18/05/2018

Instabilidade faz dólar bater R$ 3,77 e interrompe negociações de títulos públicos

 em dia de forte instabilidade no mercado financeiro, o dólar bateu r$ 3,77 e a bolsa chegou a cair quase 2% nesta sexta-feira (18), acompanhando o cenário externo. às 12h35min, o dólar comercial subia 1,40%, para r$ 3,752. é o sexto dia de alta da moeda americana. o dólar à vista, no mesmo horário, tinha alta de 1,40%, para r$ 3,752. no mundo, o dólar ganhava força ante 26 das 31 principais divisas globais às 12h36min. a bolsa brasileira recuava 1,56%, para 82.318 pontos, no horário. as turbulências observadas no dólar e na bolsa também afetaram os títulos públicos. o tesouro informou que, devido à forte volatilidade nas taxas de juros dos títulos públicos nesta manhã, o tesouro direto foi suspenso às 9h50min. a expectativa é de normalização por volta de 15h30min - antes, a projeção era de que as negociações fossem retomadas meio-dia. por trás das turbulências está a recuperação da economia americana, que gera expectativa de um aumento da inflação que possa levar o banco central dos estados unidos a acelerar o processo de alta de juros no país. "o mercado todo imaginava movimento de correção mais lento e gradual", diz paulo saba, diretor de tesouraria do banco daycoval. para ele, parte da culpa das instabilidades é do próprio mercado. "na hora que alguém grande começa a deslocar recursos olhando para taxas americanas e deslocando de emergentes para o dólar, tem um efeito manada." os rendimentos dos títulos americanos com vencimento em dez anos, que encostaram em 3,12% nesta quinta-feira, recuaram para 3,077% nesta sexta. uma semana atrás, estavam em 2,97%. nos estados unidos, os indicadores americanos operam sem uma direção definida. o índice dow jones sobe 0,06%, o s&p 500 recua 0,1% e o índice da bolsa nasdaq perde 0,12%. para alvaro bandeira, economista-chefe da modalmais, a percepção de risco maior para emergentes se mantém. "além disso, [pesam] declarações sempre polêmicas de donald trump sobre dificuldades nas negociações comerciais com a união europeia e também certo desdém com o próximo encontro com a coreia do norte", afirmou, em relatório. o cds (credit default swap, espécie de seguro contra calote) também espelha o aumento da percepção de risco-país. o indicador avança 4,30%, a 202,6 pontos, no maior nível desde setembro do ano passado. no mercado de juros futuros, os contratos mais negociados sobem. o di com vencimento em julho de 2018 avança de 6,407% para 6,425%. o di para janeiro de 2019 subia de 6,600% para 6,735%.   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/05/economia/628148-instabilidade-faz-dolar-bater-r-3-77-e-interrompe-negociacoes-de-titulos-publicos.html)
18/05/2018

Bolsa não caiu, mas 'variou', diz Temer sobre mau humor do mercado

 presidente classificou movimento de queda como 'mais do que natural' presidente classificou movimento de queda como 'mais do que natural' evaristo sa/afp/jc um dia após o índice bovespa recuar 3,37%, o presidente michel temer minimizou os efeitos da queda no indicador. em discurso na capital paulista, o emedebista afirmou que a bolsa não caiu, mas "variou", porque não voltou ao patamar de dois anos atrás, antes de ele assumir o governo. o presidente classificou a queda no índice como "mais do que natural". ao citar os dados do ibovespa, temer disse que é preciso "confiar" no que está acontecendo no brasil. dizer que a bolsa "caiu", afirmou', é uma "ideia pessimista". ao citar o patamar do ibovespa, o presidente se confundiu e disse que o indicador caiu para "83%", quando na verdade o índice fechou na quinta-feira (17) aos 83.621,94 pontos. ele lembrou que o indicador já esteve bem abaixo (48 mil pontos) antes de assumir o governo. "quando há uma variação na bolsa, que é mais do que natural, porque essas coisas são assim. a bolsa não caiu, ela variou, que é diferente de cair", comentou o presidente. "cair seria voltar aos padrões de dois anos, dois anos e pouco atrás." o presidente destacou que é preciso transmitir uma mensagem de "otimismo". citando o ex-ministro da fazenda henrique meirelles, que também estava no evento, temer disse que os dois tiveram "coragem" ao propor o teto dos gastos públicos e outras medidas econômicas na gestão. mais uma vez, o presidente procurou dar um tom de otimismo com o brasil em seu discurso. "com otimismo, com certeza de que o brasil saiu da recessão e vai caminhar, é que eu digo 'vamos em frente'", declarou ao encerrar seu discurso. o presidente também destacou as propostas de privatizações e afirmou que a iniciativa privada tem mais condições de aplicar inovações tecnológicas no país. para ele, sem integração entre o governo e as empresas privadas, "o brasil não prospera". temer repetiu ainda que as ações do governo foram realizadas "graças ao diálogo" com o congresso e com a sociedade.   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/05/economia/628186-bolsa-nao-caiu-mas-variou--diz-temer-sobre-mau-humor-do-mercado.html)  
18/05/2018

