08/11/2017

Planeje o seu futuro

 é planejando que se constrói um futuro tranquilo. confira as dicas do pastor martin dreher para fazer a sua previdência.
30/10/2017

Troféu JRS – 15 anos

 a grande festa do troféu jrs, ocorreu na sexta-feira, dia 27 de outubro. mais de 1 mil convidados prestigiaram os grandes homenageados, que representam o setor segurador como um todo. ao todo, 48 troféus foram concedidos pela comissão organizadora dos 15 anos do troféu jrs. o grupo aspecir, um dos homenageados, prestigiou o evento com a presença do presidente milton machado, da diretora terezinha domingues de oliveira, da área jurídica carlos alfredo radanovitsck, da área técnica antônio nazario coutinho e na área comercial: fábio ribas, ilton manique machado, samantha valle, joão lock, marco rocha, janete roque, maurício dória, patrícia de oliveira, vanessa borges, cacilda belles e renata ribeiro.   
30/10/2017

Eventos marcam os 500 anos da Reforma Luterana em Porto Alegre e Santa Rosa

 na capital, um espetáculo lotou o auditório araújo vianna na noite deste sábado. na cidade do noroeste gaúcho, centenas de pessoas comemoraram a data no domingo. fonte: g1 rs celebração religiosa reuniu cerca de 2 mil pessoas em santa rosa (foto: reprodução/rbs tv) os 500 anos da reforma protestante foram celebrados em eventos realizados em porto alegre e em santa rosa. na capital, um espetáculo lotou o auditório araujo vianna na noite deste sábado (28). na cidade do noroeste gaúcho, centenas de pessoas comemoraram a data no domingo (29). os primeiros luteranos, ou protestantes, chegaram ao rio grande do sul com os imigrantes alemães em 1824. do vale do sinos, se espalharam de norte a sul. "vieram com um perspectiva que a própria reforma traz, de transformação da realidade social e cultural a partir do trabalho", diz o vice-reitor da ulbra e doutor em história, ricardo rieth. estrelada pelo ator gaúcho werner schunemann, uma microssérie na internet conta os passos da reforma luterana. sobre os eventos no evento realizado em porto alegre, o público acompanhou a representação da vida e das ideias de martinho lutero com músicos, luzes e acrobatas. o pastor edgar lemke exaltou o trabalho realizado pelo religioso. "ele teve a facilidade de dizer que essa fé não fica só na direção vertical, mas também em relação às pessoas", disse. em santa rosa, uma caminhada reuniu cerca de 600 pessoas nas principais ruas da cidade. mensagens foram usadas para recontar a história escrita por lutero em 1517. mais tarde, uma celebração religiosa reuniu mais de 2 mil pessoas no parque de exposições. durante todo o dia, oficinas foram realizadas para proporcionar conhecimento aos fieis. "estamos construindo essa relação de trabalho que mostra o trabalho que a igreja tem na grande região nossa", diz o coordenador da associação regional de educação, desenvolvimento e pesquisa (arede), ademir amaral.
19/10/2017

Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama

  o dia mundial de combate ao câncer de mama é celebrado em 19 de outubro, mês que ficou conhecido como outubro rosa, através de uma campanha para conscientização das mulheres sobre a importância da realização do exame de mama, que possibilita um tratamento mais eficiente, pois facilita a descoberta da doença logo no estágio inicial. o rosa é utilizado no laço que simboliza o combate contra o câncer de mama. o grupo aspecir participa dessa já consolidada campanha de combate ao câncer de mama e este ano, além da decoração e do lacinho rosa usado por suas colaboradoras, recebeu em sua sede o projeto «dia da beleza», parceria da mary kay e do imama - instituto da mama do rio grande do sul. o «dia da beleza» foi realizado ontem, 18 de outubro, na sede do grupo aspecir. trata-se de uma sessão onde as colaboradoras tiveram a oportunidade de receber orientações sobre o câncer de mama, cuidados com a pele e dicas de auto maquiagem, o que realça a imagem pessoal e profissional, levantando a autoestima. o projeto também oferece desconto nos produtos de beleza para aquelas que fizerem a mamografia, incentivando as mulheres a realizarem o exame preventivo. neste sentido, o imama participa do projeto buscando a conscientização da sociedade gaúcha acerca da importância dos cuidados com a saúde da mama, enfatizando a necessidade da detecção precoce do câncer de mama para maiores chances de cura, além de qualidade e agilidade em todos os processos da rede de atenção à saúde da mama. o grupo aspecir que trabalha com previdência e seguros, acredita que é sempre muito importante a prevenção. e é assim que a empresa pensa o futuro.
02/10/2017

