09/05/2018

Os seguros de vida com o melhor custo-benefício, segundo a Proteste

 associação de consumidores avaliou 25 apólices, vendidas por oito empresas. veja o resultado fonte: exame por marília almeida são paulo – uma pesquisa da associação de consumidores proteste avaliou 25 apólices, vendidas por oito empresas, e concluiu que o melhor seguro de vida é o individual, da sompo seguros. já o seguro individual da sulamérica foi considerado a escolha certa para quem quer economizar na proteção, sem deixar de ter serviços satisfatórios. a pesquisa analisou coberturas básicas (invalidez permanente total por acidente e morte natural e acidental), além de dez coberturas adicionais: invalidez parcial por acidente, invalidez permanente por doença funcional, doenças graves, antecipação em caso de doenças terminais, assistência funeral individual e familiar, diária por internação hospitalar, câncer, morte do cônjuge e filhos, invalidez total por acidente do cônjuge e diárias por incapacidade temporária. a associação de consumidores constatou que as seguradoras oferecem uma gama grande de proteções na modalidade, que na maioria são semelhantes. a diferença entre eles está, em geral, no preço. uma apólice para um mesmo perfil de segurado sai a 106,18 reais na zurich e por 1.228,42 reais sompo. ou seja, uma diferença de 92%. portanto, vale pesquisar bastante e ficar atento às condições gerais de cada contrato. com relação a coberturas, todos contemplam morte natural e acidental do segurado, as chamadas coberturas básicas, que são obrigatórias. veja abaixo o resultado completo da pesquisa feita pela proteste: seguradora sompo (vida individual) porto seguro (vida individual) icatu (essencial vida) sulamerica (vida individual) mapfre (vida você multiflex) bradesco (vida mais segura) allianz (vida individual) zurich (vida flex) morte natural 100 100 100 100 100 100 100 100 morte acidental 100 100 100 100 100 100 100 100 invalidez permanente total por acidente 100 100 100 100 100 100 100 100 invalidez permanente parcial por acidente 100 100 100 100 100 – 100 100 invalidez permanente por doença funcional – – 100 100 – – 100 100 doenças graves 100 100 100 50 – –     antecipação em caso de doenças terminais – 100 – – 100 – – – assistência funeral individual 100 100 100 100 100 100 100   assistência funeral familiar 100 – 100 100 100 100 – 100 diária por internação hospitalar – – – – – – – – câncer – 100 – – – – 100 – morte do conjugê 100 – – 50 100 100 – – morte de filhos 100 – – – – – – – invalidez total por acidente do cônjuge – – – – – 100 – – diárias por incapacidade temporaria – 100 100 – – – – – nota 81,9 80,9 80,4 78,6 78,4 72,8 72,6 69,6 é importante ressaltar que a pesquisa é apenas um indicativo: vale checar cada contrato e escolher o seguro mais adequado à sua necessidade e com a consultoria de um profissional especializado. outras vantagens o principal objetivo da proteção é garantir que os beneficiários indicados no plano consigam reconstruir a vida sem a renda do titular. mas algumas proteções vão além e oferecem outros tipos de benefícios. veja também uma delas, voltada para profissionais liberais, oferece um valor diário em caso de incapacidade temporária, nos casos em que o titular não possa trabalhar, como forma de evitar um aperto financeiro. outros ainda dão descontos em farmácia e assistência residencial, entre outros benefícios. o que pesar na escolha o primeiro passo é definir o valor da cobertura. para isso, você deve estimar o período que você ou seus dependentes precisarão para se ajustar financeiramente. um casal sem filhos, por exemplo, pode precisar de sete anos para reconstruir a vida financeira sem o cônjuge. considerando que o casal tenha renda mensal de 5,5 mil reais, e um deles ganhe 3 mil reais, enquanto o outro 2,5 mil reais, se o primeiro contratar a proteção, deve fazer o seguinte cálculo: multiplicar 3 mil reais por 12 meses e por sete anos. resultado: precisará de uma cobertura de 252 mil reais. no caso de um casal com filhos, é necessário ponderar quanto tempo falta para que o filho termine os seus estudos. em média, isso ocorre em no máximo 10 anos. a conta então deve ser renda do segurado multiplicada por 12 meses e multiplicada por 10 anos. quanto maior for a cobertura, maior será a mensalidade a pagar. além disso, a idade e a profissão do segurado, o histórico familiar de doenças e o tabagismo influenciam no valor das parcelas e podem até impedir a contratação da proteção.
09/05/2018