Dólar chega a R$ 3,74 e Bovespa cai 2,29% no início da tarde

 em sexto dia consecutivo de alta, moeda americana chegou a bater em r$ 3,77 durante a manhã. em sexto dia consecutivo de alta, moeda americana chegou a bater em r$ 3,77 durante a manhã caliel costa/visualhunt/divulgação/jc folhapress em dia de forte instabilidade no mercado financeiro, o dólar comercial subia 1,1%, para r$ 3,741, às 14h54 desta sexta-feira (18). é o sexto dia de alta da moeda americana, que, pela manhã, chegou a bater em r$ 3,77, acompanhando o cenário externo. no início da tarde, o dólar à vista tinha alta de 1,20%, a r$ 3,745. no mundo, a moeda ganhava força ante 25 das 31 principais divisas globais às 14h55. ao mesmo tempo, a bolsa brasileira recuava 2,29%, para 81.709 pontos. as turbulências observadas no dólar e na bolsa também afetaram os títulos públicos. devido à forte volatilidade nas taxas de juros dos títulos públicos nesta manhã, o tesouro direto foi suspenso às 9h50. a expectativa é de normalização por volta de 15h30 -antes, a projeção era de que as negociações fossem retomadas meio-dia. por trás das turbulências está a recuperação da economia americana, que gera expectativa de um aumento da inflação que possa levar o banco central dos estados unidos a acelerar o processo de alta de juros no país. "o mercado todo imaginava movimento de correção mais lento e gradual", diz paulo saba, diretor de tesouraria do banco daycoval. para ele, parte da culpa das instabilidades é do próprio mercado. "na hora que alguém grande começa a deslocar recursos olhando para taxas americanas e deslocando de emergentes para o dólar, tem um efeito manada." os rendimentos dos títulos americanos com vencimento em dez anos, que encostaram em 3,12% nesta quinta-feira (17), recuaram para 3,077% nesta sexta. uma semana atrás, estavam em 2,97%. nos estados unidos, os indicadores americanos operam sem uma direção definida. às 14h55, o índice dow jones subia 0,01%, o s&p 500 recuava 0,23% e o índice da bolsa nasdaq perdia 0,28%. para alvaro bandeira, economista-chefe da modalmais, a percepção de risco maior para emergentes se mantém. "além disso, (pesam) declarações sempre polêmicas de donald trump sobre dificuldades nas negociações comerciais com a união europeia e também certo desdém com o próximo encontro com a coreia do norte", afirmou, em relatório. adeodato netto, estrategista-chefe da eleven financial, vê r$ 3,70 como o limite de valorização para a moeda americana. "acima disso, é uma valorização circunstancial. estruturalmente, r$ 3,70 deveria ser o teto. mas enquanto não acalmarmos os ânimos, vai continuar essa volatilidade", afirma. o cds (credit default swap, espécie de seguro contra calote) também espelha o aumento da percepção de risco-país. o indicador avança 3,85%, a 201,7 pontos, no maior nível desde setembro do ano passado. no mercado de juros futuros, os contratos mais negociados sobem. o di com vencimento em julho de 2018 avança de 6,407% para 6,425%. o di para janeiro de 2019 subia de 6,600% para 6,675%.   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/05/economia/628180-dolar-chega-a-r-3-74-e-bovespa-cai-2-29-no-inicio-da-tarde.html)
18/05/2018

