulgação ocorreu 24 horas antes em comunicado do banrisul. a oferta desta vez foi da ação brsr3 on, único papel ordinário negociado na bolsa. o volume de papéis foi vendido por r$ 17,69 por ação, que era o preço mínimo definido para o leilão. com isso, o valor bruto obtido ficou em r$ 47,89 milhões. em 10 de abril, a venda de 26 milhões de preferenciais resultou em r$ 484,9 milhões. o governo tinha 99,58% das ações ordinárias antes da venda de hoje e 50,62% do capital do banco. o valor unitário negociado nesta sexta ficou r$ 8,00 abaixo do fechamento do mercado da brsr3 nessa quinta-feira (26), quando a ação encerrou a sessão a r$ 25,73. "uma queda, portanto, de 31,4%", observa a economista laís martins fracasso, analista da fundamenta investimentos. laís lembra que o valor bruto só será repassado ao governo em três dias úteis (regra do mercado). a última vez que a brsr3 havia ficado abaixo de r$ 18,00 por ação foi em 26 de julho de 2017. "imagino que, se governo tivesse mais tempo, poderia fazer vendas melhores, mas se está vendendo a mercado assim, é porque o aperto das contas públicas está complicado", especula a analista da fundamenta. o leilão começou com 2 milhões de ações e, mesmo com preço que não saía do mínimo, a corretora responsável pela operação ampliou o volume. em 10 de abril, a venda das preferenciais passou pela mesma situação: o lote saiu por r$ 18,65, valor mínimo e abaixo da cotação de um dia antes, que fechou a r$ 19,15. um analista de uma corretora gaúcha que acompanha de perto o banco se disse surpreso com a oferta, lembrando o fato de não ter ocorrido divulgação prévia e ainda por um valor bem abaixo do último pregão. até a ampliação da oferta de ações, que costuma ocorrer quando há maior interesse e para elevar preço, chama a atenção, diz ele, pois a negociação se manteve no mínimo pedido. "nunca vamos ver um controlador da gerdau, por exemplo, fazer isso. se fizer tudo bem organizado, com encontros com investidores, road-show etc, o estado conseguiria aumentar muito o obtido hoje", aposta o analista. "quem comprou as ações hoje pelo valor ofertado agradece", ironiza ele, lembrando que mesmo o governo federal, outras estatais e até prefeituras costumam dar publicidade a operações que envolvam ativos. o governo chegou a anunciar em setembro passado que venderia ações ordinárias no limite do controle, mas depois desistiu alegando que o valor das ações estava abaixo do esperado. este ano o banco anunciou que fará abertura de capital da banrisul cartões, uma operação muito esperada pelo mercado. analistas e investidores tinham expectativa de privatização do banco, que depende de plebiscito ou alteração da legislação estadual excluindo a consulta. o governo sartori tem descartado a proposta. para aderir ao acordo de renegociação da dívida com a união, o estado quer fazer plebiscito sobre a venda ou federalização de ceee, sulgás e companhia rio-grandense de mineração (crm). leilão durou uma hora o pregão na b3 (novo da bmf&bovespa) ocorreu entre 11h e 12h05min. na tela do pregão, não é identificado o detentor das ações. aparece que a oferta foi lançada pela corretora do btg. como o maior volume de ações ordinárias pertence ao estado - antes do leilão eram 204 milhões, analistas não têm dúvida que é o estado que está vendendo. "o outro acionista que tem mais ações é a fundação banrisul, o fundo de pensão dos funcionários do banco, mas que tem 449.054 ações. então, só pode ser o estado vendendo", conclui um analista de uma corretora gaúcha. o jornal do comércio buscou informação com o banrisul para confirmar a operação, mas o banco disse que não comentaria o assunto. a mesma solicitação foi