Previdência Privada. Complementação de aposentadoria. Auxílio cesta-alimentação

  agravo interno nos embargos de declaração no recurso especial. fonte: stj agravo interno nos embargos de declaração no recurso especial. previdência privada. antecipação dos efeitos da tutela. complementação de aposentadoria. auxílio cesta-alimentação. provimento jurisdicional provisório. revogação. devolução dos valores recebidos a título de antecipação de tutela. possibilidade. precedentes do stj. súmula 83⁄stj. dupla conformidade. exceção admitida pela corte especial. requisitos da ressalva não preenchidos na espécie. agravo interno improvido. 1. a jurisprudência mais recente deste tribunal superior é no sentido de que "os valores de benefícios previdenciários complementares recebidos por força de tutela antecipada posteriormente revogada devem ser devolvidos, haja vista a reversibilidade da medida antecipatória, a ausência de boa-fé objetiva do beneficiário e a vedação do enriquecimento sem causa" (agrg no resp n.1.568.908⁄rs, relator o ministro ricardo villas bôas cueva, dje 1º⁄3⁄2016). 2. no caso em apreço, não há se falar em aplicação do princípio da dupla conformidade, pois não preenchidos os requisitos exigidos pela jurisprudência do superior tribunal de justiça.  3. agravo interno improvido. (stj - agint nos edcl no recurso especial nº 1.553.819 - rs (2015⁄0224349-0) - rel. ministro marco aurélio bellizze - dje. 17.04.2018)
09/05/2018