Bolsas da Europa recuam, com foco na política da Itália e no comércio global

 as bolsas europeias fecharam em baixa nesta sexta-feira (18), mas sem sinal único ao longo da semana. hoje, influiu a cautela com os desdobramentos políticos na itália e também com as negociações entre estados unidos e china na arena comercial. o índice stoxx 600 fechou em queda de 0,28%, em 394,67 pontos. a bolsa de milão teve o pior desempenho, com o índice ftse-mib em baixa de 1,48%, a 23.449,65 pontos, recuando 2,94% na comparação semanal. mais cedo, foi divulgada a notícia de que o movimento 5 estrelas e a liga fecharam um programa conjunto para governar. os partidos prometem reduzir a dívida pública italiana com medidas que impulsionem o consumo e, consequentemente, o crescimento econômico. investidores, porém, temem que o resultado seja mais relaxamento nos gastos governamentais e uma piora das contas públicas, em uma administração possivelmente mais distante do restante da zona do euro. entre as ações mais negociadas na itália, banca carige ficou estável, mas intesa sanpaolo e telecom italia caíram 2,45% e 3,41%, respectivamente. no caso da companhia do setor de telecomunicações, influiu um corte na recomendação do papel. banco bpm recuou 6,36%, enquanto monte dei paschi teve baixa de 3,52%, após este despencar quase 9% na sessão anterior, em meio a relatos de que o próximo governo pretende manter o banco sob controle estatal. as negociações entre os eua e a china também seguiram no radar. nesse caso, um insucesso pode ter grandes proporções para o quadro global do comércio, com o risco de tarifas e retaliações. nesta semana, uma delegação chinesa está em washington para tratar do tema. na agenda de indicadores, a balança comercial da zona do euro teve superávit de 21,2 bilhões de euros em março, em leve alta. as exportações subiram 0,8% ante fevereiro, enquanto as importações cresceram 0,7%. na alemanha, a inflação ao produtor de abril ficou em 2%. na bolsa de londres, o índice ftse-100 fechou em queda de 0,12%, em 7.778,79 pontos, mas subiu 0,70% na comparação semanal. glencore teve baixa de 4,4%, diante da notícia de que pode ser alvo de uma investigação britânica centrada em negócios da mineradora no congo. anglo american caiu 1,23%, mas antofagasta avançou 0,18%. astrazeneca, por sua vez, caiu 2%, após registrar queda em seu lucro no primeiro trimestre. em frankfurt, o índice dax teve baixa de 0,28%, a 13.077,72 pontos, embora na semana tenha avançado 0,59%. no setor de energia, e.on subiu 0,63%, mas entre os bancos deutsche bank e commerzbank perderam 1,94% e 1,77%, respectivamente. steinhoff teve ganho de 7,72%, enquanto deutsche telekom recuou 4,92%. na bolsa de paris, o cac-40 caiu 0,13%, a 5.614,51 pontos, e na semana avançou 1,31%. a petroleira total recuou 0,04% e o société générale teve baixa de 0,50%, mas a montadora peugeot subiu 0,19%. vallourec foi o papel mais negociado, em baixa de 2,43%. em madri, o ibex-35 teve queda de 1,02%, a 10.112,40 pontos, perdendo 1,55% na semana. entre os bancos espanhóis, santander caiu 2,73% hoje e banco de sabadell recuou 3,39%, enquanto bbva perdeu 1,89%. já endesa e iberdrola subiram 0,25% e 0,61%, respectivamente. na bolsa de lisboa, o psi-20 fechou em queda de 0,66%, em 5.715,42 pontos. na comparação semanal, porém, a praça lisboeta avançou 1,81%. hoje, banco comercial português recuou 4,16%, enquanto galp subiu 0,30%. addthis sharing buttons share to facebookshare to twittershare to linkedinshare to e-mailshare to imprimir comentar | corrigir | compartilhar comentários seja o primeiro a comentar esta notícia hoje no jc para folhear modo texto assine já ios android capa leia também instabilidade faz dólar bater r$ 3,77 e interrompe negociações de títulos públicos ibovespa abre em firme queda e chega a perder nível dos 82 mil pontos juros disparam em sintonia com dólar forte e mercado desafiando bc dólar salta para r$ 3,730 com exterior e desconforto interno capinha cadastre seu e-mail no formulário abaixo para começar a receber a newsletter diária.   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/05/economia/628166-bolsas-da-europa-recuam-com-foco-na-politica-da-italia-e-no-comercio-global.html)  
16/05/2018