feita à secretaria estadual da fazenda (sefaz), que ainda não se pronunciou. o btg também foi contratado para fazer a corretagem, o que incluiria vender tanto ações preferenciais como as que foram ofertadas nesta sexta. também haveria um valor mínimo de oferta. na oferta anterior, o estado se manifestou por nota justificando que a venda foi motivada "pela busca do equilíbrio fiscal" e para "cumprir compromissos financeiros essenciais". mas não houve detalhamento se o dinheiro seria usado para pagar salários. mercado e entidades sindicais apontam a razão como maior fator. questionado sobre o resultado do negócio, o governo não comentou se a negociação frustrou as expectativas de arrecadação. a secretaria da fazenda explica que, apesar de fechar abaixo da cotação de mercado, a venda foi efetuada por mais de r$ 18,00, que era o valor mínimo pré-estabelecido. com os quase r$ 500 milhões em caixa (venda de dois lotes de ações do banco público), o estado coincidentemente anunciou que pagará na segunda-feira (30), véspera do 1 de maio (dia do trabalho) valor de r$ 4 mil para cada servidor. nos meses anterior, o valor era sempre inferior. laís fracasso analisa que o fato de vender pelo preço mínimo, após alta no dia anterior, poderia ter provocado uma revisão na venda, para elevar o valor mínimo. "em um leilão, o objetivo sempre é que saia pelo maior preço, dependendo da demanda. se saiu pelo mínimo, provavelmente a demanda não foi tão forte", cogita a economista. - jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/624516-estado-vende-mais-2-6-milhoes-de-acoes-do-banrisul-na-bolsa.html) o governo do rio grande do sul vendeu nesta sexta-feira (27) mais 2,6 milhões de ações, desta vez de seu estoque de ordinárias (com direito a voto) na bolsa de valores. não houve divulgação antecipada de que ocorreria o leilão no pregão eletrônico da b3 (ex-bm&fbovespa). até operadores e analistas de mercado que acompanham os papéis do banco se disseram surpresos. em 10 de abril, quando o estado vendeu 26 milhões de ações preferenciais, a divulgação ocorreu 24 horas antes em comunicado do banrisul. a oferta desta vez foi da ação brsr3 on, único papel ordinário negociado na bolsa. o volume de papéis foi vendido por r$ 17,69 por ação, que era o preço mínimo definido para o leilão. com isso, o valor bruto obtido ficou em r$ 47,89 milhões. em 10 de abril, a venda de 26 milhões de preferenciais resultou em r$ 484,9 milhões. o governo tinha 99,58% das ações ordinárias antes da venda de hoje e 50,62% do capital do banco. o valor unitário negociado nesta sexta ficou r$ 8,00 abaixo do fechamento do mercado da brsr3 nessa quinta-feira (26), quando a ação encerrou a sessão a r$ 25,73. "uma queda, portanto, de 31,4%", observa a economista laís martins fracasso, analista da fundamenta investimentos. laís lembra que o valor bruto só será repassado ao governo em três dias úteis (regra do mercado). a última vez que a brsr3 havia ficado abaixo de r$ 18,00 por ação foi em 26 de julho de 2017. "imagino que, se governo tivesse mais tempo, poderia fazer vendas melhores, mas se está vendendo a mercado assim, é porque o aperto das contas públicas está complicado", especula a analista da fundamenta. o leilão começou com 2 milhões de ações e, mesmo com preço que não saía do mínimo, a corretora responsável pela operação ampliou o volume. em 10 de abril, a venda das preferenciais passou pela mesma situação: o lote saiu por r$ 18,65, valor mínimo e abaixo da cotação de um dia antes, que fechou a r$ 19,15. um analista de uma corretora gaúcha que acompanha de perto o banco se disse surpreso com a oferta, lembrando o fato de não ter ocorrido divulgação prévia