04/06/2018

CNseg realiza pesquisa para atualizar os temas que constarão no próximo Relatório de Sustentabilidade

 objetivo é avaliar a percepção sobre o desempenho do setor em temas selecionados a partir dos princípios para sustentabilidade em seguros. a cnseg está produzindo uma pesquisa junto a públicos de interesse do setor de seguros para a revisão de sua matriz de materialidade, que são os temas prioritários que constarão no próximo relatório de sustentabilidade da confederação. o resultado da pesquisa ajudará a traçar um diagnóstico da percepção de reguladores, clientes e fornecedores, entre outros públicos de interesse, sobre o desempenho do setor em relação a temas selecionados a partir dos princípios para sustentabilidade em seguros (psi), que tem a cnseg como uma de suas signatárias. a partir desse diagnóstico, serão formulados os indicadores a serem coletados junto às associadas da cnseg, que serão posteriormente consolidados e divulgados na forma do relatório de sustentabilidade do setor de seguros referente a 2017.  clique para acessar a pesquisa e contribua para esse importante diagnóstico do setor de seguros https://pt.surveymonkey.com/r/dh99qg7 fonte: cnseg
04/06/2018

Posse da nova diretoria da Fenacor acontece no 3º Consegne

 nessa quinta-feira, dia 31, aconteceu a abertura do 3° congresso de corretores de seguros do nordeste. os participantes do evento que acontece no centro cultural e de exposições ruth cardoso, em maceió, acompanharam a posse nova diretoria da fenacor que foi eleita por unanimidade em abril. a chapa denominada “união, trabalho e desenvolvimento” é presidida por armando vergilio, – reeleito para o cargo. tomaram posse a diretoria, conselho fiscal, delegados representantes junto à cnc e vice-presidências regionais da fenacor. “tivemos nas gestões anteriores várias conquistas. temos uma série de projetos para que possamos contribuir para que o setor de seguros continue se desenvolvendo e o corretor de seguros continue a ser o principal canal de distribuição de seguros no país”, afirmou armando vergílio. para os próximos quatro anos em que ficará à frente da entidade, ele destacou que ainda existem muitos desafios a serem vencidos.  “vários projetos estão na ordem do dia e precisam caminhar como o prevsaúde. temos que interagir junto ao governo, ministério da fazenda e susep sempre dialogando e apontando saídas, construindo uma pauta positiva. o mercado de seguros tem muito a colaborar”, reforçou. o deputado federal lucas vergílio também esteve no congresso e destacou a aprovação do pl 3139/2015 sobre o funcionamento das associações de proteção veicular. “ele foi aprovado na comissão especial da câmara dos deputados e agora vai a plenário”, disse ele. lucas explicou que o projeto sofre alterações e foi transformado em lei complementar. “por ele as associações viram sociedades de autogestão para que tenham provisionamento técnico e paguem impostos e sofram a fiscalização da susep”, destacou. o deputado lembrou ainda que na nova versão, o texto prevê que o corretor de seguros atue como intermediário. “essas entidades não irão comercializar. só os membros daquelas entidades que terão autogestão e o corretor que será intermediário”, disse. fonte: cqcs i sueli santos
04/06/2018