Destaques do Mercado de Seguros de Vida e Previdência

 o clube de seguros de vida e benefícios (cvg-rs) realizou em porto alegre na noite do dia 29 de setembro a sua tradicional premiação do mercado de seguros do rio grande do sul. neste evento, são escolhidos as personalidades e entidades que se destacaram ao longo do ano. este ano, a festa contou com a presença de quase 500 pessoas, entre eles corretores, gerentes, diretores e demais executivos do mercado. o grupo aspecir foi representado pelo diretor comercial da união seguradora joão carlos lock, o gerente da área técnica antônio coutinho e os comerciais da aspecir previdência ilton manique, maurício dória e fábio ribas. confira os vencedores de cada categoria: seguradora: icatu executivo: alberto muller corretor pf/pj: solaris prestador de serviços: mirador entidade: sincor-rs comercial: cristiane marina além destes, houve ainda uma homenagem, por seus importantes serviços prestados para o mercado de seguros, para a anaps e também como personalidade do ano para “caburé”.
23/09/2017

Insurtechs: o impacto das plataformas de negócios no setor de seguros

  modelos de negócios baseados em plataformas disruptivas como uber e airbnb estão chegando ao mercado segurador fonte: alexandre salema, administradores.com com tantas inovações acontecendo, é preciso olhar para o futuro como uma bússola, no sentido de nos orientar ao melhor caminho para os negócios. algumas empresas ainda têm dificuldade em abrir mão de certos valores e crenças, o que as mantêm aprisionadas ao passado. essa inércia abre espaço para que os inovadores lancem-se à frente, provocando uma revolução no mercado. plataformas de negócios como uber, airbnb e netflix, por exemplo, chegaram para mudar a regra do jogo. enquanto a empresa tradicional foca em atividades que, através de uma cadeia de valor, entrega um produto ou um serviço para o cliente, o modelo de negócios baseado em tecnologia e mobilidade conecta participantes em um ecossistema que gera valor para ambos os lados. os exemplos clássicos desse modelo são a uber, plataforma que conecta motoristas a pessoas que precisam de transporte privado sob demanda e a airbnb, que conecta hóspedes a donos de imóveis disponíveis para hospedagem. ambos impactaram fortemente seus mercados em todos os países em que atuam. pouco a pouco, modelos de negócios baseados em plataformas atingem outras indústrias, inclusive no segmento de seguros, onde grandes companhias ainda resistem à mudança de processos e determinam um ritmo naturalmente mais conservador. mas as inovações de caráter disruptivo também alcançaram este setor por meio das insurtechs, startups que unem o mercado de seguros aos benefícios da tecnologia, apresentando novos modelos de negócios para as seguradoras. a grande questão é: as empresas líderes do mercado segurador estão observando esse movimento com a atenção devida? estão de alguma forma preparando-se e colocando-se em posição para ditar essa mudança ou assistem de forma passiva a chegada dessas inovações? toda plataforma de negócio bem sucedida surge a partir de uma dor e no segmento de seguros isso não é diferente. estamos falando sobre um segmento que atua sob regulação de mercado e que depende sempre de um intermediário para relacionar-se com o cliente, entre outras complexidades. para abraçar esse caminho da inovação apontado pelas insurtechs será preciso superar grandes desafios. na questão da regulação, hoje o susep é responsável pelo controle e fiscalização do setor de seguros, previdência privada aberta, capitalização e resseguro e suas regras precisariam ser revistas para que as plataformas pudessem atuar. por outro lado, as grandes companhias do segmento, certamente resistirão a qualquer mudança que possam impactá-las, assim como acontece hoje com os taxistas e o uber e seus concorrentes. no entanto, o fato do mercado de seguros hoje precisar da figura do intermediário para gerir muitos processos, pode impulsionar o uso da plataforma, facilitando a interface com o cliente. uma insurtech poderia inovar e desenvolver uma plataforma para agilizar a comunicação entre seguradoras e clientes. também no que tange a regulação de sinistros, o modelo de insurtech é capaz de desenvolver uma plataforma para permitir a intermediação de seguradoras e reguladores de sinistro. hoje, as reguladoras atuam em conjunto com as seguradoras, entretanto, é preciso que se restrinjam apenas à regulação. por meio de uma plataforma de negócios, as seguradoras enviariam o sinistro para que um regulador pudesse atuar. pode ser que as seguradoras não sintam-se confortáveis e seguras ao passar um sinistro diretamente para o regulador, já que o modelo atual exige um contrato que garante a qualidade do serviço das reguladoras. mas, o processo de disrupção passa pela quebra de paradigmas. no modelo das plataformas, que valoriza a pontuação do serviço prestado, acontece uma seleção natural de players. os profissionais que prestam serviços medianos ou ruins são excluídos do processo. é assim que já funciona na uber, airbnb e em outras plataformas. os benefícios também serão percebidos de forma mais acentuada na diminuição dos custos dos serviços, à medida que a plataforma cria um processo mais leve e menos dispendioso, comparado a uma grande empresa. é fato que as mudanças acontecerão. agora cabe às empresas optarem por definir essas transformações e serem protagonistas ou ficarem em uma posição arriscada, como meros observadores.
22/09/2017

