18/06/2018

Joaquim Mendanha apresenta ações e próximos passos da Susep

  superintendente da autarquia palestra no almoço do mercado segurador, em porto alegre (rs) joaquim mendanha, superintendente da superintendência de seguros privados (susep), palestra no próximo almoço do mercado segurador. o evento, realizado há mais de 70 anos no rio grande do sul, acontece no dia 28 de junho, no clube do comércio de porto alegre. apresentado pelo sindicato das seguradoras do rio grande do sul (sindseg/rs) e pelo sindicato dos corretores (sincor/rs), o painel apresenta um resumo das últimas ações e os próximos passos a serem dados pela autarquia que regula o mercado brasileiro de seguros. fonte: jrs
18/06/2018

Os cuidados ao inserir a cobertura para o seguro de um evento

 coberturas inseridas na apólice garantem a tranquilidade para quem organiza e prioriza a segurança aos convidados e a equipe responsável pela ação. ao organizar qualquer tipo de solenidade, das mais simples as mais sofisticadas, é preciso ter noção de quantos detalhes devem ser pensados com o máximo de cuidado para que tudo aconteça conforme o planejado. mesmo com visão estratégica, alguns imprevistos podem ocorrer, por mais que a equipe envolvida no projeto mantenha o controle sobre tudo, como acidentes envolvendo participantes, público ou funcionários e prestadores de serviços que estarão trabalhando no local, danos a equipamentos durante montagem ou desmontagem, explosões, incêndios, o não comparecimento de uma atração ou fornecedor e até o cancelamento em função do mau tempo. com objetivo de evitar contratempos que gerem prejuízos, muitas empresas apostam na contratação do seguro para eventos na hora de estruturar uma cerimônia, independente do seu formato. as coberturas inseridas na apólice são capazes de garantir tranquilidade para quem organiza e prioriza a segurança aos convidados e a equipe responsável pela ação. de acordo com o sócio diretor da corretora ayfa seguros, fauze farhat, quem contrata os serviços de um evento para qualquer ocasião arca com as consequências dos danos causados, independente de quais sejam. “qualquer acontecimento que coloque em risco uma vida ou um objeto é, por lei, responsabilidade de quem organizou. isso precisa ficar bem claro, porque a necessidade da contratação de uma apólice para qualquer eventualidade é fundamental. além dos prejuízos financeiros que um acidente ou imprevistos podem ocasionar, a organização terá que arcar com todos os custos de reparo e possíveis indenizações judiciais. fora a imagem da companhia que contrata, que pode sofrer um dano e perder toda credibilidade de um trabalho que vem sendo planejado por muito tempo. é preciso refletir em relação a repercussão de pessoas que não possuem condições de arcar com auxílio imediato e eficiente em casos de acidentes, onde o seguro dá todo suporte necessário”, explica farhat. a corretora preparou uma relação com as principais coberturas para garantir o sucesso de um evento. danos a equipamentos durante a montagem, instalação, utilização, desmontagem e transporte; acidentes pessoais; dano, furto ou roubo a veículos de convidados ou funcionários estacionados no local do evento; subtração de valores de bilheterias; não comparecimento, atraso ou acidentes referentes ao fornecimento de comidas e bebidas; danos a edifícios e construções de terceiros; não utilização do espaço do evento; ações judiciais de danos morais; acidentes e danos causados com fogos de artifício; explosões e incêndios; cancelamento do evento devido a fenômenos climáticos; não comparecimento das atrações confirmadas para o evento. coberturas adicionais existe a possibilidade da contratação das coberturas adicionais, que são facultativas a cada uma das opções e deve ser bem estudada e avaliada antes de entrar na apólice. com a finalidade de atender melhor os segurados, algumas corretoras também prestam consultoria para empresas especializadas em organizações de eventos, tendo conhecimento em relação às quais coberturas são necessárias, de acordo com o perfil do que será organizado. fonte: revista apólice
18/06/2018