Mercado aumenta previsão de inflação e reduz estimativa de alta do PIB

 os economistas do mercado financeiro elevaram a previsão para a inflação de 2018. o relatório de mercado focus divulgado na manhã desta segunda-feira (4) pelo banco central (bc), mostra que a mediana para o ipca este ano foi de 3,60% para 3,65%. há um mês, estava em 3,49%. já a projeção para o índice em 2019 passou de 4,00% para 4,01%. quatro semanas atrás, estava em 4,03%. a projeção dos economistas para a inflação em 2018 está dentro da meta deste ano, cujo centro é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do ipca no médio prazo, denominadas top 5, a mediana das projeções para 2018 no focus seguiu em 3,24%. para 2019, a estimativa do top 5 seguiu em 3,75%. quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,40% e 4,00%, respectivamente. em 10 de maio passado, o instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge) havia informado que o ipca subiu apenas 0,22% em abril, abaixo do que era esperado pelo mercado. no acumulado do ano, o índice de preços avançou 0,92%. também com influência sobre as projeções de inflação do mercado, o dólar à vista acumula alta de 13,43% em 2018. em meio ao avanço do dólar, o comitê de política monetária (copom) do bc manteve a selic (a taxa básica de juros) em 6,50% ao ano no dia 16 de maio. há duas semanas, um novo fator começou a pesar sobre as projeções de preços: a greve dos caminhoneiros, que provocou desabastecimento em todo o país, com influência sobre os preços e a atividade. no focus divulgado nesta manhã, a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 4,32% para 4,38% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,12%. entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para maio de 2018 seguiu em 0,30%. um mês antes, estava em 0,32%. no caso de junho, a projeção passou de 0,35% para 0,40%, ante 0,26% de quatro semanas antes. alta do pib de 2018 cai de 2,37% para 2,18% após os dados mais recentes do instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge), divulgados na semana passada, o mercado financeiro reduziu suas projeções de crescimento da economia em 2018. a expectativa de alta para o pib este ano foi de 2,37% para 2,18% no relatório de mercado focus. há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,70%. para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do pib de 3,00%, mesmo patamar de quatro semanas atrás. na quarta-feira passada, dia 30 de abril, o ibge informou que o pib cresceu 0,4% no primeiro trimestre deste ano ante o quarto trimestre do ano passado. na comparação com o primeiro trimestre de 2017, houve alta de 1,2%. a projeção atual do bc, já passível de atualização, é de alta de 2,6% para o pib em 2018. o ministério da fazenda trabalha com um porcentual de 2,5%. no relatório focus agora divulgado, a projeção para a produção industrial de 2018 seguiu indicando alta de 3,80%. há um mês, estava em 3,81%. no caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,50%, igual ao verificado quatro semanas antes. a pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o pib para 2018 seguiu em 55,00%. há um mês, estava no mesmo patamar. para 2019, a expectativa permaneceu em 57,00%, também igual ao verificado um mês atrás. jornal do comércio (http://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/2018/06/economia/630898-mercado-aumenta-previsao-de-inflacao-e-reduz-estimativa-de-alta-do-pib.html)
04/06/2018

Bolsa de Valores de São Paulo abre em alta Agência Brasil

 o índice da bolsa de valores de são paulo (ibovespa) abriu nesta segunda-feira (4) em alta de 0,27%, com 77.545 pontos às 10h, após a turbulência da última sexta-feira, causada pela saída do presidente da petrobras, pedro parente. a tendência de alta se consolidava nos primeiros minutos do pregão, com o índice registrando 1,66% às 10h16 com 78.442 pontos. as ações da petrobras registraram forte queda na bolsa de valores na sexta-feira, assim como as ações preferenciais anotando queda de 15,60%, e as ordinárias, recuo de 15,50%. o dólar também fechou em forte alta, cotado a r$ 3,7667 na venda. as ações da eletrobras registraram na abertura do pregão de hoje perdas, com -2,02% nas ações preferenciais, que dão direito a dividendos, e de 1,45% nas ações ordinárias, que permitem voto em assembleias. a estatal vive um período de incerteza com o envio de um projeto de lei do governo ao congresso para venda seis distribuidoras da eletrobras nas regiões norte e nordeste. é a segunda tentativa do governo para avançar na questão. jornal do comércio (http://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/2018/06/economia/630903-bolsa-de-valores-de-sao-paulo-abre-em-alta.html)  
04/06/2018