Susep vai regulamentar seguro funeral

 a susep colocou em consulta pública minuta de resolução do cnsp que vai alterar as regras de funcionamento e os critérios para operação do seguro funeral. os interessados poderão encaminhar seus comentários e sugestões até o dia 18 de outubro, por meio de mensagem eletrônica dirigida ao endereço cgcom.rj@susep.gov.br ou copep.rj@susep.gov.br. a minuta está disponível no site da autarquia. pelo texto dessa minuta, as mudanças têm o objetivo de garantir aos beneficiários uma indenização limitada ao valor do capital segurado contratado, na forma de reembolso de despesas ou de prestação de serviços, desde que relacionados à realização do funeral, no caso de ocorrência de morte do segurado principal ou dos dependentes. assim, as coberturas do seguro funeral poderão abranger o reembolso de despesas ou a prestação dos seguintes serviços: transporte do corpo até o local da residência, caso o falecimento tenha se dado em lugar diverso; tratamento das formalidades para liberação do corpo; registro de óbito em cartório; atendimento e organização do funeral; sepultamento; cremação; e outros serviços que estejam diretamente arrolados ao funeral. os nomes das coberturas devem estar diretamente relacionados aos objetivos das mesmas, não devendo induzir os segurados ao erro quanto à abrangência do risco coberto. além disso, as coberturas somente podem prever o oferecimento de prestação de serviços ou de reembolso de despesas que estejam rigorosamente relacionadas ao funeral do segurado. nos casos de reembolso, o beneficiário poderá optar por prestadores de serviço à sua livre escolha, desde que legalmente habilitados, sendo reembolsado pelas despesas efetuadas até o limite máximo do capital segurado contratado. quando se tratar de prestação de serviço, a seguradora deverá manter telefone gratuito de assistência ao segurado, disponível 24 horas, o qual deverá constar, em destaque na apólice, no certificado individual ou no bilhete, conforme o caso. em caso de impossibilidade de contato, por qualquer razão, com o telefone gratuito disponibilizado pela seguradora, e/ou na impossibilidade da utilização da rede de serviços autorizada, o beneficiário poderá optar por prestadores de serviço à sua livre escolha, desde que legalmente habilitados, sendo reembolsado pelas despesas efetuadas até o limite máximo do capital segurado contratado. a contratação deverá ser efetivada por meio de preenchimento e assinatura pelo proponente de proposta de contratação, no caso de planos individuais, e proposta de adesão, no caso de planos coletivos, exceto quando a contratação se der por meio de bilhete. as condições contratuais deverão especificar, em destaque e de forma clara e precisa, os riscos cobertos e excluídos, as franquias e carências, se houver, e as situações passíveis de perda de direitos. quando houver coberturas que garantam o reembolso de despesas deverão ser especificadas, com clareza, todas as despesas cobertas e as não cobertas pelo plano de seguro. a denominação “seguro funeral”, bem como a utilização de quaisquer outros termos técnicos especificamente relacionados a contratos de seguros, são exclusivos para operações realizadas por seguradoras, devidamente autorizadas a operar em seguro de pessoas no brasil. as seguradoras poderão estabelecer contrato com empresas que prestam serviços funerários, ficando estas últimas na condição de suas prestadoras de serviços. contudo, o risco inerente ao negócio de seguros deverá ser administrado pelas seguradoras e não repassado para as prestadoras de serviço. para ofertar e promover planos de seguros, em nome da seguradora, as prestadoras de serviços funerários deverão, obrigatoriamente e previamente ao início das operações, estabelecer contrato na condição de representante de seguros, nos termos estabelecidos em norma específica. é expressamente vedado às funerárias a atuação como estipulante ou subestipulante de seguros. esse veto não se aplica apenas aos empregadores que estipulem seguro em favor de seus empregados. fonte: c q c s
22/09/2017