e ainda por um valor bem abaixo do último pregão. até a ampliação da oferta de ações, que costuma ocorrer quando há maior interesse e para elevar preço, chama a atenção, diz ele, pois a negociação se manteve no mínimo pedido. "nunca vamos ver um controlador da gerdau, por exemplo, fazer isso. se fizer tudo bem organizado, com encontros com investidores, road-show etc, o estado conseguiria aumentar muito o obtido hoje", aposta o analista. "quem comprou as ações hoje pelo valor ofertado agradece", ironiza ele, lembrando que mesmo o governo federal, outras estatais e até prefeituras costumam dar publicidade a operações que envolvam ativos. o governo chegou a anunciar em setembro passado que venderia ações ordinárias no limite do controle, mas depois desistiu alegando que o valor das ações estava abaixo do esperado. este ano o banco anunciou que fará abertura de capital da banrisul cartões, uma operação muito esperada pelo mercado. analistas e investidores tinham expectativa de privatização do banco, que depende de plebiscito ou alteração da legislação estadual excluindo a consulta. o governo sartori tem descartado a proposta. para aderir ao acordo de renegociação da dívida com a união, o estado quer fazer plebiscito sobre a venda ou federalização de ceee, sulgás e companhia rio-grandense de mineração (crm). leilão durou uma hora o pregão na b3 (novo da bmf&bovespa) ocorreu entre 11h e 12h05min. na tela do pregão, não é identificado o detentor das ações. aparece que a oferta foi lançada pela corretora do btg. como o maior volume de ações ordinárias pertence ao estado - antes do leilão eram 204 milhões, analistas não têm dúvida que é o estado que está vendendo. "o outro acionista que tem mais ações é a fundação banrisul, o fundo de pensão dos funcionários do banco, mas que tem 449.054 ações. então, só pode ser o estado vendendo", conclui um analista de uma corretora gaúcha. o jornal do comércio buscou informação com o banrisul para confirmar a operação, mas o banco disse que não comentaria o assunto. a mesma solicitação foi feita à secretaria estadual da fazenda (sefaz), que ainda não se pronunciou. o btg também foi contratado para fazer a corretagem, o que incluiria vender tanto ações preferenciais como as que foram ofertadas nesta sexta. também haveria um valor mínimo de oferta. na oferta anterior, o estado se manifestou por nota justificando que a venda foi motivada "pela busca do equilíbrio fiscal" e para "cumprir compromissos financeiros essenciais". mas não houve detalhamento se o dinheiro seria usado para pagar salários. mercado e entidades sindicais apontam a razão como maior fator. questionado sobre o resultado do negócio, o governo não comentou se a negociação frustrou as expectativas de arrecadação. a secretaria da fazenda explica que, apesar de fechar abaixo da cotação de mercado, a venda foi efetuada por mais de r$ 18,00, que era o valor mínimo pré-estabelecido. com os quase r$ 500 milhões em caixa (venda de dois lotes de ações do banco público), o estado coincidentemente anunciou que pagará na segunda-feira (30), véspera do 1 de maio (dia do trabalho) valor de r$ 4 mil para cada servidor. nos meses anterior, o valor era sempre inferior. laís fracasso analisa que o fato de vender pelo preço mínimo, após alta no dia anterior, poderia ter provocado uma revisão na venda, para elevar o valor mínimo. "em um leilão, o objetivo sempre é que saia pelo maior preço, dependendo da demanda. se saiu pelo mínimo, provavelmente a demanda não foi tão forte", cogita a economista. jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/624516-estado-vende-mais-2-6-milhoes-de-acoes-do-banrisul-na-bolsa.html)
25/04/2018