Taxas futuras de juros recuam com dólar e ajudadas por leilão em semana de IPCA

 os juros futuros operam em baixa na manhã desta segunda-feira (4) na esteira do dólar fraco ante o real e no exterior. as taxas recuam, apesar de o ipc-s de maio ter mostrado aceleração e a pesquisa focus ter trazido projeções mais altas para a inflação e o câmbio. na sexta-feira, as taxas curtas e médias fecharam em baixa e as longas, com viés de alta, ajudadas ainda pela atuação do tesouro com leilões de compra de ntn-f, que prossegue nesta segunda. entre 11h e 11h30min, o tesouro realiza leilão de recompra até 1,5 milhão de notas do tesouro nacional - série f (ntn-f) a serem distribuídas nos vencimentos de 1/1/2025, 1/1/2027 e 1/1/2029, de acordo com portaria nº 357 publicada no site da instituição. as atenções estarão em como a petrobras, agora sob o comando de ivan monteiro, irá conduzir a política de preços da companhia. segundo apurou o broadcast, o governo estuda criar até julho um seguro para reduzir o preço da gasolina e gás ao consumidor, depois de toda a turbulência desencadeada pela greve de 11 dias dos caminhoneiros. mais cedo, a fundação getulio vargas (fgv) informou que o índice de preços ao consumidor - semanal (ipc-s) subiu 0,41% em maio, acelerando da taxa de 0,34% apurada em abril. assim, o indicador acumula alta de 1,79% no ano e de 2,87% em 12 meses, depois de 2,98% no período finalizado em abril. o ipc-s acelerou em cinco das sete capitais pesquisadas na quarta quadrissemana de maio ante a terceira leitura do mês. no geral, o ipc-s avançou de 0,33% para 0,41% entre os dois períodos. em abril, o indicador fora de 0,34%. o dado eleva expectativa sobre o ipca de maio, que será divulgado na sexta-feira, dia 8. a inflação oficial deve sofrer impacto da aceleração dos preços da gasolina e de alimentação, como consequência da greve dos caminhoneiros. apesar da greve, no entanto, não se alterou a visão de economistas de que o índice nacional de preços ao consumidor amplo (ipca) ainda fechará o ano abaixo do centro da meta de 4,50%. na focus, os economistas do mercado financeiro elevaram a previsão para a inflação de 2018 de 3,60% para 3,65%. já a projeção para o índice em 2019 passou de 4,00% para 4,01%. quatro semanas atrás, estava em 4,03%. os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a selic este ano em 6,50% ao ano. já a projeção para a selic em 2019 permaneceu em 8,00% ao ano, igual ao verificado há quatro semanas. a mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano subiu de r$ 3,48 para r$ 3,50, ante os r$ 3,37 verificados há um mês. já o câmbio médio no ano passou de r$ 3,46 para r$ 3,49, ante r$ 3,37 de um mês atrás. para 2019, a projeção para o câmbio no fim do ano foi de r$ 3,47 para r$ 3,50, ante r$ 3,40 de quatro pesquisas atrás. já a expectativa para o câmbio médio no próximo ano foi de r$ 3,40 para r$ 3,45, ante r$ 3,40 de um mês atrás. às 9h40min desta segunda, o contrato de di para janeiro de 2020 estava a 7,62%, de 7,67% no ajuste de sexta-feira. o di para janeiro de 2021 caía a 8,75%, de 8,81% no ajuste de sexta-feira. o di para janeiro de 2023 cedia a 10,56%, de 10,57% no ajuste anterior. no câmbio, o dólar à vista caía 0,47%, aos r$ 3,7429. o dólar futuro para julho recuava 0,58%, aos r$ 3,7530. jornal do comércio (http://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/2018/06/economia/630897-taxas-futuras-de-juros-recuam-com-dolar-e-ajudadas-por-leilao-em-semana-de-ipca.html)
04/06/2018