Blockchain: ameaça ou oportunidade no mercado de seguros?

 especialistas debatem os impactos da tecnologia no setor durante o 11º insurance service meeting o blockchain já é considerada por muitos uma revolução silenciosa, mas só o tempo vai dizer se essa tenologia será avassalora ou não para a economia digital. o presente e o futuro desta ferramenta e o impacto que ela pode causar no mercado de seguros foram debatidos na palestra sobre blockchain, realizada no 11º insurance service meeting, paralelamente à 8ª conseguro, com a participação de mario robredo, gerente sênior de inovação e novos negócios banking da indra; paulo kurpan, superintendente executivo de negócios da cnseg; e marcio alexandre malfatti, sócio da pimentel e associados advogados. a moderação foi feita por fabio leme, vice-presidente técnico da *** seguros. blockchain (na tradução livre “cadeia de blocos”) são bases de registros e dados distribuídos e compartilhados, que têm a função de criar um índice global para todas as transações que ocorrem em um determinado mercado. funciona como o livro-razão da contabilidade, só que de forma pública, compartilhada e universal, com base no consenso e confiança entre as pessoas, sobre todas as informações, saldos e transações. a tecnologia possibilita as movimentações feitas com moedas digitais (bitcoins ou criptomoedas), ao validar as transações financeiras. trata-se de uma ferramenta que faz com que as trocas monetárias sejam descentralizadas, transparentes e disponíveis para a conferência pública, diminuindo os riscos de fraudes e sem a necessidade de um banco central para a análise dos dados. mas o que isso pode significar para os setores da economia, incluindo o de seguros? mudanças drásticas nas relações comerciais e sociais. mario robredo explicou: "o blockchain permite aprimorar serviços e produtos no mercado de seguros, aperfeiçoando o relacionamento entre empresas e clientes e oferecendo mais rapidez e agilidade nos processos. por esse motivo, pode gerar uma redução de custos e também dos riscos que envolvem a operação de seguros". segundo mario, o blockchain tem potencial disruptivo, pois é capaz de combinar diversas tecnologias. "pode ser utilizado pelo celular, é composto por moedas digitais e está associada à tecnologia bancária. é a peça que faltava na economia digital", opinou. a aplicação do blockchain no mercado de seguros pode ser feita nos processos de sinistros – do aviso ao pagamento; ou para a análise do seguro e dos riscos que envolvem a admissão da apólice. sobre a inserção dessa tecnologia no dia a dia das seguradoras, paulo kurpan afirma que não vê isso acontecendo a curto prazo. "estamos vivendo um momento de transição, no universo das possibilidades. o blockchain traz ameaças e oportunidades para o mercado de seguros. o bom é que o nosso setor está em linha com o que está acontecendo no mundo. a cnseg está atenta às inovações que têm surgido e já promovemos ações específicas junto a startups", ressaltou kurpan. para marcio alexandre malfatti, o blockchain pode funcionar de maneira efetiva em contratos cujas interpretações sejam simples. "para tudo que tiver apenas duas possibilidades de respostas, 'sim' ou 'não', essa tecnologia funciona maravilhosamente bem, pois as regras de contrato nesse sistema são explícitas. o problema é quando há o 'se não ou o 'se sim', ou seja, situações em que existem interpretações complexas, o que gera a necessidade de uma assistência jurídica e regulatória para auxiliar empresas e consumidores. neste caso, só a tencnologia não basta". malfatti não tem dúvidas sobre o impacto que o blockchian pode causar na área jurídica das seguradoras. "quem reclama da rapidez de liminares no segmento de saúde, o faz por ainda não conhecer o potencial do blockchain", disse, arrancando risos da plateia. o impacto das novas tecnologias no mercado de trabalho também foi abordado pelos participantes. na avaliação de robredo, as inovações ameaçam somente profissionais com baixa qualificação. "há uma ideia unânime de que as inovações digitais acabam com os empregos. ela extingue alguns e, ao mesmo tempo, criam muitos outros". malfatti discordou: "o blockchain poderá eliminar o trabalho de muitas pessoas qualificadas". fonte: cnseg
22/09/2017

