06/04/2018

Planejamento para a aposentadoria – uma necessidade para o trabalhador

 fonte: jornal dia a dia por daniel susumura dos santos frente à um debate sobre a reforma da previdência social que será retomado com certeza no próximo mandato presidencial, muitos trabalhadores estão inseguros com o seu futuro. assim, fazer um planejamento para ter uma aposentadoria tranquila é mais do que uma alternativa à conjuntura desfavorável, é uma necessidade. muitas pessoas se preocupam com o crescimento profissional e aumento de sua renda hoje, mas poucas se organizam e poupam dinheiro para garantir qualidade de vida no futuro. e é aí que a educação financeira se encaixa perfeitamente, preenchendo a importante lacuna de aprender a se planejar, não importa a idade. o salário do inss é muito importante para os brasileiros e um direito do trabalhador. entretanto, o valor não é suficiente para manter o padrão e a qualidade de vida. em consequência, uma porcentagem muito grande dos aposentados continuam trabalhando para complementar a renda. e ao que tudo indica, os trabalhadores se aposentarão cada vez mais tarde, por conta do crescimento da expectativa de vida do brasileiro. minha intenção aqui não é dizer se essa medida é boa ou não, porque ela envolve uma série de fatores, inclusive uma ação preventiva para evitar um déficit nas contas da previdência. o intuito desse artigo é informar sobre as mudanças e ajudar os trabalhadores a como agir diante delas, para não comprometer de forma negativa o futuro. então, o que fazer? o primeiro passo para mudar é pensar no padrão de vida que deseja ter após se aposentar. será que para viver dignamente você precisará da ajuda de parentes ou de outras pessoas? infelizmente, isso acontece com milhões de brasileiros. é importante ter consciência que mesmo tendo trabalhado a vida toda com carteira assinada, contribuindo para o inss, a quantia recebida dificilmente será suficiente. tenha em mente também que o quanto antes você pensar em seu futuro, mais fácil será para poupar dinheiro e atingir a quantia desejada. há diversas modalidades de investimentos adequadas para a aposentadoria, como previdência privada e tesouro direto. vale a pena conhecer um pouco mais a respeito. fórmula da aposentadoria para auxiliar nesse processo, vou compartilhar uma fórmula que criei há alguns anos, com base na minha experiência pessoal e profissional, como educador financeiro. o segredo é encontrar o “número da sua aposentadoria”, ou seja, quanto quer ganhar mensalmente a partir da data em que decidir parar de trabalhar por obrigação. fazendo as contas certas, acredite, é possível conseguir. para que não se tenha risco de o dinheiro acabar uma hora, o “número” deve ser de, no mínimo, o dobro do padrão de vida. assim, a pessoa saca 50% do que é ganho com os juros mensais dessa aplicação, para viver da forma que planejou, e guarda o restante como reserva, que irá se acumular e continuar trazendo rendimento. eduque-se financeiramente e mude o comportamento em relação ao dinheiro, para viver uma vida mais plena e sustentável! eu, reinaldo domingos, sou phd em educação financeira, presidente da associação brasileira de educadores financeiros (abefin) e da dsop educação financeira e autor do best-seller terapia financeira, do lançamento mesada não é só dinheiro, e da primeira coleção didática de educação financeira do brasil.
06/04/2018