IPC-S sobe 0,41% em maio após alta de 0,34% em abril, revela FGV

 o índice de preços ao consumidor - semanal (ipc-s) subiu 0,41% em maio, acelerando da taxa de 0,34% apurada em abril, revelou nesta segunda-feira (4) a fundação getulio vargas (fgv). assim, o indicador acumula alta de 1,79% no ano e de 2,87% em 12 meses, depois de 2,98% no período finalizado em abril. na comparação com a terceira quadrissemana de maio também houve avanço, já que a variação na terceira quadrissemana do mês foi de 0,33%. no período, que sentiu os efeitos da greve dos caminhoneiros, iniciada no dia 21, cinco das oito classes de despesas avançaram: transportes (0,16% para 0,48%), alimentação (0,09% para 0,24%), habitação (0,62% para 0,73%), vestuário (0,07% para 0,41%) e despesas diversas (0,05% para 0,06%). já os segmentos que registraram desaceleração entre a terceira quadrissemana e a quarta medição de maio foram educação, leitura e recreação (-0,01% para -0,37%), saúde e cuidados pessoais (0,85% para 0,70%) e comunicação (0,29% para 0,20%). jornal do comércio (http://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/2018/06/economia/630884-ipc-s-sobe-0-41-em-maio-apos-alta-de-0-34-em-abril-revela-fgv.html)
01/06/2018

500 reais por mês em dez anos viram quase 100 mil na previdência

 você é do tipo que economiza? que consegue guardar parte do seu salário todo mês e pensa no futuro? que bom para você, porque a maioria dos brasileiros não poupa nada. segundo dados do spc brasil e da cdnl, 84% não pouparam nenhum dinheiro em fevereiro, sendo este o menor percentual visto em 15 meses. a título de ilustração, vale dizer que, em fevereiro do ano passado, esse índice era de 86%. ou seja: o brasileiro guarda cada vez menos dinheiro. pensando nisso, a ciclic, primeira fintech de previdência complementar 100% digital, elaborou uma lista de coisas que você poderia fazer hoje se tivesse investido r$ 500 reais ao mês em um plano de previdência desde 2008, ou seja, mantido a regra de poupar o valor mensalmente por 10 anos. considerando os rendimentos, hoje você teria aproximadamente r$ 100 mil, um montante que seria suficiente para: comprar 15 iphone x 256gb; dar entrada na sonhada casa própria; abrir um novo negócio; casar e fazer uma bela festa de casamento; investir em um mba em uma boa faculdade; comprar os 10 kits de lego mais caros do mundo; adquirir 2 carros populares 0km; pagar a faculdade do seu filho. agora, se ao contrário da maioria dos brasileiros, você pensa no futuro e prefere poupar, uma opção seria investir novamente na previdência esse montante acumulado. sem a necessidade de aportes mensais, em mais dez anos a quantia iria quase dobrar. ou seja, você poderia escolher entre torrar quase r$ 100 mil do jeito que quisesse ou, daqui a dez anos, comprar o dobro de qualquer um dos itens listados acima. fonte: ciclic
01/06/2018

Startup brasileira ganha apoio da UNICEF e promete revolucionar setor de seguros com blockchain

 muito provavelmente você já deve ter ouvido falar do termo fintech, que vem do inglês finance and technology e é amplamente utilizado para nomear empresas e startups que buscam unir o setor financeiro e as novas tecnologias em busca de modernização de funções, desenvolvimento de novos produtos, entre outros. no entanto, se o termo é bastante disseminado, um outro termo “primo” ainda é bastante desconhecido. as insurtechs (que vem da união das palavras seguros e tecnologia) estão surgindo com força no mercado e modernizando antigas aplicações, inserindo-as na economia digital. um belo exemplo desta nova aplicação é a 88 insurtech, que marcou presença durante as apresentações do blockspot latam, em são paulo. a startup, comandada por rodrigo ventura, busca trazer as inovações e as qualidades da tecnologia blockchain para o setor de seguros. a proposta da 88 insurtech é desenhar e distribuir produtos e serviços das seguradoras, permitindo que corretores usem a plataforma para capilarizar as vendas no território nacional, diminuindo assim as taxas e promovendo uma melhor concorrência, tornando mais simples, fácil e rápido o consumo de seguros no brasil. o caminho da 88 insrtech em busca de mudar o mercado ganhou o respaldo importante de uma das organizações que mais tem apoiado e incentivado o uso de criptomoedas e blockchain, a onu, que por meio de sua subsidiária, a unicef, selecionou a 88 como uma das startups com capacidade de realizar impacto social em uma escala global. uma grande conquista para a insurtech que acredita que por meio de uma solução em blockchain irá diminuir as dificuldades atuais na compra e gestão do ciclo de vida da apólice de seguros. por meio da validação de identidade, scoring e rating, distribuição de produtos de seguros, marketplace de serviços de seguros e o registro de apólices com a transparência permitida pelo blockchain, a 88 também pretende revolucionar o tradicional setor de seguros, usando smart contracts baseados na rede ethereum, stellar (para micropagamentos) e corda (onde já são parceiros do r3). ventura possui grande conhecimento no setor, tendo atuado em grandes empresas como itaú, hsbc, sistran, bradesco, zurich, cardif, porto seguros e kpmg, e decidiu tornar realidade o projeto que desenvolveu durante o startup weekend blockchain techstars, patrocinado pelo google e pela foxbit. “nos inspiramos na progressive com iot telematics, na lemonade com robotics e inteligência artificial, na insurepal, policypal e aigang com blockchain”, explica. durante a apresentação que fez na blockspot conference latam, ventura salientou não apenas os atributos de seu produto, mas os desafios do mercado no brasil que sofre com regulação e uma certa centralização do mercado, que ele pretende resolver com a descentralização da cadeia de blocos. fonte: portal criptomoedas por cassio gusson
01/06/2018