Alta cobrança do IRPF ajuda aporte em PGBL

 falta de reajuste da tabela do imposto de renda incentiva declarantes a pesquisar informações sobre vantagens na contratação de planos geradores de benefícios livres fonte: dci por ernani fagundes • são paulo a falta de correção pela inflação da tabela do imposto de renda (ir) e o aprendizado dos declarantes com as vantagens fiscais está incentivando uma maior procura por planos geradores de benefícios livres (pgbl) para complementar a aposentadoria no futuro. no ano passado, de acordo com dados da federação nacional de previdência privada e vida (fenaprevi), o aporte em pgbls – feito por pessoas físicas que fazem a declaração completa do imposto de renda (irpf) cresceu 14% para r$ 10,17 bilhões, enquanto as contribuições para o vida gerador de benefícios livres (vgbls) – voltada para quem faz a declaração no modelo simplificado – avançou 1,6% para r$ 106,62 bilhões. “independente da correção da tabela do ir, para quem faz a declaração completa, a aplicação em pgbl é extremamente vantajosa. dependendo do valor da renda aos 65 anos, talvez ela nem pague mais o imposto de renda”, lembrou o gerente comercial da brasilprev, wagner soares. ele explicou que no modelo pgbl, pela tabela progressiva compensável, o limite de isenção dobra de r$ 1.903,38 para r$ 3.806,76 quando o declarante atinge os 65 anos. “isso vale para a renda (somada) do inss e da previdência complementar”, disse. o superintendente da icatu seguros, bruno hoffmann, também lembra que a pessoa física pode abater até 12% do imposto devido com aportes no pgbl. “essa contribuição acumulada ao longo do tempo irá rentabilizar e formar uma reserva importante para o futuro”, explica hoffmann. ele contou que, em geral, no início de carreira, as pessoas costumam contratar um vgbl (voltado para declaração simplificada), mas depois de um determinado patamar de renda, o pgbl passa a ser mais interessante. “é comum [a partir daí] ter os dois produtos e contribuir para aquele que for mais conveniente”, respondeu. além da demanda por pgbls, hoffmann também aponta a procura por esses planos de previdência na categoria multimercados por causa do momento de juros baixos nos planos de previdência renda fixa. “a icatu sempre promoveu essa diversificação. o mercado era muito concentrado em renda fixa”, disse. sobre esse movimento de diversificação, soares contou que a brasilprev trabalha com o conceito de “carteiras sugeridas” de acordo com o perfil de cada investidor. “temos diferentes fundos de previdência, e o cliente pode compor sua carteira com renda fixa, multimercados ou dividendos [ações]”, detalhou. em termos de rentabilidade, dados da associação brasileira das entidades dos mercados financeiro e de capitais (anbima) mostram que nos últimos 12 meses até 18 de abril, os fundos de previdência renda fixa renderam 8,85%; seguido pelos planos multimercados com 10,06%, e a previdência ações com ganhos de 32,17%. “é um investimento para o longo prazo”, diz hoffmann. na visão do ceo da plataforma (fintech) ciclic, raphael swierczynski, existe uma demanda por produtos de previdência privada que não foi completamente atendida. “fizemos um estudo de mercado e existe uma demanda real da maioria da população. e é muito provável que a reforma [das aposentadorias públicas] volte a pauta no próximo governo”, disse o executivo. segundo o estudo da ciclic, mais de 90% da população se enquadra no vgbl. “mas há muito interesse pelo pgbl no mês de dezembro, por causa do ir”, diz swierczynski. dicas na declaração a diretora de vida, previdência e investimentos da porto seguro, fernanda pasquarelli, diz que uma pessoa que tenha um rendimento de r$ 3 mil por mês e aplica 5% desse valor em um plano pgbl, teria investido ao longo do ano r$ 1,8 mil, já dedutível do ir. “no entanto, para aproveitar melhor o incentivo, até o final do ano ela pode ainda fazer um aporte extra de r$ 2.520,00 e, assim, deduzir um total de r$ 4.320,00 no seu imposto [12% da sua renda bruta anual]. isso pode gerar mais economia com o ir”, exemplificou a diretora. a brasilprev avisa que o prazo final para a declaração de ajuste anual do imposto de renda da pessoa física (irpf) vai até 30 de abril. “este plano [pgbl] deve ser mencionado na ficha de pagamentos e doações efetuadas, código 36, da declaração de ajuste anual do ir”, orienta. “quem possui um vgbl deve informar o montante de contribuições feitas até o final do ano base na ficha de relação de bens e direitos, pelo código 97”, recomenda.
25/04/2018

Números do primeiro trimestre de 2018 injetam mais otimismo no mercado de seguros

 o fechamento do primeiro trimestre do ano reforçou a expectativa do mercado de seguros de que 2018 será de melhores resultados. até março, a receita de seguros de ramos elementares, que incluem as apólices para patrimônio e não considera o dpvat, cresceu 7% ante igual intervalo de 2017, enquanto o de pessoas avançou 13%, conforme dados da carta de conjuntura do sindicato dos corretores no estado de são paulo (sincor-sp) que será divulgada hoje, 25. agora vai? isso já se reflete no otimismo do setor. o índice de confiança do setor de seguros (icss) chegou a 123,5 pontos em março, voltando a crescer no comparativo mensal. ficou, porém, abaixo do recorde visto em janeiro, de 127,2 pontos. fonte: economia & negócios
25/04/2018

Corretores de seguros aprovam prestação de contas do Sincor-SP

 com 115 votos a favor, os corretores de seguros aprovaram a prestação de contas do exercício de 2017 do sincor-sp, durante assembleia geral ordinária, realizada na sede da entidade no dia 23 de abril, conforme edital publicado no jornal o estado de são paulo do dia 12. na ocasião, foi apresentado o relatório de administração e prestação de contas – exercício 2017, que apresentou os balanços, as entregas da gestão, notas explicativas, além dos comparativos do ano. “produzimos este relatório para mostrar detalhadamente aos associados o que é feito com o investimento que eles depositam no sincor-sp”, declara o presidente, alexandre camillo. o documento está disponível para os associados no portal da transparência. a mesa diretiva foi presidida pelo corretor de seguros manuel dantas matos e contou com a presença de eduardo pileggi (conselho fiscal), braz romildo fernandes (diretor da regional são paulo centro), marco damiani (1º tesoureiro) e alexandre camillo (presidente). fonte: comunicação sincor-sp
25/04/2018