Confira a relação do Seguro DPVAT com o mutualismo

 conceito tradicionalmente aplicado na biologia, que se baseia na contribuição de alguns para garantir benefícios individuais, o mutualismo é a base de muitos seguros no mercado, incluindo o seguro dpvat. pensando nisso, o blog viver seguro no trânsito preparou um post especial sobre como ocorre essa relação. clique para conferir. https://www.seguradoralider.com.br/blog/paginas/postagem.aspx?idpostagem=2943 fonte: cqcs
18/06/2018

Receita da capitalização cresce 8,1% em quatro meses

 faturamento avança e resgates diminuem sinalizando um consumidor mais cauteloso diante das incertezas econômicas, indica fenacap. a federação nacional de capitalização (fenacap) divulgou os dados do primeiro quadrimestre do ano do segmento de títulos de capitalização. em comparação a igual período de 2017, houve uma alta na receita de 8,1%, que atingiu r$ 6,8 bilhões. o valor das provisões técnicas – os recursos acumulados e, posteriormente, resgatados pelos clientes antecipadamente, ou no fim da vigência – também cresceu, fechando o período com r$ 29 bilhões, aumento de 1,7%. confirmando tendência verificada no ano, houve redução de 6,5% no volume de resgates, que ficaram em r$ r$ 5,6 bilhões. de acordo com o presidente da entidade, marco antonio barros, o desempenho do primeiro quadrimestre mostra que o consumidor voltou a fazer aportes em títulos de capitalização. “em vista das incertezas e de uma recuperação da economia mais lenta que o esperado, as pessoas estão adiando planos de consumo, optando por guardar dinheiro e formar alguma reserva para enfrentar possíveis dificuldades financeiras. e nesse caso, os títulos de capitalização são solução para manter a disciplina e organizar o orçamento doméstico”, assinala. segundo ele, a redução dos resgates corrobora essa tese, evidenciando que as pessoas que já possuem alguma reserva estão mantendo suas economias guardadas por mais tempo, para emergências ou para a concretização de projeto futuros. ainda de acordo com os dados divulgados pela federação, nos quatro primeiros meses do ano foram distribuídos r$ 347 milhões em prêmios a clientes de títulos de capitalização de todo o brasil. a cada dia útil do período, as empresas de capitalização pagaram o equivalente a r$ 4,2 milhões em sorteios por dia útil. o sudeste foi a região que recebeu o maior volume de prêmios. ao todo, foram r$ r$ 155 milhões distribuídos para os clientes dos estados do espírito santo, minas gerais, rio de janeiro e são paulo. marco regulatório a divulgação da circular 569 em 2 de maio de 2018 pela superintendência de seguros privados (susep) promoveu algumas mudanças para o segmento. a principal delas foi a criação de duas novas modalidades, o instrumento de garantia e filantropia premiável, que antes eram comercializadas junto as modalidades tradicional e popular, respectivamente. o documento trouxe normas que promovem ajustes na elaboração, operação e comercialização dos produtos. as mudanças propostas pela circular 569 passam a valer em 120 dias, a contar de sua publicação, mas ainda dependem de regulamentação complementar, etapa do processo que, no momento, mobiliza todas as empresas do setor. de acordo com análise inicial das comissões técnicas da fenacap, existem dispositivos que podem ser aprimorados para que sejam efetivamente criadas as condições para promoção do crescimento sustentado do setor. “a expectativa das associadas à fenacap é contribuir de maneira colaborativa para que algumas das normas possam ser mais aderentes à realidade do mercado”, adianta barros. fonte: revista apólice
18/06/2018