Com medo da aposentadoria? Tire 6 dúvidas sobre previdência privada

 a reforma da previdência ficará mesmo para o próximo governo do brasil. mas, uma coisa já é certa: será cada vez mais difícil contar apenas com o inss, que já acumula um déficit gigante e crescente. por isso, uma alternativa é a previdência privada. trata-se de uma modalidade de investimentos que, ao fim de determinado período, pode se transformar em renda para complementar o valor da aposentadoria pública, uma vez que o valor do inss é geralmente mais baixo do que a renda do período ativo. a principal diferença entre ambas não está nos rendimentos obtidos em cada um, e sim no benefício tributário. quais são os cuidados que se deve ter ao investir em uma previdência complementar? que benefícios cada tipo de plano oferece? confira seis tópicos que vão ajudar a esclarecer as principais dúvidas sobre o tema. 1) que tipos de previdência privada existem? as duas modalidades de previdência complementar oferecidas são o pgbl e o vgbl o pgbl (plano gerador de benefício livre) permite abater para a base de cálculo do imposto de renda até 12% da renda bruta tributável. ou seja, para quem ganha r$ 100 mil ao ano, é possível aplicar r$ 12 mil no pgbl e, na declaração do ir, ter esse valor deduzido, reduzindo o imposto a pagar ou aumentando a restituição. por outro lado, na hora de começar a resgatar, o imposto de renda incide sobre toda a aplicação, incluindo as contribuições e os rendimentos. já o vgbl (vida gerador de benefícios livres) não possui a vantagem de reduzir a base de cálculo do ir em até 12%, mas, em compensação, a incidência do imposto, quando ocorre o resgate, é somente sobre os rendimentos da aplicação, e não sobre todo o seu montante. segundo luiz garcia, líder da área de novos negócios da órama, plataforma de investimentos online, o pgbl é mais indicado para quem faz a declaração completa do ir, enquanto o vgbl serve melhor a quem faz a declaração simplificada ou é isento. ele destaca que o pgbl só é vantajoso para quem aplica até o limite de 12% previsto para dedução de ir. "qualquer outro investimento acima dessa parcela, ou para quem não tem renda tributada, tem que ser no vgbl", diz. garcia também lembra de uma vantagem importante de ambos os planos: a inexistência do "come-cotas", um desconto semestral que incide sobre os rendimentos em fundos tradicionais. "com a previdência complementar, se você deixar o dinheiro lá por dez anos, só vai ter 10% de imposto recolhido ao final, e não a cada semestre", afirma. 2) é possível resgatar o dinheiro a qualquer hora? os planos de previdência privada são investimentos de longo prazo, assim como tantos outros. a exemplo das demais aplicações com esse perfil, o resgate "antes da hora" - ou seja, em curto ou médio prazo - é viável, mas o imposto a ser pago pode ser relativamente alto. garcia diz que é fundamental estar atento ao regime de tributação na hora de escolher um plano. a regressiva, que reduz a alíquota de ir à medida do tempo que o investidor ficar no plano, é ideal para quem planeja deixar seu dinheiro aplicado por bastante tempo. nesse caso, se a pessoa fizer o resgate em até dois anos, a mordida do ir é de 35%, contra 10% para dez anos ou mais. já a tributação progressiva segue a mesma regra da tabela do imposto de renda para os salários, ou seja, quanto maior o valor, maior o imposto a ser pago, variando entre 0% e 27,5%. "pela tabela do ir, quem recebe pouco, paga pouco; na previdência privada é a mesma coisa, mas, neste caso, falamos de resgates: quanto maior o resgate, maior o imposto", afirma garcia. 3) planos de previdência privada são conservadores ou arrojados? existem planos de previdência privada direcionados para diferentes perfis de investidor. há alguns que têm seus recursos aplicados em opções conservadoras, como renda fixa, enquanto outros são mais arrojados, incluindo, por exemplo, ações. de acordo com luiz garcia, é possível, inclusive, formar uma carteira de planos de previdência, dividindo entre opções tradicionais e arrojadas, definindo a proporção de acordo com o perfil do investidor. "no caso da renda variável, como a previdência complementar é um investimento de longo prazo, é importante que a pessoa tenha paciência e aguente as oscilações do mercado", diz. 4) é possível ter mais de um plano de previdência privada? sim. essa alternativa é ideal para alguém que precise enfrentar uma mudança de cenário de investimento. se a pessoa possui um pgbl e um vgbl, por exemplo, ela pode investir até o limite de 12% da sua renda tributável anual por causa do pgbl e pode usar o vgbl para aplicar mais recursos, se for o caso. além disso, ter fundos com regimes de tributação diferentes também permite que o investidor realize resgates tanto no longo, quanto no curto prazo, caso ocorra a necessidade de utilizar os recursos para uma emergência. 5) existe uma contribuição mensal mínima a ser feita? não. o investidor pode interromper temporariamente os aportes nos seus planos de previdência complementar, caso ocorra uma diminuição na renda decorrente de demissão, por exemplo. mesmo se isso ocorrer, o investimento que continuar ativo não deixa de rentabilizar. além disso, aportes adicionais de diferentes valores podem ser feitos a qualquer momento, mesmo enquanto as contribuições mensais estiverem suspensas. isso pode ocorrer, digamos, caso o investidor receba uma renda extra inesperada. 6) por quantos anos eu devo aplicar na previdência privada? não existe um prazo definido para isso. cada investidor decide quando pretende parar de contribuir e fazer o resgate ou usufruir do benefício obtido ao fim do plano. luiz garcia recomenda que o investidor tenha definido os seus objetivos iniciais, antes de investir em uma previdência complementar. para ter uma ideia mais clara, garcia sugere a utilização de simuladores para planejar o valor a ser resgatado, os aportes mensais a serem feitos e o período total de contribuição. caso ocorram mudanças no cenário ao longo do tempo, é preciso rever essas metas. "se a pessoa havia calculado um benefício com base em uma contribuição de 30 anos, mas interrompeu os aportes por dez anos, é melhor arrumar outras formas para atingir seus objetivos, seja contribuindo por mais tempo, seja aumentando o valor dos aportes quando forem retomados".
09/05/2018