Evento debate tecnologia no mercado de seguros

 fonte: portal nacional de seguros por vania absalão insurtech brasil 2018 reúne as principais insurtechs, empresas de tecnologia para seguros do país, e a segurize é uma delas. o futuro já desembarcou no setor de seguros. sem tecnologia, um contingente enorme de consumidores não seria atendido adequadamente. o uso da tecnologia está mudando o mercado de seguros no brasil. nos últimos dois anos surgiram as insurtechs, empresas de tecnologia para seguros, com a promessa de simplificar e deixar mais acessível o processo de contratação de um seguro. o modelo já é responsável por aproximadamente 10% das vendas de seguros nos países desenvolvidos. no brasil ainda é novidade, mas as vendas online já apontam crescimento. as tendências deste novo mercado serão discutidas a partir de amanhã (05.04), no insurtech brasil 2018, em são paulo. uma das startups no evento é a segurize, lançada em novembro de 2016, a empresa criou um aplicativo de vendas voltado para pessoas que estejam atrás de uma renda extra e queiram indicar segurados em potencial para o segurize. para keyton pedreira, ceo da segurize, "o futuro já desembarcou no setor de seguros. sem tecnologia, um contingente enorme de consumidores não seria atendido adequadamente". ele comenta que "no brasil, as insurtechs estão promovendo a modernização no setor de seguros, desburocratizando os processos e deixando o seguro mais acessível ao cliente". o segurize funciona da seguinte forma: após o cadastro e a aprovação como 'segurizer', os usuários poderão indicar os produtos disponíveis a familiares, amigos ou conhecidos. "cada indicação que se converter em negócio pela segurize, que é uma corretora de seguros, valerá pontos que poderão ser trocados por prêmios ou dinheiro", explica keyton. a ideia foi começar com três tipos de seguros, e hoje, em negociação com as seguradoras. como a segurize, outros cases de sucesso serão apresentados durante o insurtech brasil 2018. para keyton, a criatividade do brasileiro vem contribuindo para o desenvolvimento de aplicativos e startups. os mercados estão em constante mudança e há empreendedores atentos às necessidades, trazendo soluções, novos serviços e plataformas. e com o mercado de seguros não seria diferente. ele conta que a segurize surgiu durante um curso para empreendedores promovido pela revista exame. "o momento é de inovação e eventos como o insurtech brasil 2018 contribuem para essa transição tecnológica". mais informações sobre o evento em http://insurtechbrasil.com.
06/04/2018

Demanda por bens industriais recuou 1,6% em fevereiro ante janeiro, diz Ipea

 a demanda por bens industriais recuou 1,6% na passagem de janeiro para fevereiro, segundo o instituto de pesquisa econômica aplicada (ipea). no trimestre móvel encerrado em fevereiro, porém, o indicador ipea mensal de consumo aparente (ca) de bens industriais registrou alta de 1,2%. na comparação com fevereiro de 2017, o consumo de bens industriais foi 4,5% maior em fevereiro deste ano. o indicador é obtido através da soma das importações de bens industriais com a produção interna, excluídas as exportações. com o resultado de fevereiro, a demanda por bens industriais permanece com ritmo de crescimento mais intenso (com elevação de 4,5% em fevereiro ante fevereiro do ano anterior) do que o apresentado pela pesquisa industrial mensal - produção física (com alta de 2,8% no mesmo período), apurada pelo instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge). "isso é um sinal de que a atividade industrial está aquecida. a economia está demandando tanto os bens industriais produzidos no país quanto os bens importados", avaliou leonardo mello de carvalho, pesquisador do ipea e autor do estudo, em nota oficial. entre os componentes do consumo aparente, a produção doméstica líquida de exportações recuou 1,2% em fevereiro ante janeiro, enquanto as importações de bens industriais caíram 2,8%. a demanda por bens da indústria de transformação encolheu 1,9%, e o consumo de bens da extrativa mineral caiu 2,5%. na comparação com fevereiro de 2017, a produção industrial doméstica, excluídas as exportações, avançou 3,3%, enquanto as importações saltaram 10,0%. houve avanços expressivos nos segmentos de equipamentos de informática (22,6%) e veículos automotivos (18,1%). "os dados nos mostram a retomada forte do consumo dos bens de consumo duráveis", afirmou josé ronaldo de castro souza junior, diretor de estudos e políticas macroeconômicas do ipea, em nota. jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/620726-demanda-por-bens-industriais-recuou-1-6-em-fevereiro-ante-janeiro-diz-ipea.html)
06/04/2018