Evento discute a transformação digital do seguro por meio das insurtechs

 reunidos pela apts e ens, especialistas analisaram as mudanças na operação de seguro e na relação com os clientes a partir de soluções inovadoras oferecidas por startups. em uma manhã atípica na cidade de são paulo, com os reflexos da greve dos caminhoneiros, a apts e a escola nacional de seguros reuniram mais de cem pessoas para discutir o tema insurtechs. o evento realizado no dia 28 de maio, no auditório da ens, apresentou um panorama das insurtechs no país, discutiu as mudanças na operação de seguros e na relação com clientes e expôs cases de startups que criaram soluções inéditas para o setor com o uso de tecnologias sofisticadas. “a evolução tecnológica é muito rápida e, às vezes, difícil de acompanhar. o tema desse evento é atual e muito oportuno, inclusive, para atualizar nossos alunos em relação a essas mudanças”, disse a diretora de ensino técnico da ens, maria helena monteiro, já o presidente da apts, osmar bertacini, comemorou a parceria com a ens. “ambas as entidades têm em comum o objetivo de disseminar o conhecimento de seguro”, disse. aceleração e sustentabilidade de acordo com o representante da câmara brasileira de comércio eletrônico (câmara-e.net), caetano altieri, existem, atualmente, mais de 1,5 mil insurtechs em todo o mundo, que já movimentaram us$ 19 bilhões, a maioria (32%) concentrada no e-commerce e plataformas sob demanda. no brasil, as insurtechs são mais recentes, mas já somam 78 startups em operação, segundo mapeamento da câmara-e.net. deste grupo, 40% atuam no segmento de produtos, 28% em data e analytics e 12% na jornada do usuário. de acordo com altieri, a câmara-e.net agora integra o grupo de trabalho da susep na área de insurtechs e pretende oferecer subsídios para a regulamentação do segmento. “vamos construir uma proposta de valor para apoiar as insurtechs”, disse. o jornalista antonio carlos teixeira, assessor executivo estratégico de comunicação para negócios de insurtech e editor do blog terra gaia, abordou o tema sob o aspecto da sustentabilidade. ele comentou o crescimento do uso de tecnologias e inovações no seguro, considerando a predileção das novas gerações pela cultura mobile. “o resultado é a integração do negócio do seguro ao modo de viver, de pensar e de agir do novo consumidor cliente-segurado, que já nasceu conectado”, disse. em sua opinião, o setor deve se preocupar em suprir as novas necessidades de segurados (atuais e futuros); entender o pensamento e cultura das novas gerações, identificando novos riscos e coberturas. maurício martinez, da oxigênio aceleradora, empresa do grupo porto seguro, explicou que o perfil de startup é o de empresa jovem que trabalha com modelo repetitivo e de alta escala. “três jovens com uma ideia genial se juntam, criam um aplicativo e começam a vender pela internet. mas, o que eles podem fazer para aumentar os negócios? procurar uma aceleradora”, disse. na oxigênio, por exemplo, depois de um concorrido processo de s e l e ç ã o, as startups escolhidas passam por uma espécie de anamnese para identificar seus problemas e, durante três meses, recebem orientação de uma rede de mentores, além de treinamento e capacitação. a empresa investe cerca de r$ 200 mil, em média, em cada startup e estabelece, posteriormente, um percentual de participação nos negócios. dentre as empresas aceleradas, ele citou b.time, que desenvolveu um aplicativo para a gestão de campo, que permite monitorar todas