Sete informações que você precisa saber sobre previdência privada

 no próximo dia 14, tem início a 5ª edição da semana nacional de educação financeira, promovida anualmente pelo comitê nacional de educação financeira (conef) e que tem como objetivo promover a estratégia nacional de educação financeira (enef). com participação ativa nesta iniciativa pela quarta vez, a brasilprev, maior empresa de previdência privada do país, lista sete informações que toda pessoa precisa saber antes de contratar um plano. 01- defina seus projetos futuros e planeje como irá atingi-los defina os seus projetos de vida e o prazo em que pretende realizar cada um deles. quando se tem clareza dos objetivos, datas e etapas, fica mais fácil buscar motivação e economizar para o futuro. se os projetos forem de médio ou longo prazos, a previdência privada se mostra uma ferramenta imbatível para poupar recursos, pois oferece benefícios tributários e ainda incentiva a disciplina por conta das contribuições mensais. 02 - pesquise sobre a instituição financeira que administrará seu dinheiro a escolha da instituição que ficará responsável por administrar seus recursos deve ser feita com bastante critério e cuidado. avalie o histórico e a reputação da empresa no mercado, busque seus índices de menções no procon e sites de reclamações. opte por uma organização sólida, lembrando que um plano de previdência privada pressupõe uma relação durante muitos anos. veja se a instituição escolhida se preocupa com controles e segue processos seguros. afinal, seus recursos financeiros devem estar em boas mãos para que você viabilize seus projetos. 03 - tenha em mente o tipo de declaração de imposto de renda que você faz o plano gerador de benefício livre (pgbl) é indicado para quem realiza a declaração completa, pois permite abater do imposto de renda (ir) os aportes ao plano até um limite máximo de 12% da renda bruta tributável. já a modalidade vida gerador de benefício livre (vgbl) é indicada para quem é isento da declaração ou utiliza o formato simplificado, pois esta não permite abater no ir os aportes realizados ao plano. esta modalidade também é indicada para quem já investe em um pgbl, mas quer investir mais de 12% de sua renda bruta em previdência privada. no vgbl, no caso de resgates ou pagamento de benefícios, o ir incidirá apenas sobre os rendimentos e não sobre os depósitos efetuados no plano. 04 - avalie a tabela de tributação mais vantajosa uma das escolhas que você fará ao adquirir um plano é a tabela do imposto de renda na qual os recursos serão tributados: progressiva ou regressiva. na tabela regressiva, a pessoa será tributada de acordo com o tempo decorrido de cada aporte até o momento do resgate, iniciando com uma alíquota de 35% e decrescendo a um patamar mínimo de 10% após 10 anos. a segunda é a tabela progressiva, na qual o investidor estará sujeito, em caso de resgate, a retenção de 15% de ir na fonte e compensação na declaração anual do ir com base na tabela em vigor. para decidir entre as duas, leve em consideração o seu perfil tributário e o seu planejamento de renda. 05 - conheça seu perfil e defina em qual tipo de fundo você quer investir no momento de escolha dos fundos de investimentos, o diferencial da previdência é contar com fundos que se adequam ao seu perfil, sejam totalmente de renda fixa ou com parcela em renda variável. com o cenário econômico de queda na taxa de juros, é mandatório que todos tenham maior atenção no poder da diversificação de recursos para obter ganhos diferenciados. a brasilprev oferece uma vasta prateleira de opções de fundos de renda fixa e multimercado, com conceitos diferenciados, como os fundos data-alvo. toda esta estrutura é suportada por consultoria, para que o cliente tenha uma carteira de investimentos adequada ao seu perfil e necessidade. agora, lembre-se: previdência privada não se trata apenas de um fundo, mas, sim, de um produto de acúmulo de recursos com outras vantagens, como benefícios fiscais e tributários, a ausência de come-cotas nos fundos de investimentos, entre outras”, diz marcelo wagner, diretor financeiro da companhia (foto). 06 - avalie as taxas dos produtos antes de contratar um plano duas taxas podem incidir sobre um plano de previdência: a taxa de administração financeira – cobrada pela tarefa de administrar o dinheiro do fundo de investimento – e a taxa de carregamento – que serve para cobrir despesas de corretagem e administração. é importante fazer comparação entre instituições e verificar as melhores ofertas antes de contratar o produto. 07 - acompanhe seus rendimentos e a evolução do seu plano é sempre importante ter em mente que a previdência privada é voltada para o longo prazo, logo, a natureza de alocação desses fundos segue uma estratégia para ganhos em um espaço maior de tempo. por isso, acompanhe a rentabilidade de prazos sempre superior a um ano, sendo ainda mais eficaz verificar períodos de 36, 48, 60 ou 72 meses. além disso, você deve periodicamente acompanhar a evolução da sua reserva frente às suas necessidades e eventuais alterações no padrão de vida, decorrentes, por exemplo, de crescimento profissional, formação de família e filhos. nesses casos, você deve avaliar se suas contribuições ainda são suficientes para realizar seus projetos frente a uma nova realidade familiar, profissional ou mesmo a alteração do objetivo inicialmente previsto. fonte: segs por pepita martin ortega
16/05/2018