Bovespa cai com exterior pesado e cautela política no Brasil

 a bovespa abriu em queda na manhã desta sexta-feira (6) pressionada pelo mau humor nos mercados acionários internacionais diante de um novo capítulo da guerra comercial retórica entre estados unidos e china. por volta das 11h, o pregão mantinha o recuo, com queda de 0,6% com 84.477,26 pontos. no quadro nacional, o mercado repercute a ordem de prisão ao ex-presidente da república luiz inácio lula da silva, que foi convocado a se entregar nesta sexta às 17 horas na superintendência da polícia federal em curitiba. a decisão do juiz federal sérgio moro traz incertezas sobre o quadro político no brasil, o que limita uma reação positiva dos agentes por aqui. pouco antes do fechamento deste texto, o ministro do supremo tribunal federal (stf) gilmar mendes avaliou, que a ordem de prisão do juiz sérgio moro a lula é "absurda", porque ainda não foram finalizados todos os procedimentos do tribunal. ele classificou a situação atual no país como "despotismo judicial". jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/620719-bovespa-cai-com-exterior-pesado-e-cautela-politica-no-brasil.html)
06/04/2018

PetroRio anunciou investimento de cerca de US$ 50 milhões no Campo de Polvo

 a petrorio anunciou a segunda fase do plano de revitalização do campo de polvo, que consiste na perfuração de três novos poços. o investimento inicial é de us$ 20 milhões, mas pode chegar a us$ 50 milhões dependendo dos resultados obtidos. a previsão é de conclusão das três perfurações em seis meses e a companhia diz, em fato relevante, que "manterá o mercado informado sobre descobertas comerciais nos poços prospectados". a fase 1, no primeiro trimestre de 2016, segundo a empresa, trouxe como resultado aumento de 20% na produção e volumes de reservas do campo. nesta segunda fase, a petrorio diz que aproveitará as perfurações para atingir alvos secundários, "a fim de investigar novos reservatórios com potencial petrolífero", e que após análise do material geológico, os resultados poderão levar a uma terceira fase, a ser realizada em 2019. a intenção é, novamente ponderando que a depender dos resultados obtidos, estender potencialmente a vida econômica de polvo em cinco anos, até 2026. as perfurações serão feitas pela sonda de propriedade da empresa, que integra a plataforma fixa de polvo (polvo-a), e com isso a petrorio estima que os custos de perfuração sejam 65% menores que as praticadas no mercado em contraposição a se tiversse de fazer aluguel de terceiros. "diante dos novos investimentos em polvo a petrorio reforça seu posicionamento como especialista em enchanced oil recovery no país, buscando inovações técnicas, novas tecnologias, aumentando o fator de recuperação e, consequentemente, estendendo a vida econômica de campos maduros", diz na nota. no mesmo fato relevante, a petrorio diz que aguarda definição da agência nacional de petróleo (anp) sobre o pedido de a redução de royalties para um patamar de 5%, e que tem "recebido sinais positivos" do órgão regulador e ministério de minas e energia. "o pedido de redução de royalties tem base na legislação vigente e permitirá novos investimentos em campos maduros ou áreas de maior risco geológico, tornando essas reservas viáveis economicamente", justifica. com isso, haveria estímulo ao desenvolvimento da indústria do petróleo em diversas regiões do país e o prolongamento da vida útil de campos já em produção, "aumentado o fator de recuperação de reservas já provadas que outrora ficariam debaixo do solo, o que possibilita, no longo prazo, um aumento substancial da arrecadação de royalties por estados, municípios e a união." jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/620723-petrorio-anunciou-investimento-de-cerca-de-us-50-milhoes-no-campo-de-polvo.html)
06/04/2018