Portabilidade é melhor do que resgate

 muitos não sabem, mas não é só entre as empresas de telefonia que existe a chamada portabilidade. na previdência privada também é possível transferir o plano de uma instituição para outra. entre bancos e seguradoras e, também, para planos de previdência privada em fundos de pensão. volta e meia, pessoas descontentes com a rentabilidade de seus planos de previdência ou com as altas taxas cobradas pelo banco, me perguntam se devem resgatar o dinheiro. resposta: até podem, mas não devem. explico melhor. para quem quer continuar com previdência privada, a melhor opção é levar seu plano para outro banco ou para um fundo de pensão. isso leva 5 dias úteis. a vantagem da portabilidade é que o imposto de renda é zero, diferente de quando você resgata o dinheiro aplicado. não se deixe levar pelo cafezinho expresso que o gerente do banco oferece. ele é o mais caro do país, pois o banco vai descontá-lo da rentabilidade da aplicação do teu dinheiro. agora, importante: só dá para portar dinheiro na fase de contribuição, quando ainda não se aposentou, e entre pgbls e planos de previdência privada em fundos de pensão. já se o teu plano for um vgbl, só pode portar para outro vgbl. é que o pgbl e os planos de fundo de pensão têm tratamento tributário idêntico e, ambos, diferente de planos vgbl. dica importante: se você escolheu a tabela de imposto de renda regressiva quando fez o plano no primeiro banco, não dá para mudar para a progressiva quando portar o dinheiro. já o contrário é possível. e, olha, essa escolha é fundamental. pode significar uma economia enorme em termos de imposto. a reforma da previdência ficará mesmo para o próximo governo do brasil. mas, uma coisa já é certa: será cada vez mais difícil contar apenas com o inss, que já acumula um déficit gigante e crescente. por isso, uma alternativa é a previdência privada. trata-se de uma modalidade de investimentos que, ao fim de determinado período, pode se transformar em renda para complementar o valor da aposentadoria pública, uma vez que o valor do inss é geralmente mais baixo do que a renda do período ativo.
09/05/2018

Encontro reúne pensadores e profissionais para debaterem sobre a construção de melhores práticas de gestão em previdência privada

 qual o impacto das novas tecnologias, inovação necessária, participação dos jovens millennials,  desafios da gestão de ativos e o caminho mais adequado para sustentabilidade? o aumento da expectativa de vida: o que isso representa para a previdência social? como engajar os jovens num sistema de investimento de previdência que pensa e projeta a longo prazo e busca orientar à sustentabilidade de renda futura para as pessoas, quando o assunto para eles é o agora? como construir exemplos de previdência responsável, qualificação técnica e sustentabilidade financeira? qual a consequência destas atitudes nos próximos anos? essas e outras tantas questões estarão presentes durante o 9º encontro de previdência complementar – região sul – que tem como tema central os “desafios e oportunidades na construção de um futuro sustentável”. pelo viés de três eixos norteadores: futuro e inovação: um olhar para a sustentabilidade no nosso mercado, gestão de ativos: desafios e perspectivas, e governança, controle e reputação para a sustentabilidade, um grupo de experts no assunto se reúne nos dias 09 e 10 de maio, centro de eventos da fiergs, para colocar na pauta das organizações e do público, e abrir espaço para debater esses assuntos que cada vez mais inquietam a sociedade. o evento é realizado pela tchê previdência, que tem por vocação levar conhecimento para que se possa discutir e evoluir dentro da cultura de formação de renda e auxiliar no processo de mudanças necessárias para comportar um modelo de previdência sustentável para as futuras gerações. ​​considerada uma das principais pensadoras digitais no brasil, martha gabriel, referência em inovação, transformação e educação digital, é quem abre a primeira rodada de debates. autora de best sellers, entre eles: “você, eu e os robôs. pequeno manual do mundo digital” e finalista do prêmio jabuti, é também premiada palestrante keynote internacional, tendo realizado mais de 70 apresentações no exterior, além de 4 tedx. sob o título “tendência e inovação: como transformação tecnológica mudou a sociedade e impacta o nosso negócio”, a pensadora traz para o encontro a visão de mundo complexo e exponencial que se vive hoje, incerto e imprevisível, o que requer preparo para lidar com o inesperado e capacidade constante de mudança. segundo martha, esse contexto favorece o trabalho intelectual e quanto mais a economia se torna digital e automatizada, mais necessária passa a ser a atuação de humanos para trabalhar com as máquinas, dispondo de um pensamento crítico e exercendo trabalho intelectual. além disso, máquinas não possuem emoção, empatia e ética – características essenciais para a sustentabilidade e bem-estar de qualquer sociedade. a pensadora ainda enfatiza a ideia de que haverá no mundo “humanos digitais, não robóticos, que sejam emocionados, emocionantes, apaixonados e apaixonantes, educados, conectados e que consigam viver em harmonia com humanos e máquinas – contribuindo e extraindo o melhor que cada ser tem a oferecer: seja um ser biológico (carbono), artificial (silício) ou híbrido”. o encontro conta com a presença do coordenador geral do ibgc – instituto brasileiro de governança corporativa – capítulo sul, leonardo wengrover; do professor marco antonio dos santos martins, especialista em mercado de capitais; do diretor executivo da mirador atuarial, giancarlo g. germany; de glewerson caron, da fundação copel, do ceo da rsa talentos executivos, rubem souza; do subsecretário do regime de previdência complementar da secretaria de previdência do ministério da fazenda, paulo cesar dos santos, entre outros. já confirmada também a participação do diretor-presidente da abrapp, luís ricardo marcondes martins. é com este olhar atento às transformações sociais que o 9º encontro de previdência complementar – região sul tem como objetivo abrir o debate entre os fundos de pensão, patrocinadores e instituidores, ampliando a discussão sobre previdência complementar, disseminar conhecimento ao público elencando pontos de relevância, bem como incentivar a educação previdenciária. de acordo com a diretoria da tchê previdência, é necessário criar novas alternativas de previdência complementar como soluções que contribuam para a qualidade e sustentabilidade no apoio econômico e social, estimulando a formação de renda das próximas gerações e o desenvolvimento do país. é através da educação e da ideia de cultura de formação de renda a longo prazo, que cada cidadão é capaz de contribuir na construção de modelos sustentáveis e eficientes de previdência complementar. criada em 2012, a tchê previdência – associação rio-grandense de entidades fechadas de previdência complementar reúne dez entidades: fundação ceee, fundação banrisul, isbre, fundação corsan, indusprevi, fapers, danaprev, randonprev, rbsprev e oabprev-rs. 9º encontro de previdência complementar – região sul quando: dias 09 e 10 de maio, quarta e quinta, de 2018 onde: no centro de eventos da fiergs, em porto alegre – rs. informações acesse: www.encontrotcheprevidencia.com.br
09/05/2018