Susep criou comissão para analisar o futuro do DPVAT

 no estado de s. paulo, antonio penteado mendonça, escreve que a superintendência de seguros privados (susep) criou uma comissão para analisar o futuro do dpvat, o seguro obrigatório de veículos, com forte viés de substituí-lo por outro de responsabilidade civil nos moldes do seguro obrigatório para veículos europeu. ele aponta que, curiosamente, de acordo com as atas das reuniões, a susep e o ministério da fazenda são favoráveis ao novo seguro, enquanto as seguradoras se batem pela manutenção do dpvat, com as alterações necessárias a adequá-lo à realidade brasileira, que, diga-se de passagem, não são muitas e fazem muito mais sentido. mendonça avalia que o dpvat é uma invenção brasileira que deu certo. além disso, na prática, o dpvat é o único arrimo de uma massa impressionante de pessoas das classes d e e, que têm seus familiares vitimados por acidentes de trânsito. e ressalta que não duvida da capacidade profissional dos técnicos da susep e do ministério da fazenda, mas diz que pouquíssimos deles têm prática de campo no setor de seguros. “basta ler algumas condições que são impostas ao mercado para ver que eles não sabem como é a rotina de uma seguradora e como acontecem as regulações e liquidações de sinistros”. fonte: portal nacional de seguros
16/05/2018