CDP revela plano de comprar fatia de até 5% na Telecom Italia

 a cassa depositi e prestiti (cdp), empresa estatal italiana, anunciou que planeja adquirir uma fatia de até 5% na telecom italia, num gesto que é considerado positivo para o fundo ativista elliott management em sua luta de poder com a vivendi. a cdp revelou que planeja comprar a participação no longo prazo e de forma gradual. com base no preço de fechamento da ação da telecom italia ontem, a fatia de 5% corresponderia a um investimento de cerca de 600 milhões de euros (us$ 735,4 milhões). a iniciativa da cdp na telecom italia pode ajudar a elliott a desafiar a vivendi, segundo analistas do ing e bryan garnier. a elliot amealhou uma fatia de mais de 5% na telecom italia e vem fazendo pressão para alterar a diretoria da empresa, num confronto diretor com a francesa vivendi, que detém quase 24% da operadora de telecomunicações italiana. por volta da 8h50min (de brasília), a ação da telecom italia operava em alta de 3,2% na bolsa de milão, ampliando ganhos de ontem, quando surgiram rumores sobre o plano da cdp. "o governo italiano e reguladores se mostraram bastante favoráveis ao projeto da elliott, se opondo à estratégia da vivendi e a sua crescente influência na empresa", afirmou o bryan garnier em nota. separadamente, a vivendi revelou ontem à noite uma lista de dez candidatos para a diretoria da telecom italia, liderada pelo executivo-chefe da empresa, amos genish. cinco dos candidatos são totalmente independentes, segundo os termos regulatórios do país, informou a vivendi. a lista será apresentada durante uma reunião de acionistas da telecom italia, prevista para 4 de maio. a telecom italia é controladora da tim brasil. jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/620714-cdp-revela-plano-de-comprar-fatia-de-ate-5-na-telecom-italia.html)
06/04/2018

Taxas de juros sobem com dólar em meio a preocupações com briga comercial e Lula

 os juros futuros operam em alta na manhã desta sexta-feira (6) na esteira do dólar, precificando receios de uma guerra comercial entre os eua e a china e diante da possível prisão do ex-presidente luiz inácio lula da silva, que tem até às 17h para se apresentar à polícia federal de curitiba. a defesa do petista entrou com novo pedido de liminar para suspensão da execução da pena até análise do mérito do habeas corpus. o novo pedido de hc será analisado pelo ministro felix fischer, da quinta turma do superior tribunal de justiça (stj). lá fora, a agência de notícias estatal chinesa xinhua informou que, ao intensificar suas ameaças, os eua podem estar desperdiçando sua melhor chance de resolver suas questões comerciais com a china. nesta sexta, o governo americano disse ter planos de impor tarifas a mais us$ 100 bilhões em produtos chineses. a divulgação do relatório de empregos dos eua (payroll) nesta manhã também está no foco. às 9h27min desta sexta, o contrato de depósito interfinanceiro (di) para janeiro de 2021, o mais negociado, indicava 8,05%, após tocar em máxima em 8,07%, ante 8,02% no ajuste anterior. no câmbio, o dólar à vista subia 0,36% neste mesmo horário, aos r$ 3,3530, enquanto o dólar futuro de maio estava em alta de 0,22%, aos r$ 3,3685. jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/620706-taxas-de-juros-sobem-com-dolar-em-meio-a-preocupacoes-com-briga-comercial-e-lula.html)  
06/04/2018

Dólar sobe ante real com temores sobre guerra comercial e Lula no radar

 o mercado de câmbio mostra cautela com mais um capítulo, nesta sexta-feira (6) da briga comercial entre estados unidos e china e a possível prisão do ex-presidente luiz inácio lula da silva. lula tem até às 17h para se apresentar à polícia federal de curitiba, mas a sua defesa entrou com novo pedido de liminar para suspensão da execução da pena até análise do mérito do habeas corpus. o novo pedido de habeas corpus será analisado pelo ministro felix fischer, da quinta turma do superior tribunal de justiça (stj). lá fora, a nova proposta do governo americano de impor tarifas a mais us$ 100 bilhões em produtos chineses intensifica as preocupações com um conflito comercial. a aproximação da divulgação do relatório de empregos dos eua (payroll) sustenta ainda uma piora nos mercados em nova iorque. às 9h24min desta sexta, o dólar à vista subia 0,36%, aos r$ 3,3525, enquanto o dólar futuro de maio estava em alta de 0,22%, aos r$ 3,3585. jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/620705-dolar-sobe-ante-real-com-temores-sobre-guerra-comercial-e-lula-no-radar.html)
05/04/2018