as etapas do serviço (local, horário, assinatura do cliente no comprovante etc.). outro exemplo é da psicologiaviva, uma rede com 2,5 mil psicólogas que oferece atendimento por telefone e vídeo. “um sinistro sério pode abalar o cliente e, às vezes, uma conversa com uma psicológica já ajuda”, disse. segundo ele, um dos objetivos da porto seguro com a sua aceleradora é aumentar as chances da empresa de capturar as oportunidades. “porque acreditamos que aí está a inovação”, afirmou. cases de insurtechs a preferência da população brasileira pelos dispositivos móveis – atualmente, existem 306 milhões em uso, dos quais 220 milhões smartphones – levou a insurtech planetun a desenvolver soluções disruptivas para o setor de seguros com base na mobilidade. de acordo com o sócio fundador, henrique mazieiro, a empresa criou aplicativo para seguradoras, em que o próprio segurado pode realizar a vistoria prévia do seu automóvel, enviando as imagens pelo smartphone. com base na mesma tecnologia, a empresa também desenvolveu aplicativos para oficinas mecânicas e para inspeção residencial. “queremos transformar a experiência do usuário”, disse. a ideia é simples: seguro por assinatura, nos moldes de outros serviços disruptivos, como a netflix e spotify. mas, executada com tecnologias sofisticadas, como machine learning e big data. a kakau seguros, insurtech 100% digital, estreou no mercado no ano passado com o seguro residencial por assinatura, em que o segurado pode pausar a qualquer momento a sua apólice. por meio da plataforma digital, o segurado pode adquirir o seguro ou comunicar o sinistro, com a ajuda da assistente virtual anna, um robô que utiliza inteligência artificial e está programado para aprender a cada nova operação realizada. “ninguém fica na porta de uma seguradora, esperando por um novo produto, como fazem os usuários da apple. mas esse é o cenário de evolução tecnológica que queremos trazer para o seguro”, disse henrique volpi, ceo da kakau. experiente profissional da área de seguros de vida e previdência, keyton pedreira conta que criou a insurtech segurize, juntamente com outros sócios, para estimular a distribuição de seguros. seu foco foi o microsseguro, produto de baixo tíquete, que acabou inviabilizado pelos custos dos canais de distribuição. a partir de modelos de negócios disruptivos, como uber e airbnb, ele teve a ideia de trazer esse conceito para o seguro. para tanto, constituiu a segurize como corretora de seguros e criou o que classifica de quinto canal: os insurance influencers. segundo keyton, por meio do uso de aplicativo, as pessoas que indicarem seguro para outras, serão remuneradas caso o negócio seja concretizado. “o modelo é o da indicação, mas o negócio é fechado pela segurize corretora”, explicou. novos eventos após o painel de debates, o presidente bertacini e o diretor evaldir agradeceram o trabalho do diretor luiz macoto sakamoto e da jornalista márcia alves na execução do evento, além da parceria da ens. “vimos hoje que um evento apenas não encerra a discussão sobre as tecnologias disruptivas. por isso, a apts e a ens realizarão uma série de eventos mensais e gratuitos para disseminar o conhecimento sobre o assunto para todos os profissionais do mercado. o próximo será realizado no dia 27 de junho, aqui neste auditório, e discutirá a internet das coisas”, comunicou evaldir. fonte: segs por marcia alves

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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