Funcesp tem nova diretora de previdência

 a funcesp, maior fundo de pensão patrocinado por empresas da iniciativa privada do país, acaba de eleger luciana dalcanale para assumir a diretoria de previdência. a executiva, que integra a equipe da instituição há dois anos, é a primeira gerente executiva a assumir a posição de diretora na história da entidade e terá como desafio promover a expansão e os novos formatos de planos de previdência da entidade. luciana dalcanale é formada em ciências atuariais pela universidade federal do rio de janeiro (ufrj) e conta com uma extensa bagagem profissional na área de previdência complementar. atuou a maior parte da carreira em consultorias e, ao longo de quase 20 anos, acumulou uma visão diversificada sobre a área de previdência e de seguros. a executiva ingressou na entidade em maio de 2016 como gerente executiva da área atuarial, que cuida das obrigações legais da entidade frente ao governo e tem como objetivo promover melhorias nos planos. "a funcesp já é reconhecida por seus serviços de qualidade, agora tenho o grande objetivo de buscar produtos mais aderentes a novas práticas de mercado, que vem surgindo com a transformação das empresas patrocinadoras, e ainda criar procedimentos de compreensão dos participantes sobre seus direitos, com regras mais claras que também sejam atrativas para as empresas", comenta luciana. a executiva assume o cargo no lugar de euzébio bomfim, que há 19 anos atuava como diretor de previdência, e que agora assume a diretoria administrativa e de benefícios. a frente dessa nova posição, o objetivo do diretor é contribuir com sua experiência e dedicação à funcesp para o fortalecimento das gerências de gestão administrativa e financeira, tecnologia da informação e gestão em saúde. "a diretoria comandada por euzébio foi responsável por grandes transformações e trouxe muito sucesso para a instituição. tenho a responsabilidade de manter esse legado e dar continuidade a todas essas conquistas", finaliza luciana. a funcesp comemora o reforço nas diretorias executivas, com o compromisso de manter a excelência de suas ações e dirigir a entidade para os desafios do futuro. sobre a funcesp é o maior fundo de pensão patrocinado por empresas da iniciativa privada do país, de acordo com dados da previc, órgão regulador das entidades de previdência complementar. com recursos para investimento da ordem de r$ 28 bilhões, ocupa a quarta posição no ranking geral do setor por ativos de investimento. possui 107 mil participantes de previdência – cerca de 15 mil ativos, 30 mil assistidos e 62 mil dependentes previdenciários – e opera uma folha de pagamento de benefícios de r$ 1,7 bilhão anual. atualmente tem como patrocinadoras as seguintes empresas, para as quais administra benefícios de previdência e/ou saúde: aes eletropaulo, aes tietê, cesp, grupo cpfl (cpfl energia, cpfl brasil, cpfl geração, cpfl paulista, cpfl piratininga), cteep, rio paranapanema, elektro e emae e a própria entidade. a funcesp também é referência como operadora de saúde sem fins lucrativos, classificada pela ans com o mais alto nível de satisfação. atualmente, administra os planos de saúde digna saúde, pes, nosso plano de saúde e extensive, que totalizam cerca de 80 mil vidas. fonte: segs por paula rocha
16/05/2018

SP-PREVCOM promove evento de educação financeira

 palestra com nathalia arcuri, criadora do canal "me poupe", integra a programação da 5ª semana nacional de educação financeira a fundação de previdência complementar do estado de são paulo (sp-prevcom) promove nesta quinta-feira (17/5) em são paulo (sp) uma palestra com a youtuber nathalia arcuri, criadora do canal "me poupe". o evento, aberto aos participantes inscritos na fundação, integra a programação da 5ª semana nacional de educação financeira que se realiza no período de 14 a 20 de maio com o objetivo de difundir a importância do planejamento e equilíbrio nas decisões financeiras junto a entidades públicas e privadas. a 5º semana é uma iniciativa do comitê nacional de educação financeira (conef), entidade que reúne órgãos e entidades governamentais e organizações da sociedade civil. o conef mobiliza diversas instituições para desenvolver em todo o país ações gratuitas voltadas ao fortalecimento da cidadania e à disseminação de conhecimento que auxilie a população no gerenciamento autônomo de suas finanças, controle de gastos, poupança de longo prazo e na melhor forma de administrar seus recursos. fonte: sp-prevcom / imagem: freeimages.com
16/05/2018

Atividade econômica tem queda de 0,13% no primeiro trimestre, diz BC

 a atividade econômica registrou queda no primeiro trimestre deste ano. o índice de atividade econômica do banco central (ibc-br), ajustado para o período, teve retração 0,13% de janeiro a março, comparado ao último trimestre de 2017, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (16), em brasília. na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o ibc-br acusou crescimento de 0,86% (sem ajuste para o período). em 12 meses encerrados em março, o indicador apresentou crescimento de 1,05%. em março, comparado ao mesmo mês de 2017, houve queda de 0,66%. na comparação com fevereiro, o índice registrou retração de 0,74%. o ibc-br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o bc a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a selic. o índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. o indicador foi criado pelo bc para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. mas o indicador oficial é o produto interno bruto (pib), calculado pelo instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge).   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/05/economia/627604-atividade-economica-tem-queda-de-0-13-no-primeiro-trimestre-diz-bc.html)

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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