Mercado de seguros propõe ajustes à nova Lei de Licitações

  fonte: agência câmara de notícias - redação portogente representantes do mercado segurador defenderam nesta terça-feira (3) ajustes no projeto de lei que moderniza a lei de licitações e contratos (lei 8.666/93) e amplia o nível de cobertura do seguro para obras públicas. o assunto foi debatido na comissão especial que analisa o pl 1292/95 e apensados. o foco da discussão foi o pl 6814/17, do senado, um dos que tramita em conjunto. entre as sugestões apresentadas ao relator do projeto, deputado joão arruda (pmdb-pr), está a retirada dos dispositivos que obrigam as seguradoras que prestam seguro-garantia em obras públicas a fiscalizar a execução dos contratos e realizar auditoria técnica e contábil. o setor propõe que as seguradoras apenas acompanhem o andamento dos contratos e tenham acesso às auditorias que forem realizadas. a alegação é de que as seguradoras não possuem experiência nestas atividades. “não seria razoável transferir a responsabilidade de uma auditoria técnica para a seguradora, que não tem competência técnica para isso”, disse roque de holanda melo, presidente da comissão de riscos de crédito e garantia da federação nacional de seguros gerais (fenseg). outra sugestão é a exclusão do dispositivo que determina à seguradora atuar como “sub-rogada” de todas as obrigações da empresa contratada, em caso de descumprimento contratual. melo disse que esta redação obriga o segurador a assumir, por exemplo, débitos tributários, multas ambientais ou danos a terceiros provocados pela empresa. “a seguradora gastaria toda a importância segurada para limpar o nome da empresa inadimplente”, disse. ele sugere uma nova redação, especificando que o seguro cobrirá apenas a retomada e conclusão da obra. melo propôs ainda que o seguro adicional abrangendo a cobertura de eventuais débitos trabalhistas da empreiteira contratada não tenha os trabalhadores como beneficiários da apólice, como prevê o projeto do senado. ele afirmou que esse tipo de seguro já é praticado no mercado e o beneficiário é sempre o órgão público responsável pela licitação. a mudança, segundo ele, “geraria um custo incalculável”, pois as seguradoras teriam que arcar com o custo de acompanhar as reclamações trabalhistas contra a empreiteira. em uma obra de grande porte, explicou aos deputados, isso implicaria em acompanhar ações por todo o país. novo percentual atualmente, a empresa vencedora de uma licitação é obrigada a apresentar garantias ao contratante (órgão público) nos casos de obras, serviços e compras, que pode ser caução em dinheiro, fiança bancária ou o seguro- garantia (também chamado de performance bond). para obras de grande vulto, deve ser adotado o seguro-garantia, com apólice equivalente a até 10% do valor do contrato. o seguro é acionado sempre que a empresa deixa de cumprir obrigações contratuais. o projeto aprovado no senado mantém o performance bond das obras de grande vulto (com valor estimado superior a r$ 100 milhões), mas eleva o percentual para 30% do valor do contrato e o atrela a uma “cláusula de retomada”. em caso de inadimplência contratual da empreiteira, a seguradora contrata uma nova empresa para retomar e concluir a obra, sem a necessidade de nova licitação, ou indeniza o órgão público para que este contrate outra empreiteira. realidade do mercado apesar das sugestões, os representantes do setor de seguros defenderam o projeto do senado. o coordenador da federação nacional dos corretores de seguros privados e de resseguros, de capitalização, de previdência privada, das empresas corretoras de seguros e de resseguros (fenacor), andré dabus, disse que o texto só precisa de um “ajuste fino”. ele defendeu a elevação do percentual do seguro-garantia. “o percentual de 5% ou até 10%, previsto na lei de licitações, muitas vezes não é suficiente nem para pagar as multas pela rescisão contratual, quanto mais para permitir a retomada da obra”, disse. dabus afirmou que o performance bond de 30% do valor do contrato é o mais viável para a estrutura do mercado brasileiro – em países desenvolvidos, pode chegar a 100% do valor do contrato.

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

Praça Otávio Rocha, 65 - 1º andar
Centro Histórico - Porto Alegre/RS
CEP.: 90020-140
+55 (51) 3228.1999

News

Receba nossas novidades

LIGUE

+55 51 3228-1999

Ouvidoria
0800 703 1989
E-mail: ouvidoria@sinapp.org.br

Atendimento ao Deficiente Auditivo e de Fala através da TSPC-CAS – Central de
Atendimento a Deficientes Auditivos ou de Fala -
0800 200 0819 E-mail: sac.especial.auditivo.fala@sinapp.org.br

Atendimento ao
Deficiente Visual
0800-703-1989