Regulação é o principal desafio para o avanço do mercado de seguros

 o tema debatido por cinco participantes, entre debatedores, palestrante e moderador, apontaram alguns dos caminhos. no segundo dia de debates, os participantes da 8ª edição do conseguro discutiram a regulamentação considerado o principal desafio para um avanço efetivo do mercado. o tema foi debatido por cinco participantes, entre debatedores, palestrante e moderador, apontaram alguns dos caminhos. participaram o presidente da cnseg, marcio coriolano, moderador do painel, os diretores paulo dos santos (susep) e leandro fonseca (ans), priscila grecov (ministério da fazenda)- debatedores- com a palestra principal a cargo de gustavo binenbojm. a secretária-adjunta de políticas microeconômicas do ministério da fazenda, priscila grecov, reconhece excessos no marco regulatório que precisam ser revistos. segundo ela , as barreiras à participação externa devem ser reduzidas gradualmente, como no caso do resseguro, devendo ser criadas também normas para acelerar a incorporação de avanços tecnológicos, voltadas para agilizar a autorização de funcionamento de novos players, com benefício para o consumidor. o professor titular da ufrj, gustavo binenbojm, destacou a instabilidade institucional da susep, tendo em vista que seus dirigentes não têm mandato fixo (ao contrário da ans, que cuida da saúde suplementar) e podem ser alçados dos cargos por pressão ou interesses políticos ou de governo, e a falta de autonomia financeira dos dois órgãos de supervisão do mercado, como gargalos importantes. “os reguladores devem ser protegidos de pressões políticas ou de grupos de interesse, porque a regulação deve ser de estado e não de governos”, disse ele, sugerindo que a susep, a exemplo do que foi realizado com a cvm, crie mandatos para seus dirigentes. paralelo a 8ª conseguro estão acontecendo mais cinco eventos simultâneos que são: 11º seminário de controles internos & compliance auditoria e gestão de riscos, a 7ª conferência de proteção do consumidor de seguros, o 11º insurance service meeting, o 5º encontro nacional de atuários e o 2º seminário de riscos e oportunidades emergentes. fonte: c q c s

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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