Com dólar forte, juros médios e longos sobem mas taxas curtas caem com Ilan

 os juros futuros de curto prazo recuam na manhã desta quarta-feira (9) mas já reduziram a queda inicial, pressionados pelo avanço da curva de médio e longo prazo em meio ao fortalecimento do dólar ante o real. as taxas curtas reagem à sinalização do presidente do banco central, ilan goldfajn, de que o bc deve cortar mais uma vez a taxa selic, na quarta-feira da próxima semana. ilan enfatizou em entrevista na noite desta terça-feira (8) à globonews, que a recente pressão do dólar não impedirá o corte da selic na próxima semana. por isso, os investidores que haviam reduzido recentemente as apostas em novo corte na reunião do copom da próxima semana estão ajustando posições. segundo operadores de câmbio, após recuar nos primeiros negócios, o dólar retoma a valorização diante do cenário geopolítico nebuloso, o risco ainda de uma guerra comercial entre estados unidos e a china e dúvidas sobre os desdobramentos do rompimento do acordo nuclear americano com o irã - além da expectativa de mais elevações dos juros americanos neste ano. sem impacto nos negócios, os estados unidos informaram mais cedo que o índice de preços ao produtor (ppi) americano subiu 0,1% em abril ante março, segundo dados publicados pelo departamento do trabalho. o resultado veio abaixo das expectativas de analistas, que previam alta de 0,2%. já o núcleo do ppi, que exclui preços de energia e alimentos, aumentou 0,2% no mesmo período, em linha com a projeção de 0,2%. na comparação anual, o ppi teve alta de 2,6% em abril, a menor desde dezembro de 2017. às 9h34min desta quarta-feira, o di para janeiro de 2019 caía a 6,285%, de 6,330% no ajuste de terça. o di para janeiro de janeiro de 2020 marcava 7,27%, igual ao ajuste anterior, enquanto o di para janeiro de 2021 subia para 8,34%, de 8,29% do ajuste anterior. o vencimento para janeiro de 2023 avançava a 9,55%, de 9,48% no ajuste da véspera. no câmbio, o dólar à vista estava em alta de 0,21% neste mesmo horário, aos r$ 3,5760. o dólar futuro para junho ganhava 0,35%, aos r$ 3,5845.   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/05/economia/626283-com-dolar-forte-juros-medios-e-longos-sobem-mas-taxas-curtas-caem-com-ilan.html)  
09/05/2018