Taxas futuras oscilam com dólar e Copom no radar

 os juros futuros oscilam na manhã desta segunda-feira (18) com queda nas taxas curtas e viés de alta nas longas, em meio à alta do dólar ante o real e expectativas pela decisão de juros do copom, na quarta-feira (20). segundo um operador de renda fixa, a curva está precificando hoje 76% de chance de alta de 0,25 ponto porcentual da selic e 24% de chances de manutenção em 6,50% ao ano. vale observar que os fundamentos macroeconômicos ainda justificam, na avaliação dos economistas, a manutenção da taxa básica em 6,50% ao ano. "em semana de copom, deve prevalecer a cautela dos investidores", escreveram os analistas da lca consultores. a influência do dólar incerta, porque a moeda tem sinais mistos no exterior nesta manhã. nesta semana, o tesouro vai realizar leilões extraordinários de compra e venda de títulos, ofertando, além das ntn-f, também ntn-b e ltn. nesta segunda, o tesouro começa com ofertas de compra e venda de ntn-f (11h30) e de ltn (10h30); faz leilão de compra de até 1 milhão de notas do tesouro nacional - série b (ntn-b), papéis indexados ao ipca (12h30min) e de venda de até 300 mil ntn-b (12h30min). mais cedo, a fundação getulio vargas (fgv) divulgou que o índice de preços ao consumidor - semanal (ipc-s) subiu 1,00% na segunda quadrissemana de junho, acelerando ante a taxa de 0,70% apurada na primeira leitura do mês. no relatório de mercado focus, os destaques foram a elevação da previsão para o ipca de 2018 de 3,82% para 3,88% e, para o igp-di de 2018, de 6,86% para 7,18%. na próxima quinta-feira, o ibge divulgará o ipca-15 de junho. às 9h43min desta segunda, o contrato de depósito interfinanceiro (di) para janeiro de 2020 caía a 8,960%, ante 9,047% no ajuste anterior. o di para janeiro de 2021 recuava a 9,940%, ante 9,986% no ajuste anterior. o di para janeiro de 2023 apontava 11,360% ante 11,354% no ajuste de sexta-feira. no câmbio, o dólar à vista subia 0,58%, aos r$ 3,7532. o dólar futuro de julho estava na máxima, aos r$ 3,7580 (+0,60%). jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/06/633377-taxas-futuras-oscilam-com-dolar-e-copom-no-radar.html)
18/06/2018

Mercado reduz crescimento do PIB para 1,76% em 2018

 o mercado financeiro volta a reduzir a perspectiva de crescimento do produto interno bruto (pib) para 2018. segundo o relatório de mercado focus divulgado pelo banco central (bc) nesta segunda-feira (18), a projeção passa a ser de 1,76%, ante 1,94% da semana anterior. há quatro semanas, o pib girava em 2,50%. com isso, o recuo é de 0,74 ponto percentual em apenas um mês. já a mediana para o ipca este ano passou de 3,82% para 3,88%. há um mês, estava em 3,50%. para 2019, o índice subiu de 4,07% para 4,10%. quatro semanas atrás, estava em 4,01%. em 8 de junho, o instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge) havia informado que o ipca subiu 0,40% em maio. no acumulado do ano, o índice de preços avançou 1,33%. também com influência sobre as projeções de inflação do mercado, o dólar à vista acumula alta de 12,55% em 2018. entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do ipca no médio prazo, denominadas top 5, a mediana das projeções para 2018 no focus foi de 3,63% para 3,83%. para 2019, a estimativa do top 5 seguiu em 4,00%. quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,27% e 3,75%, respectivamente. para os juros básicos - dois dias antes da nova reunião do comitê de política monetária (copom) do bc, os economistas mantiveram suas projeções para o fim de 2018 e de 2019. a mediana das previsões para a selic este ano seguiu em 6,50% ao ano. há um mês, estava em 6,25%. já a projeção para a selic em 2019 permaneceu em 8,00% ao ano, igual ao verificado há quatro semanas. em entrevistas recentes, o presidente do banco central, ilan goldfajn, afirmou que a selic, atualmente em 6,50% ao ano, não será usada para controlar a taxa de câmbio. ao mesmo tempo, reforçou a indicação de que as decisões do copom são tomadas apenas durante as reuniões. goldfajn reconheceu que o cenário externo tornou-se mais desafiador e esclareceu que o impacto dos choques do dólar ocorre através dos "efeitos secundários" sobre a inflação. a moeda americana acumula alta de 12,55% ante o real em 2018. no câmbio, o mercado aponta mudanças no cenário para a moeda norte-americana em 2018 e 2019. a mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano subiu de r$ 3,50 para r$ 3,63, ante os r$ 3,43 verificados há um mês. já o câmbio médio no ano passou de r$ 3,53 para r$ 3,57, ante r$ 3,45 de um mês atrás. para 2019, a projeção para o câmbio no fim do ano foi de r$ 3,50 para r$ 3,60, ante r$ 3,45 de quatro pesquisas atrás. já a expectativa para o câmbio médio no próximo ano foi de r$ 3,48 para r$ 3,50, ante r$ 3,40 de um mês atrás. jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/06/633374-mercado-reduz-crescimento-do-pib-para-1-76-em-2018.html)
18/06/2018