Como os milionários planejam a sucessão patrimonial para pagar menos impostos

 estratégia envolve uma série de ferramentas, desde a constituição de holdings familiares à contratação de seguros de vida como os milionários planejam a sucessão patrimonial para pagar menos impostos – infomoney   veja mais em: http://www.infomoney.com.br/conteudo-patrocinado/noticia/7390150/como-milionarios-planejam-sucessao-patrimonial-para-pagar-menos-impostos
25/04/2018

CVG/RS organiza Feijoada de Integração do Mercado no Dia Continental do Seguro

  segunda edição da iniciativa acontece no dia 19 de maio, no grêmio náutico gaúcho o dia continental do seguro foi criado para ressaltar a importância social e econômica do ramo, além de promover confraternização entre os profissionais de seguros das américas. a data, comemorada no dia 14 de maio, ganha comemoração especial em porto alegre (rs). o clube de seguros de vida e benefícios do rio grande do sul (cvg/rs) organiza pelo segundo ano consecutivo a feijoada de integração do mercado, no grêmio náutico gaúcho.
25/04/2018

Setor externo tem superávit de US$ 798 milhões em março, revela BC

 após o superávit de us$ 283 milhões em fevereiro, o resultado das transações correntes seguiu positivo em us$ 798 milhões em março deste ano, informou nesta quarta-feira (25) o banco central. a instituição projetava para o mês passado superávit em conta de us$ 200 milhões. a estimativa atual do bc, atualizada em março, é de que o rombo externo de 2018 seja de us$ 23,3 bilhões. a balança comercial registrou saldo positivo de us$ 5,974 bilhões em março, enquanto a conta de serviços ficou negativa em us$ 2,776 bilhões. a conta de renda primária também ficou deficitária, em us$ 2,577 bilhões. no caso da conta financeira, o resultado ficou no azul em us$ 1,047 bilhão. no acumulado do primeiro trimestre de 2018, o rombo nas contas externas soma us$ 3,219 bilhões. já nos 12 meses até março deste ano, o saldo das transações correntes está negativo em us$ 8,337 bilhões, o que representa 0,41% do produto interno bruto (pib). a remessa de lucros e dividendos de companhias instaladas no brasil para suas matrizes foi de us$ 184 milhões em março, informou o banco central. a saída líquida representa volume menor que os us$ 1,021 bilhão que foram enviados em igual mês do ano passado, já descontados os ingressos. no acumulado do primeiro trimestre, a saída líquida de recursos via remessa de lucros e dividendos alcançou us$ 473 milhões. a expectativa do bc é de que a remessa de lucros e dividendos deste ano some us$ 24,5 bilhões. a conta de viagens internacionais voltou a registrar déficit em março, informou o banco central. no mês passado, quando o dólar subiu 2,43% ante o real, a diferença entre o que os brasileiros gastaram lá fora e o que os estrangeiros desembolsaram no brasil foi de um saldo negativo de us$ 980 milhões. em igual mês de 2017, o déficit nessa conta foi de us$ 883 milhões. o desempenho da conta de viagens internacionais foi determinado por despesas de brasileiros no exterior, que somaram us$ 1,524 bilhão em março. já o gasto dos estrangeiros em passeio pelo brasil ficou em us$ 544 milhões no mês passado. no primeiro trimestre, o saldo líquido dessa conta está negativo em us$ 2,998 bilhões. para 2018, o bc estima um déficit de us$ 17,3 bilhões para esta rubrica, mais que os us$ 13,192 bilhões de déficit registrados em 2017. o banco central informou ainda que as despesas com juros externos somaram us$ 754 milhões em março, ante us$ 1,332 bilhão em igual mês do ano passado. no acumulado do primeiro trimestre, essas despesas alcançaram us$ 5,868 bilhões. para este ano, o bc projeta pagamento de juros no valor de us$ 19,4 bilhões.   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/623972-setor-externo-tem-superavit-de-us-798-milhoes-em-marco-revela-bc.html)

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

Praça Otávio Rocha, 65 - 1º andar
Centro Histórico - Porto Alegre/RS
CEP.: 90020-140
+55 (51) 3228.1999

News

Receba nossas novidades

LIGUE

+55 51 3228-1999

Ouvidoria
0800 703 1989
E-mail: ouvidoria@sinapp.org.br

Atendimento ao Deficiente Auditivo e de Fala através da TSPC-CAS – Central de
Atendimento a Deficientes Auditivos ou de Fala -
0800 200 0819 E-mail: sac.especial.auditivo.fala@sinapp.org.br

Atendimento ao
Deficiente Visual
0800-703-1989