Inflação de Porto Alegre desacelera e inicia maio em 0,42%, aponta FGV

 educação, leitura e recreação foi destaque entre os grupos que mostraram queda na taxa de variação educação, leitura e recreação foi destaque entre os grupos que mostraram queda na taxa de variação claiton dornelles /jc a inflação de porto alegre medida pelo índice de preços ao consumidor - semanal (ipc-s) mostrou decréscimo na sua taxa de variação na primeira quadrissemana de maio, passando de 0,55% para 0,42%. no geral, o ipc-s arrefeceu de 0,34% para 0,32% entre os dois períodos, informou a fundação getúlio vargas (fgv) nesta quarta-feira (9). na capital gaúcha, seis das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram desaceleração em suas taxas de variação, entre as quais se destacam os grupos: educação, leitura e recreação (0,91% para 0,47%), e transportes (0,45% para 0,11%). as pressões acima da variação média foram exercidas pelos grupos: saúde e cuidados pessoais (0,83%); alimentação; (0,74%) e educação, leitura e recreação (0,47%). além de porto alegre, o decréscimo nas taxas de variação de preços em brasília (0,24% para 0,16%), belo horizonte (0,17% para 0,12%) e rio de janeiro (0,53% para 0,40%). em contrapartida, as cidades que apresentaram aceleração do índice no período foram salvador (0,09% para 0,44%), recife (0,27% para 0,37%) e são paulo (0,25% para 0,26%). a tabela a seguir apresenta as variações percentuais das sete capitais componentes do índice, nesta e na apuração anterior:
09/05/2018

Governo estuda reduzir taxa de juros do crédito para o plano safra

 o secretário de política agrícola do ministério da agricultura, pecuária e abastecimento (mapa), wilson vaz de araújo, disse na terça-feira (8) que a equipe econômica do governo analisa a redução em um ponto percentual da taxa de juros do crédito agrícola para o próximo plano safra (plano agrícola e pecuário 2018/2019) que terá início no dia 1º de julho deste ano. "estamos tentando chegar a um denominador comum, que seja bom para o produtor rural e que não comprometa o orçamento fiscal", disse araújo. segundo ele, para chegar a um valor do plano rural, "o governo pondera a execução do ano anterior, a disponibilidade das fontes e a disponibilidade orçamentário para fazer a subvenção à taxa de juros". também na terça-feira, o ministro blairo maggi se reuniu com o presidente do banco central, ilan goldfajn, e representantes do ministério da fazenda e do tesouro nacional. de acordo com o secretário, a expectativa é que o desembolso do crédito rural na safra ainda em vigor (2017/2018) fique entre r$ 145 bilhões e r$ 150 bilhões, do montante total disponibilizado, que foi de r$ 188,3 bilhões. –   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/05/economia/626274-governo-estuda-reduzir-taxa-de-juros-do-credito-para-o-plano-safra.html)  
02/05/2018

Através de dados estatísticos, a Seguradora Líder contribui para melhorar o trânsito

 a seguradora líder disponibiliza ao público diferentes documentos contendo dados estatísticos das indenizações pagas pelo seguro dpvat. o objetivo é auxiliar no desenvolvimento de ações de prevenção de acidentes mais efetivas, contribuindo para que o brasil possa ter um trânsito cada vez mais humano e seguro. nesse contexto, a empresa conta com o centro de dados e estatística, área criada em 2011 e responsável pela produção de documentos importantes a partir de análises contínuas dos indicadores estatísticos do seguro dpvat. entre esses documentos, destaca-se o boletim estatístico, com edições mensais que trazem dados como o volume de indenizações pagas, o perfil das vítimas, o mapa das indenizações, além de um recorte específico das motocicletas. todas as edições desse documento podem ser conferidas no site da seguradora líder, clicando aqui. http://seguradoralider.com.br/pages/boletim-estatistico.aspx com a mesma premissa do boletim estatístico, há o relatório anual, documento que apresenta dados como o montante de indenizações pagas ao longo do ano, o perfil dessas indenizações no país, a comparação da arrecadação dos exercícios, a frota de veículos no brasil e alguns números relacionados a tentativas de fraudes no seguro dpvat. a edição de 2017 está disponível neste link. http://seguradoralider.com.br/documents/relatorio-anual/relatorio-anual-seguradora%20lider_2017.pdf o site da seguradora líder conta ainda com o radar dpvat, área dedicada aos fatos relevantes sobre o trânsito brasileiro, como acidentes, através da ótica dos dados do seguro dpvat. para conferir todas as informações do radar, clique aqui. http://seguradoralider.com.br/centro-de-dados-e-estatisticas/radar-dpvat fonte: cqcs

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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