Dólar sobe com risco eleitoral e Copom no radar

 o dólar opera do lado positivo ante o real na manhã desta segunda-feira (18), enquanto no exterior recua frente euro, iene e libra e está misto ante divisas emergentes e ligadas a commodities. às 9h20min, a moeda à vista registrava máxima de r$ 3,7532, com alta de 0,58%. o dólar futuro de julho estava na máxima aos r$ 3,7575 (+0,59%). os investidores estão à espera do leilão de até 8.800 contratos de swap cambial (us$ 440 milhões) no fim da manhã em rolagem de julho. o bc deve informar o volume da oferta diária de swap extra nesta segunda. nesta semana, o bc e o tesouro também seguem com a estratégia conjunta de atuações, respectivamente, ofertando us$ 10 bilhões em swaps cambiais novos e realizando leilões extraordinários de compra e venda de títulos, ofertando, além das ntn-f, também ntn-b e ltn. em relatório a clientes, a correparti atribui a alta inicial do dólar a um novo risco eleitoral com a possibilidade do ex-presidente luiz inácio lula da silva, preso em curitiba, ser solto pelo supremo tribunal federal (stf) e na expectativa pela decisão de juros do copom nesta quarta-feira (20). na sexta-feira passada, dia 15, o ministro edson fachin, do supremo tribunal federal (stf), determinou a inclusão na pauta da segunda turma do dia 26 de junho um pedido da defesa do ex-presidente lula para suspender a prisão. a defesa do ex-presidente, preso há mais de dois meses, entrou no início deste mês com um novo pedido de liberdade no stf e superior tribunal de justiça (stj). a petição é para que as cortes suspendam os efeitos da condenação no caso do triplex no guarujá (sp) até que julguem no mérito os recursos extraordinário (analisado no stf) e especial (do stj). jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/06/633373-dolar-sobe-com-risco-eleitoral-e-copom-no-radar.html)  
18/06/2018

Petrobras anuncia redução de 1,24% no preço da gasolina nas refinarias

 a petrobras anunciou hoje (18) uma nova redução no preço da gasolina em suas refinarias, desta vez, de 1,24%. com o anúncio, o litro do combustível negociado no parque de refino da estatal custará r$ 1,8941, ou seja, 2 centavos a menos do que o preço atual (r$ 1,9178). em junho, a gasolina acumula queda de preço de 3,71% (7 centavos por litro). nos últimos 30 dias, o recuo chega a 5,51% (11 centavos por litro). jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/06/633372-petrobras-anuncia-reducao-de-1-24-no-preco-da-gasolina-nas-refinarias.html)
15/06/2018

Perspectivas para o mercado de seguros no Brasil

 recentemente estivemos participando do 3º congresso de corretores de seguros do nordeste, acontecido na cidade de maceió, estado de alagoas, e como membro do conselho de representantes da federação nacional dos corretores de seguros e diretor eleito como vice-presidente de sua auditoria, tivemos uma efetiva participação no ciclo de palestras realizadas no referido congresso, e dentre elas, a apresentada pelo presidente da fenacor, armando vergílio dos santos junior, cujo tema foi, "perspectivas para o mercado de seguros no brasil". face a importância das informações, com a devida autorização do palestrante, estamos na oportunidade através do sincor on-line especial, dando conhecimento aos nossos leitores. esperamos que com os dados informados, possam nossos representados verificar a gama de possibilidades que lhes são apresentadas pelo mercado como um todo. boa leitura e bons negócios. fonte: sincor es

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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